Continuação da animação Os Croods é cancelada
A DreamWorks Animation e a Universal Studios anunciaram que desistiram de fazer a continuação da animação “Os Croods”. Segundo o site da revista Variety, a produção já tinha sido iniciada e foi interrompida imediatamente após a decisão. Em torno de 30 funcionários, que estavam trabalhando há três anos e meio no projeto, serão deslocados para novas funções. A DreamWorks garantiu que eles continuarão empregados na empresa, sendo distribuídos em filmes futuros ou no programa de treinamento para desenvolvimento artístico. A produção foi a primeira vítima da compra da DreamWorks Animation pela Comcast, dona da rede NBC e do estúdio Universal. Como a Universal também distribui as animações da produtora Illumination, que têm se mostrado cada vez mais populares (“Minions”, “Pets” e o vindouro “Sing”), a decisão levou em conta um calendário lotado de lançamentos. “Os Croods” foram deixados de lado por terem seu potencial dilapidado pela própria DreamWorks, quando a produtora fez uma série animada com os personagens – “Dawn of the Croods”, na Netflix. Lançado em 2013, “Os Croods” contava a história de uma família pré-histórica e tinha entre seus dubladores Nicolas Cage (“Snowden”), Emma Stone (“O Espetacular Homem-Aranha”), Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Catherine Keener (minissérie “Show Me a Hero”). Com orçamento de US$ 135 milhões, a produção foi considerada um sucesso ao arrecadar US$ 587 milhões em todo o mundo. Mas os valores mal equilibraram as despesas de marketing.
Penelope Cruz entra no elenco do remake de Assassinato no Expresso Oriente
Mais uma passageira internacional entrou a bordo da nova versão de “Assassinato no Expresso Oriente”. Segundo o site Deadline, a atriz espanhola Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”) está confirmada no longa, que já conta com Johnny Depp (“Alice Através do Espelho”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Michael Pena (“Homem-Formiga”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”) e Josh Gad (“Pixels”), além de Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), que vai a href=”https://pipocamoderna.com.br/2015/11/kenneth-branagh-vai-dirigir-e-estrelar-nova-versao-de-assassinato-no-expresso-oriente/”>estrelar e dirigir o longa. O estúdio 20th Century Fox sempre pretendeu reunir um grande elenco na produção, para fazer justiça à obra, que já teve uma primeira adaptação cinematográfica dirigida por Sidney Lumet em 1974. O filme clássico, inclusive, rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Ingrid Bergman. Além da lendária atriz sueca, o elenco original incluía Albert Finney no papel do detetive Hercule Poirot, e os suspeitos Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York. Nada menos que impressionante. Publicado em 1934, o livro original acompanha o detetive Poirot desvendar um assassinato cometido durante uma viagem do famoso trem Expresso do Oriente, onde não faltam suspeitos. Na nova versão, o papel de Poirot caberá a Kenneth Branagh. A adaptação foi escrita por Michael Green (“Lanterna Verde”) e tem produção a cargo de Ridley Scott (diretor de “Perdido em Marte”) e Simon Kinberg (roteirista de “X-Men: Apocalipse”). A estreia está marcada para 23 de novembro de 2017 no Brasil, um dia após o lançamento nos EUA. Atualmente, Penelope Cruz está filmando “Escobar” em que interpreta a jornalista colombiana Virginia Vallejo. No longa, ela será par romântico do marido, Javier Bardem, que por sua vez irá viver o narcotraficante colombiano Pablo Escobar.
Oscar de Melhor Animação tem número recorde de inscritos
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou na sexta-feira (11/11) a lista dos filmes inscritos para a categoria de Melhor Animação no Oscar 2017. São, ao todo, 27 produções, um número recorde, que podia ser ainda maior, já que muitos candidatos chegaram a ser desclassificados por não cumprirem as normas exigidas. Ao contrário do ano passado, desta vez não há um filme brasileiro entre os selecionados. Entre os inscritos, o favoritismo tende para sucessos de bilheteria como “Procurando Dory”, “Zootopia” e “A Vida Secreta dos Bichos”, mas também para o belo “Kubo e as Cordas Mágicas”. Voltado para o público adulto, “A Festa da Salsicha” também foi aceito, assim como filmes que ainda não estrearam, como “Moana” e “Sing: Quem Canta Seus Males Espanta”. Já os mais fortes candidatos internacionais são a adaptação francesa do clássico “O Pequeno Príncipe”, a suíça “My Life as a Zucchini” e a produção do Studio Ghibli “A Tartaruga Vermelha”. O anúncio dos cinco filmes selecionados para disputar o Oscar será conhecido junto dos demais indicados, no dia 24 de janeiro. Confira a lista completa dos filmes inscritos abaixo: Angry Birds: O Filme (EUA) Abril e O Mundo Extraordinário (França) Procurando Dory (EUA) A Era do Gelo: O Big Bang (EUA) Kubo e as Cordas Mágicas (EUA) Kung Fu Panda 3 (EUA) O Pequeno Príncipe (França) Longo Caminho Rumo ao Norte (França) Miss Hokusai (Japão) Moana: Um Mar de Aventuras (EUA) Mune, Le Gardien de la Lune (França) My Life as a Zucchini (Suíça) Phantom Boy (França) Heróis da Galáxia – Ratchet e Clank (Hong Kong) A Tartaruga Vermelha (Japão) Festa da Salsicha (EUA) Pets – A Vida Secreta dos Bichos (EUA) Sing: Quem Canta Seus Males Espanta (EUA) Cegonhas (EUA) Trolls (EUA) Your Name (Japão) Zootopia (EUA) Kingslaive: Final Fantasy XV (Japão) Monkey King: Hero is Back (China) Mustafa & the Magician (EUA) Snowtime! (Canadá) 25 April (Nova Zelândia)
Star Wars: Episódio IX será rodado com filme de verdade e no formato gigante de 65mm
A produção do capítulo final da atual trilogia “Star Wars” será uma volta aos filmes de antigamente, realizada em câmeras de 65mm, similares às atualmente usadas para os cinemas IMAX, de 70mm (a diferença de 5mm é meramente de banda sonora). São imagens gigantes, como nos dias de “Ben-Hur”, o filme original que recebeu 11 Oscars em 1960. E, diferente dos longas atuais com cenas em IMAX, até a captação de imagem será analógica, registrada em filme de verdade – película de celuloide. O anúncio foi feito pela fabricante de filmes Kodak, que firmou parceria com a LucasFilm, visando inaugurar uma instalação de processamento para filmes desse porte no Reino Unido. Os filmes de 70mm foram febre entre as décadas de 1950 e 1960, quando as salas de cinema eram enormes e possuíam telas grandiosas. Com o advento das salas minúsculas dos multiplexes, que proliferaram na esteira da expansão mundial dos shopping centers, o formato caiu em desuso, revisitado apenas esporadicamente por cineastas que amam o cinema de antigamente, como Quentin Tarantino com seu recente “Os Oito Odiados”. Em compensação, a falta de outras opções permitiu o surgimento do circuito IMAX, voltado para filmes com projeção em tela maior, porém numa época de câmeras digitais. Rian Johnson já queria rodar “Episódio VIII” em 65mm, mas a impossibilidade de processar o filme no Reino Unido atrasaria a produção, o que o levou a optar pelo 35mm usado por J.J. Abrams em “Star Wars: O Despertar da Força”. “Rogue One: Uma História Star Wars”, por sua vez, foi feito com a versão digital dos 70mm, sendo rodado com câmeras Arri Alexa 65 com lentes Ultra Panavision 70. Caberá a Colin Trevorrow a vantagem de filmar sua produção inteiramente em película, usando o que há de mais moderno na tecnologia atual para apresentar um filme com a glória dos velhos tempos, capaz de preencher uma tela de cinema de verdade. “O filme está voltando aos cinemas”, disse Steven Overman, diretor de marketing e da divisão de filmes da Kodak, em comunicado sobre a produção. “A peculiaridade criativa e estética do filme de 65 milímetros ainda é muito superior à capacidade de captura digital, por isso, quando os cineastas mais exigentes querem criar um trabalho de grandeza memorável e qualidade visual duradoura, eles sabem que só verdadeiro filme é capaz de oferecer isso”. “Star Wars – Episódio IX” tem previsão de lançamento para 24 de maio de 2019. Antes disso, o “Episódio VIII” chegará aos cinemas em 15 de dezembro de 2017. Veja abaixo a diferença entre as projeções de 35mm e 70mm:
Paris Filmes quer exportar besteiróis brasileiros para o mundo
A Paris Filmes firmou uma parceria de coprodução internacional com a Globalgate Entertainment, empresa que tem como membros produtoras independentes do mundo todo, como a Gaumont (França), Lionsgate (EUA), Televisa (México), e Wanda (China), visando realizar remakes de sucessos estrangeiros e oferecer filmes brasileiros para refilmagem no exterior. Segundo um dos sócios da Paris Produções, Sandi Adamiu, já existem planos para uma versão brasileira do blockbuster francês “Intocáveis” (2011) e aparente interesse nos besteiróis nacionais. “A gente já mostrou interesse pelo remake do filme francês ‘Intocáveis’. E pretendemos oferecer ‘Até que a Sorte Nos Separe’ e ‘Internet – O Filme’, que é o nosso próximo lançamento”, ele revelou, em entrevista à revista Veja. Responsável também por longas nacionais como “Carrossel: O Filme” (2015) e “Mais Forte que o Mundo” (2016), a Paris Produções começará a negociar com as empresas estrangeiras da Globalgate em dezembro deste ano. Por isso, ainda não há previsão de quando sucessos europeus poderão ganhar versão brasileira ou quando as comédias nacionais chegarão aos cinemas estrangeiros. Além da troca de direitos de roteiros, a parceria também permitirá o desenvolvimento de coproduções internacionais. “Nós também podemos investir nos remakes. Se a França decidir rodar ‘Até Que a Sorte Nos Separe’, posso investir e entro como coprodutor. É uma parceria puramente de desenvolvimento de conteúdo, mas é uma abertura para o Brasil voar”, completa Adamiu. Vale adiantar que uma grandiosa franquia nacional deve se destacar aos olhos do mercado estrangeiro, a bem-sucedida série de filmes “O Filme”, que já rendeu várias continuações e derivados, tantos são os lançamentos com esta demoninação nos cinemas brasileiros.
Robert Vaughn (1932 – 2016)
Morreu o ator Robert Vaughn, que protagonizou a série dos anos 1960 “O Agente da UNCLE” e foi um dos pistoleiros originais do filme “Sete Homens e um Destino”. Ele faleceu na sexta (11/11), aos 83 anos, de leucemia. Vaughan nasceu em 1932 em Nova York, numa família de atores, e fez mais de 200 filmes e séries ao longo da carreira, desde que estreou como figurante no clássico “Os Dez Mandamentos” (1956). O primeiro papel importante veio logo em seguida, no western “Sangue de Valentes” (1957), em que interpretou Bob Ford, o homem que matou o fora-da-lei Jesse James. Ele foi um rebelde sem causa em “Vidas Truncadas” (1957) e até um adolescente das cavernas em “Teenage Cave Man” (1958), trash cultuado de Roger Corman, entre diversas aparições em séries televisivas, até sua carreira ganhar upgrade nos anos 1960 com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “O Moço de Filadélfia” (1959), estrelado por outro jovem talentoso de sua geração, Paul Newman. O destaque no Oscar lhe rendeu o convite para participar do western épico “Sete Homens e um Destino” (1960), ao lado de uma constelação de estrelas, como Yul Brynner, Steve McQueen, James Coburn, Charles Bronson e Eli Wallach. Dando vida ao pistoleiro “almofadinha” Lee, ele tem uma das cenas mais emotivas da produção, ao confessar seu medo de enfrentar os bandoleiros de Calveira (Wallach) ao grupo de fazendeiros que deveria proteger. Pelo papel, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Estrela Jovem, prêmio que já não existe mais. Ao contrário de outros “atores de Oscar”, Vaughn nunca desprezou a televisão e aproveitou o sucesso fenomenal de “Sete Homens e um Destino” para preencher sua agenda com diversas participações em séries de western, acumulando passagens por “Gunsmoke”, “O Homem do Rifle”, “Zorro”, “Bronco”, “O Médico da Fronteira”, “Wichita Town”, “Law of the Plainsman”, “Laramie”, “Caravana”, “Bonanza”, “O Homem de Virgínia” e “Tales of Wells Fargo”, na qual viveu Billy the Kid, entre muitas outras. A rotina de participações especiais foi interrompida em 1964, quando foi convidado a estrelar a série “O Agente da UNCLE”. A produção foi uma das mais bem-sucedidas incursões televisivas ao gênero da espionagem, que atravessava sua era de ouro com os primeiros filmes de James Bond. Mas o êxito não foi casual. O próprio criador do agente 007, Ian Fleming, contribuiu para a criação do “Agente da UNCLE” – antes de ganhar o título pelo qual ficou conhecida, a produção tinha como nome provisório “Ian Fleming’s Solo”, além de girar em torno de um personagem introduzido em “007 Contra Goldfinger” (1964), Napoleon Solo. Vaughan viveu Solo, um agente secreto americano, que realizava missões ao lado de um aliado russo, Illya Kuryakin (David McCallum, hoje na série “NCIS”), o que era completamente inusitado na época da Guerra Fria. Assim como nos filmes de 007, a série era repleta de supervilões e mulheres lindas de minissaia. E fez tanto sucesso que virou franquia, rendendo livros, quadrinhos, brinquedos, telefilmes e um spin-off, a série “A Garota da UNCLE”, estrelada por Stefanie Powers (“Casal 20″), cuja personagem também foi criada por Ian Fleming. O padrão de qualidade da produção era tão elevado que os produtores resolveram realizar episódios especiais de duas horas, como filmes. Exibidos em duas partes na TV americana, esses episódios foram realmente transformados em filmes para o mercado internacional. Para ampliar o apelo, ainda ganhavam cenas inéditas e picantes. Um desses telefilmes de cinema, por exemplo, incluiu participação exclusiva para a tela grande da belíssima Yvonne Craig, um ano antes de virar a Batgirl na série “Batman”, como uma atendente desinibida de missões da UNCLE, em aparições completamente nua. A série, que durou até 1968, rendeu cinco filmes. Mas Vaughan ainda apareceu como Napoleon Solo num longa-metragem de verdade, durante o auge da popularidade da atração: a comédia “A Espiã de Calcinhas de Renda” (1966), estrelada por Doris Day. Vaughn foi indicado duas vezes ao Globo de Ouro como Napoleon Solo, e a fama do papel ainda lhe permitiu protagonizar um thriller de espionagem, “Missão Secreta em Veneza” (1966), ao lado da estonteante Elke Sommer. O fim da série, porém, o lançou numa rotina de coadjuvante no cinema. O detalhe é que, mesmo em papéis secundários, continuou listando clássicos em sua filmografia, como o policial “Bullit” (1968), em que voltou a contracenar com Steve McQueen e receber indicação a prêmio (o BAFTA de Melhor Coadjuvante), a comédia “Enquanto Viverem as Ilusões” (1969), o filme de guerra “A Ponte de Remagem” (1969), a sci-fi “O Homem que Nasceu de Novo” (1970), etc. Ele teve breve retorno à TV em 1972, desta vez numa produção britânica, “The Protectors”, que durou duas temporadas, mas também marcou época. A trama girava em torno de um trio de aventureiros europeus, dedicados a combater o crime internacional. Vaughn, claro, liderava a equipe. Ao voltar aos cinemas, participou do blockbuster “Inferno na Torre” (1974), seu terceiro filme com Steve McQueen, no qual viveu um senador preso no terraço de um arranha-céu em chamas, durante a festa de inauguração do empreendimento imobiliário. O filme é considerado um dos melhores do gênero catástrofe, que viveu seu auge na década de 1970. Após vencer o Emmy de Melhor Ator Coadjuvante pela minissérie “Washington: Behind Closed Doors”, Vaughn deu uma inesperada guinada para a ficção científica, participando do cultuado “Geração Proteus” (1977), como a voz de um supercomputador com inteligência artificial, fez “Hangar 18” (1980) e voltou a ser dirigido por Roger Corman em “Mercenários das Galáxias” (1980), uma das melhores produções influenciadas por “Guerra nas Estrelas” lançadas com baixo orçamento nos anos 1980. A lista de longas da época ainda inclui “Superman III” (1983), que os produtores tentaram transformar numa comédia, e “Comando Delta” (1986), o filme de ação estrelado por Chuck Norris e Lee Marvin, antes de nova retomada da carreira televisiva com a série “Esquadrão Classe A”. Vaughn estrelou a última temporada da atração, em 1986, como líder militar da equipe, oferecendo perdão pelos supostos crimes do esquadrão. A partir daí, as superproduções ficaram para trás e ele entrou de vez na era do VHS, fazendo diversos filmes B de ação, terror e comédia que preencheram as prateleiras das locadoras – coisas como “Comando de Resgate” (1988), “Transylvania Twit” (1989) e “Chud – A Cidade das Sombras” (1989). Paralelamente, voltou à rotina das aparições em séries, que manteve firme durante os anos 1990, período em que foi de “The Nanny” para “Lei & Ordem”. Ele também participou do elenco de “The Magnificent Seven”, série baseada no filme “Sete Homens e um Destino”, que durou duas temporadas, entre 1998 e 2000, antes de se mudar de vez para o Reino Unido, onde estrelou a atração mais longeva de sua carreira, “O Golpe” (The Hustler), exibida de 2004 a 2012, no qual liderava um grupo de vigaristas londrinos, na realização das mais diversas trapaças. Estabelecido em Londres, Vaughn ainda participou da novela “Coronation Street”, no ar desde 1960, mas voltou aos EUA para seus últimos papéis, que incluíram nova passagem pela franquia “Lei & Ordem” (num episódio de 2015 de “Law & Order: SVU”) e dois filmes, o thriller “The American Side” (2016) e o drama “Gold Star” (2016), seu último trabalho, em que teve o papel principal, como um homem à beira da morte. Ainda inédito, o filme registra o esforço do ator para trabalhar mesmo quando a saúde não lhe permitia mais. David McCallun, seu grande parceiro em “O Agente da UNCLE”, se declarou “devastado com a notícia” da morte do amigo. “Trabalhei ao lado de Robert durante tantos anos, a ponto de sentir que perdê-lo é como perder uma parte mim. Ele foi um excelente ser humano. Apreciei cada dia que trabalhei com ele”, afirmou.
Aos 80 anos, Robert Redford anuncia aposentadoria, mas apenas como ator
O ator e diretor Robert Redford anunciou que pretende deixar de atuar após do término de dois projetos em que está envolvido. Em uma entrevista concedida ao próprio neto, Dylan Redford, publicada no site do Walker Art Center de Minneapolis, o ator de 80 anos disse que está cada vez mais cansado de interpretar. “Sou uma pessoa impaciente, portanto é difícil para mim sentar de braços cruzados e fazer cena após cena. Tenho dois projetos como ator em processo de desenvolvimento, ‘Our Souls at Night’, com Jane Fonda, e ‘Old Man with a Gun’, com Casey Affleck. Assim que terminar, direi: ‘Isso é um adeus’. E focarei só em dirigir”, ele afirmou. Redford tem uma longa e bem-sucedida carreira de sucesso tanto como ator quanto como diretor. Entre os inúmeros clássicos que estrelou, estão filmes como “Butch Cassidy” (1969), “Golpe de Mestre” (1973), “Todos os Homens do Presidente” (1976) e “Entre Dois Amores” (1985). E logo no primeiro filme que dirigiu, “Gente Como a Gente” (1980), conquistou o Oscar de Melhor Direção. Neste ano, ele apareceu em duas produções bem diferentes, a fantasia infantil “Meu Amigo, O Dragão” e o drama político “Conspiração e Poder”. Além de atuar e dirigir, ele ainda é um produtor bem-sucedido e foi responsável pela criação do Festival de Sundance. Como empresário, é sócio de todos os derivados de Sundance, inclusive o canal pago Sundance TV, do qual também é diretor criativo.
Filme da Arlequina deve incluir Batgirl, Canário Negro e outras Aves de Rapina
O filme solo da Arlequina, destaque de “Esquadrão Suicida”, não será exatamente o filme solo da Arlequina. Segundo o site The Wrap, a produção terá participação das heroínas conhecidas como Aves de Rapina. Criado por Chuck Dixon em 1995, o grupo Aves de Rapina era originalmente uma dupla formada por Batgirl/Oráculo e Canário Negro. Quando Gail Simone assumiu a publicação em 2003, ela transformou a dupla em trio, com a inclusão da Caçadora, até que, com o tempo, a formação passou a incluir diversas heroínas, entre elas Katana, também vista no filme “Esquadrão Suicida”. A Warner não confirmou a informação sobre as Aves de Rapina, mas já definiu quem escreverá o roteiro: Christina Hodson, que assinou o suspense “Refém do Medo”, previsto para 26 de novembro no Brasil. Além disso, nesta semana ela entregou o texto do spin-off de “Transformers” centrado em Bumblebee, que teria agradado muito a Paramount. Margot Robbie é a única atriz confirmada até o momento, reprisando seu papel de Arlequina. O projeto faz parte de um contrato fechado por Robbie com o estúdio, que garante a participação da atriz também como produtora.
Volta dos Trapalhões aos cinemas ganha primeiras fotos oficiais
A produção de “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood” divulgou as primeiras fotos oficiais do filme, que registra a volta dos Trapalhões aos cinemas, após hiato de nada menos que 25 anos. O último filme em que Renato Aragão usou o nome Trapalhão tinha sido “Didi, o Cupido Trapalhão”, de 2003. Mas Trapalhões no plural não rendia título desde “Os Trapalhões e a Árvore da Juventude”, de 1991, derradeiro filme de Mussum e único dos “Trapalhões” sem Zacarias. No filme, Renato volta a se juntar com seu velho parceiro Dedé Santana. Os dois sobreviventes da trupe de humoristas ainda são acompanhados por Roberto Guilherme, outro saudoso membro do programa “Os Trapalhões”, mais lembrado como o Sargento Pincel. A eles se une uma nova geração de atores, como Letícia Colin, Alinne Moraes, Emílio Dantas, Maria Clara Gueiros, Livian Aragão, Rafael Vitti, Nelson Freitas, Marcos Frota e Dan Stulbach. A produção é baseada na versão musical de “Os Saltimbancos Trapalhões”, peça montada em 2014 com a participação do eterno Didi, que foi inspirada no filme homônimo dos “Trapalhões” de 1981. O detalhe é que o filme original já era uma adaptação do musical infantil “Os Saltimbancos” (1977), com canções de Chico Buarque, que, por sua vez, também era uma adaptação de um espetáculo italiano. A nova versão não chega a ser exatamente um remake, pois inclui nova história e até uma música inédita de Chico Buarque. O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia, provocada pela lei que proíbe a participação de animais em espetáculos. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita – por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes – que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão, a vigarice do Satã e o poder manipulador do prefeito da cidade podem colocar tudo a perder. Em comunicado, Renato Aragão afirmou que o longa vai resgatar a memória afetiva daqueles que acompanharam Os Trapalhões: “Esse filme vai atingir duas ou três gerações. O pai, o filho e o neto. O pai vai induzir o filho e ele mesmo, com certeza, vai ter aquele saudosismo de relembrar o primeiro filme ao assistir o segundo”. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff (“Besouro”), “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood” tem estreia marcada para 19 de janeiro.
Nova comédia feminina do diretor de Caça-Fantasmas terá robôs
O diretor Paul Feig (“Caça-Fantasmas”, “A Espião que Sabia Demais” e “As Bem Armadas”) vai dirigir outra comédia feminina, desta vez com robôs. Segundo o site da revista Variety, ele assumiu a direção de “Turned On” para a 20th Century Fox. O roteiro foi escrito por Charlie Kesslering, assistente do programa de variedades “The Late Late Show with James Corden”, e gira em torno de uma engenheira socialmente desajeitada que cria uma androide para se passar por ela. O esquema dá errado quando robô torna-se auto-realizado. Ainda não há previsão para a estreia da produção, que agora tratará de procurar uma atriz (ou apertar o botão de speed dial para Melissa McCarthy) para o papel principal.
Rosario Dawson vai viver garota vendida pela família que virou ativista pelos direitos das mulheres
A atriz Rosario Dawson vai estrelar a adaptação da biografia “A Little Piece of Light”, baseada na história real de Donna Hylton. A informação é do site Deadline. Nascida na Jamaica, Hylton foi vendida pelos pais para um casal em Nova York quando tinha 7 de anos. Achando que iria viajar para a Disney, ela acaba sendo vítima do padrasto pedófilo. Aos 19 anos de idade, Hylton foi presa por uma suposta participação no sequestro e assassinato de um policial. Condenada a 25 anos de cadeia, ela saiu da prisão em 2012 e se tornou uma ativista pelos direitos das mulheres. A produção ainda busca uma diretora e uma roteirista e, por isso, a data de lançamento de “A Little Piece of Light” nos cinemas ainda não foi definida.
Valerian e a Cidade dos Mil Planetas: Trailer deslumbrante da sci-fi de Luc Besson ganha versão legendada
A Diamond Films divulgou a versão legendada do trailer de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, nova sci-fi do cineasta francês Luc Besson (“Lucy”). A prévia é um deleite visual e as legendas não ajudam necessariamente a entender a trama, já que a intenção do vídeo é causar impacto sensorial com seus milhares de efeitos visuais – que consumiram o maior orçamento da história da produtora francesa EuropaCorp. O mundo futurista que se descortina sugere uma atualização radical de “O Quinto Elemento” (1997), via o excesso computadorizado da segunda trilogia de “Star Wars”. E tudo fica ainda mais lisérgico com o acompanhamento da trilha sonora perfeita: o clássico psicodélico “Because”, dos Beatles, ressoando de forma absurdamente moderna. A canção, na verdade, tem quase a mesma idade dos personagens do longa, que adapta os cultuados quadrinhos franceses criados por Pierre Christin e Jean-Claude Mézières em 1967. O filme acompanha os exploradores espaciais Valérian (Dane DeHaan, de “O Espetacular Homem-Aranha 2”) e Laureline (Cara Delevingne, de “Cidades de Papel”) em uma missão no planeta Sirte, para descobrir se seus habitantes representam um risco para a Terra. O elenco também inclui Clive Owen (série “The Knick”), Ethan Hawke (“Boyhood”), Rutger Hauer (“Blade Runner”), o jazzista Herbie Hancock (“Por Volta da Meia-Noite”) e a cantora Rihanna (“Battleship”), vista brevemente no vídeo. A volta do cineasta francês à ficção científica espacial vai chegar aos cinemas duas décadas após “O Quinto Elemento”, com estreia marcada para 10 de agosto no Brasil – três semanas após a estreia nos EUA.
Jessica Chastain vai viver a heroína dos quadrinhos Painkiller Jane no cinema
A atriz Jessica Chastain vai virar super-heroína. Segundo o site da revista Variety, ela fechou participação em “Painkiller Jane”, adaptação da personagem dos quadrinhos criada por Jimmy Palmiotti e Joe Quesada (hoje produtor de todas as adaptações televisivas da Marvel). Esta será a terceira adaptação da personagem, que já teve duas encarnações no canal pago SyFy, primeiro como um telefilme de 2005, estrelado por Emmanuelle Vaugier, e depois numa série de 2007, vivida por Kristanna Loken. Enquanto na série a protagonista era uma militar, que sucumbia vítima de uma emboscada, a trama dos quadrinhos originais, publicados de forma independente em 1995, introduziu Jane Vasko como uma policial infiltrada na máfia. A origem de seus poderes é consequência de uma traição, após ser usada, sem saber, como bomba humana para eliminar o líder de uma facção rival. De forma inacreditável, seu alvo não só escapa ileso da explosão como consegue salvar a vida da policial e lhe dar capacidade regenerativa sobre-humana. A partir daí, ela se torna a vigilante conhecida como Painkiller Jane. Por curiosidade, Painkiller Jane já se encontrou, nos quadrinhos, com outros heróis que protagonizaram adaptações cinematográficas, como Hellboy e o Justiceiro. De todo modo, a sinopse do filme introduz outra versão de sua história. Nela, a protagonista é uma agente do Departamento de Narcóticos que descobre que tem a habilidade de se curar rapidamente de qualquer ferimento, e acaba sendo recrutada por uma agência do governo que localiza indivíduos que tiveram seus genes melhorados — os “neuros”. Há dois anos, o projeto da adaptação chegou perto de ser comandando pelas gêmeas Jen e Sylvia Soska, responsáveis pelo cultuado terror “American Mary” (2012). Desde então, elas fizeram dois filmes B e a notícia da Variety não cita seus nomes. A adaptação cinematográfica ainda não tem data de estreia definida.












