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Filme

Festival de Gramado destaca filmes de Chorão e Ângela Diniz

Seis longas brasileiros disputam o Kikito em edição que homenageia Andrea Beltrão, Marcos Caruso, Maria Fernanda Cândido e Selton Mello

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12 de agosto de 2026
Filme

Festival de Brasília é confirmado após anúncio de cancelamento

Governadora Celina Leão libera repasse de R$ 3 milhões depois de forte reação ao corte de verba do evento

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12 de agosto de 2026
Filme

Paramount ameaça deixar Hollywood se não houver fusão com Warner

Plano prevê transferência de milhares de empregos da Califórnia e é chamado de “chantagem”

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11 de agosto de 2026
  • Filme

    Emma Stone assina contrato para estrelar “Cruella 2”

    13 de agosto de 2021 /

    Em meio a boatos de que seguiria Scarlett Johansson num processo contra a Disney, Emma Stone optou pela solução mais pacífica e lucrativa, assinando contrato para estrelar “Cruella 2”. O acordo encerra o temor de um levante de artistas que tiveram filmes lançados simultaneamente no cinema e na Disney+, que poderiam seguir a iniciativa de Johansson em relação à “Viúva Negra”. Sem esconder a relação, o processo de Johansson esteve em evidência nas entrelinhas do agente de Stone, que deu uma declaração alinhada ao estúdio após a assinatura da artista. “Esse acordo mostra que pode existir um futuro justo que protege os artistas e se alinha aos interesses do estúdio e talentos”, disse Patrick Whitesell, que representa Stone. “Temos orgulho de trabalhar com a Emma e com a Disney e agradecemos sua capacidade para reconhecê-la e suas contribuições como parceira criativa”. O novo contrato entre Stone e Disney já prevê a possibilidade de lançamento de streaming, com cláusulas que, segundo a imprensa americana, seriam benéficas para ambos lados. A continuação deverá manter a mesma equipe responsável pelo ótimo filme original, especialmente o diretor Craig Gillespie e o roteirista Tony McNamara, que assinaram o longa lançado em junho passado.

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    Festival de Gramado começa nesta sexta na TV e no streaming

    13 de agosto de 2021 /

    O Festival de Gramado começa a exibir nesta sexta (13/8), a partir das 21h30, sua 49ª edição, que pelo segundo ano consecutivo acontecerá de forma híbrida, com transmissão dos filmes pelo Canal Brasil e também via streaming pelo site do evento. Além disso, os títulos estarão disponíveis nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo. A exibição oficial é gratuita, mas a lista de filmes é curta. O evento contará com quatro longas estrangeiros (todos inéditos no Brasil) e sete nacionais. Alguns já passaram por festivais internacionais, como “Carro Rei”, exibido no Festival de Roterdã, na Holanda. Os estrangeiros são: “Gran Avenida”, de Moises Sepulveda (Chile) “Pseudo”, de Rodrigo Patinho e Luis Reneo (Bolívia) “La Teoría de los Vidrios Rotos”, Diego Fernández Pujol (Uruguai, Brasil e Argentina) “Planta Permanente”, de Ezequiel Radusky (Argentina) A lista nacional traz: “O Novelo”, de Claudia Pinheiro (São Paulo) “A Primeira Morte de Joanna”, de Cristiane Oliveira (Rio Grande do Sul) “Jesus Kid”, de Aly Muritiba (Paraná) “Álbum de Família”, de Daniel Belmonte (Rio de Janeiro) “Carro Rei”, de Renata Pinheiro (Pernambuco) “A Suspeita”, de Pedro Peregrino (Rio de Janeiro) “Homem Onça”, de Vinícius Reis (Rio de Janeiro) A programação se completa com 14 curtas na competição nacional e 24 curtas da Mostra Gaúcha, que neste ano também inclui três longas: “Extermínio”, de Mirela Kruel (Cachoeira do Sul) “Cavalo de Santo”, de Miriam Fichtner e Carlos Camry (Porto Alegre) “A Colmeia”, de Gilson Vargas (Porto Alegre) Além destes, o festival ainda contará com a exibição de um filme de encerramento fora da competição: “Fourth Grade”, de Marcelo Galvão (Rio de Janeiro)

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    Filmes online: “Velozes e Furiosos 9” e “Bela Vingança” chegam às plataformas digitais

    13 de agosto de 2021 /

    A semana traz grandes lançamentos da telona às plataformas digitais. O maior blockbuster da pandemia, “Velozes e Furiosos 9”, é o principal destaque. Até a semana passada, era o filme mais visto nos cinemas brasileiros. Dirigido por Justin Lin, que retorna à saga após um hiato de dois filmes, o longa tem algumas das cenas mais mirabolantes de toda a franquia, mas os fãs parecem não se cansar das manobras fisicamente impossíveis e dos enredos absurdos. Desta vez, um personagem tido como morto aparece como se nada tivesse acontecido, o vilão é um irmão do protagonista que nunca tinha sido sequer mencionado nos oito longas anteriores e os personagens saem em disparada até na Lua! Entre as novidades, há a introdução de John Cena (“O Esquadrão Suicida”) como vilão da vez e irmão-surpresa de Dominic Toretto (Vin Diesel), além da presença de Anitta na trilha sonora – que rendeu até capa na revista Billboard para a brasileira. A opção cinéfila é “Bela Vingança”, suspense de humor ácido, cheio de reviravoltas inesperadas, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original. Na trama, a personagem de Carey Mulligan (“Mudbound”) resolve se vingar dos homens após sua melhor amiga ser estuprada na faculdade e se suicidar sem ter sua denúncia considerada. Transformando-se numa justiceira, a protagonista passa a se fingir de vítima fácil para aterrorizar machistas abusados, principalmente os responsáveis pelo destino da amiga. O filme marcou a estreia na direção da atriz (de “The Crown”) e roteirista (de “Killing Eve”) Emerald Fennell, e tem produção da estrela Margot Robbie (também de “O Esquadrão Suicida”). Não faltam ofertas de filmes com astros conhecidos neste fim de semana. Mas enquanto títulos como “Beckett” e “Infinite” podem levar a decepções, “Aqueles que Me Desejam a Morte” pelo menos marca a volta de Angelina Jolie às tramas de ação após um longo período como estrela de filmes infantis. Ela vive uma bombeira em vigília solitária contra incêndio numa reserva florestal que, ao resgatar um garoto em fuga, passa a ser perseguida por assassinos fortemente armados dispostos até a colocar fogo na floresta para eliminá-los. As cenas de perseguição com o pano de fundo de um grande incêndio na região florestal de Montana são o destaque da produção, roteirizada e dirigida por Taylor Sheridan, criador da série “Yellowstone”. A programação ainda traz um presentão para fãs de anime: a tetralogia completa de “Rebuild of Evangelion”. A Amazon disponibilizou os quatro filmes que reconstroem a cultuadíssima série “Neon Genesis Evangelion”. Criada por Hideaki Anno em 1995, a atração original teve 26 episódios que acompanhavam a história de um trio de adolescentes escolhidos para pilotar robôs gigantescos, os EVA, com a função de defender uma Tóquio futurista de violentas criaturas alienígenas, chamadas de Anjos. A trama combinava ação, melodrama e metafísica, apostando no desenvolvimento dos personagens com crises existenciais e culminando num mergulho de metalinguagem em seu final maluco que até hoje rende discussões. Tanto é que foi refeito no filme “The End of Evangelion”, em 1997, e agora ganha sua terceira versão. Entre outras coisas, o impacto da criação de Anno redefiniu o subgênero sci-fi dos mecha (robô gigantes pilotáveis), influenciando tudo o que veio depois, inclusive a franquia americana “Círculo de Fogo”. A saga também é obrigatória para quem é fã de sci-fi. Além de criar “Evangelion”, Hideaki Anno também assina os roteiros da versão cinematográfica, que começou a ser exibida em 2007 e foi concluída apenas neste ano. A seleção da semana ainda traz o final da trilogia “Barraca do Beijo”, um trio de produções europeias instigantes, um terror com uma cabeleireira escalpeadora e o suspense indie “Você Viu Carolyn Harper?” que foi exibido nos cinemas – e está disponível em algumas plataformas – com outro nome, o título original “Knives and Skin”. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas nas plataformas digitais nesta semana.     Velozes e Furiosos 9 | EUA | Ação (Apple TV, Google Play, NOW, Oi Play, YouTube Filmes)     Bela Vingança | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Aqueles que Me Desejam a Morte | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, HBO Max, YouTube Filmes)     Você Viu Carolyn Harper? | EUA | Suspense (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     No Fio da Navalha | Eslováquia | Suspense (NOW)     A Cabeleireira | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     Me Leve Para Algum Lugar Legal | Holanda, Bósnia | Drama (Reserva Imovision)     A Boa Esposa | França | Comédia (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     A Barraca do Beijo 3 | EUA | Romance (Netflix)     Rebuild of Evangelion | Japão | Animação (Amazon Prime Video)

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    “Venom: Tempo de Carnificina” é adiado para outubro

    12 de agosto de 2021 /

    A Sony anunciou um novo adiamento de “Venom: Tempo de Carnificina” por conta da pandemia da covid-19. Previsto para estrear em 24 de setembro, o filme baseado nos quadrinhos da Marvel agora chegará aos cinemas em 14 de outubro no Brasil e um dia depois nos EUA. A decisão foi tomada porque as bilheterias dos cinemas nos Estados Unidos têm sido prejudicada pelo aumento de casos de covid-19 ligados à variante delta. Segundo pesquisa divulgada pela revista Variety, apenas 67% das pessoas se sentem seguros indo aos cinemas do país. Há um mês, o número era de 81%. Isto ajuda a explicar as bilheterias abaixo do esperado em relação a “O Esquadrão Suicida”, “Space Jam – Um Novo Legado” e “Jungle Cruise”. Mas é importante lembrar que estes três títulos tiveram lançamentos simultâneos em streaming. “Venom: Tempo de Carnificina” será lançado apenas nos cinemas. O filme estrelado por Tom Hardy já teve sua data de estreia modificada outras duas vezes. Originalmente, ele deveria ter estreado em outubro do ano passado. O lançamento vai acontecer, portanto, um ano após o planejado.

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    Pedro Almodóvar critica Instagram por censura ao cartaz de seu novo filme

    12 de agosto de 2021 /

    O diretor espanhol Pedro Almodóvar pronunciou-se nesta quinta-feira (12/8) contra a censura que sofreu no Instagram, após o cartaz de seu novo filme, “Madres Paralelas”, ter sido bloqueado na página de sua produtora, El Deseo. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. “Madres Paralelas” gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os primeiros anos de vida das crianças. Graças à repercussão negativa da censura, o cartaz foi restabelecido na quarta (11/8) e a empresa Facebook, dona do Instagram, emitiu um pedido oficial de desculpas. Em seu comunicado, publicado na conta oficial de Penélope Cruz, uma das atrizes do novo filme, o diretor agradeceu aos fãs e à imprensa por terem “conseguido que as mentes por trás do algoritmo que decide o que é, ou não, obsceno e ofensivo tenham recuado e permitido que o cartaz circule livremente”. Almodóvar aproveitou para condenar a censura por algoritmo. “Temos que nos manter em alerta antes que as máquinas decidam o que podemos fazer e o que não podemos fazer”, advertiu Almodóvar. “Sempre confiei na amabilidade dos desconhecidos, mas desde que sejam humanos, e um algoritmo não é humano”, acrescentou. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Penélope Cruz (@penelopecruzoficial)

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    Tarcísio Meira (1935-2021)

    12 de agosto de 2021 /

    Morreu nesta quinta-feira (12/8), um dos atores mais famosos da TV brasileira. Após cinco dias internado na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo, em tratamento contra a covid-19, Tarcísio Meira faleceu aos 85 anos. Ele estava internado junto com Glória Menezes, o grande amor de sua vida, com que estava casado há 59 anos, mas ela superou a doença e “deve ter alta em breve”, segundo a assessoria de imprensa da família. Tarcísio Meira se chamava Tarcísio Magalhães Sobrinho. O sobrenome Meira veio “emprestado” da mãe, Maria do Rosário Meira Jáio de Magalhães, por ser mais sonoro também por superstição: o nome artístico tinha 13 letras. Na juventude, ele sonhava em ingressar no Instituto Rio Branco para se tornar diplomata. Mas foi reprovado na prova, em 1957, e graças a isso o Brasil ganhou um ícone. Virou ator de teatro e foi quando ensaiava a peça “As Feiticeiras de Salém”, dirigida por Antunes Filho, que viu pela primeira vez Gloria Menezes. O contato mais próximo, porém, só aconteceu na TV, quando fizeram juntos o teleteatro “Uma Pires Camargo” (1961). Em entrevista ao jornal O Globo de 2015, ele conta que, depois de ficarem amigos, decidiu se aproximar mais. “Quando ela lançou o filme “O Pagador de Promessas” (1962) em Cannes, mandei flores e um cartão escrito ‘volte, volte, volte'”. Na volta, eles se tornaram inseparáveis. Marcando a trajetória da televisão brasileira, os dois protagonizaram a primeira telenovela diária do país, “2-5499 — Ocupado”, na Excelsior, em 1963. O sucesso do formato catapultou o casal ao estrelato. Eles fizeram mais nove novelas juntos antes de assinar com a Globo, onde se tornaram o casal favorito da televisão brasileira. O primeiro trabalho na Globo foi “Sangue e Areia”, em 1967, que também entrou para a História por inaugurar a famosa faixa das 20h na teledramaturgia do canal. Até então, as novelas eram adaptações de tramas importadas, geralmente de época, e por isso eram referidas como folhetins – um termo francês que definia a narrativa literária seriada de romances do século 19. Mas Tarcísio ajudou a mudar a trajetória do gênero ao protagonizar “Irmãos Coragem”, trama de Janete Clair de 1970 que combinava uma narrativa muito brasileira e atual, com garimpo e violência no sertão. O ator viveu João Coragem que, ao lado dos irmãos interpretados por Cláudio Cavalcanti (1940-2013) e Cláudio Marzo (1940-2015) – além de, claro, Gloria Menezes – , desafiavam a autoridade do Coronel Pedro Barros (Gilberto Martinho). O sucesso de “Irmãos Coragem” foi tanto que derrubou o preconceito masculino contra o gênero, levando homens a se engajarem na história. “Foi a primeira novela que os homens admitiam que viam. Até então, eles viam meio escondidos, porque novela era coisa de mulher”, contou Tarcísio ao site projeto Memória Globo, lembrando que a audiência do penúltimo capítulo foi maior que a da final da Copa do Mundo de 1970. Ao longo da carreira, Tarcísio atuou em mais de 60 obras na TV, entre novelas, minisséries e especiais, vivendo personagens marcantes. Ele chegou da interpretar papéis duplos duas vezes, como Hugo Leonardo e Raul em “O Semideus” (1973) e Diogo Maia e Ciro em “Espelho Mágico” (1977). Outros personagens que marcaram seu auge como protagonista foram Ciro Valdez em “O Homem que Deve Morrer” (1971), Rodrigo Soares em “Cavalo de Aço” (1973), Antônio Dias em “Escalada” (1975) e Fernando Lucas em “Os Gigantes” (1979), Juca Pitanga em “Coração Alado” (1980), Renato Villar em “Roda de Fogo” (1986), dando o que falar até em pequenas participações, feito o desempenho como Giusepe Berdinazi em “O Rei do Gado” (1996). “Os Gigantes”, por sinal, foi a primeira novela em que seu personagem viveu romance com outra mulher que não Gloria Menezes. Por curiosidade, apesar do longo romance histórico, ele chegou até mesmo a trair Gloria num casamento televisivo, com Natália do Vale na novela “Torre de Babel” (1998). Não foi a única vez que os autores de novela usaram sua trajetória para surpreender o público. Silvio de Abreu chegou a ser considerado ousado ao escalá-lo em “Guerra dos Sexos” em 1983, colocando Tarciso em sua primeira novela cômica. Mas não só o ator conhecido por papéis dramáticos correspondeu como protagonizou cenas de rolar de rir ao lado de Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Ele se saiu tão bem que virou personagem-título de outra novela cômica, “Araponga” (1990), como o atrapalhado detetive Aristênio Catanduva, o Araponga. Além disso, estrelou uma sitcom com a esposa que tinha simplesmente o nome de “Tarcísio & Glória” (1988) – e um detalhe: Glória Menezes vivia uma alienígena! Versátil, o ator foi herói épico, vivendo o capitão Rodrigo Cambará na minissérie “O Tempo e o Vento” – dirigido pelo colega Paulo José, que morreu na quarta-feira (11/8) aos 84 anos – e também vilão marcante, como Renato Villar em “Roda de Fogo” e o terrível Dom Jerônimo da minissérie “A Muralha” (2000). Sua última novela foi “Orgulho e Paixão”, escrita por Marcos Bernstein em 2018, em que interpretou Lorde Williamson. Mas apesar de ter sido um dos atores mais ocupados da TV brasileira, Tarciso também criou uma obra significativa nos cinemas, iniciada por “Casinha Pequenina”, um dos maiores sucessos da filmografia de Mazzaropi, lançado em 1963. Seu talento contemplou mais de 20 produções cinematográficas, entre elas clássicos absolutos, como “A Idade da Terra” (1981), último filme de Glauber Rocha. “Um dia, Glauber me botou no meio de uma bateria de escola de samba. De uma hora para outra, na batida da música, notei algo: o que era para ser uma escola de samba virou uma banda militar, quase que numa marcha. Era um tipo de cinema que eu nunca tinha feito”, Tarcísio refletiu em outra entrevista para O Globo em 2010. Ele ainda foi o Dom Pedro Iº de “Independência ou Morte”, filme lançado em 1972 como grande destaque cultural do sesquicentenário da Independência Brasileira. Mas se agradou os militares na ocasião, ajudou a enfrentar e acabar com a censura ao protagonizar “O Beijo no Asfalto”, dirigido por Bruno Barreto em 1981. A adaptação da peça de Nelson Rodrigues gerou polêmica na época, devido ao beijo na boca do personagem de Tarcísio em Ney Latorraca. A lista de filmes históricos inclui a aventura “O Caçador de Esmeraldas” (1974) de Oswaldo de Oliveira, o drama “O Marginal” (1974) de Carlos Manga, o corajoso “República dos Assassinos” (1979) de Miguel Faria Jr, o sucesso “Eu Te Amo” (1981) de Arnaldo Jabor, o polêmico “Amor, Estranho Amor” (1982), de Walter Hugo Khouri, e o vibrante “Boca de Ouro” (1990), outra adaptação de Nelson Rodrigues, com direção de Walter Avancini. O último longa do ator foi a comédia “Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!”, de Hugo Carvana, lançada em 2011. No fim de 2019, Tarcísio também se despediu dos palcos com a reencenação de “O Camareiro”, peça que já tinha estrelado em 2015 e lhe rendido o Prêmio Shell de Melhor Ator. Além da esposa, ele deixa o filho Tarcísio Filho, de 58 anos, além de Amélia Brito, 64, e João Paulo Brito, 62, frutos do casamento anterior de Glória com Arnaldo Brito.

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    “O Poderoso Chefinho 2” e “O Homem nas Trevas 2” estreiam em 65% dos cinemas

    12 de agosto de 2021 /

    A semana tem o maior número de estreias de cinema da pandemia, nada menos que 11 filmes, mas apenas duas sequências chegam em grande circuito. A animação “O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família” e o suspense “O Homem nas Trevas 2” ocupam 65% de todas as salas em funcionamento. O primeiro foi um fracasso de público e crítica em seu lançamento nos EUA em julho. O segundo estreia nesta sexta no mercado norte-americano sem repercussão na imprensa – as críticas ficaram embargadas até a véspera, o que nunca é bom sinal. Quem viu os primeiros longas já sabe o que esperar. As duas continuações repetem a mesma premissa dos filmes originais, acrescentando uma menina ao lado dos protagonistas de cada trama. Ou seja, o desenho dos bebês espiões agora conta com uma bebezinha e o cego sinistro cuida de uma adolescente ao ter a casa invadida novamente. Enquanto isso, um verdadeiro festival de cinema acontece no circuito limitado, com lançamentos do chinês Zhang Yimou, do grego Costa-Gavras e do chileno Pablo Larrain restritos às maiores cidades do país. O melhor é “Shadow”, show expressionista de sombras, luzes e artes marciais do mestre Yimou, que venceu “apenas” 38 prêmios internacionais e tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas “Ema”, primeiro musical de Larrain, também merece atenção por sua beleza estética, além de encontrar uma forma original de abordar trauma. Já “Jogo do Poder” aborda a crise econômica grega com discussões tão excitantes quanto uma aula de Economia, além de fazer uma hagiografia política e oferecer soluções maniqueístas que contrastam com a lembrança dos filmes revolucionários de Costa-Gavras nos anos 1970. Entre os demais títulos, há cinco produções brasileiras, incluindo duas coproduções com parceiros do Mercosul. O destaque é justamente um desses filmes, “O Empregado e o Patrão”, do uruguaio Manolo Nieto, que foi bastante elogiado ao ser exibido na mostra Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano. Confira abaixo todos os trailers das 11 estreias desta quinta-feira (12/8) nos cinemas brasileiros.     O Homem nas Trevas 2 | EUA | Suspense     O Poderoso Chefinho 2 – Negócios da Família | EUA | Animação     Shadow | China | Ação     Ema | Chile | Drama     Jogo do Poder | França, Grécia | Drama     O Labirinto | Itália | Suspense     Dois + Dois | Brasil | Drama     A Outra Pele | Brasil, Argentina | Drama     O Empregado e o Patrão | Uruguai, Brasil, Argentina | Drama     Luana Muniz – Filha da Lua | Brasil | Documentário     Cavalo | Brasil | Documentário

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    Musical “Tick, Tick… Boom!” ganha novas fotos e data de estreia

    12 de agosto de 2021 /

    A Netflix divulgou novas fotos e a data de lançamento do musical “Tick, Tick… Boom!”. O primeiro longa dirigido por Lin-Manuel Miranda (o autor de “Hamilton”) vai estrear em streaming no dia 19 de novembro. O filme adapta a peça homônima de Jonathan Larson, outro autor célebre da Broadway, que é conhecido pelo sucesso de “Rent”. Originalmente concebido como um trabalho solo interpretado pelo próprio Larson em 1990, a peça foi ampliada após sua morte em 1996, fazendo sua estreia como musical off-Broadway em 2001. A versão que chega ao streaming é a póstuma, que incluiu outros personagens além de Larson. E foi escrita, por sinal, por mais uma estrela da Broadway, Steven Levenson, responsável por “Dear Evan Hansen” – além de ter vencido o WGA Award (prêmio do Sindicato dos Roteiristas) pela minissérie “Fosse/Verdon”, homenagem aos musicais. “Tick, Tick… Boom!” traz Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) na pele de Larson, ansioso pela véspera de seu aniversário de 30 anos e da estreia de um novo musical, “Superbia”, uma ópera rock inspirada em “1984”, de George Orwell – que na vida real nunca foi produzida. De fato, foi a frustração com o destino de “Superbia” que levou o autor a criar “Tick, Tick… Boom!”. O texto é um grande desabafo, dispensando a estrutura grandiosa dos espetáculos da Broadway para lhe permitir se expressar com estrutura mínima, acompanhado apenas por uma banda em pequenos palcos. O detalhe é que, ao mesmo tempo em que apresentava o espetáculo solo, Larson acabou desenvolvendo “Rent”, seu maior sucesso, que infelizmente nunca pôde apreciar. Ele morreu de problemas cardíacos na manhã da première, aos 35 anos, vencendo todos os prêmios possíveis (do Tony ao Pulitzer) postumamente. A filmagem dessa fase criativa da vida de Larson ainda inclui em seu elenco MJ Rodriguez (“Pose”), Bradley Whitford (“The Handmaid’s Tale”), Judith Light (“Transparent”) e marca a volta de Vanessa Hudgens aos musicais que a consagraram na adolescência, como estrela da franquia “High School Musical”, da Disney. A produção também terá exibição limitada nos cinemas, numa aposta da Netflix em busca de indicações ao Oscar para a produção. Eu já tô ansiosa pra ver o Andrew Garfield como Jonathan Larson no meu novo musical. Dirigido por ninguém menos que Lin-Manuel Miranda, tick, tick…BOOM! estreia dia 19 de novembro. 💥💥 pic.twitter.com/BALt6Gxfwx — netflixbrasil (@NetflixBrasil) August 11, 2021

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    Instagram se desculpa por censurar pôster do novo filme de Pedro Almodóvar

    11 de agosto de 2021 /

    O Instagram se desculpou oficialmente por bloquear a imagem do pôster de “Madres Paralelas”, do cineasta Pedro Almodóvar, da página da produtora do filme, após classificar a imagem como imprópria por conter um mamilo feminino. A plataforma proíbe que seios femininos sejam exibidos em sua rede. “Fazemos, no entanto, exceções para permitir nudez em determinadas circunstâncias, o que inclui quando há um contexto artístico claro. Por isso, restauramos as postagens compartilhando o pôster do filme de Almodóvar no Instagram, e sentimos muito por qualquer confusão causada”, disse o Facebook, dono do Instagram, em um comunicado. Com a liberação, a arte voltou a aparecer no Instagram da El Deseo. Veja abaixo. Seu criador, o designer espanhol Javier Jaén, festejou a mudança de atitude da plataforma. “Um milhão de agradecimentos a todos vocês que tornaram isso possível compartilhando o pôster. Graças a El Deseo e a Pedro Almodóvar pela coragem, integridade e liberdade”, ele escreveu, ao lado de um post do comunicado da rede social. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os dois primeiros anos de vida das crianças. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por El Deseo (@eldeseo_) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Javier Jaén (@javier_jaen)

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    Panasonic anuncia fim da produção de TVs no Brasil

    11 de agosto de 2021 /

    Depois da Sony, a marca japonesa Panasonic também anunciou que vai encerrar a produção e a venda de TVs no Brasil. Com isso, até dezembro 130 funcionários serão demitidos. Já a fábrica de Manaus (AM), onde as TVs da marca são montadas, vão se concentrar em micro-ondas e outros produtos de linha branca. A empresa ainda tem uma unidade em Extrema (MG), onde são produzidas geladeiras e máquinas de lavar, outra em São José dos Campos (SP), onde são produzidas pilhas, e um escritório administrativo em São Paulo (SP). Trata-se, segundo a empresa, de uma decisão de estratégia global. “Essa decisão criará uma oportunidade para as outras frentes de negócio nas quais a Panasonic continua a crescer”, diz a empresa em comunicado, citando negócios como máquinas de lavar, geladeiras, cuidados pessoais, baterias e soluções corporativas. “A Panasonic acredita no potencial e no mercado brasileiro, e continuará investindo e fomentando novas linhas e novos produtos”, completa a informação. O anúncio vem quase um ano após a divisão de equipamentos audiovisuais da Sony oficializar sua saída do mercado brasileiro, passando a oferecer apenas videogames da marca PlayStation. As duas empresas fabricavam TVs no país há mais de 40 anos.

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    Final alternativo de “Viúva Negra” vaza na internet

    11 de agosto de 2021 /

    Um final alternativo de “Viúva Negra” vazou na internet, multiplicando-se em compartilhamentos em várias plataformas. Diferente da cena exibida nos cinemas, este fim mostra Natasha (Scarlett Johansson) voltando até Ohio, antes de embarcar na missão de “Vingadores: Guerra Infinita”. Estacionando a moto em frente à casa onde passou parte de sua infância com a família formada pela Sala Vermelha, ela observa crianças brincado de Vingadores e interage com sua versão mirim. Confira a cena abaixo. Em cartaz nos cinemas e na plataforma Disney+, “Viúva Negra” já faturou mais de US$ 360 milhões nas bilheterias mundiais, mas também colocou a Disney e Scarlett Johansson em pé de guerra. A estrela processou o estúdio pelo lançamento simultâneo em streaming, que não estava previsto em seu contrato e que representa uma perda financeira significativa para suas pretensões com o lançamento cinematográfico.

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    Paulo José (1937-2021)

    11 de agosto de 2021 /

    O ator Paulo José, um dos maiores intérpretes do cinema brasileiro, morreu nesta quarta (11/8) no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ele sofria de Parkinson há mais de duas décadas e estava internado há 20 dias com problemas respiratórios, vindo a falecer em decorrência de uma pneumonia. O gaúcho Paulo José Gómez de Souza nasceu em Lavras do Sul, interior do Rio Grande do Sul, e teve o primeiro contato com o teatro ainda na escola. A carreira decolou quando se mudou para São Paulo e começou a trabalhar no Teatro de Arena. Após estrear nos palcos paulistanos com “Testamento de um Cangaceiro”, em 1961, ele conheceu seu primeiro amor, a atriz Dina Sfat, com quem dividiu várias montagens – e depois filmes e novelas. Os dois se casaram em 1963 e ficaram juntos até 1981. Dos palcos, pulou para as telas, onde rapidamente se estabeleceu como ator requisitado, aparecendo em uma dezena de filmes entre 1966 e 1969, incluindo vários clássicos, antes de ser “revelado” pelas novelas. Seu primeiro trabalho no cinema foi direto como protagonista, compartilhando com Helena Ignez os papéis do título de “O Padre e a Moça” (1966), do mestre Joaquim Pedro de Andrade. Ele voltou a trabalhar com o diretor no clássico absoluto “Macunaíma” (1969), além de ter desenvolvido outra parceria vitoriosa com Domingos de Oliveira, desempenhando o papel principal em “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), que recentemente foi adaptado como minissérie pela Globo. Além de voltar a filmar com Oliveira em “Edu, Coração de Ouro” (1967) e posteriormente “A Culpa” (1971), ele também foi “O Homem Nu” (1968), de Roberto Santos, e estrelou os célebres “Bebel, Garota Propaganda” (1968), de Maurice Capovilla, “A Vida Provisória” (1968), de Maurício Gomes Leite, e “As Amorosas” (1968) de Walter Hugo Khouri. Já era, portanto, um ator consagrado quando foi fazer sua primeira novela, “Véu de Noiva” (1969), e praticamente um veterano quando recebeu o Troféu Imprensa de “melhor estreante” por seu desempenho como Samuca na novela “Assim na Terra Como no Céu” (1971). Encarando maratonas de até 250 episódios nas produções da Globo, ele ainda estrelou um dos primeiros spin-offs da TV brasileira, “Shazan, Xerife & Cia.”, em que repetiu seu personagem de “O Primeiro Amor” (1972) ao lado do colega (também recentemente falecido) Flavio Migliaccio. Exibida de 1972 a 1974, a série marcou época nas tardes televisivas. Apesar do sucesso na telinha, Paulo José nunca deixou o cinema de lado. Mas a agenda cheia o tornou especialmente criterioso, o que resultou numa filmografia lotada de clássicos, como “Cassy Jones, o Magnífico Sedutor” (1972), de Luiz Sérgio Person, “O Rei da Noite” (1975), do grande Hector Babenco, “O Homem do Pau-Brasil” (1982), seu reencontro com Joaquim Pedro de Andrade, e a obra-prima “Eles Não Usam Black-Tie” (1982), de Leon Hirszman, sem esquecer de “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues, e “A Grande Arte” (1991), de Walter Salles, entre muitas outras produções. Tudo isso enquanto ainda fazia novelas – algumas reconhecidamente tão boas quanto filmes, como “O Casarão” (1975) – , telefilmes, minisséries – como “O Tempo e o Vento” (1985), “Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados” (1995), “Labirinto” (1998) – e participações especiais nos programas da Globo. Além do Jarbas de “O Casarão”, ele marcou a teledramaturgia como o cigano Jairom em “Explode Coração” (1995) e principalmente o alcóolatra Orestes de “Por Amor” (1997). Sua contribuição para a História da Globo não ficou só diante das câmeras. Ele também dirigiu produções do canal, começando com alguns “Casos Especiais” nos anos 1970, telefilmes de “Jorge, um Brasileiro” (1978) e “Vestido de Noiva” (1979), e episódios de “Ciranda Cirandinha” (1978), “O Tempo e o Vento” (1985), etc., até se tornar o diretor principal das minisséries “Agosto” (1993) e “Incidente em Antares” (1994) e ajudar a implantar o programa “Você Decide”. Diagnosticado com Mal de Parkinson ainda nos anos 1990, em vez de diminuir, ele intensificou o trabalho. Começou a filmar com uma nova geração de cineastas estabelecida após a Retomada, como Monique Gardenberg (“Benjamim”, em 2003), Jorge Furtado (desde o curta “Ilha das Flores” até “O Homem que Copiava” e “Saneamento Básico, O Filme”, em 2003 e 2007), o colega Matheus Nachtergaele (“A Festa da Menina Morta”, 2008), a dupla Felipe Hirsch e Daniela Thomas (“Insolação”, 2009), Sergio Machado (“Quincas Berro d’Água”, 2010), André Ristum (“Meu País”, 2011) e Selton Mello (“O Palhaço”, 2011), além de retomar a antiga parceria com Domingos de Oliveira (“Juventude”, em 2008). Sua emocionante despedida da atuação foi como o vovô Benjamin na novela “Em Família” (2014), de Manoel Carlos, onde, como na vida real, seu personagem sofria de Mal de Parkinson. Vencedor de três troféus Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília, homenageado com um Oscarito especial pela carreira no Festival de Gramado, o ator deixa quatro filhos e uma obra vasta, que faz parte do patrimônio nacional.

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  • Filme

    Michael B. Jordan estrela drama dirigido por Denzel Washington

    11 de agosto de 2021 /

    A Sony divulgou o trailer de “A Journal for Jordan”, filme dirigido por Denzel Washington (“Um Limite Entre Nós”) e estrelado por Michael B. Jordan (“Pantera Negra”). Na trama, Jordan vive um soldado que deixa cartas com conselhos para seu filho pequeno enquanto vai lugar na guerra. O longa é baseado na história real da jornalista vencedora do Pullitzer Dana Canedy e seu romance com o Sargento Charles Monroe King, que escreveu um diário com lições de vida para o seu filho Jordan, enquanto estava em missão no exterior. Ele morreu no Iraque em 2006. A atriz Tamara Tune (da série “Law & Order: SVU”) vive a viúva do soldado na adaptação cinematográfica. “A Journal for Jordan” é o quarto longa dirigido por Washington, mas o primeiro em que ele se dedica apenas a esta função, sem acumular trabalho de ator. A estreia está marcada para dezembro de 2021 nos Estados Unidos.

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