Alien: Covenant é o maior lançamento da semana nos cinemas
Estreia de cinema mais ampla desta quinta (11/5), “Alien: Covenant” chega ao Brasil uma semana antes de seu lançamento nos Estados Unidos, numa continuação da história de “Prometheus” (2012) e num retorno ao clima de terror espacial do primeiro “Alien” (1979). O diretor é o mesmo nos três filmes, o veterano Ridley Scott, que, se não leva a franquia a novas direções nem entrega a história que se espera, também não desaponta com sustos, sangue e tensão. Com 75% de aprovação (provisória) no Rotten Tomatoes, desembarca em cerca de 800 salas. Terceira parceria entre o diretor Peter Berg e o ator Mark Wahlberg (após “O Grande Herói” e “Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”), “O Dia do Atentado” combina thriller e drama na reconstituição do atentado à bomba da Maratona de Boston de 2013 e da caçada aos terroristas que cometeram o crime. Bem feito, inclusive em seus clichês, o filme tem 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas não obteve o sucesso esperado nos Estados Unidos, onde rendeu apenas US$ 31,8 milhões em cinco meses, contra um orçamento de US$ 45 milhões. Pode-se culpar a ausência de surpresas e o final conhecido. Como curiosidade, destaca-se a participação de Melissa Benoist, a intérprete da Supergirl loiraça da TV, como uma muçulmana radical. Igualmente baseado em fatos reais e com ainda mais clichês, “A Promessa” conta uma história bem menos conhecida. Na verdade, sua intensão é justamente chamar atenção para um fato histórico que a Turquia se esforçou em esconder do mundo: o genocídio dos armênios. A trama se passa durante os últimos dias do Império Otomano e da 1ª Guerra Mundial, quando o governo decidiu exterminar a raça armênia, originando um verdadeiro holocausto. E este contexto torna ainda mais difícil aceitar a trama como um romance épico, com Christian Bale (“A Grande Aposta”) na pele de um repórter americano apaixonado por uma bela armênia, que Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”) também tenta salvar. A crítica americana considerou um desperdício (48% de aprovação) e o público preferiu ignorar (só US$ 8 milhões de arrecadação). Maior preciosidade do circuito limitado nesta semana, “O Cidadão Ilustre” é prato cheio para fãs de comédias de humor negro. A produção argentina gira em torno de um escritor famoso, vencedor do Nobel, que volta a sua cidade natal para receber uma homenagem. Mas a satisfação do reconhecimento logo é substituída por velhos rancores e a recepção calorosa se transforma num pesadelo. Vencedor do troféu Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Produção Iberoamericana do ano e o prêmio de Melhor Ator para o protagonista (Oscar Martínez) no Festival de Veneza, “O Cidadão Ilustre” tem ainda uma avaliação impressionante de 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para quem prefere suspense, “Uma Dama de Óculos Escuros com uma Arma no Carro”, é um remake francês do clássico homônimo de 1970, último filme do mestre do cinema noir Anatole Litvak (“Uma Vida por um Fio”), baseado no romance de Sébastien Japrisot (“Verão Assassino”). Mais conhecido como diretor de animações, Joann Sfar (“O Gato do Rabino”, “O Profeta”) não consegue superar o original, mas chega perto (80% de aprovação) ao caprichar na fotografia, acompanhando a viagem misteriosa da mulher do título, desta vez vivida pela jovem Freya Mavor (revelada na série teen britânica “Skins”). A programação se completa com dois documentários nacionais, que abordam o Brasil do século passado. “Crônica da Demolição” revela as consequências da ordem e do progresso da ditadura militar na arquitetura e na história do Rio de Janeiro, enquanto “Taego Ãwa” aponta as mazelas que se perpetuam há décadas entre a comunidade indígena, a partir do resgate de imagens dos anos 1970 da tribo Ãwa e o reencontro com os sobreviventes da época, ainda esperando a demarcação de suas terras. Clique nos títulos dos filmes para ver todos os trailers das estreias da semana.
Série Timeless é cancelada e deixa fãs sem final
A série de viagem no tempo “Timeless” foi cancelada pela rede NBC, deixando os fãs sem um final, após as reviravoltas e emoções interrompidas do último episódio de sua 1ª e agora única temporada. O criador Eric Kripke (pai de “Supernatural” e “Revolution”) confirmou a decisão da emissora no Twitter, dizendo-se surpreso e perturbado. Os produtores devem tentar colocar a série em outro canal, mas Kripke e o cocriador Shawn Ryan (“The Shield” e “Last Resort”) indicaram nas redes sociais que não estão otimistas em relação a esse caminho. Apesar da boa recepção da crítica (86% de aprovação no site Rotten Tomatoes), a série não obteve audiência suficiente para retornar. Após abrir com 7,5 milhões de telespectadores, a atração acabou perdendo mais da metade deste público, e os últimos episódios da temporada estavam registrando 2,9 milhões. Mesmo assim, “Timeless” tinha público em outras plataformas e um grupo de seguidores fiéis. “Timeless” acompanhava um trio de viajantes do tempo que perseguiam um criminoso por momentos importantes da história americana. Na trama, Goran Visnjic (série “Extant”) rouba uma máquina do tempo secreta de última geração com a intenção de destruir a América alterando o passado. A única esperança reside em uma inesperada equipe: um cientista (Malcolm Barrett, de “Better Off Ted”), um soldado (Matt Lanter, de “90210”) e uma professora de história (Abigail Spencer, de “Rectify”), que devem usar um protótipo da máquina para tentar impedir os planos do vilão.
Cantor do Radiohead vai compôr a trilha do remake de Suspiria
Depois do guitarrista Jonny Greenwood, é a vez do vocalista do Radiohead, Thom Yorke, partir para a composição de trilhas sonoras. Ele vai criar sua primeira trilha para um longa ficção, assinando as músicas do remake de “Suspiria”, O filme original, dirigido pelo mestre Dario Argento em 1977, tinha trilha da banda de rock progressivo italiano Goblin. A música ajudou a conferir um clima psicodélico à produção, que se passa numa academia alemã de balé, que na verdade serve de fachada para um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007). O remake terá direção do também italiano Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”). Em comunicado, ele afirmou que é um sonho poder trabalhar neste projeto com Yorke. “Nosso objetivo é fazer um filme que será perturbador e marcante: para esta ambição, não poderíamos encontrar parceiro melhor do que Thom”, afirmou. A produção está muito bem servida também em seu elenco, que contará com Chloe Moretz (“A 5ª Onda”), Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”) e Mia Goth (“Ninfomaníaca”), além de Jessica Harper, que foi a protagonista do terror original. Atualmente em fase de acabamento, o remake ainda não tem previsão de estreia.
CEO da Netflix responde às redes de cinema e ao Festival de Cannes: “Vejam na Netflix”
A decisão do Festival de Cannes de barrar filmes da Netflix a partir de 2018 ganhou uma resposta de Reed Hastings, fundador e CEO do serviço de streaming. Ele fez um breve comentário, em tom desafiador, na sua página no Facebook: “O establishment fechando o cerco contra nós. Vejam ‘Okja’ na Netflix em 28 de junho, filme incrível que as redes de cinema querem impedir que participe da competição do Festival de de Cannes”, disse. O festival deste ano, que começa na semana que vem, terá dois filmes da Netflix em sua mostra competitiva pela primeira vez, mas esta inclusão causou revolta entre os exibidores de cinema da França, já que esses filmes só estarão disponíveis em streaming para assinantes. Ao anunciar a mostra competitiva deste ano, o diretor do festival, Thierry Fremaux, chegou a sugerir que a Netflix providenciaria algum tipo de lançamento cinematográfico dos dois filmes na competição, “Okja”, de Bong Joon-Ho, e “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach. Mas nesta quarta (10/5) os organizadores do festival disseram que tal acordo não foi feito e que, embora os dois filmes tenham recebido permissão de continuar na competição deste ano, no futuro nenhum filme será aceito sem uma garantia de distribuição nos cinemas franceses. “O Festival de Cannes está ciente da ansiedade despertada pela ausência de lançamento desses filmes nos cinemas franceses”, justificaram os responsáveis pelo evento, em comunicado, no qual tentam afirmar que a situação era “invisível” até virar polêmica. “O festival tem o prazer de acolher um novo operador que decidiu investir no cinema, mas quer reiterar seu apoio ao modo tradicional de exibição na França e no mundo. Consequentemente, após consultar os membros do seu conselho, o Festival de Cannes decidiu adaptar suas regras a esta situação, invisível até agora: qualquer filme que pretenda competir em Cannes terá que se comprometer a ser distribuído nos cinemas franceses. Esta nova medida será aplicada a partir da edição de 2018”, conclui o texto. A decisão de Cannes está sendo comemorada pelo setor de distribuição de filmes tradicional. Na França, um filme só pode ser exibido em um serviço de streaming 36 meses após sua saída dos cinemas. “Estamos certos de que os amantes franceses de cinema não vão querer ver esses filmes três anos depois do resto do mundo”, chegou a dizer a Netflix em um comunicado, quando tentava negociar a exibição dos filmes nos cinemas franceses. Mas não houve acordo com os exibidores. Aliás, nem agora nem nunca. A Netflix chegou a tentar exibir seus filmes no cinema, quando entrou nesse mercado. O plano original da empresa para “Beasts of No Nation” em 2015 era exibir a produção em alguns cinemas selecionados dos Estados Unidos, mas as redes de exibidores boicotaram a distribuição, proibindo que seu circuito fosse utilizado e o filme só entrou em 31 salas independentes. Por conta disso, o serviço de streaming passou a lançar seus filmes diretamente na plataforma. A questão tem desdobramentos interessantes, desde a discussão do que é cinema – as salas ou o filme – e até mesmo o que é filme – afinal, o processo de filmagem tradicional há muito foi abandonado pela gravação digital, e hoje os “filmes” chegam em todas as telas em arquivos de mídia.
Dwayne Johnson diz que pode concorrer à Presidência dos EUA
O ator Dwayne Johnson, conhecido também como “The Rock”, disse que pensa em concorrer à presidência dos Estados Unidos no futuro. Em entrevista à revista americana GQ, ele garantiu que esta é “uma possibilidade real”. Astro mais bem pago do cinema americano, segundo a revista Forbes, Johnson comentou que há um ano começou a ficar “cada vez mais” claro que um dia disputaria as eleições presidenciais. A ideia surgiu após o astro da franquia “Velozes e Furiosos” ler um artigo no jornal “The Washington Post”, publicado em junho do ano passado, que o sugeria como candidato viável à Casa Branca, dado o clima político do momento, quando Donald Trump, agora presidente, ainda pretendia liderar o país. “Havia uma sensação real de seriedade, o que me fez ficar em casa pensando a respeito”. Nas últimas eleições, o ator de 45 anos escolheu se abster de apoiar os candidatos Hillary Clinton e Donald Trump. Não porque se considerasse indiferente, mas porque não queria decepcionar ou influenciar a opinião dos fãs. “Eu sinto que estou em uma posição onde minhas palavras carregam muito peso e influência, o que, obviamente, é o motivo pelo qual eles queriam meu apoio. Mas eu também tenho um enorme respeito pelo processo e achei que se eu compartilhasse publicamente minhas opiniões políticas, algumas coisas aconteceriam. São coisas que discuto comigo mesmo na academia às quatro da manhã. Eu sinto que faria pessoas infelizes com qualquer que fosse minha visão política. E, além disso, poderia acabar influenciando uma opinião, o que eu não queria fazer”. Vale lembrar que os Estados Unidos já tiveram um presidente ator de cinema, Ronald Reagan, nos anos 1980.
Robôs gigantes enfrentam cruzadas e nazismo em pôsteres de Transformers: O Último Cavaleiro
A Paramount divulgou dois novos pôsteres de “Transformers: O Último Cavaleiro”, que trazem os robôs gigantes que viram carros lutando nas Cruzadas e na 2ª Guerra Mundial. Que carros será que eles eram na Idade Média? O quinto “Transformers” vai trazer de volta Mark Wahlberg, Stanley Tucci, Josh Duhamel, Tyrese Gibson e John Turturro, vistos em filmes anteriores da franquia, além de Laura Haddock (série “Da Vinci’s Demons”), Anthony Hopkins (“Thor”) , Isabela Moner (série “100 Things to Do Before High School”), Jerrod Carmichael (“Vizinhos”), Mitch Pileggi (série “Arquivo X”), Allen Phoenix (“The Birth of a Nation”) e o chileno Santiago Cabrera (das séries “Heroes” e “The Musketeers”), que vai interpretar um militar brasileiro na trama. Novamente com direção de Michael Bay, o filme estreia em 20 de julho no Brasil, um mês depois do lançamento nos EUA.
Rei Arthur: A Lenda da Espada ganha seis pôsteres de personagens
A Warner divulgou seis pôsteres chineses com os personagens de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. As artes destacam o jovem Arthur (Charlie Hunnam, da série “Sons of Anarchy”) retirando a espada Excalibur da pedra, o rei usurpador Vortigern (Jude Law, da série “Young Pope”) e os coadjuvantes vividos por Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Astrid Bergès-Frisbey (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) e Eric Bana (“Livrai-Nos do Mal”). Dirigido por Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”), o filme tem estreia marcada para 18 de maio no Brasil, uma semana após os EUA. E Charlie Hunnam virá ao Brasil – mais especificamente, a São Paulo – para falar com a imprensa e participar da pré-estreia nacional.
Alien: Covenant ganha sete pôsteres internacionais
A Fox divulgou sete pôsteres internacionais de “Alien: Covenant”, que trazem os personagens de Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Tess Haubrich (série australiana “Home and Away”) e a criatura xenomorfa, acompanhados por letreiros em português, japonês, inglês, chinês e coreano. O elenco ainda inclui Danny McBride (“É o Fim”), Billy Crudup (“Spotlight”), Demián Bichir (“Os Oito Odiados”), Amy Seimetz (“O Último Sacramento”), Carmen Ejogo (“Selma”), Callie Hernandez (série “Um Drink no Inferno”), Jussie Smollett (série “Empire”) e James Franco (“Oz, Mágico e Poderoso”), além de Guy Pearce e Noomi Rapace em participações como seus personagens de “Prometheus” (2012) . Continuação de “Prometheus” e prólogo de “Alien: o Oitavo Passageiro”, “Alien: Covenant” tem direção de Ridley Scott, que assinou ambos os filmes, e estreia nesta quinta (11/5) no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Cineastas retiram filmes do festival Cine PE em protesto contra a “direita conservadora” e “o golpe”
Sete dos filmes que fariam parte da 21ª edição do Cine PE foram retirados da programação do evento. Os diretores dos filmes “pediram pra sair” do festival por, segundo comunicado, não quererem estar atrelados a uma programação que “favorece um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016”. A carta aberta, divulgada na tarde desta quarta-feira (10/5), explica que “apenas no dia 8 de maio, através de veículos de imprensa, tomamos conhecimento da grade completa dos filmes que foram selecionados para o festival”, e a partir daí decidiram retirar-se. “Esperamos poder participar de edições futuras e mais conscientes”, completa o manifesto. Não foram apontados quais são os “filmes golpistas”, mas o Cine PE incluiu em sua mostra competitiva o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o astrólogo ultraconservador Olavo de Carvalho, que foi feito sem incentivo público, mas com cotas de patrocínio de uma editora que prepara uma biografia do deputado Jair Bolsonaro. Além disso, o festival anunciou a exibição fora da competição de “Real – O Plano por Trás da História”, de Rodrigo Bittencourt, que resgata a criação da moeda em 1993. Da lista de ausências anunciadas, apenas um filme fazia parte da competição de longas: o documentário pernambucano “O Silêncio da Noite É que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras”, de Petrônio Lorena. Os demais eram curta-metragens. O festival está marcado para acontecer entre os dias 23 e 29 de maio no cinema São Luís, no centro do Recife. O evento conta com uma mostra competitiva entre longas e curtas, e também exibições de filmes fora de concurso, infantis e clássicos brasileiros. Para completar, neste ano estão previstas homenagens para os atores Rodrigo Santoro e Cássia Kis Magro e o crítico pernambucano Luiz Joaquim.
Diretor do último filme de Nelson Xavier lamenta morte do ator
A morte de Nelson Xavier nesta quarta-feira (10/5), em decorrência de um câncer, rendeu muitas homenagens de amigos e fãs do artista. Érico Rassi, diretor de “Comeback”, último filme do ator, compartilhou seu pesar com detalhes sobre a rotina de filmagens ao lado de Xavier. “O Nelson dignificava a profissão de ator. Avesso a qualquer tipo de oba-oba, extremamente comprometido com o trabalho e sempre contribuindo artisticamente com sua visão de mundo e mais especificamente do Brasil na hora de compor seus personagens”, disse Érico. “No caso do ‘Comeback’ sua contribuição foi tão grande e tão precisa que o enxergo mais do que um ator, um co-autor do filme. Espero que de algum modo o lançamento do filme, tão próximo de sua morte, ajude a perpetuar e iluminar todo o restante de sua obra.” O filme estreia em duas semanas, no dia 25, e traz Nelson no papel de Amador, um matador de aluguel que decide abandonar a aposentadoria. O papel lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio no ano passado.
Festival de Cannes cede às pressões e vai barrar a Netflix a partir do ano que vem
O Festival de Cannes cedeu às pressões dos exibidores franceses e anunciou mudanças para a edição de 2018. O alvo da polêmica foi a inclusão de duas produções da Netflix, que não serão exibidas nos cinemas, em sua seleção competitiva. Embora tenha decidido manter os filmes de Noah Baumbach (“The Meyerowitz Stories”) e Bong Joon Ho (“Okja”) na disputa da Palma de Ouro deste ano – até porque barrá-los, a esta altura, criaria ainda mais controvérsia – , a Netflix não poderá mais concorrer ao prêmio se continuar fazendo filmes apenas para streaming. Ou seja, se continuar a ser a Netflix. “O Festival de Cannes está ciente da ansiedade despertada pela ausência de lançamento desses filmes nos cinemas franceses”, justificaram os responsáveis pelo evento, em comunicado, afirmando que a organização tentou negociar com a Netflix para que os filmes fossem exibidos de forma tradicional. “Pedimos em vão que a Netflix aceitasse que esses dois filmes pudessem alcançar outro público nos cinemas franceses e não apenas seus assinantes. Por isso, o festival lamenta que não tenhamos chegado a nenhum acordo”. Eximindo-se da inclusão dos filmes na competição, os organizadores declararam no mesmo comunicado que a situação era “invisível” até o momento da polêmica. “O festival tem o prazer de acolher um novo operador que decidiu investir no cinema, mas quer reiterar seu apoio ao modo tradicional de exibição na França e no mundo. Consequentemente, após consultar os membros do seu conselho, o Festival de Cannes decidiu adaptar suas regras a esta situação, invisível até agora: qualquer filme que pretenda competir em Cannes terá que se comprometer a ser distribuído nos cinemas franceses. Esta nova medida será aplicada a partir da edição de 2018”, conclui o texto. Na prática, isto significa que, para o Festival de Cannes, cinema é um lugar, no caso salas de exibição, e não uma arte. A discussão deve ser retomada durante a exibição dos filmes da Netflix no festival deste ano, que acontece entre 17 e 28 de maio na Riviera Francesa.
Filme do Plano Real ganha comercial dramático
A Paris Filmes divulgou um comercial do filme do Plano Real. A prévia traz cenas vistas no trailer completo, mas a forma resumida e dramática da apresentação ajuda a ressaltar clichês e situações artificiais, criadas para tornar a trama mais cinematográfica. Os atores, porém, parecem muito bem caracterizados, criando uma ilusão que condiz com o clima de docudrama. Intitulado “Real: O Plano por Trás da História”, o longa é inspirado no livro “3.000 Dias no Bunker – Um Plano na Cabeça e um País na Mão”, do jornalista Guilherme Fiuza (autor do romance que virou o filme “Meu Nome Não É Johnny”). A trama conta como uma equipe econômica reunida por FHC se fechou em um “bunker” para debater e apresentar uma proposta de reforma do Estado e criação de uma nova moeda, logo após o Impeachment do Presidente Collor, nos anos 1990. Apesar dos políticos ilustres da história, o fio condutor da trama é o economista Gustavo Franco, na época um dos integrantes menos conhecidos da equipe econômica. Para romantizar ainda mais a história, ele até ganhou uma namorada fictícia, vivida por Paolla Oliveira (“Uma Professora Muito Maluquinha”). Antes que se diga que se trata de propaganda política do PSDB, se a primeira prévia escondeu as bandeiras do PT, brandidas na época contra o Real, optando por cartazes genéricos de protesto, o novo vídeo ignora completamente a oposição irresponsável do partido que depois elegeria Lula à presidência do Brasil e, com Dilma, levaria o país à nova crise econômica. O elenco inclui Emilio Orciollo Netto (“Paraísos Artificiais”) como Gustavo Franco, Tato Gabus Mendes (“Trinta”) como Pedro Malan, Norival Rizzo (“2 Coelhos”) como Fernando Henrique Cardoso, Guilherme Weber (“Meu Amigo Hindu”) como Persio Arida, Fernando Eiras (“Getúlio”) como Winston Fritsch, Wladimir Candini (novela “Laços de Família”) como Andre Lara Resende e Bemvindo Sequeira como Itamar Franco (“Até que a Sorte nos Separe 3”). Com direção de Rodrigo Bittencourt (“Totalmente Inocentes”), “Real: O Plano por Trás da História” tem estreia prevista para o dia 25 de maio.
Zac Efron vira alvo de piadas de Dwayne Johnson em novo trailer legendado de Baywatch
A Paramount Pictures divulgou um novo trailer legendado de “Baywatch”, comédia inspirada na série “SOS Malibu”. A prévia enfatiza a interação entre os personagens de Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) e Zac Efron (“Vizinhos”). Apesar de descrito na prévia como “malandro”, ironicamente é Efron quem vira alvo preferencial das piadas do fortão “casca grossa”. A produção também é estrelada por Alexandra Daddario (também de “Terremoto – A Falha de San Andreas”), Jon Bass (série “Big Time in Hollywood, FL”), Ilfenesh Hadera (série “Billions”), a modelo Kelly Rohrbach (série “Rizzoli & Isles”) e a indiana Priyanka Chopra (série “Quantico”), que vive a vilã. Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” irá chegar aos cinemas brasileiros em 15 de junho, três semanas após a estreia nos EUA.












