A Escolhida: Janelle Monáe viaja no tempo em novo trailer
A Lionsgate divulgou um novo trailer de “A Escolhida” (Antebellum), thriller fantasioso estrelado pela cantora Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”). A prévia começa como um drama contemporâneo, acompanhando a felicidade de uma mulher entre sua arte e sua família, mas logo transporta essa protagonista para a era da escravidão, em plena Guerra Civil americana, onde sua vida se transforma num horror, causando uma reação sangrenta. Esse salto temporal ainda não foi explicado pelos envolvidos na produção, que tem preferido manter mistério em torno da trama. Segundo a sinopse, a personagem de Monáe é “a célebre autor Veronica Henley”, que “se vê presa numa realidade terrível e deve descobrir o mistério por trás de sua jornada antes que seja tarde demais”. Roteiro e direção são da dupla Gerard Bush e Christopher Renz (do clipe “Kill Jay-Z”), a bela fotografia é do uruguaio Pedro Luque (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) e o elenco ainda inclui Kiersey Clemons (“Além da Morte”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”), Jack Huston (“Ben-Hur”), Eric Lange (“Inacreditável”), Gabourey Sidibe (“American Horror Story”) e Robert Aramayo (“Game of Thrones”). A estreia estava marcada para 24 de abril nos Estados Unidos, mas foi suspensa como prevenção contra a pandemia do novo coronavírus. Por conta disso, o trailer anuncia o lançamento para “breve”. Apesar de o marketing ter optado pela precaução, o estúdio anunciou que este breve é 21 de agosto. Mas, no Brasil, a expectativa da distribuidora Paris Filmes é para um lançamento apenas em 15 de outubro.
Tenet: Filme misterioso de Christopher Nolan ganha sinopse oficial
Após a divulgação do trailer completo, a Warner finalmente revelou a sinopse oficial de “Tenet”, novo filme misterioso de Christopher Nolan (da trilogia “Cavaleiro das Trevas”). Diz a sinopse: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O texto mantém a trama bastante vaga, sem nem sequer nomear o personagem principal, mas explicita situações vistas no trailer, como balas que disparam na direção contrária dos tiros e carros que capotam de trás pra frente, numa espécie de “efeito rewind”, que questionam a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014). Vale observar que a palavra-título foi extraída do quadrado Sator – uma estrutura com forma de quadrado mágico composta por cinco palavras latinas: Sator, Arepo, Tenet, Opera e Rotas, que, consideradas em conjunto (da esquerda para a direita ou de cima para baixo), resultam num palíndromo. As cinco palavras repetem-se se forem lidas da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo ou de baixo para cima. No centro do quadrado, a palavra Tenet forma uma cruz. Este quadrado, com as cinco palavras, já foi encontrado em escavações arqueológicas da Roma antiga, incluindo as ruínas de Pompéia, e também em construções medievais ligadas à Igreja católica. Além de John David Washington (“Infiltrado na Klan”), o elenco do filme de Nolan inclui Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, e dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” deveria estrear em 23 de julho no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos. Mas como a pandemia de coronavírus mantém os cinemas fechados, o trailer desta semana já trocou a data definitiva por em “breve”, ao mesmo tempo que ressalta que a estreia será “somente nos cinemas”. Ou seja, o estúdio vai esperar o quanto for necessário para a exibição em tela grande – IMAX, incluso.
Festival de Veneza deverá acontecer na data prevista
A data do Festival de Veneza está mantida e o evento ocorrerá conforme o planejado, no início de setembro. A garantia foi dada pelo governador da região em que fica a cidade italiana neste domingo (24/5). Segundo Luca Zaia, que também é membro do conselho da Bienal de Veneza, a disseminação do novo coronavírus já diminui no país e até setembro a crise sanitária deverá estar resolvida. A Itália planeja suspender todas as restrições de viagens a partir de 3 de junho, e os viajantes dos países da União Europeia poderão entrar no país sem ter que cumprir quarentena. Esse otimismo não leva em conta a possibilidade de uma segunda onda de infecções, trazidas por estrangeiros, como a que preocupa outros países que já saíram do isolamento social. O Festival de Veneza é um evento internacional com participação de artistas de vários lugares do mundo. A começar pela presidente do júri de sua 77ª edição, a australiana Cate Blanchett. Mas devido à paralisação da indústria cinematográfica para limitar a propagação do vírus, a programação do evento provavelmente terá menos produções, disse Zaia. Em compensação, alguns filmes que seriam lançados no Festival de Cannes, cancelado devido à pandemia, podem ganhar première em Veneza. Ao anunciar o cancelamento do evento físico, a organização de Cannes deu a entender que faria parcerias com outros festivais, incluindo Veneza, para exibir longas de sua seleção original. Um dos países mais atingidos pela covid-19, a Itália teve mais de 229 mil casos da doença e mais de 32 mil mortes. Na atualização diária de sábado (23/5), o país registrou 531 novos casos e 50 mortes.
Diretor de O Traidor fará minissérie sobre o caso Moro
O cineasta italiano Marco Bellocchio, grande vencedor do David di Donatello (o Oscar italiano) deste ano por “O Traidor”, vai produzir e dirigir uma minissérie sobre o caso Moro. No caso, o Moro não é aquele que você pode estar pensando, mas o ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado e assassinado em 1978 pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas. Intitulada “Exterior, Night”, a minissérie analisará o trágico caso Moro sob múltiplas perspectivas, levantando todos os interesses em jogo, inclusive daqueles que torciam à distância pelo assassinato político. Para quem não tem idade para saber ou já chegou na idade de esquecer, o caso Moro dominou a mídia mundial no final da década de 1970, pela ousadia dos terroristas e a importância da vítima. Um dos políticos mais populares da Itália, Moro foi eleito cinco vezes ao cargo de primeiro-ministro, como líder da Democracia Cristã, e revolucionou a política de sua época ao atrair o partido Socialista para seu governo de centro. Na época em que foi sequestrado, era tão querido na Itália que o Papa Paulo VI chegou a se oferecer para trocar de lugar com ele, disposto a se tornar refém dos Brigadas Vermelhas se o político fosse libertado. Embora os Brigadas Vermelhas fossem um grupo de extrema esquerda, as investigações sobre o assassinato de Moro apontaram um grande complô por trás da ação, que teria participação da CIA, a agência secreta americana, com o objetivo de criar tensões capazes de desestabilizar o governo e permitir um renascimento da direita na Itália, supostamente capaz de dar uma resposta mais dura aos terroristas. A história é intrincada, cheia de nuances, muitos elementos conspiratórios e tão fascinante que já inspirou vários longas, com destaque para o primeiro, “Aldo Moro – Herói e Vítima da Democracia”, vencedor do Urso de Prata de Melhor Ator (Gian Maria Volontè) no Festival de Berlim de 1986. Hollywood também filmou o caso em “O Ano da Fúria”, dirigido por John Frankenheimer em 1991 – com Andrew McCarthy no papel principal. E Paolo Sorrentino destacou a responsabilidade do primeiro ministro Giulio Andreotti pelo desfecho trágico em “Il Divo”, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes em 2008. Mas o mais curioso é que o próprio Bellocchio já dedicou um filme ao tema: “Bom Dia, Noite”, premiado no Festival de Veneza de 2003. A série será uma coprodução da rede pública italiana RAI e as empresas Kavac e Fremantle, e deveria ter sido oferecida ao mercado internacional durante o Festival de Cannes deste ano, que foi cancelado devido à pandemia do novo coronavírus. Ainda não há previsão para o começo da produção ou data para seu lançamento.
Juan José Campanella vai desenvolver série sobrenatural
O cineasta argentino Juan José Campanella, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “O Segredo dos seus Olhos” (2009), fechou parceria com a ViacomCBS International, dona da Paramount, para desenvolver uma série dramática de viés sobrenatural, “Los Enviados”. Dirigido e produzido por Campanella, “Los Enviados” vai acompanhar dois padres em uma missão para verificar o paradeiro de um suposto curandeiro, que desapareceu misteriosamente. A vida e a fé dos padres serão levados a limites extremos, conforme eles descobrem uma comunidade psiquiátrica que esconde segredos por trás do curandeiro desaparecido. “Não estamos apenas entusiasmados por trabalhar com o lendário diretor-produtor Juan José Campanella, no incrível projeto ‘Los Enviados’”, disse JC Acosta, presidente da ViacomCBS Networks Americas, em comunicado. “Também estamos empolgados por poder oferecer este novo produto premium aos nossos clientes.” No Brasil, a ViacomCBS é dona de vários canais pagos, como Paramount, MTV, Nickelodeon e Comedy Central. Anteriormente, a empresa já tinha fechado acordo para produção de conteúdo brasileiro com o grupo de humor Porta dos Fundos.
Novo filme de Johnny Depp será lançado direto em streaming
O estúdio indie Samuel Goldwyn Films adquiriu os direitos de exibição do novo filme estrelado por Johnny Depp, “Waiting for the Barbarians”, para lançá-lo em streaming nos EUA. Originalmente previsto para os cinemas, o longa será lançado nas plataformas digitais para vídeo sob demanda (VOD). O mesmo deve se repetir nos demais países, devido à pandemia de covid-19. Dirigido pelo premiado cineasta colombiano Ciro Guerra (“O Abraço da Serpente”), o filme teve première no Festival de Veneza no ano passado, mas não impressionou a crítica, atingindo apenas 50% de aprovação no Rotten Tomatoes, apesar do elenco imponente. Primeiro longa falado em inglês de Guerra, “Waiting for the Barbarians” também traz os atores Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Gana Bayarsaikhan (“Intelligence”) e Greta Scacchi (“The Terror”). Rylance interpreta um magistrado em um vilarejo isolado nos limites de um grande império, que espera uma aposentadoria fácil até a chegada de um coronel (interpretado por Depp), cuja tarefa é relatar as atividades dos “bárbaros” e a situação de segurança na fronteira. Mas os interrogatórios cruéis do coronel levam o magistrado a questionar sua lealdade ao império. Ainda não há previsão para o lançamento.
Ator confirma presença de Darkseid na nova versão de Liga da Justiça
A nova versão de “Liga da Justiça”, que terá todo o material filmado por Zack Snyder, incluirá o vilão Darkseid. O intérprete do personagem, Ray Porter (“Justified”), confirmou sua participação no lançamento da HBO Max. “Eu agora recebi permissão para dizer… Oi, eu sou Ray. Eu interpreto Darkseid no ‘Liga da Justiça’ de Zack Snyder. É isso. Agora isso é público”, escreveu ele no Twitter. O vilão sempre fez parte do filme na versão do diretor original, mas foi cortado por Joss Whedon (“Os Vingadores”), que substitui Snyder em refilmagens. Para quem não lembra, a Warner aproveitou uma crise pessoal de Snyder, que perdeu uma filha, para afastá-lo da produção de “Liga da Justiça” após a fase das filmagens, chamando Joss Whedon para refilmar boa parte do longa. Seria uma forma de impedir uma catástrofe, na visão dos responsáveis pelo estúdio na época, que não gostaram da linha sombria adotada pelo cineasta. O resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, não agradou nem à crítica nem ao público, disparando a curiosidade sobre a versão do diretor original. Com o lançamento confirmado para 2021 na plataforma HBO Max, a versão reeditada de “Liga da Justiça” será um filme bem diferente do visto no cinema. E vai restituir Darkseid à trama. Perguntado por uma seguidora sobre a sensação de finalmente poder compartilhar isto publicamente, Ray Porter disse que era um “alívio”. Além de receber efeitos visuais e uma finalização técnica, com som, trilha e edição, a nova versão da “Liga da Justiça” contará com a volta do elenco original ao estúdio, com o objetivo de gravar novas linhas de diálogo. Oficialmente intitulada, em inglês, “Zack Snyder’s Justice League”, a produção pode ser dividida em capítulos e lançada como minissérie. A previsão de estreia é apenas para 2021. That said, and because I’ve been given permission…Hi, I’m Ray. I played Darkseid in Zack Snyder’s “Justice League”. There. It’s out now. — Ray Porter (@Ray__Porter) May 22, 2020
Disney lança primeiro curta LGBTQIA+ da Pixar
A Disney+ (Disney Plus) lançou na sexta-feira (22/5) seu primeiro desenho animado com protagonista LGBTQIA+. Trata-se de um curta da Pixar que apresenta um personagem abertamente gay. Intitulado “Out”, o desenho conta a história de Greg, um jovem que decidiu morar com o namorado Manuel, mas tem dificuldades para contar a verdade sobre sua identidade sexual para a família. Ele é surpreendido quando os pais chegam para ajudá-lo na mudança. E, vendo sua agonia, o cachorrinho de Greg tenta ajudá-lo a esconder seu segredo. O detalhe é que há mágica e transferência de corpos envolvida na situação – ao estilo do filme “Soltando os Cachorros” (2006). Dirigido por Steven Hunter, “Out” faz parte da série “Pixar SparkShorts”, uma coleção de curtas da Pixar, que nos episódios anteriores revelaram “Purl”, “Kitbull”, “Smash and Grab”, “Float”, “Wind” e “Loop”. Embora demore os fãs brasileiros ainda não tenham acesso à Disney+ (Disney Plus), a plataforma tem planos de expandir sua cobertura para a América Latina no final de 2020. Veja abaixo o trailer e o pôster de “Out”. The latest heartwarming tale from @Pixar’s #SparkShorts. Start streaming Out tomorrow on #DisneyPlus. pic.twitter.com/gRvBEdK1Iw — Disney+ (Disney Plus) (@disneyplus) May 21, 2020
Zack Snyder revela como convenceu a Warner a lançar sua versão de Liga da Justiça
O diretor Zack Snyder e sua esposa, a produtora Deborah Snyder, contaram como convenceram a Warner a transformar o “Snyder Cut” da “Liga da Justiça” em um título oficial da HBO Max. Em uma entrevista para a revista The Hollywood Reporter, eles deram detalhes sobre a produção, revelando que a edição do diretor foi montada como um longa em preto e branco e que o lançamento pode ser dividido em capítulos como uma minissérie. De acordo com o relato dos Snyders, eles receberam uma ligação da Warner após a hashtag #ReleaseTheSnyderCut manter-se entre os principais tópicos do Twitter por meses. Após o contato inicial, eles então prepararam uma apresentação e, ainda em fevereiro, para um grupo de executivos da Warner Bros., da HBO Max e da DC Comics, que foram até sua residência assistir à versão do diretor, em preto e branco. A seleta plateia incluiu nomes como o presidente da Warner Walter Hamada e o quadrinista Jim Lee. Diante deles, Snyder compartilhou várias ideias para o lançamento de sua versão de “Liga da Justiça”, inclusive a proposta de ser dividido em vários episódios, como uma minissérie. Todos teriam saído do encontro empolgados, planejando como fazer o projeto acontecer. Oficialmente intitulada, em inglês, “Zack Snyder’s Justice League”, a nova versão do filme dos super-heróis da DC Comics será lançado em streaming na HBO Max e será bem diferente daquela exibida nos cinemas. Para quem não lembra, a Warner aproveitou uma crise pessoal de Snyder, que perdeu uma filha, para afastá-lo da produção de “Liga da Justiça” após as filmagens originais, chamando Joss Whedon (“Os Vingadores”) para refilmar boa parte do longa. Seria uma forma de impedir uma catástrofe, na visão dos responsáveis pelo estúdio na época, que não gostaram da linha sombria adotada pelo cineasta. O resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, não agradou nem à crítica nem ao público, disparando a curiosidade sobre a versão do diretor original. Por muito tempo, a Warner afirmou que não existia nenhum “Snyder Cut”, pois o diretor não chegou a terminar seu trabalho, mas Snyder vinha sugerindo que tinha, sim, uma versão bastante diferente do filme exibido nos cinemas. Desde então, a Warner foi comprada pela AT&T, sua diretoria trocada e o streaming transformado em prioridade na empresa. A inauguração da HBO Max, marcada para a próxima quarta (27/5) nos EUA, tornou-se uma oportunidade para Snyder convencer a nova empresa, WarnerMedia, a rever sua posição. No encontro com os executivos, ele argumentou justamente que sua versão editada poderia se tornar um grande chamariz e atrair público para a plataforma. A diretoria da nova Warner não só topou como vai desembolsar mais dinheiro, entre US$ 20 e 30 milhões, para trabalhos de pós-produção do longa, que, ao contrário do que o próprio diretor deu a entender, encontra-se longe de ser uma versão finalizada. Além de efeitos visuais e a finalização técnica, com som, trilha e edição, o relançamento contará com a volta do elenco original ao estúdio, com o objetivo de gravar novas linhas de diálogo. Zack Snyder disse que passou os meses de abril e maio entrando em contato com o elenco do filme, avisando que o lançamento do Snyder Cut iria acontecer e que os serviços deles poderiam ser necessários, revelando inclusive que Ray Fisher, o Ciborgue, foi o primeiro ator que contatou para contar as boas novas. Deborah Snyder revelou que nem mesmo a pandemia do coronavírus foi considerada um problema para a produção. “As pessoas pensaram: ‘Não vai ser possível acelerar esse projeto, talvez isso deva ficar em segundo plano’. Mas nós dissemos: ‘Não, essa é a época certa, porque nossas empresas de efeitos visuais, que dependem tanto de trabalho, estão sem nada, então agora é a hora de fazermos isso.'” Para o casal, o lançamento é uma boa oportunidade de finalmente terminarem um trabalho do qual tiveram que se afastar de maneira abrupta. “Este filme era a culminação da jornada do herói pela qual todos aqueles personagens estavam passando”, disse Deborah Snyder. “E a ideia sempre foi construí-los para serem os heróis que as pessoas esperavam que eles fossem.” Zack Snyder revela também que seu corte irá desenvolver melhor os personagens. “O que é encantador sobre isso é que nós poderemos explorar aqueles personagens de maneiras que não seríamos capazes em uma versão mais curta para o cinema.” O diretor terminou a entrevista agradecendo ao apoio dos fãs e dos executivos da Warner e da HBO Max. “Claramente, isso jamais teria acontecido sem eles. A realização da minha visão singular para o meu filme, neste formato, nesta duração, é sem precedentes. É um movimento corajoso.”
Evento virtual em defesa da Amazônia vai juntar Wagner Moura, Jane Fonda e Peter Gabriel
Vários artistas brasileiros e estrangeiros vão se juntar para um evento virtual em defesa da Amazônia, em crise tanto pelo avanço do coronavírus quanto de ataques do presidente Jair Bolsonaro e de seu ministro que defende “ir passando com a boiada” sobre a floresta protegida. “Artists United for Amazonia: Protecting the Protectors” (Artistas Unidos pela Amazônia: Protegendo os Protetores) terá apresentação da atriz Oona Chaplin (“Game of Thrones”), neta do genial Charles Chaplin, e contará com as participações de Jane Fonda, Morgan Freeman, Alfre Woodard, Cara Delevingne e Wagner Moura, além de lideranças indígenas, como Sônia Guajajara. Já a música será proporcionada por artistas como Peter Gabriel, Herbie Hancock, Carlos Santana, Kali Uchis, Ivan Lins e Luciana Souza. Novos nomes devem ser anunciados ao longo da semana. O evento vai acontecer na quinta-feira (28/5), a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão pelo site, pelo YouTube e pelo Facebook oficiais da campanha. O programa vai arrecadar doações para o Fundo de Emergência da Amazônia, especialmente para iniciativas que procuram ajudar os moradores da região durante a pandemia do novo coronavírus.
Jennifer Lopez filmou cena de seu próximo filme durante a pandemia
Jennifer Lopez revelou que seu próximo filme, uma comédia em que é abandonada do altar por Maluma, teve uma cena filmada durante a pandemia do novo coronavírus. Ela rodou a última cena de “Marry Me” em sua própria casa. O filme trará Maluma, em sua estreia na atuação, como o noivo de J-Lo. Os dois vivem astros da música pop que planejam se casar. Mas quando a personagem de Jennifer se vê sozinha no altar, ela vai à loucura e escolhe o primeiro estranho que encontra (Owen Wilson) para assumir a vaga de marido. Em entrevista à Variety, Jennifer disse que ela e Maluma começaram a trabalhar na produção, com direção remota. “Tentamos filmar uma cena, cada um em sua casa. Eu aqui [em Nova York] e Maluma na Colômbia. Não tínhamos certeza de que ia funcionar”, confessou Lopez. “Uma pessoa veio até minha casa e colocou a câmera e as luzes no lugar, depois foi embora. Então eu liguei para Maluma, para a diretora [Kat Coiro] e para alguns outros membros da equipe no Zoom.” “Tivemos alguns problemas. No começo, quando estávamos falando durante a cena, ouvíamos os ecos de todo mundo. Então tivemos que pedir para todos se colocarem no mudo. Fomos consertando problemas aos poucos. E a cena estará no filme!”, comemorou. “Marry Me” é inspirada por uma graphic novel de Bobby Crosby. A adaptação foi escrita por John Rogers (“Mulher-Gato”), Tami Sagher (“30 Rock”) e Harper Dill (“The Mindy Project”) e a direção está a cargo de Kat Coiro (“Um Caso de Amor”). As filmagens começaram em outubro e o filme, atualmente, está em pós-produção. Mas Lopez não sabe se haverá adiamento da estreia, originalmente prevista para o segundo semestre deste ano nos EUA. “Vamos ver o que a equipe consegue fazer”, considerou.
Ayer Cut: HBO Max também pode lançar versão do diretor de Esquadrão Suicida
Depois da repercussão do anúncio do lançamento do “Snyder Cut”, versão do diretor Zack Snyder para o filme “Liga da Justiça”, a HBO Max pode lançar também uma nova versão de “Esquadrão Suicida”. A sugestão foi feita pela AT&T, empresa que comprou a Time Warner, transformou-a em WarnerMedia e está por trás da prioridade dada ao lançamento da plataforma de streaming do estúdio. Respondendo a um fã no Twitter, que iniciou a campanha pelo “Ayer Cut”, o perfil oficial da AT&T respondeu, primeiro, que “uma coisa de cada vez” e acrescentou: “Tudo é possível, só é preciso um pouco de mágica”, junto de um gif da personagem Magia no filme. Diante da troca de mensagens, David Ayer, o diretor de “Esquadrão Suicida”, resolveu entrar na campanha, comentando o post da AT&T com um simples “no aguardo”. Confira abaixo. Lançado em 2016, “Esquadrão Suicida” fez US$ 746 milhões em bilheteria mundial, mas foi destruído pela crítica, com apenas 27% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Após ver o filme dilacerado na imprensa, Ayer chegou a comentar que a produção teve “seis ou sete” montagens diferentes. Ele até detalhou algumas versões, que poderiam facilmente virar o “Ayer Cut”. “Tínhamos uma versão linear do começo ao fim”, disse, há quatro anos. “Começávamos com June na caverna, e depois contávamos a história de cada um dos vilões e suas prisões”, contou. “Depois, tivemos uma versão em que eles estão sentados em suas celas e se lembram do passado, de tudo o que aconteceu com eles. Mas essas versões confundiam um pouco o público-teste, que ficou desorientado, sem saber quem acompanhar e em que prestar atenção”. “Foi aí que bolamos a montagem que você vê no filme, com Amanda Waller apresentando o dossiê de cada um dos personagens”, concluiu, apelidando a versão exibida como a “Versão Dossiê”. Além disso, o ator Jared Leto revelou que o material cortado daria um filme solo do Coringa. Na ocasião, porém, o diretor jogou água fria nos que gostariam de ver uma edição alternativa do filme, garantindo que a montagem exibida é a sua versão e não teria sentido fazer uma nova “versão do diretor”. Ou seja, ele compartilhou e aceitou cada sugestão de modificação feita em conjunto com os produtores e o estúdio – inclusive a montagem realizada pela equipe que criou o trailer. E ainda afirmou que não existia “uma edição secreta do filme com um monte de cenas do Coringa escondida por aí”. Mas, de acordo com fontes ouvidas na época pela revista The Hollywood Reporter, a versão final de “Esquadrão Suicida” não foi realmente o filme concebido por Ayer. Sua versão era densa e sombria, e foi modificada por terceiros para se tornar mais leve e engraçada. A reportagem confirmava o que diziam os boatos: que todas as piadas do roteiro original estavam nos primeiros trailers e que o resto do filme se levava muito a sério. Para complicar ainda mais a situação, os trailers, que seriam completamente diferentes do filme, fizeram muito sucesso. O que levou a Warner a procurar a empresa responsável por editá-los, a Trailer Park, para produzir uma edição alternativa do “Esquadrão Suicida”, enquanto Ayer ainda estava filmando. Em março, o estúdio começou a testar as duas versões: a séria de Ayer e a mais leve do Trailer Park. E as reações do público foram divididas. Como o diretor se mostrou receptivo a participar do processo, a Warner buscou encontrar um meio termo. Toda a abertura foi alterada, passando a trazer introduções dos vilões e gráficos coloridos – a tal “Versão Dossiê”. No filme original de Ayer, as cenas de “introdução” faziam parte de flashbacks espalhados ao longo da projeção. A mudança deixou a história leve no começo e pesada no fim. Assim, para equilibrar um pouco mais a trama, o estúdio concordou em aumentar seus gastos, com a reconvocação do elenco para filmagens extras. O objetivo foi inserir mais cenas engraçadas, como a blogosfera tinha apurado, e não apenas para aumentar a ação da trama, como a equipe justificou. Ao final, o resultado foi emendado e reeditado por um batalhão de profissionais contratados para dar a forma final ao filme, que se materializou apenas durante a montagem. Portanto, qual seria o chamado “Ayer Cut”? Anything is possible. All it takes is a little magic. 💙 pic.twitter.com/Q418GTJodw — AT&T (@ATT) May 22, 2020
Cachorro de O Artista é eleito melhor astro canino da história do Festival de Cannes
O famoso cachorrinho Uggie, que faleceu em 2015, ganhou uma homenagem póstuma do Festival de Cannes nesta sexta-feira (22/5). O cãozinho da raça Jack Russell, vencedor do troféu de Melhor Ator Canino do festival em 2011, ao roubar as cenas de seus colegas humanos no filme vencedor do Oscar “O Artista”, foi celebrado com o troféu “Palma Canina das Palmas Caninas”, como o melhor vencedor canino dos 20 anos de história desta premiação. “Uggie ficaria muito orgulhoso disso”, disse seu treinador Omar von Muller, ao receber o troféu, em forma de coleira, em sua casa em Los Angeles. Falecido em 2015, aos 13 anos, Uggie ficou mundialmente conhecido pelo papel de companheiro do ator francês Jean Dujardin no filme em preto e branco, sobre a transição do cinema mudo para o falado em Hollywood. Mas ele fez muitos outros filmes, como “Roqueiros” (2005), “Sr. Cupido” (2006), “Água para Elefantes” (2011) e “Os Candidatos” (2012), além de ter aparecido num episódio da série “Key and Peele” (em 2012) pouco antes de se aposentar, para, segundo seu treinador, viver seus últimos anos brincando e descansando. Uggie se tornou o primeiro cachorro a deixar as marcas de suas patinhas ao lado das impressões de astros como Marilyn Monroe e Clark Gable em frente ao Grauman’s Chinese Theater de Hollywood, além de participar das cerimônias do Globo de Ouro e do Oscar. Ele também “escreveu” um livro sobre sua vida.











