Filme “misterioso” de Black Mirror ganha trailer e imagens na véspera da estreia
A Netflix divulgou as primeiras fotos e o trailer de “Black Mirror: Bandersnatch”. A prévia é tensa, com mais clima de terror que os episódios anteriores da série. E pela primeira vez não se passa no futuro, mostrando tecnologia e visual dos anos 1980. Mais exatamente de 1984, a famosa data orwelliana. A referência do título, porém, vem de outro livro. “Bandersnatch” é uma criatura fantástica do universo de “Alice no País das Maravilhas”. A trama gira em torno de um jovem que começa a ter experiências estranhas após iniciar um jogo com este nome. E, além de mostrar os anos 1980, a prévia também traz elementos de episódios passados de “Black Mirror”, como o cão-robô de “Metalhead” (da 4ª temporada) e o símbolo de “White Bear” (da 2ª temporada). Havia rumores de que a produção seria interativa, mas não há nenhuma revelação nesse sentido no material largado na internet. Uma possível conexão com a trama reside no fato de os videogames com gráficos interativos terem surgido nos anos 1980. “Black Mirror: Bandersnatch” tem direção do cineasta David Slade (“30 Dias de Noite” e série “Hannibal”) e traz em seu elenco Fionn Whitehead (“Dunkirk”), Will Poulter (“Maze Runner”), Alice Lowe (“Prevenge”) e Asim Chaudhry (“People Just Do Nothing”). O projeto ganha trailer após muita especulação e silêncio da Netflix, num caso em que a má divulgação virou divulgação. Primeira comunicação oficial sobre o lançamento, o vídeo e as fotos foram revelados apenas um dia antes da estreia, e despejados na internet sem release ou maiores explicações. Faz sentido, já que a Netflix é uma entidade virtual misteriosa, quase que saída de um episódio de “Black Mirror”, e que cresce mais que qualquer outra no mundo, apesar de esconder seus dados e agir sem a menor transparência. A estreia acontece nesta sexta (28/12) por meio da nova tecnologia popularizada rapidamente por essa entidade misteriosa: streaming.
Destaque nas estreias, Deadpool tenta convencer o público a ver seu filme pela segunda vez
A programação de cinema desta quinta (27/12) prevê a ampliação de dois filmes que sofreram com o excesso de estreias na quinta passada – ou tentaram se antecipar com “pré-estreias” pagas. “Bumblebee” e “Minha Vida em Marte” chegarão em mais salas, respondendo pela maioria das renovações de telas desta semana. Com isso, o principal destaque “inédito” é o relançamento de “Deadpool 2”, que foi censurado e recebeu cenas extras para compensar, e desembarca com título diferente, “Era uma Vez um Deadpool”, capaz de causar confusão entre o público. Porém, não se trata realmente de um filme novo. É um caça-níquel descarado, mas criativo. Na nova versão, Deadpool (Ryan Reynolds) rapta o ator Fred Savage e o amarra numa cama para reencenar “A Princesa Prometida”. No filme dos anos 1980, Savage ainda era um menino e ouvia um conto de fadas lido por seu avô. Desta vez, Deadpool conta o filme “Deadpool 2” para o ator, cortando os palavrões e a violência vistas no lançamento original. O segundo filme americano da lista é a comédia dramática “A Pé Ele Não Vai Longe”, em que Joaquin Phoenix (“Ela”) vive um cartunista quadriplégico. Cinebiografia de John Callahan, o filme narra como ele superou abusos sexuais, vícios e um acidente de carro que o deixou confinado numa cadeira de rodas para virar cartunista nos anos 1970. De estilo inconfundível, seus quadrinhos cheios de humor negro – e por vezes controversos – o tornaram famoso. Com o projeto, Joaquin Phoenix volta a ser dirigido por Gus Van Sant, após os dois trabalharam juntos em “Um Sonho sem Limites” (1995), segundo filme do ator, então com 21 anos. O elenco também inclui Jonah Hill (“Anjos da Lei”), Jack Black (“Jumanji”) e Rooney Mara (“Lion”) com figurinos e penteados de 40 anos atrás. Completam as estreias três produções europeias. A melhor é o suspense dinamarquês “Culpa”, que venceu vários prêmios no circuito dos festivais, inclusive em Sundance, Zurique, Valladolid, Torino e Roterdã. Primeiro longa escrito e dirigido por Gustav Möller, o filme acompanha a reação de um policial de plantão nos serviços de emergência quando atende a ligação de uma mulher sequestrada. Repleto de reviravoltas, tem 99% de aprovação no Rotten Tomatoes. A coprodução alemã-israelense “O Confeiteiro” venceu sete prêmios da Academia Israelense e foi o filme indicado por Israel para concorrer ao Oscar – mas não passou na peneira inicial. A trama acompanha um confeiteiro gay alemão que, sem conseguir processar a perda do amor, vai para Jerusalém trabalhar na padaria da viúva de seu amante, formando um vínculo com ela, que de nada desconfia. Bem avaliado, atingiu 98% no Rotten Tomatoes. Por fim, o italiano “Emma e as Cores da Vida” é bem mais convencional, ao mostrar como um fanfarrão mulherengo tem sua vida virada do avesso ao se apaixonar por uma médica osteopata cega. Mas, convenhamos, quem não se apaixonaria por Valeria Golino, ainda linda, 30 anos depois de ser namorada de Tom Cruise em “Rain Man” (1988). A direção é do veterano Silvio Soldino, que apesar de 35 anos de carreira, só teve um filme lançado no Brasil anteriormente, “Que Mais Posso Querer” (2010). Confira os trailers e as sinopses das estreias abaixo. Era uma Vez um Deadpool | EUA | Super-Heróis Determinado a provar que “Deadpool 2” é um filme para toda a família, Wade Wilson (Ryan Reynolds) limpa todos os palavrões e sangue da narrativa e sequestra o ator Fred Savage para reencenar uma cena de “A Princesa Prometida”. Sem poder se desvencilhar das amarras, Savage é obrigado a ouvir o “conto de fadas” do Mercenário Tagarela, incluindo sua luta com Cable (Josh Brolin) e a formação da X-Force. A Pé Ele Não Vai Longe | EUA | Comédia John Callahan (Joaquin Phoenix) é um homem conturbado que, bêbado, bate de carro e sofre um grave acidente. Tetraplégico, ele transforma sua vida, tornando-se um dos cartunistas mais improváveis, ácidos e perseverantes do mundo, usando as limitações físicas para desenvolver uma carreira artística com a ajuda de sua namorada e de um simpático padrinho. Culpa | Dinamarca | Suspense O policial Asger Holm (Jakob Cedergren) está acostumado a trabalhar nas ruas de Copenhague, mas devido a um conflito ético no trabalho, é confinado à mesa de emergências. Encarregado de receber ligações e transmitir às delegacias responsáveis, ele é surpreendido pela chamada de uma mulher desesperada, tentando comunicar o seu sequestro sem chamar a atenção do sequestrador. Infelizmente, ela precisa desligar antes de ser descoberta, de modo que Asger dispõe de poucas informações para encontrá-la. Começa a corrida contra o relógio para descobrir onde ela está, para mobilizar os policiais mais próximos e salvar a vítima antes que uma tragédia aconteça. O Confeiteiro | Alemanha, Israel | Drama Thomas (Tim Kalkhof) é um alemão dono de uma confeitaria que viaja para Jerusalém em busca da esposa e o filho de Oren (Roy Miller), seu amante morto. Ao chegar lá ele começa a trabalhar para a viúva de seu amante, que não tem ideia de que eles compartilham uma tristeza sem nome sobre o mesmo homem. Emma e as Cores da Vida | Itália | Romance Teo (Adriano Giannini) é um publicitário mulherengo que divide seu tempo entre a amante, a namorada e a elaboração de mentiras. Um dia seu caminho cruza com o de Emma (Valeria Golino), uma osteopata cega, e o que começa como mais um mero jogo de sedução se transforma numa relação inesperadamente íntima.
Aquaman já foi visto por mais de 4 milhões de brasileiros
Fenômeno mundial, o filme “Aquaman” já foi visto por mais de 4 milhões de espectadores no Brasil, após 12 dias de exibição. A arrecadação do filme já é de R$ 66,1 milhões, segundo dados da consultoria comScore. O segundo filme mais visto do fim de semana natalino foi o nacional “Detetives do Prédio Azul: O Mistério Italiano”, que arrecadou R$ 2,5 milhões e levou pouco mais de 170 mil pessoas ao cinema em seu fim de semana de estreia. Com isso, o filme infantil brasileiro bateu a outra grande estreia do fim de semana, o filme infantil americano “O Retorno de Mary Poppins”, que ficou em 3º lugar com R$ 2 milhões e 117 mil espectadores. Completam o Top 5 “Bohemian Rhapsody”, que mesmo em sua oitava semana fez uma bilheteria de R$ 894 mil, e “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, com mais R$ 447 mil.
Filme mafioso italiano estrelado por Maria Fernanda Cândido encerra suas filmagens
Encerraram-se as filmagens de “O Traidor”, novo longa-metragem do veterano cineasta italiano Marco Bellocchio (“A Bela Que Dorme”) que teve cenas filmadas no Rio. E para marcar a ocasião foi divulgada a primeira foto oficial. Veja acima. O filme é uma cinebiografia de Tommaso Buscetta, o primeiro chefe de alto escalão da máfia a se transformar em informante da justiça. O filme é estrelado por Pierfrancesco Favino (da série “Marco Polo”) e Maria Fernanda Cândido (“Meu Amigo Hindu”). O papel da atriz brasileira é o de Maria Cristina de Almeida Guimaraes, terceira mulher de Buscetta e filha de um advogado brasileiro. Ela teve papel importante na decisão do marido de começar a cooperar com a justiça italiana e norte-americana a partir de 1984. O ator Luigi Lo Cascio (“O Nome do Filho”) será Salvatore “Totuccio” Contorno, um mafioso que seguia os passos do protagonista, Fabrizio Ferracane (“Almas Negras”) interpretará outro chefe, Giuseppe “Pippo” Calò, e Fausto Russo Alesi (“Sangue do Meu Sangue”) terá o papel de Giovanni Falcone. Além de filmar no Rio, o longa teve parte de sua produção rodada em Roma, Sicília e Colônia (Alemanha). A distribuição no Brasil será feita por Fênix Filmes e Pandora Filmes, mas a data de estreia ainda não foi divulgada.
Novo comercial de Capitã Marvel volta a mostrar heroína como desenho animado da Disney
A Marvel divulgou um novo comercial de “Capitã Marvel” no Natal. Sem trazer imagens novas, o vídeo volta a destacar o visual de desenho animado da Disney que a personagem-título assume ao voar no final “apoteótico” da prévia. A repetição dessas cenas assinala que não se tratam de efeitos inacabados, mas que a Marvel quer mesmo que os fãs aceitem uma Capitã Marvel que vira desenho infantil quando demonstra seus poderes. Não é à toa que a atriz Brie Larson chegou a manifestar frustração, em entrevistas, sobre ter treinado para cenas de ação que nunca pôde fazer no filme. O problema não é apenas estético, é também reflexo da forma como a Marvel gerencia suas produções, contratando diretores sem experiência em filmes de grandes orçamentos e delegando para profissionais de animação a realização de diversas cenas. Isto sem aprofundar como a opção subestima a capacidade da atriz principal para realizar cenas em cabos suspensos como a maioria dos atores masculinos da Marvel têm feito. Aguardam-se novos trailers para esse quadro ficar mais claro. A trama do longa se passa nos anos 1990 e acompanha a Capitã Marvel após cair na Terra e ser encontrada por Nick Fury (Samuel L. Jackson), acreditando ser uma heroína kree em guerra contra os skrulls. Mas ao enfrentar as criaturas que podem mudar de forma, a personagem passa a ter flashbacks de sua vida como piloto americana, o que a faz questionar sua própria existência como kree. O elenco também inclui Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) Gemma Chan (da série “Humans”), Annette Bening (“Mulheres do Século 20”), Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”) e o retorno de Djimon Hounsou e Lee Pace como seus personagens de “Guardiões da Galáxia” (2014). Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Vítima de abuso de Kevin Spacey teria gravado vídeo da agressão
A denúncia contra o ator Kevin Spacey por agressão sexual em uma localidade turística perto de Boston em 2016 ganhou novos contornos com a revelação, pela agência AFP, de que a suposta vítima gravou parte do ocorrido. O ator americano de 59 anos, que estrelava a série “House of Cards” e venceu dois Oscar, vai enfrentar um julgamento marcado para 7 de janeiro no tribunal da ilha de Nantucket. A pena máxima prevista, caso seja considerado culpado, é de cinco anos de prisão. Segundo os documentos da denúncia, William Little, que tinha 18 anos no momento da suposta agressão em julho de 2016, contou à polícia que enviou mensagens pelo Snapchat, entre elas um vídeo, a sua namorada quando estava no bar-restaurante Club Car de Nantucket com o ator. Little era funcionário no Club Car e naquela noite ficou no restaurante após seu expediente para ver Kevin Spacey, de quem era fã. Após se apresentar ao ator e afirmar ter 23 anos – no estado de Massachusetts, a idade mínima para o consumo de álcool é 21 anos – começou a beber com ele, primeiro cerveja e depois uísque. De acordo com a denúncia, Spacey então convidou o jovem a ir a sua casa com outros amigos. Mas Little recusou o convite, suspeitando que o ator estava tentando seduzi-lo. Mesmo assim, ficou no bar porque “queria uma foto com Spacey, algo para o Instagram”. Não esperava, porém, que o ator resolvesse passar dos limites, colocando sua mão em local estratégico, por cima da calça dele, segundo o texto. Little tentou afastar de Spacey, ao mesmo tempo em que trocava mensagens com sua namorada sobre a agressão. Como ela não estava acreditando nele, ele enviou um vídeo do ator colocando a mão em sua calça. O jovem então deixou o bar, seguindo o conselho de uma mulher que viu que “ele estava aflito”. Ele voltou ao trabalho no dia seguinte e informou ao dono do bar sobre o incidente, ainda segundo documentos do tribunal. O texto diz que a polícia recuperou o vídeo e o mostrou ao jovem, que confirmou que se tratava dele e de Spacey. Spacey, que foi expulso da vida pública por acusações de má conduta sexual em 2017, ainda não comentou as últimas acusações. Em vez disso, postou um vídeo bizarro nas redes sociais, em que aparece falando sobre as acusações de abuso sexual, mas como o personagem Frank Underwood, que ele interpretava em “House of Cards”. Mais de 30 homens disseram que foram vítimas de avanços sexuais indesejados por Spacey, desde que o ator Anthony Rapp (da série “Star Trek: Discovery”) o acusou de tentar seduzi-lo em 1986, quando tinha apenas 14 anos de idade. O escândalo foi tão grande que Spacey foi demitido da série “House of Cards”, na qual vivia o protagonista, e teve sua atuação apagada em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sendo substituído em refilmagens por outro ator – Christopher Plummer, que acabou indicado ao Oscar. A repercussão atingiu vários outros projetos que o envolviam. A Netflix, por exemplo, assumiu o prejuízo de ter produzido uma biografia de Gore Vidal com o ator, optando por vetar seu lançamento.
Comédia de Will Ferrell sobre Sherlock Holmes obtém 0% de aprovação da crítica americana
A comédia “Holmes & Watson” foi destruída pela crítica americana, apesar dos esforços da Sony Pictures de esconder o filme da mídia. Sabendo o que tinha em mãos, o estúdio preferiu lançá-lo na terça (25/12) sem cobertura da imprensa nos Estados Unidos. Mas os jornalistas pagaram ingressos para assistir e escrever sobre a obra. E o resultado pôde ser conferido nesta quarta no Rotten Tomatoes: uma avaliação unânime de 0% de aprovação. “Possivelmente o pior filme já feito sobre o detetive de Baker Street”, atacou o site A.V. Club. “Um autêntico peru de Natal”, lamentou o jornal britânico Independent, fazendo referência à expressão “turkey” (peru) que é equivalente ao “bomba” brasileiro, no sentido de lixo completo. O Indiewire questionou o “verdadeiro mistério do filme”: “Quantas pessoas engraçadas podem caber num filme sem graça?”. E a crítica da revista Entertainment Weekly sintetizou a trama do longa como “uma hora e meia de variações da mesma piada: e se (insira uma invenção moderna) existisse na era vitoriana?”. O filme voltou a reunir os atores Will Ferrell e John C. Reilly, intérpretes dos personagens do título, 12 anos depois da estreia da parceria em “Ricky Bobby – A Toda Velocidade” (2006) e uma década completa após o grande sucesso de “Quase Irmãos” (2008). Combinação de paródia e pastelão reminiscente das comédias de Mel Brooks, a trama traz um Sherlock Holmes (Ferrell) completamente atrapalhado, que tem um parceiro à altura no inepto Dr. Watson (Reilly). Quando um crime é cometido no palácio de Buckingham, Sherlock Holmes é o único detetive capaz de desvendar o mistério antes do vilão Moriarty atacar a Rainha Vitória. Mas um detalhe é capaz de dificultar sua investigação: o crush de Watson pela monarca britânica. O elenco também inclui Ralph Fiennes (“007 Contra Spectre”) no papel de Moriarty, Hugh Laurie (o eterno Dr. House) como Mycroft Holmes, o irmão de Sherlock, Kelly Macdonald (“T2 Trainspotting”) como a Sra. Hudson, senhoria de Sherlock, Pam Ferris (“Call the Midwife”) como a Rainha Vitória, Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”) como a Dra. Grace Hart, primeira médica a atender em Londres, e o alemão Wolf Roth (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) como o pai da psicanálise Sigmundo Freud. Sherlock Holmes já rendeu diversas comédias, mas poucas marcaram época. Entre as melhores, estão “A Vida Íntima de Sherlock Holmes” (1970), do mestre Billy Wilder, “O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes” (1975), de Gene Wilder, e “Sherlock & Eu” (1988), com Michael Caine. Roteiro e direção de “Holmes & Watson” são de Etan Cohen, que dirigiu Ferrell em outro fiasco de crítica: a comedia “O Durão” (28% em 2015). Ainda não há previsão para o peru-bomba chegar ao Brasil.
Não Olhe: Novo terror adolescente ganha trailer legendado
A Paris Filmes divulgou o trailer legendado de “Não Olhe” (Look Away), um dos terrores piores avaliados dos Estados Unidos em 2018. Lançado em outubro passado por lá, o longa atingiu 0% de aprovação no Rotten Tomatoes, apesar do bom elenco. A trama gira em torno da personagem de India Eisley, uma adolescente que vira vítima de bullying indiscriminado na escola – a prévia não fornece o motivo – e encontra consolo num reflexo de espelho que pede para tomar o seu lugar e consertar tudo. Mas a personalidade que emerge é psicótica. Em outras palavras, “Carrie, a Estranha” entra no “Clube da Luta”. India Eisley vive a eterna promessa de emplacar sua carreira desde que chamou atenção como a irmã mais jovem e deprimida de Shailene Woodley na série caretinha “A Vida Secreta de uma Adolescente Americana” (2008–2013). Desde então, ela fez vários filmes sem causar impacto, tanto que volta em 2019 para as séries, em “I Am the Night”, da diretora Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”). Em “Não Olhe”, a atriz tem a companhia dos veteranos Jason Isaacs (franquia “Harry Potter”) e Mira Sorvino (que venceu o Oscar por “Poderosa Afrodite”) como seus pais, além dos adolescentes Penelope Mitchell (“The Vampire Diaries”), John C. MacDonald (“Quatro Vidas de um Cachorro”) e Harrison Gilbertson (“Picnic at Hanging Rock”). Com roteiro e direção do israelense Assaf Bernstein (da série “Fauda”) em sua estreia em Hollywood, “Não Olhe” chega aos cinemas brasileiros em 28 de fevereiro.
Aquaman ultrapassa US$ 100 milhões nos EUA e atinge US$ 500 milhões em todo o mundo
Papai Noel presenteou “Aquaman” com a 6ª maior bilheteria de Natal já registrada na América do Norte. O longa do super-herói vivido por Jason Momoa faturou US$ 22M (milhões) no dia 25 de dezembro, US$ 1M a menos que o filme de maior bilheteria de todos os tempos no mesmo período – “Avatar” fez US$ 23M no Natal de 2009. Contando pré-estreias, “Aquaman” já superou a marca de US$ 100 milhões em sua arrancada nos Estados Unidos e Canadá. O total está em US$ 105,7M. Mas embora isso seja impressionante, é menor que o valor registrado por “Liga da Justiça” (US$ 111,9M) em seus cinco primeiros dias. E “Liga da Justiça” foi considerado um fracasso, rendendo a pior bilheteria de uma adaptação da DC Comics. Claro que é difícil falar de copo meio vazio em relação a um super-herói com poderes aquáticos. A água transborda facilmente quando se observa o quadro maior. Recém-lançado, o filme já rendeu 75% do total arrecadado por “Liga da Justiça” em todo o mundo, graças a seu sucesso internacional. Além disso, consolidou-se como a maior bilheteria da Warner Bros. na China. O feliz Natal de “Aquaman” ao redor do mundo ajudou o filme a superar os US$ 500 milhões de arrecadação mundial. Com esse ritmo, não deve ter dificuldades para superar os US$ 657,9M feitos por “Liga da Justiça”. A questão é se isso será suficiente. Afinal, com custos de produção estimados em US$ 200M e diante da política chinesa de reter 75% das bilheterias originárias do país, seu break even pode estar na casa dos US$ 800M.
Nicki Minaj vai dublar a animação Angry Birds 2
A rapper Nicki Minaj foi confirmada no elenco de dubladores originais da animação “Angry Birds 2”. Um dos piores desenhos animados dos últimos tempos (44% de aprovação no Rotten Tomatoes) vai ter mesmo continuação e tentar melhorar em todos os quesitos. No filme anterior, a convidada musical original foi Charli XCX, que gravou a voz da personagem Willow. E já se vê diferença nessa comparação. O roteiro foi escrito por Peter Ackerman, um dos autores da história do primeiro “A Era do Gelo” (2002), o que já representa uma expectativa de melhoria. Produzido pela Sony Animation e dirigido por Thurop Van Orman (criador do desenho “As Trapalhadas de Flapjack”), o filme dispensou a equipe original e só vai manter os dubladores principais do primeiro “Angry Birds”, Jason Sudeikis, Josh Gad, Bill Hader, Danny McBride e Peter Dinklage, que retomam seus respectivos personagens. A estreia está marcada para 16 de agosto nos Estados Unidos e apenas para 3 de outubro no Brasil. “Angry Birds 2” não será o primeiro trabalho de dublagem de Nicki Minaj, que antes fez “A Era do Gelo 4” (2012).
Hellboy ganha novo pôster animado
A Lionsgate divulgou um novo pôster animado de “Hellboy”, reboot da franquia baseada nos quadrinhos de Mike Mignola. A imagem traz o personagem-título, vivido pelo ator David Harbour (o xerife Hopper na série “Stranger Things”), com chifres proeminentes e a espada Excalibur. Assinado por Andrew Cosby (criador da série “Eureka”), o roteiro adapta a trama de quadrinhos conhecida como “The Wild Hunt”. A trama introduz a ameaça de Nimue, a maior de todas as bruxas britânicas – que, segundo a lenda arthuriana, era amante de Merlin. Ela usou essa afeição para aprender os truques do mago e depois aprisioná-lo. Mas, sem Merlin, Nimue enlouqueceu, assustando as outras bruxas, que passam a encará-la como ameaça e decidem matá-la, esquartejá-la e espalhar seus restos pela Terra. Este status muda quando, séculos depois, Hellboy ameaça a existência das bruxas e elas decidem trazer Nimue de volta à vida. Dirigido por Neil Marshall (“Legionário”, série “Game of Thrones”), o reboot de “Hellboy” ainda inclui em seu elenco Ian McShane (série “American Gods”), Sasha Lane (“American Honey”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”), Penelope Mitchell (“The Vampire Diaries”), Sophie Okonedo (“Depois da Terra”), Kristina Klebe (“Halloween – O Início”) e Milla Jovovich (da franquia “Resident Evil”) como Nimue. A estreia está marcada para 11 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Visualizar esta foto no Instagram. For everyone on the Naughty list. #Hellboy #MerryXmas Uma publicação compartilhada por Hellboy (@hellboymovie) em 25 de Dez, 2018 às 5:59 PST
The Rock ensina Florence Pugh a virar campeã de luta livre em trailer de comédia britânica
A Lionsgate divulgou o pôster e o novo trailer de “Fighting with My Family”, comédia britânica sobre luta livre, que conta com participação especial de Dwayne Johnson. A prévia destaca a presença do ator, que volta a seus dias de The Rock para dar conselhos à protagonista, uma aspirante à lutadora vivida por Florence Pugh (“Lady Macbeth”), que vem de uma família inglesa obcecada por luta livre. O filme escrito e dirigido pelo comediante inglês Stephen Merchant (criador da série “The Office” original) é baseado na história real de Paige (Soraya “Raya” Bevis), uma das lutadoras mais celebradas da WWE, a liga de luta-livre dos Estados Unidos. A prévia mostra como sua família era considerada bizarra devido à paixão pelo esporte violento. O pai, um lutador aposentado do wrestling britânico, costumava se apresentar em circuito amador com seus filhos, o que acabou rendendo convite para os dois jovens realizarem um teste para competir na liga americana. Entretanto, apenas um dos irmãos é aprovado. A história real já foi contada no documentário “The Wrestlers: Fighting with My Family”, de 2012. Stephen Merchant tomou liberdades criativas com os fatos, incluindo comédia na dramatização. O elenco também inclui Nick Frost (“Into the Badlands”), Vince Vaughn (“Até o Último Homem”), Lena Headey (“Game of Thrones”), Jack Lowden (“Um Reino Unido”), além do próprio Stephen Merchant. “Fighting with My Family” estreia em 1 de março nos Estados Unidos e no Reino Unido, e por enquanto não tem previsão de lançamento no Brasil.
Nós: Primeiro trailer do novo terror do diretor de Corra! é muito impactante
A Universal divulgou o primeiro trailer de “Nós” (Us), o novo filme de terror do diretor e roteirista Jordan Peele (“Corra!”). A prévia ainda não tem legendas, mas é muito impactante e revela o significado do título. O longa vai contar a velha história da viagem de fim de semana que acaba mal, mas de forma bastante inesperada. Na trama, um casal leva os filhos para um passeio no litoral, esperando curtir um momento em família. A tranquilidade da viagem é interrompida quando visitantes não convidados aparecem, instaurando o caos. O detalhe é que os visitantes são eles mesmos (“nós”), em versões distorcidas, sobrenaturais e sedentas por sangue. O elenco destaca Lupita Nyong’o e Winston Duke (ambos de “Pantera Negra”) como os pais, além de Elizabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Anna Diop (“Titãs”), Tim Heidecker (“Homem-Formiga e a Vespa”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”) e o estreante Duke Nicholson, neto do lendário ator Jack Nicholson (“O Iluminado”). A estreia no Brasil foi marcada para 21 de março, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.












