Contágio: Clássico de Steven Soderbergh vira hit em streaming após surto de Coronavirus
O filme “Contágio”, de Steven Soderbergh, disparou em pedidos de locação em serviços de VOD, devido ao surto do Coronavírus, que já registrou mais de 6 mil casos ao redor do mundo. A procura pela produção de 2011 aumentou tanto que o longa entrou na lista dos filmes mais vistos no iTunes, nove anos após seu lançamento nos cinemas. A trama de “Contágio”, escrita por Scott Z. Burns (dos recentes “O Relatório” e “A Lavanderia”), mostrava uma epidemia mundial originada na China, cujos sintomas iniciais pareciam uma gripe, e que rapidamente se espalha pelo no mundo inteiro, transmitida inicialmente por turistas vindos do território chinês. A semelhança com o caso real do Cornonavirus é impressionante. Confira abaixo o trailer original do longa, que tem um elenco impressionante (Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Jude Law, Laurence Fishburne e Marion Cotillard, entre outros).
Magnatas do Crime: Matthew McConaughey vive poderoso chefão em trailer legendado
Já em cartaz nos EUA, “Magnatas do Crime” (The Gentleman) finalmente ganhou seu primeiro trailer legendado da Paris Filmes, para o lançamento no Brasil. Apesar de elogiado pela crítica internacional (73% de aprovação no Rotten Tomatoes), o longa que marca a volta do diretor inglês Guy Ritchie (do blockbuster “Aladdin”) às tramas de gângsteres do começo de sua carreira estreou no fim de semana passado com desempenho abaixo das expectativas na América do Norte. No clima de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000), filmes que lançaram o cineasta inglês, “Magnatas do Crime” gira da sucessão do chefão criminoso interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre sua aposentadoria, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco ainda inclui Charlie Hunnam (Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia aconteceu em 24 de janeiro nos Estados Unidos, mas o longa só chega em três meses, no dia 23 de abril, no Brasil.
Personagens de Velozes e Furiosos 9 ganham pôsteres individuais com seus veículos
A Universal divulgou uma coleção de pôsteres de “Velozes e Furiosos 9”, que destaca os personagens e seus veículos na continuação da duradoura franquia de sucesso. As imagens reúnem Dominic Toretto (Vin Diesel), Letty (Michelle Rodriguez), Roman (Tyrese Gibson), Tej (Ludacris), Mia (Jordana Brewster) e a novata Ramsey (Nathalie Emmanuel), remanescentes dos filmes anteriores, e uma novidade do elenco, o ator John Cena (“Bumblebee”). O nono filme da franquia também trará de volta Magdalene Shaw (Helen Mirren) e Cipher (Charlize Theron), a vilã do filme anterior, além de introduzir novos personagens de Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), Anna Sawai (“Ninja Assassino”) e da rapper Cardi B (“As Golpistas”). A continuação também terá outro retorno importante atrás das câmeras: o diretor Justin Lin, que dirigiu quatro filmes da marca bem-sucedida – “Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio” (2006), “Velozes e Furiosos 4” (2009), “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (2011) e “Velozes e Furiosos 6” (2013). A história foi desenvolvida por Chris Morgan, roteirista da franquia desde a estreia de Justin Lin em 2006, com o roteiro final a cargo de Daniel Casey (da recente sci-fi “Kin”). “Velozes e Furiosos 9” tem estreia marcada para 21 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Estreias: Bad Boys para Sempre é o maior lançamento da semana
O revival da franquia “Bad Boys”, que retorna aos cinemas após 17 anos, é estreia mais ampla da semana, com lançamento em mil telas. Há duas semanas em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte, “Bad Boys para Sempre” volta a juntar Will Smith e Martin Lawrence como uma dupla de policiais do departamento de narcóticos de Miami e se revela o melhor filme da trilogia, iniciada em 1995. Muita ação, humor e estilo garantem a diversão, com 77% de aprovação no Rotten Tomatoes. A programação também destaca “Judy”, filme que deve render o Oscar de Melhor Atriz a Renee Zellwegger – após vencer o Globo de Ouro, o SAG Awards (prêmio do Sindicato dos Atores) e o Critics Choice, entre outros reconhecimentos. No filme, ela interpreta a famosa atriz Judy Garland (de “O Mágico de Oz” e “Nasce uma Estrela”) em seus últimos dias. É um filmaço, graças à interpretação incontestável da atriz. Para o lançamento nacional, porém, o título original “Judy”, dissílabo com quatro letras, ganhou um subtítulo enorme e desnecessário. Entre os filmes de menor visibilidade, vale a pena descobrir o suspense dramático “Açúcar”, que denuncia o racismo social brasileiro, encontrando paralelos entre as relações raciais atuais e a época da escravatura. Com Maeve Jinkins (“Boi Neon”) no papel principal, uma sinhazinha recém-chegada da capital que não vê que os tempos mudaram em torno do canavial da família, o filme de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira (respectivamente, diretora e roteirista de “Amor, Plástico e Barulho”) venceu o prêmio da crítica no festival Festin de Lisboa. Já a opção para evitar é o terror “Os Órfãos”, um dos piores trabalhos do gênero nos últimos anos. Vai arriscar? Saiba mais sobre a roubada aqui. Confira abaixo outros detalhes das estreias da semana com todos os títulos, sinopses e trailers. Bad Boys para Sempre | EUA | Ação Terceiro episódio das histórias dos policiais Burnett (Martin Lawrence) e Lowrey (Will Smith), que devem encontrar e prender os mais perigosos traficantes de drogas de Miami. Judy – Muito Além do Arco-Íris | EUA | Drama Inverno de 1968. Com a carreira em baixa, Judy Garland (Renée Zellweger) aceita estrelar uma turnê em Londres, por mais que tal trabalho a mantenha afastada dos filhos menores. Ao chegar ela enfrenta a solidão e os conhecidos problemas com álcool e remédios, compensando o que deu errado em sua vida pessoal com a dedicação no palco. Os Órfãos | EUA | Terror Kate (Mackenzie Davis) é uma jovem professora contratada para trabalhar como governanta na mansão de uma família rica. Na casa, localizada em Essex, Londres, vive Flora (Brooklynn Prince) e Miles (Finn Wolfhard), irmãos órfãos que perderam ambos os pais em um acidente próximo à casa. No entanto, ela logo percebe que no local existem outros moradores, não necessariamente vivos. Açúcar | Brasil | Drama Bethânia Wanderley (Maeve Jinkings) não gosta do cenário rural da Zona da Mata, mas precisa voltar ao lugar onde nasceu, um decadente engenho de cana-de-açúcar, para impedir que os antigos trabalhadores do canavial tomem conta das terras. Confrontada pelo líder da associação, Zé (José Maria Alvez), e pot Alessandra (Dandara de Morais), que passa a ser faxineira da casa para vigiar a sinhazinha, Bethânia terá que lidar com o seu passado e os seus preconceitos. E Agora? A Mamãe Saiu de Férias! | Brasil | Comédia Giulia (Valentina Lodovini) é uma mãe que abandonou a carreira para se dedicar aos seus três filhos. Carlo (Fabio De Luigi) é marido de Giulia mas, diferente dela, não tem tempo para a família e passa mais tempo no trabalho do que em casa. Tudo muda quando Giulia, cansada da monotonia de sua vida, decide sair de férias por dez dias, deixando Carlo sozinho com as crianças. Testemunha Invisível | Itália | Suspense Adriano Doria (Riccardo Scamarcio) é o empresário do ano em Milão. Ele dirige uma BMW, usa um Rolex extravagante, tem uma adorável esposa e filha e, também, uma bela amante. Mas agora ele está em prisão domiciliar, acusado de assassinato após ser flagrado em um quarto de hotel com a amante morta, cujo corpo estava coberto de dinheiro. Com Amor, Van Gogh – O Sonho Impossível | Polônia | Documentário O documentário detalha minuciosamente a jornada que levou dois cineastas apaixonados a alcançar seu sonho impossível, criando o primeiro longa-metragem totalmente pintado do mundo, “Com Amor, Van Gogh”, lançado em 2017.
Bob Esponja encontra Snoop Dogg e Keanu Reeves no comercial de seu novo filme
A Paramount adiantou na internet o comercial do novo filme de Bob Esponja, produzido para ir ao ar no domingo (2/2) durante o intervalo do Super Bowl (final do campeonato de futebol americano), espaço publicitário mais valorizado da TV americana. A prévia mostra Bob tentando resumir tudo o que aparece no filme em 30 segundos. E entre os atrativos estão participações do rapper Snoop Dogg e do ator Keanu Reeves. Intitulado “Bob Esponja: O Incrível Resgate”, o filme acompanha os inseparáveis Bob e Patrick numa jornada para encontrar Gary, o caracol de estimação de Bob, que está desaparecido. Com direção de Tim Hill (“Alvin e os Esquilos”), a animação vai estrear em 11 de junho no Brasil, três semanas depois do lançamento nos Estados Unidos.
José de Abreu ameaça revelar o que sabe de Regina Duarte
José de Abreu sabe o que Regina Duarte fez em algum verão passado. O ator publicou uma mensagem agressiva nas redes sociais, em que promete contar segredos da atriz, caso ela compactue, ao entrar no governo, com a discriminação da diversidade estabelecida por decisões de Jair Bolsonaro. “Eu sei o que fizemos na sua casa, na Barra da Tijuca. Eu sou artista, assumo meu vícios e me libertei deles. Mas você, assumindo um cargo público, vai ter que prestar conta deles. E eu vou cobrar isto de você”, escreveu Abreu, em tom tão ofensivo quanto ameaçador. “Regina Duarte, vou lhe desmascarar! Assuma seu cargo de apoiadora de fascista se tiver coragem. E aguente as consequências”, acrescentou. Ele também desafiou a atriz, que nessa quarta (29/1) confirmou ter aceito o cargo de secretária especial da Cultura, para um debate. Veja abaixo o post completo. Ver essa foto no Instagram Topa, apoiadora de fascista? Ministra- nem isso – secretária! de um presidente sem legitimidade, um escroto, que quer que você discrimine a diversidade? Que discrimine LGBTS? Eu sei o que fizemos na sua casa, na Barra da Tijuca. Eu sou artista, assumo meu vícios e me libertei deles. Mas você, assumindo um cargo público, vai ter que prestar conta deles. E eu vou cobrar isto de você. Lembra de quantos gays lhe tiraram rugas? Coloriram seus cabelos brancos? Criaram figurinos para esconder suas banhas? Você está cagando na cabeça deles! Eles me ligam, desesperados, com sua postura! Tenha vergonha nessa cara! Vou até o fim. REGINA DUARTE, vou lhe desmascarar! Assuma seu cargo de apoiadora de fascista se tiver coragem. E aguente as consequências. Outra coisa, EU NÃO ESTOU SÓ! Arrisco minha carreira para impedir que uma colega minha se atire num poço sem fundo. Uma publicação compartilhada por josedeabreu (@josedeabreu) em 29 de Jan, 2020 às 6:33 PST
Festival de Berlim 2020: Cinema brasileiro tem participação recorde, com 19 filmes selecionados
A participação brasileira no Festival de Berlim deste ano é recorde. A organização do evento alemão anunciou nada mesmo que 19 filmes com produção nacional. Destes, apenas quatro trazem o Brasil na condição de parceiro minoritário, entre eles o documentário “Nardjes A.”, dirigido pelo brasileiro Karim Ainouz (“A Vida Invisível”), que registra protestos civis na Argélia. A maioria dos filmes será exibido em seções paralelas à mostra principal, mas o país também está na disputa do Urso de Ouro com “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”). A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A expectativa agora é ver se a participação recorde também produz premiação recorde. Até então, a maior consagração do cinema brasileiro em Berlim aconteceu em 2018, com a conquista de cinco prêmios paralelos – de favoritos da crítica e do público – , mas não troféus oficiais. O Brasil já venceu duas vezes o Urso de Ouro, premiação principal do festival, com “Central do Brasil” (1998) e “Tropa de Elite” (2008). Confira abaixo a lista de filmes brasileiros selecionados para o evento, que vai acontecer entre 20 de fevereiro e 1º de março na capital da Alemanha. LONGAS MAJORITÁRIOS BRASILEIROS “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, coprodução da Dezenove Som e Imagem e Filmes do Caixote com a França (competitição do Urso de Ouro) “Alice Junior”, direção de Gil Baroni, produção da Beija Flor Filmes (mostra Generation) “Cidade Pássaro”, direção de Matias Mariani, produção da Primo Filmes”, coprodução com França (mostra Panorama) “Irmã”, direção de Luciana Mazeto e Vinicius Lopes, produção da Pátio Vazio (mostra Generation) “Luz nos Trópicos”, direção de Paula Gaitán, produção da Aruac e Pique-Bandeira (mostra Forum) “Meu Nome É Bagdá”, direção de Caru Alves de Souza, produção da Manjericão Filmes (mostra Generation) “O Reflexo do Lago”, direção de Fernando Segtowick, produção da Marahu Filmes (mostra Panorama) “Vento Seco”, direção de Daniel Nolasco, produção da Panaceia Filmes (mostra Panorama) “Vil, Má”, direção de Gustavo Vinagre, produção da Carneiro Verde e Avoa Filmes (mostra Forum) CURTAS/MÉDIAS “(Outros) Fundamentos”, direção de Aline Motta (mostra Forum Expanded) “Apiyemiyeki?”, direção de Ana Vaz em coprodução com França, Holanda e Portugal (mostra Forum Expanded) “Jogos Dirigidos”, direção de Jonathas de Andrade (mostra Forum Expanded) “Letter From A Guarani Woman In Search Of Her Land Without Evil”, de Patricia Ferreira (mostra Forum Expanded) “Rã”, direção de Julia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti, produção da Gato do Parque (mostra Panorama) “Vaga Carne”, direção de Grace Passô e Ricardo Alves Jr, produção da Grãos da Imagem (mostra Forum Expanded) COPRODUÇÕES MINORITÁRIAS “Chico Ventana Tambien Quisiera Ter Un Submarino”, direção de Alex Piperno (Uruguai), coprodução brasileira Desvia (mostra Forum) “Los Conductos”, direção de Camilo Restrepo (Colômbia), coprodução brasileira If You Hold a Stone (mostra Encounters) “Nardjes A.”, direção de Karim Ainouz (Brasil), coprodução com Argélia, França e Alemanha (mostra Panorama) “Un Crimen Común”, direção de Francisco Márquez (Argentina)”, coprodução brasileira Multiverso (mostra Panorama)
Festival de Berlim 2020: Terror brasileiro vai disputar o Urso de Ouro
A organização do Festival de Berlim 2020 divulgou nesta quarta-feira (29/1) a lista dos filmes selecionados para disputar o Urso de Ouro, principal prêmio do evento. E um terror brasileiro entrou na relação seletíssima da mostra competitiva. “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”), vai representar o Brasil no evento principal do festival. A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A trama reflete os fantasmas da escravidão, em mais de um sentido. Ainda sem data de estreia no Brasil, “Todos os Mortos” vai tentar repetir as vitórias de “Central do Brasil” (1998) e “Tropa de Elite” (2008) no famoso festival alemão, onde concorrerá com outros 17 títulos – de diretores como o americano Abel Ferrara (“Siberia”), o taiwanês Tsai Ming-Liang (“Rizi”), o francês Philippe Garrel (“Le Sel des Larmes”), o cambojano Rithy Panh (“Irradiés”) e a britânica Sally Potter (“The Roads Not Taken”). Além da mostra principal, o cinema brasileiro também está representado nas seções paralelas do festival, atingindo uma participação recorde, com mais 18 filmes selecionados, entre eles “Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves Souza, “Cidade Pássaro”, coprodução com a França de Matias Mariani, “Apiyemiyekî”, coprodução com França e Holanda dirigida por Ana Vaz, e “Nardjes A.”, documentário franco-alemão do diretor Karim Aïnouz (do premiado “Vida Invisível”). Confira a lista nacional completa aqui. A 20ª edição do Festival de Berlim vai acontecer entre 20 de fevereiro e 1º de março.
César 2020: Novo filme de Polanski lidera lista de indicados ao “Oscar francês”
A Academia francesa ignorou a polêmica em torno do cineasta Roman Polanski para consagrar seu novo filme, “O Oficial e o Espião” (J’accuse), na lista de indicados ao César, o equivalente francês ao Oscar. O longa de Polanski sobre o julgamento histórico do militar judeu Alfred Dreyfus foi o que mais recebeu indicações ao prêmio, aparecendo 12 vezes na relação oficial. Com isso, superou “Os Miseráveis”, que disputa o Oscar de Melhor Filme Internacional, e outro favorito, “La Belle Époque”, de Nicolas Bedos. Ambos atingiram 11 indicações cada. “O Oficial e o Espião” teve sua estreia marcada por protestos feministas na França, após o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Polanski chegou a ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA em 2018, quando o movimento #MeToo relembrou seu caso e disparou acusações antigas. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, já que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970, e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar, por “O Pianista” (2002). Contrariando a nova posição dos organizadores do Oscar, o presidente da Academia Francesa, Alain Terzian, disse que o César “não deve adotar posições morais”, ao anunciar os indicados nesta quarta-feira. “Se eu não estiver equivocado, 1,5 milhão de franceses assistiram ao filme”, completou. De fato, a estreia de “O Oficial e o Espião” foi a mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, apesar de enfrentar uma ameaça de boicote, depois que a fotógrafa Valentine Monnier disse à imprensa que Polanski a violentara em 1975, quando ela tinha 18 anos. O diretor negou a acusação por meio de seu advogado. Polanski é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos, onde em 1977 foi condenado de estuprar uma menor de 13 anos. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme finalmente teve sua estreia no Brasil confirmada. “O Oficial e o Espião” chega por aqui em 13 de março. Já a cerimônia do César 2020 acontecerá em 28 de fevereiro, em Paris.
Monique van Vooren (1927 – 2020)
A atriz belga Monique van Vooren, que enfrentou Tarzan e Batman nas telas, morreu no sábado (25/1) de câncer, em sua casa em Nova York, aos 92 anos. Nascida em Bruxelas, ela virou atriz de cinema no melodrama italiano “Amanhã Será Tarde Demais” (1950), estrelado por Vittorio De Sica. E conseguiu seu primeiro papel de destaque como a vilã do título de “Tarzan e a Mulher Diabo” (1953), uma caçadora de marfim chamada Lyra, que torturava o Tarzan vivido por Lex Baxter. Foi uma das raras vezes em que não apareceu loira nas telas. Também viveu a femme fatale de “Massacre Total (A Sarabanda da Morte)” (1955), um noir francês dirigido por Pierre Foucaud. Mas teve dificuldades para emplacar bons papéis em grandes produções de Hollywood, tornando-se figurante de luxo de filmes como “Dez Mil Alcovas” (1957), no qual apareceu sensual de camisola nos créditos de abertura, e o musical “Gigi” (1958), de Vincente Minnelli, onde viveu uma showgirl. Após trocar o cinema pela TV, van Vooren surpreendeu ao reaparecer em tela grande como coprotagonista da sátira de super-heróis “Fearless Frank” (1967), ao lado de Jon Voight. E em seguida enfrentou o próprio Batman, num episódio duplo da série televisiva clássica, exibido em 1968, em que viveu uma capanga do Pinguim, na despedida do ator Burgess Meredith do papel. De volta ao cinema italiano, ela integrou o elenco do clássico “Decameron” (1971), de Pier Paolo Pasolini, e o cultuado terrir erótico “Carne para Frankenstein” (1973), produzido por Andy Warhol – igualmente filmado na Itália – , como a baronesa Katrin Frankenstein. 1973 foi realmente um ano produtivo, em que a atriz ainda apareceu em mais duas produções B, o mistério “Meu Corpo em Tuas Mãos” (1973) e o thriller lésbico “Sugar Cookies” (1973). Mas esse ímpeto foi radicalmente paralisado para ela estrelar a montagem da Broadway de “Man on the Moon”, fantasia musical escrita por John Phillips, da banda The Mamas and the Papas, que a tirou das telas em 1974. Vale dizer que, além de atuar, van Vooren tinha uma boa voz, que inclusive rendeu um álbum lançado em 1958 pela RCA Victor, chamado “Mink in HiFi”. Ela só foi retornar ao cinema para figurar, ao lado do filho, em “Wall Street: Poder e Cobiça” (1987), de Oliver Stone, e encerrar a carreira no terror B “Greystone Park” (2012).
Astro de Riverdale vira cantor evangélico no trailer legendado de Enquanto Estivermos Juntos
A Paris Filmes divulgou o trailer legendado de “Enquanto Estivermos Juntos” (I Still Believe), que conta a história do cantor Jeremy Camp, estrela da música pop gospel (evangélica) americana. A trama, porém, é centrada no relacionamento do artista com sua esposa, com quem ele se casou repentinamente e que foi diagnosticada com um câncer terminal. A prévia mostra a luta romântica do casal contra o destino, refletindo uma tendência de romantização juvenil da morte, que tem sido tema de cada vez mais produções para adolescentes desde o sucesso de “A Culpa É das Estrelas”. O elenco destaca K.J. Apa (o Archie de “Riverdale”) como Camp e Britt Robertson (“O Espaço Entre Nós”) como sua jovem esposa, além de Gary Sinise (“Forest Gump”) e até a cantora country Shania Twain. O filme tem direção dos irmãos Jon e Andrew Erwin, especialistas em cinema evangélico, que assinaram “Eu Só Posso Imaginar” (também sobre pop gospel) e “Talento e Fé”. A estreia está marcada para 2 de abril no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
The Thing vai ganhar terceira adaptação no cinema, pela primeira vez completa
A Universal Pictures e a Blumhouse Productions anunciaram o projeto de uma nova versão de “The Thing”, clássico que combina sci-fi e terror. A história que rendeu os cultuados “O Monstro do Ártico” (1951) e “O Enigma de Outro Mundo” (1982), ambos chamados de “The Thing” em inglês, é baseada num conto de John W. Campbell Jr., chamado “Who Goes There?”. E o novo filme será uma versão diferenciada dos anteriores por adaptar a história completa, encontrada apenas recentemente. Originalmente publicado em 1938, o conto acompanhava um grupo de cientistas no Ártico (Antártica no filme de 1982) que passa a ser caçado dentro de sua base por uma criatura alienígena, capaz de tomar a forma humana, levantando suspeita e paranoia entre os sobreviventes, enquanto elimina um por um. O detalhe é que, em 2018, um manuscrito inédito de Campbell Jr. foi encontrado, apresentando uma versão diferente, que expandia a história dos personagens e a ambientação. Intitulado de “Frozen Hell”, a obra publicada postumamente é uma espécie de versão completa do conto original. E será este livro que ganhará adaptação pela, digamos, “primeira” vez. Em comunicado, o produtor-executivo Alan Donnes explicou a diferença e sugeriu que o longa também será influenciado pelas adaptações anteriores: “Agora, pela primeira vez, a visão completa de Campbell será realizada no cinema. O filme inédito combinará o melhor de ‘O Monstro do Ártico’, ‘O Enigma de Outro Mundo’ e também dos dois contos, ‘Who Goes There?’ e ‘Frozen Hell’.” Considerado um dos melhores filmes de John Carpenter, “O Enigma de Outro Mundo” (1982) também teve uma continuação, igualmente chamada de “The Thing”, em 2011. Ainda não há detalhes sobre o elenco, produção ou estreia do novo filme.
Velozes e Furiosos 9 ganha primeiro teaser, centrado em Toretto e seu filho
A Universal divulgou o primeiro teaser de “Velozes e Furiosos 9”, centrado no relacionamento entre Dominic Toretto (Vin Diesel) e seu filho Brian – batizado em homenagem ao personagem do falecido ator Paul Walker. A prévia mostra que o bebê visto em “Velozes e Furiosos 8” cresceu bastante, além de revelar que a família se completa com Letty (Michelle Rodriguez), em clima de aparente tranquilidade e harmonia. Ao final, Letty dá o crucifixo que ganhou de Dom para o menino, “para proteção para o que está por vir”. Este mesmo crucifixo pode ser visto, ocupando espaço destacado, no primeiro pôster divulgado da continuação, sugerindo grande importância na trama. O trailer completo será disponibilizado na sexta (31/1). O nono filme da franquia também trará de volta Tyrese Gibson (Roman Pearce), Ludacris (Tej Parker), Jordana Brewster (que volta como Mia após ficar de fora do filme anterior), Nathalie Emmanuel (Ramsey), Helen Mirren (Magdalene Shaw) e Charlize Theron (Cipher, a vilã do filme anterior). Além do elenco, a continuação terá outro retorno importante: o diretor Justin Lin, que dirigiu quatro filmes da marca bem-sucedida – “Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio” (2006), “Velozes e Furiosos 4” (2009), “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (2011) e “Velozes e Furiosos 6” (2013). As novidades ficam por conta das participações de John Cena (“Bumblebee”), Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), Anna Sawai (“Ninja Assassino”) e da rapper Cardi B (“As Golpistas”). A história foi desenvolvida por Chris Morgan, roteirista da franquia desde a estreia de Justin Lin em 2006, com o roteiro final a cargo de Daniel Casey (da recente sci-fi “Kin”). “Velozes e Furiosos 9” tem estreia marcada para 21 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












