Divulgação/MUBI

Naomi Kawase é acusada de bullying e agressão

A premiada cineasta Naomi Kawase, diretora de cinema mais conhecida do Japão, foi acusada de praticar bullying contra a equipe de sua empresa e agredir um membro de sua equipe de filmagem.

No final de abril, o site de um importante tabloide semanal japonês, Bunshun Online, publicou uma entrevista com um ex-funcionário da produtora de Kawase, que afirmou que ela havia lhe dado um soco no rosto no escritório da empresa em outubro de 2015. Depois disso, Kawase teria continuou seu ataque contra o funcionário, deixando-o ferido no rosto, enquanto outros funcionários fugiram do local. Ele deixou a empresa naquele dia.

Depois da revelação, Kawase e o funcionário anônimo divulgaram uma declaração conjunta dizendo que “as partes envolvidas já chegaram a uma resolução sobre o incidente”.

Anteriormente, uma revista informou que, em 2019, enquanto estava no set de seu filme “Mães de Verdade”, Kawase chutou um assistente de câmera, depois que ele a tocou enquanto ela olhava pela câmera. Kawase não respondeu publicamente a essa alegação.

As alegações foram publicadas nesta quarta (7/6) pela revista americana Variety, trazendo os casos para conhecimento do público ocidental.

O primeiro filme que ela lançou desde que as denúncias vieram às tonas teve uma péssima estreia nas bilheterias do Japão. Lançado no fim de semana, seu documentário oficial sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio abriu apenas em 13ª lugar.

Embora as Olimpíadas tenham sido conturbadas por acontecerem em meio à pandemia, os Jogos foram um sucesso retumbante para o país anfitrião. O Japão terminou em 3ª na contagem de medalhas e o país acabou se orgulhando de cumprir a promessa de realizar o evento, em vez de cancelá-lo.

Kawase ganhou a Camera de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 1997 e teve vários filmes exibidos em competição em outras ocasiões. Ela voltou ao festival francês no mês passado, onde seu documentário foi aplaudido de pé em sua estreia mundial.