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Filme

Trailer de “Coyote vs. Acme” mistura desenho e comédia de tribunal

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23 de julho de 2026
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    A Garota Dinamarquesa: Eddie Redmayne muda de sexo em trailer de cinebiografia

    14 de novembro de 2015 /

    A Focus Features divulgou o novo trailer do drama “A Garota Dinamarquesa”, história do primeiro transexual a mudar cirurgicamente de sexo. O vídeo resume a trama, mostrando como Einar Wegener, interpretado por Eddie Redmayne (vencedor do Oscar por “A Teoria de Tudo”), enfrentou preconceitos e contou com o apoio de sua esposa (Alicia Vikander, de “O Agente da UNCLE”) para alterar sua identidade sexual. Vikander, por sinal, parece se candidatar a prêmios em suas fortes aparições na prévia. A cinebiografia tem direção de Tom Hooper (vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei”) e é baseada no livro homônimo de David Ebershoff sobre o dinamarquês que em 1930 se tornou um dos primeiros homens na história a se submeter a uma operação de mudança de sexo. O roteiro foi escrito por Lucinda Coxon (“Matador em Perigo”). “A Garota Dinamarquesa” marca o reencontro do diretor com Redmayne, depois de terem trabalhado juntos no musical “Os Miseráveis” (2012). O elenco também inclui Amber Heard (“3 Dias Para Matar”), Matthias Schoenaerts (“Ferrugem e Osso”) e Ben Whishaw (“007 – Operação Skyfall”). Exibido sob aplausos efusivos no Festival de Veneza, o filme estreia em 27 de novembro nos EUA e apenas em fevereiro de 2016 no Brasil.

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  • Filme

    Kate Winslet estrelará cinebiografia da top model que virou fotógrafa de guerra

    14 de novembro de 2015 /

    A atriz Kate Winslet (“Divergente”) vai protagonizar a cinebiografia de Elizabeth “Lee” Miller, modelo aclamada dos anos 1920 que foi capa da Vogue e virou uma fotógrafa de prestígio durante a 2ª Guerra Mundial. A informação é do site The Hollywood Reporter. Além de modelo de moda, Elizabeth “Lee” Miller colaborou e foi musa de artistas como Man Ray e Pablo Picasso, sendo aclamada como repórter fotográfica por suas imagens da guerra, que registraram para a revista Vogue momentos históricos, como o bombardeio de Londres, a libertação de Paris e o Holocausto, em fotos chocantes dos campos de concentração nazistas. Ainda sem título definido, o filme será baseado no livro “The Lives of Lee Miller”, escrito pelo filho dela, Antony Penrose. Não há previsão de estreia.

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    Um Homem Só: Vladimir Brichta ganha clone em trailer e pôsteres de comédia brasileira

    14 de novembro de 2015 /

    Um Homem Só: Vladimir Brichta ganha clone em trailer e pôsteres de comédia brasileira O ator Vladimir Brichta, que recentemente foi “Muitos Homens num Só”, agora é “Um Homem Só”, no trailer e nos pôsteres da comédia homônima. Divulgado pela Downtown Filmes, o vídeo mostra Brichta infeliz no casamento e no trabalho, até que encontra uma versão ruiva e exêntrica da atriz Mariana Ximenes (“Os Penetras”), que sacode seu mundo. Entre idas e vindas, ele acaba chegando à conclusão que a solução para sua felicidade passa pela criação de um clone. Claro que ele vai se arrepender da ideia na hora H e claro que será tarde demais. “Um Homem Só” segue o filão do humor fantasioso desbravado por “Se Eu Fosse Você” e “Mulher Invisível” no Brasil, mas a prévia também lembra, inevitavelmente, as comédias americanas “Eu, Minha Mulher e Minhas Cópias” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. Dirigido por Cláudia Jouvin (roteirista de “O Gorila” e da série “A Grande Família”), “Um Homem Só” ganhou três Kikitos no Festival de Gramado de 2015, entre eles o de Melhor Atriz para Ximenes e Ator Coadjuvante para Otávio Muller (“O Gorila”). Também estão no elenco Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”), Eliane Giardini (novela “Avenida Brasil”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Natália Lage (“Vai que dá Certo”), Cadu Fávero (“Paraísos Artificiais”), Aramis Trindade (“Sorria, Você Está Sendo Filmado”) e o argentino Daniel Aráoz (“Querida, Vou Comprar Cigarros e Já Volto”). O filme também teve sessões na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mas só tem previsão de estreia comercial para setembro de 2016.

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    Mark Ruffalo confirma que viverá o Hulk em Thor: Ragnarok

    14 de novembro de 2015 /

    O Hulk voltará ao universo cinematográfico Marvel em “Thor: Ragnarok”. Depois de muitas especulações e rumores sobre seu retorno, chutados tanto em “Capitão América: Guerra Civil” quanto em “Guardiões da Galáxia 2”, o ator Mark Ruffalo finalmente confirmou que o Hulk vai aparecer no terceiro filme de “Thor”, falando ao site Huffington Post, após a notícia ser divulgada pela revista Variety. Ele vai se juntar a Chris Hemsworth, Tom Hiddleston e Jaimie Alexander na produção, que ainda não teve sinopse divulgada. Embora o título faça clara referência à batalha definitiva dos deuses da mitologia nórdica, alguns especuladores acreditam que os personagens embarcarão numa missão a um planeta distante, o que incluiria na trama o arco do “Planeta Hulk” – saga em quadrinhos em que o monstro esverdeado se torna um gladiador em um mundo alienígena. Os blogs americanos já tentaram grudar essa teoria em “Guardiões da Galáxia 2” e ainda não se deram por vencidos. Com direção do neozelandês Taika Watiti (“What We Do in the Shadows”), “Thor: Ragnarok” tem previsão para começar a ser rodado em março, na Austrália. A estreia está marcada para 27 de julho de 2017.

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    Vin Diesel sugere que viverá o herói Raio Negro no filme dos Inumanos

    14 de novembro de 2015 /

    O astro Vin Diesel (franquia “Velozes e Furiosos”) voltou a dar dicas sobre outro trabalho com a Marvel, que não seria “Guardiões da Galáxia 2”. As declarações reforçam os rumores, que o próprio ator alimenta desde dezembro, de que ele estralaria um filme dos Inumanos. “Ouvimos muito as pessoas falando sobre a Marvel não usar a minha voz no meu próximo trabalho com ela. Então minha voz seria de Groot e minha presença de outro personagem”, disse o ator, insinuando assim que pode viver Raio Negro, o líder dos Inumanos, que passa o tempo inteiro calado, uma vez que sua voz é tão potente que pode destruir cidades inteiras. Criados por Stan Lee e Jack Kirby numa história do Quarteto Fantástico em 1965, os Inumanos são os atuais descendentes de seres humanos modificados geneticamente por alienígenas da raça Kree há muitos séculos. Raio Negro, Medusa e Gorgon são os membros da família real dos Inumanos e protagonistas da série. Mas, ao longo das publicações, outros personagens se destacaram, principalmente a princesa Crystal, responsável por vários crossovers, ao substituir a Mulher Invisível no Quarteto Fantástico e integrar os Vingadores. O Marvel Studios já anunciou a produção do longa dos Inumanos, que tem estreia prevista para 2019. Mas, por enquanto, Diesel está confirmado apenas como Groot em “Guardiões da Galáxia 2”, que chega aos cinemas em 28 de julho de 2017.

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    Duro de Matar 6 será um prólogo passado nos anos 1970

    14 de novembro de 2015 /

    A 20th Century Fox pretende retomar a franquia “Duro de Matar”. Mas o sexto filme não será uma nova continuação. O projeto, segundo o site Deadline, é um prólogo. A trama vai se passar em 1979 em Nova York, acompanhando o jovem policial John McClane, uma década antes do primeiro filme estrelado por Bruce Willis. A ideia é manter Willis como o personagem numa participação especial, recordando eventos dos anos 1970, quando McClane será vivido por um intérprete jovem. Mas o ator ainda não assinou contrato com o estúdio A Fox também negocia com o cineasta Len Wiseman para dirigir o novo filme. Em 2007, ele comandou “Duro de Matar 4.0”, que arrecadou US$ 383 milhões nas bilheterias ao redor do mundo – mais que os US$ 304 milhões de “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer” (2013).

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    Os 8 Odiados será o filme mais longo da carreira de Quentin Tarantino

    14 de novembro de 2015 /

    O oitavo filme de Quentin Tarantino, o western “Os 8 odiados”, terá duas versões diferentes para o cinema. O diretor anunciou que produziu uma versão digital, que será exibida na maioria das salas atuais, e outra em 70 mm, com distribuição limitada. O detalhe é que esta última terá seis minutos a mais, chegando a 3h02m. Será a primeira vez que um filme do diretor ultrapassará as três horas de duração, tornando-se a projeção mais longa da carreira do diretor. A trama acompanha um pequeno grupo de passageiros de diligência que se vê isolado numa cabana durante uma tempestade. O elenco reúne Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”), Kurt Russell (“Velozes & Furiosos 7”), Jennifer Jason Leigh (“Mulher Solteira Procura”), Walton Goggins (série “Justified”), Demian Bichir (série “The Bridge”), Tim Roth (“O Incrível Hulk”), Michael Madsen (“Kill Bill”), Bruce Dern (“Nebraska”) e Channing Tatum (“Anjos da Lei”) num pequeno papel. O filme estreia em 25 de dezembro nos EUA, chegando ao Brasil no dia 7 de janeiro.

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    Robert Rodriguez vai dirigir a adaptação do mangá Battle Angel Alita

    14 de novembro de 2015 /

    Finalmente vai acontecer a esperada adaptação do mangá “Battle Angel Alita” (Gumm). O cineasta James Cameron passou o projeto para Robert Rodriguez (“Sin City”) , e ficará envolvido apenas na produção. A ideia original era que “Battle Angel Alita” fosse filmado por Cameron logo após “Avatar” (2009), mas desde então o diretor se envolveu num interminárvel processo de desenvolvimento de novas sequências daquele filme. Assim, para não deixar o projeto morrer, ele o colocou nas mãos de Rodriguez. “Há anos, Robert e eu procurávamos um filme para fazermos juntos, então fiquei empolgado quando ele disse que gostaria de fazer ‘Battle Angel Alita’”, disse Cameron em comunicado. “Este projeto é muito querido por mim, e não há ninguém em quem eu confie mais do que Robert, com seu estilo rebelde e sua virtuose técnica, para assumir a direção”. Criada por Yukito Kishiro em 1990, a trama de “Battle Angel Alita” se passa no século 26 e acompanha uma cyborg com formas femininas resgatado de um lixão por um expert cibernético, que a adota como filha. Ao reviver a cyborg, ela descobre que, apesar de sua memória apresentar defeitos, ela tem conhecimento instintivo de artes marciais. Logo, a garota torna-se uma caçadora de recompensas biônica. Além de produzir, Cameron escreveu uma primeira versão do roteiro. As filmagens serão financiadas pelo estúdio 20th Century Fox, mas ainda vão demorar muito para começarem. O início da produção está marcado apenas para 2017. O longa ainda não tem previsão de lançamento.

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    Netflix faz estreia impactante no cinema com Beasts of No Nation

    14 de novembro de 2015 /

    Primeiro longa metragem produzido pelo Netflix, “Beasts of No Nation” conta a história do jovem Agu (o pequeno e impressionante Abraham Attah) que após a morte de sua família é adotado pelo Comandante de um grupo guerrilheiro de um obscuro país da África, tornando-se parte de um exército formado em sua maioria por crianças. Escrito e dirigido por Cary Fugunaga (da 1ª temporada de “True Detective”), possui ecos inegáveis de “Apocalipse Now” (1979), seja na figura ao mesmo tempo fascinante e repugnante do personagem do Comandante interpretado por Idris Elba (“Círculo de Fogo”) como na própria trajetória de Agu, que vai se tornando cada vez mais violenta e surreal, numa espiral de violência regada a lavagem cerebral, rituais sadísticos e abuso de todo os tipos. Baseado no livro homônimo de Uzondinma Iweala, “Beasts of No Nation” não faz questão de – e nem precisa – identificar o país em que Agu vive. Em determinando momento, sabemos que o exército nigeriano atua nas forças de paz, mas é o máximo que temos de qualquer localização possível. Não que isso importe. Para Fugunaka, a bestialidade da guerra não precisa de limites ou fronteiras para se estabelecer. Da mesma forma, aos poucos percebemos que tanto as forças do governo quanto os rebeldes são apenas dois lados da mesma moeda, já que veem espiões e conspirações por todos os lados, executando a sangue frio qualquer pessoa que passar pela frente. O filme mostra, a princípio, como Agu vive na miserável vila que habita. Há nestes momentos iniciais, uma sequência absolutamente fascinante, na qual Agu e seus amigos tentam vender uma carcaça de televisão – a TV da Imaginação – na qual enxergam e representam um mundo quase ideal, de brincadeiras, jogos, lutas de caratê e romances. Fica evidente que Fukunaga evita fantasiar tanto uma infância como um família ideal, mas é visível a segurança e a felicidade de Agu ao lado de seus pais. Quando o pai e o irmão são assassinados pelo exército do governo, Fukunaga trata estas sequências com uma displicência quase cruel, mostrando que na guerra a violência atinge qualquer um, objetificando pessoas e transformando-as em simples estatísticas de um massacre. Ainda que o garoto Abraham conduza o filme com a segurança de um adulto, é Idris Elba, no papel do Comandante, que merece todos os aplausos – e prêmios – do mundo por encarnar um dos personagens mais complexos de sua carreira, um líder carismático capaz de convencer dezenas a lutar por sua causa – e uma pessoa absolutamente abjeta por usar deste poder para sua satisfação e realização pessoal. Elba é um guerrilheiro falastrão, de roupas coloridas e óculos escuros, que usa de todo o seu arsenal de palavras e conceitos deturpados para convencer crianças a segui-lo. Quase como um pastor – a crítica religiosa é pontual e acertada -, sua eloquência atira para todos os lados: seja no discurso sobre justiça e sobre devolver o país a seus donos, na conversa ao pé da fogueira sobre como as mulheres amam homens de guerra ou nas danças e canções de viés ritualístico. E quando tudo isso já fez o seu estrago, há ainda a droga, injetada em crianças para que estas consigam sobreviver ao pesadelo em que vivem. Para as crianças menores, como Agu e seu amigo Stryka (o também impressionante Emmanuel Nii Adom Quaye), há ainda outros fardos mais pesados que o filme indica com uma frieza contundente. Beirando muitas vezes o insuportável, o filme estabelece com clareza o conceito de perda da inocência, tão comum em filmes de guerra. Que vejamos isso em crianças de 10 ou 12 anos tornadas assassinos frios e cruéis é algo absolutamente perturbador. Há outro momento particularmente impressionante e gráfico no filme, justamente na prova final de Agu para mostrar-se digno de carregar uma arma. Ali, aliado a uma narração em off econômica e pontual, percebemos que Agu trilha agora um caminho sem volta, algo que já havia evidentemente destruído seu irmão de armas Stryka. À medida que o filme avança, a narrativa vai se tornando cada vez mais surreal, culminando em um momento em que Fukunaga chega a trocar a paleta de cores e transforma toda a selva verde em um inferno vermelho, uma opção estética mais do que apropriada para o estado mental do pequeno Agu – que, em determinado momento, chega a acreditar que encontra sua mãe ao ver uma senhora indefesa numa casa, para logo em seguida tratá-la com a violência usual a que se acostumou. O filme ainda encontra espaço para lidar com as questões políticas referentes à guerra – repleta de acordos, tratados, cargos e dinheiro -, mas este desvio, ainda que importante por estabelecer ainda mais o caráter podre do Comandante, soa infinitamente menos interessante do que a trajetória de Agu. E ainda que o filme termine com uma nota levemente otimista, Fukunaga faz questão de nos mostrar – em um último e brilhante diálogo – que, para Agu, a TV da Imaginação será para sempre uma lembrança de uma época e de uma vida que não voltarão mais. Tudo o que resta para ele é viver a cada dia, com seus fantasmas e com o sangue que jamais sairá de suas mãos. “Beasts of No Nation” não é apenas um filme tecnicamente impecável e com interpretações antológicas. É uma obra tão atual e relevante que ninguém fica imune após conhecê-la.

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    Respire destaca direção inspirada de Mélanie Laurent

    14 de novembro de 2015 /

    Mélanie Laurent é uma artista multifacetada. Além de ser aquela atriz fantástica que vem chamando atenção desde, pelo menos, “Bastardos Inglórios” (2009), ela também é excelente cantora e diretora de cinema. “Respire” já é o seu segundo longa-metragem, tendo participado, inclusive, do Festival de Cannes. Ela também assina o roteiro do filme que, por sua vez, é baseado no romance de uma escritora, Anne-Sophie Brasme. O longa precisava mesmo de um toque feminino para abordar com tanta segurança o universo íntimo de duas jovens garotas colegiais. Na trama, Charlie (Joséphine Japy) é uma jovem relativamente popular na escola, embora se perceba logo no início que lhe falta entusiasmo no trato com suas amigas, bem como na rotina de sua vida, seja na escola, seja em casa. Essa vontade de viver com mais intensidade surge quando ela conhece Sarah (Lou de Laâge), recém-chegada na escola e já demonstrando muito charme e um brilho todo próprio. Aos poucos, as duas viram melhores amigas. E essa amizade também passa a se tornar algo a mais, principalmente na cabeça de Charlie, que vai se mostrando cada vez mais apegada a Sarah, que por sua vez vai revelando uma faceta um tanto sádica. Pode-se dizer que “Respire” é um filme dividido em dois registros complementares: a delicadeza de um filme de amizade e intimidade entre duas garotas e também a tensão de um suspense de tirar o fôlego. O fato de Charlie ser asmática ajuda bastante na composição desse segundo momento, e é o motivo mais óbvio para o título desse trabalho de Laurent, embora haja outros motivos também. E por isso é importante ter cuidado para não entregar o impactante final. “Respire” ainda chama atenção pela forma como retrata as mães das protagonistas, que ou moram sozinhas ou são mal-tratadas por seus maridos. No caso do pai de Charlie, ele é pintado como um sujeito mau caráter que a mãe teima em amar. Esse tipo de relação acaba por se refletir na relação entre as duas adolescentes, em meio à humilhações e tudo o mais que envolve a narrativa. A maior parte do elenco é de estreantes, o que destaca o modo como Laurent extrai de suas atrizes momentos de forte carga dramática, como se elas tivessem nascido para aqueles papéis. O trabalho foi reconhecido com indicações ao Cesar (o Oscar francês) e o prêmio Lumiere para as jovens Joséphine Japy e Lou de Laâge, na categoria de Atrizes Mais Promissoras do ano. Além disso, a obra também registra um uso extremamente elegante da movimentação de câmera, entre vários outros. Por isso, que venham os próximos filmes dirigidos por esta moça talentosa.

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    Jennifer Lawrence desiste de estrelar a adaptação de O Projeto Rosie

    14 de novembro de 2015 /

    A atriz Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes”) desistiu de estrelar a adaptação do best-seller “O Projeto Rosie” (The Rosie Project), escrito por Graeme Simsion. Segundo o site The Hollywood Reporter, a produção da Sony Pictures também perdeu seu diretor, Richard Linklater (“Boyhood”). A adaptação era uma prioridade da Sony e dependia da agenda da atriz. Era o que se chama de filme de estrela. Mas Lawrence preferiu tirar uma folga e encaixar outro projeto mais adiante. Antes de Linklater ser convidado a dirigir o projeto, ele chegou a estar na mira dos cineastas Phil Lord e Christopher Miller, responsáveis por “Anjos da Lei” (2012) e “Uma Aventura Lego” (2014), mas os dois optarem por filmar o spin-off de “Star Wars” sobre a juventude de Han Solo. Com as desistências, “The Rosie Project” pode nem sair do papel. Roteirizada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas de “A Culpa É das Estrelas” (2014) e “Cidades de Papel” (2015), a adaptação acompanharia um tímido professor de genética que desenvolve uma pesquisa chamada Projeto Esposa para encontrar a mulher ideal. Só que ele acaba conhecendo Rosie, uma garçonete que é o oposto do que procura e mesmo assim acaba se apaixonando. Lawrence viveria Rosie. Richard Linklater está atualmente trabalhando na pós-produção de seu próximo filme, a comédia “Everybody Wants Some”, com lançamento em abril nos EUA, e na série baseada em seu filme “Escola do Rock”, que ainda não possui previsão de estreia. Já Jennifer Lawrence será vista em vários filmes nos próximos meses, destacando “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, com lançamento em 18 de novembro, “Joy: O Nome do Sucesso”, em 18 de fevereiro, e “X-Men: Apocalipse”, em 19 de maio no Brasil. Ela está atualmente filmando a sci-fi “Passengers”, que estreia em 21 de dezembro nos EUA.

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    Operações Especiais não é Tropa de Elite 3

    14 de novembro de 2015 /

    Ecoando o momento de desencanto, onde se percebe a corrupção em cada canto do país, chega aos cinemas o filme de ação “Operações Especiais”, dirigido por Tomas Portella (“Isolados”) e com Cleo Pires (“O Tempo e o Vento”) no papel principal. A atriz interpreta Francis, uma jovem formada em Turismo que resolve fazer concurso para a Polícia Civil pelo motivo mais bobo do mundo. Depois de ser aprovada no curso de formação com louvor, ela passa seus dias desempenhando trabalho burocrático. Até a tomada do Morro do Alemão e a consequente migração dos chefes do morro para cidades próximas ao Rio de Janeiro. Essa, pelo menos, é a ideia que o filme quer passar, ao apresentrar o aumento da violência na fictícia São Judas do Livramento. Quando duas crianças morrem, vítimas de bala perdida, a Polícia Civil fluminense resolve dar um jeito na situação. Para isso, monta uma equipe especial, mesclando policiais veteranos e novatos. Chefiados pelo delegado Fróes (Marcos Caruso, de “Sorria, Você Está Sendo Filmado”), o único pré-requisito necessário para entrar na operação é ser honesto. E assim a inexperiente personagem de Cleo Pires vai parar no meio dos tiros cruzados. Bobinho no argumento, o filme acaba se valendo de bons momentos de tensão. O jogo de câmeras nas incursões, além de boas sequências de perseguição e tiroteio, chegam exatamente onde gostariam de chegar e conseguem causar sensações na plateia. Como já comprovado em “Isolados”, o diretor é capaz de criar ambiência e manipular sentimentos. Apesar de não sobreviver a certos tropeços na direção de atores. As atuações são irregulares. Embora a maioria do elenco não comprometa, Fabrício Boliveira (“Faroeste Caboclo”) está muitos tons acima dos colegas de cenas, seja na empostação da voz ou nos muitos e exagerados trejeitos. Outra que também deixa a desejar na construção de seu personagem é Fabíula Nascimento (“O Lobo Atrás da Porta”), mas a dificuldade parece vir de um sotaque que não funciona em hora nenhuma. O cinema policial brasileiro já conseguiu combinar ação, desempenho e roteiro capaz de gerar reflexão, mas “Operações Especiais” não é “Tropa de Elite 3”. Trata-se apenas de um passatempo, que prefere divertir o público a fazê-lo pensar.

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    King Kong e Godzilla vão se encontrar em 2020

    14 de novembro de 2015 /

    O encontro entre os dois monstros gigantes mais célebres do cinema já está marcado. O estúdio Legendary confirmou o lançamento de “King Kong vs. Godzilla”, de título autoexplicativo, que acontecerá em 2020, após as estreias de “Kong: Skull Island” (março de 2017) e “Godzilla 2” (junho de 2018). A intenção do estúdio é começar a promover o encontro a partir de “Skull Island”, fazendo uma citação ao Projeto Monarch, organização mostrada no primeiro “Godzilla” (2014). Ela é criada para caçar e estudar organismos terrestres gigantes não identificados. Este, portanto, será o elo entre os dois longas, aproximando as tramas apesar das décadas que separam suas narrativas – “Kong: Skull Island” se passa nos anos 1970, enquanto “Godzilla” é situado nos dias atuais. O Projeto Monarch também deverá lidar com todos os novos monstros que devem ser introduzidos nesse universo. Para esquentar a expectativa sobre as novas criaturas, o estúdio confirmou que os clássicos monstros japoneses Ghidorah, Mothra e Rodan são presença garantida no futuro da franquia “Godzilla”. Vale lembrar que King Kong e Godzilla já se encontraram antes no cinema, em 1962, num filme com o mesmo nome do projeto atual, integrando a filmografia japonesa do Rei dos Monstros.

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