Kristen Stewart finge ser escritor homossexual em fotos do filme que vai encerrar o Festival de Toronto 2018
A produção indie “Jeremiah Terminator LeRoy”, em que Kristen Stewart (“Personal Shopper”) encarna a maior farsa literária do século, foi selecionada como filme de encerramento do Festival de Toronto 2018 e ganhou nove fotos, que enfatizam seus bastidores. O filme dramatiza a história verídica por trás do sucesso do personagem-título. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, LeRoy, o jovem autor fictício, causou sensação com a publicação de seu primeiro livro, “Sarah”, em 1999. Fez tanto sucesso que surgiram pedidos para entrevistas, negociações de adaptações cinematográficas, etc. A saída da escritora para não ser desmascarada foi convencer sua cunhada andrógina a fingir ser a autora transexual dos livros. Com uma peruca loira e visual fashionista/trash, Savannah Knoop virou LeRoy e encantou Hollywood, mesmo fingindo timidez para não dizer nada. Chegou até produzir filmes, como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy. A farsa durou seis anos e enganou inúmeras celebridades, roqueiros, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e a indústria cinematográfica, até ser desmascarada numa reportagem do jornal The New York Times em 2005. A história do filme é baseada no livro de memórias de Savannah, “Girl Boy Girl: How I Became JT LeRoy”, sobre o período em que fingiu ser o escritor homossexual. Roteiro e direção são de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico. Além de Kristen Stewart como Savannah/LeRoy, o elenco destaca Laura Dern (“Big Little Lies”) como Laura Albert, Jim Sturgess (“Hard Sun”) como Geoffrey Knoop (o marido de Laura), e participações de Diane Kruger (“Em Pedaços”), James Jagger (o filho de Mick, da série “Vinyl”) e da cantora Courtney Love (“Sons of Anarchy”). A première mundial vai acontecer em 16 de setembro na cidade canadense de Toronto, no último dia do festival, e ainda não há previsão para lançamento comercial.
Festival de Toronto 2018 será aberto com filme da Netflix estrelado por Chris Pine
O Festival de Veneza 2018 não é mais o único a dar as boas vindas às produções da Netflix, após o banimento de Cannes. A organização do Festival de Toronto 2018, principal mostra de cinema da América do Norte, anunciou que a edição deste ano será aberta por “Outlaw King”, uma superprodução medieval da plataforma de streaming, que traz o ator Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) como o rei da Escócia Robert the Bruce (conhecido no Brasil como Roberto I). A trama é ambientada no começo do século 14, após Robert the Bruce ser coroado Rei dos Escoceses e enfrentar um invasão surpresa do Rei Edward (ou Eduardo I) da Inglaterra, que ocupou a Escócia e o declarou um fora-da-lei – daí o título em inglês de “Rei Fora-da-Lei”. Considerado o maior guerreiro de sua época, Robert lutou bravamente contra os invasores e, após derrotas iniciais, conseguiu unir os escoceses e libertar o país, tornando a Escócia uma nação independente e originando a primeira declaração de direitos universais, que inspirou a Revolução Francesa. Historiadores afirmam que sem Robert the Bruce não existiria a Escócia, pois o país teria sido absorvido pela Inglaterra. Sua vitória, numa longa campanha que se estendeu até a morte do Rei Edward, foi tão definitiva e uniu tanto o povo do país que a Escócia nunca mais foi conquistada. Não é à toa que ele é considerado um dos maiores heróis da história escocesa. Apesar disso, há poucos filmes sobre o rei. Um dos mais famosos foi o blockbuster “Coração Valente” (1995), em que ele apareceu de forma coadjuvante, interpretado por Angus Macfadyen. Lançado no ano seguinte, “The Bruce” tem maior relevância, por ser uma produção britânica focada no mesmo recorte histórico do filme da Netflix. Com filmagens nos locais onde muitas das batalhas reais aconteceram, “Outlaw King” marca o reencontro de Pine com o diretor David Mackenzie, que é escocês e dirigiu o ator no premiado thriller “A Qualquer Custo” (2016). O elenco também inclui Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Callan Mulvey (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”) e Billy Howle (“Dunkirk”). A exibição vai acontecer em 6 de setembro na cidade canadense de Toronto, abrindo o festival, que vai acontecer até o dia 16 de setembro. A estreia em streaming está marcada para 9 de novembro e o filme também deve ser exibido em circuito limitado nos cinemas dos Estados Unidos na mesma data, para cumprir regra de classificação ao Oscar.
A Freira: Demián Bichir é enterrado vivo em novo vídeo do terror
A Warner divulgou novos pôsteres e vídeo do terror “A Freira” (The Nun), o filme da freira demoníaca de “Invocação do Mal 2”, centrados em Demián Bichir (de “Os Oito Odiados”). A prévia mostra o personagem do ator desesperado, ao ser enterrado vivo num caixão. Como os spin-offs anteriores do universo de “Invocação do Mal”, “A Freira” será um prólogo. Na trama, Taissa Farmiga (de “American Horror Story”) vive uma jovem noviça, que tem visões da freira sombria. Estas visões alertam a Igreja, que a convoca para visitar uma abadia romena “com longa história”, na companhia de um padre (Bichir). A criatura que assombra seus sonhos teria a ver com eventos que aconteceram naquele lugar. Juntos, eles precisam desvendar um segredo profano, arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas para confrontar a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em “Invocação do Mal 2”. O elenco ainda inclui Jonas Bloquet (“Faces de uma Mulher”), Charlotte Hope (série “Game of Thrones”), Ingrid Bisu (“Toni Erdmann”) e Jonny Coyne (série “Mom”). O diretor James Wan (de “Invocação do Mal” e sua continuação) e o roteirista Gary Dauberman (de “Annabelle” e sua sequência) assinam a história, mas a direção está a cargo de Corin Hardy (“A Maldição da Floresta”). “A Freira” tem estreia prevista para 6 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Do que os Homens Gostam: Trailer de remake traz Taraji P. Henson em situação já vivida por Mel Gibson
A Paramount divulgou o primeiro trailer de “Do que os Homens Gostam”, remake inverso da comédia “Do que as Mulheres Gostam”, originalmente estrelado por Mel Gibson em 2001. A nova versão inverte o sexo – e a raça – do protagonista, mudando também o gênero do título. Desta vez, é Taraji P. Henson (a Cookie da série “Empire”) quem leva uma paulada na cabeça e, como num desenho animado, magicamente começa a ouvir os pensamentos de todos os homens. No filme original, Gibson interpretava um executivo machista que não se conformava com o fato de ter uma mulher (Helen Hunt) como nova chefe. Ao desenvolver a capacidade de ler o pensamento do sexo oposto, ele começava a mudar o seu pensamento e as suas atitudes. Na nova versão, cansada de ter sua promoção protelada por um chefe machista, Taraji resolve usar sua habilidade para subir na carreira e avançar as suas relações pessoais. O elenco também inclui Tracy Morgan (“30 Rock”), Max Greenfield (“New Girl”), Wendi McLendon-Covey (“The Goldbergs”) e até a cantora Erykah Badu e o jogador de basquete Shaquille O’Neal. O remake foi escrito pela diretora do filme original, Nancy Meyers, e dirigido por Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”). A estreia está marcada para 7 de fevereiro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Terror sexual dançante do diretor de Love, com a estrela de A Múmia, ganha trailer americano
A A24 divulgou o pôster e o primeiro trailer americano de “Climax”, novo filme de Gaspar Noé, que venceu a Quinzena dos Realizadores 2018, mostra paralela do Festival de Cannes. A prévia em ritmo pulsante é embalada pela trilha criada especialmente para a produção por Thomas Bangalter, integrante do Daft Punk, e vai do clima de festa ao terror escancarado, com escala numa orgia generalizada. No filme, uma companhia de dança faz uma festa pós-ensaio que ganha rumos inesperados quando os jovens dançarinos percebem que alguém batizou o ponche com LSD. O ápice da loucura é uma cena de orgia coletiva. Mas há momentos de horror puro. O elenco reflete a falta de limites do diretor, abrangendo da estrela de cinema Sofia Boutella (“A Múmia”) à estrela pornô Giselle Palmer (“She Likes It Rough”), além de uma seleção de atores amadores. Especialista em filmes sexualmente agressivos, Noé ficou conhecido por “Irreversível” (2002), que apresentou uma cena de 9 minutos de estupro da personagem de Monica Bellucci. Seu filme mais recente, “Love” (2015), tinha cenas reais e explícitas de sexo filmadas em 3D. O mais curioso é que o próprio Noé ficou surpreso com a recepção positiva a “Climax” durante a première em Cannes. Em entrevistas, ele disse que o seu agente o alertara para esperar reações piores do que as geradas por “Love” e “Viagem Alucinante” (2009), exibidos em edições anteriores do festival francês. Mas aconteceu o oposto. “Climax” terá sua première norte-americana no Festival de Toronto, antes de estrear em circuito comercial em 19 de setembro na França e dois dias depois no Reino Unido. Ainda não há previsão de lançamento em outros países.
Telefilme live action de Kim Possible ganha primeiro teaser
O Disney Channel divulgou o primeiro teaser do telefilme live action de “Kim Possible”, que traz a novata Sadie Stanley (que figurou em “Game Shakers”) no uniforme da heroína animada, ao som de uma versão instrumental da canção “Call Me, Beep Me”, de Christina Milian, que embalava a abertura da antiga série. O elenco da produção também inclui Sean Giambrone (da série “The Goldbergs”) no papel de Ron Stoppable, Isaac Ryan Brown (“A Casa da Raven”) na pele de Wade Load, Alyson Hannigan (“How I Met Your Mother”) como a mãe de Kim e Todd Stashwick (“12 Monkeys”) como o vilão Dr. Drakken. A série original teve 87 episódios produzidos entre 2002 e 2007, além de dois longas animados. A trama acompanhava uma adolescente em idade escolar, que alternava seus dias de cheerleader com aventuras noturnas de combate ao crime. Os criadores da animação, Mark McCorkle e Robert Schooley, assinam o roteiro e a produção, e a direção está a cargo de Zach Lipovsky e Adam B. Stein (ambos da série “Mech-X4”). Ainda sem data de estreia definida, o telefilme será exibido no canal pago da Disney em 2019.
Dove Cameron volta a viver Mal no teaser de novo telefilme da franquia Descendentes
O Disney Channel divulgou o teaser de um novo telefilme da franquia “Descendentes”. Intitulado, em inglês, “Under the Sea: A Descendants Story”, trata-se de um especial em curta-metragem, que será lançado para os fãs matarem saudades da principal personagem da saga dos filhos dos vilões das fábulas encantadas, enquanto esperam mais um ano por “Descententes 3”. O especial vai trazer Dove Cameron e China Anne McClain reprisando seus papéis como Mal e Uma, respectivamente as filhas das bruxas Malévola e Úrsula, que se enfrentarão numa batalha épica submarina. O teaser mostra Mal reencontrando Dizzy (Anna Cathcart), só que a garota está usando o colar da vilã Uma, indicando o retorno da perigosa personagem. “Under the Sea: A Descendants Story” estréia em 28 de setembro nos Estados Unidos.
Neill Blomkamp sugere que seu RoboCop deve ser interpretado pelo ator do filme original
O diretor sul-africano Neill Blomkamp (de “Distrito 9”, “Elysium” e “Chappie”) respondeu no Twitter à dúvida de um seguidor sobre o novo filme do RoboCop, que ele vai dirigir. Questionado sobre quem deveria viver o personagem na nova versão, ele foi direto: Peter Weller. O ator que foi protagonista de “Robocop” (1987) e “Robocop 2” (1990) ainda está na ativa, tendo interpretado o vilão da temporada passada de “The Last Ship”. Por coincidência, o longa deve se chamar “RoboCop Returns” e se baseia num roteiro dos criadores do clássico de 1987, Edward Neumeier e Michael Miner, que estão envolvidos na produção. A trama foi originalmente concebida para ser o segundo filme da franquia e previa que um astro de reality show se tornaria presidente dos Estados Unidos. A ficção se tornou realidade e a MGM achou que a coincidência valia uma revisitação, recuperando o roteiro original que em 1990 foi preterido por uma história tosca do autor de quadrinhos Frank Miller. O roteirista Justin Rhodes, que escreveu a vindoura continuação de “O Exterminador do Futuro”, será responsável por reescrever e atualizar o conceito original. Em entrevista ao Deadline, Blomkamp afirmou que o “RoboCop” original é uma de suas grandes influências cinematográficas. “É um grande clássico do final século 20. Uma sequência que for realmente passada no mundo do filme de Paul Verhoeven é algo que eu adoraria assistir”, disse. A influência de “RoboCop” é bastante clara no longa mais recente do diretor. Em “Chappie” (2015), um robô policial ganhava consciência e desafiava as autoridades. Em 2014, o diretor brasileiro José Padilha (de “Tropa de Elite”) dirigiu um remake de “RoboCop”, com Joel Kinnaman no papel-título, mas este filme deve ser ignorado, caso leve mesmo adiante o plano de escalar Weller no papel principal. O longa de Padilha não se saiu tão bem no mercado norte-americano, mas arrecadou US$ 240 milhões em todo o mundo e teve desempenho particularmente forte na China. Rewatched #Robocop last night… Still one of the best ❤️?? Can’t wait to see the @NeillBlomkamp twist … who should play Robocop though? ? pic.twitter.com/0LN4LCXoso — Dimitri Vegas (@dimitrivegas) 13 de agosto de 2018
Disney é criticada por escalar ator hetero para viver primeiro personagem gay assumido do estúdio
Após Scarlett Johansson ser “convencida” a desistir de interpretar um transexual no cinema, por pressão do movimento LGBTQIA+, é a vez da Disney ser criticada nas redes sociais por ter escolhido um ator heterossexual para interpretar o primeiro grande personagem abertamente gay de seus filmes. O ator inglês Jack Whitehall (da série “Fresh Meat”) confirmou em seu perfil no Instagram que estará em “Jungle Cruise”, aventura inspirada num passeio da Disneylândia, que será estrelada por Dwayne Johnson e Emily Blunt. Segundo o tabloide inglês The Sun, o personagem será “afetado, exagerado e engraçado”. Em vez de comemorar a “ousadia” da Disney ao finalmente incluir um personagem gay num de seus filmes infantis – após 97 anos de produções – , o público LGBTQIA+ apontou o contrário, a falta de ousadia da Disney ao escalar um ator heterossexual para o papel. “Amo Jack Whitehall, mas eles seriamente não podiam ter escolhido alguém que é gay de verdade?”, escreveu uma pessoa. “Não é que seja um problema escalar um fantástico aliado heterossexual para um papel gay, mas é que há tantos atores gays sub-representados em todos os papéis por aí… então eu acho que isso é fantástico, mas também um pouco triste”, apontou o comediante James Barr. “Se não deixaram a Scarlett Johansson interpretar um homem trans, então não deveriam deixar o Jack Whitehall viver um homem gay. Especialmente se você considerar que há centenas de gays assumidos em Hollywood que são melhores atores do que ele”, disse outra pessoa. Além disso, a descrição do personagem dada ao jornal The Sun por uma fonte só fez a indignação crescer nas redes. “Sério, Disney? Seu primeiro personagem gay de peso vai ser vivido por um homem branco e heterossexual e perpetuar estereótipos? Que erro, esse navio devia afundar”, protestou outro no Twitter. “Jungle Cruise” tem roteiro da dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Golpe Duplo”) em parceria com Michael Green (“Logan”), direção de Jaume Collet-Serra (“O Passageiro”) e estreia prevista apenas para outubro de 2019.
Megatubarão devora quase R$ 8 milhões em sua estreia no Brasil
O filme “Megatubarão” estreou em 1º lugar nas bilheterias brasileiras no final de semana. Mais de 442 mil pessoas foram aos cinemas nacionais para para ver o quarto lançamento americano de criatura gigante em 2018, somando uma arrecadação de R$ 7,9 milhões. O sucesso do filme é mundial, tendo também aberto na liderança das bilheterias da América do Norte e da China. Com valores corrigidos, “Megatubarão” faturou US$ 146,9 milhões em seus primeiros quatro dias de exibição em todo o mundo. Em 2º lugar, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” foi visto por 251 mil pessoas entre quinta e domingo (13/8), com renda de R$ 4,7 milhões. E o 3º lugar ficou com “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo”, que teve público de 135 mil espectadores e bilheteria de R$ 2,5 milhões. Os dados são da consultoria ComScore. O levantamento também revela que “Os Incríveis 2”, em cartaz há sete semanas, atingiu R$ 140 milhões em arrecadação e público acumulado de 9,4 milhões de pessoas, tornando-se um dos maiores sucessos do ano no Brasil.
Filho do ex-jogador Edmundo, reconhecido por DNA, prepara filme sobre abandono paterno. Veja o trailer
A produtora O Baile divulgou o trailer do documentário “Todos Nós 5 milhões”, escrito e dirigido pelo jovem estreante Alexandre Mortágua, filho de 23 anos do ex-jogador Edmundo, que se inspirou em sua própria história para realizar o filme. O filme foca a história de pessoas que, como ele próprio, sofreram abandono paterno. Ele só foi reconhecido após um teste de DNA. Segundo dado revelado pelo Censo Escolar 2013, que existem 5,5 milhões de crianças no país sem o reconhecimento paterno. “Foram anos de terapia resolvidos como esse trabalho. Pensei muito como faria esse filme porque tem um pouco da minha vida também”, disse Alexandre em entrevista ao canal Hel Mother, no Youtube. O documentário reúne depoimentos reais, de jovens e adultos abandonados pelos pais, entremeados por dramatização com atores. Mas o diretor não pretende incluir a sua própria história na tela . “Não queria espetacularizar minha vida. Meu pai é uma pessoa pública, e é complicado falar dos ídolos das pessoas, ainda mais quando esses ídolos são homens”, disse Mortágua, que é formado em Artes Visuais e homossexual assumido. Filho da ex-modelo Cristina Mortágua, ele cresceu sem contato com o pai e a distância entre eles permanece até hoje. “Todos Nós 5 milhões” está atualmente em fase de pós-produção e deve ser lançado nos cinemas em 2019.
Framboesa de Ouro diz que planos do Oscar de “honrar” filmes populares desvaloriza premiação dos piores do ano
A organização do troféu Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzies, que premia os piores filmes e artistas da indústria cinematográfica americana, divulgou uma carta aberta à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, a respeito do anúncio dos planos de incluir uma categoria de “filmes populares” no Oscar. “Os Framboesas nem sempre acertam. Somos cobrados por isso. E nós geralmente ignoramos porque… quem leva Framboesa de Ouro a sério?” começa a carta . “Mas, falando sério, não somos o Oscar. O Oscar não é uma estatueta de US$ 4,97 que lembra às pessoas talentosas aquilo que fizeram de ruim e as sem talento que elas já ganharam dinheiro demais.” “Rebaixar-se para ‘honrar’ a produção popular apenas para obter mais visibilidade não é adequado à tradição do Oscar. Todo mundo conta com o Oscar para apontar as coisas boas que não poderiam ser vistas de outra forma”, continua a carta, que ainda acrescenta que a nova categoria pode até ofuscar o trabalho da premiação do Framboesa de Ouro. “Nós vasculhamos o entretenimento popular e, às vezes, impopular sem profundidade. Os Framboesas convidam os ‘des-honrados’ a se humilharem e ‘assumirem sua ruindade’.” Esse é o nosso trabalho ”, descreve o texto. “Então, uma dica para o nosso irmão mais velho e careca: Você é nossa inspiração – não nos falhe agora. Os Framboesas são co-dependentes do Oscar. Se você se desvalorizar – nós também nos desvalorizaremos.”
Mulan ganha primeira foto oficial com a atriz de O Reino Proibido
A Disney revelou a primeira foto oficial da da nova versão hollywoodiana da fábula “Mulan”, que traz a atriz chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, como a guerreira medieval Hua Mulan. A divulgação marca o começo das filmagens. Mas a pré-produção já tem quase um ano de trabalho feito. Para definir a intérprete da protagonista, a Disney embarcou numa verdadeira jornada épica, despachando diretores de elenco para cinco continentes, que consideraram cerca de mil candidatas para o papel. Além de dar preferência à atrizes de descendência chinesa, em busca de precisão cultural, a escolhida precisava ter habilidades de artes marciais, capacidade de falar em inglês e carisma de estrela. A escolhida foi anunciada em novembro de 2017. E, longe de ser uma “descoberta”, a nova Mulan já tem inclusive passagens anteriores por Hollywood. Ela atuou em inglês na fantasia de artes marciais “O Reino Proibido” (2008), ao lado de Jackie Chan e Jet Li, e na aventura medieval “O Imperador” (2014), com Nicolas Cage. Fluente em inglês, por ter morado em Nova York durante parte de sua infância, a atriz chinesa também é estrela de produções chinesas de ação, mostrando habilidades como guerreira na franquia “Os Quatro”, que já rendeu três filmes de artes marciais medievais, além de “O Grande Mestre 3” (2015). Recentemente, ela contracenou com Emile Hirsch em “The Chinese Widow”, filme do dinamarquês Bille August (“Trem Noturno para Lisboa”) que abriu o Festival Internacional de Cinema de Xangai no ano passado. E está escalada para estrelar a sci-fi de desastre “Imersion”, de Peter Segal (“Tratamento de Choque”), ao lado de Samuel L. Jackson. Sua fama e beleza ainda a transformaram em embaixatriz chinesa de grifes como Dior, Tissot, Garnier e Pantene, e lhe renderam o apelido carinhoso de “irmã fada”, por seu olhar e imagem que transmitem inocência. A foto divulgada, em que a atriz aparece de espada em punho, reforça que, ao contrário de “A Bela e a Fera”, a versão com atores de “Mulan” não será um musical, mas um filme de ação. Tanto é assim que os astros chineses das artes marciais Donnie Yen (“Rogue One”) e Jet Li (“Os Mercenários”) estão no elenco, respectivamente como o comandante Tung, mentor e professor da heroína, e o Imperador da China. Além deles, também se destacam na produção a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que interpretará uma feiticeira maligna, e o havaiano Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”). Bem diferente da versão animada, o novo filme não terá dragões bonzinhos, mas manterá a premissa básica da jovem que se disfarça de homem para ir à guerra no lugar do pai doente. O roteiro foi escrito por quatro pessoas, entre elas a dupla Amanda Silver e Rick Jaffa (de “Planeta dos Macacos: A Origem” e “No Coração do Mar”). “Mulan” também será o primeiro filme de fábulas “live action” da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. A relação da diretora com a Disney vem desde o drama esportivo “McFarland dos EUA”, que fez sucesso no mercado doméstico em 2015. Mas ela é mais lembrada por trabalhos com tom de fábula e heroína adolescente, como o filme “Encantadora de Baleias” (2002) e a recente série “Anne with an E”, na Netflix. A estreia está prevista apenas para março de 2020.












