Festival de Berlim começa com presença recorde de filmes brasileiros
O Festival de Berlim começa sua sua 70ª edição nesta quinta (20/2) com participação brasileira recorde. O evento alemão vai projetar nada menos que 19 filmes com produção nacional. Destes, apenas quatro trazem o Brasil na condição de parceiro minoritário, entre eles o documentário “Nardjes A.”, dirigido pelo brasileiro Karim Ainouz (“A Vida Invisível”), que registra protestos civis na Argélia. A maioria dos filmes será exibido em seções paralelas à mostra principal, mas o país também está na disputa do Urso de Ouro com “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”). A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas (que agora é editora de “Todos os Mortos”). Os diretores também assinam o roteiro, que se passa logo após a Abolição da Escravatura, no fim do século 19. Ainda sem data de estreia no Brasil, “Todos os Mortos” vai tentar repetir as vitórias históricas de “Central do Brasil” (1998) e “Tropa de Elite” (2008) no famoso festival alemão, onde concorrerá com outros 17 títulos – de diretores como o americano Abel Ferrara (“Siberia”), o taiwanês Tsai Ming-Liang (“Rizi”), o francês Philippe Garrel (“Le Sel des Larmes”), o cambojano Rithy Panh (“Irradiés”) e a britânica Sally Potter (“The Roads Not Taken”). Dos 18 filmes na mostra oficial, seis são dirigidos ou codirigidos por mulheres, um índice menor que o recorde do ano passado (45%), mas acima do registrado em Cannes e principalmente em Veneza, que enfrentou protestos por incluir apenas duas diretoras entre as 21 obras na disputa do Leão de Ouro de sua última edição. Um cineasta brasileiro vai votar na premiação. Kleber Mendonça Filho, de “Aquarius” e “Bacurau”, faz parte do júri principal do festival, responsável por escolher os melhores do evento e entregar o troféu Urso de Ouro ao vencedor da competição cinematográfica. Ao lado dele, estão o ator britânico Jeremy Irons (“Watchmen”), que preside o comitê, a atriz franco-argentina Bérenice Bejo (de “O Artista” e “O Passado”), a produtora alemã Bettina Brokemper (parceira dos filmes de Lars von Trier, de “Dogville” a “A Casa que Jack Construiu”), a diretora palestina Annemarie Jacir (“Wajib – Um Convite de Casamento”), o diretor e roteirista americano Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira Mar”) e o ator italiano Luca Marinelli (“Entre Tempos”). Confira abaixo a lista de filmes brasileiros selecionados para o evento, que vai acontecer até o dia 1º de março na capital da Alemanha. LONGAS MAJORITÁRIOS BRASILEIROS “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, coprodução da Dezenove Som e Imagem e Filmes do Caixote com a França (competitição do Urso de Ouro) “Alice Junior”, direção de Gil Baroni, produção da Beija Flor Filmes (mostra Generation) “Cidade Pássaro”, direção de Matias Mariani, produção da Primo Filmes”, coprodução com França (mostra Panorama) “Irmã”, direção de Luciana Mazeto e Vinicius Lopes, produção da Pátio Vazio (mostra Generation) “Luz nos Trópicos”, direção de Paula Gaitán, produção da Aruac e Pique-Bandeira (mostra Forum) “Meu Nome É Bagdá”, direção de Caru Alves de Souza, produção da Manjericão Filmes (mostra Generation) “O Reflexo do Lago”, direção de Fernando Segtowick, produção da Marahu Filmes (mostra Panorama) “Vento Seco”, direção de Daniel Nolasco, produção da Panaceia Filmes (mostra Panorama) “Vil, Má”, direção de Gustavo Vinagre, produção da Carneiro Verde e Avoa Filmes (mostra Forum) CURTAS/MÉDIAS “(Outros) Fundamentos”, direção de Aline Motta (mostra Forum Expanded) “Apiyemiyeki?”, direção de Ana Vaz em coprodução com França, Holanda e Portugal (mostra Forum Expanded) “Jogos Dirigidos”, direção de Jonathas de Andrade (mostra Forum Expanded) “Letter From A Guarani Woman In Search Of Her Land Without Evil”, de Patricia Ferreira (mostra Forum Expanded) “Rã”, direção de Julia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti, produção da Gato do Parque (mostra Panorama) “Vaga Carne”, direção de Grace Passô e Ricardo Alves Jr, produção da Grãos da Imagem (mostra Forum Expanded) COPRODUÇÕES INTERNACIONAIS “Chico Ventana Tambien Quisiera Ter Un Submarino”, direção de Alex Piperno (Uruguai), coprodução brasileira Desvia (mostra Forum) “Los Conductos”, direção de Camilo Restrepo (Colômbia), coprodução brasileira If You Hold a Stone (mostra Encounters) “Nardjes A.”, direção de Karim Ainouz (Brasil), coprodução com Argélia, França e Alemanha (mostra Panorama) “Un Crimen Común”, direção de Francisco Márquez (Argentina)”, coprodução brasileira Multiverso (mostra Panorama)
Estreias: Cinemas recebem fantasias infantis no Carnaval
O Carnaval começa com fantasias. Os cinemas recebem nesta quinta (20/2) três lançamentos amplos que trazem histórias clássicas infantis repaginadas para as crianças atuais. Curiosamente, apenas uma dessas adaptações foi classificada com censura livre: “O Chamado da Floresta”. A produção da Disney recria a famosa obra literária de Jack London (1876–1916) sobre o cachorro doméstico Buck, que, após sofrer com abandono, precisa reencontrar sua selvageria para sobreviver no Alasca. A trama foi atualizada para o século 21 e não apenas em sua ambientação: o cão que contracena com Harrison Ford (“Star Wars: O Despertar da Força”) é criado por computação gráfica. O longa também estreia neste fim de semana nos EUA, onde conta com 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Dolittle” é baseado nos livros infantis dos anos 1920 de Hugh Lofting, que igualmente renderam inúmeras adaptações – inclusive comédias com Eddie Murphy. A versão da Universal se passa na época vitoriana e traz Robert Downey Jr. (“Vingadores: Ultimato”) como o veterinário que entende literalmente os animais. Considerado um desastre pior que “Cats” pela crítica americana, recebeu apenas 15% de aprovação e implodiu nas bilheterias ao ser lançado na América do Norte em janeiro passado. Por fim, “Maria e João: O Conto das Bruxas” é uma variação da fábula de João e Maria (Hansel e Gretel, no original) que, ao valorizar os elementos macabros da narrativa dos irmãos Grimm, resulta num “terror” impróprio para menores de 14 anos. O filme traz Sophia Lillis (a Beverly de “It: A Coisa”) como a menina Gretel/Maria, que se perde no meio da floresta com seu irmão menor e acaba encontrando abrigo na casa de uma bruxa. Um detalhe curioso é que o diretor Oz Perkins é filho do grande ator Anthony Perkins, que aterrorizou gerações como o Norman Bates de “Psicose” (1960). Sem entusiasmar a imprensa dos EUA (38% entre os críticos tops), o longa agradou aos geeks e atingiu 63% como nota final no Rotten Tomatoes. A lista americana ainda inclui um drama adulto, “Luta por Justiça”, que tem 83% de aprovação e foi indicado a vários prêmios. O longa adapta o livro de memórias de Bryan Stevenson, um jovem advogado que luta por igualdade judicial no sistema legal racista e que se envolveu num caso de grande repercussão no final dos anos 1980. O elenco reúne três estrelas da Marvel: Michael B. Jordan (o vilão de “Pantera Negra”) como Stevenson, Jamie Foxx (o vilão de “O Espetacular Homem-Aranha 2”) como um inocente condenado à morte e Brie Larson (a “Capitã Marvel”) como assistente da defesa. A direção é de Destin Daniel Cretton, que também entrou na Marvel – vai dirigir a seguir “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”. O circuito limitado se completa com quatro estreias europeias – uma delas dirigida por americano: “Frankie”, de Ira Sachs (“O Amor É Estranho”). Cinéfilos vão querer conferir o belga “O Jovem Ahmed”, novo drama social dos irmãos Dardene (“Dois Dias, Uma Noite”), desta vez abordando a radicalização da juventude islâmica. Mas os destaques, na verdade, são duas comédias: a francesa “As Invisíveis”, que também tem temática social e um enfoque quase documental, e a alemã “De Quem É o Sutiã?”, que evoca o humor sem diálogos do saudoso Jacques Tatit. Confira abaixo os detalhes, com todos os títulos, sinopses e trailers das estreias da semana. O Chamado da Floresta | EUA | Aventura Depois de anos vivendo como um cachorro de estimação na casa de uma família na Califórnia, Buck precisa entrar em contato com os seus instintos mais selvagens para conseguir sobreviver no ambiente hostil do Alasca. Com o tempo, seu lado feroz se desenvolve e ele se torna o grande líder de sua matilha. Baseado no livro homônimo de Jack London, lançado em 1903. Dolittle | EUA | Fantasia Doutor Dolittle (Robert Downey Jr) é um veterinário muito competente, que cuida de vários animais e afirma que consegue até se comunicar através de palavras com eles. Maria e João: O Conto das Bruxas | EUA | Terror Há muito tempo, em um campo distante, Maria (Sophia Lillis) leva seu irmãozinho João (Sammy Leakey) a um bosque escuro, em uma busca desesperada por comida e trabalho. Quando eles encontram Holda (Alice Krige), uma misteriosa mulher que reside na floresta, os dois irmãos descobrem que nem todo conto de fadas termina bem. Luta por Justiça | EUA | Drama Bryan Stevenson (Michael B. Jordan) é um advogado recém-formado em Harvard que abre mão de uma carreira lucrativa em escritórios renomados da costa leste americana para se mudar para o Alabama e se dedicar a ajudar prisioneiros condenados à morte que jamais receberam assistência legal justa. Ao chegar lá, Bryan se depara com o caso de Walter McMillian (Jamie Foxx), um homem negro falsamente acusado de um assassinato, mas que nunca teve uma defesa apropriada por conta do preconceito racial na região. As Invisíveis | França | Comédia Após uma decisão da prefeitura, o abrigo feminino Envol é obrigado a fechar as portas. Com apenas três meses em funcionamento, as assistentes sociais fazem de tudo para conseguir reintegrar estas mulheres na sociedade, incluindo crimes como falsificação, roubos e mentiras. De Quem É o Sutiã? | Alemanha | Comédia A última viagem de Nurlan não sai como o esperado. Antes de se aposentar, o solitário maquinista faz mais uma vez o percurso até Baku (Azerbaijão). Mas ele embarca em uma aventura inusitada quando encontra um sutiã azul e parte em busca da dona pelas ruas da cidade. O Jovem Ahmed | Bélgica, França | Drama Ahmed (Idir Ben Addi) é um menino muçulmano de 13 anos de idade que vive na Bélgica. Seguindo as palavras de um imã local, e inspirado nos passos do primo extremista, ele começa a rejeitar a autoridade da mãe e da professora. Quando se convence de que a professora é uma pecadora por ministrar um curso de árabe sem utilizar o Corão, Ahmed decide matá-la para impressionar os líderes religiosos e agradar a Alá. Depois do ato, o adolescente precisa lidar com as consequências. Frankie | França, Portugal | Drama Frankie (Isabelle Huppert) é uma famosa atriz francesa. Quando descobre estar muito doente, com perspectiva de morrer dentro de poucos meses, ela se refugia em Sintra, Portugal, onde pretende passar os seus últimos dias ao lado dos familiares, que aos poucos descobrem a gravidade da situação.
José Mojica Marins (1936 – 2020)
O cineasta José Mojica Marins, mais conhecido como seu personagem Zé do Caixão, morreu nesta quarta (19/2) em São Paulo, aos 83 anos de idade. O cineasta estava internado desde o dia 28 de janeiro para tratar de uma broncopneumonia. A informação foi confirmada por Liz Marins, filha do diretor. Filho de espanhóis, o paulistano Mojica iniciou a carreira em 1949 com uma câmera de 8mm que ganhou de seu pai em seu aniversário de 12 anos, quando fez seu primeiro “filme”: “O Juízo Final”, curta sci-fi sobre uma invasão alienígena. Ele também dirigiu o primeiro longa-metragem em formato Cinemascope (a tela widescreen original) do Brasil: o faroeste “Sina de Aventureiro” (1957). Mas a façanha que mais costuma ser celebrada em sua carreira é o fato de ter virado o maior nome do terror nacional, conhecido mundialmente pela criação de Zé do Caixão – ou Coffin Joe, como chamam os americanos – , personagem icônico que lançou em 1964, no clássico “A Meia Noite Levarei a Sua Alma”. Vilão amoral, sádico e irredimível, Zé do Caixão era o dono de um funerária do interior que desafiava Deus e o diabo com sua única crença: a continuidade do sangue. Ele quer ser o pai de uma criança superior a partir do cruzamento com a “mulher perfeita”, alguém que ele considere intelectualmente à sua altura – isto é, que não se deixe aterrorizar por bobagens, como aranhas vivas caminhando sobre seu corpo, nem acredite em superstições, como a Bíblia. Na busca por esta mulher, ele se mostra sempre pronto a torturar candidatas e matar quem tentar impedir sua missão. O impacto do personagem, uma criação original, rendeu fama a Mojica, que acabou confundido com o próprio Zé do Caixão ao explorar o personagem em novas continuações – como “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1967) e “Encarnação do Demônio” (2008) – , derivados – como “O Mundo Estranho de Zé do Caixão” (1968) e “Exorcismo Negro” (1974) – , aparições na TV e até nos quadrinhos. Mojica contou que o monstro famoso de unhas compridas lhe apareceu num pesadelo, no início de 1963. Ele já tinha dois longas-metragens no currículo, o citado “Sina de Aventureiro” e o drama “Meu Destino em Suas Mãos” (1961), quando se viu arrastado para uma cova por um homem todo de preto, com seu rosto. Ao acordar, ele decidiu transformar o pesadelo em filme, dando origem ao coveiro Josefel Zanatas, que seus detratores em “A Meia Noite Levarei a Sua Alma” batizaram de Zé do Caixão. Seu último filme como Zé do Caixão foi “Encarnação do Demônio”, de 2008. Originalmente previsto para ser o desfecho da trilogia original, ele deveria ter sido rodado em 1967, mas foi interrompido por problemas com a censura federal. A ditadura militar passou a considerar os filmes de Mojica muito perturbadores e passou a proibir a exibição de novos filmes de terror do diretor, como “Ritual dos Sádicos” (1969), também chamado de “O Despertar da Besta”, e “Finis Hominis” (1971). Mas Mojica se manteve na ativa, dirigindo filme eróticos na Boca do Lixo durante os anos 1970 e 1980 – de títulos sugestivos como “Quinta Dimensão do Sexo”, “48 Horas de Sexo Alucinante”, “Dr. Frank na Clínica das Taras” e “24 Horas de Sexo Explícito”. Um destes filmes, “A Virgem e o Machão”, tornou-se um de seus maiores sucessos comerciais, visto por 1,3 milhão de brasileiros. De vez em quando, porém, voltava ao terror, em alguns curtas e lançamentos em vídeo, até ressurgir com impacto em “Encarnação do Demônio”, seu primeiro filme de grande orçamento, que venceu o Festival de Paulínia. Mas apesar de elogios rasgados da crítica, o filme implodiu nas bilheterias. O diretor conquistou maior público e notoriedade ao expandir a presença de Zé do Caixão para outras mídias, apresentando programas que marcaram quatro décadas de telespectadores, como “Além, Muito Além do Além” (1967-68), na Bandeirantes, “Show do Outro Mundo” (1981), na Record, “Cine Trash” (1996), de novo na Band, e “O Estranho Mundo do Zé do Caixão” (2008), um talk show que durou sete temporadas no Canal Brasil. A presença televisiva inspirou a redescoberta de seus filmes originais. Depois de anos vivendo às margens do mercado cinematográfico brasileiro, Mojica se tornou cultuado e sua obra foi amplamente revisitada, em busca de pérolas perdidas. E havia muitos trabalhos de Mojica que o mercado desconhecia, como “Exorcismo Negro” (1974), talvez a grande obra-prima do diretor. Na virada para o século 21, Mojica virou fenômeno pop. Foi tema de livros, como “Maldito!” (1998), cinebiografia escrita pelos jornalistas André Barcinski e Ivan Finotti, recebeu homenagem do Festival de Sundance, nos EUA, com uma retrospectiva de sua carreira em 2001, inspirou desfiles de escolas de samba – no carnaval carioca de 2011 e no paulista de 2018 – e teve a vida transformada em série televisiva: “Zé do Caixão” (2015), em que foi encarnado por Matheus Nachtergaele. Ele seguia dirigindo e atuando em segmentos de coletâneas de terror, ao lado de outros cineastas, como a produção internacional “The Profane Exhibit” (2013) e a nacional “As Fábulas Negras” (2015). Atuou até na comédia “Entrando Numa Roubada” (2015). Mas a saúde debilitada começou a preocupar a família. Após infarto e paradas cardíacas em 2014, diminuiu o ritmo e passou a ser pouco visto desde então. Seu legado inclui cerca de 40 filmes como diretor e mais de 60 produções como ator, entre longas, curtas, documentários e séries.
Jennifer Lawrence vai estrear na Netflix em filme do diretor de A Grande Aposta
A atriz Jennifer Lawrence vai estrelar seu primeiro filme na Netflix. Trata-se de “Don’t Look Up”, uma comédia escrita e dirigida por Adam McKay, premiado com o Oscar por “A Grande Aposta” (2015). No filme, Lawrence vai interpretar uma cientista que descobre que um gigantesco meteoro vai se chocar contra a Terra em seis meses. Mas ao saírem alertando o mundo pela imprensa, ela e seu parceiro de descoberta são recebidos com desdém e descrença. A Netflix venceu outros estúdios que estavam brigando pelos direitos de distribuição do projeto. Em comunicado, McKay disse que optou pelo streaming porque “esta é uma comédia de nível global”. “Don’t Look Up” é um dos muitos projetos de Lawrence atualmente em desenvolvimento, após a atriz encerrar um hiato programado para reavaliar sua carreira. Ela se afastou em 2018, depois de encerrar a produção de “Operação Red Sparrow” (“X-Men: Fênix Negra” foi lançado depois, mas filmado muito antes), mas já tem três outras produções encaminhadas, inclusive um primeiro projeto com McCay, “Bad Blood”, sobre a vida de Elizabeth Holmes, uma jovem que virou bilionária na indústria médica, antes de perder (quase) tudo. Não está claro se “Bad Blood” foi adiado ou trocado pela dupla por “Don’t Look Up”, mas, de todo modo, a atriz já filmou uma produção indie do estúdio A24 ainda sem título, que marca a estreia no cinema de Lila Neugerbauer, diretora aclamada do teatro, e prepara-se para iniciar a filmagem de “Mob Girl”, do italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), sobre uma mafiosa que vira informante da polícia.
Diretor de Parasita revela ter recebido carta de Martin Scorsese após vencer o Oscar
O diretor Bong Joon-ho revelou nesta quarta (19/2) ter recebido uma carta de Martin Scorsese após vencer o Oscar de Melhor Filme por “Parasita” e derrotá-lo na disputa de Melhor Direção na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. Durante a cerimônia, o cineasta sul-coreano chegou a referir-se a Scorsese em seu discurso de agradecimento, dizendo que uma frase do diretor de “O Irlandês” tinha sido uma das mais importantes na sua formação: “o mais pessoal é o mais criativo”. O americano ficou claramente emocionado pela citação, conforme as câmeras da cerimônia registraram. “Li a carta hoje de manhã e foi uma honra”, disse Bong durante uma entrevista coletiva com o elenco e a equipe de “Parasita” em Seul, a capital da Coreia do Sul, onde abordou a conquista do Oscar 2020. “Ele me disse para descansar, mas só um pouco, e voltar ao trabalho, já que está esperando meu próximo filme”, contou. Bong contou estar trabalhando em dois projetos: um filme baseado em um incidente “assustador” em Seul, que ele já descreveu como terror, e em sua terceira produção falada em inglês (após “Expresso do Amanhã” e “Okja”), um drama inspirado por eventos reais de 2016, que seria filmado nos EUA e no Reino Unido. Além disso, ele também é o produtor de uma minissérie da HBO inspirada em “Parasita”, que ainda está em fase inicial de desenvolvimento. A minissérie derivada de “Parasita” será a segunda adaptação televisiva de um filme de Bong Joon-ho. A TNT vai lançar em maio a série “Snowpiercer”, baseada em “Expresso do Amanhã”, mas sem envolvimento do diretor.
007: Sem Tempo Para Morrer ganha primeiro trailer legendado com a música-tema de Billie Eilish
A Universal divulgou um novo trailer legendado de “007: Sem Tempo Para Morrer”, que destaca a música-tema cantada pela cantora Billie Eilish, de 18 anos, a mais jovem intérprete das trilhas da franquia (Ouça a música inteira aqui). A canção melancólica casa perfeitamente com as imagens, que envolvem um segredo de Madeleine Swann (Léa Seydoux), a paixão do agente secreto James Bond (Daniel Craig), relacionado ao vilão da vez, o deformado Safin (Rami Malek). O último filme de James Bond estrelado por Daniel Craig tem direção de Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”) e estreia prevista para 9 de abril no Brasil, um dia depois do lançamento nos Estados Unidos.
Diretor de Rocketman vai filmar reboot de O Santo
A Paramount contratou o diretor Dexter Fletcher para comandar o reboot/remake de “O Santo”, após a bem-sucedida parceria com o cineasta em “Rocketman”. Fletcher, que vem de duas cinebiografias musicais consecutivas – ele também finalizou, sem créditos, “Bohemian Rhapsody” – pode encaixar a seguir dois thrillers de ação e mistério, pois também está envolvido com as filmagens de “Sherlock Holmes 3”, atualmente em pré-produção na Warner. Criado pelo escritor Leslie Charteris, o Santo surgiu na literatura durante os anos 1920, mas deve sua grande popularidade a uma série da década 1960, estrelada por Roger Moore. A atração fez um sucesso tão grande que acabou credenciando o ator a virar James Bond. Identidade “secreta” de Simon Templar, o Santo é basicamente um Robin Hood moderno, um ladrão britânico que rouba criminosos em nome de boas causas, enriquecendo enquanto ajuda os oprimidos. A Paramount já filmou o personagem em 1997, num longa estrelado por Val Kilmer (“The Doors”) e dirigido por Philip Noyce (“Salt”), mas a produção se afastou bastante da premissa original, mostrando o protagonista contratado pela máfia russa para roubar uma fórmula de fusão de energia, quando uma bela cientista entrava em cena para fazê-lo rever seus pecados. Apesar de a nova versão ainda estar em estágio inicial, o projeto se arrasta pelo menos há quatro anos e chegou a motivar negociações com Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) para estrelar o longa. Um dos últimos a entregar roteiro para a atual adaptação foi Seth Grahame-Smith (“Uma Aventura Lego”), mas por enquanto não há maiores informações sobre o rumo da nova trama nem cronograma de produção. Relembre abaixo a abertura da série clássica:
Nova versão do clássico infantil O Jardim Secreto ganha segundo trailer e imagens
O StudioCanal divulgou fotos, mais um pôster e o segundo trailer da mais nova versão de “O Jardim Secreto”. A prévia revela várias cenas-chaves da trama, que é bem conhecida. O clássico infantil de Frances Hodgson Burnett, publicado originalmente em 1911, já ganhou várias filmagens anteriores – a primeira adaptação é de 1919. Mas embora a história continue a mesma, o período em que a trama se passa foi ligeiramente alterado no novo filme. Em vez da era eduardiana, como na obra original, desta vez os eventos tem início em 1947, ano da independência da Índia, país de onde vem a menina inglesa Mary Lennox (Dixie Egerickx, de “Estranha Presença”). Assim, ela não é apenas órfã de pais, mas também de país, embarcando no êxodo de cidadãos britânicos de volta ao Reino Unido, onde vai morar com o tio depressivo e um primo doente em uma mansão rural repleta de segredos, sob o controle rígido de uma governanta, que proíbe as crianças de explorar a propriedade. Um dia, a garota encontra um jardim secreto, fechado há 10 anos e cuja entrada era escondida de todos… A adaptação foi escrita por Jack Thorne (“Extraordinário”), dirigida por Marc Munden (“Miranda”), produzida por David Heyman (responsável pela franquia “Harry Potter”) e destaca, nos papéis adultos, os atores Colin Firth (“Kingsman: Serviço Secreto”) e Julie Walters (“O Retorno de Mary Poppins”). A estreia está marcada para 16 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento no Reino Unido.
Jim Carrey diz que críticas negativas ao primeiro trailer ajudaram Sonic: O Filme
O ator Jim Carrey, que interpreta o vilão Ivo Robotnik em “Sonic: O Filme”, acredita que a recepção negativa dos fãs ao primeiro trailer foi responsável por ajudar o longa a se tornar um sucesso, já que resultou em aprimoramento. Em entrevista ao canal Fox News, Carrey disse que chegou a ficar “preocupado com as alterações, mas o resultado final foi fantástico”. Dizendo não criar sua interpretação “baseado no que as pessoas estão dizendo”, contou que as mudanças em “Sonic”, por outro lado, foram uma experiência cooperativa em que todos estavam envolvidos. “Eu acho que todos se sentiram bem porque [o diretor] Jeff Fowler não tinha nenhum ego envolvido. Ele chegou e disse ‘Essas pessoas cresceram com isso, e é importante para eles que nós façamos direito’. E eu acredito que ficou um filme muito melhor por causa disso”. “Sonic: O Filme” teve desempenho acima do esperado na América do Norte, com faturamento de US$ 58 milhões em seu fim de semana de estreia, um recorde para uma adaptação de filmes baseados em videogames. Graças ao feriadão de segunda-feira (17/2) nos EUA, o longa já está com 70 milhões no mercado doméstico. O filme também contou com um embargo estratégico, que proibiu a publicação de críticas até a data do lançamento internacional do filme, na quinta-feira passada (12/2). Com isso, evitou que eventuais críticas negativas prejudicassem seu desempenho nas bilheterias. “Sonic” atingiu 63% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas apenas 50% (medíocre) entre os críticos considerados top (da grande imprensa).
James Gunn diz que Arlequina tem papel de destaque no novo Esquadrão Suicida
O diretor James Gunn revelou a extensão da participação de Arlequina no novo “Esquadrão Suicida”, ao responder perguntas de fãs nas redes sociais. Como Margot Robbie só começou a aparecer em fotos do set da produção na semana passada, imaginava-se que seu papel seria pequeno. Mas Gunn diz que, ao contrário, ela é uma das principais integrantes da trama. Quando questionado sobre a importância da personagem na sequência, o cineasta respondeu: “Ela é uma grande parte do filme, se é isso que você está perguntando”. Diante dessa resposta, outro fã quis saber se o segundo “Esquadrão Suicida” se passava antes ou depois dos eventos vistos em “Aves de Rapina”, mas Gunn deu uma resposta evasiva. “O filme se passa no presente”, resumiu. “O Esquadrão Suicida” (The Suicide Squad) está atualmente sendo rodado no Panamá pelo diretor James Gunn, que tem mantido detalhes da trama em segredo. Além de Margot Robbie, o elenco contará com mais três integrantes do filme de 2016: Joel Kinnaman (Rick Flag), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). Entre as novidades destacam-se ainda as participações de Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”). John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”) e até Taika Waititi (diretor de “Thor: Ragnarok”). A estreia está marcada para agosto de 2021. Veja abaixo os prints das respostas do diretor.
Esther Scott (1957 – 2020)
A veterana atriz Esther Scott, que trabalhou na série “Hart of Dixie”, morreu aos 62 anos. Um familiar da atriz contou ao TMZ que ela sofreu um aparente ataque cardíaco na semana passada em sua casa, na cidade de Santa Monica, em Los Angeles. Ela foi encontrada desacordada e levada ao hospital, onde ficou hospitalizada antes de morrer na última sexta-feira (14/2). Esther apareceu em mais de 70 filmes e séries desde os anos 1980, mas geralmente em papéis secundários, como a avó ou a tia de algum personagem mais importante. Ela estreou como dubladora da série animada “Ewoks” (1986), da franquia “Star Wars”, e virou vovó já no primeiro papel no cinema, em “Os Donos da Rua” (Boyz N The Hood, 1991). A atriz também foi uma enfermeira em “Don Juan DeMarco” (1994) e “Jovens Bruxas” (1996), além de uma juíza em “Austin Powers em o Homem do Membro de Ouro” (2002) e assistente social em “À Procura da Felicidade” (2006), mas os produtoras preferiam escalá-la como a idosa simpática da família, como em “Entre Nesta Dança: Hip Hop no Pedaço” (2004), “Dreamgirls: Em Busca de um Sonho” (2006) e até “Transformers” (2007). Em “Hart of Dixie”, ela tinha o papel recorrente de Delma Warner, outra vovó simpática, e apareceu em 24 episódios da série, entre 2011 e 2015. Seus últimos trabalhos foram exibidos no ano seguinte, num episódio da série “Pure Genius” e no filme “O Nascimento de uma Nação”.
Resgate: Netflix revela fotos e a data de estreia de filme de ação com Chris Hemsworth
A Netflix divulgou novas fotos e a data de estreia de “Resgate” (Extraction), filme de ação que traz Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) em clima de “Os Mercenários”. A produção marca o reencontro do ator com a equipe de “Vingadores: Guerra Infinita”. “Resgate” foi escrito por Joe Russo, um dos irmãos diretores do filme dos Vingadores, e dirigido por Sam Hargrave, dublê do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), que faz sua estreia como cineasta. Ele chegou a trabalhar como diretor assistente dos Russo em “Vingadores: Guerra Infinita”. O filme seria originalmente chamado de “Dhaka”, nome da capital do Bangladesh, e traz Hemsworth como um mercenário contratado para salvar o filho de um empresário rico naquela região. Precisando lidar com crises de identidade e problemas emocionais, ele enfrentará uma das missões mais difíceis de sua vida. Filmado na Índia e na Indonésia, o filme será o próximo lançamento da produtora independente dos irmãos Russo, a AGBO, e, segundo Hemsworth, tem “algumas das mais intensas sequências de ação que eu já fiz”, resultando “surreal”. O elenco também inclui David Harbour (o Xerife Hopper de “Stranger Things”), que aparece numa das imagens, além de Derek Luke (“13 Reasons Why”) e Golshifteh Farahani (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) A estreia ficou marcada para 24 de abril.
Venom 2: Vídeos do set flagram Woody Harrelson como o vilão Carnificina
As filmagens de “Venom 2” estão acontecendo em São Francisco – cidade californiana que atualmente recebe também a produção de “Matrix 4” – e os primeiros vídeos com bastidores da produção começaram a aparecer nas redes sociais na segunda (17/2). Um fã conseguiu flagrar com bastante proximidade uma cena em que Woody Harrelson aparece como Cletus Kasady, o serial killer que se torna o supervilão Carnificina. O vídeo revela que o personagem recebe diversos tiros de um policial, mas não se abala, reagindo como se manifestasse seus poderes (que devem ser acrescentados como efeitos visuais na pós-produção). O ator já tinha aparecido no papel nas cenas pós-créditos do primeiro “Venom”, e agora deverá enfrentar o personagem-título da franquia, vivido por Tom Hardy. Além de Venom e Carnificina, o longa ainda trará outra vilã dos quadrinhos. A atriz Naomie Harris, indicada ao Oscar por “Moonlight” (2016), vai interpretar Shriek, que é amante de Cletus. A continuação também inclui Michelle Williams em seu elenco, novamente no papel de Anne Weying, a namorada de Eddie Brock, o Venom. Atrás das câmeras, o ator e diretor Andy Serkis (“Mogli: Entre Dois Mundos”) substitui Ruben Fleischer, responsável pelo primeiro longa, numa filmagem bastante corrida – considerando que a estreia está marcada para daqui a sete meses, em 2 de outubro. "#CletusKasady scene. #carnage #venom2 #venom source: @msmugler"https://t.co/0Lu0UtBiyV#TomHardy #WoodyHarrelson #ETHX pic.twitter.com/MvXfxYiMvv — E.T.H.X. (@ETHXTomHardy) February 17, 2020 Found #Venom2 filming a block away from my apartment tonight pic.twitter.com/2x9RQxAI9t — Blue🦄PandaNW🦄 (@nw_panda) February 17, 2020












