Sandra Bullock é “Imperdoável” em trailer de filme dramático
A Netflix divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “Imperdoável” (The Unforgivable), drama em que Sandra Bullock (“Gravidade”) interpreta uma ex-presidiária que sofre rejeição da sociedade. Na trama, após cumprir pena de 20 anos por homicídio, ela tem dificuldades em se reintegrar a uma sociedade que se recusa a perdoar seu passado. Julgada por quase todos à sua volta, a protagonista se senta sozinha e desamparada, e sua única esperança de redenção é reencontrar a irmã mais nova, de quem foi forçada a se separar ao ser trancafiada na prisão. Só que a menina foi criada sem saber do destino da irmã, e o casal que tem sua guarda, vivido por Vincent D’Onofrio (“Demolidor”) e Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”), não está disposto a deixar a criminosa entrar em suas vidas. Baseada na minissérie britânica “Unforgiven”, criada por Sally Wainwright (“Happy Valley”) em 2009, a trama foi adaptada a seis mãos por Peter Craig (do vindouro “Batman”), Hillary Seitz (“Controle Absoluto”) e Courtenay Miles (“Mindhunter”). O ótimo elenco da produção também inclui Jon Bernthal (“Justiceiro”), Rob Morgan (“Stranger Things”), Richard Thomas (“The Americans”), Aisling Franciosi (“Narciso Negro”) e W. Earl Brown (“Preacher”). A direção é de Nora Fingscheidt (“Transtorno Explosivo”) e a estreia está marcada para 10 de dezembro na Netflix.
Continuação de “Duna” é oficializada
A continuação de “Duna” foi oficializada nesta terça-feira (26/10). O estúdio Legendary, parceiro da Warner Bros. na produção, anunciou a sequência nas redes sociais, avisando: “Este é apenas o começo …”, junto com uma arte em que se lê “Duna Parte Dois” e um texto de agradecimento ao público. “Agradecemos à todos que já vivenciaram a experiência de ‘Duna’ e também todos que vão assistir nos próximos dias. Estamos ansiosos para dizer: a jornada continua!”, escreveu o estúdio. A Warner Bros. reproduziu o anúncio em todo o mundo, inclusive no Brasil. Veja abaixo. O diretor Dennis Villeneuve já tinha dito que apenas um desastre financeiro muito grande impediria a produção do segundo filme. Ele deixou claro o apoio do estúdio à sua opção de contar a história em duas partes durante uma entrevista publicada em agosto passado na revista Total Film, ao explicar que a única forma de adaptar o livro de Frank Herbert era dividir a história em dois filmes e assim apresentar a trama completa com cinco horas de duração. “O que ouvimos nas últimas décadas é que não era possível adaptar o livro. Acho que, no fundo, o estúdio ainda acha isso! Mas o que eu precisava era provar a eles que era possível fazer um filme lindo e popular de ‘Duna’, e acho que consegui fazer isso – todo mundo na Warner e na Legendary apoia o filme totalmente. Seria preciso um resultado muito ruim nas bilheterias para que ‘Duna: Parte 2’ fosse cancelado. Eles amam o filme, estão orgulhosos do filme, e querem que o próximo vá adiante”, contou na ocasião. Só que a Warner e a Legendary, embora tenham encomendado o roteiro da continuação em 2019, ainda não tinham autorizado a produção da segunda parte de “Duna”, aguardando para ver se o desastre aconteceria. O filme estreou no fim de semana na América do Norte – e também no Brasil – e o resultado, longe de ser catastrófico, foi o melhor desempenho da Warner no ano, superando com folga o antigo campeão, “Godzilla vs. Kong”, que também era uma coprodução com a Legendary. “Duna” também rendeu a maior abertura norte-americana da carreira do diretor Dennis Villeneuve, deixando para trás os números de “Blade Runner 2049”, apesar de ter sido lançado simultaneamente em streaming, na HBO Max, nos EUA. No exterior, o filme foi exibido apenas nos cinemas. E graças a uma estratégia da Warner para evitar a pirataria das cópias de alta qualidade da HBO Max, começou a ser distribuído com mais de um mês de antecedência em países chaves. Por conta disso, “Duna” já contabiliza uma bilheteria de mais de US$ 220 milhões mundiais. This is only the beginning… Thank you to those who have experienced @dunemovie so far, and those who are going in the days and weeks ahead. We're excited to continue the journey! pic.twitter.com/mZj68Hnm0A — Legendary (@Legendary) October 26, 2021 Repost from @legendary: Esse é só o começo… Agradecemos à todos que já vivenciaram a experiência de #Duna e também todos que vão nos próximos dias. Estamos ansiosos para dizer: a jornada continua! pic.twitter.com/Rkv9I1U0YL — Warner Bros. Pictures Brasil (@wbpictures_br) October 26, 2021
Especial de Natal “Juntos a Magia Acontece” terá continuação na Globo
A Globo fará uma continuação do especial “Juntos a Magia Acontece”. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal o Globo, a história vai retomar a família do telefilme de Natal de 2019, um dos maiores sucessos narrativos recentes da emissora. A maioria do elenco deve retornar. A exceção fica por conta de Milton Gonçalves, de 87 anos, que sofreu um AVC no ano passado e se encontra com a saúde debilitada. O programa original acompanhou o primeiro Natal de uma família de moradores de Madureira, no Rio, após a morte de sua matriarca, Neuza (Zezé Motta). Na história, o viúvo Orlando (Milton Gonçalves) vai morar na casa da filha Vera (Camila Pitanga), cujo marido Jorge (Luciano Quirino) está desempregado há sete meses. Eles têm uma filhinha, Letícia (Gabriely Mota). E aos moradores da casa ainda se junta André (Fabrício Boliveira), irmão mais velho de Vera. Vendo as dificuldades da família, o aposentado Orlando decide voltar ao mercado de trabalho. Ele busca emprego provisório como Papai Noel, mas se defronta com racismo de forma explícita. O papai negro “não se encaixa no perfil” e é dispensado por uma loira (Alice Wegmann) que contrata papais noéis para shoppings. Até um comerciante negro (Tony Tornado) questiona: “Papai Noel negro?”. Nem com ajuda do padre (Francisco Cuoco) da paróquia, que recorre à maior benemérita da comunidade (Aracy Balabanian), Orlando deixa de ouvir “não”. “Não vou dizer por mim, mas pensando nas crianças, elas estranhariam. Ele é mais moreno, né?” O drama emociona e corta o coração, mas tem final “natalino”. A continuação terá que lidar com a ausência do Papai Noel da família. A história voltará a ser escrita por Cleissa Regina Martins com supervisão de George Moura, responsáveis pelo primeiro especial, e a direção está a cargo de Patricia Pedrosa (“Mister Brau”).
Rafael Portugal será o novo Jesus Cristo do Porta dos Fundos
O novo especial de Natal do Porta dos Fundos já definiu quem vai pegar para Cristo. O humorista Rafael Portugal, destaque das edições recentes do “Big Brother Brasil”, ocupará a vaga anteriormente vivida por Fábio Porchat e Gregório Duvivier. Pela primeira vez, o especial será produzido com o formato de animação. Assim, Rafael Portugal será um Jesus animado. Além dele, Fábio de Luca foi escalado como Lázaro e Fabio Porchat, que ainda assina o roteiro, vai dublar Herodes. Vale lembrar que Fábio de Luca já tinha sido Lázaro no especial “A Primeira Tentação de Cristo”, da Netflix, que também incluiu no elenco Porchat e Portugal. Intitulado “Te Prego Lá Fora”, o novo especial será ambientado numa escola dirigida por Herodes e contará uma história nunca antes revelada da adolescência de Jesus, que enfrenta os problemas do ensino médio ao lado do seu melhor amigo, Lázaro. Em inglês, o título ficou “Mean Boys”, numa referência ao clássico adolescente “Mean Girls”, conhecido no Brasil como “Meninas Malvadas”. Depois de render polêmicas para a Netflix e o YouTube, o lançamento deste ano vai agitar o Natal da plataforma de streaming Paramount+.
Gloria Pires e Maisa terminam filmagens de “Desapega!”
A Imagem Filmes anunciou o fim das filmagens de “Desapega!”, nova comédia dirigida por Hsu Chien (“Quem Vai Ficar com Mário?”), que traz as atrizes Gloria Pires e Maisa como mãe e filha. O anúncio desta segunda (25/10) foi acompanhado pela divulgação de fotos da produção nas redes sociais, com várias imagens reveladas por Gloria Pires em seu Instagram oficial. A trama vai mostrar a personagem de Gloria Pires após sete anos de luta contra seu vício em compras. Ela lidera um grupo de apoio a compradores compulsivos, é bem sucedida como organizadora pessoal e está começando um novo romance com o personagem de Marcos Pasquim (“Malhação”). Nada parece ser capaz de abalá-la, até ela receber a notícia de que sua filha única (papel de Maisa), tem planos de sair de casa. Além dos citados, o elenco conta ainda com Malu Valle, Wagner Santisteban, Polly Marinho, Carol Bresolin e Rodrigo Fagundes. O filme é uma produção da Rubi Produtora em colaboração com a Bronze Filmes, Audaz Filmes e Telecine. Ainda sem previsão de estreia, o lançamento deve acontecer em 2022. Chegaram ao fim as filmagens de DESAPEGA!, que chega somente nos cinemas em 2022! Quem já tá ansioso pra ver @maisa e @gloriapires juntas nas telonas? 🧡🍿 pic.twitter.com/CNgUF5QlkD — Imagem Filmes (@ImagemFilmes) October 25, 2021 View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Gloria Pires (@gpiresoficial)
Chiwetel Ejiofor vai engravidar em sci-fi futurista com Emilia Clarke
A atriz Emilia Clarke (“Game of Thrones”) e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) compartilharão uma gravidez na sci-fi futurista “The Pod Generation”. Terceiro longa da diretora Sophie Barther, que já tratou da comercialização de almas em “Almas à Venda” (2009), “The Pod Generation” mostrará um futuro em que a tecnologia permite aos casais dividirem a gravidez em pé de igualdade. O personagem de Ejiofor é um botânico purista cheio de dúvidas sobre úteros descartáveis e pods de gravidez, mas seu amor pela personagem de Clarke o levará a dar esse salto. A produção começará a ser filmada em março e ainda não tem previsão de estreia.
A Liga de Monstros: Carla Diaz dubla nova animação da Paramount
A Paramount Pictures divulgou o pôster nacional e os dubladores brasileiros de sua nova animação, “A Liga de Monstros”. A trama gira em torno de uma competição de lutas de monstros. A história segue a jovem Winnie, que decide seguir os passos de seu pai e se tornar uma treinadora profissional de monstros para a competição. Mas para isso precisa transformar Steve, um monstro sonhador e inseguro, num grande lutador. O desenho americano vai chegar aos cinemas brasileiros com as vozes de Carla Diaz (“A Menina que Matou os Pais”), que dubla a protagonista Winnie e Marcos Veras (“O Shaolin do Sertão”) como Steve, além de David Junior (“Sessão de Terapia”), que dá voz ao grande antagonista, o monstro campeão Tentacular, que fará de tudo para atrapalhar os planos da dupla. O elenco de vozes originais em inglês, por sua vez, traz Geraldine Viswanathan (“Não Vai Dar”) como Winnie, Will Arnett (a voz de “Bojack Horseman”) como Steve e Terry Crews (“Brooklyn Nine-Nine”) como o campeão colossal Tentacular. “A Liga de Monstros” tem roteiro de Etan Cohen (“Homens de Preto 3”) e Matt Lieberman (“A Família Addams”), direção de Hamish Grieve (“Shrek 2”) e estreia prevista para 17 de fevereiro de 2022.
Brendan Fraser será vilão de “Batgirl”
O ator Brendan Fraser vai ampliar sua relação com o universo dos quadrinhos da DC Comics. Intérprete do Homem-Robô na série “Patrulha do Destino” (Doom Patrol), ele será o vilão do filme “Batgirl”. O papel exato não foi confirmado. Ele se junta a Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”), intérprete da super-heroína, e J.K. Simmons, que retoma seu papel de Comissário Gordon após “Liga da Justiça”. O filme tem roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) e deve contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar sua identidade secreta e combater o crime. A direção está a cargo dos belgas Adil El Arbi e Bilall Fallah (de “Bad Boys para Sempre”). Desenvolvido para a plataforma HBO Max, o longa ainda não começou a ser rodado nem tem previsão de estreia definida.
Cauã Reymond é Dom Pedro I em teaser de drama épico
A Vitrine Filmes divulgou o pôster e o teaser de “A Viagem de Pedro”, drama épico de Laís Bodanzky, em que Cauã Reymond (“Alemão”) vive Dom Pedro I. O filme acompanha o imperador brasileiro em sua viagem de exílio, durante a travessia do Atlântico em uma fragata inglesa rumo à Europa em 1831. Destronado e expulso do país, ele busca forças físicas e emocionais para enfrentar seu irmão que usurpou seu reino em Portugal. Doente e inseguro, entra na embarcação em busca de um lugar e uma pátria, enquanto recorda seu período no Brasil. Primeiro longa histórico da diretora dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000) e “Como Nossos Pais” (2017), “A Viagem de Pedro” também destaca em seu elenco a atriz alemã Luise Heyer (da série “Dark”), responsável pela narração da prévia, que interpreta a imperatriz Leopoldina, e a artista plástica Rita Wainer, que estreia como atriz no papel de Domitila de Castro, a Marquesa de Santos. O elenco internacional ainda traz o irlandês Francis Magee (“Into the Badlands”) e o guineense Welket Bungué (“Berlin Alexanderplatz”), além de vários atores português, com destaque para Luísa Cruz (“As Mil e uma Noites”), João Lagarto (“O Filme do Bruno Aleixo”) e Victória Guerra (“Variações”). Ainda sem previsão de estreia comercial, o filme integra a programação da Mostra de São Paulo, que acontece até 3 de novembro na capital paulista.
“Venom – Tempo de Carnificina” supera “Duna” no Brasil
“Venom – Tempo de Carnificina” manteve-se como a maior bilheteria do Brasil pela terceira semana, com 361,5 mil espectadores e R$ 6,3 milhões em ingressos vendidos. Principal lançamento da quinta passada (21/10), “Duna” ficou em 2º lugar ao levar 240 mil pessoas aos cinemas e arrecadar R$ 5 milhões em bilheteria. Um dos principais motivos dessa colocação é que, devido à sua longa duração, “Duna” tem menos sessões diárias que “Venom”, resultando em uma venda menor de ingressos. A diminuição das sessões também fez com que os números deste fim de semana tivessem uma queda de 10% na comparação com a semana anterior. Os cinemas brasileiros registraram um público de 855,8 mil pessoas e arrecadação de R$ 16,2 milhões de quinta a domingo (24/10). Veja abaixo a lista das dez maiores bilheterias do fim de semana, segundo dados da consultoria Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes1. Venom 2. Duna3. Ron Bugado4. Hallloween Kills: O Terror Continua5. 0076. O Ultimo Duelo7. Fátima – A História de Um Milagre8. Patrulha Canina9. Amarração do Amor10. Poderoso Chefinho 2 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) October 25, 2021
Primeiras críticas de “Eternos” se dividem entre elogios e decepção
As primeiras críticas de “Eternos”, próximo filme da Marvel, que estreia em 4 de novembro no Brasil, começaram a ser publicadas neste domingo (24/10). E a reação ao longa dirigido pela vencedora do Oscar Chloé Zhao, diretora de “Nomadlands”, não se mostrou tão entusiasmada quanto o marketing da Disney, sedento por frases de efeito, gostaria. Todo a produção foi acompanhada por elogios internos, com o produtor Kevin Feige, chefão do estúdio, chegando a afirmar que o longa teria a fotografia mais bonita da Marvel e que Zhao traria seu “estilo exclusivo” para o filme. No entanto, “Eternos” chegou com apenas 72% de aprovação no Rotten Tomatoes – nota que deve sofrer alteração, podendo subir ou descer conforme novas críticas foram disponibilizadas. É muito significativo que não tenha começado com nota maior, marcando uma recepção abaixo da média histórica dos lançamentos da Marvel. Na verdade, 72% é a terceira pior avaliação de um longa do estúdio, à frente apenas de “Thor: O Mundo Sombrio” (66%) e “O Incrível Hulk” (70%), e empatada com “Homem de Ferro 2”. É possível ponderar que parte dessa aparente decepção se deva à expectativa elevada, após Chloé Zhao vencer o Oscar, e por ver Angelina Jolie e outros astros famosos numa produção da Marvel. “‘Eternos’ pode não ser o pior dos filmes da Marvel, mas sem dúvidas é o mais decepcionante”, descreveu o site oficial da rede britânica BBC, incluindo a palavra “decepcionante” no título. A crítica publicada pelo jornal Los Angeles Times foi uma das mais perspicazes ao registrar o contraste entre o que se espera da Marvel e o que se espera de Zhao. “Você sai da sessão com aquele pensamento depressivo de ter acabado de assistir a um dos filmes mais interessantes que a Marvel já fez, ao mesmo tempo em que torce para ser o filme menos interessante que Chloé Zhao fará em toda a sua carreira”, escreveu o jornalista Justin Chang. “Está claro que Zhao, ao assinar para fazer este projeto, decidiu deixar seu estilo expressivo de lado e abraçar as convenções expositivas da Marvel. Isso é um pouco decepcionante. Mesmo assim, a sensibilidade de Zhao, em um certo nível, está lá”, observou Owen Gleiberman no site da revista Variety. David Rooney, da revista The Hollywood Reporter, foi o mais elogioso de todos, especialmente em relação ao trabalho da diretora. “Desde a imagem inicial de Sersi emergindo de uma estação de metrô de Londres em Piccadilly Circus até as notas sonhadoras de “Time” do Pink Floyd, a emoção, o peso contemplativo da visão de Zhao coloca o filme entre as iniciativas mais interessantes e originais da Marvel em todos os tempos”. Ele explica que “a atenção aos personagens, às dinâmicas de grupo e profundidade emocional faz o filme soar mais vivo em seus momentos mais quietos do que na ação rotineira de computação gráfica. E essa profundidade dos sentimentos ajuda a contrabalançar a narrativa precária”. A “narrativa precária” foi alvo de várias outras publicações. O roteiro dos inexperientes primos Ryan e Kaz Firpo (roteiristas de curtas documentais), em parceria com Patrick Burleigh (“Pedro Coelho 2: O Fugitivo”), irritou tanto David Ehrlich, do site IndieWire, que sua crítica foi praticamente um desabafo. “Será que esses filmes não conseguem fazer mais nada? É pedir demais querer que o cinema dominante no mundo agite um pouco as coisas e se desafie de uma forma mais significativa?”, ele escreveu. Ou, como diz Scott Mendelson, da revista Forbes, sobre a história: “‘Eternos’ mostra a Marvel cometendo os mesmos erros (heróis genéricos, efeitos visuais chatos, um filme inteiro como um prólogo para uma sequência, etc) que seus rivais”. A tendência é que a nota caia ainda mais. Bem mais.
“007 – Sem Tempo para Morrer” supera US$ 500 milhões mundiais
O filme “007 – Sem Tempo para Morrer” ultrapassou uma marca importante de arrecadação global neste fim de semana, ao atingir um total de US$ 525,4 milhões mundiais. O valor torna a nova aventura de James Bond o segundo título de Hollywood a superar US$ 500 milhões desde 2019, situando “007 – Sem Tempo para Morrer” atrás apenas de “Velozes e Furiosos 9” (US$ 716,5 milhões) em toda a pandemia. Ambos os filmes são da Universal Pictures, mas o longa de 007 é uma coprodução com a MGM. Em cartaz há quatro semanas, “007 – Sem Tempo para Morrer” teve bilheteria de US$ 120 milhões na América do Norte e rendeu US$ 405,4 milhões em 72 mercados internacionais. O detalhe é que a estreia na China ainda não aconteceu. O lançamento no segundo maior mercado de cinema do planeta está marcado para a próxima sexta-feira (29/10). Depois disso, o longa ainda chegará na Austrália em 11 de novembro. Atualmente, o mercado europeu é onde a produção tem feito maior sucesso, puxado pelo desempenho no Reino Unido, onde ultrapassou US$ 100 milhões neste fim de semana, seguido pela Alemanha, com US$ 56 milhões. Devido às limitações da pandemia, a expectativa é que o filme deixe para trás a bilheteria de pelo menos um dos longas anteriores estrelados por Daniel Craig. A menor arrecadação do atual James Bond foi “007 – Quantum of Solace”, que em 2008 faturou US$ 589,5 milhões mundiais.
Duna bate recorde da Warner e chega a US$ 220 milhões mundiais
“Duna” estreou em 1º lugar nos EUA e Canadá com US$ 40,1 milhões nas bilheterias, apesar de enfrentar a concorrência de si mesmo num lançamento simultâneo na HBO Max. O épico de ficção científica estreou em 4.125 cinemas na América do Norte, além de ser disponibilizado em streaming, uma prática adotada para todos os filmes da Warner Bros. em 2021 nos EUA. Diferente do que vinha acontecendo com outros lançamentos híbridos do estúdio, o resultado superou expectativas. Foi o melhor desempenho de todos os filmes da Warner que seguiram este formato de distribuição – ou seja, teve a melhor estreia da Warner no ano – , superando com folga o antigo campeão, “Godzilla vs. Kong” (US$ 31,7 milhões). O filme também rendeu a maior abertura norte-americana da carreira do diretor Dennis Villeneuve, deixando para trás os números de “Blade Runner 2049” (US$ 32,8 milhões). Além dos EUA e Canadá, “Duna” chegou a outros países, em especial a China, local que rendeu US$ 21,6 milhões neste fim de semana. Juntando as bilheterias de outros mercados, inclusive do Brasil onde também estreou nos últimos dias, o valor internacional foi maior que o desempenho norte-americano, atingindo US$ 47,4 milhões de quinta a este domingo (24/10). No exterior, o filme foi exibido apenas nos cinemas. E graças a uma estratégia da Warner para evitar a pirataria das cópias de alta qualidade da HBO Max, começou a ser distribuído com mais de um mês de antecedência em países chaves. Por conta disso, a produção já tem US$ 180,6 milhões no mercado internacional, que, somada à arrecadação doméstica, eleva o faturamento total a US$ 220,2 milhões mundiais. O problema para a Warner é que agora as tais cópias de alta qualidade já existem e o filme ainda tem um longo caminho a percorrer antes de recuperar seu orçamento de US$ 165 milhões e gastos adicionais com P&A (cópias e publicidade). Para complicar, o longo tempo de projeção do filme, de 155 minutos, reduz o número de sessões diárias nos cinemas e, portanto, sua capacidade de gerar grande faturamento. A favor da continuidade do sucesso estão as avaliações de público e crítica, com notas A- no CinemaScore e 83% de provação no Rotten Tomatoes. Em 2º lugar nas bilheterias da América do Norte, “Halloween Kills” somou mais US$ 14,5 milhões no fim de semana para atingir US$ 73,1 milhões na América do Norte e US$ 90,9 milhões mundiais. Na 3ª posição, “007 – Sem Tempo para Morrer” comemorou a ultrapassagem dos US$ 500 milhões de arrecadação global, ao atingir um total de US$ 525,4 milhões mundiais – dos quais US$ 120 milhões correspondem ao mercado interno. O 4º colocado, “Venom: Tempo de Carnificina”, também comemorou uma marca importante, ao ultrapassar US$ 350 milhões globalmente com uma contabilidade doméstica de US$ 181,8 milhões e US$ 170,6 milhões no exterior. O Top 5 se fecha com a segunda estreia da semana. Ao enfrentar “Duna” e os blockbusters remanescentes nas bilheterias, a animação “Ron Bugado”, produção do 20th Century Studios distribuída pela Disney, fez apenas US$ 7 milhões em sua estreia norte-americana, o que foi considerado decepcionante diante dos elogios da crítica e até mesmo da avaliação positiva do público que assistiu – 81% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota A no CinemaScore. Para completar, o fim de semana ainda registrou um recorde no circuito limitado norte-americano, graças à estreia de “A Crônica Francesa” (The French Dispatch). O filme de Wes Anderson obteve a maior média de ingressos vendidos da era pandêmica, com uma arrecadação estimada em US$ 25 mil por sala de exibição. Exibido em apenas 52 salas, fez US$ 1,3 milhão e, de forma impressionante para a sua baixa quantidade de telas, conseguiu se posicionar no 9º lugar do ranking.











