A Outra Face: Clássico dos anos 1990 vai ganhar remake
O estúdio Paramount Pictures anunciou que vai produzir um remake/reboot do filme “A Outra Face” (Face/Off, 1997), estrelado por John Travolta e Nicolas Cage. Thriller de ação clássico dos anos 1990, o longa original dirigido pelo mestre John Woo acompanhava um agente do FBI que passava por um transplante facial para assumir a identidade de um terrorista. Porém, o plano dá errado quando o vilão também começa a se passar pelo agente. O roteiro da nova versão está a cargo de Oren Uziel (“Paradoxo Cloverfield”) e ainda não há ninguém mais contratado na produção, nem previsão para seu lançamento. O estúdio pretende escalar um novo elenco e contar com novo diretor. Relembre abaixo o trailer do filme original.
Ad Astra: Veja cena de ação da nova sci-fi estrelada por Brad Pitt
A Fox divulgou um vídeo inédito e dois pôsteres internacionais da sci-fi “Ad Astra”, que no Brasil ganhou o subtítulo “Rumo às Estrelas”. A prévia destaca uma cena de ação intensa, em que astronautas em veículos lunares disputam uma corrida desesperada contra piratas assassinos na gravidade zero da lua. Primeira sci-fi do diretor James Gray (“Z: A Cidade Perdida”), “Ad Astra” traz Brad Pitt como um astronauta que embarca numa viagem pelo sistema solar para reencontrar seu pai, 20 anos depois dele partir em uma missão para Netuno em busca de sinais de inteligência extraterrestre e desaparecer misteriosamente. Mudanças na Terra sugerem que ele possa estar vivo e fazendo experiências com consequências catastróficas para a sobrevivência da humanidade. Tommy Lee Jones (“James Bourne”) vive o pai de Pitt e o elenco ainda inclui Donald Sutherland (“Jogos Vorazes), Ruth Negga (“Preacher”), Liv Tyler (“The Leftovers”), Kimmy Shields (“Insatiable”), Jamie Kennedy (“Pânico”), John Ortiz (“O Paradoxo Cloverfield”) e Greg Bryk (“The Handmaid’s Tale”). O filme é uma coprodução internacional, que inclui até participação da produtora RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira (“Me Chame pelo seu Nome”). Ele é um dos produtores, junto do próprio Brad Pitt e outros. Já o roteiro é do diretor James Gray em parceria com Ethan Gross (da série “Fringe”). “Ad Astra – Rumo às Estrelas” vai estrear em 26 de setembro no Brasil, seis dias depois do lançamento nos Estados Unidos.
Doutor Sono: Continuação de O Iluminado ganha novo trailer legendado
A Warner divulgou um novo trailer legendado de “Doutor Sono”, aguardada continuação de “O Iluminado”, que traz Ewan McGregor (“Trainspotting”) como a versão adulta de Danny Torrence, filho do personagem de Jack Nicholson no clássico de terror de 1980. A prévia chega a recriar cenas do longa dirigido por Stanley Kubrick, mas se dedica principalmente a explicar a nova trama e seus personagens. O filme é baseado em outro livro de Stephen King, sequência oficial da obra original e premiada com o Bram Stoker Award (o “Oscar” das publicações de terror) de Melhor Romance de 2013. Na trama, Danny cresceu traumatizado após seu pai enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel. Já adulto, o rapaz enfrenta problemas com álcool, até que volta a manifestar poderes mediúnicos e entra em contato com uma garota (Kyliegh Curran) perseguida por um perigoso grupo de paranormais. A direção do filme está a cargo de Mike Flanagan (“Ouija: Origem do Mal”), que recentemente filmou outro livro de Stephen King, “Jogo Perigoso”, e a elogiada série “A Maldição da Residência Hill”. Ele também reescreveu o roteiro – originalmente encomendado para Akiva Goldsman (responsável por destruir “A Torre Negra”, mais uma obra de Stephen King). O elenco ainda inclui Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como a vilã da história – Rose, a Cartola (no original, Rose the Hat) – , além de Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”), Bruce Greenwood (“Star Trek”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Carel Struycken (“Twin Peaks”) e Carl Lumbly (“Supergirl”). A estreia está marcada para 7 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Hayley Atwell é confirmada no próximo Missão: Impossível
A atriz Hayley Atwell, que vive a Agente Carter no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), foi confirmada no próximo “Missão: Impossível”. O anúncio foi feito pelo diretor Christopher McQuarrie em seu Instagram, com a divulgação de uma foto da atriz inspirada nas antigas aberturas da série em que a franquia de filmes se baseia. O próximo “Missão: Impossível” vai chegar aos cinemas em 2021 e deverá ser rodado simultaneamente a mais um longa da franquia, com previsão de lançamento no ano seguinte. Christopher McQuarrie está encarregado escrever e dirigir os novos dois capítulos da saga do espião Ethan Hunt e sua equipe – completando assim quatro filmes da coleção, após assinar “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015) e “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018). Ele foi o primeiro cineasta a comandar dois “Missão: Impossível”. Os novos filmes também contarão com o retorno dos atores principais da saga, como Tom Cruise, Simon Pegg e Rebecca Ferguson, entre outros. O sexto “Missão: Impossível” foi considerado o Melhor Filme de Ação de 2018 na premiação do Critics Choice Awards. Ver essa foto no Instagram @wellhayley Should you choose to accept… Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie) em 6 de Set, 2019 às 3:59 PDT
As Golpistas surpreende e Jennifer Lopez é cotada para o Oscar
O Oscar 2020 pode se tornar o mais bizarro de todos os tempos. O menos incrível, a essa altura, é uma adaptação de quadrinhos da DC Comics, “Coringa”, do diretor de “Se Beber, Não Case”, ser considerada favorita ao troféu principal da Academia após sua vitória no Festival de Veneza. Chama mais atenção o nome de Adam Sandler ser cotado à indicação, em meio a elogios no Festival de Telluride por seu desempenho em “Uncut Gems”. E também, como se não bastasse, Jennifer Lopez aparecer como “oscarizável”, graças à repercussão da première de “As Golpistas” (Hustlers) no Festival de Toronto neste fim de semana. Consagrada com oito indicações ao troféu Framboesa de Ouro de Pior Atriz de Hollywood, a cantora está sendo incensada pela crítica como a líder de uma gangue de strippers no filme de Lorena Scafaria (“A Intrometida”). Comparado aos dramas criminais de Martin Scorsese pelas resenhas de Toronto, “As Golpistas” mostra as strippers lideradas por Lopez aplicando golpes em seus clientes, a maioria deles executivos de Wall Street, o centro financeiro dos Estados Unidos, durante a crise econômica do começo dos anos 2000. E não é uma comédia. O filme atingiu 94% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, onde a maioria dos textos indexados concentram elogios para a atuação de Lopez. “Jennifer Lopez deveria concorrer ao Oscar”, escreveu o site The Daily Beast. “Jennifer Lopez será indicada para um Oscar”, previu Hunter Harris, do Vulture, em seu Twitter. “A performance de força total de Jennifer Lopez genuinamente merece consideração para prêmios”, refletiu o site IndieWire. “Performance nocauteadora de Jennifer Lopez”, ecoou o site Splash Report. “Jennifer Lopez feroz”, adjetivou o site Slash Film. E a revista Variety ampliou o coro, ao destacar “Jennifer Lopez como você nunca viu antes”. Até o momento, apenas o desempenho de Renée Zellweger em “Judy”, drama sobre os últimos dias de Judy Garland, vinha aparecendo nas previsões de Oscar de Melhor Atriz. A falta de papéis femininos com a mesma repercussão pode realmente colocar Jennifer Lopez no páreo. Kristen Stewart também chegou a gerar expectativas, mas o filme “Seberg”, em que interpreta Jean Seberg, não se mostrou à altura da Academia no festival canadense – mesmo com elogios à interpretação, ficou com apenas 55% no RT. Uma coisa é certa: com Jennifer Lopez, “Coringa” e Adam Sandler, a transmissão do Oscar 2020 ganharia seu perfil mais popular dos últimos anos. O que lhe daria potencial de concentrar a maior audiência da cerimônia nesta década. A Academia pode levar isso em consideração.
It: Capítulo Dois registra segunda maior estreia de terror em todos os tempos
“It: Capítulo Dois” teve uma estreia grandiosa neste fim de semana na América do Norte, onde abriu com US$ 91M (milhões) de arrecadação. O valor representa a segunda maior abertura de um filme de terror no mercado norte-americano. Perde apenas para o primeiro longa da franquia, “It: A Coisa”, que fez US$ 123M em seu fim de semana inaugural em 2017. No restante do mundo, o filme arrecadou quase o mesmo valor, mais US$ 94M, posicionando-se também como a segunda maior estreia internacional de terror – de novo atrás de “It: A Coisa”. A Warner festejou a conquista congratulando o diretor Andy Muschietti e a equipe de marketing da New Line (estúdio do conglomerado que produziu o filme). A queda de desempenho da continuação em relação ao lançamento original foi considerada irrelevante diante dos números tradicionais do mercado de terror e o fato de o filme já ter chegado nos cinemas pago, graças a vários contratos de marketing e product placements, inéditos no gênero. Apesar disso, vale destacar que “It: Capítulo Dois” foi exibido em mais cinemas que “It: A Coisa”. Na verdade, o total de 4,5 mil salas representou a maior distribuição já feita pela Warner nos Estados Unidos e Canadá – maior que os lançamentos de filmes de super-heróis do estúdio. Sem outras estreias amplas, os títulos remanescentes tiveram desempenhos muito fracos. Para deixar evidente a dimensão da distância, o segundo filme mais visto do fim de semana, “Invasão ao Serviço Secreto”, faturou apenas US$ 6M. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos entre sexta e domingo (8/9) nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. It: Capítulo Dois Fim de semana: US$ 91M Total EUA e Canadá: US$ 91M Total Mundo: US$ 185M 2. Invasão ao Serviço Secreto Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 53,4M Total Mundo: US$ 53,4M 3. Bons Meninos Fim de semana: US$ 5,3M Total EUA e Canadá: US$ 66,8M Total Mundo: US$ 82,4M 4. O Rei Leão Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 529,1M Total Mundo: US$ 1,5B 5. Mais que Vencedores Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 24,7M Total Mundo: US$ 24,7M 6. Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 164,2M Total Mundo: US$ 719,7M 7. The Peanut Butter Falcon Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 12,2M Total Mundo: US$ 12,2M 8. Histórias Assustadoras para Contar no Escuro Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 62,1M Total Mundo: US$ 88,8M 9. Ready or Not Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 25,6M Total Mundo: US$ 35,5M 10. Dora e a Cidade Perdida Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 54,1M Total Mundo: US$ US$ 82,3M
Christian Bale e Matt Damon divertem-se com briga “patética” entre “Batman e Jason Bourne” em novo filme
Os atores Christian Bale (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e Matt Damon (“Jason Bourne”) deram uma divertida entrevista em vídeo para a revista The Hollywood Reporter sobre novo filme, “Ford vs Ferrari”, dirigido por James Mangold (“Logan”), que será exibido em première na segunda-feira (0/9) no Festival de Toronto. O tema destacado pela publicação foi a luta de seus personagens, que se envolvem numa disputa física no meio da história, totalmente sem vontade e sem nenhuma violência efetiva. Enquanto Damon definiu a luta como “a mais patética” de sua carreira, Bale declarou que “foi a sequência de luta mais divertida que já fiz”, onde a maior dificuldade era não rir enquanto trocava socos fracotes. Ele ainda afirmou, com seu sotaque britânico original, que estava “entediado” de filmar lutas coreografadas de filmes de ação. O que inspirou Damon a declarar: “Teve um momento ali em que cheguei a pensar: ‘Não acredito que [os lutadores] são Batman e Jason Bourne'”, fazendo Bale cair na gargalhada. Veja o vídeo abaixo. No filme, Bale e Damon interpretam, respectivamente, o piloto britânico Ken Miles e o designer de carros americano Carroll Shelby. Juntos, os dois tentaram criar um carro que permitiria à Ford destronar a Ferrari na famosa corrida francesa de 24 Horas de Le Mans, em 1966. A missão era considerada impossível. Para o papel, Bale voltou a perder peso. E é curioso, nesse sentido, que ele também tenha sido cotado para estrelar uma cinebiografia de Enzo Ferrari, mas acabou desistindo por não querer engordar para viver o fundador da escuderia. Além de Bale e Damon, “Ford vs Ferrari” conta com Caitriona Balfe (“Outlander”), Tracy Letts (“Lady Bird: A Hora de Voar”) e Jon Bernthal (“O Justiceiro”) no elenco. A estreia está marcada para 14 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. "I can't believe that is #Batman and #JasonBourne." Matt Damon and Christian Bale discuss their "pathetic" fight scene in #FordvFerrari. #THRatTIFF pic.twitter.com/4w1tp9Wzkg — Hollywood Reporter (@THR) September 8, 2019
Telefilme sobre fraude universitária das atrizes de Desperate Housewives e Fuller House ganha trailer
O canal pago americano Lifetime divulgou o trailer de “The College Admissions Scandal”, telefilme sobre o escândalo de fraude universitária envolvendo as atrizes Felicity Huffman (“Desperate Housewives”) e Lori Loughlin (“Fuller House”), acusadas de comprarem vagas em faculdades conceituadas nos Estados Unidos para suas filhas. O caso foi revelado pelas autoridades norte-americanas no início deste ano, e rapidamente transformado em telefilme pelo Lifetime, canal especializado nesse tipo de produção. As atrizes Penelope Ann Miller (“American Crime”) e Mia Kirshner (“Star Trek: Discovery”) interpretam as colegas de profissão citadas no escândalo, que envolve cerca de 50 famílias. Mas não está claro se suas personagens terão realmente os nomes das atrizes. A prévia não as nomeia e a ficha oficial de créditos da produção deixa a identificação de seus papéis em branco. Enquanto Felicity Huffman admitiu ser culpada após ser acusada de pagar US$ 15 mil para que sua filha se beneficiasse do esquema ilegal que fraudava o sistema de vagas em universidades. Os procuradores recomendaram que ela cumprisse quatro meses de prisão e pagasse multa de US$ 20 mil. Já Lori Loughlin e seu marido, o empresário Mossimo Giannulli, optaram por se declarar inocentes após serem acusados de desembolsar US$ 500 mil para que suas filhas conseguissem vagas em uma universidade na Califórnia. Se forem condenados, podem pegar até 40 anos de prisão. A estreia do telefilme foi marcada para 12 de outubro nos Estados Unidos.
Woody Allen lembra carreira sem acusações de assédio e pagamentos igualitários para atrizes
O cineasta Woody Allen voltou a se defender dos ataques de militantes do movimento #MeToo em entrevista ao canal francês France24, destacando que poderia ser citado como um exemplo positivo na relação entre diretores e atrizes da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. Ele lembrou que nunca enfrentou problemas com nenhuma atriz com quem trabalhou, em meio século de carreira. Além disso, nunca distinguiu entre homens e mulheres na hora de pagar os cachês pelos papéis em seus filmes. “Eu trabalhei com centenas de atrizes e nenhuma delas se queixou de mim, nem uma única reclamação. Eu trabalho com mulheres há anos e sempre pagamos a elas exatamente o mesmo que pagamos aos homens”, afirmou ele. “Fiz tudo o que o movimento #MeToo gostaria de alcançar.” A declaração foi feita poucos dias após Scarlett Johansson romper o piquete virtual do movimento #MeToo para defender o cineasta, com quem trabalhou em três filmes, numa entrevista de capa para a revista The Hollywood Reporter, dizendo que acreditava em Woody Allen e voltaria a atuar para ele “a qualquer momento”. A polêmica que cerca o diretor se deve à denúncia de sua filha, Dylan Farrow, de que ele a teria molestado quando tinha um relacionamento com sua mãe, a atriz Mia Farrow. As acusações não são novas, mas ganharam mais força após Dylan aproveitar o movimento #MeToo para desenterrar suas denúncias, reafirmando ter sido molestada quando criança por Allen, em 1992. Allen sempre negou tudo, creditando a acusação à lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow, desde a infância. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças. A denúncia, porém, fez com que perdesse a guarda dos filhos, objetivo de Mia Farrow. O diretor disse ainda que as consequências das acusações não afetaram seus planos de vida e ele não teme ser “cancelado” em Hollywood. “Eu não poderia me importar menos. Eu nunca trabalhei em Hollywood. Eu sempre trabalhei em Nova York e isso não importa para mim. Se amanhã ninguém financiar meus filmes, minhas peças de teatro ou ninguém publicar meus livros, eu ainda me levantaria e escreveria, porque é isso que faço. Então eu sempre vou trabalhar. O que acontece comercialmente é outra questão”, afirmou. O cineasta ainda informou que já terminou de rodar seu novo filme na Espanha e está atualmente escrevendo o próximo. Veja abaixo o vídeo da entrevista, que ainda destaca a estreia de “Um Dia de Chuva em Nova York” nos cinemas franceses. O longa, que teve seu lançamento cancelado nos Estados Unidos pela Amazon, devido ao ressurgimento das acusações de 1992, vai chegar ao Brasil em dezembro.
Censura é oficializada no Brasil: Prefeito do Rio consegue liminar para recolher obras LGBTQIA+ da Bienal do Livro
O presidente do Tribunal de Justiça, Claudio de Mello Tavares, oficializou a volta da censura no Brasil. Ele concedeu, no início da tarde deste sábado (7/9), liminar favorável à Prefeitura do Rio, cassando a decisão anterior que impedia o Município de “buscar e apreender” o livro “Vingadores: A Cruzada das Crianças”, das estandes da Bienal do Livro. A nova decisão da Justiça autoriza os fiscais da prefeitura a recolherem a publicação da Marvel, que traz uma cena de beijo entre dois personagens masculinos, e mais: qualquer outro tipo de publicação com conteúdo que aborda o que o prefeito Marcelo Crivella trata como “homotransexualismo” (sic). Os procuradores do município alegaram urgência na decisão por entenderem que o caso é “de grave lesão à ordem pública”, impedindo a prefeitura de fiscalizar. O argumento da prefeitura exalta a necessidade de se preservar a “Família Carioca” de publicações “impróprias” de conteúdo LGBTQIA+, o que seria competência do Município. A decisão do juiz Claudio de Mello Tavares usou como fundamento o Estatuto da Criança e do Adolescente, que não faz nenhuma alusão a temática LGBTQIA+. Mas não terá consequência prática, já que o gibi que ultraja o prefeito bispo Marcelo Crivella é antigo e já está esgotado há tempos. Além disso, graças à iniciativa do youtuber e ator Felipe Neto, a Bienal do Livro não tem mais nenhuma publicação LGBTQIA+ à venda. Felipe Neto comprou todos os 14 mil exemplares de livros com temas e personagens LGBTQIA+ vendidos na Bienal, numa reação contra o autoritarismo do prefeito bispo, e distribuiu gratuitamente ao público do evento durante o horário de almoço deste sábado. Filas enormes, formadas principalmente por adolescentes, formaram-se desde cedo para receber as publicações. Entretanto, o problema da decisão judicial não acaba com a impossibilidade de aplicá-la. Ela demonstra a perda crescente de liberdade dos brasileiros, num paralelo ao que aconteceu durante a ascensão do nazismo nos anos 1930. Para quem faltou nas aulas, um dos primeiros alvos dos nazistas foram os livros “degenerados”, de autores judeus, comunistas ou gays. Livrarias foram saqueadas por “fiscais” do governo, que organizaram uma operação de limpeza em nome da família alemã, queimando o material em praça pública. O alvo seguinte foram os judeus, comunistas e gays – “apreendidos”, levados para campos de concentração e eliminados numa “operação de limpeza” em nome da moral, da ordem e da família alemã. Em sua manifestação ao acolher a liminar inicial da Bienal para impedir o ataque autoritário do prefeito bispo, o desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes chamou atenção para o fato óbvio de não é competência do município atuar como censor e que “tal postura reflete ofensa à liberdade de expressão constitucionalmente assegurada”. O fato de o juiz Claudio de Mello Tavares encontrar brechas legais para permitir censura e repressão é um sinal preocupante num país que vê suas liberdades ameaçadas diariamente por governos municiais, estaduais e federais de extrema direita. A decisão não tem efeito real, mas seu simbolismo é uma afronta à constituição e demostra quão grave é o perigo que paira sobre o Brasil, após eleições marcadas por fake news transformarem o perfil político do pais, aproximando-o da História nazista e de nações islâmicas radicais. Aguarda-se manifestação do STF (Supremo Tribunal Federal) para esclarecer o básico: a Constituição ainda vale?
Coringa faz História e vence o Festival de Veneza 2019
“Coringa”, de Todd Phillips, venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza 2019. E fez História na tarde deste sábado (7/9). Pela primeira vez, uma adaptação de quadrinhos de super-herói (ou supervilão) foi considerada melhor que produções do chamado cinema de arte num festival internacional de cinema. A vitória eleva o status do gênero e ajuda a eliminar o estigma que ainda impede produções baseadas em quadrinhos de ganhar maior reconhecimento da crítica e nas premiações de Hollywood. O filme de Todd Phillips, inclusive, sai de Veneza com indicação praticamente assegurada no Oscar 2020. Nos últimos anos, os vencedores de Veneza acabaram consagrados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. Ao receber o prêmio, Phillips agradeceu à “Warner Bros. e DC por sair de sua zona de conforto e fazer uma aposta tão ousada em mim e neste filme”. Ele também agradeceu ao intérprete do Coringa por sua performance. “Não haveria este filme sem Joaquin Phoenix. Joaquin é o leão mais feroz, mais brilhante e mais aberto que eu conheço. Obrigado por confiar em mim com seu talento insano.” Outra vitória que chamou atenção foi o reconhecimento a “An Officer and a Spy” (J’accuse). O filme do polêmico cineasta francês Roman Polanski venceu o Prêmio de Júri, equivalente ao segundo melhor filme do festival. A inclusão do longa no evento havia gerado protestos, devido à condenação de Polanski, nos anos 1970, por abuso sexual de menor. O sueco Roy Andersson recebeu o Leão de Prata pela direção de “About Endlessness”. Ele já tinha vencido o Leão de Ouro em 2014, por “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência”. Já a Copa Volpi ficou com a francesa Ariane Ascaride (por “Gloria Mundi”) e o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), respectivamente Melhor Atriz e Melhor Ator do festival. Confira abaixo a lista completa dos prêmios oficiais do Festival de Veneza 2019, que ainda destaca dois brasileiros. Saiba mais sobre a premiação do documentário “Babenco: Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” aqui e sobre o curta animado “A Linha” aqui. MOSTRA COMPETITIVA Leão de Ouro – Melhor Filme Coringa (Todd Phillips) Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri An Officer and a Spy – J’Accuse (Roman Polanski) Leão de Prata – Melhor Diretor Roy Andersson (About Endlessness) Melhor Atriz Ariane Ascaride (Gloria Mundi) Melhor Ator Luca Marinelli (Martin Eden) Melhor Roteiro Yonfan (No.7 Cherry Lane) Prêmio Especial do Júri La Mafia non è Piú Quella Di Una Volta (Franco Maresco) Prêmio Marcello Mastroianni de Revelação Toby Wallace (Babyteeth) MOSTRA HORIZONTES Melhor Filme Atlantis (Valentyn Vasyanovych) Melhor Diretor Théo Court (Blanco en Blanco) Melhor Ator Sami Bouajila (A Son) Melhor Atriz Marta Nieto (Madre) Melhor Roteiro Revenir (Jessica Palud, Philippe Lioret, Diastème) Melhor Curta-Metragem Darling (Saim Sadiq) Prêmio Especial do Júri Verdict (Raymund Ribay Gutierrez) REALIDADE VIRTUAL Melhor História em Realidade Virtual Daughters of Chibok (Joel Kachi Benson) Melhor Experiência em Realidade Virtual A Linha (Ricardo Laganaro) Melhor Realidade Virtual The Key (Céline Tricart) OPERA PRIMA Melhor Primeiro Filme You Will Die at 20 (Amjad Abu Alala) CLÁSSICOS DE VENEZA Melhor Documentário Babenco, Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (Bárbara Paz) Melhor Filme Restaurado Extase (Gustav Machatý)
Animação brasileira com Rodrigo Santoro é premiada no Festival de Veneza
O curta animado “A Linha”, de Ricardo Laganaro, foi premiado com o troféu de Melhor Experiência em Realidade Virtual do Festival de Veneza. O filme foi exibido na mostra dedicada a obras em Realidade Virtual, que exploram as possibilidades de interação entre público e filme. Com 13 minutos, o curta é narrado por Rodrigo Santoro e conta a história de um menino tímido que se apaixona por uma jovem, na São Paulo dos anos 1940. O espectador participa da trama ajudando o protagonista a escolher caminhos e a entregar uma flor à moça. “Incrível ser o segundo brasileiro aqui esta noite, não?”, disse o animador, ao receber o prêmio, referindo-se à conquista de Bárbara Paz, cujo filme “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” foi considerado o Melhor Documentário do festival, em exibição na Mostra Venezia Classici.
Filme de Bárbara Paz ganha prêmio de melhor documentário do Festival de Veneza
O primeiro longa-metragem dirigido pela atriz Bárbara Paz ganhou um segundo prêmio no Festival de Veneza. Após conquistar o Bisato D’Oro, prêmio da crítica independente, “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” foi considerado o Melhor Documentário do festival, em exibição na Mostra Venezia Classici, dedicada a obras que têm o cinema como temática. O documentário sobre os últimos dias do diretor Hector Babenco era o único longa brasileiro em toda a programação do Festival de Veneza 2019. “Estou muito emocionada e honrada. Hector dizia que fazer filmes era viver um dia a mais”, disse. “Hector, obrigada por acreditar em mim. Amo-o para sempre”, disse Paz, que foi casada com o cineasta, falecido em 2016. “Este prêmio é muito importante para o meu país. Precisamos dizer não à censura: vida longa à liberdade de expressão!”, acrescentou, ao receber o prêmio, em referência à escalada de atos que tentam proibir filmes, séries e até quadrinhos no Brasil. “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” ainda não tem previsão de estreia comercial, mas já está confirmado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece em outubro.








