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Filme

Cinemas recebem “As Ovelhas Detetives”, “Mortal Kombat 2” e filmes musicais

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    Academia celebra inclusão e diversidade na entrega dos Oscars honorários de 2019

    28 de outubro de 2019 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos entregou os Oscars honorários deste ano, numa cerimônia realizada no domingo (27/10) em Los Angeles. Chamado de Governors Awards (‘governors’ são os diretores da organização, não governadores de estados), o evento celebrou as carreiras dos cineastas David Lynch e Lina Wertmüller e do ator Wes Studi, além de homenagear a atriz Geena Davis com o Prêmio Humanitário Jean Hersholt. Os temas da diversidade e inclusão, tanto sexual quanto racial, marcaram os discursos. Davis, uma das protagonistas de “Thelma e Louise” (1991), afirmou que o “road movie” clássico e feminista a incentivou a lutar pelo equilíbrio de gênero no cinema. “‘Me fez perceber de uma maneira muito poderosa as poucas oportunidades que damos às mulheres de sair de um filme sentindo-se empolgadas e empoderadas por personagens femininas”, disse a atriz sobre o filme de 1991. Desde então, ela tem se engajado na luta por mais espaço às mulheres no cinema e, em 2004, fundou um instituto que compila dados sobre preconceitos de gênero. Ao receber o prêmio da Academia por este trabalho, ela pediu aos cineastas que revisem os projetos atuais e “risquem muitos nomes de personagens do elenco e os transformem em mulheres”. Responsável por entregar o troféu, a diretora e atriz Olivia Wilde afirmou que Geena Davis “estava 20 anos à frente do movimento #TimesUp”. Aos 91 anos, a cineasta italiana Lina Wertmuller foi celebrada em Hollywood após mais de quatro décadas de sua façanha histórica, como a primeira mulher indicada ao Oscar de Direção (por “Pasqualino Sete Belezas”). A questão racial, por sua vez, veio à tona com o reconhecimento da carreira de Wes Studi. O astro de “Dança com Lobos” (1990) e “O Último dos Moicanos” (1992) se tornou o primeiro ator nativo americano a receber um Oscar. “Eu gostaria apenas de dizer: já estava na hora”, declarou Studi, muito aplaudido. “Tem sido uma viagem selvagem e maravilhosa”, completou. O prêmio de Studi aconteceu quase meio século depois de Marlon Brando rejeitar o Oscar de Melhor Ator por “O Poderoso Chefão” em protesto pelo tratamento dado aos nativos americanos pela indústria do cinema. Em 1973, ele enviou uma atriz indígena para discursar em seu nome. “Poucas oportunidades no cinema, nos dois lados da câmera, foram concedidas a artistas nativos ou indígenas. Estamos em uma sala cheia de pessoas que podem mudar isso”, disse Christian Bale, que entregou o prêmio, após ter protagonizado com Studi o filme “Hostis”, de 2017. A lista de homenageados se completou com o cineasta David Lynch, indicado três vezes ao prêmio de Melhor Diretor, mas que nunca venceu a estatueta. Considerado um dos principais cineastas americanos de sua geração, Lynch é o diretor de filmes cultuadíssimos como “O Homem Elefante” (1980), “Veludo Azul” (1986), “Coração Selvagem” (1990) e “Cidade dos Sonhos” (1999), além de criador da série “Twin Peaks”. Ele foi apresentado por Laura Dern e Kyle MacLachlan, que atuaram em vários de seus filmes, e descreveram Lynch como um “homem renascentista moderno”. Os Oscars honorários são entregues todos os anos para homenagear as carreiras de grandes figuras do cinema. A cerimônia passou a acontecer em um evento separado da premiação da Academia em 2009 para render homenagens mais longas que as permitidas pelo tempo apertado da exibição televisiva. Os homenageados também são apresentados durante a transmissão do Oscar, cuja próxima edição vai acontecer em 9 de fevereiro.

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    O Grito: Nova versão do terror da fantasma cabeluda ganha trailer legendado e dublado

    28 de outubro de 2019 /

    A Sony Pictures divulgou fotos, pôsteres o primeiro trailer do reboot de “O Grito” (The Grudge), em versão legenda e dublada. A prévia transporta a maldição japonesa para uma casa de subúrbio americana, que jamais deve ser adentrada. Os curiosos que entram em seus aposentos passam a ser perseguidos por um espírito feminino vingativo, que se manifesta como uma fantasma cabeluda. Seus cabelos assustam por cima da sua cara, boiando na banheira, escondendo-se debaixo da cama e levitando de várias formas. A produção é a segunda versão americana do longa japonês original, que, por sua vez, também era refilmagem de outra produção – um telefilme do mesmo diretor, Takashi Shimizu. Ou seja, será a quarta vez que a mesma história será contada desde o ano 2000. Tudo começou com o telefilme japonês de 2000, que ganhou versão de cinema em 2002, quando os filmes de J-horror com mulheres fantasmas de cabelo na cara ainda eram novidade. “Ju-On”, o título japonês, ainda acrescentou o menino fantasma de boca aberta, que virou outro ícone do gênero. Rendeu inúmeras continuações e até um crossover, “Sadako vs. Kayako”, em que sua mulher fantasma de cabelo na cara enfrentou a mulher fantasma de cabelo na cara de “O Chamado” (Ringu, em japonês). O primeiro remake americano foi lançado em 2004 com direção do criador da franquia, o cineasta Takashi Shimizu, que mudou apenas a etnia da protagonista. Ela virou uma enfermeira americana (Sarah Michelle Gellar) que enfrentava a maldição enquanto trabalhava em Tóquio, no Japão. O fato de manter a locação original foi uma tentativa de preservar os mitos sobre espíritos maus do folclore do país. E deu certo. O filme fez sucesso suficiente para também ganhar continuações – mas o terceiro filme já saiu direto em vídeo. A nova produção preserva o título original americano (e brasileiro), sem adendos, porque mantém a mesma premissa, mas muda os personagens e a locação. Desta vez, o terror ataca nos subúrbios e ameaça uma típica família americana. Ironicamente, porém, os personagens americanos são vividos por um ator mexicano, um sul-coreano e uma atriz inglesa, que têm os papéis principais. Demian Bichir (“Os Oito Odiados”), John Cho (“Star Trek”) e Andrea Riseborough (“Birdman”) são os protagonistas do filme, que ainda inclui em seu elenco Lin Shaye (“Sobrenatural”) e Betty Gilpin (“GLOW”). Roteiro e direção são assinados por Nicolas Pesce (“Os Olhos da Minha Mãe”) e a produção está a cargo do cineasta Sam Raimi (“Homem-Aranha”), que se disse “muito animado”, em comunicado oficial, com todo este prospecto. A estreia vai acontecer em 16 de janeiro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.

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    Adam Driver vai duelar com Matt Damon no novo filme de Ridley Scott

    27 de outubro de 2019 /

    A produção de “The Last Duel” (O Último Duelo, em tradução literal), que será dirigido por Ridley Scott, sofreu mudanças em sua escalação. O ator Matt Damon não vai mais duelar com seu amigo Ben Affleck no filme. Em vez disso, seu rival será vivido por Adam Driver (“Star Wars: Os Últimos Jedi”). Affleck continua no elenco, mas terá agora um papel coadjuvante. Ele também assina o roteiro com Damon. Os dois amigos não escreviam um roteiro cinematográfico juntos desde que venceram o Oscar por “Gênio Indomável”, que eles também estrelaram em 1997. Desta vez, porém, contaram com a ajuda de Nicole Holofcener (indicada ao Oscar por “Poderia Me Perdoar?”). A trama é baseada em um livro de Eric Jager e relata eventos que teriam ocorrido na França do século 14. Gira em torno de dois melhores amigos que são separados pela guerra. Apenas um deles é convocado para o conflito e, quando retorna, sua mulher revela ter sido estuprada pelo outro. O herói condecorado apela então para o rei da França, usando sua posição como veterano de guerra para pedir autorização para um duelo até a morte. O livro posiciona este confronto como o último duelo legalmente sancionado no país europeu – daí o título. O filme estava sendo desenvolvido há alguns anos na Fox, mas a expectativa da aquisição do estúdio pela Disney tinha deixado o projeto no limbo. Não está claro se o estúdio continua envolvido, mas a produção será compartilhada pela empresa do diretor Ridley Scott, Scott Free, e a produtora criada pelos dois astros, Pearl Street Films. Vale lembrar que o cineasta já trabalhou com Damon no bem-sucedido “Perdido em Marte” (2015), uma experiência que foi positiva para ambos. A produção também inclui Jodie Comer (“Killing Eve”) no elenco, como a esposa violada.

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    Antlers: Terror produzido por Guillermo del Toro ganha trailer tenso

    27 de outubro de 2019 /

    A Fox Searchlight divulgou o pôster e o trailer de “Antlers”, terror dirigido por Scott Cooper (“Aliança do Crime”) e produzido pelo vencedor do Oscar Guillermo del Toro (“A Forma da Água”). A prévia, que não tem diálogos, explora com tensão crescente a relação de um menino e uma criatura que vive em sua casa, que ele alimenta de animais mortos e chama de “pai” (única palavra do trailer inteiro). Até que o monstro escapa, deixando um rastro de mortes sangrentas para a polícia investigar. Baseado no conto “The Quiet Boy”, de Nick Antosca (criador de “Channel Zero”), o filme traz no elenco Keri Russell (“The Americans”), Jesse Plemons (“El Camino”) e o menino Jeremy T. Thomas (“The Righteous Gemstones”). A estreia está marcada para 17 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão de data para o lançamento no Brasil.

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    Coringa reassume a liderança das bilheterias na América do Norte

    27 de outubro de 2019 /

    “Coringa” continua rindo alto nos cinemas. Em sua quarta semana em cartaz, o filme desbancou “Malévola: Dona do Mal” e recuperou o 1º lugar nas bilheterias norte-americanas. No segundo round da luta dos vilões de fantasia, a adaptação dos quadrinhos estrelada por Joaquin Phoenix, que havia perdido a liderança no fim de semana passado, voltou ao topo ao arrecadar US$ 18,9M (milhões), contra US$ 18,5M da fábula protagonizada por Angelina Jolie. A produção da Warner chegou a US$ 277,5M no mercado doméstico e US$ 849M mundiais, aumentando ainda mais seu recorde como filme de classificação “R” (para maiores nos Estados Unidos) com maior bilheteria em todos os tempos, marca conquistada na última sexta-feira (25/10). “Coringa” deve terminar sua jornada com uma arrecadação superior a US$ 900M, o que também representará um dos maiores lucros de uma adaptação de quadrinhos, tendo em vista seu baixo orçamento. “Malévola: Dona do Mal” é um grande desapontamento na América do Norte, mas o mercado internacional deve evitar desastre maior. Enquanto a produção da Disney fez apenas US$ 65,4M em dez dias nos EUA e Canadá, a soma mundial de sua bilheteria está em quase US$ 300M, perto do total de “Dumbo” (US$ 350M), até então o pior desempenho do estúdio no ano. O Top 10 incluiu mais quatro títulos novos no fim de semana, mas apenas dois com distribuição ampla, em mais de 2 mil salas. O terror “A Hora da sua Morte” foi o que se deu melhor, abrindo em 5º lugar, seguido pelo policial “Black and Blue” em 6º. A crítica achou ambos ruins, mas considerou o terror ainda pior (apenas 26% de aprovação no Rotten Tomatoes). “Black and Blue” (46%), estrelado por Naomie Harris, não deve passar no Brasil, mas “A Hora da sua Morte” será um peru de Natal, com lançamento marcado para 26 de dezembro. Vítima colateral do escândalo sexual de Harvey Weinstein, “A Batalha das Correntes” finalmente chegou aos cinemas norte-americanos (aqui, só em dezembro). O longo período de quarentena serviu para a produção de uma nova edição (do diretor Alfonso Gomez-Rejon), que agradou mais a crítica que a versão exibida pela primeira vez há dois anos, no Festival de Toronto, sob supervisão de Weinstein (famoso por alterar filmes à revelia dos diretores). Deixou de ser podre (33%) para virar apenas medíocre (57%), o que ainda é um desapontamento considerando sua história (a guerra elétrica entre Thomas Edison e George Westinghouse/Nicola Tesla) e seu elenco (Benedict Cumberbatch, Michael Shannon, Nicholas Hoult e Tom Holland). Lançado em mil cinemas, abriu apenas em 9º lugar, abaixo de um fenômeno indie. Grande surpresa do ranking, “O Farol” resplandeceu muito mais que seu 8º lugar. Filmado em preto e branco, com baixo orçamento e disponível em somente 500 telas, o filme brilhou com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Segundo longa do diretor Robert Eggers (do premiado “A Bruxa”), o terror estrelado por Robert Pattinson e Willem DaFoe deu o que falar ao render três vezes mais por sala que “Coringa”. Trata-se uma coprodução da indie A24 em parceria com a brasileira RT Features. Apesar disso, só vai chegar ao Brasil em janeiro. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Coringa Fim de semana: US$ 18,9M Total EUA e Canadá: US$ 277,5M Total Mundo: US$ 849M 2. Malévola: Dona do Mal Fim de semana: US$ 18,5M Total EUA e Canadá: US$ 65,4M Total Mundo: US$ 293,5M 3. Família Addams Fim de semana: US$ 11,7M Total EUA e Canadá: US$ 72,8M Total Mundo: US$ 84M 4. Zumbilândia: Atire Duas Vezes Fim de semana: US$ 11,6M Total EUA e Canadá: US$ 47M Total Mundo: US$ 63,6M 5. A Hora da sua Morte Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 9M Total Mundo: US$ 9M   6. Black and Blue Fim de semana: US$ 8,3M Total EUA e Canadá: US$ 8,3M Total Mundo: US$ 8,3M 7. Projeto Gemini Fim de semana: US$ 4M Total EUA e Canadá: US$ 43,3M Total Mundo: US$ 148,2M 8. O Farol Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 3,6M Total Mundo: US$ 3,6M 9. A Batalha das Correntes Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 2,7M Total Mundo: US$ 7,5M 10. Abominável Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 56,8M Total Mundo: US$ US$ 144,6M

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  • Filme,  Música

    A Música da Minha Vida celebra Bruce Springsteen e o poder da música

    27 de outubro de 2019 /

    Filme indie britânico baseado nas memórias do jornalista inglês de ascendência paquistanesa Sarfraz Manzoor (e registradas no livro “Greetings from Bury Park: Race, Religion and Rock N’ Roll”, lançado por ele em 2007), “A Música da Minha Vida” (“Blinded by the Light”, no original) é uma declaração de amor a Bruce Springsteen, num contexto direto, e ao poder revolucionário da música, numa visão mais ampla. A trama retorna aos difíceis anos 1980 com Margaret Thatcher como primeira ministra do Reino Unido. A família de Manzoor (aqui apresentada como Javed Khan) vive em Luton e, seguindo seus preceitos, deseja encontrar uma parceira para o rapaz, tanto quanto espera que ele siga uma profissão tradicional, como médico ou advogado. Javed (interpretado por Viveik Kalra), porém, escreve poesias e também letras de música para uma banda de amigos e tem seu texto elogiado na escola, o que rende um estágio no jornal local, e o sonho de alçar voos mais altos… sozinho. Mas os dogmas da família (e o desemprego do pai) começam a pesar sobre seus ombros, e é neste momento em que ele encontra a luz, ou melhor, Bruce Springsteen, numa fita cassete emprestada por um amigo de escola (que, assim como ele, sofre racismo por seus pais também não serem ingleses – ainda que ele seja). Para Javed, Bruce traduz seus sentimentos, suas angustias e duvidas em canções como “Born To Run”, “The River”, “Badlands” e “Thunder Road”, e ancorado nelas ele pretende enfrentar o mundo (começando por sua família). Filme agridoce, previsível e que apenas tateia temas espinhosos (como o racismo, religião e a extrema-direita britânica), “A Música da Minha Vida” tem direção de Gurinder Chadha (de “Driblando o Destino” e carrega todos os cacoetes de uma produção independente, mas se destaca por sua bela trilha sonora (Bruce não apenas cedeu arrasadoras versões ao vivo raras como também uma canção inédita, “I’ll Stand By You”, que havia sido feita para um dos filmes de Harry Potter, mas ficou de fora) e sua força sonhadora, alcançando um resultado muito mais (hummm) honesto e interessante do que, digamos, “Yesterday”, “Rocketman” e “Bohemian Rhapsody”, ainda que aquém (emocionalmente) de “Springsteen on Broadway” e “Springsteen & I”.

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  • Filme

    El Camino revela o que aconteceu com Jesse Pinkman

    27 de outubro de 2019 /

    O que aconteceu com Jesse Pinkman? “Breaking Bad” é uma série perfeita, mas deixou essa coceira nos fãs desde que Vince Gilligan encerrou a melhor produção norte-americana feita para o formato nesta década. A lacuna permitiu aos adeptos exercitarem a imaginação. Embora o passado não pudesse ser apagado, Jesse teria finalmente a chance de seguir adiante. Não exatamente com uma redenção, o que seria praticamente impossível. Mas ter a chance de recomeçar quando se tem a vida inteira pela frente? Bom, isso foi uma bênção de Vince Gilligan para o personagem. Porém, a polícia poderia pegá-lo. Ou matá-lo durante a fuga. Vai saber. O ponto é que, no fundo, todas as possibilidades deveriam estar corretas, contanto que o espectador escolhesse o caminho do otimismo ou do pessimismo. Em outras palavras, não havia necessidade de nenhuma continuação de “Breaking Bad”. Ninguém precisa confirmar o destino de Walter White nem saber como Skylar e Walter Jr. seguiram depois dos eventos do último episódio. Só que Vince Gilligan achou que ainda devia algo a Jesse Pinkman. E “El Camino: A Breaking Bad Movie” começa no exato momento em que deixamos o personagem imortalizado por Aaron Paul. Como esperado, o filme não faz a menor diferença. Parece somente um epílogo para Jesse, um longo apêndice de “Breaking Bad”, sem surpresas, em que o único objetivo é colocar um ponto final na saga do personagem. Por outro lado, Vince Gilligan acerta em não acrescentar qualquer coisa que mude o que vimos antes. Em resumo, não passa de aperitivo para os fãs. É como rever velhos amigos mesmo quando não temos nada a dizer no encontro. Quem nunca viu “Breaking Bad”, além de precisar de tratamento médico, deve passar longe de “El Camino”. Escrito e dirigido por Gilligan, o filme tem uma vantagem para quem gosta da série: parece que o tempo não passou. É como se tivessem filmado “El Camino” na sequência do último episódio de “Breaking Bad”. Curiosamente, com uma perspectiva mais reflexiva, meditativa do que na série, enquanto dá olá a alguns rostos conhecidos. Nunca de forma gratuita, mas para alavancar cada decisão seguinte de Jesse. Por mais que esse também seja o propósito de cada flashback, acho que Gilligan exagerou na dose com esse recurso geralmente preguiçoso. “Breaking Bad” nunca dependeu disso, de forma diferente de Lost. E isso deixou “El Camino” bem moroso. Mas OK. O filme pode não ser um exemplo do que Vince Gilligan é capaz de fazer como roteirista, mas certamente permite mostrar que o cara está cada vez melhor como diretor. Que ele sabe contar uma história visualmente, todos nós temos certeza. Mas caprichou demais na hora de posicionar a câmera em alguns pontos insanos, vide o duelo no finalzinho. Será interessante ver mais trabalhos de Vince Gilligan como diretor e roteirista, mas longe de “Breaking Bad”. Ele tem muito a acrescentar tanto na TV quanto no cinema. Da mesma forma que Aaron Paul, que merece mais chances. Aliás, o ator ainda deixa a impressão de que não desligou do personagem nem por um segundo. É de impressionar quando lembramos que Jesse vivia um bastante momento pesado da última vez que o vimos em “Breaking Bad”. É um belo trabalho de Aaron Paul que, aos poucos, dá a Jesse a paz que ele merece. É só notar sua expressão em sua última cena em “Breaking Bad” e em sua última cena em “El Camino”. A transição entre duas distintas sensações de liberdade mostradas pelo ator vale mais que toda a história contada neste filme.

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    Greta materializa universo LGBTQIA+ com força dramática

    26 de outubro de 2019 /

    O longa-metragem de estreia de Armando Praça, “Greta”, é baseado na peça “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, de Fernando Melo, escrita e encenada como comédia. A mudança da comédia para o melodrama foi uma opção do cineasta, que achava que aquela história era muito mais próxima de uma situação dramática. Aliás, é interessante quando um diretor busca um espaço entre o drama e a comédia para contar suas histórias, como fazia Almodóvar em seus primeiros filmes. No caso de “Greta”, ainda há bastante espaço para o humor, mas se trata definitivamente de uma história sobre dor, sobre busca de sentido para uma vida que está próxima do fim e muita, muita solidão e rejeição. Mesmo sendo um filme com protagonistas homossexuais, certas coisas são universais. Afinal, difícil encontrar quem nunca passou por sentimentos de solidão e rejeição. Na trama, Marco Nanini é Pedro, um enfermeiro septuagenário que procura ajudar sua amiga transexual Daniela (Denise Weinberg), que passa por uma doença terminal e sofre muitas dores. A escalação de uma mulher cis para viver uma trans tem sido bastante questionada, mas difícil não se emocionar com a performance de Denise cantando “Bate Coração”, canção do repertório de Elba Ramalho. A carga dramática que ela empresta à canção e amplifica o sentido da letra é tocante. De todo modo, o elenco também inclui uma trans, Gretta Sttar, interpretando uma mulher cis. Mas o filme está mesmo mais interessado na trajetória de Pedro e sua busca por prazer para aliviar a dor, sua busca por alguém que o ame. Ele é um homem que costuma masturbar alguns pacientes do hospital em que trabalha, tenta marcar encontros e frequenta saunas gay, um espaço favorável para o sexo casual. Há uma cena com um misto de humor e drama bem marcante que se passa nesse espaço. Vale destacar que há cenas em que o sexo aparece bastante pulsante dentro dos leitos de hospital, inclusive. A vida de Pedro ganha novo sentido quando ele, para encontrar uma vaga para a amiga Daniela no hospital, leva um homem responsável pela morte de outra pessoa, ferido, para sua casa. Com esse homem potencialmente perigoso vivido por Démick Lopes, Pedro cria uma relação de ajuda, desejo e afeto. O homem, a princípio muito reticente em ter relações sexuais com aquele idoso, aos poucos começa a se aproximar. Há um diálogo muito bonito e doloroso em que Daniela pergunta a Pedro se ele ainda está tendo um caso com esse homem que cometeu um crime e é procurado pela polícia. “É o único que eu tenho”, Pedro diz, com um misto de alegria e tristeza. A entrega de Marco Nanini a esse papel é admirável. O grande ator não se incomodou em se entregar também de maneira física nas cenas que envolvem sexo e nudez. Isso contribui para que o filme ganhe ainda mais força na materialização desse universo marginal.

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  • Filme

    Todd Phillips celebra recorde mundial de Coringa nas redes sociais

    26 de outubro de 2019 /

    O diretor Todd Phillips celebrou nas redes sociais a façanha de “Coringa”, que se tornou a maior bilheteria de uma produção com classificação etária “R” (para maiores nos Estados Unidos) do mundo em todos os tempos. Em sua comemoração, ele aproveitou para dar uma pequena alfinetada nas polêmicas que cercaram o filme, como um suposto incentivo de violência e o receio de atentados, que ganharam grande cobertura da mídia na semana de estreia da produção. “Uau! Agradeço a minha equipe e elenco, e obviamente aos fãs ao redor do mundo – por terem enxergado além de todo o “barulho” e aparecido nos cinemas (alguns mais de uma vez)! Estamos muito orgulhosos do filme e todas as mensagens maravilhosas que recebemos de vocês o torna ainda mais especial.” A adaptação do vilão da DC Comics deixou para trás um herói da Marvel ao faturar US$ 788,3 milhões mundiais. O primeiro “Deadpool” detinha o recorde com US$ 782,6 milhões. Vale considerar que “Deadpool 2” teria supostamente mais que isso (US$ 785 milhões), mas essa conta inclui quase US$ 50 milhões arrecadados sob outro título e classificação etária, quando o filme foi relançado nos cinemas como “Era uma Vez um Deadpool”. De todo modo, “Coringa” bate até esse truque. Vale lembrar que, apesar de receber classificação “R” em seu país de origem, tanto “Coringa” quanto os dois “Deadpool” foram lançados com restrição para 16 anos no Brasil. O mesmo aconteceu em vários países. Em Portugal, o filme passou com censura de 14 anos. Na França, “Coringa” chegou aos cinemas proibido para maiores de… 12 anos! Tudo isso ajudou na bilheteria internacional do filme, que somou o dobro da arrecadação americana, facilitando a quebra do recorde. O diretor de “Coringa”, Todd Phillips, afirmou recentemente que nunca divulgará cenas cortadas ou uma versão estendida do filme, para capitalizar um relançamento nos cinemas ou Blu-ray especial, mas que está aberto à ideia de uma possível sequência, o que Joaquin Phoenix, intérprete do Coringa, apoia. Ver essa foto no Instagram Wow!! Thanks to my wonderful cast & crew and of course, the fans from around the world— for seeing through all the “noise” and SHOWING UP (some more than once)! We are super proud of the film and all your wonderful messages make it that much more special. #Joker worldwide. Uma publicação compartilhada por Todd Phillips (@toddphillips1) em 25 de Out, 2019 às 12:33 PDT

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  • Filme

    O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos ganha trailer dublado por Larissa Manoela

    26 de outubro de 2019 /

    A Galeria Distribuidora divulgou o trailer dublado de “O Reino Gelado: A Terra dos Espelhos”, que traz Larissa Manoela dando voz a Gerda, uma garota que se sente inútil por ser a única pessoa da família que não possui poderes mágicos. A animação traz também Igor Jansen em seu primeiro trabalho de dublagem, como Rony, e João Côrtes como o trol Orm. “A Terra dos Espelhos” é o quarto filme da franquia “O Reino Gelado”, animação russa inspirada na mesma fábula que a Disney transformou no blockbuster “Frozen”. Larissa Manoela e João Cortês já tinham dublado Gerda e Orm em dois lançamentos anteriores, “O Reino Gelado 2” e “O Reino Gelado: Fogo e Gelo”. Mas Rony era dublado pelo ex-namorado da jovem, João Guilherme. Com cópias 2D e 3D, o filme tem estreia nacional marcada para 21 de novembro e pré-estreias pagas nos dias 15, 16, 17 e 20 de novembro.

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  • Filme

    Joel Kinnaman diz que o novo Esquadrão Suicida é uma comédia

    26 de outubro de 2019 /

    Joel Kinnaman é um dos poucos atores do primeiro “Esquadrão Suicida” que retornam para a sequência de James Gunn (“Guardiões da Galáxia”). E não teve problemas em comparar as duas adaptações dos personagens dos quadrinhos, dizendo claramente, durante participação do podcast “The Big Ticket” da Variety, o que diferencia o novo filme de seu antecessor, que teve direção de David Ayer. Segundo ele, a continuação é uma comédia. “James Gunn é um cara incrível. Ele escreveu um roteiro fantástico. É tão engraçado… sinto que estou filmando minha primeira comédia. Há muitas pessoas realmente engraçadas lá. É como uma experiência de aprendizado. Estou com muitas pessoas engraçadas incríveis.” Os detalhes da continuação do longa de 2016 ainda permanecem em segredo, mas as filmagens já começaram em Atlanta. Além de Kinnaman, que retoma seu papel de Rick Flag, líder das missões da Força Tarefa X, também retornam do primeiro filme os atores Margot Robbie (Arlequina), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). O resto do elenco é repleto de novidades, incluindo a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), a portuguesa Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), o argentino Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”) e até o cineasta neo-zelandês Taika Waititi (diretor de “Thor: Ragnarok”). Escrito e dirigido por James Gunn, “O Esquadrão Suicida” tem estreia marcada apenas para agosto de 2021.

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  • Etc,  Filme

    Jane Fonda faz História ao agradecer prêmio pela carreira enquanto é presa nos EUA

    26 de outubro de 2019 /

    A mais recente prisão da atriz Jane Fonda, na sexta-feira passada (25/10) por protestos contra as mudanças climáticas em Washington, foi exibida num contexto completamente inusitado em Hollywood, durante a cerimônia de premiação do Britannia Award, evento da BAFTA (Academia Britânica de Artes e Ciências Cinematográficas e Televisivas, na sigla em inglês) realizado anualmente em Los Angeles, nos Estados Unidos, e transmitido ao vivo pela rede BBC. Homenageada com um prêmio pela carreira, o prestigioso Stanley Kubrick Britannia Award por Excelência no Cinema, ela explicou num vídeo pré-gravado que não poderia estar presente para agradecer pessoalmente durante a cerimônia, mostrando sua situação. O vídeo combina um discurso previamente gravado e cenas da atriz de 81 anos com as mãos algemadas, no momento em que é presa pela polícia americana. “Estou recebendo o Stanley Kubrick Britannia Award e tão honrada que nem consigo acreditar. Eu estou muito agradecida. É emocionante. Sinto muito por não estar aí, mas como vocês já devem ter ouvido, eu fui presa”, disse ela no vídeo, apresentado na tela do evento. No discurso, ela explica seu engajamento atual e por que ela se mudou para a capital dos Estados Unidos para se dedicar a chamar atenção contra as mudanças climáticas. “Eu tenho tentado aumentar o senso de urgência. Esta é uma crise, não apenas aqui, mas em todo o mundo.” Após terminar o discurso, o vídeo mostra a atriz sendo arrastada pela política, enquanto grita “Obrigado, BAFTA, obrigada pelo Stanley Kubrick Britannia Award por Excelência no Cinema”. Veja abaixo. O público reagiu de forma instantânea com aplausos e gritos. Muitos já consideram o agradecimento algemado como o mais inesquecível da História dos prêmios em Hollywood. Além de Fonda, os outros homenageados da cerimônia foram o produtor Norman Lear com o Britannia Award por Excelência na Televisão, a atriz Phoebe Waller-Bridge como Artista Britânica do ano, o cineasta Jordan Peele com o John Schlesinger Britannia Award de Excelência em Direção, o ator Steve Coogan com o Charlie Chaplin Britannia Award de Excelência em Comédia, e o astro chinês Jackie Chan com o Prêmio Albert R. Broccoli Britannia Award de Contribuição Mundial ao Entretenimento.

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    Doutor Sono: Continuação de O Iluminado ganha 25 imagens novas

    26 de outubro de 2019 /

    A Warner divulgou dois pôsteres e 25 fotos de “Doutor Sono”, aguardada continuação de “O Iluminado”, que traz Ewan McGregor (“Trainspotting”) como a versão adulta de Danny Torrence, filho do personagem de Jack Nicholson no clássico de terror de 1980. As imagens chegam a recriar cenas do longa dirigido por Stanley Kubrick, mas se dedicam principalmente aos novos personagens. Assim como “O Iluminado”, o novo filme também é baseado num livro de Stephen King – a sequência oficial da obra original e premiada com o Bram Stoker Award (o “Oscar” das publicações de terror) de Melhor Romance de 2013. Na trama, Danny cresceu traumatizado após seu pai enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel. Já adulto, o rapaz enfrenta problemas com álcool, até que volta a manifestar poderes mediúnicos e entra em contato com uma garota (a estreante Kyliegh Curran) perseguida por um perigoso grupo de paranormais. A direção do filme está a cargo de Mike Flanagan (“Ouija: Origem do Mal”), que recentemente filmou outro livro de Stephen King, “Jogo Perigoso”, e a elogiada série “A Maldição da Residência Hill”. Ele também reescreveu o roteiro – originalmente encomendado para Akiva Goldsman (responsável por destruir “A Torre Negra”, mais uma obra de Stephen King). O elenco ainda inclui Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como a vilã da história – Rose, a Cartola (no original, Rose the Hat) – , além de Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”), Bruce Greenwood (“Star Trek”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Carel Struycken (“Twin Peaks”) e Carl Lumbly (“Supergirl”). A estreia está marcada para 7 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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