Cavaleiro de Copas: Christian Bale alucina no trailer do novo filme de Terrence Malick
A FilmNation divulgou o pôster alemão e o trailer americano de “Cavaleiro de Copas”, novo drama dirigido por Terrence Malick (“Amor Pleno”). A prévia tem clima alucinatório, acompanhando Christian Bale por festas, encontros amorosos e outros excessos hedonistas, em cenas lindamente fotografadas pelo cinegrafista Emanuel Lubezki (vencedor do Oscar por “Gravidade” e “Birdman”) e pontuadas por reflexões existenciais, numa colagem de imagens que remete à obsessão espiritual de “A Árvore da Vida” (2011). Entre seus encontros, é possível identificar Cate Blanchett (“Blue Jasmine”), Natalie Portman (“Thor”), Teresa Palmer (“Meu Namorado É um Zumbi”), Isabel Lucas (“Imortais”), Imogen Potts (“A Hora do Pesadelo”) e Freida Pinto (“Quem Quer Ser um Milionário?”). O elenco ainda conta com Antonio Banderas (“A Pele Que Habito”), Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Joe Manganiello (“Magic Mike”), Jason Clarke (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”), Joel Kinnaman (“RoboCop”) e a voz de Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3”). O lançamento está sendo aguardado há bastante tempo. Para se ter ideia, as filmagens começaram em 2012 e aconteceram simultaneamente a outro projeto do diretor, ainda sem título. A première mundial foi em fevereiro, no Festival de Berlim, e a estreia está marcada para 24 de dezembro no Brasil.
Críticos elegem Limite o melhor filme brasileiro de todos os tempos
A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) elegeu “Limite”, de Mário Peixoto, o melhor filme nacional de todos os tempos. A eleição foi realizada para o livro “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros”, com lançamento previsto para 2016 pela editora Livramento. Na verdade, são 101 filmes, já que houve um empate na “última” posição. A publicação trará textos sobre cada título, escritos pelos associados da Abraccine. Dirigido por Mário Peixoto em 1931,”Limite” acompanha um homem e duas mulheres confinados em um barco em meio à imensidão do oceano, logo após uma intensa tempestade tê-los isolado do mundo. O filme é mudo e foi a única obra realizada por Peixoto, que além de dirigir, escreveu, compôs a trilha, produziu e atuou no longa-metragem. Em 2º lugar, a lista destaca o grande clássico de Glauber Rocha, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), marco do movimento Cinema Novo. Por sinal, Glauber aparece com outro filme nas primeiras posições, “Terra em Transe” (1967), colocado em 5º lugar. A produção mais atual do Top 10 é “Cidade de Deus” (2002). O longa de Fernando Meirelles, indicado a quatro Oscars, ficou em 8º lugar. Mas outros filmes do século 21 acabaram figurando na lista completa, incluindo uma superestimação de “O Som ao Redor” (2012 – 15º lugar) e uma subestimação de “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (2010 – 35º lugar). Entre os mais recentes, aparecem ainda “O Lobo Atrás da Porta” (2014 – 60º lugar), “Que Horas Ela Volta?” (2015 – 71º lugar), “Tatuagem” (2013 – 73º lugar) e “Estômago” (2010 – 74º lugar). Além de trazer 101 filmes sob o título de “100 Melhores”, a seleção conta com “Ilha das Flores” (1989 – 13º lugar), de Jorge Furtado, que é um curta-metragem. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Confira o Top 10 da Abraccine: 1. Limite (1931), de Mario Peixoto 2. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha 3. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos 4. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho 5. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha 6. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla 7. São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person 8. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles 9. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte 10. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade E o resto da lista: 11. Central do Brasil (1998), de Walter Salles 12. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco 13. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado 14. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman 15. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho 16. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho 17. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho 18. Bye Bye, Brasil (1979), de Carlos Diegues 19. Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias 20. São Bernardo (1974), de Leon Hirszman 21. Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna 22. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri 23. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra 24. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro 25. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci 26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1968), de Roberto Santos 27. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos 28. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho 29. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos 30. Tropa de Elite (2007), de José Padilha 31. O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade 32. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci 33. Santiago (2007), de João Moreira Salles 34. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha 35. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), de José Padilha 36. O Invasor (2002), de Beto Brant 37. Todas as Mulheres do Mundo (1967), de Domingos Oliveira 38. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane 39. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto 40. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra 41. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga 42. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral 43. Sem Essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla 44. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro 45. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach 46. À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins 47. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles e Daniela Thomas 48. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla 49. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos 50. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach 51. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias 52. Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor 53. Madame Satã (2000), de Karim Ainouz 54. A Falecida (1965), de Leon Hirzman 55. O Despertar da Besta – Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins 56. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor (1978) 57. A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha 58. Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles 59. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos 60. O Lobo Atrás da Porta (2014), de Fernando Coimbra 61. O Beijo da Mulher-Aranha (1985), de Hector Babenco 62. O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade 63. O Auto da Compadecida (1999), de Guel Arraes 64. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto 65. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Junior 66. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person 67. Ônibus 174 (2002), de José Padilha 68. O Anjo Nasceu (1969), de Julio Bressane 69. Meu Nome é… Tonho (1969), de Ozualdo Candeias 70. O Céu de Suely (2006), de Karim Ainouz 71. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert 72. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bondanzky 73. Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda 74. Estômago (2010), de Marcos Jorge 75. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes 76. Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira 77. Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias 78. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco 79. O Viajante (1999), de Paulo Cezar Saraceni 80. Anjos do Arrabalde (1987), de Carlos Reichenbach 81. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina 82. O País de São Saruê (1971), de Vladimir Carvalho 83. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel 84. Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna 85. Inocência (1983), de Walter Lima Jr. 86. Amarelo Manga (2002), de Cláudio Assis 87. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko 88. Di (1977), de Glauber Rocha 89. Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade 90. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), de José Mojica Marins 91. Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia 92. Chuvas de Verão (1977), de Carlos Diegues 93. Dois Córregos (1999), de Carlos Reichenbach 94. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha 95. Carandiru (2003), de Hector Babenco 96. Blá Blá Blá (1968), de Andrea Tonacci 97. O Signo do Caos (2003), de Rogério Sganzerla 98. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger 99. Meteorango Kid, Herói Intergalactico (1969), de Andre Luis Oliveira 100. Guerra Conjugal (1975), de Joaquim Pedro de Andrade 101. Bar Esperança, o Último que Fecha (1983), de Hugo Carvana
Orgulho e Preconceito e Zumbis: Novo trailer traz mais ação e zumbis
A Sony Pictures divulgou dois pôsteres e um novo trailer de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, uma das muitas paródias de zumbis previstas para os próximos meses. Com mais ação e zumbis que os vídeos anteriores, a prévia coloca os personagens do mais famoso romance de Jane Austen na luta contra uma epidemia de mortos-vivos, reunindo as irmãs espadachins Elizabeth (Lily James, a “Cinderela”), Lydia (Ellie Bamber, da série “The Musketeers”), Mary (Millie Brady, da série “Mr Selfridge”), Jane (Bella Heathcote, de “Sombras da Noite”) e Kitty (Suki Waterhouse, de “Simplesmente Acontece”), que brandem espadas, guardam facas nas meias e lutam com corsets e vestidos de babados. Adaptada do livro de Seth Grahame-Smith, a trama acompanha a protagonista Elizabeth Bennett, que é pressionada por sua família a se casar com um abastado membro da alta classe. Mas em vez de seguir os rígidos costumes e regras sociais da Inglaterra Georgiana, prefere ajudar o seu país na luta contra os zumbis. O elenco também conta com Sam Riley (“Malévola”), Jack Huston (“Trapaça”), Matt Smith (série “Doctor Who”), Douglas Booth (“Noé”), Lena Headey (série “Game of Thrones”) e Charles Dance (série “Game of Thrones”). A direção é de Burr Steers (“A Morte e Vida de Charlie”) e a estreia está marcada para 5 de fevereiro nos EUA e duas semanas depois, em 18 de fevereiro, no Brasil.
Star Wars: O “império contra-ataca” em novo trailer e fotos de O Despertar da Força
Cada trailer parece mais vibrante que o anterior. E o novo comercial de “Star Wars: O Despertar da Força” não é exceção, usando o tema imperial de Darth Vader, que John Williams imortalizou em “O Império Contra-Ataca” (1980), para destacar as novas ameaças ao despertar da Força evocado no título, com destaque para os vilões Kylo Ren (Adam Driver), Capitão Phasma (Gwendoline Christie) e a voz do Líder Supremo Snoke (Andy Serkis), cuja aparência ainda não se manifestou em nenhum material promocional. Também foram divulgadas três novas fotos, via revista Empire, que dedicou uma edição especial ao filme. Com roteiro de Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e direção de J.J. Abrams (“Star Trek”), “Star Wars: O Despertar da Força” estreia em 17 de dezembro de 2015 no Brasil, um dia antes de chegar aos cinemas americanos.
Estreia de Chatô só perdeu para Jogos Vorazes em lotação de salas
Prova de que o mercado subestima a produção cinematográfica nacional, “Chatô, o Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes, foi o segundo filme que mais encheu salas de cinema em seu fim de semana de estreia. Perdeu apenas para o onipresente “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”. Mas enquanto este ocupou mais de 1,2 mil telas – 40% do circuito exibidor completo – , o longa brasileiro foi lançado em menos de 20 salas, exclusivamente no Rio e em São Paulo. Com isso, “Chatô”, que custou uma fortuna inestimável para ser rodado – com multas por problemas fiscais, há uma avaliação de débito que gira em torno de R$ 70 milhões – rendeu apenas R$ 200 mil em seus quatro primeiros dias de exibição. Isto representa 1% dos R$ 20 milhões arrecadados pelo final de “Jogos Vorazes”. Sem perder o gingado, o diretor informou que, a partir desta quinta-feira (26/11), o número de salas cresce para 44. Outras 14 cidades vão receber o filme, além de Rio e São Paulo, mantendo a esperança de a arrecadação crescer de maneira substancial. As lotações das salas mostram que o público está, no mínimo, curioso para ver a obra, realizada ao longo de 20 anos. Mas mesmo enchendo cinemas, a saga quixotesca de “Chatô” continua, precisando agora superar o acesso limitado.
Estreias: Programação de cinema está um horror, em mais de um sentido
As salas de cinema recebem nove lançamentos nesta semana. E entre os três filmes americanos, destinados aos shopping centers, encontram-se os piores da lista, por coincidência escritos pelo mesmo roteirista, Max Landis, que parecia promissor quando estreou com “Poder Sem Limites” (2012). Tanto “Victor Frankenstein” quanto “American Ultra” são derivativos, com premissas que remetem à séries de TV canceladas: respectivamente, a Inglaterra vitoriana dos monstros e da ciência fantasiosa de “Drácula”, e o subúrbio pitoresco do balconista/super-agente secreto de “Chuck”. O texto é tão ruim que permite a seus intérpretes bancar os canastrões – James McAvoy (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) até diverte como cientista louco, mas a leseira de Jesse Eisenberg (“Truque de Mestre”) é apenas irritante. Melhor entre os filmes de shopping center, “A Visita” marca a volta de M. Night Shyamalan (“Depois da Terra”) ao terror, aderindo à estética “found footage”. O longa usa câmeras amadoras e FaceTime para registrar as férias de um casal de crianças na casa dos avós, que logo se revelam sinistros. Com alusões à fábulas encantadas, em que as bruxas são sempre velhas, a trama brinca com aparências, dá bons sustos e mantém as surpresas características dos roteiros do cineasta. A programação ainda inclui outro lançamento do gênero, mas em circuito limitado. “Para o Outro Lado” é a nova obra do mestre do terror japonês Kyoshi Kurosawa (“Pulse”). Lento e contemplativo, o drama sobrenatural acompanha o reencontro de um morto e sua antiga namorada, num lugar que tanto pode ser o Japão atual quanto o mundo do além. Foi vencedor do prêmio de Direção da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, e está mais para cinema de arte que horror. Os destaques do circuito limitado, porém, são outros. Também premiado neste ano em Cannes, na mostra Quinzena dos Realizadores, “Três Lembranças de Minha Juventude” configura-se como a obra mais fluída do cineasta francês Arnaud Desplechin, que traz Mathieu Amalric de volta ao personagem de “Como Eu Briguei (Por Minha Vida Sexual)” (1996). O filme é exatamente o que diz seu título, juntando três flashbacks episódicos para considerar o aspecto seletivo da memória e a importância que momentos diferentes da vida podem ter na formação da personalidade e do caráter. Na verdade, esta descrição não faz justiça à qualidade do longa, que atinge o sublime ao evocar a lembrança do grande amor da vida do protagonista. Mas é um filme brasileiro que merece maior atenção dos cinéfilos. “Ausência”, de Chico Teixeira (“A Casa de Alice”), impacta com impressionante sutileza, ao acompanhar a vida de um adolescente suburbano, que se vê trabalhando desde cedo para ajudar a pagar as contas, após o pai sair de casa, levando tudo, até a televisão, e a mãe se revelar alcoólatra. A solidão é contornada por amizades, flertes, mas também permite abusos de confiança. A construção do personagem é tão consistente que rendeu ao jovem Matheus Fagundes o troféu de Melhor Ator no recente Festival do Rio. Completam o circuito três documentários brasileiros, dos quais o mais fraco é justamente o de maior distribuição, “Chico – Artista Brasileiro”, sobre o vaidoso cantor, compositor e escritor Chico Buarque – após ele já ter sido objeto de uma exaustiva minissérie documental. Como perfil, “Ídolos” presta serviço mais relevante ao celebrar Nilton Santos, jogador mítico do Botafogo, eleito pela FIFA como melhor-lateral esquerdo de todos os tempos. Mas é “Iván” o projeto mais cativante. Simples em sua premissa e grandioso em sua execução, o filme acompanha um velho sobrevivente da 2ª Guerra Mundial, fugitivo dos campos de trabalhos forçados, numa viagem de volta ao seu país natal, a Ucrânia, após sete décadas vivendo no Brasil. O enfoque humanista, lindamente fotografado, recebeu os prêmios de Melhor Filme e Direção no Festival de Maringá. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Estreias de cinema da semana Estreias em circuito limitado
Mistress America é mais uma boa parceria entre a atriz e o diretor de Frances Ha
O novo filme de Noah Baumbach é mais um exemplo do quanto ele parece deixar nas mãos de Greta Gerwig o peso (ou seria a leveza?) de seu trabalho. Os dois fizeram juntos o roteiro de “Mistress America” (2015) com um fiapo de enredo, mas tudo parece ser improvisado, com a passagem na casa de Mamie-Claire (Heather Lind) evocando a adaptação de uma peça teatral maluca. Em certo momento do filme, Tracy, a jovem de 18 anos interpretada por Lola Kirke, reclama ao telefone com a mãe, dizendo que estar em Nova York, lugar onde foi estudar na faculdade, é como estar em uma festa o tempo inteiro. Com a diferença que é uma festa em que você está o tempo todo se sentindo sozinho, deslocado. E é fácil compreender esse sentimento. Muitas pessoas, tímidas ou não, já passaram por isso. A situação muda para Tracy quando ela entra em contato com sua futura irmã postiça. Isto é, o pai da jovem vai se casar com sua mãe. Trata-se de Brooke, a personagem de Greta Gerwig, que já está perto dos 30 anos. Acontece que Tracy ama Brooke, acha-a a mulher mais divertida que já conheceu e, dentro de sua curta vida, passou sua noite mais divertida com ela em uma festa. Brooke sabe se divertir como ninguém, tem uma atitude prática (não parece ligar para faculdade ou coisa do tipo) e está planejando montar um restaurante com o namorado. Tracy acaba aproveitando bastante dessa personalidade sem igual de Brooke para se inspirar e escrever um conto, visando concorrer num clube de leitura pela possibilidade de ser publicado em um livro com outros vários jovens escritores. A vida real, afinal, é tantas vezes objeto de inspiração para a construção de obras fantásticas, não é mesmo? “Mistress America” tem um estilo despojado de narrar a sua história, importando-se mais em tecer as personalidades de suas protagonistas. Brooke e Tracy não chegam a ser opostas. Brooke contém traços de personalidade que Tracy gostaria de ter para si, mas ao mesmo tempo Tracy se sente bastante confiante no que ela é e no que é capaz de construir para sua vida, tendo 12 anos a menos que Brooke. Já Brooke esconde muito de suas inseguranças em uma personalidade aparentemente forte, mas as fragilidades começam a vir à tona e a amiga e quase irmã faz questão de estar ali para lhe dar apoio moral. Se “Mistress America” é melhor ou não que “Frances Ha” (2012), isso talvez não seja tão importante. São filmes com propostas diferentes – o anterior tem maior influência da nouvelle vague – , mas a verdade é que ambos se beneficiam bastante da presença de Greta Gerwig, tão encantadora que não chega a ser exatamente eclipsada por Lola Kirke, que também é linda e brilhante. Um talento que havia sido revelado por David Fincher em “Garota Exemplar” (2014). O fato é que ambas as personagens se tornam ainda mais adoráveis quando expõem os seus defeitos e suas fragilidades, como se convidassem o espectador para um abraço, embora vivendo em um mundo que parece frio demais para carinhos desse tipo.
Matt Damon volta a ser Jason Bourne no set do quinto filme da franquia
O site Coming Soon publicou novas fotos das filmagens do quinto longa da franquia “Bourne”, ainda sem título oficial. As imagens registram o ator Matt Damon de volta ao papel do espião Jason Bourne, em ação nas ruas da Alemanha. Além de Damon, o filme terá a volta do diretor Paul Greengrass, responsável por “A Supremacia Bourne” (2004) e “O Ultimato Bourne” (2007). Os dois desenvolveram a trama da continuação em parceria com Cristopher Rouse, editor de “Supremacia” e “Ultimato”, que estreia como roteirista. A produção também inclui o retorno de Julia Stiles como a ex-agente da CIA Nicky Parsons, e acrescenta Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”), Vincent Cassel (“Em Transe”), Riz Ahmed (“O Abutre”) e Alicia Vikander (“O Agente da UNCLE”) ao elenco. O quinto filme da franquia “Bourne” tem estreia agendada para julho de 2016.
Invocação do Mal 2: Diretor divulga novas fotos das filmagens
O diretor James Wan divulgou fotos do set de “Invocação do Mal 2”, continuação do terror de 2013. As imagens registram o cineasta e o retorno de Vera Farmiga e Patrick Wilson como intérpretes do casal de investigadores paranormais Lorraine e Ed Warren, além da participação de Simon McBurney (“Missão Impossível – Nação Secreta”) As filmagens acontecem em Londres, em locações sombrias, com roteiro novamente a cargo dos irmãos Chad e Carey Hayes. A sinopse ainda não foi divulgada, mas o título original “The Conjuring 2: The Enfield Poltergeist” sugere a exploração da história de uma famosa casa mal-assombrada, que já inspirou neste ano uma minissérie britânica, “The Enfield Haunting”. Trata-se de mansão londrina descrita no livro “This House Is Haunted” (1980), de Guy Lyon Playfair, que em 1977 teria desesperado seus moradores com levitação de objetos e pessoas. A estreia está marcada para 9 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Homens de Preto 4 trocará Will Smith por uma mulher
Depois de “Os Caça-Fantasmas” mudarem de sexo, será a vez de “Os Homens de Preto”. Sim, aparentemente, a Sony não tem mais ideias originais. Em entrevista à BBC, os produtores da franquia, Walter Parkes e Laurie MacDonald, revelaram que o próximo filme de “Homens de Preto” terá uma mulher como protagonista. Não foram divulgados detalhes sobre a nova personagem, que deverá ocupar o lugar de Will Smith na trama. No entanto, Parkes afirmou durante a conversa que “nunca se pode descartar a possibilidade de ter Smith no filme”. Isto significa que os produtores tentarão entrar em acordo com o astro para que ele retorne, pelo menos, para uma participação. Também não foi revelado se o diretor da trilogia original, Barry Sonnenfeld, participará do reboot, que ainda não possui cronograma de produção nem lançamento agendado.
Ryan Gosling pode estrelar cinebiografia do primeiro homem na lua
A Universal Pictures está desenvolvendo uma cinebiografia de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, e já procura contratar seu protagonista. Segundo o site Deadline, o alvo é o ator Ryan Gosling (“Drive”). A negociação está sendo facilitada pelo envolvimento atual de Gosling no novo filme do diretor que a Universal quer ver à frente do projeto. O estúdio está praticamente fechado com Damien Chazelle, o cineasta-revelação do ano passado, responsável pelo sucesso indie “Whiplash”. Ele rodaria a cinebiografia, intitulada “First Man”, após terminar as filmagens de “La La Land”, seu segundo longa, que será estrelado justamente por Gosling. Antes de Chazelle entrar em foco, a produção quase levantou voo na Warner Bros., que tentou convencer Clint Eastwood a assumir sua direção. Estúdio e cineasta não entraram em acordo e o projeto acabou indo parar na Universal. “First Man” vai adaptar a biografia homônima, escrita por James Hansen, que detalha a história da célebre missão espacial de 1969, resumida na famosa frase de Armstrong: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”. A adaptação está sendo escrita por Josh Singer, escritor da série “Fringe”, que deu a volta por cima após o fracasso de “O Quinto Poder” (2013), seu primeiro roteiro de cinema, com a história mais falada do ano, “Spotlight”, sobre o time de repórteres que denunciaram o escândalo de pedofilia da Igreja Católica nos EUA. O filme ainda não tem cronograma de produção nem previsão de estreia. “La La Land”, por sua vez, chega aos cinemas brasileiros em 14 de julho.
Edgar Wright vai dirigir sua primeira animação
O diretor Edgar Wright (“Heróis de Ressaca”) assinou contrato com a DreamWorks Animation para dirigir sua primeira animação, que terá as sombras como tema principal. “Sempre fomos intrigados pelas possibilidades de um filme conceitual envolvendo sombras, e Edgar tem o estilo cômico e habilidade narrativa para cativar o público com essa produção energética”, disseram, em comunicado, os co-presidentes da DreamWorks Animation Bonnie Arnold e Mireille Soria. O comunicado evoca um projeto antigo do estúdio, intitulado “Me and My Shadow”, que chegou a contratar os atores Bill Hader (“Descompensada”) e Josh Gad (“Pixels”) para sua dublagem. Mas o longa saiu do calendário de lançamentos do estúdio em 2013. O novo filme será uma obra completamente diferente. Além de dirigir, Edgar Wright vai assinar o roteiro em parceria com David Walliams, criador da série “Little Britain”. Mas a animação, que ainda não tem cronograma de produção, deve demorar para chegar às telas. Antes de se dedicar a ela, Wright precisa terminar as filmagens de “Baby Driver”, com Ansel Elgort (“A Culpa É das Estrelas”), que tem estreia prevista para março de 2017, e rodar a adaptação do livro infantil “Fortunately, the Milk”, de Neil Gaiman, que será estrelada por Johnny Depp (“Piratas do Caribe”).
Diretor Francis Lawrence quer continuar a franquia Jogos Vorazes
Apesar do título nacional, “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” pode não representar o final da franquia sci-fi juvenil. Em entrevista ao site Yahoo! Movies, o diretor Francis Lawrence (de “Em Chamas” e “A Esperança – Parte I” e “O Final”) se disse disposto a explorar um pouco mais a distopia dos “Jogos Vorazes”. Ele faz apenas uma exigência para dirigir novos filmes da franquia: as tramas precisam ser escritas por Suzanne Collins, a autora dos três livros que foram esticados nos quatro longas estrelados por Jennifer Lawrence. O estúdio Lionsgate, responsável pela adaptação, já tinha manifestado, anteriormente, o desejo de continuar a filmar o mundo de Panem. E o próprio Lawrence confirmou, em entrevista à MTV, que os planos estavam sendo discutidos. “Todo mundo está pensando nisso e falando sobre isso. Eu só acho que é preciso ter cuidado ao se adentrar nesse mundo”, disse ele. “Você precisa ter certeza de que tem algo a dizer. É preciso que sejam criados novos personagens que sejam tão interessantes quanto Katniss. É algo complicado, mas eu definitivamente estou aberto a conversar sobre isso. Todo mundo ama esse mundo e suas ideias”.












