Sigourney Weaver aparece em foto de bastidores da produção de Avatar 2
A conta oficial de “Avatar” no Twitter divulgou uma foto de bastidores da continuação do blockbuster, que mostra Sigourney Weaver caracterizada como a Dra. Grace, sua personagem no primeiro longa. Na imagem (veja acima), ela aparece ao lado do colega de elenco Joel David Moore e do produtor Jon Landau. Com direção de James Cameron, “Avatar 2” contará com o retorno da maioria dos atores do filme de 2009 – Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald – e ainda terá muitas novidades em seu elenco, como Kate Winslet (voltando a trabalhar com o diretor após “Titanic”), Edie Falco (“Nurse Jackie), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) e possivelmente Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”). Lançado em 2009, o primeiro “Avatar” foi a maior bilheteria de todos os tempos durante dez anos, tendo arrecadado US$ 2,7 bilhões em todo o mundo – até ser ultrapassado em 2019 por “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões). “Avatar 2” tem sua estreia marcada para dezembro de 2021, agora com produção da Disney, que comprou a Fox. A produção começou a ser rodada em setembro passado, simultaneamente com sua sequência, “Avatar 3”, que tem previsão de lançamento para dezembro de 2023. Mas as gravações foram suspensas em março, devido à pandemia do novo coronavírus. From the set of the Avatar sequels: Producer Jon Landau, Sigourney Weaver, and Joel David Moore revisited the Site 26 Shack to shoot scenes for the new films. Follow Jon on Instagram at "JonPLandau" for more sneak peeks! 👀 pic.twitter.com/hueTOr9saV — Avatar (@officialavatar) April 29, 2020
Diretor de Toy Story 4 fará prólogo animado da franquia Transformers
A Paramount definiu o diretor do prólogo animado da franquia “Transformers”. A produção baseada nos brinquedos da Hasbro será comandada pelo cineasta Josh Cooley, que dirigiu “Toy Story 4” (2019) e coescreveu “Divertida Mente” (2015), grandes sucessos da Disney/Pixar. Ele vai levar às telas um roteiro da dupla Andrew Barrer e Gabriel Ferrari, conhecidos pela franquia “Homem-Formiga”, da Marvel. A franquia Transformers foi adaptada para animação várias vezes ao longo dos anos, desde sua primeira série de TV em 1984, e também ganhará uma nova versão animada na Netflix. Ainda não há previsão para o lançamento do longa dirigido por Cooley.
Kaley Cuoco vai estrelar comédia com Kevin Hart e Woody Harrelson
A atriz Kaley Cuoco, que viveu a Penny de “The Big Bang Theory”, vai estrelar seu primeiro papel nos cinemas após o fim da série de comédia no ano passado. Ela será a protagonista feminista da comédia de ação “Man From Toronto”, ao lado de Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”) e Woody Harrelson (“Zumbilândia: Atire Duas Vezes”). O filme vai mostrar as confusões que se seguem quando o assassino de aluguel mais perigoso do mundo (Harrelson) acaba acidentalmente dividindo uma casa alugada por aplicativo com um cara comum (Hart). O papel de Cuoco não foi divulgado. O filme tem roteiro de Robbie Fox (“Um Bom Partido”) e Chris Bremmer (“Bad Boys Para Sempre”), e será dirigido por Patrick Hughes (“Dupla Explosiva”). A estreia está marcada para setembro de 2021 nos EUA. Além desta comédia, Kaley Cuoco também segue trabalhando em séries. Ela é a dubladora da Arlequina no primeiro desenho animado da personagem – “Harley Quinn”, atualmente em sua 2ª temporada na plataforma DC Universe – e estrela a série de suspense “The Flight Attendant”, que será lançada no novo serviço de streaming HBO Max — previsto para 27 de maio nos EUA.
Diretor do novo Thor diz que quarentena está ajudando a melhorar o roteiro
O cineasta Taika Waititi, vencedor do Oscar pelo roteiro do filme “Jojo Rabbit” (2019), encontrou uma consolação no adiamento da produção de seu próximo longa, “Thor: Love and Thunder”, devido à pandemia do novo coronavírus. Ele pretende aproveitar o tempo extra disponível, algo pouco frequente no cinema, para se dedicar a lapidar o roteiro do longa. “Há algumas coisas positivas que posso tirar da crise. Uma delas é que muitos filmes, em geral, são apressados. Você não tem o tempo que gostaria no roteiro e coisas assim”, ele disse à revista Total Film. “O cinema é uma indústria em que você está sempre reclamando por não ter tempo suficiente, agora nos deram uma enorme quantidade de tempo, então, vamos usá-lo”. “Com a escrita, especialmente, é possível usar esse tempo para acertar a sua história”, ele apontou. Com suspensão de todos os trabalhos, Waititi confirmou que está podendo se dedicar totalmente ao aprimoramento da história de “Thor: Love and Thunder”. “Eu acho que é bom poder continuar escrevendo e teremos um roteiro muito, muito bom”. Com estreia remarcada para fevereiro de 2022, o longa contará com a volta dos atores Chris Hemsworth como Thor, Tessa Thompson como Valquíria e Natalie Portman como Jane Foster, e sua história vai focar a transformação de Jane Foster numa nova versão de Thor. Taika Waititi também escreveu e dirigiu o filme anterior do super-herói, “Thor: Ragnarok” (2017).
Festivais de Karlovy Vary e Locarno anunciam cancelamento de suas edições em 2020
Os tradicionais festivais de cinema de Karlovy Vary, na República Tcheca, e de Locarno, na Suíça, são os mais recentes eventos internacionais a anunciar que não realizarão suas edições neste ano. A 55ª edição de Karlovy Vary estava programada para acontecer de 3 a 11 de julho, enquanto o 73º Festival de Locarno deveria acontecer entre 5 e 15 de agosto. Eles seguem outros cancelamentos/adiamentos similares, que afetaram os festivais SXSW, nos EUA, de Cannes, na França, e Edimburgo, na Escócia. Karlovy Vary remarcou sua próxima edição para 2021. Mas o Festival de Locarno busca formas alternativas de exibir filmes ainda em 2020. “O festival está temporariamente se reinventando com o lançamento do Locarno 2020”, escreveu o perfil da mostra suíça no Instagram, anunciando apoio a novas plataformas e sem detalhar como pretende materializar essa iniciativa. Os cancelamentos das mostras tcheca e suíça foram consequência da ampliação da medida que restringe a realização de eventos com grande público na Europa, o que afeta diretamente os festivais. Outros festivais europeus de cinema ainda estão em compasso de espera para decidir como farão para realizar suas mostras neste ano. Entre eles, encontra-se o Festival de Sarajevo, na Bósnia, também marcado para agosto, e a mostra de Veneza, na Itália, programada para setembro. No Brasil, o próximo grande festival de cinema é o Cine-PE, que segue agendado para 25 de maio, enquanto o mais tradicional de todos, o Festival de Gramado, mantém sua previsão para o dia 14 de agosto, no rigor do inverno gaúcho. Ver essa foto no Instagram In view of the Czech government’s ongoing coronavirus measures and the complicated worldwide situation today, the KVIFF organizers have come to the extremely difficult decision not to hold the 55th annual Karlovy Vary International Film Festival this year.⠀ .⠀ ▷▷ Instead, the 55th KVIFF will take place July 2-10, 2021.◁◁⠀ .⠀ ▷ “We strongly believe that seeing a movie with other people in a theater is a powerful and irreplaceable experience,” says Jiří Bartoška, president of the Karlovy Vary IFF. ⠀ .⠀ ▷ “And because the Karlovy Vary International Film Festival is one of the most important cultural events in the Czech Republic, we have decided that holding an alternative version would go against the festival’s main mission: to bring together audiences, filmmakers, and people from different walks of life in order to collectively enjoy works of cinema.”⠀ .⠀ .⠀ 🇨🇿 S ohledem na přetrvávající opatření vlády v souvislosti s koronavirovou krizí a kvůli jejím mezinárodním dopadům a celosvětově komplikované situaci jsme pečlivě zvážili všechny okolnosti a rozhodli jsme se 55. ročník MFF Karlovy Vary v letošním roce neuskutečnit.⠀ .⠀ ▷▷ 55. ročník MFF KV proto proběhne ve dnech 2.- 10. července 2021.◁◁⠀ .⠀ ▷ „Mezinárodní filmový festival Karlovy Vary je jednou z nejvýznamnějších kulturních událostí u nás a jako organizátoři jsme nakonec dospěli k názoru, že hledání redukovaných nebo alternativních variant by šlo proti jeho hlavnímu smyslu, a tím je vzájemné setkávání diváků, filmových tvůrců, lidí z různých oblastí života a jejich kolektivní vnímaní filmových děl. Věřím, že síla společného prožitku při projekcích v sálech a jeho sdílení jsou nenahraditelné,“ uvádí prezident MFF Karlovy Vary Jiří Bartoška.⠀ .⠀ ▷ „Dovolte mi poděkovat Ministerstvu kultury České republiky, městu Karlovy Vary, Karlovarskému kraji a všem našim partnerům a spolupracovníkům za jejich podporu. Věřím, že se v červenci 2021 setkáme v Karlových Varech při 55. ročníku festivalu,“ dodává prezident Jiří Bartoška.⠀ .⠀ .⠀ .⠀ #officialstatement #kviff2020 #kviff55 #jiribartoska #bartak #kviff2021 #filmfestival #film #cinema #hotelthermal Uma publicação compartilhada por Karlovy Vary IFF (@kviff) em 28 de Abr, 2020 às 3:17 PDT Ver essa foto no Instagram The Locarno Leopard and the shape of cinema to come. With Locarno73 cancelled, the Festival is temporarily reinventing itself by launching Locarno 2020 – For the Future of Films. #Locarno2020 . . Read the latest news through our link in bio. Uma publicação compartilhada por Locarno Film Festival (@filmfestlocarno) em 29 de Abr, 2020 às 7:13 PDT
Maiores redes de cinema dos EUA decidem boicotar os filmes da Universal
As duas maiores redes de cinema dos EUA reagiram contra a decisão da Universal de dar mais atenção às plataformas on demand, as “locadoras virtuais”, após o sucesso estrondoso de “Trolls 2” em VOD nos EUA. A AMC Theatres e a Cineworld, dona da rede Regal Cinemas, anunciaram que não vão exibir novos filmes da Universal Pictures enquanto o estúdio não desistir de lançar longas simultaneamente nos cinemas e nos serviços de streaming on demand. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. “É decepcionante para nós, mas os comentários de Jeff sobre as ações e intenções unilaterais da Universal não nos deixaram escolha. Portanto, com efeito imediato, a AMC não exibirá mais filmes da Universal em nenhum de nossos cinemas nos Estados Unidos, Europa ou Oriente Médio”, disse Adam Aron, presidente e CEO da AMC Theatres, em comunicado sobre o boicote. “Essa política afeta todo e qualquer filme da Universal e entra em vigor hoje, permanecendo quando nossos cinemas reabrem, e não é uma ameaça vazia ou mal considerada”, continuou ele. “Incidentalmente, essa política não visa apenas a Universal… também se estende a qualquer estúdio ou cineasta que abandonar unilateralmente as práticas de janelas atuais, sem negociações de boa fé entre nós, para que eles, como distribuidores, e nós, como o exibidores, possamos nos beneficiar mutuamente sem sermos prejudicados com essas mudanças. Atualmente, com o comentário feito pela imprensa, a Universal é hoje o único estúdio contemplando uma mudança geral no status quo. Portanto, essa comunicação merece uma resposta imediata”. É um “movimento inapropriado” do estúdio, condenou também Mooky Greidinger, CEO da Cineworld. “Nós investimos muito nos nossos cinemas ao redor do mundo, e isso permite que os estúdios deem aos seus clientes a melhor experiência possível. Não há como contestar que a tela grande é a melhor forma de assistir a um filme”, argumentou, em seu próprio comunicado. Além das duas redes, a entidade que reúne os maiores exibidores, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) também se pronunciou, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para ela, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, disse a organização em comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2″. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Diante da reação dos exibidores, a Universal distribuiu uma nota de esclarecimento, ressaltando que continua dedicada ao cinema e que os comentários de seu presidente foram mal-interpretados. “Acreditamos absolutamente na experiência cinematográfica e não declaramos o contrário. Como dissemos anteriormente, daqui para frente, esperamos lançar filmes diretamente para os cinemas, bem como no VOD, quando essa via de distribuição fizer sentido. Estamos ansiosos para ter conversas privadas adicionais com nossos parceiros de exibição, mas estamos desapontados com essa tentativa aparentemente coordenada de confundir nossa posição e nossas ações”, afirmou a Universal. “Nosso objetivo ao lançar ‘Trolls 2’ em VOD era oferecer entretenimento a pessoas que estão abrigadas em casa, enquanto os cinemas e outras formas de entretenimento externo não estão disponíveis. Com base na resposta entusiasmada ao filme, acreditamos que fizemos o movimento certo”, acrescenta a declaração. A ameaça dos donos de cinemas, entretanto, não afeta o mercado neste momento em que os cinemas encontram-se fechados devido à crise do novo coronavírus. E tampouco leva em consideração movimentos de outros estúdios, como a Disney e a Warner, que também relocaram filmes destinados ao parque exibidor para lançamentos digitais – “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” será disponibilizado em 12 de junho na Disney+ (Disney Plus) e a animação “Scooby! O Filme” ganhará chegará para aluguel e compra digital em 15 de maio nos EUA. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as duas redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. O próprio CEO da empresa, que vociferou em comunicado, encontra-se entre os funcionários licenciados devido à crise sanitária.
Continuação de Venom define título e data de estreia no Brasil
A Sony definiu o título nacional e a data de estreia da continuação de “Venom” no Brasil. “Venom: Let There Be Carnage” foi batizado de “Venom: Tempo de Carnificina” e chegará aos cinemas nacionais em 24 de junho de 2021, um dia antes do lançamento nos EUA. O título oficial refere-se ao vilão Carnificina (Carnage, em inglês), introduzido na cena pós-créditos do primeiro filme, com interpretação de Woody Harrelson. Fotos do set já revelaram o visual do personagem em sua identidade de Cletus Kasady, antes de sua transformação num simbionte assassino. A continuação também terá Tom Hardy e Michelle Williams de volta aos papéis de Eddie Brock/Venom e sua namorada Anne Weying, e ainda destaca a atriz Naomie Harris, indicada ao Oscar por “Moonlight” (2016), como a vilã Shriek. Para completar, a direção está a cargo de Andy Serkis (“Mogli: Entre Dois Mundos”), que substitui Ruben Fleischer, responsável pelo primeiro longa. A sequência de “Venom” foi um dos lançamentos que sofreu adiamento devido à pandemia do novo coronavírus — antes, a produção deveria chegar aos cinemas em outubro deste ano. Apesar da nova data de estreia, o longa não terminou as filmagens e permanece com sua produção suspensa devido à pandemia – e sem previsão para retomar os trabalhos.
Irrfan Khan (1967 – 2020)
Irrfan Khan, o ator veterano de Bollywood que estrelou “Quem Quer Ser um Milionário?”, “A Vida de Pi” e “Jurassic World”, morreu nesta quarta-feira (29/4) em Mumbai, aos 53 anos. Khan foi diagnosticado com um câncer raro, neuroendócrino de alto grau, em março de 2018 e passou um tempo em Londres sendo tratado antes de voltar ao trabalho no ano passado. Ele estava internado num hospital em Mumbai desde o início desta semana devido a uma infecção no cólon. Em sua carreira, que durou mais de 30 anos, o ator viveu muitos vilões, mas se destacou mais por sua versatilidade, além da humanidade e intensidade que trouxe para cada papel. Nascido em Rajasthan, Khan foi inspirado a seguir a carreira de ator por seus heróis Dilip Kumar e Marlon Brando, e começou a trabalhar em produções televisivas antes de fazer sua estréia no cinema em 1988, no aclamado drama “Salaam Bombay”, de Mira Nair, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Especializando-se em interpretar vilões, ele recebeu elogios da crítica como o líder de um gangue estudantil no cultuado “Haasil” (2003), de Tigmanshu Dhulia, além de chamar atenção como o ambicioso protagonista de “Favorite” (2003), de Vishal Bhardwaj, uma adaptação de “Macbeth”, de Shakespeare, passada no mundo do crime indiano. Por curiosidade, ele ainda estrelou o “Hamlet” indiano, “Haider”, também dirigido por Bhardwaj. Sua carreira internacional começou em 2001, quando protagonizou o filme de estreia do diretor britânico Asif Kapadia, “Um Guerreiro Solitário”. O drama existencial, ambientado no Rajastão feudal, venceu o BAFTA de Melhor Filme Britânico e apresentou Khan ao público ocidental. Ele voltou a trabalhar com Mira Nair nos EUA, em “Nome de Família” (2006) e num segmento da antologia “Nova York, Eu Te Amo” (2008). Contracenou com Angelina Jolie em “O Preço da Coragem”(2007), de Michael Winterbottom, e participou do filme indiano de Wes Anderson, “Viagem a Darjeeling” (2007). Mas a grande maioria do público ocidental só começou a notá-lo após o fenômeno “Quem Quer Ser um Milionário?” (2008), de Danny Boyle, no qual interpretou o inspetor de polícia que interroga o personagem de Dev Patel. O sucesso da produção britânica lhe credenciou a participar de blockbusters americanos, como “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), de Marc Webb, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (2015), de Colin Trevorrow, “Inferno” (2016), de Ron Howard, e principalmente “As Aventuras de Pi” (2012), de Ang Lee, que venceu quatro Oscars. O ator demonstrou sua versatilidade em comédias com grandes sucessos indianos, como “Piku” (2015), de Shoojit Sircar, e “Hindi Medium” (2017), de Saket Chaudhary. Este último bateu o recorde de maior bilheteria de estreia na Índia e ainda registrou a segunda maior abertura de um filme indiano na China. Além de fazer rir, ele também fez chorar, ao apaixonar o público com o popular drama romântico “The Lunchbox” (2013), de Ritesh Batra, premiado nos festivais de Cannes e Toronto. Graças à popularidade de seus filmes, Khan se tornou o ator indiano mais conhecido do público ocidental. Seu último trabalho foi “Angrezi Medium”, uma sequência de “Hindi Medium” lançada em março, que também foi o último filme a ser exibido nos cinemas indianos antes de o país entrar em “lockdown” devido ao surto do novo coronavírus. “O carisma que você trouxe para tudo o que fez foi pura mágica”, tuitou a atriz Priyanka Chopra (“Baywatch”) sobre seu colega. Os dois trabalharam juntos na comédia “7 Khoon Maaf” (2011), do diretor Vishal Bhardwaj. “Você inspirou muitos de nós.” Colin Trevorrow, que dirigiu o astro indiano em “Jurassic World” – Khan viveu o dono do parque – lembrou-o como “um homem pensativo que encontrava beleza no mundo ao seu redor”. E o ator Riz Ahmed (“Venom”) simplesmente declarou que ele era um de seus heróis e “um dos maiores atores de nosso tempo”.
Karen Gillan vai enfrentar seu clone em nova sci-fi
A atriz Karen Gillan (de “Guardiões da Galáxia” e “Jumanji”) vai estrelar a sci-fi “Dual”, produção indie escrita e dirigida por Riley Stearns (“A Arte da Autodefesa”). A trama acompanhará uma mulher (Gillan) com doença terminal que opta por passar pelo processo de clonagem, para diminuir a dor da perda nos seus amigos e família. Quando ela milagrosamente consegue se recuperar da doença, precisa se livrar da sua clone. Mas as tentativas de fazê-la desaparecer dão errado, e as duas são levadas a participar de um duelo até a morte. Além de Gillan, o elenco também contará com Aaron Paul (das séries “Breaking Bad” e “Westworld”), Beulah Koale (“Hawaii Five-0”), Martha Kelly (“Baskets”) e Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”), que já trabalhou com Stearns em seu único longa anterior, “A Arte da Autodefesa”, lançado no ano passado. A produção ainda não tem previsão de estreia.
Lançamento digital de Trolls 2 já rendeu US$ 100 milhões nos EUA
A arrecadação do lançamento digital de “Trolls 2” em VOD nos EUA surpreendeu os analistas de mercado e o próprio estúdio Universal. A sequência já arrecadou cerca de US$ 100 milhões em aluguéis virtuais só no mercado norte-americano. Previsto para estrear nos cinemas em abril, o filme acabou tendo seu lançamento suspenso por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas em vez de programar uma nova data, o estúdio resolveu disponibilizá-lo logo nas plataformas on demand. A iniciativa enfrentou protesto das empresas exibidoras, por receio do que isso poderia representar para a janela cinematográfica e para os futuros lançamentos de franquias populares. “Trolls 2” testou o mercado, como a primeira sequência de blockbuster lançada exclusivamente em streaming, e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. Diante disso, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) decidiu se pronunciar, por meio de comunicado, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para os proprietários de salas exibidoras, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, diz o texto do comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2”. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Vale lembrar que a animação não foi disponibilizada em VOD no mundo inteiro. Por enquanto, o estúdio mantém os planos de realizar uma estreia cinematográfica de “Trolls 2” no Brasil, prevista para outubro. Apesar dessas ressalvas, a Universal já planeja seu próximo lançamento nas plataformas digitais. O estúdio anunciou que “The King of Staten Island”, nova comédia de Judd Apatow (“Ligeiramente Grávida”, “Descompensada”) estreará no dia 12 de junho diretamente on demand. O estúdio não está sozinho nessa iniciativa. De olho no sucesso de “Trolls 2”, a Warner resolveu também lançar a animação “Scooby! O Filme” em VOD, em vez de esperar a reabertura dos cinemas.
Truque de Mestre vai ganhar terceiro filme
A Lionsgate está desenvolvendo um terceiro filme da franquia de suspense “Truque de Mestre” (Now You See Me). O estúdio fechou contrato com Eric Warren Singer, indicado ao Oscar por seu trabalho em “Trapaça” (2013), para escrever a nova sequência. Singer também roteirizou o vindouro “Top Gun: Maverick” e o drama de bombeiros “Homens de Coragem” (2017). E foi ele quem procurou a Lionsgate com o projeto. “Eric sempre foi fascinado pela arte da enganação e ilusão, em todas as suas formas. Ele veio até nós com uma ótima história que usa a mitologia de ‘Truque de Mestre’ e leva os Quatro Cavaleiros a um nível completamente novo, com o elenco antigo e novos personagens”, disse o presidente da Lionsgate, Nathan Kahane, em comunicado. “A franquia ‘Truque de Mestre’ foi construída deixando o público surpreso e curioso. Como qualquer bom mágico sabe, você não pode repetir truques. Eric e sua equipe de ilusionistas têm um truque especial na manga para esse filme.” O roteirista terá liberdade para criar novos personagens e novas histórias, mas embora o elenco não tenha sido anunciado, a premissa sugere o retorno de alguns protagonistas. Um dos destaques da franquia é justamente seu elenco estelar, que traz Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e Isla Fisher/Lizzy Caplan (revezando-se nos dois filmes) como os Quatro Caveleiros, ilusionistas famosos, que se envolvem em crimes mirabolantes e desafiam a polícia com sua impunidade, mas seus talentos não os impedem de ser vítimas de interessados em explorá-los. As tramas também incluem papéis importantes para Mark Ruffalo, Morgan Freeman e Michael Caine, sem esquecer de Daniel Radcliffe, que participou como vilão do segundo filme. Os dois primeiros filmes arrecadaram US$ 687 milhões mundialmente e o novo voltará a ser produzido por Bobby Cohen e Alex Kurtzman, responsáveis pelos anteriores. Para completar, o mágico Jonathan Bayme foi anunciado como consultor dos truques cinematográficos.
Filmes lançados em streaming poderão concorrer ao Oscar 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vai aceitar que filmes lançados apenas em streaming concorram ao Oscar 2021. A decisão reflete o estado atual da indústria, com o fechamento dos cinemas em quase todo o mundo e o fortalecimento das plataformas digitais como opção para lançamentos durante a pandemia do novo coronavírus. As mudanças foram determinadas após uma reunião do Conselho de Governadores da Academia por videoconferência nesta terça-feira (28/4). Até então, só poderiam concorrer ao Oscar filmes exibidos em pelo menos uma sala de cinema de Los Angeles por sete dias, com três sessões diárias. Em comunicado, a Academia informou que a flexibilização para permitir inscrição de títulos de streaming só vai valer durante a pandemia e os filmes que forem lançados após o fim do isolamento deverão seguir as regras antigas. “A Academia acredita firmemente que não há maneira melhor de experimentar a magia dos filmes do que vê-los em um cinema. Nosso compromisso com isso é inalterado e inabalável”, diz o texto assinado pelo presidente da Academia, David Rubin, e pela diretora executiva, Dawn Hudson. “No entanto, a pandemia historicamente trágica da covid-19 exige essa exceção temporária às nossas regras de elegibilidade para prêmios. A Academia apoia nossos membros e colegas durante esse período de incerteza. Reconhecemos a importância de seu trabalho ser visto e comemorado, especialmente agora, quando o público aprecia filmes mais do que nunca.” A Academia aproveitou o comunicado para anunciar também que as categorias de mixagem e edição de som serão combinadas em uma única categoria, de Melhor Som, para a premiação do Oscar 2021 – reduzindo assim o número total de troféus concedidos para 25. A combinação das duas categorias era uma vontade antiga dos organizadores, que encontrava resistência entre os sindicatos profissionais. A realização da 93ª edição do Oscar continua prevista para 28 de fevereiro de 2021. A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood também deve anunciar em breve mudanças em suas regras de elegibilidade para o Globo de Ouro de 2021.
Documentário de Spike Jonze sobre os Beastie Boys chega na Apple TV+
A Apple disponibilizou o documentário sobre a banda The Beastie Boys, dirigido pelo cineasta Spike Jonze (“Ela”). O filme teria première no Festival SXSW e seria lançado nos cinemas, exclusivamente no circuito IMAX, mas o festival foi cancelado e os cinemas fechados pela pandemia do novo coronavírus. Assim, saiu no fim de semana diretamente em streaming. Com estrutura não convencional, “Beastie Boys Story” traz Mike Diamond (Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) apresentando e comentando cenas da carreira da banda para uma plateia, e foi gravada durante um evento de 2018, em que a dupla levou ao palco os altos e baixos de 40 anos dos Beastie Boys para o lançamento de um livro – “Beastie Boys Book”, livro de quase 600 páginas, em que contam de forma detalhada e anárquica a história do grupo. O filme une essa performance com imagens de arquivo do trio original, que também inclui o falecido Adam Yauch (MCA), que morreu de câncer em 2012. Com uma longa relação com os Beastie Boys, Spike Jonze chegou a dirigir vários clipes da banda, como “Sabotage” e “Sure Shot”, o que lhe permitiu maior acesso ao material de arquivo e apoio para a produção do filme. Veja abaixo o trailer de “Beastie Boys Story”.










