Vítima de estupro de Polanski defende diretor em entrevista à esposa dele
Vítima de estupro cometido por Roman Polanski quando tinha 13 anos, nos anos 1970, Samantha Geimer defendeu o diretor em uma entrevista conduzida pela atriz Emmanuelle Seigner, esposa de Polanski, para a revista francesa Le Point. Esta não é a primeira vez que Geimer fala em favor do cineasta. Em 2017, ela defendeu Polanksi na Justiça dos EUA e ´pediu para o caso ser arquivado. Um ano depois, disse ao site IndieWire que seu encontro com o diretor foi “estupro”, mas que ele já havia pago por suas ações com dias de prisão e décadas de exílio. Para Seigner, Geimer relatou que “o que aconteceu com Polanski nunca foi um grande problema para mim”. Ela disse ainda: “Eu nem sabia que era ilegal, que alguém poderia ser preso por isso. Eu estava bem, ainda estou bem. O fato de termos feito disso algo grande pesa terrivelmente sobre mim. Ter que repetir constantemente que não era grande coisa, é um fardo terrível.” Polanski foi preso em 1977 por ter relações sexuais ilegais com a então menor. Ele aceitou um acordo judicial, cumpriu 42 dias de prisão e, quando o juiz do caso ameaçou voltar atrás no combinado, fugiu dos Estados Unidos para se abrigar na França, seu país natal, evitando a prisão. Desde então, ele é considerado foragido da Justiça dos EUA. Embora seja protegido na França por conta de sua cidadania, ele poderia, em tese, ser preso e extraditado se fosse a outro país. A Justiça dos EUA já tentou isso duas vezes. Ao viajar à Suíça para um festival em 2009, Polanski foi detido e colocado em prisão domiciliar numa propriedade que possui no país. No entanto, o tribunal suíço acabou rejeitando o pedido de extradição e libertou o diretor. Em 2014, houve nova tentativa na Polônia, país da família do cineasta, e o resultado foi o mesmo: o tribunal considerou que a pena já havia sido cumprida. Sobre as tentativas de extradição, Geimer diz que a iniciativa foi “injusta e contrária à justiça”, além de reforçar que Polanski já cumpriu sua sentença. “Da minha parte, ninguém queria que fosse preso, mas ele foi e foi o suficiente. Ele pagou sua dívida com a sociedade. É isso, fim da história. Ele fez tudo o que lhe foi pedido até que a situação ficou fora de controle e ele não teve outra escolha a não ser fugir”, disse à Le Point. Com o surgimento do movimento #MeToo nas redes sociais, o caso de Polanski voltou a ser comentado e novas mulheres se apresentaram como supostas vítimas de abusos do diretor nos anos 1970. Em meio a essa controvérsia, Polanski ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Veneza em 2019 e o César (o Oscar francês) de Melhor Roteiro Adaptado em 2020, por “O Oficial e o Espião”, o que causou repúdio entre influenciadores e imprensa, e “esfriou” a relação entre o diretor e a indústria cinematográfica francesa. Atualmente, Polanski trabalha em um novo filme, “The Palace”, que aguarda lançamento, mas nenhum financiador, produtor ou estúdio francês quis fazer parte da obra, que acabou recebendo apoio da RAI Cinema da Itália. Além disso, o filme não foi incluído na programação do Festival de Cannes deste ano.
Filmes: Animação do Oscar 2023 lidera Top 10 de estreias pra ver em casa
Inédita nos cinemas brasileiros, a animação “Marcel, a Concha de Sapatos”, indicada ao Oscar 2023, é o principal lançamento da semana em streaming. O Top 10 também destaca o filme que encerra a série “The Last Kingdom” e muitos longas franceses. Confira abaixo a seleção dos melhores títulos disponibilizados nas plataformas de streaming e locadoras digitais (VOD) para assistir no fim de semana. | MARCEL, A CONCHA DE SAPATOS | VOD* A belíssima comédia infantil, que combina animação em stop-motion com atores reais, é baseada numa série de curtas virais do documentarista Dean Fleischer-Camp (“Fraud”) e da atriz-dubladora Jenny Slate (“Volta Pra Mim”), que acumularam mais de 50 milhões de visualizações no YouTube desde sua estreia em 2010, além de ter estimulado o lançamento de dois livros infantis best-sellers. A trama acompanha Marcel (dublado por Slate), um adorável caracol de uma polegada de altura que leva uma existência pacata com sua avó Connie (voz de Isabella Rossellini, de “Joy”) e seu fiapo de estimação. Antes parte de uma extensa comunidade de caracóis, eles agora vivem sozinhos como únicos sobreviventes de uma misteriosa tragédia. Mas quando um documentarista os descobre entre a desordem de seu Airbnb, o curta-metragem que ele publica online rende milhões de fãs apaixonados por Marcel, bem como perigos sem precedentes e uma nova esperança de encontrar sua família de caracóis há muito perdida. O elenco da produção também inclui Rosa Salazar (“Alita: Anjo de Batalha”), Thomas Mann (“Kong: A Ilha da Caveira”), a telejornalista Lesley Stahl e o próprio Dean Fleischer-Camp como o documentarista da trama. Dirigido por Camp, que também assina o roteiro com Slate, o filme é inédito nos cinemas brasileiros, mas foi indicado ao Oscar 2023, venceu 37 prêmios internacionais (incluindo o Annie, o Oscar da animação) e tem nada menos que 98% de aprovação no portal de críticas Rotten Tomatoes. | THE LAST KINGDOM: SEVEN KINGS MUST DIE | NETFLIX O longa é uma continuação e desfecho da trama das cinco temporadas da série “The Last Kingdom”, encerrada pela Netflix em 2022. Desta vez, o protagonista Uhtred enfrenta a fragmentação da Bretanha, numa luta épica pela coroa após a morte do rei Eduardo, em que herdeiros rivais e invasores competem pelo poder. E quando surge uma aliança buscando a ajuda de Uhtred a seus planos, ele enfrenta uma escolha entre aqueles de quem mais gosta e o sonho de ver uma Inglaterra unida. A produção é uma adaptação do penúltimo livro da saga saxônica do escritor Bernard Cornwell, “A Espada dos Reis” (2019), que tem uma conclusão bastante sombria para Uhtred. Mas como se trata do desfecho da franquia, é provável que as cenas finais incluam o desfecho do último livro, “O Senhor da Guerra” (2020), bem mais positivo. Produção da Carnival Films e da NBCUniversal International Studios, o filme tem roteiro de Martha Hillier e direção de Edward Bazalgette, ambos integrantes da equipe de “The Last Kingdom”, e volta a trazer o ator Alexander Dreymon no papel principal, além de outros integrantes do elenco original, junto com alguns novos rostos. | CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS | FILMICCA Filmado no Tocantins, o longa codirigido pelo português João Salaviza e a brasileira Renée Nader Messora embaralha os limites entre ficção e registro documental. Com elenco amador, extraído de uma aldeia de índios Krahô, a obra recria na tela dramas reais da comunidade, como a história de um adolescente que começa a ter visões. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da aldeia, mas prefere fugir para não ser levado a virar pajé. Longe de seu povo e da própria cultura, Ihjãc enfrenta as dificuldades de ser um indígena no Brasil contemporâneo. Totalmente falado em idioma nativo e disponibilizado com legendas, o drama indígena venceu o Prêmio Especial do Júri da mostra Um Certo Olhar, principal seção paralela do Festival de Cannes. | UMA BELA MANHÃ | VOD* Quando seu pai é acometido por uma doença neurodegenerativa irreversível, a vida de uma jovem mãe solteira vira do avesso. Lidando com o sentimento de luto por alguém que não morreu, ela busca conseguir uma casa de repouso decente, enquanto reencontra uma paixão antiga e indisponível, com quem começa um caso, e complica de vez seus sentimentos tumultuados. Premiado no Festival do Cannes, o drama tem direção da francesa Mia Hansen-Løve (“A Ilha de Bergman”) e rendeu a Leia Seydoux (“007 – Sem Tempo para Morrer”) indicação ao prêmio de Melhor Atriz da Europa no ano passado. | CONTRATEMPOS | VOD* A atriz francesa Laure Calamy (“Dix pour Cent”) venceu o prêmio de Melhor Atriz do Festival de Veneza pelo desempenho como a protagonista Julie, uma mãe solteira com dois filhos pequenos para criar. Quando finalmente consegue uma entrevista para um emprego, com chances de sair do aperto financeiro, ela se depara com uma greve nacional de trânsito. O cineasta Eric Gravel (“Crash Test Aglaé”) também foi premiado em Veneza pela direção, que transforma a aflição dramática de quem busca apenas melhorar de vida numa correria digna de thriller tenso. | GOLIAS | VOD* Uma das maiores bilheterias da França em 2022, o drama é baseado em fatos reais e denuncia os perigos da indústria de pesticidas. Quando a população de uma região da França começa a desenvolver câncer e a OMS denuncia um pesticida usado nas plantações como cancerígeno, os fabricantes contratam lobistas para abafar o caso e subornar quem for preciso. Até que um obscuro advogado parisiense, especializado em direito ambiental, cruza o caminho dos poderosos. Dirigido por Frédéric Tellier (“Através do Fogo”), o longa reúne três nomes de peso do cinema francês: Gilles Lellouche (“Não Conte à Ninguém”) como o advogado, Pierre Niney (“Yves Saint Laurent”) como um lobista e Emmanuelle Bercot (“O Baile das Loucas”) como uma ativista. | UM FILHO | VOD* O novo drama do diretor Florian Zeller passou longe das premiações, ao contrário de “Meu Pai”, premiado no Oscar do ano passado. Após lidar com a demência na Terceira Idade no anterior, a nova produção explora a depressão na adolescência – ambos os filmes são baseados em peças do cineasta. A trama gira em torno de um executivo que tem sua vida com a nova parceira e seu bebê recém-nascido abalada pela reaparição da ex-esposa com seu filho adolescente. O jovem está perturbado, distante e com raiva, faltando à escola há meses. Enquanto o executivo se esforça para ser um pai melhor, procurando ajudar seu filho, o peso da condição do jovem coloca a família em um rumo perigoso. Hugh Jackman (“Logan”) tem o papel do pai e o elenco ainda conta com Laura Dern (“História de um Casamento”), Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”), Zen McGrath (“Marcas do Passado”) e Anthony Hopkins, que venceu o Oscar por “O Pai” e retoma a parceria com o diretor francês num personagem criado especialmente para ele no filme – isto é, que não existia no roteiro teatral. | O AMOR DÁ VOLTAS | HBO MAX Mais conhecido como roteirista de sucessos como “Central do Brasil” (1998) e “Faroeste Caboclo” (2013), Marcos Bernstein volta a dirigir um longa de ficção após dez anos – o anterior foi “Meu Pé de Laranja Lima”, em 2012. A produção é uma comédia romântica com triângulo amoroso, movida por uma farsa. Um jovem médico que estava em missão na África volta ao Brasil e descobre que as cartas apaixonadas que vinha respondendo nos últimos meses não foram escritas pela namorada, mas pela irmã dela. A namorada, por sua vez, achava que tinha terminado o relacionamento, mas fica mexida quando o ex volta mostrando que continuava apaixonado. Já a cunhada só queria confortar o rapaz, sem perceber a situação que estava criando. Claro que alguém tende a sobrar nesse triângulo. O triângulo é formado por Igor Angelkorte (“O Outro Lado do Paraíso”), Juliana Didone (“Talvez uma História de Amor”) e Cleo (“Me Tira da Mira”). | AS MÚMIAS E O ANEL PERDIDO | HBO MAX A produção animada espanhola acompanha um casal de múmias atrás dos ladrões de seu anel de noivado, numa aventura que os leva com seu pet mumificado de sua tumba até Londres. Curiosamente, a equipe de criação, incluindo os roteiristas e o diretor estreante Juan Jesús García Galocha, trabalharam na bem-sucedida franquia animada “As Aventuras de Tadeo”, sobre um aspirante a arqueólogo em aventuras que também incluem múmias egípcias. | TROMBA TREM – O FILME | DISNEY+ A animação brasileira, baseada na série homônima do Cartoon Network, acompanha Gajah, um elefante sem memória que, ao ficar célebre, acaba se afastando de seus velhos companheiros de viagem no Tromba Trem. O estrelato dura pouco, pois ele logo se torna o principal suspeito de misteriosos raptos. Desvendar o mistério só será possível com a ajuda dos amigos pré-fama: um grupo de cupins obstinados e Duda, uma empolgada e inocente tamanduá vegetariana. A direção é de Zé Brandão, criador dos personagens e produtor de “O Irmão do Jorel”. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
“As Marvels” bate recorde de trailer com mais dislikes no YouTube
“As Marvels” já tem o recorde de trailer com mais dislikes no YouTube, com apenas três dias no ar. O vídeo tem cerca de 365 mil “não curti”, além de acumular milhares de comentários copypasta, que são blocos de texto com conteúdo de spam utilizados para abafar respostas positivas. Mas apesar do recorde negativo, o trailer tem mais likes do que dislikes, são 452 mil reações positivas. A reação negativas à sequência de “Capitã Marvel” repete o comportamento de trolls, que também boicotaram com críticas negativas o primeiro filme. Na época, eles atacaram a atriz Brie Larson por ela ter feito declarações consideradas feministas. Um comentário no trailer ironiza: “Capitã Feminista e a pedra do Patriarcado. Que porcaria!”. Vale lembrar que, apesar das críticas da minoria barulhenta, “Capitã Marvel” fez US$ 1,1 bilhão de bilheteria mundial. “Nada disso é uma surpresa para aqueles que estão cientes da tendência contínua de bombardeio de críticas que visa projetos da Marvel que apresentam a) super-heroínas, b) super-heróis não-brancos, c) super-heróis/personagens LGBTQ ou d) alguma combinação de todos esses”, escreveu Kylie Cheung ao site feminista Jezebel. “Larson, especificamente, tem sido uma fonte de ira e fúria para alguns fãs masculinos da Marvel e fóruns incel devido a sua franqueza sobre a paridade de gênero na indústria do entretenimento”, completou. Brie Larson retorna em “As Marvels” com seu papel como Carol Danvers. Na trama, a Capitã Marvel recuperou sua identidade da tirania Kree e se vingou da Inteligência Suprema, mas as consequências disso levam Carol a carregar o fardo de um universo desestabilizado. Além de Larson, o elenco também destaca Iman Vellani (“Ms. Marvel”) como Kamala Khan, Teyonah Parris (“WandaVision”) como Monica Rambeau e Samuel L. Jackson (“Vingadores”) como Nick Fury. O filme estreia em 9 de novembro no Brasil.
Mia Goth deve viver vilã do filme “Blade”. Saiba quem
A Marvel contratou nesta semana a atriz Mia Goth, conhecida por terrores como “Pearl” e “X – A Marca da Morte”, para o elenco de “Blade”, mas não compartilhou nenhum detalhe sobre seu papel. Agora, o podcast “The Hot Mic” garantiu saber quem ela vai interpretar. Especulação ou fato, já era grande o rumor de que Mia Goth interpretaria mesmo esta personagem: Lilith. O detalhe é que a Marvel tem duas vilãs chamada Lilith, e ambas apareceram em quadrinhos de Blade. Uma delas é a Filha de Drácula, que chegou a ter histórias próprias publicadas pela editora nos anos 1970. Já a outra é uma feiticeira demoníaca que estreou nos quadrinhos do Motoqueiro Fantasma nos anos 1990. Há uma chance de que a vilã vivida por Mia Goth seja um amálgama das duas personagens, mas como Blade é um caçador de vampiros, a tendência maior é que seja mesmo a filha de Drácula. Outro detalhe que reforça esta tese é que a filha de Drácula foi criada por Marv Wolfman e Gene Colan, roteirista e artista que também criaram Blade, e, apesar da criação da vilã homônima, continua aparecendo nos gibis até hoje – embora bem menos. Já a opção pela feiticeira demoníaca tem a seu favor o fato de ser uma personagem mais recente. As adaptações de super-heróis têm privilegiado versões mais modernas dos personagens dos quadrinhos. O enredo de “Blade” ainda é desconhecido. Os planos para uma nova encarnação do personagem, interpretado por Wesley Snipes em uma série de filmes no início dos anos 2000, foram revelados durante a apresentação da Marvel na Comic-Con de San Diego em 2019. Criado por Marv Wolfman e Gene Colan em 1973, como um personagem coadjuvante do gibi “A Tumba de Drácula”, Blade acabou se tornando favorito dos fãs e passou a viver suas aventuras próprias contra a ameaça dos vampiros em Nova York. A nova versão cinematográfica trará Mahershala Ali (“Green Book”) no papel principal e vem enfrentando diversas turbulências em seus bastidores. Depois de perder o diretor na véspera das filmagens, a produção foi adiada para a Marvel encontrar um substituto com uma nova visão para a adaptação. O cineasta Yann Demange (do filme “71: Esquecido em Belfast” e da série “Lovecraft Country”) acabou contratado como diretor e o roteiro foi reescrito por Michael Starrbury (da minissérie “Olhos que Condenam”). O filme tem estreia marcada para setembro de 2024. Enquanto isso, Mia Goth poderá se vista em dois novos terrores: “Frankenstein”, de Guillermo Del Toro, e “Maxxxine”, final da trilogia de Ti West iniciada por “X”.
40 anos de Flashdance: Jennifer Beals recorda modismos e bastidores do filme
Garotas vestindo polainas e moletom com ombro à mostra. “Flashdance… What a Feeling” e “Maniac” tocando nas rádios. Estas foram algumas das tendências que marcaram os anos 1980 após o lançamento do filme “Flashdance”, em 1983. Nos 40 anos do filme, os atores que protagonizaram a obra, Jennifer Beals e Michael Nouri, e o produtor Jerry Bruckheimer relembraram o impacto da produção em entrevista ao site The Hollywood Reporter. Os criadores do filme já esperavam por um sucesso, mas não imaginavam que seria uma sensação e que marcaria uma geração. A obra foi um fenômeno de bilheteria em sua estreia, em 15 de abril de 1983, arrecadando US$ 92,9 milhões (o equivalente a US$ 280 milhões de hoje, corrigido pela inflação), além de ter recebido quatro indicações ao Oscar e conquistado uma estatueta de Melhor Canção com “Flashdance… What a Feeling”, de Irene Cara. Ainda assim, a crítica ficou dividida em relação a produção. “Um crítico chamou de depósito de lixo tóxico”, contou Bruckheimer rindo. Para Nouri, “Flashdance” “não foi favorecido pela crítica e isso realmente não fez nenhuma diferença em termos de o filme se tornar icônico”. A história é centrada em Alex (Jennifer Beals), uma jovem soldadora de Pittsburgh que passa as noites se apresentando em um bar de cabaré, mas sonha em se tornar uma dançarina profissional. Foi nela que jovens se inspiraram para ditar tendências de moda, como o moletom caído no ombro. Beals se lembra de ter criado o estilo acidentalmente durante uma prova de roupas para o filme. “Deixei meu moletom na secadora por muito tempo e não consegui enfiar a cabeça pelo buraco. Então eu cortei o buraco para torná-lo maior. E então [o figurinista] Michael Kaplan transformou isso em algo melhor e mais legal”. Apesar da atriz ser sempre lembrada pelo papel, o estúdio relutou em aceitar Beals como protagonista. Bruckheimer lembrou que a equipe do filme lutou para por ela, mas os executivos do estúdio e o diretor Adrian Lyne só foram convencidos a seguir com a estreante graças às secretárias da empresa. “Os chefes da Paramount não conseguiram se decidir, então trouxeram todas as secretárias para ver os testes de tela e todos escolheram Jennifer”. Mesmo sendo estreante, Beals não topou fazer tudo o que os produtores pediram. Ela relembra que foi chamada para fazer uma cena de nudez, mas não aceitou. “Adrian me ligou e estava tentando me convencer de que seria algo de bom gosto. Eu apenas disse: ‘Sem desrespeito a você, mas eu não te conheço’”, conta ela rindo. Para a atriz, o legado duradouro do filme decorre em parte da inclusão de temas que não eram tão comuns nos filmes de estúdio da época. “Quando penso naquela cena em que ela está andando pelo corredor e há todas as bailarinas lá, não é apenas uma imagem clássica, mas também fala muito sobre barreiras em relação à raça”, apontou. Relembre os dois hits mais famosos de “Flashdance”, em clipes com cenas do filme.
“Super Mario Bros” se torna maior bilheteria do cinema em 2023
A animação “Super Mario Bros – O Filme” se tornou o maior lançamento de 2023 ao ultrapassar, no fechamento das bilheterias de quinta-feira (13/4), a marca de US$ 500 milhões em todo o mundo. A quantia desbanca o antigo líder do ranking, “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, que fez US$ 474,4 milhões. Ao todo, o longa produzido pelo estúdio Illumination, com distribuição da Universal, atingiu US$ 508,7 milhões. Em dez dias, desde que foi lançado em 5 abril nos EUA, o filme virou também a maior adaptação de videogames para o cinema de todos os tempos, ultrapassando “Warcraft” (2016) e “Pokémon: Detetive Pikachu” (2019). Depois de já ter batido o recorde de maior estreia de animação, o filme já virou o segundo maior lançamento animado dos cinemas desde 2019, atrás apenas de “Minions: A Origem de Gru”, que arrecadou US$ 942,5 milhões durante sua exibição no ano passado – mas à frente de “Demon Slayer – Mugen Train”, com US$ 494 milhões, agora em 3º lugar. Considerando apenas as animações da Universal, o longa de Mario e Luigi contabiliza a 10ª maior bilheteria do estúdio. E mal começou sua trajetória cinematográfica “Super Mario Bros – O Filme” está em cartaz no Brasil desde 6 de abril e conta com a direção de Aaron Horvath (“Os Jovens Titãs em Ação!”) e Michael Jelenic (“Batman: Os Bravos e Destemidos”).
Toni Collette e Nicholas Hoult negociam estrelar “último filme de Clint Eastwood”
O ator e cineasta Clint Eastwood (“Cry Macho: O Caminho para Redenção”) começou a definir o elenco de seu novo filme. Aos 92 anos, ele negocia com Nicholas Hoult (“O Menu”) e Toni Collette (“Hereditário”) para “Juror #2”, um drama jurídico que está em desenvolvimento no estúdio Warner. Depois de meses tentando encontrar a combinação certa de atores e semanas de conversas com Hoult e Collette, os dois receberam ofertas oficiais. A trama vai acompanhar um jurado em um julgamento por assassinato, que percebe que pode ter causado a morte da vítima e precisa lidar com o dilema de manipular o júri para salvar a si mesmo ou revelar a verdade e se entregar. Hoult interpretaria esse jurado e Collette seria a promotora do caso. Será um reencontro dos dois atores, que trabalharam juntos há duas décadas, quando Hoult era uma criança, em “Um Grande Garoto” (2002). Fontes apontam que Eastwood pode se aposentar após as filmagens de “Juror #2”, que está sendo chamado de o “último filme de Clint Eastwood”. “Juror #2” será o 40º filme dirigido por Clint Eastwood, que já venceu dois Oscar de Melhor Diretor, por “Os Imperdoáveis” (1992) e “Menina de Ouro” (2004). O início da produção é previsto para junho, o que fará com que Eastwood tenha 93 anos quando as câmeras começarem a rodar. Com isso, se tornará o cineasta mais velho ainda em atividade. Contudo, caso realmente se aposente após “Juror #2”, ele não baterá o recorde histórico do português Manoel de Oliveira (1908-2015), que tinha 107 anos quando dirigiu seu último filme. O longa não tem previsão de estreia.
Samuel L. Jackson e John David Washington vão estrelar adaptação de “A Lição de Piano”
A Netflix anunciou que Samuel L. Jackson (“Vingadores”) e John David Washington (“Infiltrado na Klan”), filho de Dezel Washington, vão estrelar a adaptação de “A Lição de Piano”. A obra já rendeu um Prêmio Pulitzer de Teatro, em 1990, para o dramaturgo August Wilson. Jackson e Washington também estiveram numa montagem da peça na Broadway. Ainda não há data para estreia e início das filmagens. A trama acontece em 1936 em Pittsburgh e segue a vida da família de Charles e de sua herança familiar: um piano que é decorado com desenhos esculpidos por um ancestral escravizado. O elenco também inclui Ray Fisher (“Liga da Justiça”), Danielle Deadwyler (“Till – A Busca por Justiça”), Michael Potts (“True Detective”) e Corey Hawkins (“Em um Bairro de Nova York”). A direção do filme está a cargo de outro filho de Denzel Washington, Malcolm Washington, em sua estreia em longa-metragem. Denzel fechou um acordo com o espólio de Wilson para adaptar as peças do dramaturgo em filmes. Desde então, ele dirigiu “Um Limite Entre Nós” (Fences, 2018) e produziu “A Voz Suprema do Blues” (2020). O astro também é produtor de “A Lição de Piano”, que tem roteiro de Virgil Williams (indicado ao Oscar por “Mudbound”). Além de produzir os filmes, Denzel também fez e estrelou um documentário, ao lado de Viola Davis, sobre o legado de Wilson, intitulado “Giving Voice” (2020), também disponibilizado pela Netflix. Samuel L. Jackson, John David Washington, Ray Fisher, Danielle Deadwyler, Michael Potts, and Corey Hawkins will star in The Piano Lesson, a new film based on the play by August Wilson, directed by Malcolm Washington and written by Virgil Williams and Malcolm Washington. pic.twitter.com/PhkuI35Z4L — Netflix (@netflix) April 13, 2023
Com brasileiros e recorde de mulheres, Festival de Cannes anuncia filmes selecionados
O Festival de Cannes anunciou nesta quinta-feira (13/4) os filmes selecionados para a disputa da Palma de Ouro na 76ª edição da premiação, além dos títulos que vão fazer parte de exibições e mostras. A 76ª edição do evento, que ocorre de 16 e 27 de maio, vai contar com três longas brasileiros e é marcado pelo recorde de mulheres indicadas. A edição de 2023 do Festival de Cannes traz o recorde de seleção de produções dirigidas por mulheres. São seis diretoras indicadas na categoria principal e outras 14 foram em outras categorias, de um total de 51 filmes selecionados. Apesar de ser o maior número já registrado desde, a participação delas ainda não chega a 50%. Na premiação principal, as produções dirigidas por mulheres indicados ao prêmio são: La Chimera (Alice Rohrwacher), Club Zero (Jessica Hausner), Last Summer (Catherine Breillat), Anatomie d’une chute (Justine Triet), Banel et Adama (Ramata-Toulaye Sy), e Olfa’s Daughters (Kaouther Ben Hania). O recorde anterior é da edição de 2022, com 5 mulheres na categoria principal. Até então, apenas duas mulheres venceram a Palma de Ouro desde a criação do prêmio: Jane Campion, com “O Piano”, em 1993, e Julia Ducournau, com “Titane”, em 2021. O Festival traz também o Brasil na disputa principal com o diretor Karim Aïnouz> (“A Vida Invisível”) e seu filme “Firebrand”, que tem como enredo o casamento da rainha Catarina Parr e do rei Henrique VIII, e traz Jude Law e Alicia Vikander no elenco. Além de “Firebrand”, o documentário “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”), vai estrear na mostra Cannes Premières, trazendo o centro de Recife como personagem principal. Já “A Flor do Buriti”, da brasileira Renée Nader Messora com o português João Salaviza, vai estar na mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regarde). Entre os filmes que vão fazer parte do Festival, vale destacar “Asteroid City”, de Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”), que traz nomes de peso no elenco, como Tom Hanks, Margot Robbie, Scarlett Johansson e Tilda Swinton. Os aguardados “Killers of the Flower Moon”, de Martin Scorsese, o quinto filme da saga “Indiana Jones” e até a série “Idol”, da HBO, também estarão em Cannes. São destaques ainda o novo curta de Almodóvar, “Strange Way of Life”, que traz Pedro Pascal e Ethan Hawke como um casal gay, e “Jeanne Du Barry”, que abre o evento e marca a volta de Johnny Depp às telonas como Luís XV, após o midiático julgamento por difamação contra sua ex, Amber Heard. Mas o evento também contará com outros nomes conhecidos dos cinéfilos e habituês do evento, como Jonathan Glazer (“Sob a Pele”), Aki Kaurismaki (“O Outro Lado da Esperança”), Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”), Nanni Moretti (“Tre Piani”), Nuri Bilge Ceylan (“Sono de Inverno”), Todd Haynes (“Carol”), Marco Bellocchio (“O Traidor”) e os veteranos multipremiados Ken Loach (“Eu, Daniel Blake”) e Wim Wenders (“O Sal da Terra”). Confira abaixo os títulos que vão passar por Cannes. Filme de abertura: Jeanne Du Barry, de Maïwenn Mostra Competitiva (Palma de Ouro) Club Zero, de Jessica Hausner The Zone of Interest, de Jonathan Glazer Fallen Leaves, de Aki Kaurismaki Les Filles d’Olfa, de Kaouther Ben Hania Asteroid City, de Wes Anderson Anatomie d’une Chute, de Justine Triet Monster, de Hirokazu Kore-eda Il Sol dell’Avvenire, de Nanni Moretti L’été Dernier, de Catherine Breillat Kuru Otlar Ustune, de Nuri Bilge Ceylan La Chimera, de Alice Rohrwacher La Passion de Dodin Bouffant, de Tran Anh Hùng Rapito, de Marco Bellocchio May December, de Todd Haynes Jeunesse, de Wang Bing The Old Oak, de Ken Loach Banel e Adama, de Ramata-Toulaye Sy Perfect Days, de Wim Wenders Un Certain Regarde: Règne Animal, de Thomas Cailley (filme de abertura) Los Delincuentes, de Rodrigo Moreno How to Have Sex, de Molly Manning Walker Goodbye Julia, de Mohamed Kordofani Kadib Abyad, de Asmae El Moudir Simple Comme Sylvain, de Monia Chokri A Flor do Buriti, de João Salaviza e Renée Nader Messora Los Colonos, de Felipe Gálvez Augure, de Baloji Tshiani The Breaking Ice, de Anthony Chen Rosalie, de Stéphanie Di Giusto The New Boy, de Warwick Thornton If Only I Could Hibernate, de Zoljargal Purevdash Hopeless, de Kim Chang-hoon Terrestrial Verses, de Ali Asgari e Alireza Khatami Rien à Perdre, de Delphine Deloget Les Meutes, de Kamal Lazraq Exibições fora de competição Indiana Jones e a Relíquia do Destino, de James Mangold Cobweb, de Kim Jee-woon The Idol, de Sam Levinson Killers of the Flower Moon, de Martin Scorsese Sessões da meia-noite Kennedy, de Anurag Kashyap Omar la Fraise, de Elias Belkeddar Acide, de Just Philippot Estreias em Cannes Kubi, de Takeshi Kitano Bonnard, Pierre et Marthe, de Martin Provost Cerrar Los Ojos, de Victor Erice Le Temps d’Aimer, de Katell Quillévéré Exibições Especiais Man in Black, de Wang Bing Occupied City, de Steve McQueen Anselm (Das Rauschen der Zeit), de Wim Wenders Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho
Ator Jamie Foxx é hospitalizado após complicação médica
A família do ator Jamie Foxx (“Django Livre”) revelou nesta quarta-feira (12/4) que ele foi hospitalizado em Atlanta, nos Estados Unidos, após uma “complicação médica”, sem detalhar qual seria o problema. Foxx estava na cidade filmando a comédia “Back in Action”, da Netflix. De acordo com a filha de Foxx, Corinne, em publicação no Instagram, ele já está se recuperando. “Queríamos compartilhar que meu pai Jamie Foxx teve uma complicação médica ontem. Felizmente, devido à ação rápida e grande cuidado, ele já está se recuperando. Sabemos o quanto ele é amado e agradecemos suas orações. A família pede privacidade durante esse período”. Não há maiores informações sobre o estado de saúde do ator. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Corinne Foxx (@corinnefoxx)
“Dungeons & Dragons” é o principal lançamento nos cinemas
O filme “Dungeons & Dragons – Honra entre Rebeles” chega oficialmente nesta quinta (12/5) nos cinemas. Mas já é um dos filmes mais vistos do Brasil há duas semanas, graças ao costume das pré-estreias pagas (que são lançamentos envergonhados). Estreia mais ampla da programação, agora estará disponível na maior parte do circuito. A relação de novidades destaca ainda o anime “Suzumi”, novo blockbuster asiático do diretor de “Your Name”, além de um elogiado drama britânico com Paul Mescal (“Aftersun”), dois filmes de cineastas brasileiros premiados e outras opções. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana. | DUNGEONS & DRAGONS – HONRA ENTRE REBELDES | A adaptação do famoso jogo de tabuleiro agradou em cheio a crítica norte-americana, conquistando 90% de aprovação na medição do site Rotten Tomatoes. O filme empolgou com uma boa aventura, efeitos visuais, bom humor e personagens carismáticos. Na trama, Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) interpreta o mentor de um grupo de ladrões que se junta para impedir a destruição do mundo, após ajudarem o vilão a roubar o que precisava para realizar seus planos malignos. O filme tem roteiro e direção da dupla Jonathan Goldstein e John Francis Daley. Especialistas em comédia, eles dirigiram o remake de “Férias Frustradas”, que foi um fracasso de bilheteria, e “A Noite do Jogo” (2018), uma das comédias mais engraçadas dos últimos anos. Além disso, escreveram roteiros de vários sucessos, inclusive de “Homem-Aranha: De Volta para Casa” (2017). Já o elenco ainda inclui Michelle Rodriguez (“Velozes e Furiosos”), Sophia Lillis (“It – A Coisa”), Regé-Jean Page (“Bridgerton”), Justice Smith (“Jurassic World: Reino Ameaçado”) e Hugh Grant (“The Undoing”) como o vilão. | SUZUME | O novo anime de Makoto Shinkai, diretor de algumas das produções recentes mais famosas do gênero, como “Your Name” (2016) e “O Tempo com Você” (2019), segue a adolescente Suzume, que encontra uma porta mágica em meio a ruínas em sua pequena cidade no Japão. Ao tentar passar por ela, Suzume percebe que outros portais semelhantes por todo o país também se abrem, causando destruição ao seu redor. É quando ela decide desfazer seu erro e partir para fechar todas as portas, buscando desvendar o mistério por trás delas. Shinkai apontou que a trama é uma metáfora. “Precisamos pensar em como fechar as muitas portas que deixamos abertas em nossas vidas”, mencionou. E em seu belo filme nada realmente é casual, mesmo os eventos que parecem aleatórios, inclusive gatos falantes. Tudo é uma pista para uma interpretação artística dos momentos mais dolorosos da vida. E muita gente se identificou com a mensagem, porque o filme se tornou um grande blockbuster – não só no Japão, mas também na China e na Coreia do Sul. | CRIATURAS DO SENHOR | O suspense dramático gira em torno do dilema de uma mãe amorosa, que se vê dividida entre proteger o filho e fazer a coisa certa. A história se passa em uma vila de pescadores assolada pelo vento, na qual a mãe vivida por Emily Watson (“Cavalo de Guerra”) recebe de volta o filho pródigo, interpretado por Paul Mescal (“Aftersun”). Mas a felicidade pelo retorno é interrompida quando a polícia a procura para checar um álibi do filho, acusado de abuso por uma jovem. A mentira que ela conta despedaça sua comunidade. Dirigido por Saela Davis e Anna Rose Holmer (“The Fits”), o filme teve première mundial na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2022, onde encantou a crítica, atingindo 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. O público, porém, considerou tedioso (50% no mesmo site). Teve cinco indicações à BIFA, premiação do cinema independente britânico, mas não venceu nenhuma. | O PASTOR E O GUERRILHEIRO | O novo filme de José Eduardo Belmonte (“Alemão”) se passa em dois tempos. Na década de 1970, um guerrilheiro comunista se encontra na mesma cela que um cristão evangélico, preso por engano. Em meio a torturas e conflitos ideológicos, eles se ajudam e marcam um encontro para o réveillon do ano 2000. Nos últimos dias do milênio, Juliana, ativista estudantil e filha ilegítima de um coronel que acaba de se suicidar, é surpreendida com uma herança deixada para ela. Por meio de um livro encontrado na casa do coronel, ela descobre que seu pai foi o torturador dos dois presos e que o encontro marcado não acontecerá como previsto. Com enredo crítico à ditadura, o filme reúne em seu elenco Julia Dalavia (a Guta de “Pantanal”), Johnny Massaro (“Verdades Secretas”), César Mello (“Bom Dia, Verônica”), Ricardo Gelli (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e ironicamente a bolsonarista Cassia Kis (“Travessia”). | O LODO | Depois de quase uma década, o veterano cineasta Helvécio Ratton (“Batismo de Sangue”) retorna aos cinemas com um suspense dramático bastante estilizado. A trama acompanha Manfredo (Eduardo Moreira, de “Desterro”), um pacato funcionário de companhia de seguros que começa a sofrer de depressão. Para se tratar, ele procura um psiquiatra, o Dr. Pink (Renato Parara, também de “Batismo de Sangue”), que afirma que ele tem um verdadeiro lodaçal dentro de si e quer saber de seu passado, mas há algo que Manfredo não deseja revelar. Ele se irrita com a insistência do Dr. Pink, mas não consegue se livrar dele, paralisado por uma culpa que carrega e procura esquecer. Paranoico, começa a se sentir perseguido pelo médico, até mesmo em terríveis pesadelos, enquanto seu passado começa a vir à tona. | O COLIBRI | Baseado no best-seller de Sandro Veronesi, o drama acompanha a vida de Marco Carrera (Pierfrancesco Favino, de “O Traidor”), conhecido como “Colibri”, repleta de coincidências fatídicas, perdas e amores absolutos. A história combina flashbacks de sua juventude no início dos anos 1970 à sua situação atual, enquanto ele pondera as relações que construiu, as decisões que talvez lhe tenham causado perdas, especialmente no amor, e avalia se conseguiu a felicidade. Com direção da italiana Francesca Archibugi (“A Árvore do Pico”), o elenco também inclui o cineasta Nanni Moretti (“Minha Mãe”), Kasia Smutniak (“Perfeitos Desconhecidos”) e Bérénice Bejo (“O Artista”). | EVOLUÇÃO | O drama do premiado cineasta húngaro Kornél Mundruczó (“Pieces of a Woman”) acompanha três gerações de uma família, desde uma memória surreal do Holocausto, durante a 2ª Guerra Mundial, até a Berlim dos dias moderno. A trama mostra como os personagens são incapaz de processar seu passado em uma sociedade que ainda lida com as feridas de sua História. | BELO DESASTRE | O romance juvenil conta a conhecida história da garota que se envolve com o bad boy que deveria evitar. Por coincidência, a direção é de Roger Kumble, ex-“Segundas Intenções”, que atualmente assina filmes da franquia “After” com a mesma premissa. Dylan Sprouse (“After – Depois da Verdade”) é o maior convencido da faculdade, que passa as noites em lutas clandestinas, e decide conquistar a garota que não lhe dá bola. Intrigado com a resistência da personagem de Virginia Gardner (“A Queda”), ele propõe uma aposta simples: se perder a próxima luta, ficará sem sexo por um mês, mas, se ganhar, ela deve morar com ele pelo mesmo período de tempo. Mal sabe ele que o passado sombrio da garota está prestes a emergir.
Mia Goth, nova musa do terror, entra na Marvel
Mia Goth, que virou a nova musa do terror com os sucessos de “Pearl” e “X – A Marca da Morte”, é a mais nova atriz contratada pelo Marvel Studios. Sua estreia no MCU (Universo Cinematográfico Marvel) vai acontecer ao lado de Mahershala Ali (“Green Book”) em “Blade”. O enredo do filme ainda é desconhecido, assim como o papel que Goth interpretará. Os planos para uma nova encarnação do personagem Blade, interpretado por Wesley Snipes em uma série de filmes no início dos anos 2000, foram revelados durante a apresentação da Marvel na Comic-Con de San Diego em 2019. Criado por Marv Wolfman e Gene Colan em 1973, como um personagem coadjuvante do gibi “A Tumba de Drácula”, Blade acabou se tornando favorito dos fãs e passou a viver suas aventuras próprias contra a ameaça dos vampiros em Nova York. A nova versão cinematográfica trará Mahershala Ali no papel principal e vem enfrentando diversas turbulências em seus bastidores. Depois de perder o diretor na véspera das filmagens, a produção foi adiada para a Marvel encontrar um substituto com uma nova visão para a adaptação. O cineasta Yann Demange (do filme “71: Esquecido em Belfast” e da série “Lovecraft Country”) acabou contratado como diretor e o roteiro foi reescrito por Michael Starrbury (da minissérie “Olhos que Condenam”). O filme tem estreia marcada para setembro de 2024. Enquanto isso, Mia Goth poderá se vista em mais dois terrores: “Frankenstein”, de Guillermo Del Toro, e “Maxxxine”, final da trilogia de Ti West iniciada por “X”.
Diretores de “Pânico 6” vão filmar nova versão de “A Filha de Drácula”
Os diretores de “Pânico 6”, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, estão prontos para assustar o público novamente com um novo filme de terror. A dupla vai dirigir um longa do catálogo de monstros clássicos da Universal. Embora o estúdio prefira manter segredo sobre a produção, o site The Hollywood Reporter apontou que se trata de uma nova versão de “A Filha de Drácula”. Informalmente, o projeto é tratado pela Universal com o título de “1936”, ano do lançamento do filme da vampira. O enredo, segundo o site, segue sequestradores que raptam um grupo de jovens, incluindo a filha do famoso vampiro, o que acarreta sérias consequências para os criminosos. A Universal descreve o projeto como parte de uma nova direção para seus monstros clássicos, como foi o lançamento de “O Homem Invisível” de 2020. O próximo filme do nicho será a comédia “Renfield – Dando o Sangue pelo Chefe”, que estreia em 27 de abril e conta com Nicolas Cage no papel de Drácula. Veja o trailer do clássico “A Filha de Drácula”.












