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Filme

Cinemas recebem “As Ovelhas Detetives”, “Mortal Kombat 2” e filmes musicais

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7 de maio de 2026
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    Duna: Timothée Chalamet e Josh Brolin aparecem em nova foto da sci-fi

    12 de maio de 2020 /

    A Legendary divulgou uma novo foto do remake de “Duna”, que mostra o protagonista os personagens de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) e Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”) no deserto. Além desses atores, o elenco grandioso também inclui Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”) Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. A história de “Duna” foi originalmente publicada pelo escritor Frank Herbert em 1965 e ganhou fama de ser um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, tanto que enfrentou dificuldades de produção em sua primeira adaptação cinematográfica, lançada em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). A obra originou uma franquia literária, que continua a ser estendida anos após a morte de Herbert, em 1986. O material também já rendeu duas minisséries do canal Syfy, a partir de 2000. A nova adaptação deve ser dividida em duas partes e virar franquia, uma vez que a Warner já trabalha numa continuação e numa série derivada, inspirada em outro livro da saga, que será lançada no serviço de streaming HBO Max. A direção é de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), que também trabalhou no roteiro com Jon Spaihts (“Prometheus”) e Eric Roth (“Forest Gump”). Por enquanto, a estreia de “Duna” está mantida para o mês de dezembro.

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    Tell Me a Story é cancelada após 2ª temporada

    11 de maio de 2020 /

    A plataforma CBS All Access cancelou a série “Tell Me a Story”, que transformava contos de fadas em tramas de suspense, após sua 2ª temporada. Produzida por Kevin Williamson, o criador de “The Vampire Diaries” e da franquia de terror “Pânico” (Scream), a série era uma adaptação da espanhola “Cuéntame un Cuento” e combinava três fábulas diferentes por temporada (“Os Três Porquinhos”, “Chapeuzinho Vermelho” e “João e Maria” no primeiro ano) para criar tramas de ganância, vingança e assassinato. “O brilhante Kevin Williamson deu vida aos nossos contos de fadas favoritos em um formato de antologia que distorceu e subverteu as histórias que todos conhecemos, transformando-as em thrillers modernos. Foi um privilégio trabalhar com um grupo de mentes criativas e de elite como Kevin, Aaron Kaplan e a equipe da Kapital Entertainment, bem como o incrível elenco de ‘Tell Me a Story’, que fez um trabalho fenomenal personificando e reinventando os personagens amados desses seis contos de fadas”, disse Julie McNamara, vice-presidente e chefe de programação da CBS All Access, em comunicado. O elenco grandioso da produção incluiu Paul Wesley (Stefan Salvatore em “The Vampire Diaries”), James Wolk (Jackson Oz em “Zoo”), Danielle Campbell (a Davina de “The Originals”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), Kim Cattrall (a Samantha de “Sex and the City”), Austin Butler (o Wil de “The Shannara Chronicles”), Dania Ramirez (a Cinderela da temporada final de “Once Upon a Time”), Zabryna Guevara (série “Gotham”), Michael Raymond-James (o Neal de “Once Upon a Time”), Sam Jaeger (série “Parenthood”), Dorian Missick (série “Animal Kingdom”), o brasileiro Davi Santos (da série “Power Rangers Dino Charge”) e, na 2ª temporada, Carrie-Anne Moss (a Trinity de “Matrix”). O último episódio foi exibido em fevereiro passado. Como cada temporada contou uma história completa, a série foi rapidamente adquirida pela rede The CW para ser exibida na TV aberta americana, junto com outras atrações – como “Swamp Thing”, a série do Monstro do Pântano da plataforma DC Universe – , visando cobrir buracos da programação, ocasionados pela crise sanitária do novo coronavírus.

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    Skyplay estreia Emma e anuncia A Caçada para este mês

    10 de maio de 2020 /

    A plataforma Skyplay, da provedora de TV por assinatura Sky, está promovendo estreias de filmes antes do cinema e de serviços on demand rivais. Neste fim de semana, lançou “Emma”, nova adaptação da obra clássica de Jane Austen, e anunciou ainda para este mês “A Caçada”, que ganhou repercussão ao ser atacado por Donald Trump. A nova versão de “Emma”, que foi grafada no exterior como “Emma.”, com ponto final, traz a atriz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) no papel-título. A personagem, também vivida por Gwyneth Paltrow em 1996, é uma jovem do começo do século 19 que adora arranjar namoros e casamentos para seus amigos, causando mil confusões, mas se vê totalmente perdida quando o assunto é sua própria vida amorosa. O Sr. Knightley, pretendente de Emma, é vivido pelo ator britânico Johnny Flynn (“Genius”) e o elenco ainda inclui Bill Nighy (“Questão de Tempo”), Gemma Whelan (“Game of Thrones”), Mia Goth (“Suspiria”), Josh O’Connor (“The Crown”) e Callum Turner (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”). A direção é de Autumn de Wilde, que estreia em longas-metragens após dirigir vários clipes do músico Beck, e o lançamento nos cinemas estava marcado para 23 de abril no Brasil. Ele chegou a ser exibido brevemente nos cinemas americanos, em fevereiro passado. Mas o atraso do calendário nacional coincidiu com a chegada da pandemia de coronavírus no pais, fazendo a estreia ser cancelada e o filme remanejado para VOD. Já “A Caçada” (The Hunt) chegaria em 28 de maio, após estrear em março nos EUA. O lançamento em VOD deve seguir de perto a data original no lançamento no país. O filme mostra uma dúzia de militantes da extrema direita americana que acordam em uma clareira e percebem que estão sendo caçados por milionários da esquerda liberal. Os alvos se consideram “pessoas comuns”, vítimas da “elite” na trama, numa metáfora pouco sutil, que transforma o discurso de coitadismo dos heterossexuais brancos americanos em sátira de terror. Isto incomodou Trump que foi ao Twitter tachar o filme de “racista”, termo que ele usa para se referir a ataques contra pessoas brancas. Ele chamou Spike Lee de “racista” após o cineasta fazer um discurso político no Oscar 2019, e chegou a se referir à série “Black-ish”, sobre uma família negra, como “racismo no maior nível”. Por outro lado, quando precisou se manifestar a respeito do ataque de supremacistas brancos contra ativistas negros, que resultou numa morte, Trump preferiu dizer que havia pessoas de bem dos dois lados. “A Caçada” foi escrita por Nick Cuse e Damon Lindelof, que estabeleceram sua parceria criativa na série “The Leftovers”, onde o primeiro atuou como roteirista da equipe comandada pelo segundo – um episódio escrito pelos dois foi indicado a prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Lindelof ainda trabalhou famosamente com o pai de Nick, Carlton Cuse, na série “Lost”. A direção é de Craig Zobel, que também dirigiu episódios de “The Leftovers”, além dos filmes “Obediência” (2012) e “Os Últimos na Terra” (2015). A produção é de Jason Blum, que ainda produziu o “racista” (no sentido trumpiano da palavra) “Corra!” (2017), indicado ao Oscar de Melhor Filme. Já o elenco traz vários astros de séries, como Betty Gilpin (“GLOW”), Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”), Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Hilary Swank (“Trust”). Todos brancos. Tanto “A Caçada” quanto “Emma” são produções da Universal, que os liberou para VOD no fim de março nos EUA. Veja os trailers oficiais legendados dos dois filmes abaixo.

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    Cate Blanchett negocia estrelar adaptação do game Borderlands

    10 de maio de 2020 /

    A atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) está negociando estrelar a adaptação do game “Borderlands”. Embora a Lionsgate, responsável pela produção, não tenha confirmado, várias fontes da imprensa americana indicam que ela deve interpretar a protagonista Lilith. Lançado em 2009, “Borderlands” se passa em um planeta chamado Pandora, que foi explorado por uma mega-corporação e, após ser abandonado, se tornou uma terra sem lei à la “Mad Max”. No jogo original, Lilith pertence a uma espécie de “sereias” com poderes especiais, como a manipulação do tempo-espaço. Ela era um dos quatro “Caçadores de Relíquias” que viajam até Pandora para caçar um cofre alienígena, que, segundo boatos, contém tecnologia avançada. Só que para atingir seu objetivo, os caçadores precisam lutar contra a fauna local e a população de bandidos, além de tentar impedir que o chefe de um exército particular alcance o cofre primeiro. A franquia teve três jogos principais e dois derivados. O título mais recente é “Borderlands 3”, lançado em 2019 para PC, Xbox One e PlayStation 4. O detalhe é que a adaptação para os cinemas foi anunciada antes desse lançamento, em 2015, com o mesmo produtor envolvido no atual projeto: Avi Arad, dos filmes do “Homem-Aranha”. Na época, a direção estava a cargo de Eli Roth (“Bata Antes de Entrar”). Não há previsão para o começo das filmagens ou para a estreia, devido à pandemia do novo coronavírus.

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    Remake de Colheita Maldita está sendo filmado em plena pandemia

    10 de maio de 2020 /

    Nem todas as produções foram paralisadas devido à pandemia de coronavírus. O site The Hollywood Reporter apurou que o remake de “Colheita Maldita” (Children of the Corn) conseguiu contornar a suspensão de suas filmagens ao adotar medidas de proteção para a equipe, em conjunto com as autoridades da cidade australiana em que está sendo rodado. O diretor Kurt Wimmer (“Ultravioleta”), responsável pela nova versão do conto de Stephen King, readaptou o planejamento das filmagens com a ajuda das autoridades locais e do produtor Lucas Foster (“Ford vs Ferrari”). A equipe foi reduzida e tem seguido todas as regras estipuladas pelo governo australiano para o período de isolamento social. Segundo a organização Screen NSW, os realizadores têm “mantido a polícia local informada de sua operação”. Essa será a terceira versão do livro a chegar às telas. A estrela de “Exterminador do Futuro”, Linda Hamilton, protagonizou a primeira versão em 1984. Depois de sete continuações, a história ganhou seu primeiro remake em 2009, feito para TV, que, por sua vez, rendeu mais duas sequências – a última em 2018. Apesar da continuidade das filmagens, o novo “Colheita Maldita” ainda não tem previsão de estreia.

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    Shirley: Elisabeth Moss vive escritora da Maldição da Residência Hill em trailer de suspense premiado

    10 de maio de 2020 /

    Premiado no Festival de Sundance, o suspense “Shirley”, estrelado por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”), teve o primeiro trailer e pôster divulgados pelo estúdio indie Neon. No filme, Moss interpreta uma escritora perturbada de livros de terror, que encontra inspiração para sua próxima obra quando ela e seu marido convidam um jovem casal a se tornarem seus hóspedes. A história é supostamente baseada num caso real envolvendo a escritora Shirley Jackson, autora de “A Assombração da Casa da Colina” (The Haunting of Hill House), best-seller de 1959 que inspirou a série da Netflix batizada no Brasil de “A Maldição da Residência Hill” (como se Hill fosse nome próprio). O marido é interpretado por Michael Stuhlbarg (“A Forma da Água”) e o casal formado por Odessa Young (“País da Violência/Assassination Nation”) e Logan Lerman (“Hunters”). Com direção de Josephine Decker (“A Madeline de Madeline”) e produção do cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”), “Shirley” será lançado digitalmente em 5 de junho nos EUA e ainda não tem previsão para o Brasil.

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    Chris Hemsworth comemora recorde de Resgate na Netflix

    10 de maio de 2020 /

    O astro Chris Hemsworth postou em seu Instagram um vídeo em que a Netflix comemora o recorde de público de “Resgate”. O material divulgado afirma que o longa é o mais assistido da plataforma de streaming em vários países do mundo, como Austrália, Espanha, Índia, Brasil e Estados Unidos, além de ter se tornado a maior estreia de um filme da Netflix em todos os tempos. Nem a Netflix nem o ator anunciaram os números comemorados. Em 1º de maio, a plataforma “revelou” que “Resgate” teria sido visto por 90 milhões de assinantes em sua primeira semana, um recorde de consumo mensal. Como a audiência da Netflix não é auditada, a informação é apenas a palavra da empresa. “Resgate” conta a história de Tyler Rake (Chris Hemsworth), um mercenário que aceita a missão de resgatar o filho sequestrado de um chefão do crime por outra facção criminal. Filmado na Índia e na Indonésia, o longa foi produzido pelos irmãos Russo (diretores de “Vingadores: Ultimato”), por meio de sua empresa AGBO, e o elenco ainda traz David Harbour (o Xerife Hopper de “Stranger Things”), Derek Luke (“13 Reasons Why”) e Golshifteh Farahani (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Também foi primeiro filme dirigido por Sam Hargrave, dublê do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) que chegou a trabalhar como diretor assistente dos Russo em “Vingadores: Guerra Infinita”. Assinado por Joe Russo, o roteiro é baseado na história em quadrinhos “Ciudad”, escrita por ele e Ande Parks há cerca de uma década. Russo já fechou contrato com a Netflix para desenvolver uma nova continuação – ou prólogo – da trama de ação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Chris Hemsworth (@chrishemsworth) em 9 de Mai, 2020 às 8:05 PDT

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    A Casa quer ser o Parasita espanhol

    10 de maio de 2020 /

    Disponibilizado pela Netflix, o thriller espanhol “A Casa” tem sido comparado, em muitos aspectos, ao premiado filme sul-coreano “Parasita”. Ambos apresentam histórias centradas na inveja e na disparidade de classes sociais. E ambos mostram como essas disparidades resultam em conflitos violentos. Entretanto, enquanto a obra de Bong Joon-ho trouxe um frescor ao cinema mainstream, essa produção de streaming apenas requenta assuntos já discutidos em outros filmes, com qualidade inferior ao que veio antes. Escrito e dirigido por David Pastor e Àlex Pastor (de “Vírus”), o longa-metragem acompanha Javier Muñoz (Javier Gutiérrez), um publicitário veterano tentando reaver as suas glórias do passado. Quando o conhecemos, Javier participa de diversas entrevistas de emprego, exibindo um portfólio de duas décadas atrás. Incapaz de se adaptar aos novos tempos, ele não encontra trabalho em nenhuma agência – ou recusa as ofertas que lhes são feitas. Sem dinheiro para pagar o aluguel, Javier precisa sair do apartamento de luxo onde vivia e se mudar para um bairro afastado. Obcecado com a sua antiga moradia, o protagonista começa a espiar a família de Tomás (Mario Casas), novos moradores do local. Ainda em posse da sua chave, Javier passa a invadir o apartamento, onde ainda se sente em casa. Sua obsessão evolui ao ponto de Javier se aproximar de Tomás com o intuito de recuperar a imagem bem-sucedida que lhe foi tomada. Vale destacar, porém, que embora Tomás pareça ter a vida de comercial de margarina desejada por Javier, esse não a adquiriu com o suor do seu trabalho: o segredo do sucesso de Tomás foi casar-se com a filha do dono de uma grande empresa de transporte. Trata-se, portanto, de uma falsa meritocracia, exposta pelo próprio Tomás em determinado momento. A aparência de sucesso é mais importante do que o sucesso em si. E o jogo de aparências encontra o tabuleiro perfeito na ascensão social predatória do filme: Javier deseja roubar o seu antigo status, literalmente tomando o lugar de Tomás. Esta talvez seja a maior diferença entre “A Casa” e “Parasita”. Pois no caso do longa-metragem sul-coreano, existia uma relação quase de apego ao hospedeiro, enquanto a obra espanhola é movida pela necessidade de conquistar e substituir. Ao fazer esta escolha, os diretores/roteiristas não se esforçam em se distanciar do caminho já trilhado por muitas outras histórias movidas por inveja e ganância, que normalmente seguem a mesma narrativa. Até mesmo os momentos em que o protagonista invade o apartamento e é quase flagrado pelos moradores parecem cópias de outras produções mais bem-sucedidas: como “Enquanto Você Dorme”, para ficar apenas no cinema espanhol. A obviedade da narrativa torna “A Casa” um filme raso. A comparação com “Parasita”, portanto, é também bastante injusta.

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    Em clima de revolta social, Os Miseráveis não decepciona

    10 de maio de 2020 /

    “Os Miseráveis” (2019) é o primeiro longa-metragem de de Ladj Ly, diretor nascido em Mali e residente na França. Tem como base um curta de mesmo nome (de 2017) e foi consagrado no Festival de Cannes com o Prêmio do Júri, dividindo a honraria com “Bacarau”, de Kleber Mendonça Filho. São, aliás, dois filmes que têm muito em comum, tratando de uma reação à violência e autoritarismo de quem se acha acima da lei. Ambos os filmes, apesar de diferentes em outros aspectos, estão entre as obras recentes que melhor refletem o seu tempo. Muitos também comparam “Os Miseráveis” a “Faça a Coisa Certa” (1989), de Spike Lee, devido ao final explosivo. E a comparação tem mesmo tudo a ver. A trama segue o ponto de vista de uma dupla de policiais. Um deles sai da província para ir trabalhar em Paris, mais especificamente na brigada anti-crime de Montfermeil. O lugar serviu de locação para o romance clássico de Victor Hugo, daí o motivo do título do filme, que serve como homenagem a “Os Miseráveis” mais famoso e também como referência a uma situação social ainda muito complicada na região. O policial que está chegando, Pento, vivido por Damien Bonnard (de “Na Vertical”), é o que mais se aproxima do espectador, já que tem uma visão mais pacífica e totalmente alheia da rotina daquela sociedade e da atuação de seus colegas policiais, de nomes Gwada (Djibril Zonga) e Chris (Alexis Maneti). Como o público, ele acha estranho o estilo de trabalho de seus novos colegas, bastante violentos e cheios de si. E há as figuras das crianças marginalizadas. Há o garotinho que brinca com um drone, que filma tanto espaços privados quanto imagens públicas e que será crucial para a trama; há um outro que rouba um filhote de leão de um circo e que sofrerá violência mais adiante; e há toda uma fauna de adultos e crianças que têm sua importância para a história. O que se deve destacar como um dos méritos do filme é o quanto o jovem cineasta é capaz de povoar sua trama com vários personagens e várias situações e conseguir dar complexidade e profundidade a todos, tanto aos policiais quanto aos que vivem à margem da sociedade. Alguns podem ficar surpresos com o fato de o diretor abrir e encerrar o filme com o ponto de vista dos policiais. De todo modo, a escolha não tira a voz das crianças. Ao contrário, é fácil se sentir incomodado com a atitude autoritária e torcer por uma revolta. Quanto a isso, o filme não decepciona.

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    Festival de Cannes desiste da edição de 2020, mas irá promover os filmes selecionados

    10 de maio de 2020 /

    Em meio às incertezas causadas pela pandemia do coronavírus, a organização do Festival de Cannes descartou qualquer possibilidade de realizar uma edição física do evento em 2020 e anunciou que vai criar um selo para que os filmes de sua seleção recebam reconhecimento, além de buscar parceria com outros festivais internacionais para promovê-los. Em entrevista realizada neste domingo (10/5) para o site Screen Daily, Thierry Fremaux, diretor do festival, confirmou que não será possível organizar o evento, mas descartou uma edição digital. Em vez disso, revelou seus planos para promover os filmes que deveriam ser exibidos em Cannes nesta semana, entre 12 e 23 de maio. Estes filmes vão receber um selo “Cannes 2020”. “Anunciaremos a lista no início de junho”, ele afirmou. “Em nosso coração, o que queremos fazer é promover os filmes que vimos e amamos. Recebemos filmes de todo o mundo, obras magníficas e é nosso dever ajudá-los a encontrar seu público. Uma vez anunciada a lista, o objetivo é começar a organizar eventos nos cinemas” para promover as obras selecionadas. Muitos dos filmes que não puderam estrear em Cannes devem aparecer em festivais do fim do ano, como os de Toronto, Veneza e Nova York, entre outros. Fremaux acrescentou que a ideia com Veneza é ir além de incluir um selo nas obras, mas apresentar filmes em conjunto. Até o momento, o Festival de Veneza mantém sua edição para 2020, inicialmente marcada para setembro, mas o governo italiano ainda não liberou a reabertura dos cinemas. Por conta disso, sua realização ainda não está 100% definida. Tudo vai depender da evolução da pandemia. Além de Cannes, os tradicionais festivais de cinema de Karlovy Vary, na República Tcheca, de Locarno, na Suíça, o SXSW, nos EUA, e de Edimburgo, na Escócia, já foram cancelados.

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  • Filme

    Diretor de Hereditário e Midsommar vai produzir remake de comédia sci-fi sul-coreana

    9 de maio de 2020 /

    O cineasta Ari Aster, diretor dos filmes de terror “Hereditário” (2018) e “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite” (2019), definiu seu próximo projeto. Ele vai produzir um remake americano do filme sul-coreano “Save the Green Planet!” (2003). Entretanto, não fará a direção. O responsável pela refilmagem será o próprio diretor do filme original, Jang Joon-hwan. Comédia de sci-fi, o filme acompanha um sujeito que acredita que mundo está sendo invadido por alienígenas. Num ato desesperado, ele decide salvar o planeta sequestrando o homem que seria o chefe da invasão. O filme original venceu vários prêmios, inclusive como Melhor Filme do Festival de Bruxelas, na Bélgica, e adquiriu fama de cult entre fãs de cinema alternativo. A trama original será adaptada por Will Tracy, roteirista da série “Succession” e do programa “Last Week Tonight with John Oliver”. Ainda não há previsão para o início da produção do remake.

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  • Mike Flanagan
    Filme

    Diretor de Doutor Sono vai adaptar novo terror de Stephen King

    9 de maio de 2020 /

    A adaptação do romance sobrenatural “Revival”, de Stephen King, mudou de mãos. O projeto foi iniciado por Josh Boone, diretor de “A Culpa É das Estrelas” e do vindouro “Os Novos Mutantes”, que escreveu um roteiro em 2016. Mas depois da confusão entre Disney e Fox, que adiou infinitamente “Os Novos Mutantes” e paralisou a carreira do diretor, a adaptação acabou a cargo de Mike Flanagan, que já filmou duas obras de Stephen King – “Jogo Perigoso” em 2017 e “Doutor Sono” em 2019. A princípio, Flanagan vai escrever e produzir a adaptação, mas seu contrato prevê a opção de dirigir o longa. Um dos mais recentes livros de King, publicado em 2014, “Revival” foi lançado no Brasil com o título original e segue o pregador Charles Jacobs, que perde sua fé após sua esposa e filho morrerem em um acidente. Ele logo se torna obcecado em encontrar o poder da cura, transformando-se num curandeiro. Um de seus primeiros milagres ajuda um jovem, que combate seus próprios demônios, e é aliciado por Jacobs para auxiliá-lo em sua cruzada. Unidos por uma obsessão secreta, a parceria chega ao fim após o pregador ser banido da cidade. Mas anos depois a dupla se reencontra, num período em que o garoto vive uma vida de rockstar com sua banda. Apesar de perder o projeto, Boone continua envolvido com o universo de Stephen King. Ele está trabalhando na produção de “The Stand – A Dança da Morte”, minissérie da plataforma CBS All Access sobre o livro mais famoso do escritor jamais adaptado para o cinema. Esta trama, por sinal, ganhou ainda mais atualidade devido à pandemia do novo coronavírus, como o próprio Stephen King admitiu.

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  • Etc,  Filme

    Little Richard (1932 – 2020)

    9 de maio de 2020 /

    O cantor, músico e ator Little Richard, um dos pais do rock’n’roll, morreu aos 87 anos, de causa ainda não revelada. Ele vendeu 30 milhões de discos em todo mundo e influenciou gerações de artistas que atingiram ainda maior projeção, como Elvis Presley, Beatles, Elton John e Prince. Pioneiro incontestável, desbravou todo o potencial do piano como instrumento de rock, ensinou Mick Jagger a dançar e Paul McCartney a cantar. Little Richard se destacou, ao lado de Chuck Berry e Fats Domino, na primeira leva de artistas de R&B (rhythm and blues) a fazer sucesso entre o público branco americano. Mas antes de assinar seu primeiro contrato musical em 1951, ele era apenas Richard Wayne Penniman, um jovem caipira de Macon, no estado da Geórgia, que só tocava em lugares segregados. Filho de diácono batista, ele começou a cantar na igreja. Mas a religião lhe traiu muitas vezes. A primeira, aos 15 anos de idade, quando foi expulso de casa pelo pai crente, devido a seus modos afeminados. Isso o levou ao “vaudeville” para sobreviver, onde chegou a tocar travestido para atrair plateias interessadas em freakshows. Foram nesses shows restrito aos negros que Little Richard conheceu sua maior inspiração, o “príncipe do blues” Billy Wright, que se apresentava em ternos coloridos, tinha um topete enorme e um bigode estreitíssimo. O jovem Richard logo passou a imitá-lo. Os shows energéticos que se seguiram chamaram atenção da indústria. Ele assinou com a RCA em 1951. Mas suas músicas só começaram a chegar no rádio em 1955 e por outra gravadora, a Specialty Records, quando o produtor Robert Blackwell o encorajou a revisitar sua época do vaudeville e cantar uma música que costumava entoar, com palavras inventadas e que começava com um grito. Era “Tutti Frutti” e sua carreira deslanchou. Mesmo assim, nada superava vê-lo ao vivo, tocando piano como ninguém – de pé diante do piano, com o pé sobre o piano, de pé em cima do piano. Jerry Lee Lewis tentou superá-lo colocando fogo no instrumento. Mas chegou depois de Little Richard ter incendiado a juventude dos EUA. Quando Elvis assinou com a RCA, Little Richard já era astro de cinema. Ele fez parte do elenco de “Música Alucinante” (Don’t Knock the Rock, 1956), ao lado de Bill Haley and the Comets, cantou a música-título de “Sabes o que Quero” (The Girl Can’t Help It, 1956) e arrebentou em “O Rei do Rock and Roll” (Mister Rock and Roll, 1957) com “Lucille”. Foi no primeiro filme que eternizou as performances de suas músicas mais famosas, “Long Tall Sally” e aquela que começa a frase icônica “A-wop-bop-a-loo-lop-a-lop-bam-boom!”, a célebre “Tutti-Frutti”, uma das canções mais regravadas de todos os tempos. Tanto Elvis quanto os Beatles gravaram versões das duas músicas. Na verdade, os Beatles gravaram até o lado B de “Long Tall Sally”, “Slippin’ and Slidin'” – além de incluir “Lucille” e “Good Golly, Miss Molly” em seu repertório. Paul McCartney foi uma das poucas pessoas do mundo capaz de cantar como Little Richard, porque o próprio Little Richard lhe ensinou em 1962, na época em que tocaram e conviveram juntos entre shows na Inglaterra e na Alemanha. Mas antes de escolher seu sucessor, a indústria tentou embranquecer suas canções à força, dando seu repertório para o ídolo pop Pat Boone gravar. As músicas de Boone eram versões literalmente pálidas das originais. Mesmo assim, era o galã quem aparecia na TV tocando “Tutti-Frutti”. O sucesso de Elvis trouxe nova versão de “Tutti-Frutti” para as paradas. Só que em vez de popularizar o artista original, Elvis acabou substituindo-o. Até a juventude inglesa reconhecer na década seguinte que Little Richard era insubstituível. Beatles e Rollings Stones chegaram a servir de bandas de abertura para shows do cantor, em reverência a seu talento. Mas Richard, que foi o primeiro artista para quem fãs atiraram calcinhas no palco, acabou se convertendo à religião no auge da carreira. Ele apelou a Deus ao achar que ia morrer durante uma forte turbulência num voo para shows na Austrália e, depois de sobreviver, jurou ter visto um sinal dos céus – o satélite Sputnik reentrando na atmosfera. Em 1958, ele formou uma banda evangélica e passou a cantar gospel. A fase não foi longa. Ao embarcar em turnê com esse repertório, passou a ser vaiado por fãs que queriam ouvir rock. Em 1962, ele encontrou os Beatles e retomou seus antigos hits. No ano seguinte, os Stones abriram seu show. Ele se tornou adorado pelo público britânico e chegou a ganhar um especial na TV, que, a perdido dos fãs, foi reprisado várias vezes. E em 1964 contratou um guitarrista chamado Jimi Hendrix para integrar sua banda. A carreira musical, porém, jamais retomou o sucesso original nos EUA. Para complicar, ele passou a enfrentar a ira de religiosos por ter trocado a música de Deus pela música do diabo. A conversão religiosa acabou prejudicando até sua identidade sexual. Ele chegou a casar (entre 1959 e 1963) e passou a vida tentando negar rumores de que era homossexual. De fato, disse que considerava a homossexualidade “contrária à natureza”, anos depois de confessar publicamente que era gay em 1995. Ele começou a aparecer mais na TV que no rádio a partir dos anos 1960. Chegou a participar até do programa de Pat Boone, além de encontrar os Monkees num especial. E de repente se descobriu ator, explodindo na nova carreira nos anos 1980. Após ser escalado num episódio de “Miami Vice”, teve seu primeiro grande papel cinematográfico na comédia “Um Vagabundo na Alta Roda” (1986) e ainda contribuiu com uma música inédita para a trilha sonora. Esta revitalização coincidiu com sua premiação no Grammy em 1988, quando se autodeclarou “o arquiteto do rock’n’roll!”, com a plateia aplaudindo de pé. Desde então, tornou-se convidado frequente de programas de TV, séries e filmes, conquistando novos fãs com seu “timing cômico único”. A lista de aparições inclui o blockbuster “O Último Grande Herói” (1993), com Arnold Schwarzenegger, e se encerra com “Um Chefe Muito Radical” (1998), produção estrelada pelo comediante Carrot Top. Além disso, em 2000, sua vida foi dramatizada num telefilme com seu nome, dirigido por Robert Townsend (“Ritmo & Blues – O Sonho do Sucesso”). Little Richard continuou excursionando e fazendo shows para plateias entusiasmadas até que as dores de quadril se tornaram insuportáveis. Ele anunciou a aposentadoria em 2013, mas ainda continuou saudado pelo público em aparições ocasionais. A última foi no ano passado, quando recebeu um prêmio pela carreira do governador do Tennessee, nos EUA. “Deus abençoe Little Richard, um dos meus maiores heróis musicais”, escreveu Ringo Starr, baterista dos Beatles, nas redes sociais. “Ele foi uma das minhas maiores inspirações na adolescência”, disse Mick Jagger, a voz dos Rolling Stones. “Quando fizemos uma turnê juntos, eu observei atentamente seus movimentos todas as noites, para saber como entreter e envolver o público, e ele generosamente ainda me deu conselhos. Ele contribuiu tanto para a música que eu vou sentir sua falta para sempre”, acrescentou. “Uma perda muito triste”, ecoou Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin. “As canções de Little Richard impulsionaram o rock’n’roll”.

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