Novo vídeo de “Jurassic World” destaca amizade de Owen e Blue
A Universal Pictures divulgou um novo vídeo legendado de “Jurassic World: Domínio”, com depoimentos de Chris Pratt e o diretor Colin Trevorrow, sobre a amizade de Owen e Blue. O personagem de Pratt e o velociraptor com nome de cor foram introduzidos no primeiro “Jurassic World”, de 2015. O laço entre treinador e fera se fortaleceu na sequência, “Reino Ameaçado” (2018). E agora esta amizade movimentará a trama do final da trilogia: Owen descobre que Blue teve um bebê raptor e, quando o filhote é raptado por caçadores, ele promete trazê-lo de volta para a dinossauro aflita. Dirigido por Colin Trevorrow (do primeiro “Jurassic World”), “Domínio” reúne as estrelas da franquia atual (Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e a jovem Isabella Sermon) com os astros originais de “Jurassic Park” (Sam Neill, Jeff Goldblum e Laura Dern), além de introduzir novos intérpretes (Mamoudou Athie e DeWanda Wise) para mostrar o que acontece após os dinossauros serem soltos em meio à civilização contemporânea – situação do final do filme anterior. O lançamento está marcado para esta quinta (2/6) no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Maestro: Netflix revela fotos do novo filme de Bradley Cooper
A Netflix divulgou as primeiras imagens oficiais de “Maestro”, próximo filme de Bradley Cooper, que será uma biografia do famoso maestro e compositor Leonard Bernstein (1918–1990), conhecido por suas trilhas para filmes e peças de teatro como “Amor, Sublime Amor”, “Um Dia em Nova York” e “Sindicato de Ladrões”. Para dar noção da importância de Bernstein para a história dos musicais, basta dizer que ele é o autor da conhecidíssima canção “New York, New York”. A plataforma de streaming “roubou” o filme da Paramount, que estava originalmente desenvolvendo o longa. Entre os produtores do projeto, estão ninguém menos que os cineastas Martin Scorsese (“O Irlandês”), Steven Spielberg (“Jogador Nº 1”) e Todd Phillips (“Coringa”). Será o segundo filme dirigido por Cooper, após sua estreia atrás das câmeras em “Nasce uma Estrela”. Ele também estrela a produção e aparece bastante envelhecido por maquiagem nas fotos divulgadas. O astro ainda co-escreveu o roteiro com Josh Singer, roteirista do drama vencedor do Oscar “Spotlight”. O longa vai cobrir mais de 30 anos para contar a história complexa do casamento entre Bernstein e sua esposa, Felicia Montealegre. A atriz Carey Mulligan (“Bela Vingança”) interpreta a mulher do compositor e Maya Hawke (“Stranger Things”) está escalada como a filha mais velha do casal, Jamie. Cooper obteve os direitos artísticos das obras de Bernstein e trabalha em estreita colaboração com os filhos do maestro – Jamie, Alexander e Nina. Ele está comprometido com esse projeto já há quatro anos e, graças ao apoio da família de Bernstein e ao controle dos direitos musicais, derrubou um filme rival, chamado de “The American”, que deveria ser dirigido por Cary Fukunaga (“007 – Sem Tempo para Morrer”) e estrelado por Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”). Além da estreia na Netflix, o filme terá lançamento limitado nos cinemas, visando a temporada de premiações. Vale lembrar que “Nasce Uma Estrela”, a estreia de Cooper na direção, foi indicado a oito Oscars. From the set of MAESTRO. pic.twitter.com/y3qsYILk6P — NetflixFilm (@NetflixFilm) May 30, 2022
Milton Gonçalves (1933-2022)
O ator Milton Gonçalves, pioneiro da representatividade na TV e no cinema brasileiros, morreu nesta segunda-feira (30/5), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 88 anos, por consequência de problemas de saúde que vinha enfrentando desde que teve um AVC em 2020, enquanto participava de uma feijoada na quadra da escola de samba Salgueiro. Com uma carreira vasta, iniciada nos anos 1950, ele chegou na TV pelo teatro, ou melhor pelo teleteatro, integrando várias adaptações de textos dramatúrgicos que preenchiam o “Grande Teatro Tupi”, antes das primeiras novelas. Mas sempre foi mais ligado ao cinema, estreando na tela grande em “O Grande Momento”, clássico de Roberto Santos lançado em 1958. O ator fez parte de momentos marcantes do cinema nacional, a partir das participações em “Cidade Ameaçada” (1960), de Roberto Farias, um dos pioneiros do gênero policial brasileiro, e no revolucionário “Cinco Vezes Favela” (1962), que colocou as comunidades cariocas na tela. Nesta antologia de tramas de favela trabalhou com o mestre do Cinema Novo Joaquim Pedro de Andrade. Sua trajetória praticamente se confunde com história da sétima arte no país, desde chanchadas com Dercy Gonçalves (“Sonhando com Milhões”, em 1963), dramas de cafajestes de Jece Valadão (“Procura-se uma Rosa” e “História de um Crápula”, em 1964 e 65), marcos do Cinema Novo (além de “Cinco Vezes Favela”, a adaptação de “Grande Sertão”, feita em 1965 por Geraldo e Renato Santos Pereira, o politizado “O Bravo Guerreiro”, de Gustavo Dahl, de 1968, e o icônico “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, em 1969), musicais de pop/rock (“Em Busca do Tesouro”, com Jerry Adriani, em 1967, e “É Simonal”, com Wilson Simonal em 1970), cinema underground (“O Anjo Nasceu”, de Júlio Bressane, em 1969) e até protótipos da pornochanchada (“Toda Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera” e “Os Paqueras”, respectivamente de Roberto e Reginaldo Farias, em 1966 e 1969), além de sucessos populares (“O Homem Nu”, de Roberto Santos) e a consagração como o bandido favorito do emergente gênero policial brasileiro (“Paraíba, Vida e Morte de um Bandido”, “Mineirinho Vivo ou Morto”, “Na Mira do Assassino”, “Máscara da Traição”, “Pedro Diabo Ama Rosa Meia Noite”, “Sete Homens Vivos ou Mortos”, apenas entre 1966 e 1969). Ele continuou se destacando na tela grande nos anos seguintes, mas após ser contratado pela Globo foi como se só fizesse novelas, tamanha a popularidade alcançada por alguns de seus personagens, como o Zelão das Asas, de “O Bem-Amado” (1973), e o médico Percival, de “Pecado Capital” (1975). Sua longa experiência cinematográfica também o credenciou a se tornar diretor de novelas, estreando na função em “Irmãos Coragem” (1970), de Janete Clair, primeira produção com cenas intensas de ação da TV brasileira e um dos maiores sucessos da Globo em todos os tempos, além de ter comandando “Selva de Pedra” (1972), “O Bem-Amado” (1973) e “Escrava Isaura” (1976), outros fenômenos de audiência – no caso da última, audiência mundial. Também participou da série infantil “Vila Sésamo” (1972), como o Professor Leão, ao lado de Sonia Braga e Armando Bógus, e se destacou como ator em mais de 40 novelas e minisséries, incluindo “Roque Santeiro” (1985), “Tenda dos Milagres” (1985), “As Noivas de Copacabana” (1992), “Agosto” (1993), “Chiquinha Gonzaga” (1999), “Sinhá Moça” (2006), primeira novela da Globo indicada ao Emmy Internacional, e “A Favorita” (2008), atualmente sendo reprisada na TV. Ao mesmo tempo, continuou preenchendo as telas de cinema com performances antológicas, clássico atrás de clássico. Foram mais de 80 longa-metragens! Se já tinha sido o cara do cinema dos anos 1960, atuando em praticamente todos os gêneros populares no período, seguiu fazendo História com “A Rainha Diaba” (1974), de Antonio Carlos da Fontoura, em que viveu uma drag queen criminosa, foi premiado pela primeira vez no Festival de Gramado pelo papel coadjuvante de “Barra Pesada” (1977), drama criminal dirigido pelo ator Reginaldo Faria, com quem contracenou em “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco, que denunciou tortura e chegou a ser proibido pela ditadura. Ainda integrou “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), de Leon Hirszman, como um operário engajado no drama grevista que marcou a abertura democrática do país, e ajudou a contar a história de Palmares em “Quilombo” (1984), de Cacá Diegues. Babenco foi responsável por lançar sua carreira internacional em “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), premiado com o Oscar. Por isso, mesmo sem sair do Brasil, ele foi dirigido pelos americanos Paul Mazursky na comédia “Luar sobre Parador” (1988), Zalman King no erótico “Orquídea Selvagem” (1989), Rick King no thriller de ação “Kickboxer 3: A Arte da Guerra” (1992), e Jeff e Michael Zimbalist na biografia “Pelé: O Nascimento de uma Lenda” (2016), sem esquecer do francês Éric Rochat em “O Quinto Macaco” (1989) – o que lhe permitiu contracenar com astros de Hollywood como Richard Dreyfuss, Mickey Rourke, Vincent D’Onofrio e Ben Kingsley. Gonçalves também participou de “O Que é Isso, Companheiro?” (1997), drama político de Bruno Barreto indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, do remake de “O Homem Nu” (1997), de Hugo Carvana, do musical “Orfeu” (1999), uma de suas muitas parcerias com Cacá Diegues, e muitos, muitos outros filmes. Especialista em produções criminais, ele ganhou um troféu internacional por integrar o elenco de “Carandiru” (2003), de Babenco, no Festival de Cartagena. Mas nem sempre foi bandido. Também foi delegado em “Bufo & Spallanzani” (2001), de Flávio Ramos Tambellini, e até Presidente da República em “Segurança Nacional” (2010), de Roberto Carminati. Fez de tudo um pouco, até três produções da Xuxa. E trabalhou com os maiores cineastas que viveram no país, incluindo mestres negros, como Antonio Pitanga e Joel Zito Araújo. Vivendo o pai de “Filhas do Vento”, de Araújo, conquistou o Kikito de Melhor Ator do Festival de Gramado em 2004. Entre seus trabalhos mais recentes estão “Quincas Berro d’Água” (2010), de Sérgio Machado, “O Abismo Prateado” (2011), de Karim Aimouz, “Assalto ao Banco Central” (2011), de Marcos Paulo, “Giovanni Improtta” (2013), de José Wilker, “Carcereiros: O Filme” (2019), de José Eduardo Belmonte, e “Pixinguinha, Um Homem Carinhoso” (2019), de Allan Fiterman e Denise Saraceni. Seu último longa foi “Hermanoteu na Terra de Godah: O Filme” (2022), adaptação de uma comédia teatral popular, enquanto sua despedida televisiva se deu em dois tempos: no streaming com “Filhas de Eva” (2021) e na TV aberta com “Juntos a Magia Acontece: Especial de Natal” (2019), primeiro especial de Natal com uma família negra da televisão brasileira, que venceu o Leão de Ouro na categoria Entretenimento, no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Sua morte causou comoção nos colegas de cena. “O coração está pequeno agora”, escreveu Lázaro Ramos nas redes sociais. “Choro com sua partida. E agradeço imensamente todos os caminhos que o senhor abriu pra nós. Me sinto privilegiado por ter te assistido em cena e testemunhado toda sua inteligência cênica, assim como me sinto honrado por termos nos encontrado tantas vezes no trabalho. Obrigado por ser inspiração e pelo seu pioneirismo. Receba meu mais caloroso aplauso, seu Milton Gonçalves”. “É uma perda gigante porque Milton representa o que temos de melhor”, disse Taís Araújo em depoimento ao jornal O Globo. “E quando a gente perde alguém por aqui, a gente ganha um ancestral. E ganhar um ancestral significa que ele continua entre nós e que seu legado agora é nosso norte. Fui ‘filha’ de Milton em três novelas e um filme, não poderia ter um mestre melhor. Ele segue sendo minha bússola e jamais deixará de ser um dos faróis de nossa arte com seu talento e por ter aberto tantos caminhos”. “Quando alguém de tanta importância se despede de nós, sempre me faltam muitas palavras, como agora…”, postou Zezé Motta nas redes sociais. “Milton Gonçalves era dos mais importantes atores que este país já teve. Milton faz parte da história da TV brasileira. Um gênio, elegante, brilhante profissional. Foram muitos sets juntos, muitas histórias, muitas famílias… Nosso último trabalho juntos foi no especial ‘Juntos a Magia Acontece’, que ganhou prêmio em Cannes. Descanse em paz meu querido colega. Obrigada por tanto, você é eterno. Você é referência.”
“Top Gun: Maverick” vira maior bilheteria de estreia de Tom Cruise
Se alguém duvidava, “Top Gun: Maverick” confirmou: Tom Cruise é tão poderoso quanto um super-herói. Só o ator que dispensa dublês consegue fazer frente à Marvel e DC nas filas de cinema deste ano. A bilheteria de “Top Gun: Maverick” registrou o recorde de arrecadação da carreira do astro. Ele nunca tinha atingido mais de US$ 100 milhões num fim de semana inaugural e ao voltar ao papel de Maverick faturou US$ 124 milhões entre sexta e este domingo (29/5) na América do Norte, segundo dados da Comscore. O valor é quase o dobro da principal abertura de Cruise no mercado norte-americano: os US$ 64,9 milhões atingidos por “Guerra dos Mundos” em 2005. Como segunda-feira (30/5) é feriado de Memorial Day nos EUA, o faturamento da produção da Paramount tem a estimativa de passar dos US$ 150 milhões em seus primeiros quatro dias de exibição doméstica. O valor definitivo pode ser outro recorde. O rendimento máximo já atingido num Memorial Day foi de US$ 153 milhões, registrado por “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” em 2007. A continuação de “Top Gun” também voa alto no mercado internacional. Mesmo sem lançamentos na China e na Rússia – afinal, não deixa de ser propaganda do poderio militar dos EUA – , o filme estreou com US$ 124 milhões em 62 mercados. Em 32 países, o desempenho representou a maior estreia de Tom Cruise de todos os tempos, e em 18 foi a maior de uma produção live-action da Paramount. As maiores arrecadações internacionais vieram do Reino Unido (US$ 19,4 milhões), França (US$ 11,7 milhões), Austrália (US$ 10,7 milhões), Japão (US$ 9,7 milhões), Alemanha (US$ 6,5 milhões) e Brasil (US$ 5,3 milhões), todas com recordes para o astro e o estúdio. Rodado com câmeras IMAX, o filme ainda arrecadou US$ 10,4 milhões com o formato no exterior, registrando o maior fim de semana de estreia nesse circuito em 50 mercados. Tudo somado, dá uma arrecadação global de US$ 248 milhões até este domingo. E isto representa a segunda maior abertura live-action da História da Paramount Pictures, atrás apenas de “Transformers: A Era da Extinção” em 2014. O desempenho impressiona especialmente porque, desde o começo da pandemia, apenas filmes de super-heróis vinham conseguindo aberturas desse tamanho. Um detalhe importante é que o público do filme não foi o mesmo dos super-heróis. Não faltaram prognósticos negativos sobre o fato de o “Top Gun” original ser muito antigo para possuir apelo para o público atual. E, de fato, 18% dos ingressos nos EUA foram adquiridos por pessoas com mais de 55 anos. Mais da metade, 55%, por pagantes com mais de 35 anos. E isto significa que o filme foi capaz de atrair uma faixa etária que ainda não tinha ido em peso às salas escuras desde a pandemia. Adultos, quem diria, existem e também podem gerar recordes. O filme chegou às telas cercado de expectativa, após um adiamento de dois anos devido à covid-19 e uma première com muitos aplausos e elogios no Festival de Cannes. A obra do diretor Joseph Kosinski realmente agradou a crítica, atingindo 97% na avaliação registrada pelo Rotten Tomatoes, mas animou ainda mais o público, rendendo um cobiçado A+, a maior nota possível no CinemaScore – pesquisa de qualidade feita na saída dos cinemas dos EUA. Com o estouro supersônico de “Top Gun: Maverick”, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” caiu para o 2º lugar, após liderar as vendas de ingressos por três fins de semana. Faturou US$ 16,4 milhões entre sexta e domingo para atingir um total de US$ 370 milhões na América do Norte e US$ 873 milhões mundiais – a maior bilheteria de 2022. O Top 3 dos EUA e Canadá completa-se com a estreia da animação “Bob’s Burgers: O Filme”, que abriu com US$ 12,6 milhões no mercado doméstico e, sem previsão de lançamento nos cinemas brasileiros, deve chegar no país em streaming pela Star+.
Gostou de “Top Gun: Maverick”? Conheça mais 10 filmes do gênero pra ver em casa
Achou os mergulhos dos caças de “Top Gun: Maverick” eletrizantes e quer saber se tem outros filmes com perseguições aéreas e batalhas no ar pra ver em streaming? Selecionamos 10 opções para você se sentir nas nuvens sem sair de casa. A lista tem, claro, o primeiro “Top Gun”, que marcou época ao dar clima de videoclipe para as cenas dos ases indomáveis. Mas o grande destaque é o primeiríssimo filme a vencer o Oscar: “Asas”, em 1927. Sabia que foi “Asas” quem inventou as principais técnicas usadas em “Top Gun: Maverick”? O filme de William A. Wellman foi o primeiro a posicionar a câmera no cockpit para registrar a expressão dos pilotos e o primeiro a filmar suas cenas no ar de verdade, em meio aos aviões. A maioria dos filmes são registros de guerra, e entre os cineastas que assinam as cenas mais bombásticas encontram-se Christopher Nolan, Michael Bay e o rei dos filmes de catástrofe Roland Emmerich. Mas também há um filme de terror passado no interior de um bombardeiro da 2ª Guerra Mundial e um anime impressionante, assinado pelo mestre Mamoru Oshii, diretor de “Ghost in the Shell”. Confira abaixo os 10 títulos recomendados, acompanhados por seus trailers e a indicação de onde assistir. E não esqueça de conferir o bônus “pós-créditos”, com 5 filmes excelentes que infelizmente (ainda) não foram lançados em streaming. | TOP GUN | 1986 | CLARO TV+, STAR+, TELECINE, VIVO PLAY, VOD* | MEMPHIS BELLE | 1990 | VOD* | DUNKIRK | 2017 | GLOBOPLAY, HBO MAX, NETFLIX, VOD* | ESQUADRÃO RED TAILS | 2012 | DISNEY+ | MISSÃO DE HONRA | 2018 | LOOKE, VOD* | PEARL HARBOR | 2001 | STAR+ | MIDWAY – BATALHA EM ALTO MAR | 2019 | STAR+ | UMA SOMBRA NA NUVEM | 2020 | TELECINE, VOD* | ASAS | 1927 | APPLE TV | THE SKY CRAWLERS: ETERNAMENTE | 2008 | CLARO TV+ * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal. BÔNUS: 5 FILMES INÉDITOS EM STREAMING | CREPÚSCULO DAS ÁGUIAS | 1966 | | RETORNO À BASE | 2005 | | OS CAVALEIROS DO AR | 2012 | | O BARÃO VERMELHO | 2010 | | THE ETERNAL ZERO | 2013 |
Bo Hopkins (1942–2022)
O ator Bo Hopkins, que participou de vários clássicos, como “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969) e “Loucuras de Verão” (1973), morreu neste sábado (28/5) aos 84 anos na Califórnia, 19 dias após sofrer um ataque cardíaco. William Mauldin Hopkins teve uma infância difícil. Ficou órfão de pai, foi abandonado pela mãe e quase foi parar num reformatório na adolescência, só escapando ao se alistar no exército aos 17 anos. Ele chegou a lutar na guerra da Coreia, antes de descobrir que tinha talento para atuar. Conseguiu uma bolsa para estudar teatro e fez algumas peças no interior dos EUA antes de passar num teste para uma montagem de “Bus Stop” em Nova York, que lhe rendeu seu pseudônimo artístico. Bo era o nome de seu personagem. Rebatizado de Bo Hopkins, contratou uma agente e começou a aparecer em séries – “Gunsmoke”, “O Homem de Virgínia”, “Ratos do Deserto”, “The Andy Griffith Show”, etc. Mas foi outra montagem teatral, uma produção de “Picnic”, que lhe rendeu o convite para participar de seu primeiro sucesso de cinema. A adaptação cinematográfica da obra (“Férias de Amor” no Brasil) foi estrelada por William Holden, que ouviu elogios sobre o trabalho de Hopkins e o indicou para trabalhar a seu lado no filme “Meu Ódio Será Sua Herança”, no papel do pistoleiro Crazy Lee. O ator agradou ao diretor Sam Packinpah, que o escalou em mais dois filmes, como um ladrão de banco traído em “Os Implacáveis” (1972) e como um especialista em armas em “Elite de Assassinos” (1975), recrutado por James Caan para impedir um assassinato. Hopkins se destacou rapidamente ao lado de atores identificados por papéis de durões, como Steve McQueen, Lee Marvin, Burt Reynolds, Richard Widmark e outros. Não por acaso, apareceu principalmente em westerns e filmes de guerra – como “O Ataque dos Mil Aviões” (1969), “A Ponte de Remagen” (1969), “Um Homem Dificil de Matar” (1970), “Guerra de Contrabandistas” (1970), “Assim Nasce um Homem” (1972), “Amor Feito de Ódio” (1973) e “Ambição Acima da Lei” (1975). Também marcou thrillers violentos, incluindo “Sob o Signo da Vingança” (1973), com Burt Reynolds, e seu filme favorito, “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan. Na maioria desses filmes viveu vilões, situação solidificada pelo sucesso do papel de Joe Young, o líder da gangue de delinquentes The Pharaohs em “Loucuras de Verão” (American Graffiti), de George Lucas. A produção juvenil foi um enorme sucesso de público, inspirando convenções, discos de sucesso e até rendeu uma continuação, novamente estrelada por Hopkins: “E a Festa Acabou” (1979). Antes de terminar os anos 1970, ele ainda estrelou outro clássico dramático, “O Expresso da Meia-Noite” (1978), de Alan Parker, como o homem misterioso que sela o destino do personagem de Brad Davis, condenado a uma prisão turca. À medida que sua carreira evoluiu, também seguiu para o lado da lei. Depois de lutar contra xerifes, ele colocou a estrela no peito numa dezena de filmes, a partir de “Uma Pequena Cidade do Texas” (1976). Mas as novas produções já não tinham direção de mestres como Peckinpah. E aos poucos ele foi mudando seu foco para a TV. Foram muitos telefilmes e até uma longa participação na série “Dinastia” durante os anos 1980, seguidos por diversos thrillers para o mercado de vídeo nos 1990. Um desses vídeos foi a continuação “Um Drink no Inferno 2: Texas Sangrento” (1999), produzida por Quentin Tarantino. O próprio Tarantino lhe ofereceu o papel, como o xerife que persegue assaltantes até um bar amaldiçoado. Entretanto, ele só voltou ser considerado para um filme digno de prêmios em 2020, no último longa que finalizou: “Era uma Vez um Sonho”, produção da Netflix que disputou o Oscar de Melhor Maquiagem e Atriz (Glenn Close). Curiosamente, o filme foi dirigido por Ron Howard, com quem Hopkins contracenou em seu filme mais popular, “Loucuras de Verão”. “Foi uma grande emoção para ele”, disse sua esposa Sian Hopkins, à revista The Hollywood Reporter.
Saiba como elenco de “Top Gun: Maverick” voou no filme
Todos que se impressionaram com as cenas de voo de “Top Gun: Maverick”, lançado nos cinemas na quinta-feira (25/5), estão se perguntando a mesma coisa: os atores pilotaram mesmo os caças? A resposta para a pergunta é não, mas eles estavam sim nos jatos supersônicos durante todos os momentos do filme. Pilotos treinados comandaram os jatos, que foram adaptados para incluir espaço extra para os intérpretes. Com a ajuda de câmeras bem colocadas, a impressão era que o elenco estava pilotando. Mas todos os atores tiveram que subir a bordo e passar por todas as manobras vistas no filme para a ilusão funcionar. As cenas não foram criadas em estúdio com efeitos especiais. Tom Cruise, conhecido por fazer pessoalmente todas as cenas de ação de seus filmes, queria que seus colegas Miles Teller, Monica Barbaro, Jay Ellis e Glen Powell aprendessem a suportar os voos. Num dos primeiros vídeos de bastidores liberados pela produção, o astro elogiou a dedicação do elenco. “Você simplesmente não poderia evocar esse tipo de experiência a menos que a registrasse de verdade”, disse Cruise. “Para conseguirmos isso, temos os maiores pilotos de caça do mundo trabalhando conosco. Mas o elenco está lá, sofrendo enjoo e a distorção no rosto. Eles estão puxando 7-8 G’s, que são 1.600 libras de força. É um serviço pesado, que me deixou orgulhoso do trabalho dos atores, por tudo o que fizeram”, revelou. O processo que permitiu aos atores voar em jatos supersônicos foi explicado à revista Variety pelo instrutor e coordenador aéreo Kevin LaRosa Jr., responsável por montar um programa de voo intensivo, que começou com o elenco voando em uma aeronave menor. “Começamos com o Cessna 172 e os conduzimos pelo voo básico. Isso permitiu que eles vissem como era decolar, pousar e saber onde olhar e colocar as mãos”, disse LaRosa, explicando que esses voos iniciais também permitiram que os atores sentissem como era sofrer uma pequena força G – a força da gravidade. Assim como em um programa de treinamento real, uma vez que os atores se acostumaram com isso, eles passaram para o próximo nível e seguiram para um avião acrobático, o Extra 300. “Isso foi semelhante ao que o público em geral veria em um show aéreo em que aviões fazem manobras malucas. Pode puxar até oito forças G. É emocionante”, disse LaRosa Jr. O objetivo era aumentar a tolerância à força G. “Se você não voar nessas condições, posso subir e ficar doente. Mas se voar todos os dias e puxar esses Gs, vai se acostumar com isso e passar bem”, disse o instrutor. “Nós os preparamos para que eles não ficassem doentes”. Em seguida, eles progrediram para o L-39 Albatross. “Isso permitiu que eles experimentassem um jato de treinamento de caça. Quando eles se formaram depois desses treinos finais, tínhamos aviadores”, descreveu LaRosa Jr. Assim, quando os atores foram colocados no F/A-18, “eles estavam confiantes e se sentiam bem”, descreveu LaRose. “Eles já estavam acostumados com essas forças G e então puderam se concentrar em trabalhar com Joseph [Kosinski, o diretor] e Tom para contar essa história incrível. Eles simplesmente não precisavam se preocupar por estarem neste caça de alto desempenho voando por cima de cânions”. Como alguém que dedicou sua vida como coordenador aéreo, voando e ensinando, LaRosa elogiou o talento do elenco. E apontou a atriz Monica Barbaro como a mais impressionante. “Ela absolutamente arrasou e fez um bom trabalho ao se ajustar aos efeitos fisiológicos.” Igualmente impressionante foi Powell, que ficou doente enquanto filmava as cenas do F/A-18. “Ele lidava com o enjoo e voltava ao papel, das coisas mais impressionantes foi ver como alguns do elenco foram capazes de processar isso e se recuperar”, completou o instrutor. Depois dessa experiência, alguns membros do elenco se empolgaram e decidiram realizar o número de voos requeridos para obter sua licença de aviação. Glen Powell, que interpreta Hangman, já conseguiu a dele e pode pilotar aviões à vontade. Tom Cruise, claro, tem sua licença desde 1994. Maverick é capaz de pilotar aqueles jatos sem nenhuma ajuda. Veja abaixo dois vídeos sobre os bastidores dos voos da produção.
Filme que satiriza super-ricos vence Festival de Cannes
O filme “Triangle of Sadness”, do diretor sueco Ruben Ostlund, foi o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2022. A produção agradou por usar humor ácido para ridicularizar os super-ricos. A trama acompanha modelos, influenciadores e oligarcas num cruzeiro de luxo, que acaba naufragando. E destaca em seu elenco o americano Woody Harrelson (“Venom: Tempo de Carnificina”), o inglês Harris Dickinson (“King’s Man: A Origem”) e a sul-africana Charlbi Dean (“Raio Negro”/Black Lightining). Foi a segunda Palma de Ouro de Ostlund, que em 2017 venceu o festival francês com outra crítica social, “The Square: A Arte da Discórdia”, voltada ao mundo das artes. A premiação deste sábado (28/5) também chamou atenção pelos dois empates alcançados entre os filmes vencedores do Grand Prix e o Prêmio do Júri, tradicionalmente considerados o 2º e o 3º lugar da competição. O drama erótico e político “Stars at Noon”, da francesa Claire Denis (“Minha Terra, África”), e a história de amadurecimento de “To Close”, do diretor belga Lukas Dhont (“Girl”), levaram o Grande Prêmio do Júri, enquanto a jornada de um burro apresentada em “EO”, do polonês Jerzy Skolimowski (“Matança Necessária”), e o retrato do conservadorismo heterossexual de “The Eight Mountains”, do casal belga Charlotte Vandermeersch e Felix Van Groeningen (“Alabama Monroe”), empataram no Prêmio do Júri. O cineasta sul-coreano Park Chan-Wook (“Oldboy”) levou o prêmio de Melhor Direção por “Decision do Leave” e o sueco Tarik Saeh (“Metropia”) ficou com a honraria de Melhor Roteiro por “Boy from Heaven”. Já os troféus de interpretação ficaram com a iraniana Zar Amir Ebrahimi (“Teheran Tabu”), do filme “Holy Spider”, e o veterano sul-coreano Song Kang Ho (o pai de “Parasita”), por “Broker”, novo drama do japonês Hirokazu Koreeda (“Assunto de Família”). Para completar, a Câmera de Ouro, destinada ao melhor trabalho estreante de todo o festival, ficou com as americanas Riley Keough e Gina Gammell por “War Pony”. O filme sobre adolescentes numa reserva indígena dos EUA foi o primeiro longa das duas, mas Riley Keough já tem uma longa carreira como atriz. A neta de Elvis Presley estrelou sucessos como “Magic Mike”, “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Docinho da América” e “Zola”. Encabeçado pelo ator francês Vincent Lindon, o júri ainda fez a entrega de um prêmio especial pelos 75 anos do festival, destinado aos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, vencedores de duas Palmas de Ouro (por “Rosetta” e “O Filho”) e vários outros troféus do evento francês Para completar, o cinema brasileiro, presente nesta edição de Cannes apenas com a exibição da versão restaurada de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, acabou contemplado, por meio do projeto de “O Casamento”, de Maíra Bühler, com o fundo Hubert Bals, que ajuda produções cinematográficas a saírem do papel.
Peça “Mãe Fora da Caixa”, com Miá Mello, vai virar filme
A peça “Mãe Fora da Caixa”, protagonizada pela humorista Miá Mello, vai ganhar adaptação para o cinema, que será dirigida por Julia Rezende. A atriz e a diretora são parceiras frequentes e já trabalharam juntas na série e nos dois filmes derivados de “Meu Passado me Condena”, além da comédia “Um Namorado para Minha Mulher”. Miá Mello interpreta “Mãe Fora da Caixa” como um monólogo, mas o filme deve mudar bastante o formato. A peça é originalmente inspirada pelo best-seller de mesmo nome, escrito por Thaís Vilarinho, que aborda questões de maternidade.
Próximo filme de “Star Wars” estreia em 2023 com direção de Taika Waititi
Com tantas séries em produção, parece que foi há muito tempo, numa galáxia distante, que o nome “Star Wars” evocava uma franquia cinematográfica. Mas essa ausência das telas grandes tem prazo para terminar. A presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, anunciou que o próximo filme de “Star Wars” chegará aos cinemas em 2023. A revelação foi feita numa entrevista para o site GamesRadar, em que Kennedy confirmou que o longa será escrito e dirigido por Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”). Esta não será a primeira experiência de Waititi em “Star Wars”, que assinou “Redemption”, episódio final da 1ª temporada de “The Mandalorian”, além de ter dublado o robô IG-11 em três capítulos da série. O projeto tinha sido anunciado em 2020, quando a Lucasfilm revelou que a roteirista Krysty Wilson-Cairns (indicada ao Oscar por “1917”) trabalharia com o diretor no script. “Chegará nos últimos meses de 2023, mas não acertamos totalmente a data de estreia ainda”, ela afirmou sobre o longa. “O futuro da franquia esteve em movimento desde sempre. Enquanto isso, temos muitos trabalhos excitantes acontecendo na televisão, que pode informar o que faremos a seguir. É tudo intencional”, acrescentou. Ela se demonstrou bastante animada com os novos projetos cinematográficos, sem revelar muitos detalhes. “Nós temos grandes talentos trabalhando conosco. São pessoas que se importam profundamente com a próxima iteração de ‘Star Wars’ e com levar as pessoas de volta aos cinemas. Queremos retornar com um estouro. Isso é importante para nós”. Vale lembrar que o último filme da saga, “Star Wars: Ascensão Skywalker”, foi lançado em 2019. Enquanto isso, a Disney+ já lançou as séries “The Mandalorian”, “O Livro de Boba Fett” e a recente “Obi-Wan Kenobi”, disponibilizada nesta sexta (27/5), além de preparar “Andor”, “Ahsoka”, “Skeleton Crew”, “The Acolyte” e outras atrações para o streaming.
Vin Diesel revela primeira foto de Daniela Melchior em “Velozes e Furiosos 10”
O astro Vin Diesel divulgou a primeira foto de Daniela Melchior (“O Esquadrão Suicida”) em “Velozes e Furiosos 10”. Publicada em seu Instagram, a imagem registra um abraço entre os dois, que parece fazer parte da trama pelo olhar compenetrado do ator. Daniela Melchior também postou a mesma imagem em seu perfil, acrescentando comentários sobre sua participação. “Orgulhosa em ser da Família”, Melchior escreveu em inglês e português de Portugal. “Orgulhosa por fazer parte deste projeto incrível que não é apenas um filme. É uma experiência, é um legado. Obrigada Vin Diesel por me fazer sentir em casa dentro e fora do set. Agora ponham os cintos e esperem o inesperado”. A atriz portuguesa é uma das novidades da franquia, que no 10º filme também vai introduzir personagens vividas por Brie Larson (a “Capitão Marvel”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Alan Ritchson (“Reacher”) e Rita Moreno (das duas versões de “Amor, Sublime Amor”) – além de trazer de volta os protagonistas originais e aquisições recentes da saga: Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Ludacris, Sung Kang, Nathalie Emmanuel, Charlize Theron, Scott Eastwood e possivelmente (isto é, ainda não confirmado) Jason Statham. O roteiro de “Velozes e Furiosos 10” foi escrito por Dan Mazeau (“Fúria de Titãs 2”) e Justin Lin (“Velozes e Furiosos 9”), a direção foi assumida em cima da hora por Louis Leterrier (“Truque de Mestre”) e a estreia está marcada para 18 de maio de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Vin Diesel (@vindiesel) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Daniela Melchior (@danielamelchior)
Novos filmes: “Cyrano” e as estreias do cinema em casa
Repleta de títulos inéditos e/ou de passagem relâmpago pelos cinemas brasileiros, a programação de estreias digitais da semana reúne astros conhecidos e premiados, como Peter Dinklage e Joaquin Phoenix, traz o filme que lançou a carreira internacional de Maria Fernanda Cândido, surpreende com tramas originais, assusta, emociona e diverte bastante. Veja abaixo 10 sugestões para acompanhar com pipoca durante o fim de semana em casa. | CYRANO | VOD* Inédita nos cinemas brasileiros, a nova adaptação de “Cyrano de Bergerac”, que traz Peter Dinklage (o Tyrion de “Game of Thrones”) no papel principal, chega às telas como a mais diferente de todas. Para começar, a escalação de Dinklage muda totalmente o aspecto físico de Cyrano, que deixa de ser o feioso narigudo da peça clássica de Edmond Rostand (1868-1918) para se tornar uma pessoa com nanismo. Só que a novidade das telas é notícia velha nos palcos. O ator viveu o papel no teatro em 2019, no circuito off-Broadway de Nova York. Aquela montagem tinha Blake Jenner (de “Glee”) no papel do galã Christian, e aí o filme inova mais, ao escalar Kelvin Harrison Jr. (o Fred Hampton de “Os 7 de Chicago”) e transformar o jovem cadete num homem negro. Pra quem não lembra desta história bastante conhecida, Cyrano é apaixonado por Roxanne (vivida no filme por Haley Bennett, de “O Diabo de Cada Dia”), mas ela só tem olhos para o belo e simplório Christian. Conformado, o feio tenta ensinar ao belo como conquistar sua amada, fazendo-o assinar cartas românticas de sua autoria e a declarar poemas arrebatadores que ele criou. Mas isso cria problemas óbvios, porque Christian não é nada romântico e decepciona Roxanne num encontro real, sem a simulação de Cyrano. Para complicar ainda mais, ainda há um pretende rico (Ben Mendelsohn, de “Capitã Marvel”) querendo a amada de todos. E tudo isso se passa durante uma guerra. Esta trama já foi encenada de muitas formas, desde aventura clássica de capa espada até comédia romântica moderna, mas desta vez se materializa como um musical dirigido por Joe Wright (de “Anna Karenina” e “Orgulho e Preconceito”), em que os poemas viram música e o triângulo amoroso tira todos para dançar. | EMERGÊNCIA | AMAZON PRIME VIDEO Boa surpresa da Amazon, esta ótima comédia junta elementos hilários a uma trama com consciência social, e marca um começo brilhante na carreira cinematográfica da roteirista K.D. Dávila (da série “Motherland: Fort Salem”), premiada no Festival de Sundance de 2022 pela estreia em longa-metragem. É pra rir, mas também sentir um tapa na cara. A trama acompanha o dilema de dois estudantes negros e seu amigo latino, que, ao se preparar para uma maratona de festas universitárias, deparam-se com uma jovem branca desmaiada de bêbada em seu dormitório, mas têm medo de ajudá-la por poderem ser mal interpretados. Debatendo se chamam a polícia, os universitários tomam a pior decisão e a levam para seu carro. Enquanto isso, sua irmã acaba de perceber sua falta na festa de uma fraternidade vizinha, resolvendo localizá-la pelo sinal do celular. Uma decisão ruim leva à outra, com inúmeras consequências e a complicação extra de a menina desmaiada ser menor de idade. O filme é baseado num curta que a roteirista premiada e o diretor novato Carey Williams fizeram em 2018. Eles se juntam novamente na versão ampliada, trabalhando desta vez com um elenco de jovens atores conhecidos, como RJ Cyler (“Power Rangers”) e Sabrina Carpenter (“Crush à Altura”), entre outros. Elogiadíssima pela capacidade de perturbar e divertir ao mesmo tempo, tem 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. | SEMPRE EM FRENTE | VOD* Primeiro filme de Joaquin Phoenix após vencer o Oscar por “Coringa”, o drama em preto e branco traz o ator como um documentarista que pretende entrevistar crianças sobre a situação do mundo. Nesse processo, estabelece um relacionamento tênue, mas transformador, com seu sobrinho sem filtros de 8 anos, que ele leva em suas viagens. “Sempre em Frente” tem roteiro e direção de Mike Mills, que não lançava uma nova obra desde “Mulheres do Século 20” em 2016. E embora tenha passado ao largo do Oscar 2022, o menino Woody Norman (“Troia: A Queda de Uma Cidade”), que vive o sobrinho, foi indicado ao BAFTA (o Oscar britânico) como Melhor Ator Coadjuvante. Elogiadíssimo pela crítica, atingiu uma avaliação até mais positiva que muitos indicados ao prêmios da Academia – 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O TRAIDOR | CLARO TV+ Coprodução com o Brasil, o longa do maestro italiano Marco Bellocchio (“A Bela Que Dorme”) é uma cinebiografia de Tommaso Buscetta, o primeiro chefe de alto escalão da máfia a se transformar em informante da justiça – o traidor do título. Buscetta viveu o Brasil por um período e a produção tem cenas rodadas no Rio de Janeiro, além de destacar, em seu primeiro papel internacional, Maria Fernanda Cândido como a mulher do mafioso, que o convence a tomar a decisão de cooperar com a justiça italiana em 1984. A repercussão positiva da produção, que conquistou 21 prêmios importantes, abriu as portas para a atriz atuar no exterior. O filme traz Pierfrancesco Favino (da série “Marco Polo”) no papel do mafioso e foi o grande vencedor do David Di Donatello (o Oscar italiano) de 2020. | KLONDIKE – A GUERRA NA UCRÂNIA | VOD* A diretora Marina Er Gorbach concebeu seu filme, exibido sob elogios no Festival de Sundance em janeiro e premiado em Berlim em fevereiro, como um alerta ao mundo sobre a situação da Ucrânia. Mas após a invasão do país pela Rússia, quatro dias após a Berlinale, “Klondike” acabou se tornando ainda mais relevante, um retrato da população submetida ao que o título no Brasil chama de “Guerra na Ucrânia”. A trama, na verdade, aborda o conflito civil do leste do país de 2014, época em que começaram os bombardeios de separatistas apoiados por Moscou. A personagem principal é Irka, jovem grávida que vive com o marido num vilarejo sob a sombra da violência, até tudo virar destroços. A destruição de seu lar é refletida pelo esfacelamento de famílias, com irmãos se dividindo entre “russos” e ucranianos. Com o teto caindo sob suas cabeças, o casal grávido também representa a luta pelo direito à vida em meio ao caos. Por todo o contexto, a obra atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A MULHER DE UM ESPIÃO | MUBI O cineasta Kiyoshi Kurosawa tem se alternado entre terrores cultuados e dramas premiados. O novo trabalho pertence ao segundo grupo e conquistou nove prêmios internacionais, inclusive Melhor Direção no Festival de Veneza de 2020. A trama gira em torno da decisão de um comerciante de deixar sua esposa no Japão para viajar até a China no começo da 2ª Guerra Mundial, onde testemunha um ato de barbárie. Suas ações causam mal-entendidos, ciúmes e problemas legais para sua esposa. | EXIT | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* A divertida comédia de ação sul-coreana acompanha um rapaz derrotado pela vida que vira herói nacional. Ele faz aulas de alpinismo para conquistar uma garota que não se importa com esse esforço e ainda é humilhado pela mãe que questiona seu futuro profissional como escalador de montanhas desempregado. Mas quando um gás venenoso começa a fazer vítimas fatais em Seul, sua habilidade subestimada é a única coisa capaz de salvá-lo, impulsionando-o a subir em prédios cada vez mais altos para escapar da nuvem tóxica, enquanto sua façanha mobiliza uma torcida televisiva. Destacando Jo Jung-Suk (da série “Oh My Ghost”) como protagonista e a cantora Yoona (do grupo K-pop Girls’ Generation) como sua musa alpinista, o primeiro longa escrito e dirigido por Lee Sang-geun registra 83% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. | SMALL ENGINE REPAIR | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD Um thriller poderoso sobre masculinidade tóxica, alimentado por excelentes interpretações. Escrito, dirigido e estrelado por John Pollono (“This Is Us”), que adapta uma peça de sua própria autoria em sua estreia atrás das câmeras, o filme independente entrega sua origem teatral ao se passar em grande parte no interior de uma garagem mecânica. É onde três velhos amigos, interpretados por Pollono, Jon Bernthal (“O Justiceiro”) e Shea Whigham (“Perry Mason”) viram a noite celebrando seu reencontro, após um deles voltar da prisão. Mas depois de muito whisky, marshmellows e causos, um jovem traficante abastado (Spencer House, de “The Society”) adentra o recinto, convocado pelo ex-presidiário dono da garagem. É neste momento que ele revela suas verdadeiras intenções, cobrando dos amigos um pequeno favor em nome de sua filha (Ciara Bravo, de “Wayne”). A guinada só vem depois de mais de metade do filme, mas é tão claustrofóbica quanto o recinto em que acontece. | MENTIRA NADA INOCENTE | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* Premiado no circuito dos festivais norte-americanos, o quarto filme do casal canadense Yonah Lewis e Calvin Thomas (ambos de “Amy George”) retrata o golpe de uma estudante universitária que finge ter câncer. Ela raspa o cabelo, falsifica diagnósticos e enfrenta até um tratamento agressivo para levantar fundos numa campanha beneficente, conquistar um bolsa de estudos e deixar de trabalhar. Sua falsa condição também a transforma numa celebridade no campus, rendendo-lhe todo o apoio que sempre sonhou, de colegas, professores e até da namorada, nunca antes tão atenciosa. Tudo vai bem, até que os responsáveis pela bolsa pedem cópias de seus exames médicos, o que a conduz a uma espiral de desespero e transforma o drama num thriller psicológico. Destaque para a performance de Kacey Rohl (a vilã Marina de “The Magicians”), que raspou mesmo a cabeça diante das câmeras para a produção. | NOME PRÓPRIO | NETFLIX Até então inédita em streaming, esta produção nacional de 2007 se mantém forte pelo retrato de sua personagem, inspirada nos escritos de Clara Averbuck, e pela interpretação de Leandra Leal, dando sinais de grandeza em seu primeiro filme como protagonista adulta. Na trama, ela busca levar uma vida extrema para poder escrever a respeito em seu blog, rompendo barreiras e correndo riscos como uma mulher sozinha contra tudo. Vencedor do Festival de Gramado, o filme conta com direção do veterano Murilo Salles (“Nunca Fomos Tão Felizes”), que só fez outro longa de ficção desde então, “O Fim e os Meios”, em 2015. Mas o mais curioso é reparar como a conexão discada da era dos blogs datou rápido diante da ascensão dos influencers de redes sociais. É praticamente uma relíquia para a geração de Instagramers e Tiktokers, reforçando que a internet não forma mais escritores, mas exibicionistas. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Harrison Ford volta como Indiana Jones na primeira foto do novo filme
A Lucasfilm divulgou a primeira imagem de “Indiana Jones 5”, que destaca a silhueta do ator Harrison Ford, caminhando sobre uma ponte precária no interior de uma caverna mal iluminada – o que poderia ser mais Indiana Jones que isso? Atualmente em pós-produção, o filme tem direção de James Mangold (“Logan”), marcando a primeira aventura do arqueólogo veterano que não conta com a direção de Steven Spielberg. As filmagens começaram em maio do ano passado no Reino Unido e se encerraram em fevereiro deste ano, mas a única notícia vinda dos sets neste período foi um acidente sofrido por Harrison Ford logo nos primeiros dias. Ele machucou o ombro, precisando se afastar brevemente dos trabalhos. Apesar do acidente, a produção não foi interrompida. Mesmo assim, poucas fotos foram feitas por fãs e paparazzi durante as filmagens. As imagens que circularam nas redes sociais sugeriram que a história se passa em 1969, ano da chegada do homem à Lua, mas também houve registros de um trem identificado com insígnia nazista. O elenco da produção inclui Boyd Holbrock (“Logan”), Mads Mikkelsen (“Druk – Mais uma Rodada”), Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), Antonio Banderas (“Uncharted”), Toby Jones (“Um Menino Chamado Natal”), Thomas Kretschmann (“Vingadores: Era de Ultron”) e Shaunette Renée Wilson (“The Resident”). A estreia está prevista para 29 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Durante o #StarWarsCelebration, a LucasFilm anunciou que em 2023, Harrison Ford volta como o lendário #IndianaJones. Confira a primeira imagem do filme dirigido por James Mangold. pic.twitter.com/bLGY77x3y4 — Star Wars Brasil (@StarWarsBR) May 26, 2022












