Rebel Moon: Novo filme de Zack Snyder seria parte da franquia “Star Wars”
O novo longa de ficção científica dirigido por Zack Snyder, “Rebel Moon”, teria um destino diferente da Netflix. Durante uma entrevista a revista americana Empire, o cineasta revelou que originalmente a ideia era que o filme fizesse parte do universo da franquia “Star Wars”. Embora as negociações não tenham ido para frente, ele queria que a história fizesse parte da série. “Era ‘Os Sete Samurais’ no espaço”, revelou a ideia original. “E um filme de ‘Star Wars’ foi meu conceito original para isso”. Com as imagens de “Rebel Moon” divulgadas, é possível identificar a inspiração de Snyder no universo criado por George Lucas. Em uma das prévias, uma das personagens segura espadas brilhantes que lembram os sabres de luz. O diretor explica que o filme também contém referências as obras do cineasta japonês Akira Kurosawa, famoso pelos seus filmes de samurais. “Eu sabia que as origens de George estavam em muitos desses filmes de Kurosawa”, pontuou. Compra da Disney afetou a ideia inicial Embora tenha tido conversas iniciais com a Lucasfilm há mais de dez anos, as negociações nunca passaram disso. Snyder explicou que o estúdio também passava por um momento de mudança com sua compra pela Disney. Por isso, ele acredita que o filme não teria funcionado como uma trama de “Star Wars”. “A venda [da Lucasfilm para a Disney] acabara de acontecer. Havia essa janela onde, sabe, quem sabe o que é possível?”, disse. “Eu disse: ‘Não quero nenhum dos seus personagens. Não quero fazer nada com personagens conhecidos, só quero fazer minha própria coisa à parte.’ E originalmente eu disse: ‘Deveria ter classificação para maiores.’ Isso quase foi um impeditivo”, acrescentou, pontuando que a produção tem um tom mais maduro. Diante da situação, o cineasta revelou que se conformou com a ideia não realizada com George Lucas. “Eu sabia que era um pedido muito grande, para ser honesto”, “Quanto mais eu me aprofundava nisso, percebia que provavelmente nunca seria o que eu queria”. Estreia na Netflix Produzido pela Netflix, a sci-fi espacial vai contar a história de uma colônia intergaláctica ameaçada pelas forças de um governante tirano. Desesperados, os moradores da colônia despacham uma jovem com um passado misterioso para procurar guerreiros de planetas vizinhos para ajudá-los a formar uma frente ampla contra o déspota. A premissa é conhecida, pois já teve versões contadas com samurais e cowboys em clássicos do cinema – “Os Sete Samurais” (1954), de Kurosawa, e “Sete Homens e um Destino” (1960), de John Sturges. O roteiro é do próprio Snyder em parceria com Shay Hatten e Kurt Johnstad, que trabalharam com o diretor respectivamente em “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas” (2021) e “300” (2006). Com grande elenco, a produção vai reunir Sofia Boutella (“A Múmia”), Charlie Hunnam (“Magnatas do Crime”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Doona Bae (“Mar da Tranquilidade”), Ray Fisher (“Liga da Justiça”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Michiel Huisman (“A Maldição da Residência Hill”), Alfonso Herrera (“Ozark”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Staz Nair (“Supergirl”), Charlotte Maggi (“MaveriX”), Sky Yang (“Tomb Raider: A Origem”) e a estreante E. Duffy. A ambição em torno de “Rebel Moon” é tão grande que o filme será lançado em duas partes – e cada parte terá duas versões (uma deles mais explícita). O primeiro filme vai estrear em 22 de dezembro na Netflix.
Estreia de “Indiana Jones 5” decepciona e não supera “Elementos” no Brasil
O aguardado “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” estreou nos cinemas brasileiros na última quinta (29/6) e decepcionou nos números de bilheteria. Embora tenha arrecadado R$ 8,12 milhões em seu primeiro fim de semana e levado 329 mil brasileiros ao cinema, o longa ficou abaixo da animação “Elementos” – que estreou na semana passada, o pior semana dos cinemas brasileiros desde abril. Continuando em 1º lugar, a animação levou mais 400 mil espectadores as salas e arrecadou R$ 8,59 milhões. Já o 3º lugar fica com outra decepção de bilheterias, “The Flash”, que rendeu mais R$ 3,29 milhões com um público de 169 mil pessoas. O Top 5 ainda inclui outra animação, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”, com R$ 2,24 milhões, e “A Pequena Sereia”, com R$ 1,76 milhão. Além do novo “Indiana Jones”, a quinta passada foi marcada pela estreia da animação “Ruby Marinho: Monstro Adolescente”, que alcançou apenas o 8º lugar do ranking com R$ 743 mil arrecadados. O filme repete no Brasil o pior desempenho de um desenho da DreamWorks em todos os tempos. Vale mencionar que “Transformers: O Despertar das Feras” e “Velozes e Furiosos 10” continuam no Top 10 semanas após a estreia, aparecendo em 6º e 8º lugar, respectivamente. Apesar dos blockbusters com desempenho abaixo do esperado, os cinemas brasileiros tiveram um aumento expressivo em relação aos R$ 23,88 milhões da última semana, conseguindo um público de aproximadamente 1,29 milhão de pessoas e uma bilheteria total de R$ 27,96 milhões. 1 | ELEMENTOS | 2 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 3 | THE FLASH | 4 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO | 5 | A PEQUENA SEREIA|
“Barney” vai ganhar versão adulta estrelada por Daniel Kaluuya
A Mattel Films confirmou a produção de uma nova versão cinematográfica de um personagem infantil: Barney, o dinossauro roxo. O longa será produzido e estrelado pelo vencedor do Oscar, Daniel Kaluuya (“Corra!” e “Não! Não Olhe!”), e terá uma abordagem adulta e “surrealista”, bastante diferente do seriado infantil. Em entrevista a revista The New Yorker, Kevin McKeon, produtor e executivo da Mattel, revelou os primeiros detalhes do filme. “Estamos nos inclinando para a angústia dos millennials em relação ao personagem, em vez de ajustá-lo para crianças”, declarou. “É realmente uma jogada para adultos. Não que seja classificado como R [classificação indicativa para maiores], mas vai focar em algumas das provações e tribulações de ser trintão, crescer com o Barney – apenas o nível de desencanto dentro da geração”. O produtor ainda revelou que a nova versão do Barney reflete o objetivo da Mattel em “fazer arte” e atingir um público mais maduro. Já Kaluuya se envolveu no projeto em 2019. Recentemente, ele revelou em entrevista ao Yahoo UK que tem se comprometido a elevar seus padrões de qualidade como ator e produtor. Vale mencionar que Kaluuya conquistou sua estatueta do Oscar como Melhor Ator Coadjuvante pelo longa “Judas e o Messias Negro” (2021). A produção é uma parceria entre a Mattel e o estúdio A24, conhecido por produzir filmes com um estilo único e distintivo. Dentre os títulos do estúdio, estão os recentes sucessos premiados “A Baleia” (2022) e “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” (2022) – vencedor do Oscar de Melhor Filme. Produções adultas pela Mattel Além do longa, a Mattel também está trabalhando em uma nova série animada do Barney, prevista para ser lançada em 2024. Apesar disso, o estúdio tem mostrado interesse em investir em uma atmosfera mais adulta para o mundo dos seus personagens, como a nova abordagem adotada em “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”). Interpretada por Margot Robbie, a versão inédita da boneca clássica promete trazer uma história inesperada para a personagem. Durante uma entrevista a revista Vogue, a atriz revelou que a trajetória da Barbie no filme é sobre entender sua própria moralidade, o que a faz fugir para a realidade do mundo humano – acompanhada de um Ken interpretado por Ryan Gosling. Enquanto “Barbie” estreia nos cinemas brasileiros no dia 20 de julho, o longa de “Barney” ainda não tem previsão de lançamento.
Amazon divulga primeiro teaser do romance “Vermelho, Branco e Sangue Azul”
A Amazon Prime Video divulgou o primeiro teaser da adaptação de “Vermelho, Branco e Sangue Azul” (Red, White & Royal Blue), best-seller de Casey McQuiston. A comédia romântica traz Taylor Zakhar Perez (“A Barraca do Beijo 3”) como Alex Claremont-Diaz, filho da presidente dos Estados Unidos, e Nicholas Galitzine (“Cinderela”) na pele do príncipe britânico Henry. Os dois têm muito em comum: beleza estonteante, carisma inegável, popularidade internacional e um total desdém um pelo outro. Separados por um oceano, a rivalidade entre os dois nunca foi um problema, até que um desastroso – e muito público – confronto em um evento real se torna alimento para tabloides, potencialmente colocando em risco as relações entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha no pior momento possível. Em modo de controle de danos, suas famílias poderosas e respectivos manipuladores profissionais forçam os dois rivais a uma “trégua” encenada. Mas o que a princípio começa como uma amizade falsa e instagramável se transforma em algo mais significativo do que Alex ou Henry poderiam imaginar. Logo Alex se vê envolvido em um romance secreto com um Henry surpreendentemente desajeitado, o que pode complicar a campanha de reeleição de sua mãe e implodir de vez as relações entre as duas nações. Detalhes da Produção e Elenco A adaptação é assinada pelo dramaturgo Matthew López (“The Inheritance”), vencedor do Tony, que escreveu e vai dirigir a adaptação, em sua estreia em longas-metragens. A produção é de Greg Berlanti (o criador do “Arrowverso”) com sua sócia Sarah Schechter, da Berlanti/Schechter Films. Já o elenco coadjuvante destaca Uma Thurman (“Kill Bill”) como presidente dos EUA, além de Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Sarah Shahi (“Adão Negro”), Rachel Hilson (“Com Amor, Victor”), Stephen Fry (“Sandman”), Ellie Bamber (“Willow”) e Thomas Flynn (“Bridgerton”). A estreia está marcada para o dia 11 de agosto na plataforma Prime Video. ELES CHEGANDO PERTINHO!!! #VermelhoBrancoESangueAzul tá vindo 🇬🇧❤️🇺🇸 pic.twitter.com/GFelRWpKgd — Prime Video Brasil (@PrimeVideoBR) July 3, 2023
Anime baseado no Esquadrão Suicida ganha primeiro teaser
A Warner Bros. do Japão divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Suicide Squad ISEKAI”, um anime do Esquadrão Suicida, durante a Anime Expo 2023. A animação é produzida pelo Wit Studio, responsável por “Ataque dos Titãs”. A prévia sugere que a trama deve focar na Arlequina e no Coringa, mas não há uma sinopse oficial. A palavra isekai, presente no título, significa “outro mundo” e costuma ser usada para definir animes que envolvem personagens transportados para universos mágicos. O design dos personagens é de Akira Amano, responsável pelo visual da franquia “Psycho-Pass”. Os roteiros foram escritos por Tappei Nagatsuki e Eiji Umehara (ambos de “Vivy: Fluorite Eye’s Song”) e a direção está a cargo de Eri Osada (“The World’s Finest Assassin”). “Suicide Squad ISEKAI” ainda não tem previsão de estreia. 💗#SuicideSquadISEKAI💙 Harley Quinn, The Joker, and the Suicide Squad cause havoc in ISEKAI*, an all-new original anime series from Warner Bros. Japan and WIT Studio! *ISEKAI(異世界): Term for “another world” in Japanese! ⚔️ 🐲 pic.twitter.com/s2s1xWvfy7 — DC (@DCOfficial) July 3, 2023
Diretora de “Barbie” vai filmar as Crônicas de Nárnia para a Netflix
Greta Gerwig (“Barbie” e “Adoráveis Mulheres”), vai dirigir as próximas adaptações dos livros de “As Crônicas de Nárnia” pela Netflix. De acordo com a revista The New Yorker, a diretora revelou que será responsável pela direção e roteiro de pelo menos dois longas da nova versão da franquia clássica, baseada na obra de CS Lewis. Embora a Netflix ainda não tenha feito um anúncio oficial, as especulações sobre a participação da diretora de “Barbie” (2023) já circulavam na mídia. Ainda não ficou claro quantos filmes a Netflix planeja para a adaptação, que trará um retrato inédito dos sete livros da saga que já vendeu 100 milhões de cópias ao redor do mundo. O streaming anunciou a aquisição dos direitos da história em 2018. No ano seguinte, divulgou que o roteirista Matthew Aldrich (“Viva – A Vida É uma Festa”) seria responsável por desenvolver a nova versão de “As Crônicas de Nárnia”. Os livros acompanham os irmãos Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro, crianças inglesas que vão parar num reino encantado e se provam guerreiros capazes, ao impedirem as tentativas da Feiticeira Branca de tomar o controle de Nárnia. Diante da longa batalha, o maior aliado dos irmãos Pevensie é Aslam, o grande leão que representa a forma mais pura de bondade, coragem e altruísmo. Os temas da fábula fazem alusão ao cristianismo. Adaptações anteriores pela Disney e Fox As histórias criadas por C.S. Lewis na década de 1950 já foram transportadas para o cinema e para a TV diversas vezes, mais recentemente em três filmes: “As Crônica de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” (2005), “As Crônica de Nárnia: Príncipe Caspian” (2008) e “As Crônica de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” (2010). Os três longas arrecadaram quase US$ 1,6 bilhão de bilheteria mundial. A Disney distribuiu os dois primeiros e a Fox lançou o terceiro, que teve a menor arrecadação. A franquia ainda foi responsável por dar notoriedade aos atores William Moseley (“Até o Limite”), Skandar Keynes (“Ferrari”), Georgie Henley (“A Diplomata”), Anna Popplewell (“A Freira 2”), Ben Barnes (“Sombra e Ossos”) e Will Poulter (“Guardiões da Galáxia Vol. 3”). Nos filmes, a Feiticeira Branca era interpretada por Tilda Swinton (“Era Uma Vez Um Gênio”), enquanto a voz de Aslam era dublada pelo ator Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”). Quarto filme foi cancelado pela Sony Anteriormente, um quarto filme estava em desenvolvimento pelo estúdio Tri-Star, do conglomerado Sony, mas não saiu do papel. A Mark Gordon Company, empresa do produtor Mark Gordon, aproveitou que sua companhia foi comprada pela produtora canadense eOne para suspender a produção. A ação tomada pela empresa foi de colocar o projeto no mercado visando uma nova franquia de filmes e séries em streaming. Com isso, a Netflix comprou os direitos. O longa que estava sendo desenvolvido foi escrito pelo roteirista David Magee (“As Aventuras de Pi”). Ele anunciou que tinha concluído o roteiro da adaptação de “As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata” em 2016. No ano seguinte, o cineasta Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) chegou a ser definido como diretor. Ainda não há previsão de estreia ou detalhes sobre a nova adaptação do universo de Nárnia pela Netflix.
Taís Araújo substituirá Fernanda Montenegro em “O Auto da Compadecida 2”
Taís Araújo confirmou nesta segunda-feira (3/7) que será a nova versão da Nossa Senhora em “O Auto da Compadecida 2”. No primeiro longa, a personagem religiosa era interpretada por Fernanda Montenegro. A atriz veterana não poderá retornar ao papel devido a conflitos de agenda. Nas redes sociais, Taís celebrou a chance de interpretar uma releitura da personagem religiosa. “Nós falamos tanto que ninguém é insubstituível, mas Fernanda Montenegro é”, afirmou a artista. “Graças a Deus, temos muitas Nossas Senhoras, e interpretar essa nova versão da Compadecida será certamente uma celebração a elas. Fico muito emocionada de fazer essa personagem porque, mesmo não tendo religião, sigo Jesus Cristo, Nossa Senhora e todos os santos. É muito emocionante mergulhar nesse lugar da fé, da bondade, da caridade”, completou Taís. Sequência da Compadecida Apesar da substituição, os atores Selton Melo e Matheus Nachtergaele confirmaram presença na sequência. “João Grilo & Chicó, vinte e cinco anos depois, juntos mais uma vez”, escreveram no Instagram. “Eu estou muito feliz de poder reencontrar o Matheus Nachtergaele em cena, de trabalhar com o Selton Mello, que eu admiro demais, de estar em cena com esses dois personagens icônicos e de contar essa história essencialmente brasileira”, acrescentou a atriz. A produção, direção e roteiro de “O Auto da Compadecida 2” são assinados por Guel Arraes (“Lisbela e o Prisioneiro”) que também comandou a primeira versão há 25 anos. “É preciso ter muita disposição física para ser dirigida pelo Guel, porque ele exige muito do ator, mas a cada cena a gente sai melhor que antes. A comédia é um ambiente que eu gosto de flertar porque é muito mais difícil do que fazer drama”, completou Taís Araújo. A tão aguardada sequência tem estreia prevista para o final de 2024. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Taís Araujo (@taisdeverdade)
As 10 melhores séries lançadas em junho
Com tantos lançamentos de séries em streaming, é muito fácil deixar passar títulos que não ganham tanta promoção. Por isso, toda virada de mês a gente faz um Top 10 para destacar os sucessos e as descobertas do período. Confira abaixo para ver se está em dia com as melhores séries lançadas em junho. | OS OUTROS | GLOBOPLAY O novo drama brasileiro aborda de forma contundente a escalada do ódio e intolerância entre vizinhos de um condomínio. Protagonizada por Adriana Esteves (“Medida Provisória”), Thomás Aquino (“Bacurau”), Maeve Jinkings (“Aquarius”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Eduardo Sterblitch (“Os Parças”) e Drica Moraes (“Sob Pressão”), a série apresenta a história de duas famílias que entram em conflito após uma briga entre seus filhos adolescentes. A história escrita por Lucas Paraizo, responsável também pelos roteiros de “Sob Pressão”, gira em torno de Cibele (Adriana Esteves), uma mãe superprotetora, e Amâncio (Thomas Aquino), um pai zeloso, cujo filho Marcinho (Antonio Haddad) é espancado por Rogério (Paulo Mendes), o filho de outro morador do condomínio, Wando (Milhem Cortaz). O enredo evolui de maneira surpreendentemente realista, transformando o espectador em um morador do condomínio Barra Diamond, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, enquanto as tensões se intensificam entre as duas famílias. A construção dessas tensões é tão crua e imersiva que a série se torna um espelho da sociedade, obrigando o espectador a se questionar: “Como eu agiria nessa situação?” Por trás das portas do condomínio, há ainda vários outros dramas se desenrolando, incluindo situações com a síndica Dona Lúcia (Drica Moraes), o porteiro Elvis (Rodrigo Garcia) e o vizinho Sérgio (Eduardo Sterblitch), um ex-policial. Essas histórias se cruzam a medida que o conflito central se desenrola e toma proporções absurdas, alimentando uma crescente sensação de tragédia iminente. Além de superenvolvente, a série também é um convite à reflexão. | JACK RYAN 4 | AMAZON PRIME VIDEO A série de ação estrelada por John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) chega ao fim com uma última aventura do personagem criado pelo escritor Tom Clancy. Na história, Jack Ryan é encarregado de desenterrar a corrupção da CIA como novo vice-diretor interino da agência. E ao fazê-lo, descobre uma série de operações suspeitas que expõem a convergência de um cartel de drogas com uma organização terrorista. A temporada volta a contar com o elenco de apoio tradicional, que inclui Wendell Pierce (“The Wire”), Michael Kelly (“House of Cards”), Betty Gabriel (“Corra!”) e Abbie Cornish (“Segredo Entre Amigas”), mas também traz novos rostos, principalmente Michael Peña (“Homem-Formiga”) como um aliado pouco usual de Ryan no submundo sul-americano das drogas. O título completo da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem nos anos 1990. As histórias acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA em situações originais concebidas pelo primeiro showrunner, Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”), em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). A produção é da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e a realização dos seis episódios finais é comandada por Vaun Wilmott (criador de “Dominion”). | JOE PICKETT | PARAMOUNT+ O neo-western contemporâneo é baseado na obra literária de C.J. Box, que também inspirou a série “Big Sky”. A trama policial rural se passa em Wyoming, nos EUA, e acompanha um guarda florestal – vivido de forma convincente por Michael Dorman (“Patriota”) – que se encontra no meio de uma série de homicídios. Na trama, Joe Pickett, um homem modesto e de princípios inabaláveis, se muda com sua esposa Marybeth (Julianna Guill, de “The Resident”) e suas duas filhas para a pequena cidade de Saddlestring. Ao começar seu novo trabalho como guarda florestal, ele imediatamente enfrenta a resistência da comunidade quando multa o governador por pescar sem licença. O clima piora quando um caçador local aparece morto em sua propriedade, levando Joe e Marybeth a um emaranhado de mistérios e perigos. | SWIMMING WITH SHARKS | AMAZON PRIME VIDEO Kiernan Shipka, que protagonizou “O Mundo Sombrio de Sabrina”, volta às séries nessa atração baseada no filme “O Preço da Ambição” (Swimming with Sharks). Com seis episódios, a minissérie é uma versão feminina do longa de 1995, em que Frank Whaley vivia um jovem e ingênuo assistente de estúdio de Hollywood, que virava o jogo contra seu chefe produtor incrivelmente abusivo, interpretado por Kevin Spacey. Na nova versão, Shipka interpreta uma estagiária da Fountain Pictures, que parece uma ingênua recém-chegada a Hollywood, impressionada com a notória CEO do estúdio. Mas, na verdade, ela fez uma extensa pesquisa sobre sua chefe e não foi por acidente que conseguiu o estágio. À medida que sua obsessão cresce, ela demonstra ser capaz de tudo para se aproximar da produtora poderosa. O papel da chefe do estúdio é vivido pela alemã Diane Kruger (“As Agentes 355”) e o bom elenco também inclui Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”), Thomas Dekker (“O Círculo Secreto”), Finn Jones (“Punho de Ferro”), Erica Alexander (“Raio Negro/Black Lightning”), Ross Butler (“Shazam!”) e Gerardo Celasco (“Next”). | SOU DE VIRGEM | AMAZON PRIME VIDEO A comédia surreal traz Jharrel Jerome (premiado com o Emmy por “Olhos que Condenam”) como Cootie, um adolescente negro gigante de 4 metros. A série acompanha suas experiências enquanto ele lida com restrições físicas, busca amizade e amor, e enfrenta os desafios de crescer em uma sociedade marcada pelo preconceito e pelo impacto da cultura comercial. Embora seja uma comédia, a atração criada pelo cineasta Boots Riley (“Desculpe te Incomodar”) é apresentada como parábola com questões profundas sobre identidade, justiça e sobrevivência em um mundo que nem sempre é acolhedor para pessoas negras que queiram fazer coisas grandes na vida. Aplaudida pela crítica dos EUA, tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. | EU NUNCA… 4 | NETFLIX Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher (ambos de “Projeto Mindy”), a série é uma comédia de amadurecimento que acompanha a adolescente indiana-americana Devi (Maitreyi Ramakrishnan). A jovem é uma estudante superdotada do Ensino Médio que frequentemente encara algumas situações complicadas, muitas delas envolvendo suas paixões, como Paxton Hall-Yoshida (Darren Barnet) e Ben Gross (Jaren Lewison), e conflitos com sua família imigrante. Na 4ª e última temporada, Devi vai se formar, perder a virgindade e desenvolver uma nova paixão: Ethan, personagem de Michael Cimino (“Love, Victor”), que chega logo após a saída de Paxton para a faculdade. A expectativa para o final é descobrir com quem ela decide ficar. Além disso, a derradeira leva de episódios traz um casamento surpresa. | STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS 2 | PARAMOUNT+ A série que serve de prólogo para a franquia “Star Trek” retorna com novas aventuras espaciais e muitas curiosidades, como o primeiro encontro entre as versões jovens do Capitão Kirk e Uhura, o relacionamento romântico entre Spock e a enfermeira Chapel, e o crossover mais inusitado da franquia, com a série animada “Star Trek: Lower Decks” – via versões live-action dos personagens da animação, interpretados por seus dubladores originais. A atração acompanha as viagens especais do Capitão Pike (Anson Mount), ao lado de Spock (Ethan Peck) e da Número 1 (Rebecca Romijn) a bordo da nave Enterprise. E se originou como um spin-off, após o trio ter grande destaque na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Só que os personagens são muito mais antigos que qualquer série da franquia. Eles protagonizavam o piloto original de 1964, que foi reprovado e quase impediu o surgimento do fenômeno “Star Trek” – ou “Jornada nas Estrelas” no Brasil. Apenas Spock foi mantido quando a série foi reformulada, com Pike substituído pelo Capitão Kirk num novo piloto, finalmente aprovado em 1966. Apesar do descarte, os espectadores puderam ver uma prévia da tripulação original num episódio de flashback de duas partes que marcou época em 1966, com cenas recicladas do piloto rejeitado. Até que, em 2019, os produtores de “Star Trek: Discovery” resolveram resgatar aqueles personagens, levando os trekkers à loucura. Em pouco tempo, uma campanha tomou as redes sociais pedindo uma nova série focado nas aventuras perdidas da espaçonave Enterprise, apresentando o Capitão Pike (e não Kirk) na ponte de comando. Um detalhe curioso é que a série também introduz versões mais jovens de Uhura (personagem clássica de Nichelle Nichols na “Jornada nas Estrelas” de 1966), da enfermeira Christine Chapel (originalmente vivida por Majel Barrett Roddenberry, esposa do criador de “Star Trek”, em 1966) e do próprio Capitão Kirk (eternizado por William Shatner nos anos 1960), interpretados respectivamente por Celia Rose Gooding (da montagem da Broadway “Jagged Little Pill”), Jess Bush (“Playing for Keeps”) e Paul Wesley (“The Vampire Diaries”). Ainda há Babs Olusanmokun (“Black Mirror”) no papel do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: Christina Chong (“Tom & Jerry – O Filme”) como uma descendente do famoso vilão Khan entre as personagens inéditas da produção. A série foi desenvolvida por Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”). | INVASÃO SECRETA | DISNEY+ Mais lenta que os fanboys podiam esperar, e sem os famosos super-heróis do estúdio, a nova série da Marvel chega em clima de thriller de espionagem ao streaming. A trama dá continuidade ao gancho de “Capitã Marvel” (2019), que apresentou os skrulls – alienígenas que podem mudar de forma, assumindo a aparência de qualquer pessoa. Baseado nos quadrinhos homônimos publicados em 2008, a história mostra uma facção maligna dos alienígenas que planeja se infiltrar nos governos da Terra, usando sua capacidade metamorfas para dominar o planeta sem que ninguém saiba. Diante da ameaça, Nick Fury (Samuel L. Jakcson) retorna do exílio para impedir que isso aconteça. O personagem conta com a ajuda do skrull Talos (Ben Mendelsohn) e Maria Hill (Cobie Smulders), e logo no primeiro episódio vê um importante aliado morrer em seus braços. Essa surpresa dá um tom mais sério à produção, que ainda inclui entre seus personagens o agente Everett Ross (Martin Freeman) e James “Rhodey” Rhodes (Don Cheadle), também conhecido como Máquina de Combate, além de marcar a estreia das atrizes Olivia Colman (“A Filha Perdida”) e Emilia Clarke (“Game of Thrones”) no Universo Compartilhado Marvel (MCU). Colman interpreta a agente do serviço secreto britânico Sonya Falsworth, que tem uma história de longa data com Fury, enquanto Clarke dá vida a G’iah, a filha rebelde de Talos. A atração foi escrita por Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”) e tem direção de Thomas Bezucha, que fez sucesso durante a pandemia com o thriller “Deixe-o Partir” (estrelado por Kevin Costner). | BLACK MIRROR 6 | NETFLIX Após um hiato de quatro anos, a série antológica de sci-fi está de volta. E desta vez nem a Netflix escapa de sua abordagem ácida – no melhor episódio, uma mulher comum descobre que uma plataforma de streaming lançou um drama baseado em sua vida, estrelado pela famosa atriz Salma Hayek Pinault (“Casa Gucci”). Criada e co-dirigida por Charlie Brooker, “Black Mirror” estreou em dezembro de 2011 no Channel 4 do Reino Unido e foi adquirida pela Netflix a partir da 3ª temporada em 2016. Ao virar exclusiva do streaming, a série venceu oito Emmys, incluindo o prêmio de Melhor Filme para TV pelos episódios “San Junipero” (2017), “USS Callister” (2018) e “Bandersnatch” (2019). Em seu sexto ano, a série se reinventa ao trocar o futuro pelo passado. Três dos cinco episódios são ambientados em décadas anteriores, enquanto um quarto se desenrola no presente, mas se concentra principalmente em eventos antigos. Tem ansiedade diante da ascensão da IA (inteligência artificial), mas também personagens obcecados por fitas VHS. E, para completar, o último capítulo nem é sci-fi, mas um terror sobrenatural com direito até à aparição de um demônio. Repleto de famosos, o elenco da 6ª temporada conta com Annie Murphy (“Schitt’s Creek”),...
“Pequena Miss Sunshine” se despede do avô Alan Arkin
A morte do ator Alan Arkin na quinta-feira (29/6), aos 89 anos, rendeu vários tributos de colegas de elenco e cineastas famosos de Hollywood. Mas uma homenagem em especial chamou atenção, ao ser publicada neste domingo (2/7). A atriz Abigail Breslin, intérprete da personagem-título de “Pequena Miss Sunshine”, disse que sempre lembrará de Arkin como seu avô. Breslin e Arkin estrelaram a comédia ácida de 2006, “Pequena Miss Sunshine”, como parte de uma família disfuncional em uma viagem de kombi amarela pelos EUA. A jornada tinha o objetivo de levar a filha mais nova (Breslin, então com 10 anos de idade) a um concurso de beleza infantil. Arkin interpretava o avô sem noção, que ensinou à menina uma coreografia imprópria para o evento, e que acaba falecendo durante a viagem. Os dois receberam indicações ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme, com Arkin ganhando como Melhor Ator Coadjuvante por seu papel, depois de décadas na indústria. “Alan Arkin foi um dos atores mais gentis, amáveis e hilários com quem eu já trabalhei”, disse Breslin em um comunicado enviado à revista People. “Podemos não ter sido parentes na vida real, mas ele sempre será meu avô em meu coração. Envio minhas mais profundas condolências à sua esposa Suzanne e à sua família.” Antes de ganhar seu Oscar por “Pequena Miss Sunshine”, Arkin era um estimado ator de teatro, que venceu um Tony de Melhor Ator Coadjuvante por “Enter Laughing” de Joseph Stein em 1963. Ele também recebeu outras duas indicações ao Oscar de Melhor Ator, por “Os Russos Estão Chegando” (1966) e “Por que Tem que Ser Assim?” (1968), e uma posterior de Ator Coadjuvante por “Argo” (2013). “Nosso pai era uma força única e talentosa da natureza, tanto como artista quanto como homem”, disse a família de Arkin em um comunicado. “Um marido e pai amoroso, avô e bisavô, ele era adorado e terá sua falta sentida profundamente.” Veja abaixo o trailer de “Pequena Miss Sunshine”. Dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris, o filme também venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original (de Michael Arndt).
Diretor planeja transformar “Duna” em trilogia
O diretor Denis Villeneuve tem planos para filmar uma terceira parte da saga “Duna”, dando continuidade à adaptação da saga literária original de Frank Herbert. De acordo com o Deadline, “Duna: Parte 3” irá explorar a história contida em “Messias de Duna”, o segundo livro da coleção. A trama de “Messias de Duna” acontece 12 anos após os eventos do primeiro livro e promete muitas reviravoltas. Ainda é incerto como Villeneuve planeja condensar esta narrativa em um único filme, dado que o primeiro livro foi dividido em duas partes no cinema. No entanto, é possível que “Duna: Parte 2” também inclua partes do segundo livro. História da Parte 3 Os fãs fervorosos da série “Duna” sabem que a narrativa de Paul Atreides, interpretado por Timothée Chalamet, se estende além do primeiro livro. O diretor Denis Villeneuve pretende finalizar a trilogia “Duna” mergulhando mais fundo na obra de Frank Herbert, contando a verdadeira ascensão ao poder de Paul, o nascimento de seus filhos com Chani (Zendaya nos filmes) e o destino final do casal. Vale ressaltar que “Messias de Duna” já foi adaptado para a televisão em 2003, em uma minissérie chamada “Children of Dune”. Naturalmente, sua filmagem dependerá do desempenho de “Duna: Parte Dois” nas bilheterias. O desafio das adaptações Embora a série de livros “Duna” seja extensa, a trilogia cinematográfica de Villeneuve terminará com a conclusão da história de Paul Artreides. Os livros subsequentes, como “Filhos de Duna”, “Imperador Deus de Dune”, “Hereges de Duna” e “Herdeiras de Duna” se passam muitos anos depois e possuem dimensão e ambição proibitivas para uma adaptação para as telas neste momento. A Warner, entretanto, já está adaptando a obra “Sisterhood of Dune”, publicada em 2012 pelo filho de Frank Herbert, Brian Herbert, em parceria com o escritor Kevin J. Anderson. Trata-se de um prólogo de “Duna” e vai virar uma série de streaming. “Duna: Parte 2” chega aos cinemas brasileiros em 2 de novembro, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja o trailer abaixo.
“Indiana Jones” fatura menos que “The Flash” em estreia mundial
A última aventura de Indiana Jones não impressionou o público de cinema. A estreia de “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” faturou “apenas” US$ 60 milhões durante o fim de semana nos EUA e Canadá. Nas bilheterias internacionais, o Reino Unido liderou com US$ 8,9 milhões, seguido por França, Japão, Coreia do Sul e Alemanha. Mas o filme fracassou na China, arrecadando apenas US$ 2,3 milhões. Com isso, a bilheteria total ficou em US$ 130 milhões em todo o mundo. O valor é menor que a estreia mundial de “The Flash”, considerada um fracasso para a Warner – o filme do super-herói abriu com US$ 139 milhões globalmente. Além disso, “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” também teve desempenho pior que outros filmes “complicados” da Luscafilm. O fiasco de “Han Solo: Uma História Star Wars” teve uma abertura doméstica de US$ 84,4 milhões. E até o mal falado filme anterior da franquia, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, estreou com US$ 100 milhões na América do Norte. Há 15 anos. Custos elevados e críticas negativas Agravando a situação, a produção teve um custo elevado de quase US$ 300 milhões, mais US$ 100 milhões em despesas de P&A (cópias e publicidade), o que dá a seu começo um indício de prejuízo financeiro de centenas de milhões de dólares, mesmo diante do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos. Projeções do mercado indicam que o filme, dirigido por James Mangold, deverá terminar a terça-feira com um total doméstico de US$ 82 milhões. O principal problema é que o longa não recebeu recomendações positivas. O boca a boca foi prejudicado por um nota B+ no CinemaScore (pesquisa na saída dos cinemas) e críticas mornas, que lhe renderam 68% de aprovação no Rotten Tomatoes. A nota é bem mais baixa que os 77% de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, até então considerado o mais fraco da franquia, e se encontra na média de “The Flash” (64%), considerado uma decepção pelo hype gerado por seu estúdio. Outras decepções Apesar das atenções voltadas para “Indiana Jones”, o fim de semana teve outra estreia ampla, que fracassou de forma ainda mais contundente. A animação “Ruby Marinho – Monstro Adolescente” amargou a 6ª posição, arrecadando US$ 5,2 milhões. No mercado externo, o filme abriu com US$ 7,6 milhões, o que somou US$ 12,8 milhões mundiais. Trata-se de um desempenho pífio para uma produção de orçamento de US$ 70 milhões. Pior destino teve “The Flash”, que desabou de forma acelerada em sua terceira semana em cartaz. A produção da Warner sofreu uma queda de 67% em sua arrecadação, faturando apenas US$ 5 milhões, o equivalente ao 8º lugar na América do Norte. De forma simbólica, o filme ainda não conseguiu atingir a marca de US$ 100 milhões domésticos. Em todo o mundo, soma US$ 245 milhões. O Top 5 das bilheterias dos EUA Entre as demais exibições, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” garantiu o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas com US$ 11,5 milhões, acumulando um total doméstico de US$ 339,9 milhões e US$ 607,3 milhões mundiais. Em 3º lugar, “Elementos” demonstrou resiliência após um início problemático, faturando US$ 11,3 milhões para um total de US$ 88,8 milhões nos EUA e US$ 186,8 milhões globais. Mas a Disney ainda precisa dobrar esse montante para pensar em equilibrar as despesas. A comédia sexual “Que Horas Eu te Pego?”, estrelada por Jennifer Lawrence, sofreu uma queda de 50% em seu segundo fim de semana, faturando US$ 7,5 milhões. Mais modesta em custos e marketing, a produção para maiores da Sony totalizou US$ 29,3 milhões domésticos e US$ 49,3 milhões globais. “Transformers: O Despertar das Feras” fecha o Top 5 com US$ 7 milhões. Após quatro fins de semana em cartaz, o longa da Paramount contabiliza US$ 381,3 milhões mundiais. Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 2 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO 3 | ELEMENTOS 4 | QUE HORAS EU TE PEGO? | 5 | TRANSFORMERS: O DESPERTAR DAS FERAS
Russell Crowe não aguenta mais responder sobre “Gladiador 2”: “Deviam me pagar”
O consagrado ator Russell Crowe expressou seu descontentamento em relação às constantes perguntas que tem recebido sobre “Gladiador 2”, durante sua participação no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, na República Checa. Crowe, que estrelou o filme original em 2000, foi enfático ao declarar: “Eles deveriam me pagar pela quantidade de perguntas que eu recebo sobre um filme que eu nem faço parte”. Crowe continuou, insistindo que sua conexão com a franquia terminou devido ao destino de seu personagem no primeiro filme. “Não tem nada a ver comigo. Naquele mundo, estou morto. A sete palmos do chão”. Apesar de sua separação clara da franquia, Crowe admitiu um certo grau de inveja. “Admito ter um pouco de inveja”, disse ele, “porque me lembra de quando eu era mais jovem e o que [o filme original] significou na minha vida”. Apesar de se afastar da sequência, Crowe expressou confiança no sucesso do próximo filme, dada a participação do diretor Ridley Scott. “Não sei nada sobre o elenco, sobre a trama. Estou morto! Mas sei que se Ridley [Scott, diretor] decidiu fazer uma segunda parte da história mais de 20 anos depois, ele deve ter boas razões. Não consigo imaginar que esse filme seja nada além de espetacular”, enfatizou o ator. Durante sua presença no festival, Crowe aceitou um prêmio por contribuição excepcional ao cinema mundial e entreteve o público com várias anedotas – até mesmo durante a performance com sua banda Indoor Garden Party na cerimônia de abertura. O elenco de “Gladiador 2” A sequência do filme de 2000 se passa 25 anos depois dos acontecimentos do primeiro filme e se concentra no filho do gladiador Maximus (papel de Crowe), que também é sobrinho do Imperador Commodus (Joaquin Phoenix). O personagem será vivido por Paul Mescal (“Aftersun”). Além da volta de Ridley Scott à direção, o elenco contará com os retornos de Connie Nielsen (“Mulher-Maravilha 1984”) como Lucilla, a mãe do novo protagonista, e Djimon Hounsou como Juba, um colega gladiador e ex-aliado de Maximus. A lista de astros da produção ainda inclui Denzel Washington (“A Tragédia de Macbeth”), Barry Keoghan (“Os Banshees de Inisherin”), Pedro Pascal (“The Last of Us”), Joseph Quinn (o Eddie de “Stranger Things”), May Calamawy (“Cavaleiro da Lua”), Lior Raz (“Fauda”), Derek Jacobi (“Assassinato no Expresso do Oriente”), Peter Mensah (“Spartacus”), Matt Lucas (“Doctor Who”) e Fred Hechinger (“The White Lotus”). Com roteiro de David Scarpa (“Todo o Dinheiro do Mundo”), o filme vai dar sequência aos eventos do blockbuster de 2000, que arrecadou mais de US$ 460 milhões nas bilheterias mundiais e foi indicado a 12 Oscars, vencendo cinco, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator (Russell Crowe). A estreia está marcada para 21 de novembro de 2024 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Karen Allen celebra final romântico de Indiana Jones: “Significou muito para mim”
O aguardado “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” estreou nos cinemas nesta última quinta-feira (29/6) e trouxe o arqueólogo interpretado por Harrison Ford para sua aventura final – pelo menos para o ator. Enquanto apresenta as novas descobertas do herói, a história também aposta em nostalgia e conta com supressas para os fãs da franquia, com destaque para aparições inesperadas. Desde o início da produção do filme, a atriz Karen Allen foi questionada se estaria retornando para o projeto, mas sempre desconversou sobre o assunto. Com o filme em cartaz, os fãs finalmente tiveram a resposta. Spoiler: Marion Ravenwood está de volta. Atenção: o texto a seguir conta detalhes da história de Marion e Indy, bem como o final do filme. Na trama, Indiana Jones revela o destino triste do casal, que se separou depois que o filho Mutt Williams (Shia LaBeouf no filme anterior) foi morto na Guerra do Vietnã. Entretanto, nas cenas finais, após toda a ventura do arqueólogo, Marion faz um retorno surpreendente. Ela e Jones têm um reencontro emocionante no apartamento dele em Nova York. “Foi muito bom, tenho que dizer. Acho que o Harrison ficou muito, muito feliz por fazermos essa cena. Nós simplesmente pulamos nela”, revelou a atriz para a revista Variety. Participação quase foi cortada da trama Apresentada como interesse amoroso de Indiana Jones, Marion Ravenwood apareceu pela primeira vez em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1985). Ela só retornou em “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), quando revelou ao protagonista que os dois tiveram um filho juntos, interpretado por Shia LaBeouf (“Padre Pio”). Na entrevista, a atriz confessou ter ficado frustrada por a história não aproveitar a premissa criada no filme anterior. “Não sei se eu pensava que iríamos retomar de onde paramos, mas sempre imaginei que seria uma história com Indy e Marion seguindo em frente”. E, de fato, esse seria o plano original. Mas quando Steven Spielberg desistiu de dirigir o filme, a equipe de James Mangold levou a história para outra direção. “Bem, fiquei desapontada, claro”, confessou Allen. Ela admitiu que os problemas pessoais de Shia LaBeouf interferiram no processo criativo, levando o roteiro a eliminar sua presença da história, mas lamentou que isso também tenha afetado sua personagem. “Eu sabia que havia rumores de que eles não queriam seguir em frente com Shia, então eu sabia que algo na história tinha que criar o potencial para ele não estar lá, de uma forma que fizesse sentido. Eu não sabia que ele iria morrer no Vietnã até ler o roteiro, oh Deus, talvez apenas seis meses antes de começarem a filmar”. Final feliz Apesar disso, a atriz confessou ter ficado feliz por dar um desfecho para a personagem que interpretou pela primeira vez há mais de 30 anos. “Fiquei profundamente feliz que Marion voltou pelo menos no final de sua história. Se este for realmente o último filme deste grupo específico de filmes – se esta for a última história com Harrison como Indy e eu como Marion -, fiquei profundamente feliz que não terminou sem que eles se reunissem novamente”, declarou. “Isso significou muito para mim, sentir que eles iriam cavalgar juntos no pôr do sol”. Ela ainda contou que passou algumas semanas frequentando o set de filmagens para testar cabelo e figurino, apesar de ter feito suas cenas em apenas dois dias. “Tenho sido grata por estar envolvida com essa personagem, com esses filmes. Tenho sido muito grata pelos fãs e pelas pessoas que têm tido tanto carinho por eles e pelo casal. Eu acho que tudo isso foi muito especial”, agradeceu. “Eu acho que todos estão felizes com o jeito que isso terminou. Eles estão felizes, o que é uma coisa muito importante. Eu acho que, no final do dia, você quer que as pessoas que estão fazendo o filme estejam felizes com ele. Então, eles estão. Eu fico feliz que tenhamos feito isso”, finalizou.












