Novos filmes: “Cyrano” e as estreias do cinema em casa
Repleta de títulos inéditos e/ou de passagem relâmpago pelos cinemas brasileiros, a programação de estreias digitais da semana reúne astros conhecidos e premiados, como Peter Dinklage e Joaquin Phoenix, traz o filme que lançou a carreira internacional de Maria Fernanda Cândido, surpreende com tramas originais, assusta, emociona e diverte bastante. Veja abaixo 10 sugestões para acompanhar com pipoca durante o fim de semana em casa. | CYRANO | VOD* Inédita nos cinemas brasileiros, a nova adaptação de “Cyrano de Bergerac”, que traz Peter Dinklage (o Tyrion de “Game of Thrones”) no papel principal, chega às telas como a mais diferente de todas. Para começar, a escalação de Dinklage muda totalmente o aspecto físico de Cyrano, que deixa de ser o feioso narigudo da peça clássica de Edmond Rostand (1868-1918) para se tornar uma pessoa com nanismo. Só que a novidade das telas é notícia velha nos palcos. O ator viveu o papel no teatro em 2019, no circuito off-Broadway de Nova York. Aquela montagem tinha Blake Jenner (de “Glee”) no papel do galã Christian, e aí o filme inova mais, ao escalar Kelvin Harrison Jr. (o Fred Hampton de “Os 7 de Chicago”) e transformar o jovem cadete num homem negro. Pra quem não lembra desta história bastante conhecida, Cyrano é apaixonado por Roxanne (vivida no filme por Haley Bennett, de “O Diabo de Cada Dia”), mas ela só tem olhos para o belo e simplório Christian. Conformado, o feio tenta ensinar ao belo como conquistar sua amada, fazendo-o assinar cartas românticas de sua autoria e a declarar poemas arrebatadores que ele criou. Mas isso cria problemas óbvios, porque Christian não é nada romântico e decepciona Roxanne num encontro real, sem a simulação de Cyrano. Para complicar ainda mais, ainda há um pretende rico (Ben Mendelsohn, de “Capitã Marvel”) querendo a amada de todos. E tudo isso se passa durante uma guerra. Esta trama já foi encenada de muitas formas, desde aventura clássica de capa espada até comédia romântica moderna, mas desta vez se materializa como um musical dirigido por Joe Wright (de “Anna Karenina” e “Orgulho e Preconceito”), em que os poemas viram música e o triângulo amoroso tira todos para dançar. | EMERGÊNCIA | AMAZON PRIME VIDEO Boa surpresa da Amazon, esta ótima comédia junta elementos hilários a uma trama com consciência social, e marca um começo brilhante na carreira cinematográfica da roteirista K.D. Dávila (da série “Motherland: Fort Salem”), premiada no Festival de Sundance de 2022 pela estreia em longa-metragem. É pra rir, mas também sentir um tapa na cara. A trama acompanha o dilema de dois estudantes negros e seu amigo latino, que, ao se preparar para uma maratona de festas universitárias, deparam-se com uma jovem branca desmaiada de bêbada em seu dormitório, mas têm medo de ajudá-la por poderem ser mal interpretados. Debatendo se chamam a polícia, os universitários tomam a pior decisão e a levam para seu carro. Enquanto isso, sua irmã acaba de perceber sua falta na festa de uma fraternidade vizinha, resolvendo localizá-la pelo sinal do celular. Uma decisão ruim leva à outra, com inúmeras consequências e a complicação extra de a menina desmaiada ser menor de idade. O filme é baseado num curta que a roteirista premiada e o diretor novato Carey Williams fizeram em 2018. Eles se juntam novamente na versão ampliada, trabalhando desta vez com um elenco de jovens atores conhecidos, como RJ Cyler (“Power Rangers”) e Sabrina Carpenter (“Crush à Altura”), entre outros. Elogiadíssima pela capacidade de perturbar e divertir ao mesmo tempo, tem 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. | SEMPRE EM FRENTE | VOD* Primeiro filme de Joaquin Phoenix após vencer o Oscar por “Coringa”, o drama em preto e branco traz o ator como um documentarista que pretende entrevistar crianças sobre a situação do mundo. Nesse processo, estabelece um relacionamento tênue, mas transformador, com seu sobrinho sem filtros de 8 anos, que ele leva em suas viagens. “Sempre em Frente” tem roteiro e direção de Mike Mills, que não lançava uma nova obra desde “Mulheres do Século 20” em 2016. E embora tenha passado ao largo do Oscar 2022, o menino Woody Norman (“Troia: A Queda de Uma Cidade”), que vive o sobrinho, foi indicado ao BAFTA (o Oscar britânico) como Melhor Ator Coadjuvante. Elogiadíssimo pela crítica, atingiu uma avaliação até mais positiva que muitos indicados ao prêmios da Academia – 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O TRAIDOR | CLARO TV+ Coprodução com o Brasil, o longa do maestro italiano Marco Bellocchio (“A Bela Que Dorme”) é uma cinebiografia de Tommaso Buscetta, o primeiro chefe de alto escalão da máfia a se transformar em informante da justiça – o traidor do título. Buscetta viveu o Brasil por um período e a produção tem cenas rodadas no Rio de Janeiro, além de destacar, em seu primeiro papel internacional, Maria Fernanda Cândido como a mulher do mafioso, que o convence a tomar a decisão de cooperar com a justiça italiana em 1984. A repercussão positiva da produção, que conquistou 21 prêmios importantes, abriu as portas para a atriz atuar no exterior. O filme traz Pierfrancesco Favino (da série “Marco Polo”) no papel do mafioso e foi o grande vencedor do David Di Donatello (o Oscar italiano) de 2020. | KLONDIKE – A GUERRA NA UCRÂNIA | VOD* A diretora Marina Er Gorbach concebeu seu filme, exibido sob elogios no Festival de Sundance em janeiro e premiado em Berlim em fevereiro, como um alerta ao mundo sobre a situação da Ucrânia. Mas após a invasão do país pela Rússia, quatro dias após a Berlinale, “Klondike” acabou se tornando ainda mais relevante, um retrato da população submetida ao que o título no Brasil chama de “Guerra na Ucrânia”. A trama, na verdade, aborda o conflito civil do leste do país de 2014, época em que começaram os bombardeios de separatistas apoiados por Moscou. A personagem principal é Irka, jovem grávida que vive com o marido num vilarejo sob a sombra da violência, até tudo virar destroços. A destruição de seu lar é refletida pelo esfacelamento de famílias, com irmãos se dividindo entre “russos” e ucranianos. Com o teto caindo sob suas cabeças, o casal grávido também representa a luta pelo direito à vida em meio ao caos. Por todo o contexto, a obra atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A MULHER DE UM ESPIÃO | MUBI O cineasta Kiyoshi Kurosawa tem se alternado entre terrores cultuados e dramas premiados. O novo trabalho pertence ao segundo grupo e conquistou nove prêmios internacionais, inclusive Melhor Direção no Festival de Veneza de 2020. A trama gira em torno da decisão de um comerciante de deixar sua esposa no Japão para viajar até a China no começo da 2ª Guerra Mundial, onde testemunha um ato de barbárie. Suas ações causam mal-entendidos, ciúmes e problemas legais para sua esposa. | EXIT | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* A divertida comédia de ação sul-coreana acompanha um rapaz derrotado pela vida que vira herói nacional. Ele faz aulas de alpinismo para conquistar uma garota que não se importa com esse esforço e ainda é humilhado pela mãe que questiona seu futuro profissional como escalador de montanhas desempregado. Mas quando um gás venenoso começa a fazer vítimas fatais em Seul, sua habilidade subestimada é a única coisa capaz de salvá-lo, impulsionando-o a subir em prédios cada vez mais altos para escapar da nuvem tóxica, enquanto sua façanha mobiliza uma torcida televisiva. Destacando Jo Jung-Suk (da série “Oh My Ghost”) como protagonista e a cantora Yoona (do grupo K-pop Girls’ Generation) como sua musa alpinista, o primeiro longa escrito e dirigido por Lee Sang-geun registra 83% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. | SMALL ENGINE REPAIR | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD Um thriller poderoso sobre masculinidade tóxica, alimentado por excelentes interpretações. Escrito, dirigido e estrelado por John Pollono (“This Is Us”), que adapta uma peça de sua própria autoria em sua estreia atrás das câmeras, o filme independente entrega sua origem teatral ao se passar em grande parte no interior de uma garagem mecânica. É onde três velhos amigos, interpretados por Pollono, Jon Bernthal (“O Justiceiro”) e Shea Whigham (“Perry Mason”) viram a noite celebrando seu reencontro, após um deles voltar da prisão. Mas depois de muito whisky, marshmellows e causos, um jovem traficante abastado (Spencer House, de “The Society”) adentra o recinto, convocado pelo ex-presidiário dono da garagem. É neste momento que ele revela suas verdadeiras intenções, cobrando dos amigos um pequeno favor em nome de sua filha (Ciara Bravo, de “Wayne”). A guinada só vem depois de mais de metade do filme, mas é tão claustrofóbica quanto o recinto em que acontece. | MENTIRA NADA INOCENTE | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* Premiado no circuito dos festivais norte-americanos, o quarto filme do casal canadense Yonah Lewis e Calvin Thomas (ambos de “Amy George”) retrata o golpe de uma estudante universitária que finge ter câncer. Ela raspa o cabelo, falsifica diagnósticos e enfrenta até um tratamento agressivo para levantar fundos numa campanha beneficente, conquistar um bolsa de estudos e deixar de trabalhar. Sua falsa condição também a transforma numa celebridade no campus, rendendo-lhe todo o apoio que sempre sonhou, de colegas, professores e até da namorada, nunca antes tão atenciosa. Tudo vai bem, até que os responsáveis pela bolsa pedem cópias de seus exames médicos, o que a conduz a uma espiral de desespero e transforma o drama num thriller psicológico. Destaque para a performance de Kacey Rohl (a vilã Marina de “The Magicians”), que raspou mesmo a cabeça diante das câmeras para a produção. | NOME PRÓPRIO | NETFLIX Até então inédita em streaming, esta produção nacional de 2007 se mantém forte pelo retrato de sua personagem, inspirada nos escritos de Clara Averbuck, e pela interpretação de Leandra Leal, dando sinais de grandeza em seu primeiro filme como protagonista adulta. Na trama, ela busca levar uma vida extrema para poder escrever a respeito em seu blog, rompendo barreiras e correndo riscos como uma mulher sozinha contra tudo. Vencedor do Festival de Gramado, o filme conta com direção do veterano Murilo Salles (“Nunca Fomos Tão Felizes”), que só fez outro longa de ficção desde então, “O Fim e os Meios”, em 2015. Mas o mais curioso é reparar como a conexão discada da era dos blogs datou rápido diante da ascensão dos influencers de redes sociais. É praticamente uma relíquia para a geração de Instagramers e Tiktokers, reforçando que a internet não forma mais escritores, mas exibicionistas. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Harrison Ford volta como Indiana Jones na primeira foto do novo filme
A Lucasfilm divulgou a primeira imagem de “Indiana Jones 5”, que destaca a silhueta do ator Harrison Ford, caminhando sobre uma ponte precária no interior de uma caverna mal iluminada – o que poderia ser mais Indiana Jones que isso? Atualmente em pós-produção, o filme tem direção de James Mangold (“Logan”), marcando a primeira aventura do arqueólogo veterano que não conta com a direção de Steven Spielberg. As filmagens começaram em maio do ano passado no Reino Unido e se encerraram em fevereiro deste ano, mas a única notícia vinda dos sets neste período foi um acidente sofrido por Harrison Ford logo nos primeiros dias. Ele machucou o ombro, precisando se afastar brevemente dos trabalhos. Apesar do acidente, a produção não foi interrompida. Mesmo assim, poucas fotos foram feitas por fãs e paparazzi durante as filmagens. As imagens que circularam nas redes sociais sugeriram que a história se passa em 1969, ano da chegada do homem à Lua, mas também houve registros de um trem identificado com insígnia nazista. O elenco da produção inclui Boyd Holbrock (“Logan”), Mads Mikkelsen (“Druk – Mais uma Rodada”), Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), Antonio Banderas (“Uncharted”), Toby Jones (“Um Menino Chamado Natal”), Thomas Kretschmann (“Vingadores: Era de Ultron”) e Shaunette Renée Wilson (“The Resident”). A estreia está prevista para 29 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Durante o #StarWarsCelebration, a LucasFilm anunciou que em 2023, Harrison Ford volta como o lendário #IndianaJones. Confira a primeira imagem do filme dirigido por James Mangold. pic.twitter.com/bLGY77x3y4 — Star Wars Brasil (@StarWarsBR) May 26, 2022
Jude Law vai estrelar série “Star Wars” do diretor de “Homem-Aranha”
A Lucasfilm revelou que Jude Law será o astro de uma nova série “Star Wars” da Disney+. Ele vai estrelar “Star Wars: Skeleton Crew”, produção desenvolvida pelo cineasta Jon Watts (do blockbuster “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”), que até o momento se encontrava sem título definido. A novidade foi revelada durante as celebrações dos 45 anos de lançamento do primeiro filme da franquia nos EUA, e repercutida nas redes sociais de “Star Wars”. A série vai se passar no período da Nova República (isto é, após “O Retorno de Jedi” e na época de “The Mandalorian”) e girar em torno de quatro pré-adolescentes que crescem após a queda do Império. Ainda não há detalhes sobre o papel de Law na trama. Jon Watts vai trabalhar na produção com o roteirista Christopher Ford, que foi seu parceiro no primeiro filme do atual “Homem-Aranha”, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017). Os dois também colaborarão com os produtores Jon Favreau e David Filoni, responsáveis pelas séries ligadas a “The Mandalorian” na Disney+. A previsão de estreia é para 2023. Mais novidades chegando diretamente do #StarWarsCelebration! 🙌Star Wars: Skeleton Crew, uma Série Original estrelada por Jude Law, dos produtores executivos Jon Watts, Christopher Ford, Jon Favreau e Dave Filoni, estreia em 2023 no @DisneyPlusBR.#StarWars #SkeletonCrew pic.twitter.com/0ZY6Yk4x6V — Star Wars Brasil (@StarWarsBR) May 26, 2022
Ray Liotta (1954–2022)
O ator Ray Liotta, que estrelou o clássico “Os Bons Companheiros”, morreu nesta quinta (26/5) aos 67 anos. Ele faleceu enquanto dormia, na República Dominicana, onde estava filmando o longa “Dangerous Waters”. Vindo da TV, onde participou de novela e séries, Liotta chamou atenção ao aparecer em seu primeiro papel importante no cinema, no filme “Totalmente Selvagem” (1986), de Jonathan Demme, como um psicopata que mudava o tom da trama na parte final da projeção. O papel lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Apesar da repercussão, o ator levou mais três anos para emplacar outro coadjuvante importante: o espírito do jogador de beisebol “Shoeless” Joe Jackson em “Campo dos Sonhos” (1989), de Phil Alden Robinson. Sucesso de bilheteria e cultuado por americanos fãs de esportes, “Campo dos Sonhos” colocou Liotta no radar de Martin Scorsese, que o escalou em “Os Bons Companheiros” (1990), ao lado de Robert De Niro e Joe Pesci. Estrelar “Os Bons Companheiros” mudou a trajetória do ator. A interpretação do gângster acuado Henry Hill, que aceita entregar os parceiros, deu a Liotta mais que o esperado protagonismo. Ao integrar um dos melhores filmes de um dos melhores diretores de todos os tempos, ele conquistou a admiração da crítica e da indústria, e todas as portas se abriram. As ofertas começaram a se acumular. De ator que coadjuvava um longa a cada dois anos, ele passou a estrelar três por ano, com seu nome em destaque nos cartazes. Mas a quantidade não refletiu qualidade, o que o levou a produções cada vez menos indicadas pela crítica, como o thriller “Obsessão Fatal” (1992), a sci-fi de baixo orçamento “Fuga de Absolom” (1994), a comédia “Corina, uma Babá Perfeita” (1994), a aventura da Disney “Operação Dumbo” (1995) e vários filmes pouco recomendáveis. Entretanto, no meio de produções descartáveis, ele voltou a lembrar que era capaz de muito mais com sua participação em “Cop Land: A Cidade dos Tiras” (1997), que estabeleceu a carreira do diretor James Mangold. Foi um lembrete de seu talento, que o reaproximou dos grandes cineastas, como Paul Schrader, velho parceiro de Scorsese, que o escalou em “Marcas da Vingança” (1999), e Ridley Scott, que o incluiu em “Hannibal” (2000), a continuação de “O Silêncio dos Inocentes” (1991). Neste período, Liotta se especializou em produções criminais, atuando em obras consagradas pela crítica como “Profissão de Risco” (2001), último filme do diretor Ted Demme, e “Narc” (2002), responsável por colocar o diretor-roteirista Joe Carnahan no radar. Ele acertou o rumo e contracenou com Denzel Washington em “Um Ato de Coragem” (2002), de Nick Cassavetes, voltou a trabalhar com Mangold no cultuado suspense “Identidade” (2003), fez o thriller “Revólver” (2005), de Guy Ritchie, e uma nova parceria com Carnahan em “A Última Cartada” (2006), antes de zoar a sua fama de durão na comédia blockbuster “Motoqueiros Selvagens” (2007). Daí pra frente, ficou mais difícil manter a seletividade, porque Liotta fez mais filmes nos últimos 15 anos que em todos os 25 anos anteriores de sua carreira, incluindo nesse período duas séries de TV, o suspense “Smith” (2006-2007) e o policial “Shades of Blue” (2016-2018), além de ter se destacado numa participação especial de “Plantão Médico” (E.R.), que lhe rendeu um troféu Emmy. Depois do policial “Território Restrito” (2009), com Harrison Ford, e a comédia “O Segurança Fora de Controle” (2009), com Seth Rogen, ele passou a acumular thrillers para o mercado de vídeo. Fez dezenas num período muito curto, mas ainda assim conseguiu encaixar bons projetos na agenda, como “O Lugar Onde Tudo Termina” (2012), com Ryan Gosling, “O Homem da Máfia” (2012), com Brad Pitt, a adaptação de quadrinhos “Sin City: A Dama Fatal” (2014), “O Mensageiro” (2014), com Jeremy Renner, e o premiado “História de um Casamento” (2019), com Adam Driver e Scarlett Johansson. No ano passado, ele lançou mais dois filmes elogiados: “Os Muitos Santos de Newark”, que serviu de prólogo para a série “Família Soprano”, e “Nem um Passo em Falso”, trama noir de Steven Soderbergh. Ele ainda apareceu na temporada final da série de ação “Hanna” e gravou todos os episódios do drama prisional “Black Bird”, produção ainda inédita da Apple TV+, além de ter finalizado dois filmes: a comédia “El Tonto”, primeiro longa dirigido pelo comediante Charlie Day, e o suspense “Cocaine Bear”, dirigido por Elizabeth Banks – ambos sem previsão de estreia. Por se manter extremamente ativo e em demanda, a morte do ator surpreendeu Hollywood, gerando várias manifestações nas redes sociais. Lorraine Bracco, que atuou com Liotta em “Os Bons Companheiros”, foi uma das mais comovidas. “Estou totalmente destroçada ao ouvir esta terrível notícia sobre o meu Ray. Eu posso estar em qualquer lugar do mundo e as pessoas vêm e me dizem que seu filme favorito é ‘Os Bons Companheiros’. Então eles sempre perguntam qual foi a melhor parte de fazer aquele filme. Minha resposta sempre foi a mesma… Ray Liotta”, ela escreveu. O cineasta James Mangold, que o comandou em longas que impulsionaram sua carreira, escreveu: “Chocado e triste ao saber da morte de Ray Liotta. Além do exterior durão e das emoções fortemente feridas de seus personagens, ele era um colaborador doce, brincalhão e apaixonado e um ator brilhante”. Alessandro Nivola, que trabalhou com o ator no recente “Os Muitos Santos de Newark”, também lamentou. “Eu me sinto tão sortudo por ter enfrentado essa lenda em um de seus papéis finais. As cenas que fizemos juntos estão entre os destaques de todos os tempos da minha carreira de ator. Ele era perigoso, imprevisível, hilário e generoso com seus elogios a outros atores.”
“Top Gun: Maverick” tem uma das maiores estreias do ano nos cinemas
“Top Gun: Maverick” é a maior estreia deste fim de semana. Com Tom Cruise à frente de caças velozes e um grandioso espetáculo visual, o filme aterrissa em mais de 1,6 mil salas nesta quinta (26/5), num dos maiores lançamentos do ano nos cinemas brasileiros. A programação se completa com mais três títulos, que podem ser conferidos abaixo com maiores informações e seus trailers. | TOP GUN: MAVERICK | Um dos últimos grandes astros de Hollywood, Tom Cruise chega aos 60 anos no auge. É impressionante que, a esta altura da carreira, seus dois filmes mais recentes sejam considerados os melhores de toda a sua trajetória. Aplaudidíssimo no Festival de Cannes, “Top Gun: Maverick” voa alto com 97% de aprovação da crítica contabilizada no Rotten Tomatoes, tornando-se o filme mais bem avaliado de sua filmografia, empatado com “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, o lançamento anterior. O mais interessante é que “Top Gun: Maverick” é um filme-fetiche de Tom Cruise, idolatrando-o sem pudor. Toda a trama gira em torno dele, ao retomar o papel que o projetou no cinema de ação. O longa chega a repetir vários elementos do lançamento original – recriações de cenas e até de música-tema – , mas se prova muito melhor que a velha propaganda de recrutamento militar, lançada em 1986 com rock da MTV. Principalmente porque os tempos mudaram. Pilotos de caça viraram uma espécie em extinção nos conflitos modernos de drones. Não há glamour nos jogos de guerra à distância, e nesse sentido o patriotismo da antiga produção virou um espetáculo anacrônico. Este contexto é explorado na continuação, que reencontra o personagem Maverick mais humilde e tendo uma última chance, após um percurso sem promoções, como instrutor da escola de pilotos em que se graduou. Nesta nova situação, ele vai precisar lidar com alunos que o acham ultrapassado, entre eles o filho amargurado de Goose (Anthony Edwards), falecido no filme de 1986. O desafio se torna ainda maior quando tem que liderar os pilotos numa situação de batalha real. O filho de Goose é vivido por Miles Teller (“Whiplash”) e os demais intérpretes de pilotos são Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Danny Ramirez (“Falcão e o Soldado Invernal”), Jay Ellis (“Insecure”) e Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”). Além deles, o elenco ainda inclui Jennifer Connelly (“Expresso do Amanhã”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”) e Val Kilmer, que também reprisa seu papel do primeiro “Top Gun” como Iceman. A direção está a cargo de Joseph Kosinski, que já tinha dirigido Cruise na sci-fi “Oblivion” (2013) e se consagra de vez no comando das cenas aéreas. Quem ver em tela IMAX deve se preparar para a vertigem. | LUTA PELA FÉ – A HISTÓRIA DO PADRE STU | O astro Mark Wahlberg (“Uncharted”) investiu seu próprio dinheiro para produzir esse drama religioso baseado em história real, que mostra a transformação de um bad boy num padre adorado. O filme mostra toda a trajetória do protagonista, vivido pelo próprio Wahlberg, desde seu passado como boxeador, sua mudança para Los Angeles com o sonho de virar ator e o emprego de balconista que o fez encontrar a religião – na verdade, uma bela latina que só namorava homens batizados. Mas é só após um grave acidente de moto, responsável por sequelas, que Stu encontra sua vocação, usando o que lhe restou de capacidade física para seguir o sacerdócio. E seu exemplo acaba inspirando multidões. A produção também destaca Mel Gibson (“A Força da Natureza”) e Jacki Weaver (“O Grito”) como os pais de Stu, além de Teresa Ruiz (“Luis Miguel: A Série”) e Malcolm McDowell (“Gossip Girl”). Roteiro e direção são de Rosalind Ross, que é namorada de Gibson e estreia nas duas funções no cinema, após escrever um curta e um episódio da serie “Matador” em 2014. A crítica americana não aprovou (43% no Rotten Tomatoes) e o público não se importou, rendendo uma bilheteria abaixo das expectativas (R$ 20 milhões, metade do orçamento de US$ 40 milhões). Wahlberg perdeu dinheiro. | TANTAS ALMAS | O diretor colombiano Nicolás Rincón Gille usou sua experiência como documentarista nesta estreia na ficção, filmada com atores não profissionais e em locações reais, numa intersecção com seus documentários. Na trama, o pescador José atravessa o rio Magdalena, o maior da Colômbia, em busca dos corpos de seus dois filhos, assassinados por paramilitares. Apesar de sua dor, José está determinado a encontrá-los para dar o enterro que merecem e, assim, impedir que permaneçam como almas errantes. Em sua jornada, encontra a magia de um país despedaçado. Gille já tinha filmado a violência rural, o rio e as superstições colombianas em três longas documentais. Ao reunir essas referências numa única narrativa, atingiu uma síntese tão imersiva quanto realista: um retrato da Colômbia profunda não visto em postais, que impressionou a crítica internacional e venceu o Festival de Marrakech. | SUZANNE DAVEAU | O documentário português é dedicado à geógrafa Suzanne Daveau, com material de arquivo e depoimentos para a câmera, cobrindo desde seus anos estudantis durante a 2ª Guerra Mundial e pesquisas de campo na África e Portugal. Dirigido por Luísa Homem (“No Trilho dos Naturalistas: São Tomé e Príncipe”), o filme traça o esboço de uma mulher aventureira, que atravessa o século 20 até aos dias de hoje, guiada pela paixão da investigação geográfica – que rendeu uma extensa coleção de obras publicadas.
Bruna Marquezine se entusiasma com fotos vazadas de “Besouro Azul”
A atriz Bruna Marquezine ficou animada ao ver as fotos vazadas de seu primeiro filme americano, “Besouro Azul”, atualmente em produção na Warner. Mas o entusiasmo pareceu ter mais a ver com o colega de elenco, o ator Xolo Maridueña (“Cobra Kai”), que com a produção. Usando os stories, no Instagram, a artista apareceu com sorriso de orelha a orelha e perguntou em inglês a seus seguidores: “Have you guys seen the leaked photos of (Vocês viram as fotos vazadas de)”, acrescentando em seguida as fotos vazadas de Xolo Maridueña como Besouro Azul. “Ai, papi”, comentando ela na sequência, fingindo passar mal. As fotos vazadas movimentaram o dia nas redes sociais, por apresentar pela primeira vez o visual do herói do título. E ele é bem fiel aos quadrinhos. Escrita por Gareth Dunnet-Alcocer (do remake de “Miss Bala”), a trama vai se focar na terceira e mais recente versão do Besouro Azul nos quadrinhos, o que fará da produção o primeiro filme de super-herói latino feito nos EUA. A trama gira em torno de Jaime Reyes, jovem que ganha superpoderes ao encontrar uma tecnologia alienígena. Ao se fundir à sua espinha, o traje tecnológico extraterrestre possibilita ao adolescente do Texas aumentar sua velocidade e sua força, além de materializar armas, asas e escudos. Só que a Inteligência Artificial que acompanha a roupa quer usar esta mesma tecnologia para ajudar uma invasão da Terra. Bruna Marquezine foi escalada para viver o par romântico de Jaime Reyes. A personagem da brasileira tem sido chamada de Penny na imprensa, mas o diretor Ángel Manuel Soto (premiado no Festival de Sundance pelo drama indie “Twelve”), lhe chamou de Jenny num vídeo. Originalmente desenvolvido para a HBO Max, o filme mudou de rota e vai ser lançado exclusivamente nos cinemas em 18 de agosto de 2023.
Idris Elba enfrenta leão enfurecido no trailer de “A Fera”
A Universal Pictures divulgou o trailer legendado de “A Fera”, que traz Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) contra um leão enfurecido. A prévia mostra como um passeio de férias pela savana africana vira uma história de terror, quando o viúvo vivido por Elba precisa proteger suas filhas do ataque de um leão selvagem, que deixa um rastro de morte pelo caminho. Na produção, Elba interpreta o Dr. Nate Samuel, que viaja para a África do Sul para reforçar sua conexão com as filhas Norah (Leah Jeffries, que estará em “Percy Jackson”) e Meredith (Iyana Halley, de “This Is Us”) após a morte da esposa, mãe das jovens. Durante uma excursão guiada (por Sharlto Copley, de “Distrito 9”), no entanto, a família se vê perseguida por um leão selvagem, cujos instintos de proteção foram atiçados por um ataque de caçadores poucos momentos antes. Com direção de Baltasar Kormákur (“Evereste”) e roteiro de Ryan Engle (“Rampage – Destruição Total”), “A Fera” estreia em 19 de agosto nos EUA, mas ainda não tem data definida para o Brasil.
Filme colombiano é premiado na Semana da Crítica de Cannes
O filme colombiano “La Jauría”, sobre o círculo vicioso da violência no país sul-americano, venceu nesta quarta (25/5) o prêmio da mostra paralela Semana da Crítica no Festival de Cannes. “La Jauría” retrata o cotidiano de jovens delinquentes e criminosos a quem um educador tenta dar uma segunda chance por meio de terapia de grupo em uma casa abandonada no coração da floresta tropical. Só que a “reeducação” dos jovens é mais uma prisão do que uma saída para o futuro. A produção marcou a estreia em longa-metragem do diretor Andrès Ramirez Pulido, depois de ter dois curtas, “El Edén” e “Damiana”, selecionados e premiados em vários festivais internacionais. Em “La Jauría”, o cineasta contou com a atuação de jovens saídos da ruas, que receberam o pedido de apenas agir como eram, sem precisar “atuar” para as câmeras. Mesmo assim, o filme exigiu semanas de ensaios para que eles perdessem a inibição e decorassem suas falas. A Semana da Crítica também deu um prêmio especial a uma menina, a atriz francesa Zelda Samson, que interpreta o papel-título do filme “Dalva”, uma vítima de incesto de de 11 anos de idade. “Dalva” é também um filme de estreia, marcando o debut da diretora francesa Emmanuelle Nicot em longa-metragem. Grand Prix / Grand PrizeLA JAURÍA de / by Andrés Ramírez Pulido#SDLC2022 pic.twitter.com/Mmv6EqywV4 — SemaineDeLaCritique (@semainecannes) May 25, 2022 Prix Fondation Louis Roederer de la Révélation / Louis Roederer Foundation Rising Star AwardZelda Samson pour / for DALVA (Love according to Dalva) de / by Emmanuelle Nicot #SDLC2022@LouisRoederer_ pic.twitter.com/La5dHELApr — SemaineDeLaCritique (@semainecannes) May 25, 2022
Exibição de “Elvis” gera 10 minutos de aplausos
A première mundial de “Elvis”, a cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrman, registrou o recorde de tempo de aplausos do Festival de Cannes desta ano. A consagração iniciada durante a projeção dos créditos finais durou 10 minutos com o público aplaudindo em pé. Em termos de comparação, o diretor David Cronenberg e o elenco de “Crimes of the Future” ficaram emocionados com a recepção de 6 minutos de aplausos dedicados a seu filme. Em meio aos gritos de “Bravo!” da multidão, Baz Luhrmann se dirigiu emocionado ao público, dentro do Lumière Theatre, dizendo que a reação extrema de aprovação representava para ela “pequena epifania” porque “trinta anos atrás, minha esposa e eu fizemos um pequeno filme chamado ‘Vem Dançar Comigo’” e o único distribuidor que lhe ofereceu espaço disse: “Esse é o pior filme que já vi e você arruinou a carreira de Pat” (Thomson, que ganhou postumamente como Melhor Atriz da Academia Australiana de Cinema). Luhrmann continuou sua história, lembrando que na época “tinha cabelos muito compridos” e resolveu raspar a cabeça dizendo que “Essa coisa de cinema nunca vai dar certo”. “Então, recebi um telefonema e era um francês… ‘Olá, meu nome é Pierre Rissient, sou do Festival de Cannes e vimos seu filme, e gostaríamos de lhe oferecer uma exibição às 12 horas no Palais.’” “Exibi meu filme neste Palais… e no final da apresentação eu lembro que um segurança se aproximou e me disse, ‘Monsieur, a partir de hoje sua vida nunca mais será a mesma’ e não foi.” “Vem Dançar Comigo” venceu um prêmio especial da juventude em Cannes, a primeira de muitas conquistas da produção, que lançou a carreira do cineasta australiano há exatamente 30 anos. Ao fazer ‘Elvis’, Luhrmann imaginava que poderia voltar a Cannes, “mas então veio a covid e a filmagem foi suspensa, e achei isso nunca aconteceria, mas tivemos a bravura de Tom (Hanks) ao voltar [às filmagens após a doença], e a bravura deste elenco e desta equipe para enfrentar a covid e terminar este filme. E estamos de volta a Cannes. E ver esse lugar tão cheio de pessoas que amam filmes de todas as formas, diz muito mais sobre o que significa estar de volta, não só à Cannes, mas ao cinema. Por isso somos eternamente gratos, Cannes… Tudo o que posso dizer é merci beaucoup, merci beaucoup”, ele encerrou. O filme foi exibido em sessão de gala fora da competição. Mas nenhum título selecionado para a disputa da Palma de Ouro gerou igual comoção até o momento. “Elvis” destaca Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) no papel do cantor, interpretando desde um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 até o homem maduro em sua volta triunfal de 1968 e na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. E a cereja em cima do bolo: em vez de dublar, ele canta mesmo as músicas que apresenta no filme. O elenco também conta com o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. A estreia nos cinemas brasileiros vai acontecer em 14 de julho – quatro semanas após o lançamento nos EUA. Veja o trailer mais recente da produção abaixo.
“Vaza Jato” vira documentário. Veja o teaser
O vazamento de mensagens de integrantes da Operação Lava Jato, que ficou conhecido como operação “Vaza Jato”, ganhou documentário. Dirigido por Maria Augusta Ramos, que fez “O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, o filme ganhou o título de “Amigo Secreto” e teve seu primeiro teaser divulgado pela distribuidora Vitrine Filmes. Veja abaixo. “Amigo Secreto” traz depoimento de alguns dos jornalistas que trabalharam na cobertura e publicações das mensagens em 2019, entre eles Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, e Marina Rosse, do El País Brasil. Trabalho de hackers que foram presos pela Polícia Federal, o vazamento ajudou a livrar Luis Inácio Lula da Silva de muitas acusações de corrupção e jogou dúvidas sobre os julgamentos do juiz Sergio Moro, considerado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Embora o uso de comunicações obtidas de forma ilícita seja considerado inaceitável como prova pelo Código de Processamento Penal, juízes do STF usaram o vazamento das mensagens em suas justificativas para as decisões. O eufemismo que embasou a burla foi “reforço argumentativo”. A estreia está marcada para 16 de junho.
Voldemort da Marvel? Quem é o vilão de “Thor: Amor e Trovão”?
O primeiro trailer de “Thor: Amor e Trovão” revelou pela primeira vez o visual de Gorr, vilão interpretado por Christian Bale. E a apresentação do personagem gerou muitos memes nas redes sociais, com comparações principalmente ao Voldemort dos filmes de “Harry Potter”. Apesar disso, a maioria aprovou e considerou que os efeitos visuais deram uma aparência sinistra ao ator (que já foi Batman), superando os desenhos originais dos quadrinhos, que incluem uma espécie de lekku (os tentáculos que servem de penteado para os Twi’leks de “Star Wars”) em sua cabeça. Mas quem é Gorr? Seu cartão de visitas não diz “Aquele que não pode ser nomeado”. Ao contrário, inclui um título profissional bastante descritivo: Carniceiro dos Deuses (Gorr the God Butcher). O personagem apareceu pela primeira vez no começo de 2013, num arco que fez sucesso entre os fãs de Thor. Gorr cresceu em um planeta estéril sem nome. Quando sua mãe, companheira e filhos morreram, ele passou a acreditar que os deuses não poderiam existir e por causa disso foi banido por sua tribo. Quando descobriu que os deuses realmente existiam, mas não ajudavam os necessitados, ele jurou matar todos eles. Como o trailer de “Thor: Amor e Trovão” também incluiu Zeus (interpretado por Russell Crowe, que já foi o Gladiador), a ira de Gorr não se restringirá aos deuses nórdicos de Asgard, reservando espaço para a mitologia grega e possivelmente outras ainda não reveladas. Com o papel de Gorr, Bale se tornou o segundo Batman a virar vilão da Marvel. Michael Keaton, que viveu o herói da DC em dois longas entre 1989 e 1992 (e vai voltar ao capuz em “The Flash” e “Batgirl”), inaugurou a tendência em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, de 2017. Novamente dirigido por Taika Waititi (de “Thor: Ragnorok”), “Thor: Love and Thunder” também será baseado num arco de quadrinhos em que o Deus do Trovão (Chris Hemsworth) se revela indigno para levantar o Mjölnir. Com isso, Jane Foster (Natalie Portman) vira a nova portadora do martelo encantado, escolhida por seu altruísmo e dedicação em salvar vidas (nos quadrinhos, como médica), tornando-se a Poderosa Thor. Esta história começou no crossover “Pecado Original” e explodiu no relançamento da revista do Thor com a nova protagonista em 2014. A adaptação cinematográfica está marcada para 7 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Voldemort got on Keto after he was unable to catch a kid.. u gotta feel for him#ThorLoveAndThunder pic.twitter.com/ibXOeOuSSQ — Ravi Ahuja (@RaviAhuja20) May 24, 2022
Exibido em Cannes, novo filme do diretor de “Oldboy” ganha teasers
O estúdio sul-coreano CJ ENM divulgou os pôsteres e os primeiros teasers de “Decision To Leave”, novo filme do premiado cineasta Park Chan-wook (“Oldboy” e “A Criada”). Menos sangrentos que os filmes anteriores do diretor, a trama gira em torno de um detetive eficiente e meticuloso, que investiga uma morte em um vilarejo remoto e, aos poucos, começa a ser seduzido pela principal suspeita, a viúva da vítima. Park Hae-il (“O Hospedeiro”) e a chinesa Tang Wei (“Longa Jornada Noite Adentro”) têm os papéis principais. Exibido na segunda (23/5) na competição principal do Festival de Cannes, o filme será lançado em 29 de junho na Coreia do Sul, mas ainda não ganhou data de estreia no exterior. A produção terá distribuição internacional pela plataforma MUBI, que também disponibilizou seu próprio teaser distinto. Todos os pôsteres e vídeos oficiais podem ser vistos abaixo.
Atriz de “Ghostbusters: Mais Além” entra em “Madame Teia”
A atriz Celeste O’Connor, que interpretou a personagem Lucky em “Ghostbusters: Mais Além”, entrou no elenco de “Madame Teia”, um dos filmes com personagens secundários dos quadrinhos do Homem-Aranha atualmente em produção na Sony. O’Connor está se juntando à Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) e Sydney Sweeney (“Euphoria”) na produção. Apenas o papel de Johnson é conhecido: ela viverá a Madame Teia. Só não se sabe qual das versões da personagem. Criada por Denny O’Neil (um dos melhores roteiristas/editores de Batman) e John Romita Jr. em 1980, Madame Teia era Cassandra Webb, uma mutante bastante idosa, que sofria de uma doença neuromuscular que a deixava paralisada e cega. A perda dos movimentos era compensada pelo desenvolvimento de poderes psíquicos de telepatia, clarividência e precognição, permitindo que ela previsse eventos futuros. Cassandra Webb também serviu de mentora para diferentes gerações de Mulheres-Aranhas, ajudando Jessica Drew, Julia Carpenter, Mattie Franklin e sua neta Charlotte Witter. O filme, inclusive, pode se valer dessa conexão para introduzir outros personagens dos quadrinhos, o que tende a ser o caso dos papéis das atrizes anunciadas. Só que Dakota Johnson não tem mais de 60 anos de idade. Em vez de encher a atriz de maquiagem, é muito provável que ela não seja esta Madame Teia. Afinal, ao “morrer” pela primeira vez, Cassandra passou seus poderes – e sua cegueira – para uma “herdeira”: Julia Carpenter, a segunda Mulher-Aranha da Marvel. Nos quadrinhos, Julia também virou uma Madame Teia e, graças aos novos poderes, acabou se tornando importante para a conexão entre os personagens das diferentes dimensões do Aranhaverso. Pra completar, ela ainda é treinada em artes marciais por ninguém menos que Shang-Chi. Agora, a má notícia para quem estava com expectativas pela produção. O roteiro foi escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, responsáveis por vários desastres cinematográficos, incluindo o fracassado filme de “Morbius”, também passado no universo do Homem-Aranha da Sony. Já a direção está a cargo de S.J. Clarkson (da série “Jessica Jones”). Ainda não há previsão de estreia para o projeto, que está em desenvolvimento desde 2019. Nos quadrinhos, a Madame Teia foi apresentada em 1980 como o alter ego de Cassandra Webb, uma mulher mais velha com poderes mutantes de vidência, acometida de uma doença neuromuscular que a obriga a usar um equipamento de suporte de vida parecido com uma teia de aranha. Mais tarde, o alter-ego Madame Teia também foi usado por Julia Carpenter, a quem Cassandra passou os seus poderes logo antes de morrer. Não se sabe qual encarnação da personagem será vista no filme. Matt Sazama e Burk Sharpless (Morbius) desenvolveram o roteiro, e S.J. Clarkson (Os Defensores) deve dirigir. Madame Teia segue sem data de estreia definida.












