O Rei Leão vai ganhar prólogo do diretor de Moonlight
A Disney anunciou que voltará à selva digital para fazer um novo filme de “O Rei Leão”. A produção será um prólogo do filme lançado no ano passado e terá direção de Barry Jenkins, diretor do filme vencedor do Oscar “Moonlight”. O roteirista Jeff Nathanson, que assinou o script do longa de 2019, retorna à função e a sequência será produzida com o mesmo estilo de animação fotorrealista do primeiro filme, dirigido por Jon Favreau. “Ajudando minha irmã a criar dois meninos durante os anos 1990, cresci com esses personagens. Ter a oportunidade de trabalhar com a Disney na expansão deste magnífico conto de amizade, amor e legado, enquanto continuo meu trabalho narrando a vida e a alma das pessoas na diáspora africana, é um sonho que se torna realidade ”, disse Jenkins em comunicado sobre o projeto. Embora o anúncio não tenha sido acompanhado por muitos detalhes, a revista Variety apurou com suas fontes que o novo filme se concentrará parcialmente nos primeiros anos de Mufasa, o pai de Simba, cuja morte forma o coração emocional da animação clássica e seu remake. A nova versão de “O Rei Leão” foi um grande sucesso de bilheteria para a Disney, arrecadando mais de US$ 1,6 bilhão ao redor do mundo e se tornando a maior bilheteria de uma produção do Walt Disney Studios (isto é, de uma produção que não é da Marvel, Pixar ou Lucasfilm). O elenco de vozes incluía a popstar Beyoncé, Donald Glover e Chiwetel Ejiofor. A data de estreia do prólogo não foi definida.
Vampiros X the Bronx: Crianças enfrentam vampiros racistas em trailer de terrir
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Vampiros X the Bronx”, terrir que mostra um grupo de meninos negros do bairro nova-iorquino enfrentando vampiros pálidos. A prévia confere contexto social para a trama, colocando frases racistas na boca dos monstros, além de referenciar a especulação imobiliária. Primeiro longa escrito e dirigido por Osmany Rodriguez (do programa “Saturday Night Live”), que assina o roteiro com Blaise Hemingway (de “Playmobil – O Filme”), o filme é estrelado por Jaden Michael (“The Bug Diaries”), Gregory Diaz IV (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Gerald Jones III (“Benji the Dove”), Coco Jones (“Five Points”), Sarah Gadon (“Dracula: A História Nunca Contada”), Shea Whigham (“Agente Carter”), Method Man (“Power Book II: Ghost”), Chris Redd (“Saturday Night Live”), Judy Marte (“The Get Down”), The Kid Mero (“Desus & Mero”), Jeremie Harris (“Legion”) e tem participação de Zoe Saldaña (“Guardiões da Galáxia”). A estreia está marcada para a sexta-feira (2/10) em streaming.
Apple adquire primeiro longa dos irmãos Russo após Vingadores: Ultimato
A Apple adquiriu os direitos de exibição de “Cherry”, primeiro filme dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo após baterem o recorde de bilheteria mundial do cinema com “Vingadores: Ultimato” no ano passado. Não bastassem os diretores, o filme é estrelado por um astro da Marvel: Tom Holland, o intérprete do Homem-Aranha. E esta combinação atraiu vários interessados no projeto, levando a Apple a desembolsar, segundo o site Deadline, US$ 40 milhões para oferecer o longa com exclusividade em seu serviço de streaming. A produção foi realizada pela AGBO (a pronúncia é igual a HBO, em inglês), estúdio criado pelos Russo com a fortuna obtida em seus trabalhos para a Marvel. A trama é baseada no livro de memórias de Nico Walker, um ex-médico do Exército que voltou do Iraque com estresse pós-traumático, ficou viciado em drogas e começou a roubar bancos. Ele foi capturado em 2011 e ainda está preso – mas como sua sentença vai até novembro, poderá assistir a estreia. Os irmãos Russo pagaram US$ 1 milhão e superaram a Warner e a Sony, também interessados em adaptar a obra, numa negociação longa, que levou Nico Walker a usar todos os minutos que tinha disponíveis no telefone da prisão para garantir o seu futuro como milionário. Mas o que pesou em favor dos cineastas foi o fato de também vir de Cleveland como o escritor, e terem perdido amigos para o vício, o que lhes fez querer se focar nesse problema em seu novo filme. O roteiro de “Cherry” é escrito por Jessica Goldberg, criadora da série “The Path”, e o elenco ainda inclui Bill Skarsgard (“It: A Coisa”), Ciara Bravo (“Wayne”), Jack Reynor (“Midsommar”), Thomas Lennon (“Máquina Mortífera”), Kelli Berglund (“Lab Rats”), Jeff Wahlberg (“Dora e a Cidade Perdida”) e Michael Gandolfini (“The Deuce”). A produção já está finalizada e deverá ser lançada na Apple TV+ no final do ano, tornando-se um candidato inesperado da plataforma para tentar surpreender na temporada de prêmios cinematográficos.
Filme inspirado pela vida de Céline Dion ganha primeiro trailer
A Gaumont divulgou o pôster e o trailer de “Aline”, um drama musical francês inspirado pela vida da cantora Céline Dion. O filme tem roteiro, direção e é estrelado pela estrela francesa Valerie Lemercier (“50 São os Novos 30”). Ela interpreta a Aline do título, uma cantora fictícia que tem uma vida bastante parecida com a de Céline Dion. A trama acompanha a artista desde a infância no Canadá, na região do Quebec durante a década de 1960, passa por sua transformação em cantora nos anos 1980 e segue até seu estrelado, enfatizando seu romance e seu casamento com o empresário bem mais velho que a descobriu. Na vida real, Céline se casou com o homem que a descobriu e apostou tudo no seu sucesso, René Angélil, falecido em 2016. A estreia está marcada para 18 de novembro na França.
Primeiras fotos revelam visual de Camila Cabello como Cinderela
Surgiram as primeiras imagens da produção de “Cinderela”, que será estrelada pela cantora Camila Cabello. A diretora Kay Cannon divulgou uma foto dos bastidores em seu Instagram e Cabello adiantou outras imagens ao aparecer em vídeo no evento L’Atittude, que aconteceu durante o fim de semana. Kay Cannon também adiantou um detalhe da produção, ao comentar que Idina Menzel (a dubladora original de Elza, em “Frozen”) não interpreta a Madrasta Má, porque não há personagens malvados no filme. Ao revelar o figurino de Camila, as imagens ainda confirmam que a produção será de época, além de flagrar a cantora de boca aberta, aparentemente em meio a um número musical. O elenco da produção, que está prestes a ser finalizada neste mês em meio a medidas de proteção e higiene, durante a recente autorização para retomada de filmagens no Reino Unido, também inclui Minnie Driver (“Speechless”) como a Rainha Beatrice, Nicholas Galitzine (“Compartilhar”) como o Príncipe Robert, Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”) como o Rei e Billy Porter (da série “Pose”) como a Fada Madrinha. A nova “Cinderela” é uma versão musical. Além de fazer sua estreia como atriz de cinema, Camila Cabello também vai compor e cantar a trilha sonora do filme, que é baseado em uma ideia original do ator e apresentador James Corden (“Caminhos da Floresta”). Ele também está no elenco, como um dos ratinhos amigos de Cinderela. Roteiro e direção estão a cargo de Kay Cannon, criadora da franquia “A Escolha Perfeita”, que estreou como diretora em 2018 com a comédia “Não Vai Dar”. A produção é da Sony Pictures e expectativa é que a estreia acontece em fevereiro de 2021. First images of Camila Cabello in Kay Cannon’s live-action Cinderella which also stars James Corden, Idina Menzel, Pierce Brosnan, John Mulaney & Billy Porter as a gender neutral Fairy Godmother. The film will take on a “feminist twist” & will be released on February 5, 2021. pic.twitter.com/afHiSUMMtv — Film Updates (@FilmUpdates) September 27, 2020 Ver essa foto no Instagram @shanny.mc for the win! Revelling the time I have left shooting w/ Cinders, @camila_cabello & her NOT evil stepmother, @idinamenzel (there are no villains in this movie. ❤️) @cinderellamovieofficial #cinderella #director #writer #filmmaking #jokesandsongs Uma publicação compartilhada por Kay Cannon (@kaykaycannon) em 27 de Set, 2020 às 3:07 PDT
Chadwick Boseman quis ganhar menos para Sienna Miller ser bem paga em Crime sem Saída
A atriz Sienna Miller fez uma revelação sobre Chadwick Boseman nesta segunda (28/9), que mostra porque o ator falecido no mês passado era tão querido e respeitado pelos colegas, cineastas e produtores em Hollywood. Miller contou que Boseman usou parte de seu próprio salário para pagar o cachê que ela recebeu no filme “Crime sem Saída”, lançado no ano passado, depois que “pediu um número que o estúdio não iria pagar”, porque era mulher. A revelação foi feita em uma entrevista feita para a revista Empire como parte de uma edição dedicada inteiramente à vida de Boseman dentro e fora das telas. Durante a entrevista, Miller expressou hesitação em revelar as medidas tomadas por Boseman para aumentar seu salário no projeto, mas disse que finalmente decidiu compartilhá-lo publicamente como “uma prova de quem ele era”. “Este foi um filme de grande orçamento e sei que todo mundo entende a disparidade salarial em Hollywood, mas pedi um número que o estúdio não iria pagar”, contou Miller. “E porque estava hesitante em voltar para trabalhar, minha filha estava entrando na escola e era um momento inconveniente, eu disse: ‘Só vou fazer se for recompensada da maneira certa’. E Chadwick acabou doando parte de seu salário para me pagar o número que eu havia pedido. Ele disse que era isso mesmo que eu merecia receber.” Miller prosseguiu dizendo que Boseman disse a ela, sem “ostentação”, que ela receberia o que valia. A atriz contou que o ato de Boseman foi “a coisa mais surpreendente que já experimentei”, antes de enfatizar que “esse tipo de coisa simplesmente não acontece”. Embora reconheça que não havia falado publicamente sobre como Boseman a ajudara, ela disse que havia compartilhado isso em particular entre seu círculo de amigos atores. “É simplesmente incompreensível imaginar outro homem naquela cidade se comportando de maneira tão graciosa ou respeitosa”, disse Miller. “Depois disso, contei essa história a outros atores meus amigos do sexo masculino e todos eles ficaram muito quietos e, ao voltarem para casa, provavelmente tiveram que sentar e pensar sobre as coisas por um tempo.” Miller também explicou como seu ex-colega de elenco, que morreu em agosto de câncer de cólon, foi fundamental para ela se juntar ao elenco. Boseman não apenas estrelou o thriller de ação de 2019, mas também atuou como produtor ao lado de seus colaboradores da Marvel, os cineastas Anthony e Joe Russo, e “foi muito decisivo para me convencer a fazer o filme”. “Ele era um fã do meu trabalho, o que era emocionante, porque era retribuído da minha parte, dez vezes mais. Então ele me procurou para fazer isso, ele me ofereceu este filme e foi em um momento em que eu realmente não queria trabalhar. Estava trabalhando sem parar e estava exausta, mas queria trabalhar com ele. ” Durante a exibição do filme na imprensa no ano passado, Boseman também compartilhou que o papel de Miller, Frankie, não estava originalmente programado para ser interpretado por uma mulher. “Esses personagens foram completamente mudados”, disse Boseman ao site Cinemablend. “Na verdade, Frankie era um homem.” Boseman disse que, como o diretor Brian Kirk estava aberto a mudanças que acabariam por servir tanto aos personagens quanto à história, eles puderam escalar Miller para o papel.
Goran Paskaljević (1947 – 2020)
O diretor sérvio Goran Paskaljević, que realizou 18 filmes, incluindo os premiados “Tango Argentino” e “Barril de Pólvora”, morreu na sexta-feira (25/9) em Paris, de câncer de pulmão, aos 73 anos. A doença não o impediu de terminar seu último filme, “Nonostante la Nebbia”, que foi rodado na Itália no ano passado. Nascido em Belgrado em 22 de abril de 1947, Paskaljević estudou cinema na Tchecoslováquia na ilustre escola FAMU durante a primavera de Praga. Lá, ele fez seus primeiros curtas-metragens, enfrentando a censura comunista por seus temas de compaixão pelos desprezados pelo sistema. Após a invasão soviética em Praga, em 1968, ele teve a carreira interrompida e retornou à então Iugoslávia, só lançando seu primeiro longa oito anos depois, o drama “Beach Guard in Winter” (1976), que competiu em Berlim e lhe renceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema de Pula. A obra foi co-escrita por Gordan Mihić, que se tornou seu parceiro de roteiro de longa data. Os filmes de Paskaljević geralmente traçavam a vida de pessoas comuns em circunstâncias dramáticas e se tornaram sucessos no circuito dos festivais internacionais. Quatro de seus filmes tiverem première em Cannes: “Special Treatment” (1980), “Guardian Angel” (1987), “Time of Miracles” (1989) e seu único filme ambientado nos EUA, “Someone Else’s America” (1995). E “Tango Argentina” (1992) ganhou o prêmio do público em Veneza. Com o tempo, o humor gentil de seus primeiros trabalhos deu lugar à ironia e tragédia sombrias, mas sempre de forma a defender os oprimidos, fossem crianças, deficientes, judeus, ciganos ou imigrantes. Embora ele sempre tenha se negado a se definir como um cineasta político, ele também admitiu que “não se pode evitar a política”, e repetidamente seus trabalhos e entrevistas irritaram os nacionalistas da antiga Iugoslávia. Com o desmembramento do país e a onda crescente de nacionalismo na Sérvia, Paskaljević e sua esposa, Christine Gentet-Paskaljević, mudaram-se para Paris em 1992 e ele tornou-se um cidadão francês. Ele só voltou para casa em 1998 para filmar o memorável “Barril de Pólvora”, que capturou a violência nas ruas de Belgrado e venceu o prêmio da crítica em Veneza e no European Film Awards. Seus filmes posteriores, muitos dos quais ele mesmo escreveu, dirigiu e produziu, mantiveram o padrão elevado, com destaque para a produção irlandesa “How Harry Became a Tree” (2001) e o alegórico “Midwinter Night’s Dream” (2004), que criticou corajosamente o papel da Sérvia na guerra dos Balcãs. Entre seus filmes finais estão “When Day Breaks” (2012), em que um professor judeu aprende sobre seu passado, e “Land of the Gods” (2016), ambientado na Índia. Assim como o derradeiro longa, “Nonostante la Nebbia”, todos tiveram première no Festival de Valladolid, na Espanha.
Steven Soderbergh reúne superelenco para sua estreia na HBO Max
O diretor Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) reuniu um superelenco para seu primeiro filme na HBO Max, após assinar um contrato de desenvolvimento com a plataforma da WarnerMedia. Intitulado “No Sudden Move” (sem movimentos súbitos), o filme vai juntar Jon Hamm (“Mad Men”), David Harbour (“Stranger Things”), Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”), Brendan Fraser (“Patrulha do Destino”), Benicio Del Toro (“Sicario”), Noah Jupe (“Um Lugar Silencioso”), Kieran Culkin (“Succession”), Amy Seimetz (“Cemitério Maldito”), Ray Liotta (“Shades of Blue”), Bill Duke (“Raio Negro”), Frankie Shaw (“SMILF”) e Julia Fox (“Joias Brutas”). Escrita por Ed Solomon (“Homens de Preto”), a trama se passa nos anos 1950 e conta a história de um grupo de bandidos que se envolve em uma conspiração mirabolante após ser contratado para roubar um documento sigiloso. Quando o plano dá terrivelmente errado, sua busca por quem os contratou – e com qual objetivo – os conduz pelos escalões da cidade de Detroit, dilacerada por conflito racial e em rápida mudança. Ainda não há data de estreia definida.
James Cameron diz que já filmou Avatar 2 e quase terminou Avatar 3
O diretor James Cameron revelou que já encerrou as filmagens de “Avatar 2” e está perto de encerrar “Avatar 3”. Conversando por videoconferência com Arnold Schwarzenegger, durante o evento Austrian World Summit, ele disse: “‘Avatar 2’ está 100% completo e estamos com 95% do ‘Avatar 3′”. Vale lembrar que os planos do diretor sempre foram rodar os dois filmes simultaneamente. Por isso, as filmagens já eram longas antes da pandemia, mas acabaram durando mais quatro meses e meio a mais por conta da interrupção da produção. Mesmo assim, Cameron acredita que eles tiveram sorte por terem escolhido terminar o trabalho na Nova Zelândia, um dos países que melhor respondeu à covid-19. “Conseguimos filmar e levar uma vida mais ou menos normal por aqui. Tivemos muita sorte, então não vejo obstáculos para que terminemos os outros dois filmes”, acrescentou, mencionando o projeto de estender a franquia até “Avatar 5”. Apesar da divulgação de várias fotos de bastidores da produção, nenhuma informação sobre as tramas das sequências foi adiantada e, se depender do diretor, o segredo vai continuar por um bom tempo. “Acredito no mistério e na grande revelação”. Apesar do final da maior parte das filmagens, o trabalho ainda está muito longe de acabar, já que a franquia depende de muitos efeitos visuais, criados na pós-produção. Não por caso, a Disney adiou o lançamento de “Avatar 2” para dezembro de 2022. Isto permite mais de dois anos para aperfeiçoar o visual, com um hiato de mais um par de anos até o lançamento de “Avatar 3”, em dezembro de 2024.
Festival de Cannes vai ganhar versão especial em outubro
A organização do Festival de Cannes não desistiu de realizar um evento neste ano. Em comunicado desta segunda-feira (28/9), os responsáveis pelo festival francês informaram que farão uma edição especial entre os dias 27 e 29 de outubro. Ela será uma versão enxuta e centrada principalmente em curtas-metragens. Um dos mais importantes eventos cinematográficos do mundo, o festival estava originalmente programado para acontecer em maio, mas sua edição anual foi cancelada devido à pandemia de coronavírus. Diante da impossibilidade de exibir os filmes, os organizadores chegaram a anunciar a lista de filmes selecionados e firmaram parcerias com outros eventos para celebrar a resistência do cinema diante da crise sanitária. Mas a volta dos festivais, com a realização sem problemas dos eventos de Veneza, Toronto e San Sebastian, inspirou Cannes a retomar os trabalhos. Batizado de Special Cannes, o mini-festival contará com a exibição de quatro longas e todos os curtas-metragens selecionados para a mostra competitiva deste ano. Também serão exibidas as produções universitárias da seção Cinéfondation, que tradicionalmente acontece em paralelo com o evento principal. A competição ainda terá um júri que concederá a Palma de Ouro de curtas-metragens. Os quatro longas que compõem a programação deste mini-festival são “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol e Kad Merad, “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès, “True Mothers”, de Naomi Kawase, e “Beginning”, de Déa Kulumbegashvili. “A coleção de quatro filmes da seleção oficial, a competição de curtas, a competição de filmes universitários e os encontros traduzem a alegria que nós sentimos por estarmos juntos em Cannes em outubro”, afirmou Thierry Frémaux, diretor do festival, em nota. O evento também aproveitou para confirmar que sua edição de 2021 segue planejada para acontecer entre os dias 11 e 22 de maio.
Billie Eilish vai ganhar documentário na Apple TV+. Veja o teaser
A cantora Billie Eilish vai ganhar um documentário. Intitulado “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry” (O mundo está meio borrado), a produção ganhou seu primeiro teaser, que revela que será lançada em fevereiro de 2021 pela plataforma Apple TV+. Não há muitos detalhes sobre o projeto, que terá direção de R.J. Cutler, responsável pelo filme “Se Eu Ficar” (2014) e vencedor do Emmy pelo reality “American High” (2000). O documentário acontece durante a melhor fase da carreira de Billie Eilish, que venceu múltiplos prêmios no Grammy 2020, se apresentou no Oscar e gravou o tema do novo filme de James Bond, “007 – Sem Tempo para Morrer”.
Relançar Liga da Justiça em streaming vai custar mais que filmar Coringa inteiro
Parece incrível demais para ser verdade, mas o fato é que o famoso “Snyder Cut”, versão da “Liga da Justiça” do diretor Zack Snyder, que supostamente só precisava de pequenos ajustes para ser lançado, tem um orçamento de pós-produção maior que toda a filmagem de “Coringa”. O filme de Todd Phillips, que virou um fenômeno pop, faturou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias e rendeu o Oscar de Melhor Ator para Joaquin Phoenix, custou somente US$ 55 milhões para ser filmado, pós-finalizado e entregue para a Warner colocar nos cinemas. Entretanto, os retoques de Zack Snyder em “Liga da Justiça” vão custar US$ 70 milhões para o mesmo estúdio. Detalhe: a versão de “Liga da Justiça” exibida nos cinemas já tinha consumido mais de US$ 300 milhões. Em contraste com o sucesso de “Coringa”, o longa de 2017 foi destruído pela crítica (40% de aprovação no Rotten Tomatoes) e se tornou o maior fracasso de público dentre as adaptações da DC Comics neste século. Deu prejuízo com uma bilheteria mundial de US$ 657 milhões. Apesar desse retrospecto, a Warner espera que as reclamações dos fãs contra o filme se reflitam em interesse em ver como a nova cirurgia cinematográfica mudou sua aparência, retirando os enxertos de Joss Whedon, acrescentados de última hora, e inserindo mais de duas horas de cenas inéditas. Isto mesmo, o lançamento terá pelo menos 4 horas de duração e será disponibilizado como uma minissérie de quatro partes na plataforma de streaming HBO Max. Mas o orçamento exagerado para estender o que foi basicamente um grande fiasco já começou a ser explorado de modo negativo, virando piada na internet. Um antigo escritor dos quadrinhos da Liga não deixou de reconhecer a esperteza de Snyder para deixar a Warner completamente enrolada em sua megalomania. Em seu twitter, Dan Slott ironizou: “Eu tenho uma versão do diretor de um filme que quero lançar. O filme está pronto. Totalmente pronto. Na minha mão. Ele existe. Um filme completamente real e tangível. Já finalizado. Eu só preciso de US$ 70 milhões para refilmagens”… I have a director's cut of a film I'd like to release.The film is in the can.Totally in the can.Can in hand.It absolutely exists.A completely real and tangible film.That is all finished. I just need $70 million dollars for reshoots. — Dan Slott (@DanSlott) September 24, 2020
Festival de Gramado premia King Kong em Asunción
O filme “King Kong em Asunción”, do pernambucano Camilo Cavalcanti, foi o grande vencedor da primeira edição virtual do Festival de Gramado. Além do Kikito de Melhor Filme, também conquistou os prêmios de Melhor Ator, Trilha Sonora e do Júri Popular. A premiação do ator Andrade Júnior, por sinal, rendeu um dos momentos mais emocionantes do evento. Reverenciado por seu desempenho no longa de Cavalcanti, o intérprete brasilense morreu no ano passado, aos 74 anos. Em “King Kong em Assunción”, ele interpreta um matador de aluguel que, depois de cometer o último assassinato na região desértica de Salar de Uyuni, esconde-se no interior da Bolívia e decide ir atrás da filha que nunca conheceu. O papel foi também o primeiro – e único – protagonismo de sua carreira, iniciada tardiamente nos anos 1990. Por causa da pandemia de covid-19, o tradicional festival de cinema da serra gaúcha aconteceu fora de época e em formato totalmente virtual, com sessões pela TV e internet, numa parceria com o Canal Brasil. Apenas a cerimônia de premiação aconteceu de forma presencial, realizada no Palácio dos Festivais de Gramado, sem plateia e seguindo protocolos de segurança, com a presença das apresentadoras Marla Martins e Renata Boldrini, que chamaram os vencedores no telão. O formato só não afetou os discursos politizados. Um dos mais contundentes partiu do veterano cineasta Ruy Guerra, de 89 anos, que reclamou do “governo racista”, responsável pela “avalanche que estamos sofrendo nas artes e nas ciências”, ao receber o troféu de Melhor Direção por “Aos Pedaços”. O troféu de Melhor Atriz ficou com a portuguesa Isabél Zuaa por “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança (premiado também pelo Roteiro), enquanto os coadjuvantes saíram de “Todos os Mortos”, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, que consagrou Thomás Aquino e a cantora Alaíde Costa em sua estreia na atuação. Entre os filmes latino-americanos, o uruguaio “El Gran Viaje al Pais Pequeño”, de Mariana Viñoles, foi quase uma unanimidade, levando os troféus da Crítica, do Público, um prêmio especial do Júri e o de Melhor Direção. Entretanto, não ficou com o Kikito oficial de Melhor Longa Estrangeiro, reconhecimento que o Júri decidiu dar ao colombiano “La Frontera”, de David David. Por fim, os destaques na premiação de curtas brasileiros foram “O Barco e o Rio”, de Bernardo Ale Abinader (Melhor Filme e Direção), e “Inabitável”, de Matheus Farias & Enock Carvalho (Prêmio Canal Brasil e da Crítica). Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Competição de Longa-Metragem Brasileiro Melhor Filme – King Kong en Asunción Melhor Direção – Ruy Guerra, por Aos Pedaços Melhor Ator – Andrade Júnior, por King Kong en Asunción Melhor Atriz – Isabél Zuaa, por Um Animal Amarelo Melhor Roteiro – Felipe Bragança, por Um Animal Amarelo Melhor Fotografia – Pablo Baião, por Aos Pedaços Melhor Montagem – Eduardo Gripa, por Me Chama Que Eu Vou Melhor Trilha Musical – Salloma Salomão, por Todos os Mortos, e Shaman Herrera, por King Kong en Asunción Melhor Direção de Arte – Dina Salem Levy, por Um Animal Amarelo Melhor Atriz Coadjuvante – Alaíde Costa, por Todos os Mortos Melhor Ator Coadjuvante – Thomás Aquino, por Todos os Mortos Melhor Desenho de Som – Bernardo Uzeda, por Aos Pedaços Prêmio Especial do Júri: Elisa Lucinda, por Por que você não chora? Menção Honrosa do Júri: Higor Campagnaro, por Um Animal Amarelo Competição de Longa-metragem Estrangeiro Melhor Filme – La Frontera Melhor Direção – Mariana Viñoles, por El Gran Viage al País Pequeño Melhor Ator – Anibal Ortiz, por Matar a un Muerto Melhor Atriz – Daylin Vega Moreno e Sheila Monterola, por La Frontera Melhor Roteiro – David David, por La Frontera Melhor Fotografia – Nicolas Trovato, por El Silencio del Cazador Prêmio Especial do Júri: El Gran Viaje al País Pequeño Competição de Longa-metragem Gaúcho Melhor Filme – Portuñol, de Thaís Fernandes Competição de Curta-metragem Brasileiro Melhor Filme – O Barco e o Rio Melhor Direção – Bernardo Ale Abinader, por O Barco e o Rio Melhor Ator – Daniel Veiga, por Você Tem Olhos Tristes Melhor Atriz – Luciana Souza, Inabitável Melhor Roteiro – Inabitável, Matheus Farias e Enock Carvalho Melhor Fotografia – O Barco e o Rio, para Valentina Ricardo Melhor Montagem – Você Tem Olhos Tristes, para Ana Júlia Travia Melhor Trilha Musical – Atordoado, eu permaneço atento, para Hakaima Sadamitsu, M. Takara Melhor Direção de Arte – O Barco e o Rio, para Francisco Ricardo Lima Caetano Melhor Desenho de Som – Receita de Caranguejo, Isadora Torres e Vinicius Prado Martins Prêmio Especial do Júri: Preta Ferreira, por Receita de Caranguejo Prêmios do Júri Popular Curta Brasileiro: O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader Longa Estrangeiro: El Gran Viage al País Pequeño, de Mariana Viñoles Longa Brasileiro: King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante Prêmios do Júri da Crítica Curta Brasileiro: Inabitável Longa Estrangeiro: El Gran Viaje al País Pequeño Longa Brasileiro: Um Animal Amarelo












