John Lafia (1957 – 2020)
O cineasta John Lafia, que co-escreveu o filme de terror “Brinquedo Assassino” em 1988 e dirigiu sua continuação de 1990, suicidou-se em Los Angeles, na quarta-feira passada (29/4). Ele tinha 63 anos. Lafia colaborou com o diretor Tom Holland e o co-roterista Don Mancini na história do filme original. Não apenas ajudou a criar um dos monstros mais famosos do terror moderno como também o batizou. Foi ele quem sugeriu o nome Chucky e criou a frase “Oi, eu sou Chucky, quer brincar?”. “Brinquedo Assassino” foi um dos grandes campeões de bilheteria de 1988 e recebeu um prêmio Saturn de Melhor Filme de Terror do ano. O criador de Chucky se formou em cinema e televisão pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). Ele trabalhou no departamento de arte de “Fugitivos das Galáxias” (1983) e no cultuado “Repo Man: A Onda Punk” (1984), de Alex Cox, antes de progredir para roteiros e direção. A carreira de cineasta começou com “The Blue Iguana”, uma comédia de ação que ele escreveu e dirigiu em 1988, no mesmo ano de “Brinquedo Assassino” – e que teve première no Festival de Cannes. Mas o sucesso de seu terror eclipsou todo o resto. Ao coescrever e dirigir “Brinquedo Assassino 2”, que fãs e críticos consideram o melhor da franquia, consolidou sua identificação com o gênero. Os trabalhos que se seguiram foram episódios da série baseada no terror “A Hora do Pesadelo” e um filme de cachorro feroz, “Max: Fidelidade Assassina” (1993), que ele também escreveu e dirigiu. O fracasso nas bilheterias desse lançamento enterrou sua carreira cinematográfica. Nos 13 anos seguintes, ele ficou restrito a trabalhos televisivos, dirigindo episódios de “Babylon 5” e “The Dead Zone” (O Vidente, na TV aberta) e telefilmes de baixa qualidade, até o teledesastre “Fogo Mortal” (2006). Sem ser remunerado, ele decidiu realizar por conta própria um último projeto, “The Ballad of Frank and Cora”. Lafia escreveu, dirigiu, editou, produziu e ainda desenvolveu a trilha do filme, em parceria com o músico Bill Jones. Mas, com apenas 30 minutos, a ópera rock teve um lançamento limitadíssimo em vídeo em 2013 e nem mesmo o IMDb identifica o responsável pela obra. “The Ballad of Frank and Cora” foi a culminação de outro aspecto pouco conhecido de sua carreira. Lafia fez parte da cena musical underground de Los Angeles na década de 1980. Seu último registro artístico, por sinal, foi uma compilação de suas gravações, um álbum duplo chamado “John Lafia 1980-1985”, lançado em 2019. Ele também recebeu créditos pelo roteiro original de “Brinquedo Assassino” na produção do remake de 2019. Seu co-roteirista nos filmes de Chucky, Don Mancini, se disse arrasado ao saber da morte do antigo parceiro e amigo. “Estamos arrasados ao saber da morte de nosso amigo John Lafia. Ele foi uma parte crucial da família ‘Chucky’ desde o início. Ele co-escreveu o roteiro original de ‘Brinquedo Assassino’, juntamente com o diretor Tom Holland e eu, e John dirigiu ‘Brinquedo Assassino 2’ – o filme favorito entre os fãs de ‘Chucky’. John era um artista incrivelmente generoso. Ele me deixou acompanhá-lo em todas as reuniões e observá-lo no set; ele me ensinou mais sobre cinema durante a produção daquele filme que vários semestres na escola de cinema. John também foi uma das pessoas mais naturalmente curiosas e constantemente criativas que eu já conheci, alguém que estava sempre tirando fotos e anotando idéias”, pronunciou-se Mancini, em comunicado divulgado pelos dois filhos de Lafia.
Paramount anuncia data de lançamento do próximo Transformers
A Paramount programou um novo filme da franquia “Transformers”. O estúdio incluiu uma produção dos brinquedos da Hasbro na atualização de seu calendário pós-pandemia, com data de lançamento marcada para 24 de junho de 2022. Entretanto, o estúdio não revelou que longa é esse. Atualmente, a Paramount trabalha em três filmes do universo dos robôs transformistas. Um deles se baseia na série animada “Beast Wars”, outro é continuação do derivado “Bumblebee” (2018) e ainda há uma terceiro longa animado. A produção baseada no universo “Beast Wars” tem roteiro de James Vanderbilt (“O Espetacular Homem-Aranha”) e mostra robôs que, em vez de carros, ganham formas de animais – como nos desenhos dos anos 1990. Por sua vez, a sequência de “Bumblebee” está sendo escrita pelo roteirista Joby Harold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”). Mas o mais adiantado em sua produção é o longa animado, que já tem roteiro pronto, da dupla Andrew Barrer e Gabriel Ferrari (“Homem-Formiga”), e diretor definido: Josh Cooley (“Toy Story 4”). A trama funcionará como prólogo, contando uma história passada antes dos filmes exibidos entre 2007 e 2018. Com seis filmes lançados (incluindo “Bumblebee”), “Transformers” é uma das franquias mais lucrativas de Hollywood. Sua bilheteria acumulada ultrapassa os US$ 4 bilhões em todo o mundo. Por outro lado, também é (excluindo “Bumblebee”) uma das piores franquias de todos os tempos na avaliação da crítica.
Filmes Esportivos baseados em Fatos Reais
O esporte e o cinema são duas das formas de entretenimento mais queridas. E quando eles se juntam, trazem momentos de emoção e lições de vida que podem ser utilizadas em várias áreas de nossas vidas. É por isso que muitos buscam esse gênero que é um dos preferidos e que traz grandes histórias que podem ser de superação ou perdas. E aqui trouxemos uma lista de dramas esportivos baseados em fatos reais. Prepare a pipoca e acompanhe conosco: Um Sonho Possível (The Blind Side, 2009) “Um Sonho Possível” não poderia ter um título nacional mais adequado. O filme conta a história de superação do jogador de futebol americano Michael Oher, interpretado por Quinton Aaron. Com uma mãe viciada, Michael vivia nas ruas e passava por grandes dificuldades. Uma noite, ele foi avistado por Leigh Anne Tuouhy, mãe de uma de suas colegas de classe. Comovida, ela o acolhe e inicia uma mudança na vida do rapaz, que com o tempo passou a jogar na liga Universitária e chegou até a NFL. Bastante rentável, esse filme rendeu a Sandra Bullock (“Oito Mulheres e um Segredo”) o Oscar de Melhor Atriz do ano. O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball, 2011) Estrelado por Brad Pitt, “O Homem que mudou o Jogo” traz um recorte na vida de Billy Beane, gerente geral do time de beisebol Oakland Athletics e que utilizou o moneyball (baseado na ciência de dados) para ajudar sua equipe. Beane tinha um orçamento apertado, principalmente depois de várias derrotas e perdas de jogadores importantes. Com isso, ele decide recrutar jogadores que sejam mais baratos, mas que tenham grande potencial. Fazendo isso através de análises estatísticas, ele consegue um time bem rentável e que se tornou um dos mais importantes. Além de Pitt, o filme traz no elenco nomes importantes como Philip Seymour Hoffman (vencedor do Oscar por “Capote”) e Jonah Hill. Bem Vindo ao Jogo (Lucky You, 2007) Nem todo o esporte exige prática física, como o poker e o xadrez. Estes demandam apenas esforço mental, e por isso são chamados de esportes da mente. “Bem Vindo ao Jogo” faz parte daqueles filmes de poker que todo jogador deveria assistir, e os motivos não são poucos. Primeiramente, ele gira em torno de um dos torneios mais famosos do mundo. E embora se passe de maneira fictícia, traz alguns eventos que se baseiam em fatos reais, como o que ocorreu em 2003 durante o Evento Principal em Las Vegas. Na ocasião, 829 jogadores disputavam o prêmio e um novato conseguiu derrotar um veterano profissional. No filme, a cena é revivida através do personagem Jason Keyes (Evan Jones). Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm, 2014) O agente esportivo J.B. Bernstein estava falindo quando resolveu ir para Índia para recrutar jovens que se tornariam os novos ídolos do beisebol. Para isso, criou um reality show que acabou chamando a atenção de mais de 38 jovens que se inscreveram na época. Produzido pela Disney, o filme traz alguns clichês de filmes de Hollywood e se destaca pela boa interpretação de Jon Hamm, Suraj Sharma e Madhur Mitall. A título de curiosidade, no reality original o vencedor ganhou a oportunidade de fazer um teste na Liga principal de Beisebol e um prêmio de 100 mil dólares. Rush, no limite da emoção (Rush, 2013) Os fãs da Fórmula 1 podem recordar um dos campeonatos mais acirrados da história, aquele que trouxe como personagens principais Niki Lauda e James Hunt ao maior duelo da história do campeonato. Interpretados nas telas por Daniel Brühl e James Hunt respectivamente, Rush intercala momentos de emoção e também de extrema rivalidade entre os pilotos. Aclamado pelo público, No Limite da Razão teve várias cenas rodadas em locações reais e também utilizou réplicas dos carros originais. Os atores principais também se prepararam bastante antes de incorporar dois ídolos da Fórmula 1, e Daniel Brühl (conhecido por sua seriedade em encarar seus papéis) chegou a ter aulas de corridas para entender melhor como funcionavam os carros. Heleno (2011) E é claro que nossa lista não estaria completa se não trouxéssemos um filme sobre futebol, uma grande paixão dos brasileiros. Um dos mais recentes, Heleno retrata a vida de Heleno de Freitas, o primeiro galã do futebol brasileiro. Com uma boa formação (ele era advogado), o jogador brilhava nos campos defendendo o do Botafogo de Futebol e Regatas e fazia muito sucesso também entre as mulheres. Boêmio, o artilheiro da Copa América de 1945 começou a viver um drama pessoal que traria consequências terríveis e o levaria a viver seus últimos dias em um sanatório. Rodrigo Santoro está em excelente forma nesta que é uma de suas melhores interpretações ao lado de “Abril Despedaçado” (2001) e “Bicho de Sete Cabeças” (2000). Além disso, vale destacar a excelente fotografia em preto e branco que traz um ar de melancolia sob os dias de glória de Heleno. Dirigido por José Henrique Fonseca, o filme foi baseado em “Nunca houve um homem como Heleno”, livro escrito por Marcos Eduardo Novaes.
Estreia de John Wick 4 é adiada em um ano
A estreia de “John Wick 4” foi adiada em um ano, devido à pandemia do novo coronavírus. Originalmente previsto para 21 de maio de 2021, o filme agora só vai estrear em 27 de maio de 2022. A mudança significa um alívio para os fãs de Keanu Reeves, que temiam ter que escolher entre este filme e “Matrix 4”, programados para estrear no mesmo dia. Os mais entusiasmados, que pretendiam ver os dois, chegaram a batizar 21 de maio de 2021 de “Keanu Day” nas redes sociais. Por curiosidade, Chad Stahelski, o diretor de “John Wick 4”, revelou nesta semana que vai coordenar cenas de ação em “Matrix 4”. Ele e seu colega David Leitch, que dirigiram juntos o primeiro filme da nova franquia, trabalharam na trilogia original de “Matrix” como dublês, coordenadores de dublês e diretores de segunda unidade. “John Wick 4” ainda não começou a ser filmado. A produção aguarda o final dos trabalhos em “Matrix 4” para poder contar com Keanu, mas este filme teve as filmagens suspensas em seu começo, pela pandemia. De todo modo, o longa de Stahelski foi apenas uma das produções da Lionsgate a ter sua data de lançamento afetada pela pandemia do coronavírus. O estúdio anunciou ainda novas datas para “Espiral – O Legado de Jogos Mortais” e “Dupla Explosiva 2”, entre outros. Chama atenção o fato de que o primeiro lançamento programado para o estúdio vai acontecer em outubro deste ano. Confira as novas datas abaixo, lembrando que elas se referem às estreias nos Estados Unidos. “Fatale”: 30 de outubro de 2020 “Voyagers”: 25 de novembro de 2020 “The Devil’s Light”: 8 de janeiro de 2021 “Chaos Walking”: 22 de janeiro de 2021 “The Unbearable Weight of Massive Talent”: 19 de março de 2021 “The Asset”: 23 de abril de 2021 “Espiral”: 21 de maio de 2021 “Barb and Star Go to the Vista Del Mar”: 16 de julho de 2021 “Antebellum”: agosto de 2021 “Dupla Explosiva 2”: agosto de 2021 “American Underdog”: 10 de dezembro de 2021 “John Wick 4”: 27 de maio de 2022
Petra Costa diz que coronavírus revela “ódio pela humanidade” de alguns políticos
A cineasta Petra Costa, indicada ao Oscar 2019 pelo documentário “Democracia em Vertigem”, apresentou uma masterclass de três horas em streaming no festival de cinema suíço Visions du Reél, na quinta-feira (30/4), em que falou de seu próximo projeto, o documentário “Distopia”, sobre as consequências da pandemia do novo coronavírus. Falando sobre o aspecto político da covid-19, ela diz ter constatado que a doença deixou claro o fascismo de alguns líderes políticos, especialmente no Brasil. “Eu acho que a pandemia revela muito do que não era óbvio para todos: essa retórica fascista estava escondida atrás da retórica do ódio pelo diferente, pela esquerda, pelo Partido dos Trabalhadores, pelos artistas, gays, mulheres”, opinou a cineasta, em registro da revista Variety. “O que o coronavírus mostra é que se trata de um ódio pela humanidade. Um desejo por morte”, apontou. O novo filme de Petra Costa, cujo título veio à tona na palestra, é um filme sobre o isolamento social a partir do ponto de vista da população brasileira, conforme atravessa o atual período. Para reunir as imagens, ela fez um pedido em suas redes sociais para que pessoas de todo o país encaminhassem vídeos com seus cotidianos e testemunhos da pandemia. “Estamos coletando narrativas e perspectivas de várias pessoas sobre suas quarentenas. Eu convido a qualquer um que queira compartilhar suas imagens e vamos pagar por tudo caso as utilizemos. Adoraríamos compor um mosaico com as mais variadas visões”, ela explicou. Contatos e vídeos devem ser encaminhados para o email dystopia@buscavidefilmes.com. A tendência é que o resultado seja tão polarizador quanto “Democracia em Vertigem”, pois o Brasil jamais deixou de lado a polarização desde o Impeachment de Dilma Rousseff, culminando na eleição de Jair Bolsonaro à presidência. Na palestra, Petra explicou que “Democracia em Vertigem” foi resultado de seu tempo. “O filme só poderia ser polarizador porque o que aconteceu era polarizador. Construíram um muro em frente ao Congresso. Qualquer filme sobre o que aconteceu no Brasil nos últimos cinco anos seria polarizador”, explicou. “Eu já estava lidando com essa divisão dentro da minha própria família e como encontrava essa contradição do Brasil ali”, relembrou. Sobre a possibilidade de uma continuação de seu documentário mais famoso e premiado, Petra deixou a questão em aberto. “É algo que me assombra também. Não tenho resposta para isso ainda”, admitiu.
Sequência de Space Jam ganha título e logo oficiais
O jogador de basquete LeBron James revelou o título da sequência do filme “Space Jam”, que será estrelada por ele. O novo híbrido de animação e live-action em que a Turma do Pernalonga se envolve num jogo de basquetebol intergalático se chamará “Space Jam: A New Legacy”. A revelação se deu num post no Instagram com uma imagem de LeBron usando um boné decorado com o logotipo do filme. Assim que viralizou, a imagem foi postada em alta definição no perfil oficial do filme no Twitter. Veja abaixo. O projeto já está em desenvolvimento há quatro anos. LeBron James foi anunciado em 2016 como o “novo Michael Jordan” da franquia – isto é, o novo astro de basquete do time do Pernalonga. Mas apenas em julho passado, o diretor Malcolm D Lee, da comédia de sucesso “Viagem das Garotas” (Girls Trip, 2017), foi definido no comando das filmagens – após passagens de Justin Lin (que saiu para fazer “Velozes e Furiosos 9” e “10”) e Terence Nance (“Uma Super-Simplificação de Sua Beleza”) pela produção. O longa contará também com os jogadores Anthony Davis, Damian Lillard, Klay Thompson e as estrelas da WNBA Diana Taurasi, Nneka Ogwimike e Chiney Ogwumike. Para completar, a atriz Sonequa Martin-Green (“Star Trek: Discovery”) viverá a esposa de Lebron, e Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”) também está no longa. O roteiro foi escrito por Ryan Coogler (“Pantera Negra”) e Sev Ohanian (“Buscando…”), e a estreia está marcada, há mais de um ano, para julho de 2021. Entretanto, é uma data que deve ser alterada, pois a pandemia do novo coronavírus paralisou a produção antes de seu final. Repost from #LeBronJames: 2021. 🐰🥕 🎥 🍿👑 pic.twitter.com/G499sIvXL6 — Space Jam A New Legacy (@spacejammovie) April 30, 2020
Diretor de Um Espião e Meio vai filmar os quadrinhos de Spy vs. Spy
O diretor Rawson Marshall Thurber está negociando com a Warner para comandar a filmagem de “Spy vs Spy”, baseada nos famosos personagens de quadrinhos da revista “Mad”. A informação foi apurada pelo site Collider. Thurber é conhecido por comédias como “Com a Bola Toda” (2004), “Família do Bagulho” (2013) e já filmou uma trama de espionagem, “Um Espião e Meio” (2016), antes de se dedicar à ação pura com “Arranha-Céu: Coragem Sem Limite” (2018), estrelado por Dwayne Johnson. Criada nas páginas da “Mad” em 1961 pelo cartunista cubano Antonio Prohías, “Spy vs. Spy” segue dois espiões rivais, Black Spy e White Spy, que se perseguem de maneira implacável e cômica. Eles usam chapéus de abas largas e sobretudos, e tentam o tempo inteiro enganar e prejudicar o outro, normalmente através de uma variedade de armadilhas. Há também uma Grey Spy feminina que representa a neutralidade, mas também aproveita as paixões do Black Spy e do White Spy para tirar vantagens em suas disputas. “Spy vs Spy” fez tanto sucesso que já rendeu diversos videogames e até uma esquete animada no programa “MADtv” (1995–2016). O filme da Warner será produzido por Ron Howard (diretor de “Han Solo: Uma História Star Wars”) e seu sócio Brian Grazer por meio da produtora Imagine Entertainment. Mas ainda não há previsão para o começo da produção, e não apenas devido à crise sanitária. Por enquanto, Thurber está envolvido com a comédia de aventura “Red Notice”, que junta Dwayne Johnson, Gal Gadot e Ryan Reynolds. As filmagens já tinham começado quando a pandemia de coronavírus forçou a Netflix a suspender a produção, e só serão retomadas quando as restrições forem levantadas e for seguro voltar ao set.
Josh Brolin e Peter Dinklage serão irmãos em nova comédia
Josh Brolin e Peter Dinklage vão viver irmãos numa nova comédia, escrita e dirigida por Macon Blair (“Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo”). Não foram divulgados detalhes da trama, mas o filme, intitulado “Brothers”, está sendo descrito como similar ao clássico “Irmãos Gêmeos”, estrelado por Arnold Schwarzenegger e Danny DeVitto em 1988. Os dois atores, que trabalharam juntos em “Vingadores: Guerra Infinita”, também vão coproduzir o longa com Andrew Lazar (produtor de “Sniper Americano”). Já o financiamento está a cargo do estúdio Legendary, que ainda não marcou a data de estreia.
Spcine Play estende gratuidade de todo seu catálogo até o fim de 2020
O acervo da plataforma Spcine Play vai ficar liberado para acesso gratuito até o final de 2020. Originalmente, o conteúdo ficaria disponível por apenas 30 dias. Mas como a pandemia de covid-19 não dá sinais de amenizar, a prefeitura de São Paulo decidiu estender o prazo, oferecendo uma alternativa de entretenimento gratuito e de qualidade para a população, durante este período de isolamento social. Especializada em filmes brasileiros e cinema de arte, a plataforma paulistana disponibiliza diversas mostras cinematográficas temáticas, como retrospectivas dos diretores Andrea Tonacci, Hector Babenco e José Mojica Marins, uma seleção de obras de cineastas femininas, com destaque para Lucia Murat, Tata Amaral e Helena Ignez, uma Mostra do Audiovisual Negro e um festival de filmes musicais, além de manter em seu catálogo títulos da Mostra de São Paulo, e dos festivais de documentários É Tudo Verdade e In-Edit, entrevistas com artistas e várias opções infantis. Apesar de ser uma iniciativa da cidade de São Paulo, os filmes podem ser assistidos em qualquer lugar do Brasil e sem necessidade de assinatura, via site: www.spcineplay.com.br.
Rishi Kapoor (1952 – 2020)
O ator indiano Rishi Kapoor, que protagonizou grandes sucessos de Bollywood, morreu nesta quinta-feira (30/4), aos 67 anos, após uma batalha de dois anos contra a leucemia. “Ele permaneceu jovial e determinado a viver ao longo dos dois anos em que se submeteu a tratamentos em dois continentes”, disse a família, em comunicado. O ator se mudou para Nova York para cumprir um tratamento médico logo após a detecção do câncer, em 2018, retornando à sua cidade natal, Mumbai, em setembro de 2019. Kapoor descende de uma família de atores famosos na Índia. Seu avô, Prithviraj Kapoor, seu pai Raj Kapoor, os irmãos Randhir e Rajeev, seu filho, sobrinhas e sobrinhos são reverenciados por fãs por seus papéis em filmes importantes na indústria cinematográfica do país. Ele estreou em Bollywood aos 16 anos, interpretando, justamente, uma versão mais jovem de seu pai no filme de 1970 “Mera Naam Joker”. Mais tarde, fez seu nome como um herói romântico em longas populares. Vários de seus filmes dos anos 1970 e 1980, como “Khel Khel Mein” (1975), “Karz” (1980), “Chandni” (1989), tornaram-se blockbusters na Índia, transformando-o num dos atores mais populares do país. Além de ator, ele era um dançarino habilidoso e alguns de seus filmes renderam músicas muito populares até hoje. Em seus maiores sucesso, Kapoor formou par romântico com a atriz Neetu Singh. E numa das histórias de amor mais duradouras de Bollywood, o casal se perpetuou fora da tela, casando-se em 1980. O filho deles, Ranbir Kapoor, seguiu o legado da família, tornando-se uma estrela de sucesso de Bollywood por seus próprios méritos. A morte de Kapoor causou comoção nacional, e até o primeiro-ministro Narendra Modi disse ter ficado angustiado. “Multifacetado, carinhoso e animado: esse era Rishi Kapoor. Ele era uma potência de talento”, escreveu o líder indiano, no Twitter. Para aumentar a tristeza da Índia, a morte de Kapoor aconteceu logo após o falecimento de outro célebre astro de Bollywood, Irrfan Khan, que se tornou conhecido mundialmente ao participar de filmes como “Quem Quer ser um milionário?” (2008), “As Aventuras de Pi” (2012) e “Jurassic World” (2015), e que também sofria de câncer. A família de Kapoor, que recebeu apenas os amigos mais próximos no velório, pediu aos fãs do ator que seguissem as novas regras de distanciamento social devido à pandemia do novo coronavírus e que não fossem as ruas para lamentar sua morte, como aconteceria em circunstâncias normais no país.
Disney prepara versão live-action de Hércules com os diretores de Vingadores: Ultimato
A Disney está desenvolvendo uma versão live-action da animação “Hércules”, lançada originalmente em 1997, que terá produção dos irmãos Joe e Anthony Russo, diretores dos blockbusters “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”. Apesar de seu envolvimento, os irmãos Russo não devem dirigir o filme. Mas eles não são a única conexão com a Marvel na produção. Para a adaptação, o estúdio contratou o roteirista Dave Callaham, responsável pela franquia “Os Mercenários” e roteirista do vindouro “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, da Marvel. O mitológico herói grego já apareceu de carne e osso em dezenas de filmes, desde uma franquia italiana dos anos 1960 até produções mais recentes, como a que trouxe Dwayne “The Rock” Johnson como o herói em 2014. Entretanto, o filme original da Disney foi uma das abordagens mais diferentes de sua lenda. Além de ser uma animação, apresentou uma versão musical de Hércules. Não está claro se a nova adaptação manterá os elementos musicais. A Disney adotou abordagens diferentes para seus remakes. Enquanto “O Rei Leão” se aproximou bastante do desenho de 1994, o vindouro “Mulan” é uma versão sem as coreografias musicais da animação de 1998. De todo modo, vale lembrar que o público foi estimulado a pensar num remake de “Hércules” após a performance de Ariana Grande no evento “Disney Family Singalong”, quando ela cantou a música-tema do desenho de 1997. Esta opção musical gerou uma petição no site Change.org para que a cantora interpretasse Megara, a protagonista feminina do desenho, numa versão live-action. O projeto, porém, ainda está longe da fase de seleção de elenco.
Chefe da Universal diz que o público vê mais filmes em casa que no cinema
Envolvido numa polêmica com as grandes redes de exibição após lançar “Trolls 2” diretamente para locação digital nos EUA, Jeff Shell, o CEO da NBCUniversal, parabenizou nesta quinta (30/4) a iniciativa dos responsáveis pela disponibilização do desenho animado, que rendeu mais de US$ 100 milhões em VOD, e ainda disse que o público vê mais filmes em casa que nas salas do circuito cinematográfico. O comentário de Shell aconteceu durante uma videoconferência com acionistas do estúdio e membros da imprensa. Após salientar que “a distribuição tradicional nos cinemas sem dúvidas voltará a ser a peça central das nossas operações” após a pandemia, Shell concluiu que a disponibilização digital de filmes, seja em plataformas de assinatura, como a Netflix, ou por locação via serviços on demand (VOD), também precisa ser considerada importante. O executivo comentou de forma entusiasmada os resultados obtidos com o lançamento de “Trolls 2” em VOD, que foi o estopim para o conflito entre o estúdio e os exibidores. “Os números que conseguimos foram muito interessantes. O filme estava pronto, e a gente investiu muito dinheiro nele. Além disso, o público estava precisando de uma opção infantil em casa”, argumentou. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2”. O problema é que, ao comemorar esses números e sinalizar que o estúdio deve lançar mais filmes dessa forma, Shell despertou a ira do parque exibidor. Grandes redes de cinema, como AMC Theatres e Regal Cinemas, nos EUA, e Odeon, no Reino Unido, afirmaram que, quando reabrirem para o público, vão boicotar os filmes da Universal. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. “Eu acho que os consumidores voltarão aos cinemas quando puderem, mas o streaming será parte do esquema de distribuição, querendo ou não. Mesmo que seja como uma oferta complementar”, conclui Shell, em sua avaliação do futuro do negócio cinematográfico.
Diretores de John Wick vão coordenar cenas de ação de Matrix 4
Os coordenadores das cenas de ação dos três primeiros “Matrix”, David Leitch e Chad Stahelski, confirmaram que voltarão a desempenhar a função no quarto filme. O retorno dos cineastas, que dirigiram juntos “John Wick” (lançado no Brasil como “De Volta ao Jogo”), foi confirmado por Stahelski em entrevista ao site Collider. “[Os membros da equipe] foram muito legais. Pediram pra gente ajudar na coreografia e no treino físico de alguns dos caras”, disse Stahelski. “Eu vou ajudar um pouco em uma sequência, acho que o David vai ajudar em outra”, contou o cineasta, que disse que suas funções serão diferentes das exercidas nos filmes anteriores. “O trabalho é mais com o conceito criativo das coreografias e para ajudar o pessoal com algumas coisas”. Nos filmes anteriores da franquia, Stahelski e Leitch atuaram também como diretores de segunda unidade, além de trabalharem como dublês e coordenar os demais profissionais da categoria. A mudança no trabalho levou Stahelski a elogiar Lana Wachowski, que dirige “Matrix 4” – pela primeira vez sem a irmã – , por comandar todas as suas cenas. “A Lana filma a própria ação. Ela inclui tudo no material principal e por isso as coisas dela são tão legais de assistir”. Foi Stahelski quem revelou pela primeira que “Matrix 4” estava sendo produzido, três meses antes do anúncio oficial da Warner. Enquanto divulgava “John Wick 3 – Parabellum”, ele chegou a afirmar que toparia na hora voltar a trabalhar no filme. “Só precisam me ligar”, afirmou. “Eu iria até o set nem se fosse só para ser atropelado para uma cena”, brincou. Curiosamente, a Warner programou a estreia de “Matrix 4” para o mesmo dia em que “John Wick 4” estrearia nos cinemas. Como ambos os filmes são estrelados por Keanu Reeves, os fãs estavam marcando a data de 21 de maio de 2021 como “Keanu Day” nas redes sociais. Entretanto, devido à pandemia do novo coronavírus, a produção do quarto “Matrix” foi paralisada e agora dificilmente ficará pronto a tempo para o lançamento na data planejada. E “John Wick 4” só começará a ser filmado após o final da participação de Keanu no filme de Lana Wachowski.












