Diretor de Mulheres ao Ataque filmará Ronda Rousey no remake de Matador de Aluguel
O cineasta Nick Cassavetes (“Diário de uma Paixão”) vai escrever e dirigir o remake de “Matador de Aluguel” (Road House), filme de 1989 com Patrick Swayze, que será estrelado na nova versão pela campeão do UFC Ronda Rousey (“Velozes & Furiosos 7”). A informação é do site Variety. Rebatizado como “Matadora de Aluguel”, o remake foi concebido com roteiro de Michael Stokes (do terror “O Pântano”) e seria dirigido por Rob Cohen (do primeiro “Velozes e Furiosos” e do recente “O Garoto da Casa ao Lado”). Mas o estúdio MGM optou por outro caminho, contratando Cassavetes para refazer o projeto do zero. A opção pelo cineasta teria sido consequência da mudança do sexo do protagonista, sob o argumento de que o diretor tem experiência em trazer uma visão feminina para seus filmes – sendo o mais recente a comédia “Mulheres ao Ataque” (2014). A trama do original acompanhava Dalton (Patrick Swayze), um leão de chácara que aceita restaurar a ordem no perigoso bar Double Deuce. Mas, à medida que ele limpa o bar de maus elementos, arruaceiros e pistoleiros, acaba por atrair a ira do homem que os contrata. Curiosamente, “Matador de Aluguel” não foi um grande sucesso e recebeu críticas muito negativas na época de seu lançamento, mas acabou se tornando cultuado após sair em vídeo. O remake será o principal papel de Ronda Rousey no cinema até hoje. A lutadora foi uma das estrelas de “Mercenários 3”, ao lado de grandes ídolos do cinema de ação dos anos 1980, como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Harrison Ford e Wesley Snipes, e lutou com Michelle Rodriguez numa cena violenta do blockbuster “Velozes & Furiosos 7”, além de ter aparecido em “Entourage: Fama e Amizade”. Atualmente, ela se prepara para trabalhar com Mark Wahlberg no filme de ação “Mile 22”, dirigido por Peter Berg (“O Grande Herói”). O remake de “Matador de Aluguel” ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos.
Meryl Streep presidirá juri do Festival de Berlim 2016
A atriz Meryl Streep será a presidente do juri do Festival de Berlim 2016. A organização do evento, que acontecerá entre 11 e 21 de fevereiro, anunciou sua escolha na quarta-feira (14/10). “Meryl Streep é uma das mais criativas e multifacetadas artistas. Para marcar nosso entusiasmo por seu incrível talento, nós a homenageamos em 2012 por seu conjunto da obra. Estou feliz que ela esteja retornando a Berlim com sua experiência artística para a presidência do júri internacional”, disse Dieter Kosslick, diretor do festival, em comunicado. Streep também foi homenageada pelo festival em duas outras ocasiões: em 1999, foi premiada com o Camera Berlinale, e em 2003, dividiu o Urso de Prata de Melhor Atriz com Juliane Moore e Nicole Kidman por sua atuação em “As Horas”. “É sempre uma emoção retornar ao festival, mas é com grande prazer que espero participar do júri. A responsabilidade é um pouco assustadora, já que eu nunca fui presidente de nada”, disse ela, assumindo-se “grata pela honra”. A escolha mantém a atriz em evidência, após chamar atenção por comentários em relação ao machismo da indústria cinematográfica e ao feminismo, aproveitando a divulgação do filme “Suffragette”, em que interpreta uma das pioneiras do movimento feminista. Ela revelou que até o seu salário é menor que o de colegas homens, apesar de já ter vencido três Oscar e deter o recorde de 19 indicações ao prêmio. Entretanto, preferiu descrever-se como “humanista” a “feminista”, falando sobre suas restrições ao que acredita ser o “significado atual” da palavra. “Eu sou mãe de um filho e mulher de um homem. Amo homens. Não se trata do que o feminismo significa historicamente, mas do que ele passou a significar para jovens mulheres, que as faz sentir que elas devam se afastar das pessoas que elas amam. Isso me incomoda. Eu sou (feminista), é claro. Mas as minhas ações provam o que eu sou. Eu vivo sob estes princípios”, declarou. “Suffragette”, seu próximo filme, estreia em 24 de dezembro no Brasil. Ela também interpreta o papel principal de “Florence Foster Jenkins”, cinebiografia de uma herdeira obcecada em virar cantora de época, que tem direção de Stephen Frears (“Philomena”) e previsão de lançamento apenas para o final de 2016.
Cineasta iraniano é condenado a 6 anos de prisão e 223 chibatadas por seus filmes
O cinema iraniano é um dos mais criativos e premiados do mundo. Mas o Irã também é um dos países que pior trata seus cineastas, que volta e meia são condenados à prisão pelo regime do país, quando não são sujeitos à chibatadas. A mais nova vítima da intolerância do governo iraniano é o diretor Keywan Karimi, conhecido por abordar temas como as dificuldades da vida moderna e a expressão política. Ele foi condenado a 6 anos de prisão e 223 chibatadas por causa de seus filmes, considerado culpado de “insultar santidades”. Entre as obras pelas quais Karimi foi condenado está o filme “Escritos na Cidade”, que retrata as manifestações políticas no Irã através do grafite, tanto na Revolução Islâmica de 1979 quanto nas contestadas eleições de 2009. Filmado em 2012, o filme foi censurado. Mas o curta documental “Fronteira Fechada” também pode ter provocado a ira das autoridades, por abordar a questão do contrabando da gasolina subsidiada no país. A imprensa estatal e as autoridades iranianas nem sequer comentaram a condenação do cineasta, que ainda permanece em liberdade, enquanto seu advogado recorre da decisão. O caso mais conhecido de repressão à expressão artística no Irã é a condenação do premiado cineasta Jafar Panahi. Detido em prisão domiciliar e proibido de trabalhar como diretor de cinema por 20 anos, ele realizou seus três últimos filmes de forma ilegal. O documentário “Isto Não É um Filme” (2011), que retrata seu cotidiano sob as restrições do governo, foi levado para o Festival de Cannes em 2011 dentro de um bolo de aniversário. “Cortinas Fechadas” também teve que ser contrabandeado para fora do país. Em ambos os casos, ele filmou dentro dos limites de sua prisão domiciliar. Mas, em enfrentamento declarado, foi às ruas disfarçado para rodar “Táxi”, vendedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim de 2015. Entretanto, não são apenas as críticas ao governo que incomodam as autoridades iranianas. Qualquer comportamento considerado impróprio pode render dura repressão. Em maio de 2014, a polícia prendeu homens e mulheres que gravaram um vídeo em que dançavam a música “Happy”, de Pharrell Williams. Apesar da repercussão internacional, inclusive com apelo do músico, os detidos foram condenados a seis meses de prisão e 91 chicotadas.
Os Dez Mandamentos vai ganhar mais uma versão de cinema
O épico bíblico “Os Dez Mandamentos” vai ganhar nova versão de cinema, desta vez em produção da Paramount Pictures. Segundo o jornal britânico Guardian, a ideia do estúdio é investir em uma visão diferente da história, amplamente conhecida e revisitada, mas sem fugir do enredo básico, em que Moisés liberta o povo judeu do tirânico faraó Ramsés. Uma das passagens mais filmadas da Bíblia, “Os Dez Mandamentos” tem rendido filmes desde o cinema mudo. O cineasta Cecil B. DeMille fez as duas produções mais celebradas, em 1926 e a mais famosa, estrelada por Charlton Heston em 1956, quando quase bateu recorde de bilheteria da década. Mas, só nos últimos dez anos, foram produzidos um telefilme (em 2006), um desenho animado (em 2007) e uma nova versão intitulada “Êxodo: Deuses e Reis” (2014), dirigida por Ridley Scott (“Prometheus”). No Brasil, a novela de mesmo nome da Record tem sido um fenômeno de audiência no horário nobre, acrescentando muitos detalhes inéditos na trama. Em compensação, “Êxodo: Deuses e Reis” foi um fracasso de público, rendendo apenas US$ 268 milhões em todo o mundo – um prejuízo nada divino diante do orçamento de US$ 150 milhões de produção. Outras superproduções inspiradas na Bíblia também não demonstraram fôlego de blockbuster, como “Noé”, que arrecadou US$ 362 milhões globalmente. Isto tinha, aparentemente, arrefecido o interesse de Hollywood no gênero dos épicos bíblicos, levando ao adiamento de diversos projetos. O remake de “Os Dez Mandamentos” ainda não definiu elenco nem esquipe técnica.
Boi Neon é o grande vencedor do Festival do Rio
O filme “Boi Neon”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro, foi o grande vencedor da mostra Première Brasil do 17º Festival do Rio. Além da premiação de Melhor Filme, o longa recebeu os troféus de Melhor Roteiro (assinado por Mascaro), Fotografia (Diego Garcia) e Atriz Coadjuvante (Alyne Santana, que dividiu a premiação com Julia Bernat, de “Aspirantes”). “Boi Neon” já havia sido premiado nos festivais de Veneza e Toronto, e o diretor não pôde comparecer à premiação justamente porque estaria a caminho de outro festival internacional, conforme informou a produtora Rachel Ellis, que recebeu os prêmios em seu lugar. “O Gabriel está num avião, neste momento, em algum lugar entre a Inglaterra e a Austrália, para participar de um festival”, disse a produtora na cerimônia realizada na noite de terça-feira (13/10), no Espaço BNDES. A trama traz Juliano Cazarré (“Serra Pelada”) e Maeve Jinkings (“O Som ao Redor”) como integrantes de um grupo que viaja pelo sertão nordestino para trabalhar em vaquejadas. Enquanto prepara o gado para competir nos torneios, o cowboy caboclo vivido por Cazarré alimenta o sonho de se tornar um estilista de sucesso. A premiação também destacou o longa “Aspirantes”, um dos mais aplaudidos pelo público durante o festival, com três troféus Redentor. Além do prêmio de Atriz Coadjuvante, o filme de Ives Rosenfeld teve reconhecimento nas categorias de Melhor Direção (também dividida, desta vez com Anita Rocha da Silveira de “Mate-me por Favor”) e Ator (Ariclenes Barroso). Sua trama acompanha os dilemas de um jogador de futebol de um pequeno time da Baixada Fluminense, vivido por Barroso. Além de dividir o prêmio de Melhor Direção, o suspense carioca “Mate-me Por Favor” também rendeu o Redentor de Melhor Atriz para Valentina Herszage, uma hipnótica e jovem revelação de 17 anos em seu primeiro longa-metragem. Por sinal, os vencedores dos prêmios de interpretação pertencem todos a uma nova geração, como Alyne Santana (“Boi Neon”) e Caio Horowicz (“Califórnia”), também em seus primeiros longa-metragens. Veterana desta turma, Julia Bernat (“Aspirantes”) tem apenas 25 anos de idade e somente quatro longas no currículo – com metade dessa filmografia exibida agora no Festival do Rio. Contando com um filme a mais no currículo, o “experiente” Ariclenes Barroso (“Aspirantes”), de 23 anos, foi sincero ao receber seu troféu de Melhor Ator: “Ainda estou aprendendo a fazer cinema”. Que não aprenda muito, pois a consagração dessa geração se deve justamente à ausência dos vícios e maneirismos dos intérpretes renomados, já contaminados pelos exageros inerentes à TV e ao teatro. “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa, foi escolhido o Melhor Documentário. A diretora, que tinha sido premiada por seu documentário anterior, “Elena”, no Festival de Brasília de 2012, apresentou a história de dois atores do Théâtre du Soleil, em Paris, que enfrentam os desafios impostos por uma gravidez. Entre os 16 troféus distribuídos na premiação, ainda se destacaram o Prêmio Especial do Júri para “Quase Memória”, do veterano cineasta Ruy Guerra, além dos Prêmios do Público para “Nise — Coração da Loucura”, dirigido por Roberto Berliner, e o documentário “Betinho — A Esperança Equilibrista”, de Victor Lopes. Para completar, o filme “Beira-Mar”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, foi escolhido o Melhor Filme da mostra paralela Novos Rumos. Em seu discurso, Reolon destacou a importância do tema apresentado. “‘Beira-Mar’ fala sobre juventude, e os atores carregam o filme. Os meninos se doaram muito. Esse trabalho é sobre dois meninos que criam uma relação e receber esse prêmio é significativo porque eu e o (codiretor) Felipe completamos sete anos de namoro hoje”. PREMIAÇÃO DO FESTIVAL DO RIO 2015 MOSTRA PREMIÈRE BRASIL Melhor Filme “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro Melhor Direção Ives Rosenfeld (“Aspirantes”) e Anita Rocha da Silveira (“Mate-me por Favor”) Melhor Ator Ariclenes Barroso (“Aspirantes”) Melhor Atriz Valentina Herszage (“Mate-me por favor”) Melhor Ator Coadjuvante Caio Horowicz (“Califórnia”) Melhor Atriz Coadjuvante Julia Bernat (“Aspirantes”) e Alyne Santana (“Boi Neon”) Melhor Roteiro Gabriel Mascaro (“Boi Neon”) Melhor Fotografia Diego Garcia (“Boi Neon”) Melhor Montagem Sérgio Mekler (“Campo Grande”) Melhor Filme de Documentário “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa Melhor Direção de Documentário Maria Augusta Ramos (“Futuro Junho”) Melhor Curta “Pele de Pássaro”, de Clara Peltier Prêmio Especial do Júri Quase Memória”, de Ruy Guerra MOSTRA NOVOS RUMOS Melhor Filme “Beira-Mar”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon Melhor Curta “Outubro Acabou”, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes Prêmio Especial de Júri “Jonas”, de Lô Politi PRÊMIO DO PÚBLICO Melhor Filme “Nise – O Coração da Loucura”, de Roberto Berliner Melhor Documentário “Betinho – A Esperança Equilibrista”, de Victor Lopes (“crítica”) Melhor Curta “Até a China”, de Marão PRÊMIO DA CRÍTICA INTERNACIONAL Melhor Filme Latino-Americano “Te Prometo Anarquia”, de Julio Hernández Cordón
Luiz Carlos Miele (1938 – 2015)
Morreu o ator, apresentador, cantor e diretor Luiz Carlos Miele. Ele faleceu na manhã desta quarta-feira (14/10), aos 77 anos de idade, em seu apartamento em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro, após sentir indisposição e sofrer um mal súbito por volta das 8h23. Luiz Carlos Miele nasceu em 31 de maio de 1938, em São Paulo. Filho da atriz e cantora Regina Macedo (cujo nome real era Irma Miele), ele cresceu em meio ao showbusiness brasileiro do começo do século 20, frequentando programas de rádio desde a infância e dando literalmente “os primeiros passos” da TV brasileira. Sua estreia artística aconteceu por acaso, aos 12 anos de idade, quando o menino que seria protagonista da radionovela “Meu Filho, Meu Orgulho”, na Rádio Excelsior, ficou muito nervoso durante o teste. Regina sugeriu que o filho assumisse o papel, e assim começou uma carreira marcada por “acidentes” e casualidades, como o próprio Miele costumava contar. A transição para a TV também foi fruto de um famoso acidente. Miele estava na rádio Tupi quando a televisão chegou no Brasil, trazida por Assis Chateaubriand. Curioso, o menino entrou no estúdio da TV Tupi durante uma das primeiras transmissões ao vivo e, sem querer, passou na frente da câmera, de calça curta. “Daí alguém falou ‘A TV brasileira dá os primeiros passos’. E os primeiros passos da TV foram as minhas pernas”, ele recordou, em entrevista ao UOL. A estreia oficial na TV acabou acontecendo no “Clube do Canguru Mirim”, programa infantil da TV Tupi em que contracenou com os então adolescentes Érlon Chaves, Régis Cardoso e Walter Avancini. Entretanto, ele não demorou a demonstrar interesse em outras áreas do entretenimento. Em 1959, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na TV Continental como diretor de estúdio e assistente de edição. Como o salário era baixo, precisava dividir um apartamento no Catete com outros seis moradores, incluindo o ator Francisco Milani. Mas a mudança também o inseriu em outro universo artístico. “Miele não era um saudosista, estava sempre pensando em seu próximo projeto. Uma das figuras mais importantes para o entretenimento brasileiro” – João Marcelo Bôscoli No mesmo ano, Miele conheceu o jornalista e letrista Ronaldo Bôscoli, um dos nomes envolvidos na então nascente bossa nova e com quem formaria uma das mais importantes duplas do showbusiness brasileiro. Juntos, produziram shows no hoje lendário Beco das Garrafas, em Copacabana, trabalhando com cantores como Elis Regina, Wilson Simonal e Sérgio Mendes. O êxito da empreitada os levou a organizar espetáculos de alguns dos principais artistas brasileiros, como Roberto Carlos, e até estrangeiros, como Sarah Vaughan. Também tiveram uma boate no Rio, a Monsieur Pujol, por onde passaram, entre 1970 e 1974, astros como Dione Warwick, Burt Bacharach e Stevie Wonder. O sucesso da dupla chamou a atenção da então nascente TV Globo, que os contratou no mesmo mês em que foi fundada, em abril de 1965, para produzir programas musicais. Foram dezenas de programas, entre eles “Alô, Dolly”, “Um Cantor por Dez Milhões, Dez Milhões por uma Canção” e a pioneira série de comédia “Dick & Betty 17”, estrelada pelo cantor Dick Farney e a atriz Betty Faria em 1965 – o primeiro sitcom da Globo. A maior realização televisiva da dupla, porém, foi ao ar num canal rival: o célebre programa “O Fino da Bossa”, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues na TV Record. Além disso, também produziram “Musical em Bossa 9”, “Dois no Balanço” e a série de comédia “Se Meu Apartamento Falasse”, com Cyl Farney e Odete Lara, na TV Excelsior. Entre muitas outras atrações. Os dois acabaram voltando à Rede Globo em 1970, onde produziram programas de Elis Regina e Marília Pêra e assumiram a direção musical do “Fantástico”. “O Miele não tinha noção da sua própria importância” – Roberto Menescal Neste retorno, Miele acumulou funções e se desdobrou para atuar como apresentador de atrações musicais, como o festival MPB Shell, e shows de variedades como “Miele Show” e “Sandra & Miele” (com a atriz Sandra Brea), investindo ainda na carreira de comediante, com participações em três humorísticos que marcaram época: “Faça Humor, Não Faça Guerra” (1970-1973), “Satiricom” (1973-1976) e “Planeta dos Homens” (1976-1982) – ao lado de Jô Soares, Renato Corte Real, Berta Loran, Paulo Silvino, Renata Fronzi, Agildo Ribeiro e outras feras do humor nacional. Paralelamente, também fez shows de humor, gravou discos (dois deles em parceria com Elis e até o primeiro rap brasileiro, “O Melô do Tagarela”, lançado em 1980) e investiu na carreira de ator de cinema. A estreia na tela grande foi em “Um Homem e Sua Jaula” (1969), seguido pela cultuada comédia “O Capitão Bandeira Contra o Dr. Moura Brasil” (1971), de Antonio Calmon. Em ambas, atuou com o amigo Hugo Carvana. Na fase de ouro da Embrafilme, participou ainda do drama clássico “A Estrela Sobe” (1974), de Bruno Barreto, e das antologias “Cada um Dá o que Tem” (1975) e “Ninguém Segura Essas Mulheres” (1976). Em 1976, após a morte do humorista Manuel de Nóbrega, Miele passou a apresentar o humorístico “A Praça da Alegria” na Rede Globo. Do mesmo modo que Manuel na versão original, ele chegava à praça cenográfica, sentava-se no banco e tentava iniciar a leitura de um jornal, quando era interrompido, a todo momento, pelos mais variados tipos, que surgiam de todos os lados. Essa versão do programa durou até 1979, com roteiros e participação de Carlos Alberto de Nóbrega, que depois assumiria o programa de seu pai como “A Praça É Nossa” no SBT. Miele ainda trabalhou na TV Manchete, a partir de 1985, e apresentou o programa “Coquetel” em 1992 no SBT, antes de se focar exclusivamente no trabalho de ator, retomando o cinema numa participação em “O Homem Nu” (1997), dirigido pelo velho amigo Hugo Carvana. Uma década depois, os dois reatariam a parceria no filme “Casa da Mãe Joana” (2008). Ele também participou de três lançamentos recentes, as comédias “As Aventuras de Agamenon, o Repórter” e “Os Penetras”, ambas de 2012 e estreladas pelo jovem humorista Marcelo Adnet, e a cinebiografia “Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho” (2014). “Em outro país, o Miele teria sido o maior showman de todos os tempos” – Sandra Sá Nos últimos anos, voltara a ser presença constante na TV, atuando como integrante fixo do elenco de “Mandrake” (2005-2013), série de detetive inspirada na obra de Rubem Fonseca, no canal pago HBO, e em diversas produções da Globo, como as séries “Casos & Acasos” (2008), “Tapas e Beijos” (2011), “A Teia” (2014), a minissérie “O Brado Retumbante” (2012), a novela “Geração Brasil” (2014), o programa “Domingão do Faustão” (competiu no quadro Dança dos Famosos em 2014) e os humorísticos “Zorra Total” e “Tomara que Caia”. Neste programa, fez sua última aparição televisiva, exibida no dia 6 de setembro. Como ator, Miele ainda deixa uma participação inédita no filme de comédia “Uma Loucura de Mulher”, estreia na direção de Marcus Ligocki (produtor de “O Último Cine Drive-In”), que só chegará aos cinemas em 2016. Cheio de planos, ele até chegou a gravar o piloto de um novo programa de TV, em que lembrava causos de sua vida agitada, e planejava rodar o país com o one-man show “Miele — Contador de Histórias”, título de seu mais recente livro de memórias. Mas, novamente, um acidente aconteceu no meio do caminho. “Estou tristíssima, mas Miele não era um cara de ficar deitadinho dodói. Morreu animadíssimo como foi a vida inteira”, destacou a atriz e amiga Betty Faria. “Não consigo dizer nada além de lugares comuns sobre essa pessoa fantástica. Ele era um amigo de verdade, não só um colega de trabalho. Saudades, só isso”, despediu-se o colega Jô Soares.
Leonardo DiCaprio vai produzir filme sobre o escândalo da Volkswagen
O escândalo da montadora alemã Volkswagen, que admitiu ter instalado um dispositivo para fraudar os resultados dos dados de emissões de poluentes em 11 milhões de veículos no mundo, vai virar um filme da Paramount Pictures produzido por Leonardo DiCaprio. Segundo o site da revista Variety, DiCaprio irá trabalhar em parceria com Jennifer Davisson, por meio de sua companhia Appian Way. Os dois já produziram juntos longas como “A Órfã” (2009), “Tudo pelo Poder” (2011), “A Garota da Capa Vermelha” (2011) e “Aposta Máxima” (2013). A trama será baseada em livro ainda inédito do jornalista Jack Ewing, do jornal The New York Times, que detalhará o escândalo que abalou a indústria automotiva mundial e pode render multas de até US$ 18 bilhões para a Volkswagen. Ele já vendeu os direitos da publicação para a Paramount. Ainda não foram anunciados diretor, roteirista, elenco nem previsão sobre quando a o filme chegará aos cinemas. Leonardo DiCaprio será visto a seguir nos cinemas no western “O Regresso”, dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu (“Birdman”), que tem estreia marcada para 4 de fevereiro no Brasil.
Produção de Os Mercenários 4 é confirmada com investimento chinês
A produtora Nu Image/Millennium Films fechou um acordo com empresas chinesas para viabilizar a produção de dois filmes. Segundo o site Variety, um deles é a continuação “Os Mercenários 4”, que será rodada na China em coprodução com as companhias SP International Pictures, SSXH Beijing e Max Screen Film Distribution. A notícia é a primeira confirmação de que o estúdio vai prosseguir com a franquia, mesmo após a decepção do terceiro filme, lançado em 2014, que arrecadou apenas US$ 39,2 milhões nos EUA. O detalhe é que, na China, o longa rendeu o dobro – US$ 78 milhões – , mostrando o apelo dos astros veteranos de ação entre o público chinês. Estima-se que o orçamento do quarto “Mercenários” deva ultrapassar os US$ 100 milhões, mas o elenco da produção ainda não foi definido. O ator, roteirista, diretor e produtor Sylvester Stallone, que criou a franquia, tenta convencer o ídolo chinês Jackie Chan a virar um dos Mercenários desde a primeira continuação. Mas Chan sempre recusou ter só uma pequena participação na trama. O fato de o quarto filme ser rodado em seu país pode finalmente concretizar a parceria. “Os Mercenários 4” deverá ser filmado em 2016, para uma estreia em 2017, o que significa que as novidades não demorarão a surgir. O acordo chinês também prevê a produção de “Security”, um thriller de ação a ser estrelado por Antonio Banderas (“Os Mercenários 3”) e Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3”), com direção de Alain Desrochers (“Nitro”) e orçamento previsto de US$ 15 milhões.
Drama clássico de prisão Papillon vai ganhar remake
Não é possível que os produtores executivos de Hollywood ignorem que remakes não fazem sucesso, tendo em vista a coleção de fracassos que a iniciativa rende. Entretanto, continuam a aprovar as refilmagens. O próximo clássico a ser revisitado, segundo o site Variety, será o filme de prisão “Papillon”, estrelado por Steve McQueen e Dustin Hoffman em 1973. Assim como o filme dirigido por Franklin J. Schaffner, o remake será baseado na autobiografia do prisioneiro francês Henri Charriere, cujo apelido era Papillon (borboleta em francês). McQueen eternizou Charriere nos cinemas, condenado injustamente por uma assassinato na França dos anos 1930. Mandado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, passou décadas de maus tratos e sofrimento, planejando uma fuga impossível com apoio do personagem de Hoffman. O roteiro da nova versão é de autoria de Aaron Guzikowski, responsável pelo suspense “Os Suspeitos” (2013), e a direção está a cargo do dinamarquês Michael Noer (“R”), que fará sua estreia em Hollywood. Ainda há previsão para o lançamento nos cinemas.
No Mundo da Lua: Veja o trailer dublado da nova animação do diretor de As Aventuras de Tadeo
A Paramount Pictures divulgou o trailer dublado da animação “No Mundo da Lua” (Atrapa la Bandera), escrita por Javier López Barreira e dirigida por Enrique Gato, ambos do desenho espanhol “As Aventuras de Tadeo” (2012). Assim como aquele filme, inspirado na franquia “Indiana Jones”, o novo trabalho remete às antigas produções de Steven Spielberg, acompanhando crianças que planejam ir para a Lua, de carona num voo espacial da NASA. A premissa é curiosamente americana até a medula, incluindo mensagens sobre a importância da família e a valorização do programa espacial americano. A trama acompanha Mike Goldwing, um surfista de 12 anos que é filho e neto de astronautas. Amargurado por ver o programa Apollo cancelado na véspera dele ir para a Lua, o avô do menino se distanciou da família. Assim, quando a NASA decide retomar o programa e convocar os antigos astronautas para treinar uma nova geração, o menino não só comemora as pazes entre seu pai e seu avô, como aproveita a oportunidade para se esgueirar com sua “namorada” a bordo de uma nave com destino à Lua. O filme estreou em agosto na Espanha e tem estreia prevista apenas para 21 de abril no Brasil.
O Bom Dinossauro: Animação ganha novos pôsteres, fotos e trailer
A Disney divulgou quatro pôsteres de personagens, nove fotos e um novo trailer dublado de “O Bom Dinossauro”, animação produzida pelo estúdio Pixar. A prévia traz muitas cenas inéditas, mas o que chama atenção é a forma como martela as duas principais mensagens do filme: que é preciso superar os medos e que um bom amigo pode mudar tudo. O marketing entrega a moral de história sem a menor sutileza. A premissa da animação parte da pergunta: E se o asteroide que mudou a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros gigantes nunca tivessem sido extintos? A partir disso, a trama explora uma jornada épica de amizade, entre um apatossauro chamado Arlo e um pequeno humano. Enquanto viajam por uma paisagem misteriosa e desértica, Arlo aprende o poder de confrontar seus medos e descobre do que ele realmente é capaz. O elenco de dubladores inclui o ator Lucas Neff (série “Raising Hope”) como a voz de Arlo, além de Neil Patrick Harris (série “How I Met Your Mother”), Bill Hader (série “Saturday Night Live”), Judy Greer (série “Arrested Development”), John Lithgow (série “Dexter”) e Frances McDormand (“Moonrise Kingdom”). Dirigido por Peter Sohn, que trabalhou como animador em “Ratatouille” (2007), o filme estreia em 25 de novembro nos EUA e apenas em 7 de janeiro no Brasil.
X-Men: Sinopse oficial revela que Mística vai liderar os mutantes no próximo filme da franquia
O estúdio 20th Century Fox divulgou a sinopse oficial de “X-Men: Apocalipse”, que revela detalhes da história do novo filme da franquia, mais uma vez dirigido por Bryan Singer (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. O aspecto mais importante, sem dúvida, é o maior destaque dado à personagem de Jennifer Lawrence, que aparecerá liderando os X-Men. Confira a sinopse na íntegra: “Desde o início da civilização, ele foi reverenciado como um deus. Apocalipse (Oscar Isaac), o primeiro e mais poderoso mutante acumulou poderes de outros mutantes, que o tornaram imortal e invencível. Agora, ele despertou de um sono de milhares de anos e, desiludido com o mundo, recruta uma equipe, incluindo Magneto (Michael Fassbender), para acabar com a humanidade e criar um novo mundo sobre o qual reinará. Com o destino da Terra em jogo, Mística (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor Xavier (James Mcavoy), deve liderar um grupo de jovens X-Men para deter o seu maior inimigo e salvar os humanos da completa destruição”. “X-Men: Apocalipse” vai incluir a maior quantidade de mutantes já reunidos na franquia, juntando os intérpretes introduzidos em “X-Men: Primeira Classe” (2011), Michael Fassbender (Magneto), James Mcavoy (Professor X), Jennifer Lawrence (Mística), Nicholas Hoult (Fera), Lucas Till (Destructor) e Rose Byrne (Moira MacTaggert), além de Evan Peters (Mercúrio) e possivelmente Hugh Jackman (Wolverine), remanescentes da linha temporal de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), com uma nova geração formada por Sophie Turner (série “Game of Thrones”) como Jean Grey, Tye Sheridan (“Amor Bandido”) como Cíclope, Kodi Smit-McPhee (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) como Noturno, Alexandra Shipp (“Mistério de Anubis”) como Tempestade, Ben Hardy (novela britânica “EastEnders”) como Anjo/Arcanjo, Olivia Munn (“Livrai-Nos do Mal”) como Psylocke e a estreante Lana Condor como Jubileu, que se unem para enfrentar o vilão do título, vivido por Oscar Isaac (“Inside Llewyn Davis”). A estreia está agendada para 19 de maio de 2016 no Brasil, oito dias antes de seu lançamento nos EUA.
Roteirista de Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros vai dirigir o filme do Flash
O filme da Warner Bros. sobre o super-herói Flash definiu seu diretor. Segundo o site The Hollywood Reporter, o roteirista Seth Grahame-Smith vai escrever e dirigir o longa, fazendo sua estreia na direção. A Warner deve ter ficado impressionada com os fracassos que Grahame-Smith assinou, como “Sombras da Noite” (2012) e o infame “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2013). Além disso, a divulgação do primeiro trailer de “Orgulho e Preconceito e Zumbis” indica que ele pode conseguir uma trifecta negativa (no caso, como autor do livro em que a trama se baseia). Ele também está escrevendo a trama da animação “Lego Batman”. Phil Lord e Christopher Miller, que escreveram o primeiro esboço do roteiro de “The Flash”, estavam cotados para a direção, mas não aceitaram a proposta porque estão envolvidos no filme derivado de Han Solo, da franquia “Star Wars”, a ser produzido pela Disney. Criado em 1956 por Gardner Fox (o Stan Lee da DC Comics), Flash será interpretado no cinema por Ezra Miller (“As Vantagens de Ser Invisível”) e deve ser apresentado pela primeira vez em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça”, em 24 de março de 2016. Ele também aparecerá em dois longas previstos da Liga da Justiça, com estreias em 2017 e 2019. O filme solo do super-herói tem lançamento marcado para 23 de março de 2018 nos EUA, e além de se preocupar com as bilheterias terá a missão de superar a série do personagem, maior sucesso do canal americano CW.












