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    Candidato a Imperador da Galáxia, Donald Trump critica Obama por ser fã de Star Wars

    31 de dezembro de 2015 /

    O candidato a Imperador da Galáxia, Donald Trump, comprou briga com a Resistência. Em um vídeo de 15 segundos, postado no Instagram, o milionário que quer ser Presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano criticou o Presidente Barack Obama por ser fã de “Star Wars”, insinuando que ele devia se preocupar com as guerras reais. “Precisamos de um presidente real. Nós estamos em uma guerra séria”, diz o vídeo, acompanhado por imagens de notícias sobre o Estado Islâmico e os ataques terroristas ocorridos em Paris e na cidade de San Bernardino. “Nosso presidente está ocupado com outra guerra”, conclui a propaganda, antes de mostrar Obama dizendo: “Ok, pessoal. Preciso ir ver “Star Wars”. A frase de Obama foi dita no dia 18 de dezembro, durante coletiva de imprensa na Casa Branca. O que Trump não contou é que a sessão que o Presidente veria foi realizada para famílias de militares que morreram em guerras de verdade, como no Iraque e no Afeganistão, e não numa guerra de retórica. A cada declaração e comercial, Trump, por outro lado, parece cada vez mais louco para invadir um novo país, iniciar mais uma guerra, apertar o botão que dispara bombas atômicas, deportar todos os imigrantes, prender qualquer muçulmano e fazer o diabo, oscilando entre iniciar o apocalipse ou se divertir apenas implantando uma distopia verídica. We need a real President! Um vídeo publicado por Donald J. Trump (@realdonaldtrump) em Dez 29, 2015 às 11:10 PST

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    Personagens de Dragon Ball Z fazem comerciais de carros

    31 de dezembro de 2015 /

    Os carros americanos seriam tão ultrapassados quanto desenhos animados antigos? Não deve ter sido esta a intenção da campanha de divulgação dos novos Ford Fusion e do Ford Focus, que está usando os personagens de “Dragon Ball Z” para vender carros, num apelo à nostalgia. Brincando com o nome de um dos carros, o comercial chega a referenciar uma cena do desenho dos anos 1990, em que Goten e Trunks conseguem fazer, pela primeira vez, uma Fusão bem sucedida. Porém, em vez de se tornar Gotenks, eles viram um Ford Fusion! A Ford também apelou aos personagens de Akira Toriyama para mostrar o quanto o novo Ford Focus pode ser desejado. A ideia por trás dos anúncios é mostrar carros poderosos. E eles precisam ser, para encarar a concorrência japonesa de verdade – não a animada – da Toyota e Mitshubishi.

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    Patrick Dempsey e Jennifer Garner estariam namorando

    30 de dezembro de 2015 /

    A fila andou e serviu para os atores Patrick Dempsey (série “Grey’s Anatomy”) e Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) se encontrarem. Segundo a revista americana OK!, os dois estariam namorando. O casal se conhece há alguns anos, tendo inclusive já “namorado” no cinema, no romance “Idas e Vindas do Amor” (2010), mas a fonte da revista afirma que no último mês eles teriam se reencontrado em clima mais íntimo. “Assim que eles começaram a conversar novamente rolou um clima evidente para ambos. Ela ficou muito empolgada. O segundo encontro foi um jantar que, de tão bom, acabou resultando em um final de semana inteiro juntos”, comentou o fofoq… fonte. Ainda segundo a publicação, o romance seria muito discreto e recente, mas os dois, que terminaram casamentos duradouros em 2015, estariam muito felizes com o início do novo relacionamento. Patrick se separou em janeiro da maquiadora Jillian Fink, com quem ficou por quase 16 anos e com quem teve três filhos. Já Jennifer se divorciou de Ben Affleck (“Argo”) em junho, após 10 anos juntos. Eles também são pais de três crianças.

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    Bill Cosby tem mandato de prisão expedido em caso de abuso sexual

    30 de dezembro de 2015 /

    O comediante americano Bill Cosby, de 78 anos, teve um mandado de prisão expedido nesta quarta-feira (30/12), acusado de drogado e abusado sexualmente de uma ex-funcionária da Universidade de Temple em 2004, informou a revista People. O ator se apresentou à justiça e pagou uma fiança de US$ 1 milhão para responder ao processo em liberdade. Ele teve que entregar seu passaporte e precisará se apresentar diante de um tribunal para a audiência preliminar do caso, marcada para 14 de janeiro Trata-se da primeira acusação de crime sexual levada adiante contra o comediante, que entre 2014 e 2015 enfrentou um grande escândalo, após mais de 50 mulheres revelarem casos de abuso praticados por Cosby ao longo de sua carreira. De acordo com a People, a vítima que conseguiu levar o caso adiante é Andrea Constand, de 42 anos, que atualmente trabalha como massagista em Ontário, no Canadá. Ela não comentou o assédio, que teria acontecido numa mansão do humorista na Pensilvânia, mas uma de suas advogadas agradeceu à justiça. “Obviamente, nós agradecemos pela expressão de confiança”, afirmou Dolores Troiani. “Vamos ver o que acontece. Esperamos que a justiça seja feita. Vamos cooperar totalmente.” Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, o promotor-assistente Kevin Steele anunciou o início do processo. “O senhor Cosby foi indiciado por agressão indecente com agravante”, declarou. “Na noite em questão, o senhor Cosby insistiu para que ela [Andrea Constand] tomasse pílulas dadas por ele além de vinho. Seu efeito a tornou incapaz de mover-se e de responder a suas investidas. Ele então cometeu uma agressão indecente agravada contra ela”, explicou Steele. Para piorar a situação, a vítima era homossexual. No processo, Andrea se refere ao humorista como um “narcisista” que não percebeu que ela era lésbica. Duas semanas antes do mandato de prisão, no dia 14 de dezembro, Bill Cosby abriu seu próprio processo por difamação contra sete das 50 mulheres que o acusaram de abuso. O ator rotulou as acusações de “malvadas, oportunistas, falsas e difamatórias”, e de serem “uma mera tentativa para conseguir dinheiro” e “arruinar” sua reputação. Segundo a advogada de Cosby, as acusações “lhe causaram e continuam lhe causando dor substancial e danos a sua reputação, contratos empresariais, vergonha, mortificação, danos a suas propriedades, empresas, comércio, profissão e ocupação”. “O senhor Cosby alega sem rodeios que ele não drogou e não abusou sexualmente das acusadas e que cada uma delas publicou, maliciosamente e com pleno conhecimento, comentários falsos e acusações desde 2014 até hoje, em uma tentativa de prejudicar sua reputação e extrair benefícios pecuniários”, afirmou Monique. O advogado que representa as sete mulheres, Joseph Cammarata, por sua vez, rotulou o movimento de “jogada básica de qualquer advogado”, e destacou que Cosby apenas iniciou ações contra sete delas, quando há dezenas de outras mulheres que o processaram. A edição de julho da revista New York Magazine chegou a reunir 35 acusadoras, com idades entre 20 e 80 anos, e de profissões tão diversificadas quanto garçonetes e jornalistas, que teriam sido estupradas por Cosby desde os anos 1970. Muitas destas acusações já prescreveram aos olhos da lei. Bill Cosby já foi referência de humor televisivo, experimentando grande sucesso entre as décadas de 1960 e 1980, principalmente pelo sucesso do programa “The Cosby Show”, exibido pela rede NBC, no qual interpretava um pai de família conservador. A atriz brasileira Sonia Braga chegou a participar da série em 1986.

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    Kit Harington está no Rio para passar o réveillon

    30 de dezembro de 2015 /

    O ator Kit Harington, intérprete de Jon Snow em “Game of Thrones”, trocou o frio da Irlanda do Norte, onde a série é gravada, pelo calor do Rio de Janeiro. Ele foi visto circulando pela cidade na noite de segunda (28/12), quando começou a ser flagrado em fotos de fãs. Harington escolheu o Rio para passar a festa de Ano Novo. Discreto, preferiu alugar um apartamento em Ipanema a ficar hospedado em algum dos hotéis de luxo da Zona Sul. Segundo o colunista Bruno Astuto, da revista Época, ele estaria sendo esperado na tradicional festa do artista plástico Ernesto Neto, no Arpoador, após a virada.

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    Ator de Glee é preso com pornografia infantil

    29 de dezembro de 2015 /

    O ator Mark Salling, que interpretou o personagem Noah “Puck” Puckerman na série “Glee”, foi preso sob a acusação de possuir pornografia infantil, informou nesta terça-feira (29/12) o programa americano “Crime Watch Daily”. O Departamento Polícia de Los Angeles confirmou a prisão, por meio de um breve comunicado, realizado pela policial Liliana Preciado, que explicou que um mandato de prisão foi expedido no domingo e Salling já foi solto após pagar a fiança, fixada em US$ 20 mil. Não houve explicações sobre a operação que levou a polícia à casa do ator. Segundo o site TMZ, durante a busca em sua casa, teriam sido descobertas centenas de imagens de pornografia infantil em seu computador. Essa não é a primeira vez que Salling se envolve em polêmicas. Em março de 2013, ele fez um acordo de US$ 2,7 milhões com sua ex-namorada, Roxanne Forzela, num processo em que ela o acusava de agressão sexual, por forçá-la a transar sem camisinha. À época, Salling admitiu que havia jogado a garota no chão após uma briga. O ator de 33 anos, que participou da maioria dos episódios de “Glee”, deve agora comparecer diante do tribunal em Los Angeles, no dia 22 de janeiro, para dar início a seu julgamento.

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    Médico diz que Tônia Carrero não anda nem fala há sete anos

    29 de dezembro de 2015 /

    A icônica atriz Tônia Carrero não fala há sete anos, mesmo período em que também perdeu os movimentos das mãos e das pernas. A informação foi revelada nesta terça (29/12) por seu médico, o neurocirurgião José Ricardo Pinto, que operou Tônia por duas vezes, em 2000 e em 2008. Em entrevista ao jornal Extra, o médico revelou que a atriz, atualmente com 93 anos, foi diagnosticada em 2000 com uma doença chamada de hidrocefalia oculta, e, desde então, vive reclusa em sua casa, na Zona Sul do Rio, sob os cuidados e o carinho dos familiares. A última participação profissional de Tônia Carrero aconteceu no ano de 2004, quando ela apareceu na novela “Senhora do Destino”, exibida no horário das 21 horas na rede Globo. Por isso, chamou atenção sua reaparição pública nesta semana, por meio de uma foto postada no Facebook por seus familiares. A imagem do Natal em família tornou-se marcante por revelar seu estado de saúde. Em outra entrevista ao jornal Extra, o filho Cécil Thiré confirmou a doença e que, por conta disso, ela “já não se comunica mais nem consegue andar normalmente”. Sobrinho de Tônia, o ator e diretor Leonardo Thierry ainda contou ao jornal carioca que, apesar de seu quadro de saúde, ela está 100% lúcida, bem humorada e costuma passar a noite vendo TV. O médico confirmou que a atriz nunca teve Alzheimer, que é uma doença que causa a perda da memória em quem a possui. Ele também afirmou que alguns pacientes conseguem se recuperar da hidrocefalia oculta, mas isso não foi possível com Tônia por ela já ter mais de 90 anos de idade.

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    Sacha Baron Cohen e Isla Fisher doam US$ 1 milhão para os refugiados da Síria

    28 de dezembro de 2015 /

    O casal de atores Sacha Baron Cohen e Isla Fisher doaram US$ 1 milhão para ajudar aos refugiados sírios, anunciaram ONGs que receberam a quantia no domingo (27/12). Cohen e sua esposa deram US$ 500 mil à organização Save the Children, para vacinar crianças contra o sarampo no norte da Síria, e a mesma quantia para o Comitê Internacional de Resgate (IRC), para ajudar os refugiados sírios, particularmente mulheres e crianças. Segundo as Nações Unidas, mais de 4 milhões de pessoas fugiram do país, que sofre com uma guerra civil que já deixou 250 mil mortos. Outros milhões também se deslocam internamente, ao longo do país. Justin Forsyth, presidente executivo da Save the Children, afirmou que o dinheiro servirá para salvar milhares de vidas e proteger algumas crianças mais vulneráveis. “Fazendo chegar sua generosa doação a crianças da Síria, Sacha e Isla estão ajudando a ressaltar uma das maiores tragédias da atualidade”, declarou. Já David Miliband, ex-secretário britânico das Relações Exteriores e atual presidente do IRC, considerou a doação uma “grande expressão de humanidade”. Sacha Baron Cohen e Isla Fisher poderão ser vistos juntos, a seguir, na comédia “Irmão de Espião”, que estreia em 10 de março no Brasil. Ele também estará na fantasia “Alice Através do Espelho”, prevista para 26 de maio, enquanto Isla ainda participará da comédia “Keeping Up with the Joneses”, de Greg Mottola, e do thriller “Nocturnal Animals”, de Tom Ford, que não têm data de estreia no Brasil.

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    Haskell Wexler (1922 – 2015)

    28 de dezembro de 2015 /

    Morreu o diretor de fotografia Haskell Wexler, que venceu dois Oscar e ficou conhecido como um dos cinematógrafos mais inovadores e engajados de Hollywood. Sua politização, que o fez ser considerado subversivo pelo FBI, também rendeu diversos documentários sobre minorias políticas, entre eles um filme de denúncia contra a ditadura militar brasileira nos anos 1970. Ele faleceu no domingo (27/12), enquanto dormia num centro médico de Santa Monica, na Califórnia, aos 93 anos de idade. Haskell Wexler nasceu em Chicago, em 6 de janeiro de 1922, e começou a trabalhar em cinema após servir na Marinha durante a 2ª Guerra Mundial. Seu começo foi a lado de seu pai. Os dois criaram um pequeno estúdio em Des Plaines, onde produziram filmes educativos sob encomenda até 1947. A experiência o levou a trabalhar com o cineasta John W. Barnes, especialista neste tipo de produção. Os dois codirigiram e coproduziram “The Living City” (1953), que rendeu a Wexler sua primeira indicação ao Oscar, como Melhor Curta de Documentário. A transição para o cinema de ficção aconteceu com “Stakeout on Dope Street” (1958), dirigido por Irvin Kershner (o futuro diretor de “O Império Contra-Ataca”), sobre três adolescentes (um deles Yale Wexler, irmão de Haskell) que encontram pacotes de heroína e tentam vendê-la. Como teve dificuldades para se tornar membro do sindicato, Wexler rodou o filme sob o pseudônimo de Mark Jeffrey (os nomes de seus dois filhos). Usando câmeras manuais pela primeira vez, ele também filmou em locação nas ruas, em vez de em um estúdio. Wexler se especializou em fotografar dramas naturalistas, em sua maioria em preto e branco, voltando a trabalhar com Kershner em “Almas Redimidas” (1961) e “Face in the Rain” (1963), no qual se tornou o primeiro cinematógrafo a correr com câmera na mão, para registrar a fuga de um ator. Por sua ousadia e vontade de experimentar, caiu rapidamente na preferência dos grandes diretores de Hollywood. Ele fotografou para Paul Wendkos em “O Diabo da Carne” (1961), Elia Kazan em “Terra do Sonho Distante” e Franklin Schaffner J em “Vassalos da Ambição” (1964), até finalmente ser reconhecido pela Academia pela fotografia de “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1966). Em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”, Wexler explorou os rostos das duas estrelas, Elizabeth Taylor e Richard Burton, em grandes closes que não lhes prestavam favores, mostrando suas rugas e caretas, enquanto discutiam sem parar. Mas para conseguir o resultado que visava, Wexler gerou mal-estar entre os demais profissionais, metendo-se na iluminação e optando por câmeras portáteis, que ele manipulava com as próprias mãos, enquanto se amarrava, com cordas, nos atores, para ter sempre a sensação de distância sem precisar tirar os olhos do equipamento. Isto horrorizou os técnicos mais antigos e Wexler só conseguiu sustentar suas demandas porque o diretor era estreante, ninguém menos que Mike Nichols em seu primeiro longa-metragem. Inexperiente, Nichols se deixou levar por Wexler e o Oscar lhe sorriu. O filme foi indicado a nada menos que 13 Oscars, inclusive de Melhor Direção, dando a Wexler sua estatueta de consagração. O reconhecimento o levou a filmes comerciais coloridos. Ele firmou uma parceria bem-sucedida com o cineasta Norman Jewison em “No Calor da Noite” (1967) e “Crown, o Magnífico” (1968), dois clássicos do cinema de ação. O primeiro ainda tinha um fundo realista, como a maioria dos trabalhos do cinematógrafo, o que permitiu a Wexler transformar detalhes do urbanismo em cenografia. Mas o segundo era completamente fantasioso, o que rendeu um surto de criatividade, com multiplicação de imagens, divisões de tela e zooms. Para uma elaborada cena de assalto, Wexler utilizou quatro câmeras para capturar os rostos dos ladrões e a precisão do roubo, sob pontos de vista diferentes. A técnica fez escola e passou a ser copiada em dezenas de filmes que se seguiram. Wexler se impôs mais desafios ao assumir a direção de seu primeiro longa, “Dias de Fogo” (1969), filmado durante a caótica convenção democrata de Chicago em 1968. Escrito pelo próprio Wexler, o filme combinava cenário real com ficção, acompanhando um cameraman de telenoticiário (Robert Forster) em meio à violência campal que acaba se desenrolando. O confronto com a polícia não foi encenado e o próprio diretor foi atingido por gás lacrimogêneo enquanto filmava. A experiência o inspirou a retomar os documentários, influenciado pela onda de protestos do período. Um destes trabalhos marcou época, o curta “Interviews with My Lai Veterans” (1971), que ele fotografou para o diretor Joseph Strick. Vencedor do Oscar de sua categoria, o filme chocou pela forma como veteranos da Guerra do Vietnã descreviam as barbaridades que cometeram ou presenciaram, sob ordens de “atirar em todo o mundo”, inclusive em mulheres e crianças. O trabalho foi fundamental para colocar a opinião pública contra a guerra. Atendo ao mundo, ele se focou até no Brasil, dirigindo um documentário que ficou proibido no país por mais de uma década, “Brazil: A Report on Torture” (1971), em que entrevistou estudantes, exilados e outras vítimas da perseguição política da ditadura brasileira, extraindo depoimentos sobre a tortura que sofreram nos porões do regime. Sua simpatia por movimentos de esquerda ainda rendeu o controverso documentário “Underground” (1976), em que entrevistou integrantes do grupo terrorista Weather Underground, que pregava a derrubada violenta do governo dos EUA. Isto lhe valeu uma ficha no FBI, que o classificava como “potencialmente perigoso por causa de sua instabilidade emocional ou atividade em grupos que exercem atividades hostis aos Estados Unidos”. Ele não se deixou intimidar e, em plena época de vigilância, embarcou rumo ao Vietnã, ao lado da atriz Jane Fonda, para filmar “Introduction to the Enemy” (1974), em que buscou mostrar quem realmente era “o inimigo”, colhendo depoimentos dos chamados vietcongs. Jane Fonda quase implodiu sua carreira na ocasião, sendo considerada por muitos uma traidora dos EUA. Mas os dois também mostraram o outro lado da moeda em “Amargo Regresso” (1978), drama dirigido por Hal Ashby, focado nos traumas físicos e psicológicos dos veteranos americanos. Além de fotografar, Wexler ainda fez uma figuração no longa, entregando medalhas a soldados que retornavam mutilados da guerra. O engajamento político não impediu sua carreira de prosperar. Depois de servir como “consultor visual” de George Lucas em “Loucura de Verão” (1973), ele seguiu fotografando clássicos como “A Conversação” (1974), de Francis Ford Coppola, e “Um Estranho no Ninho” (1974), de Milos Forman, pelo qual foi indicado ao Oscar. E não demorou a vencer outro Oscar. O filme que lhe deu sua segunda estatueta da Academia, “Esta Terra É Minha” (1976), também dirigido por Ashby, era uma cinebiografia do cantor folk Woody Guthrie (que Wexler tinha conhecido durante seu tempo na Marinha), que evocava a miséria americana em cores esmaecidas. Mas o que fez a produção entrar para a história foi o uso pioneiro da steadycam, a câmera manual que não treme. Usada pela primeira vez, a steadycam permitiu ao cinematógrafo realizar uma tomada antológica, que começava em um guindaste e continuava sem cortes no nível do solo, avançando a passos largos em direção ao cenário e fazendo a boca dos técnicos de Hollywood cair em seus colos. A sequência teve impacto profundo e mudou completamente a forma como se faria cinema dali em diante. Ele ainda trabalhou com Terrence Mallick no belíssimo “Cinzas no Paraíso” (1978) e com Ridley Scott no cultuado “Blade Runner” (1982), fazendo fotografia adicional nos dois filmes, que ficaram marcados como visualmente inovadores. Mas preferia ser reconhecido por seus filmes mais politizados. Tanto que voltou a criticar o governo americano em “Latino” (1985), a segunda e última ficção que ele escreveu e dirigiu. O longa atacava o apoio americano aos guerrilheiros que tentavam derrubar o governo sandinista da Nicarágua. Vieram mais duas indicações ao Oscar, por “Matewan – A Luta Final” (1987), sobre a luta de mineiros sindicalizados, dirigido por John Sayles, e “Blaze – O Escândalo” (1989), em que Paul Newman viveu um político que se apaixona por uma stripper, colocando em risco sua carreira. Além disso, Wexler também deixou sua marca no drama policial “As Cores da Violência” (1988), de Dennis Hopper, trazendo grande realismo ao retrato do submundo das gangues de Los Angeles. A idade não lhe impunha restrições físicas, fazendo com que continuasse atarefado após os 70 anos. Mas não é segredo que seus trabalhos nos anos 1990 já não transmitiam a mesma paixão. Nem tanto pela disposição de trabalhar, mas porque muitos eram projetos de encomenda, como a cinebiografia do jogador de beisebol Babe Ruth, “Ânsia de Viver” (1992), e o neonoir “O Preço da Traição” (1996). Nesta fase final, seu principal parceiro foi o cineasta John Sayles, com quem, depois de “Matewan”, ainda filmou “O Mistério da Ilha” (1994), “Limbo” (1999) e “Silver City” (2004), seu último longa de ficção. Paralelamente, Wextler ainda dirigiu mais três documentários politizados, sendo o último bem recente, “Four Days in Chicago” (2013), sobre os protestos do movimento Ocupy, rodado quando ele tinha 91 anos. Eleito um dos dez diretores de fotografia mais influentes da história em uma pesquisa realizada com os membros do Sindicato Internacional de Cinematógrafos, Wexler teve seu nome incluído na Calçada da Fama de Hollywood em 1996 e virou tema de dois documentários, “Tell Them Who You Are” (2004), de seu filho Mark Wexler, e “Rebel Citizen” (2015), de Pamela Yates, lançado há apenas dois meses nos EUA.

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  • Etc

    Novo vídeo revela que bandido de Esqueceram de Mim também ficou traumatizado

    26 de dezembro de 2015 /

    O comediante Daniel Stern, intérprete de Marv, um dos bandidos que tentaram invadir a casa do filme “Esqueceram de Mim” (1990), viu o curta de humor negro em que Macauley Culkin volta a viver o personagem Kevin McCallister, agora adulto e psicótico. E resolveu mostrar que seu personagem também ficou traumatizado pela experiência mostrada na comédia clássica. Ele gravou um vídeo em que aparece desesperado, avisando para seu antigo comparsa Harry (Joe Pesci) que “o garoto voltou” e estaria caçando invasores de lares para se vingar. Apavorado, ele lembra das torturas que sofreu em 1990 e jura que é questão de tempo até Kevin achá-los. Esta também é a deixa para a luz se apagar e Stern exercitar suas cordas vocais com gritos. Os dois vídeos são complementares. E se o diretor Chris Columbus estiver online, pode ter uma ou vinte ideias para contar uma continuação contemporânea da comédia clássica. A premissa dos dois curtas é, de fato, muito boa.

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  • Etc,  Filme

    Homem morreu durante as filmagens de Resident Evil 6

    25 de dezembro de 2015 /

    “Resident Evil 6” encerra a franquia de forma trágica, como uma das produções mais acidentadas da história de Hollywood. Após a dublê de Milla Jovovich, Oliva Jackson, anunciar que terá que amputar o braço, devido a um grave acidente no set do filme, veio à tona a notícia de que um homem de 34 anos de idade morreu após sofrer lesões traumáticas durante as filmagens em dezembro. O incidente foi encoberto pelos produtores. Ricardo Cornelius morreu esmagado no dia 3 de dezembro, após um dos carros usados do filme cair sobre ele. A notícia foi revelada pelo jornal sul-africano The Daily Voice. A produção foi filmada na África do Sul. Os dois acidentes graves, que aconteceram durante as filmagens, alertaram a indústria cinematográfica, que pretende exigir uma elevação nos padrões de segurança das produções envolvendo cenas de ação. Novamente dirigido por Paul W.S. Anderson, o último “Resident Evil” tem previsão de estreia para fevereiro de 2017.

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  • Etc

    Robert Downey Jr ganha indulto de Natal e é perdoado por seus crimes nos anos 1990

    25 de dezembro de 2015 /

    O governador do Estado norte-americano da Califórnia, Jerry Brown, concedeu um indulto de Natal ao ator Robert Downey Jr. A clemência atendeu a um pedido do intérprete do Homem de Ferro, que, pelas leis americanas, perdera diversos direitos devido à sua condenação por posse de drogas e armas na década de 1990. Downey foi condenado em 1996 e ficou um ano e três meses preso por violação de condicional, posse de drogas e por levar uma arma escondida em seu veículo. Após isso, ainda passou vários anos em liberdade condicional, terminando de cumprir sua sentença apenas em 2002. Os problemas legais do ator lhe deram a reputação de ser um dos “bad boys” de Hollywood, o que prejudicou sua carreira após ter sido indicado ao Oscar por interpretar Charlie Chaplin no filme “Chaplin”, de 1992. Com o apoio de amigos, como o diretor Shane Black, ele conseguiu dar a volta por cima. Bancado por Jon Favreau no papel-título de “Homem de Ferro”, em 2008, Downey comprovou que tinha se tornado um ator responsável. Mais que isso, virou o astro que Hollywood sempre esperou que ele se tornasse. O perdão do governador da Califórnia permitirá a Downey recuperar todos os seus direitos civis, como a possibilidade de fazer parte de um júri. Além de suas ramificações legais, o indulto também tem a força de reconhecer a grande mudança pela qual o astro passou.

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    Sergio Mendes compartilha foto e história de Harrison Ford antes da fama

    25 de dezembro de 2015 /

    O músico brasileiro Sergio Mendes compartilhou uma foto histórica em sua página do Facebook, em que presta homenagem ao melhor carpinteiro do espaço. Aproveitando a estreia de “Star Wars: O Despertar da Força”, ele revelou que, há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante daquela mostrada nos filmes, Harrison Ford foi carpinteiro e um dos responsáveis por construir seu estúdio de gravação nos anos 1970. Em inglês, Sergio explicou: “Antes de Han Solo, havia um ótimo carpinteiro chamado Harrison Ford. E aqui está ele, com sua equipe, no dia em que eles terminaram a construção do meu estúdio de gravação lá nos anos 1970. Obrigado, Harrison e que a força esteja com você”. Em preto e branco, a foto já teve quase 5.000 curtidas. Atualmente com 73 anos, o ator aparece bem jovem e sem camisa na foto, o que gerou comentários sobre sua forma física. “Antes de Han Solo, Harrison Ford era um carpinteiro gostoso”, escreveu uma americana. Outros agradeceram Sergio por compartilhar a história. E houve até quem comparasse os cabelos compridos e a barba que o ator usava na época com a de outro famoso carpinteiro, que nasceu em Belém. Sergio Mendes vive nos Estados Unidos desde 1964 e alcançou o sucesso ao lançar uma versão bossa nova de “Mas Que Nada”, de Jorge Ben Jor. Ele também concorreu ao Oscar em 2012 na categoria Melhor Canção Original pela música “Real in Rio”, da animação “Rio”.

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