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Divulgação/Go Up Entertainment

Filme|22 de junho de 2026

Cinemas evitam “Dark Horse”, filme de Bolsonaro

Redes temem baixa bilheteria e confusão entre grupos políticos nas portas dos locais de exibição


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Filme sem distribuição garantida
2 Por que os cinemas resistem?
3 Estreia pode ficar para depois da eleição?
4 Eduardo busca distribuidores nos EUA
5 Lançamento americano também é incerto
6 Aberto para posicionamentos

Filme sem distribuição garantida

“Dark Horse”, cinebiografia “americana” de Jair Bolsonaro, ainda não tem distribuição garantida no Brasil. O filme, financiado com recursos ligados a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso sob suspeita de fraude bancária, não aparece no calendário de estreias nacionais de 2026.

Por que os cinemas resistem?

Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, as grandes redes de cinema do país não demonstram interesse em exibir o longa.

As justificativas apresentadas pelas redes são comerciais e operacionais. A primeira avaliação é que “Dark Horse” pode ter desempenho fraco de bilheteria no Brasil. A segunda preocupação envolve a possibilidade de confrontos ou tumultos entre bolsonaristas e antibolsonaristas nas portas dos cinemas, o que poderia afetar a venda de ingressos de outros filmes e afastar parte do público das salas.

Estreia pode ficar para depois da eleição?

A indefinição não envolve apenas o mercado exibidor. Aliados de Flávio Bolsonaro têm defendido que o senador encomende uma pesquisa qualitativa para avaliar se o filme deve chegar ao Brasil antes ou depois das eleições.

De acordo com Lauro Jardim, o receio é que a estreia reacenda a repercussão da parceria, mantida até recentemente sob sigilo, entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. “Dark Horse” passou a ser associado ao escândalo do Banco Master depois que o The Intercept Brasil revelou gravações em que Flávio Bolsonaro cobrava Vorcaro por parcelas atrasadas do patrocínio ao filme.

Flávio, que inicialmente negou financiamento de Vorcaro ao filme, reconheceu a veracidade dos áudios, mas afirmou que os pagamentos feitos pelo ex-banqueiro preso eram legais, privados e sem contrapartida.

Eduardo busca distribuidores nos EUA

Nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro defende que “Dark Horse” pode ter impacto político favorável ao irmão. Em evento recente, o ex-deputado chamou o longa de “pesadelo da esquerda” e comparou sua possível influência cultural à de “O Exterminador do Futuro 2”.

A première do filme aconteceu na semana passada em um hotel de Las Vegas, durante o Fraud Fighter Summit, evento da extrema direita americana voltado a temas como fraude eleitoral e disputas políticas. A exibição encerrou o primeiro dia da convenção extremista e contou com a presença de Eduardo Bolsonaro e do diretor do filme.

Ao apresentar o longa, o americano Cyrus Nowrasteh assumiu que se trata de material político e deixou claro as intenções eleitorais. “Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, disse o cineasta, especializado em produções de baixo orçamento sobre religião e crimes como “O Jovem Messias” (2016) e “Sequestro Internacional” (2019).

Lançamento americano também é incerto

Segundo o blog de Bela Megale, no jornal O Globo, o objetivo do filho do ex-presidente ao exibir o filme no evento extremista era principalmente atrair distribuidores interessados em levar “Dark Horse” aos cinemas dos Estados Unidos.

O lançamento americano também não está garantido.

Aberto para posicionamentos

Os bastidores do filme “Dark Horse” têm gerado repercussão há mais de um mês. O tema está em constante atualização e o espaço segue em aberto para posicionamentos, declarações e reparos das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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