Red Hot Chili Peppers retoma formação clássica e lança primeiro clipe em cinco anos
A banda Red Hot Chili Peppers lançou seu primeiro clipe em cinco anos. Com direção de Deborah Chow (da série “O Mandaloriana”), o vídeo também celebra o retorno da formação favorita dos fãs da banda, com John Frusciante na guitarra. Frusciante se juntou à Anthony Kiedis, Flea e Chad Smith em 1989, logo após a morte do guitarrista original, Hillel Slovak, e com apenas 18 anos. Ele mudou o som da banda, que explodiu com o disco “Blood Sugar Sex Magik” em 1991. Mas por causa de seu vício em drogas, passou a ser um membro inconstante, abandonando o grupo em duas ocasiões. A primeira foi logo após o estouro comercial, em 1992. Sua volta em 1999 rendeu outro disco bem-sucedido, “Californication”, antes dele largar tudo de novo em 2009. O quarteto voltou a se reunir em shows ao vivo na véspera da pandemia, e a música “Black Summer” é o primeiro sinal do que esperar desse revival. O som inicialmente chega a lembrar “Under the Bridge”, o maior sucesso de “Blood Sugar Sex Magik”, mas logo ganha solos de guitarra psicodélicos e uma batida funky que não conversam entre si. Em comunicado à imprensa, os integrantes da banda disseram que passaram “milhares de horas, juntos e individualmente, nos aprimorando e compartilhando para fazer o melhor álbum que pudéssemos”, e frisaram que estão “gratos por essa chance de estar juntos novamente na mesma sala”. O 12º álbum do grupo, intitulado “Unlimited Love”, está previsto para chegar ao mercado em 1º de abril.
Presidente do Spotify defende propagação de conteúdo ofensivo
Um discurso de 15 minutos do presidente e fundador do Spotify, Daniel Ek, vazado pelo site The Verge, escancarou que a empresa não está preocupada com repercussões negativas por abrigar negacionistas. Ek defendeu que o conteúdo ofensivo não é problemático se der audiência e lucro. Só que na verdade, em vez disso, está dando prejuízo para o Spotify. Bilionário. No discurso gravado por funcionários, o executivo abordou o podcast de Joe Rogan, responsável por questionar a eficácia das vacinas contra a covid-19, chamando-o de vital para sua companhia. Apesar de considerar “muito ofensivas” e estar “fortemente em desacordo” com “muitas coisas” que Joe Rogan diz, “para alcançar suas metas” a plataforma deve manter conteúdos que seus funcionários “podem não gostar”. “Nem tudo é válido, mas haverá opiniões, ideias e crenças com as quais discordamos fortemente, e inclusive que nos deixam furiosos ou tristes”, disse Ek justificando seu apoio a Rogan. Ele ainda acrescentou que não faria controle maior de conteúdo, ignorando pedidos neste sentido. “Não podemos escrever novas ou diferentes políticas com base em notícias ou questionamentos de pessoas”, disse o empresário. Em uma avaliação digna de podcast negacionista, Ek ainda afirmou que a expressão criativa e a segurança dos ouvintes “raramente entram em conflito”. Entretanto, programas negacionistas como o de Joe Rogan – que já recomendou remédios ineficazes com perigosos efeitos colaterais e afirmou que as vacinas podem alterar genes, sugerindo a jovens que não se vacinem – são capazes de causar danos irreparáveis à saúde dos ouvintes. Em defesa de sua política, Ek afirmou que alguns episódios do podcast de Rogan teriam sido eliminados por não se adequarem às regras do Spotify. Ele não citou quais, mas os episódios eliminados foram produzidos antes do acordo com a plataforma e continham os convidados mais radiativos do programa, incluindo golpistas conspiradores e predadores sexuais de baixíssimo nível. Já os episódios mais polêmicos sobre a covid ainda estão no ar e podem ser ouvidos por qualquer pessoa. No Brasil, a situação ainda é pior, já que dezenas de podcasts abrigados no Spotify propagam impunemente mensagens letais, que podem levar seus ouvintes à morte. O executivo ainda ressaltou que, por sua posição de líder no mercado mundial, seria “impossível ignorar a escala e o sucesso” do podcast “Joe Rogan Experience”, que tem total autonomia sobre seu conteúdo e com quem a plataforma assinou um contrato de exclusividade no ano passado. “Para ser honesto, se não tivéssemos tomado alguma das decisões que tomamos, tenho certeza de que nossa empresa não estaria onde está hoje”, acrescentou Ek. O vazamento do discurso deve aumentar ainda mais a pressão contra a empresa, que há pelo menos 10 dias não está onde Ek acha que está. Desde que o cantor Neil Young confrontou a plataforma sobre o podcast de Joe Rogan, o Spotify perdeu 25% de valor de mercado, o que representa bilhões de dólares de prejuízo. Na tarde quinta (3/2), durante e depois do vazamento, as ações da companhia despencaram ainda mais, caindo mais 16% em poucas horas. Com isso, a empresa atingiu a sua maior desvalorização em dois anos. Uma debandada de artistas em protesto contra podcasts negacionistas também tem sido noticiada diariamente. Caso um figurão da música pop desça do muro, o caos será inevitável.
Boy band CNCO vai estrelar série da Disney+
A Disney+ anunciou a produção de uma série adolescente estrelada pelos integrantes da boy band latina CNCO. Formada no reality show “La Banda” em 2015, o quinteto chegou a ser empresariado por Rick Martin e já tem três álbuns e um EP. Mas recentemente os cinco viraram quatro, com a saída do mexicano Joel Pimentel. Apesar disso, a banda não mudou de nome. O agora quarteto CNCO vai estrelar a série “4 Ever”, cujo título só aumenta a confusão numeral relacionada aos artistas. A atração será uma minissérie sobre quatro jovens que buscam fazer sucesso musical em Miami. A missão, porém, esbarrará no fato deles serem muito diferentes entre si. Por isso, precisarão usar a paixão pela música como linguagem comum para se unirem, apesar de suas diferenças, para superar frustrações e o sumiço de um valioso violão (!). Além de Christopher Vélez, Richard Camacho, Zabdiel De Jesús e Erick Brian Colón (os quatro CNCO), o elenco ainda trará participação do cantor porto-riquenho Carlos Ponce. A produção vai estrear em 2022, em data ainda não divulgada, e incluirá a apresentação de três canções originais inéditas, interpretadas pelos quatro CNCO, além de covers de músicas conhecidas – o último álbum da banda, lançado no ano passado, foi uma coleção de covers de hits latinos. A direção de “4 Ever” está a cargo do venezuelano Nuno Gomes, que já dirigiu clipes dos CNCO, além de Ozuna, Maluna, Luis Fonzi e Christina Aguilera. Além de cantar, encantam e agora atuam! 😍 O @CNCOmusic vai estrelar nossa nova minissérie de ficção: #4EVER! E sim, vai ter eles cantando muito nessa produção! 🎵 Estreia em breve, no #DisneyPlus. pic.twitter.com/HcA7dMFgv1 — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) February 3, 2022
Crosby, Stills e Nash se juntam a Neil Young em protesto contra Spotify
Um dos mais famosos quartetos do rock americano voltou a se juntar nesta quarta-feira (2/2). Mas não para fazer música. David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash emitiram um comunicado conjunto em apoio ao ex-colega de banda Neil Young, pedindo a remoção de suas músicas do Spotify em protesto contra podcasts negacionistas na plataforma. Na declaração, postada nas redes sociais dos artistas, os músicos que marcaram a História do Rock entre o final dos anos 1960 e meados dos 1970 assumem: “Apoiamos Neil e concordamos com ele que há desinformação perigosa sendo transmitida no podcast de Joe Rogan no Spotify. Embora sempre valorizemos pontos de vista alternativos, espalhar desinformação conscientemente durante essa pandemia global tem consequências mortais. Até que uma ação real seja tomada para mostrar que a preocupação com a humanidade deve ser equilibrada com o comércio, não queremos que nossa música – ou a música que fizemos juntos – esteja na mesma plataforma”. Em outro tuíte, o cantor David Crosby fez um apelo a Taylor Swift para se juntar ao protesto, lembrando que “ela foi a única que chutou o traseiro do Spotify com sucesso. A única. Acho que ela poderia nos dar bons conselhos. Isso está longe de acabar”. Taylor Swift deixou suas músicas fora do Spotify por três anos, entre 2014 e 2017, em protesto contra a modalidade de remuneração da plataforma por quantidade de publicidade exibida junto das gravações. Lembre abaixo um dos maiores sucessos da formação clássica de Crosby, Stills, Nash & Young (CSNY). pic.twitter.com/5xOoBsVQ15 — Stephen Stills Official (@Stephen__Stills) February 2, 2022
Carleton Carpenter (1926-2022)
O ator Carleton Carpenter, que estrelou musicais da MGM ao lado de estrelas como Debbie Reynolds e Judy Garland, morreu nesta segunda-feira (31/1) em Warwick, Nova York, aos 95 anos. Carpenter era um artista multitalentoso cuja carreira durou oito décadas. Ele começou sua carreira como palhaço e mágico em espetáculos circenses, antes de se mudar para Nova York em 1944, quando, em 24 horas, conseguir seu primeiro papel numa peça da Broadway. Repercutindo seu sucesso no palco, onde emendou vários musicais, passou a cantar em programas de rádio e TV, até estrear no cinema em 1949, no polêmico “Fronteiras Perdidas”, em que interpretou um médico negro que se passava por branco. Só depois disso ele assinou com a MGM e vieram as comédias e musicais. Foram quatro só em 1950: “O Papai da Noiva” com Elizabeth Taylor, “Três Palavrinhas” com Debbie Reynolds, “Casa, Comida e Carinho” com Judy Garland e “Quando Canta o Coração”, novamente com Reynolds. Neste último filme, Reynolds e Carpenter fizeram história ao compartilhar um dueto de uma velha música de vaudeville, “Aba Daba Honeymoon”. A música foi o primeiro single extraído de uma trilha sonora e disparou para o topo das paradas de sucesso, vendendo mais de 1 milhão de cópias. Graças ao estouro da música e do filme, os dois atores organizaram um espetáculo teatral de vaudeville e percorreram os EUA fazendo apresentações ao longo de um ano. As apresentações foram interrompidas para Carpenter aparecer no western “O Vale da Vingança” (1951) e no drama “O Direito de Viver” (1951). Depois disso, ele ainda protagonizou a comédia western “Céu de Prata” (1952) e coadjuvou o drama de guerra “Dá-me Tua Mão” (1953) e o filme de ação “Periscópio a Vista” (1959). Mas sua popularidade não continuou nos anos 1960. De repente, ele se viu relegado à televisão, participando de inúmeras séries da era de ouro da TV americana, de “Papai Sabe Tudo” a “Perry Manson”, até os trabalhos começaram a minguar na década seguinte. Ele acabou voltando ao cinema nos anos 1980, despedindo-se das telas com o cultuado terror “Quem Matou Rosemary?” (The Prowler, 1981) e a sátira “The American Snitch” (1983). Além de atuar e cantar, Carpenter também foi compositor, com créditos como “Christmas Eve”, gravada por Billy Eckstine, e “Cabin in the Woods” e “Ev’ry Other Day”, que ele gravou para a MGM Records. O artista também escreveu vários livros de mistério, uma biografia e o musical “Northern Boulevard”, que foi encenado em Nova York. Lembre abaixo a performance de “Aba Daba Honeymoon” de “Quando Canta o Coração”.
Último show dos Beatles será exibido nos cinemas no Brasil
O último show da melhor banda de todos os tempos, realizado no topo do prédio da Apple Records em Londres, em 30 de janeiro de 1969, será exibido nos cinemas do Brasil. O filme projetará 60 minutos de cenas que foram restauradas sob supervisão do diretor Peter Jackson para a série documental “The Beatles: Get Back”, do Disney+. A apresentação dos Beatles chegará às salas IMAX dos cinemas brasileiros com o título de “The Beatles Get Back: O Último Show”, e estará em cartaz de 10 a 13 de fevereiro. Os ingressos estão à venda. O show histórico completou 53 anos no último domingo (30/1), ocasião em que este trecho do documentário de Peter Jackson foi exibido em sessões IMAX nos Estados Unidos com muito sucesso. “Estou muito animado por o concerto no telhado de ‘The Beatles: Get Back’ ser visto em IMAX, naquela tela gigantesca”, afirmou o Peter Jackson em comunicado sobre o lançamento. “É a última apresentação dos Beatles e é a forma perfeita de ser vista e ouvida”. Lançada em novembro pelo Disney+, “The Beatles: Get Back” mostra, além do show, cenas inéditas dos bastidores da gravação de “Let It Be”, o último show dos Beatles.
Florence Pugh revela-se fã de Erasmo Carlos
A estrela da Marvel Florence Pugh, que interpreta Yelena Belova, a nova Viúva Negra do MCU (Universo Cinematográfico Marvel), surpreendeu seus seguidores brasileiros ao se revelar fã de Erasmo Carlos. A atriz inglesa, vista mais recentemente na série “Gavião Arqueiro”, publicou nos stories do Instagram uma imagem do álbum “Sonhos e Memórias”, de 1972, revelando que estava escutando a faixa “Vida Antiga” no Spotify. “Enquanto isso, dançando ao som desse álbum para boas vibrações”, escreveu a atriz da Marvel na legenda, antes de aparecer num vídeo cozinhando – “Cooking with Flo” (cozinhando com Flo), como ela costuma chamar os vídeos em que cozinha diante da câmera. Clique abaixo para ouvir a música que ela estava escutando.
Nils Lofgren tira músicas do Spotify em apoio a Neil Young
Nils Lofgren, guitarrista da E Street Band de Bruce Springsteen, juntou-se a Neil Young contra o Spotify, acusando a plataforma de streaming de espalhar desinformação sobre covid-19 ao financiar e permitir podcasts negacionistas em seu catálogo. Ele segue Joni Mitchell, que também anunciou a retirada de suas músicas da plataforma no sábado (29/1). Em uma declaração compartilhada no site Neil Young Archives, Lofgren afirmou: “Alguns dias atrás, minha esposa e eu tomamos conhecimento da posição de Neil e Daryl [Hannah], colocando-se ao lado de centenas de profissionais de saúde, cientistas, médicos e enfermeiros na cobrança do Spotify por promover mentiras e desinformação que estão ferindo e matando pessoas.” Lofgren revelou que 27 anos de sua carreira foram retirados do serviço e que ele também está entrando em contato com gravadoras que possuem os direitos de outras músicas que compôs para removê-las também. O roqueiro ainda encorajou “todos os músicos, artistas e amantes da música em todos os lugares a se juntarem conosco e cortar os laços com o Spotify”. Ele conclui chamando a música de “arma sagrada do nosso planeta, capaz de unir e curar bilhões de almas todos os dias” – frase que já estampou numa camiseta. Em seus protestos, tanto Lofgren quanto Young e Mitchell se referiram a uma carta aberta enviada ao Spotify por 270 profissionais da comunidade médica e científica, pedindo à empresa de áudio que implemente uma política de denúncia de desinformação na plataforma. A carta foi estimulada por um episódio do podcast “Joe Rogan Experience” em dezembro, onde Rogan entrevistou um conhecido negacionista de vacinas que comparou as atuais políticas pandêmicas à Alemanha nazista e alegou sem fundamento que as pessoas estavam sendo “hipnotizadas” para acreditar em fatos sobre o covid-19. No Brasil, o Spotify virou o paraíso dos negacionistas, com vários podcasts espalhando mentiras sobre a pandemia e a vacinação, justamente pela falta de mecanismos de denúncia ou política transparente de controle de seu conteúdo perigoso. Podcasts que espalham mentiras sobre a covid-19 e sua prevenção são potencialmente responsáveis por mortes na pandemia.
Os 10 melhores clipes indies da semana
A nova seleção de clipes musicais independentes da Pipoca Moderna cobre os melhores lançamentos feitos ao longo da semana. A seleção deste sábado (22/1) inicia com rock gótico, passa por shoegazer e chega no pop alternativo, reunido vários artistas em começo de carreira. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre cada artista na descrição dos vídeos, e num playlist, localizado ao final, para uma sessão contínua – método indicado para quem quiser assistir ao conteúdo numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome). Veja abaixo. DUCTAPE | TURQUIA Uma das melhores bandas da nova geração gótica chega ao segundo álbum. “Never” é o cartão de visitas de “Ruh”, disco recém-lançado da banda formada em 2019 em Istambul pelo guitarrista Furkan Güleray e a cantora-tecladista Çagla Güleray. BLUSHING | EUA Os shoegazers texanos tem padrinhos fortes. “The Fires” é o terceiro single de seu segundo álbum, produzido por Elliott Frazier (da banda Ringo Deathstarr) e masterizado por Mark Gardener (Ride). Com guitarras empilhadas sobre guitarras enterradas sob guitarras, o disco “Possessions” sai em 18 de fevereiro. EMPATH | EUA A banda shoegazer da Filadélfia prepara o lançamento de seu segundo álbum com um clipe gravado no apartamento da cantora-guitarrista Catherine Elicson. “Visitor” será lançado em 11 de fevereiro. HATER | SUÉCIA “Something” é a primeira mostra de “Sincere”, terceiro álbum da banda shoegazer sueca previsto para maio pela Fire Records, quatro anos após “Siesta” e um punhado de singles brilhantes, mas esporádicos. HONEYGLAZE | INGLATERRA Tudo começou há dois anos em Londres. A cantora-guitarrista Anouska Sokolow tinha um show marcado para o fim de semana, mas não queria se apresentar sozinha. Ela conheceu o baterista e o baixista no dia do primeiro ensaio e três dias depois o Honeyglaze foi apresentado ao público. “Shadows” é o single inaugural do primeiro álbum da banda, com lançamento agendado para abril. URIAS | BRASIL A mineira Urias despontou com um empurrão de Pabllo Vittar, mas agora deixa de lado as batidas dançantes de funk para revelar seu melhor trabalho, evocando o romantismo do pop brasileiros dos anos 1970 com um toque místico dos Secos e Molhados. A música do álbum de estreia “Fúria” já estourou nas paradas digitais, mas é uma produção independente. NILÜFER YANYA | INGLATERRA “Midnight Sun” é a segunda faixa revelada do novo disco da cantora londrina. Com uma batida downtempo, violão e vocais de bossa soul, a música fala de uma luz tênue capaz de guiar em meio à escuridão. O álbum “Painless”, sucessor do aclamado “Miss Universe” (2019), será lançado em 4 de março. WALT DISCO | ESCÓCIA A banda glam/new romantic de Glasgow completa dois anos com a gravação de seu álbum de estreia, “Unlearning”, previsto para 1º de abril. Influenciada por David Bowie, Visage, Sparks e The Associates, Walt Disco celebra androginia e estilo de vida queer, e no single que antecede seu primeiro álbum pergunta para os ouvintes: “o quanto vocês são cool?” METHYL ETHEL FT. STELLA DONNELLY | AUSTRÁLIA Os australianos Methyl Ethel se juntam pela primeira vez a uma artista convidada, a compatriota Stella Donnelly no single de “Proof”, que fará parte de “Are You Haunted?” – o quarto álbum da banda de pop alternativo, que será lançado em 18 de fevereiro. A música alude às provas da ciência em tempos de negacionistas. “Eu tenho números para deixar tudo claro para você”, diz o refrão. SAME EYES | EUA A dupla de Ann Harbor, Michigan, grava pop suave de sintetizador desde 2019 e vai lançar seu segundo álbum, “Desperate Ones”, em 4 de março. DUCTAPE | TURQUIA | BLUSHING | EUA | EMPATH | EUA | HATER | SUÉCIA | HONEYGLAZE | INGLATERRA | URIAS | BRASIL | NILÜFER YANYA | INGLATERRA | WALT DISCO | ESCÓCIA | METHYL ETHEL FT. STELLA DONNELLY | AUSTRÁLIA | SAME EYES | EUA
Joni Mitchell segue Neil Young e tira músicas do Spotify
A cantora Joni Mitchell anunciou que removerá seu catálogo de músicas do Spotify em solidariedade a Neil Young. “Decidi remover todas as minhas músicas do Spotify. Pessoas irresponsáveis estão espalhando mentiras que estão custando a vida das pessoas. Sou solidária com Neil Young e as comunidades científicas e médicas globais nesta questão”, escreveu Mitchell na breve nota em seu site. Um porta-voz da gravadora de Mitchell, Rhino Records, confirmou que a artista estava tirando sua música do Spotify, mas se recusou a fazer maiores comentários. Na quarta-feira (26/1), Young retirou suas músicas do Spotify em protesto contra a desinformação espalhada pelo podcast negacionista de Joe Rogan. Em seus protestos, tanto Young quanto Mitchell se referiram a uma carta aberta enviada ao Spotify por 270 profissionais da comunidade médica e científica, pedindo à empresa de áudio que implemente uma política de denúncia de desinformação na plataforma. A carta foi estimulada por um episódio do podcast “Joe Rogan Experience” em dezembro, onde Rogan entrevistou um conhecido negacionista de vacinas que comparou as atuais políticas pandêmicas à Alemanha nazista e alegou sem fundamento que as pessoas estavam sendo “hipnotizadas” para acreditar em fatos sobre o covid-19. No Brasil, o Spotify virou o paraíso dos negacionistas, com vários podcasts espalhando mentiras sobre a pandemia e a vacinação, justamente pela falta de mecanismos de denúncia ou política transparente de controle de seu conteúdo perigoso. Podcasts que espalham mentiras sobre a covid-19 e sua prevenção são potencialmente responsáveis por mortes na pandemia.
Biografia de Keith Moon será filmada em junho
A cinebiografia de Keith Moon, lendário baterista da banda The Who, definiu sua equipe e se prepara para começar a ser filmada em junho no Reino Unido. Segundo a revista Variety, o projeto tem o título provisório de “The Real Me” (título de uma música do álbum “Quadrophenia”) e conta com os membros sobreviventes da banda, Roger Daltrey e Pete Townshend, como produtores executivos. O filme tem roteiro de Jeff Pope (indicado ao Oscar por “Philomena”) e será dirigido por Paul Whittington, que anteriormente assinou os três episódios da minissérie “Cilla”, sobre a cantora Cilla Black, passada no mesmo período do auge do The Who. A produção está a cargo do estúdio americano White Horse Pictures, com sede em Los Angeles, que realizou o documentário de Martin Scorsese “George Harrison: Living in the Material World”, bem como pelo documentário de Ron Howard sobre os Beatles “Eight Days a Week: The Touring Years”. Embora nenhum nome do elenco tenha sido revelado, o processo de seleção já está acontecendo há alguns meses. Considerado um dos maiores bateristas de todos os tempos, Keith Moon também era notoriamente famoso pelo consumo de drogas, que acabou sendo a causa de sua morte em 1978, com apenas 32 anos de idade – apesar da aparência final de um homem de 50. Em uma entrevista de 2018 para a revista GQ, o cantor Roger Daltrey refletiu sobre o velho amigo: “Keith viveu toda a sua vida como uma fantasia. Ele era o homem mais engraçado que já conheci, mas também era o mais triste. Eu vi Keith em alguns momentos terríveis. Eu o vi a sua altura lendária, mas também em seu ponto mais baixo. Keith é alguém que eu amo profundamente, mas que era uma pessoa profundamente problemática.” Lembre abaixo da música “Real Me”, com um solo marcante de Keith Moon.
Anitta vira gótica em novo clipe
Anitta divulgou o clipe de “Boys Don’t Cry”, que completa uma espécie de americanização de sua carreira. Cantada em inglês, a música é um pop com teclados e batida acelerada dos anos 1980. Ou seja, não tem absolutamente nada a ver com seu repertório anterior ou sua identidade cultural. O clipe causa estranheza desde a abertura, ao adotar uma tipografia associada à banda punk Misfits, e segue com escolhas estéticas típicas do pop/rock gótico oitocentista, com zumbis, jaquetas de couro com tachinhas e muito figurino preto – ainda que o resultado seja mais Michael Jackson e “Beetlejuice” que Sisters of Mercy. A produção é o sinal mais notável até aqui da mudança sísmica em curso no pop internacional, que tem trocado o R&B baladeiro de sucesso recente por hits de rock poser. A versão gótica de butique (com roupas de grife) da tendência já tinha dado as caras no clipe de “Funeral”, de Charlie XCX, em setembro passado, e nos últimos vídeos de The Weeknd. Com título de música da banda The Cure, a nova canção de Anitta tem produção da equipe de funcionários do estúdio de Max Martin, responsável por hits como “…Baby One More Time”, de Britney Spears, e “Blinding Lights”, de The Weeknd. Mas o produtor sueco não teve nenhuma participação na gravação e precisou vir à público contestar afirmação da assessoria da cantora de que produziu a faixa. Já o clipe é codirigido por Anitta e Christian Breslauer, que dirigiu o recente “Die for You”, de The Weeknd.
Grimes quer ser asiática em clipe com participação de cantora do BLACKPINK
A cantora Grimes lançou o clipe de “Shinigami Eyes”, em que escancara influências asiáticas, com direito a participação especial de Jennie Kim, integrante do grupo de K-pop BLACKPINK. A participação faz parte de uma miscelânea de referências jogadas na produção, que começam com o título. Shinigamis são entidades sobrenaturais ligadas à morte, que fazem parte do folclore japonês e, por extensão moderna, da cultura dos animes. Os heróis de “Bleach” são shinigamis. E em “Death Note”, personagens com “olhos de shinigami” são capazes de olhar para uma pessoa e descobrir seus nomes e quanto tempo irão viver. A participação calada de uma cantora de K-pop neste contexto só demonstra confusão cultural. Há também problemas de apropriação cultural, já que Grimes aparece com uma forte maquiagem que sugere olhos asiáticos – não necessariamente de shinigami – e mergulhada numa cultura que não lhe pertence. Por outro lado, muitos cosplayers fazem o mesmo. A música vai aparecer no próximo EP da cantora, que ganhou título de duplo sentido, “Fairies Cum First”, e ainda não tem previsão de lançamento.












