Antônio Pompêo (1953 – 2016)
O ator Antônio Pompêo foi encontrado morto em sua casa, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio. Destaque em vários filmes e novelas, o ator e artista plástico tinha 62 anos e as causas da morte ainda não foram divulgadas. De acordo com uma vizinha, ele estava morto desde domingo (3/1), mas apenas na terça a polícia militar foi ao local e confirmou o falecimento. Nascido em 23 de fevereiro de 1953 na cidade de São José do Rio Pardo, em São Paulo, Antônio estreou na TV com uma participação em “A Moreninha” (1975), novela da Rede Globo. No ano seguinte, chegou ao cinema com “Xica da Silva” (1976), de Cacá Diegues. Em ambas as produções, interpretou escravos, e a dificuldade de encontrar outros papeis o motivou desde cedo a se posicionar politicamente na luta contra o racismo. Ele chegou a escrever um artigo sobre o tema para o jornal O Globo, em 2010. Antônio voltou a interpretar escravos em outras produções de época, como “O Xangô de Baker Street” (2001) e “Quilombo” (1984). Neste longa, viveu o mítico Zumbi, novamente sob direção de Diegues. Foram, ao todo, 11 longas em sua filmografia, que também incluiu duas obras de Murillo Salles, “Nunca Fomos Tão Felizes” (1984) e “Seja o Que Deus Quiser” (2002). O último filme do qual participou foi “Quase Dois Irmãos” (2004), de Lúcia Murat. Na TV, fez muitas novelas e minisséries que marcaram época, entre elas “Lampião e Maria Bonita” (1982), “A Máfia no Brasil” (1984), “O Tempo e o Vento” (1985), “A Tenda dos Milagres” (1985), “Sinhá Moça” (1986), “O Outro” (1987), “Escrava Anastácia” (1990), “Pedra Sobre Pedra” (1992), “Fera Ferida” (1993), “Mulheres de Areia” (1993), “A Viagem” (1994), “O Rei do Gado” (1996), “Pecado Capital” (1998) e “A Casa das Sete Mulheres” (2003). Nos últimos anos, vinha trabalhando nas novelas da Record. Seu último trabalho na televisão foi em “Balacobaco”, em 2012, mas, por coincidência, ele pode ser visto atualmente no ar em duas reprises, “Prova de Amor” (2005) e “Chamas da Vida” (2008). A atriz Zezé Motta (a eterna Xica da Silva) postou uma mensagem de despedida em sua conta no Facebook. “Em choque, e com muito pesar que comunicado a perda do meu amigo e grande ator Antônio Pompêo. Juntos, trabalhos em ‘Xica da Silva’, ‘Quilombo’, entre tantos outros projetos no cinema, na televisão foram mais de 5 novelas onde tivemos a oportunidade em estarmos juntos… A dor é grande! Descanse em paz meu amigo.”
Filho de Will Smith aparece de saia na nova campanha da Louis Vitton
O ator Jaden Smith (“Depois da Terra”), filho do astro Will Smith, é a estrela da nova campanha da grife Louis Vitton. O adolescente de 17 anos foi fotografado ao lado de modelos para divulgar a nova campanha da coleção Primavera-Verão da marca francesa. Detalhe: as roupas são femininas. A prévia da campanha foi revelada no domingo (3/1) pelo diretor artístico da Louis Vitton, Nicolas Ghesquière, via Instagram. Nela, Jaden aparece de saia e maquiado ao lado das modelos Sarah Brannon, Rianne Von Rompaey e Jean Campbell. A foto é esta acima. Novas imagens devem ser divulgadas em breve.
Diretor do novo filme do Snoopy faz desenho de Sílvio Santos ao estilo da turma do Charlie Brown
O diretor da animação “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o Filme”, Steve Martino, resolveu homenagear Sílvio Santos com uma caricatura em que o apresentador é retratado com os traços dos personagens do filme. A emissora afirma que não há parceria de divulgação com o filme e a imagem foi uma cortesia do diretor após ter visitado o SBT em dezembro e ser entrevistado no programa “The Noite” O longa animado estreia nos cinemas brasileiros em 14 de janeiro.
Fã recria Divertida Mente sem as emoções e materializa versão feminina de Boyhood
Um fã decidiu criar um vídeo para mostrar como seria a animação “Divertida Mente” sem as cenas que enfocam as emoções interiores – a parte fantasiosa da produção da Disney/Pixar. Mesmo sem os personagens mais coloridos, o resultado continua tocante, num tom que lembra um drama indie: mais exatamente, uma versão feminina de “Boyhood” (2014). Um dos melhores filmes de 2015, “Divertida Mente” já está disponível em DVD e Blu-ray nas lojas.
Rafael Nadal vira mutante em comercial de carro com cenas de X-Men: Apocalipse
O que o tenista espanhol Rafael Nadal, os carros da montadora sul-coreana Kia e os super-heróis do filme americano “X-Men: Apocalipse” têm em comum? Só o esforço sobre-humano dos publicitários encarregados de juntá-los num comercial pode ser capaz de explicar. Ou não. Aparentemente, Nadal nasceu com poderes mutantes, que lhe permitem dirigir um carro dos X-Men (os X-Men têm carro?), enquanto os heróis do cinema fazem caretas aleatórias, em cenas inéditas da produção. Três em um, o comercial divulga carro, filme e o torneio de tênis Australian Open. Mas a sensação é que os serviços foram desperdiçados, rendendo até close em logo da Nike, nas roupas do tenista. Confira abaixo o comercial literalmente mutante (um grifo com cabeça de leão, asas de águia e rabo de fênix).
Atores de A Escolha Perfeita anunciam noivado pelo Instagram
Os atores Skylar Astin (“Finalmente 18”) e Anna Camp (série “True Blood”) anunciaram seu noivado pelo Instagram no sábado (2/1). Os dois estavam aproveitando a virada do ano no Havaí, quando Skylar pediu Anna em casamento. O casal se conheceu durante as filmagens de “A Escolha Perfeita” (2012), mas só começaram a namorar no ano seguinte, poucos meses depois de Anna se ter divorciado do ator Michael Mosley. Ela é cinco anos mais velha que ele. Os dois voltaram a trabalhar juntos na continuação da comédia, que foi um dos maiores sucessos de 2015 nos EUA. O noivado foi comunicado com postagens da mesma foto feliz, em que ela exibe o anel de noivado, no Instagram de cada um. No post de Skylar, ele escreveu: “Eu perguntei. Ela disse sim!!!”. Já na versão de Anna, aparece: “Ele perguntou. Eu disse SIM!!!!”, com letras maiúsculas e uma exclamação a mais.
Vilmos Zsigmond (1930 – 2016)
Morreu o diretor de fotografia Vilmos Zsigmond, vencedor do Oscar por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1978) e eleito um dos 10 cinematógrafos mais influentes de Hollywood, em pesquisa recente do sindicato da categoria. Ele faleceu no domingo (3/1) aos 85 anos, de causa não revelada. Vilmos nasceu em Szeged, na Hungria, em 16 de junho de 1930, filho de um jogador de futebol, e estudou cinema em Budapeste durante o período de turbulência política do país. Ao lado do colega de aula László Kovács, ele registou os eventos da revolução húngara de 1956, primeira rebelião realizada contra a União Soviética, que foi duramente reprimida. Como resultado, os dois precisaram fugir para a Áustria, de onde embarcaram para os EUA, dispostos a fazer história em Hollywood. Esta aventura, por sinal, foi narrada num documentário, “No Subtitles Necessary: Laszlo & Vilmos”, produzido pelo canal educativo americano PBS em 2009. Ele se naturalizou americano em 1962 e adotou o pseudônimo de William Zsigmond, passando a trabalhar como assistente de câmera e iluminação em diversas produções “psicotrônicas” (além do trash). Seus primeiros créditos incluem o filme de rock “Wild Guitar” (1962) e o terror “The Incredibly Strange Creatures Who Stopped Living and Became Mixed-Up Zombies!!?” (1964), ambos dirigidos por Ray Dennis Steckler, um dos piores cineastas que já existiram. O filme dos zumbis, por sinal, tornou-se cultuadíssimo pela precariedade, consagrando-se como um clássico do cinema trash. “William” foi promovido a cinematógrafo no terror “Tara Diabólica” (1963) e continuou acumulando filmes de classe Z em sua filmografia, como “Passagem para o Futuro” (1964), “Psycho a Go-Go” (1965), “Mondo Mod” (1967), “Sádicos de Satã” (1969) e “O Horror do Monstro Sangrento” (1970), nos quais trabalhou com alguns dos diretores mais lamentáveis do cinema americano. A experiência em filmes de baixo orçamento o levou ao cinema independente, que começava a experimentar surto de criatividade no final dos anos 1960. Para trabalhar nos dramas “The Picasso Summer” (1969), “Céu Vermelho ao Amanhecer” (1971) e no western “Pistoleiro Sem Destino” (1971), dirigido e estrelado por Peter Fonda, ele voltou ao nome de batismo, e começou a ser reconhecido pela qualidade de sua fotografia. Os bons resultados o aproximaram de Robert Altman, que o contratou para fotografar a comédia western “Onde os Homens São Homens”. Vilmos se consagrou ao decidir filmar do filme com iluminação natural, explorando o ar livre e os lampiões da época. As críticas positivas animaram Altman a continuar a parceria no drama “Imagens” (1972) e no noir “Um Perigoso Adeus” (1973), que evidenciaram um cinematógrafo bem diferente daquele “William” que fazia horrores baratos, mostrando um mestre da fotografia, com grande apuro estético. Mas a reviravolta definitiva se deu com uma produção não tão distante de seu filão tradicional. Vilmos registrou seu primeiro clássico entre corredeiras e montanhas, filmando ao ar livre as imagens de tensão de “Amargo Pesadelo” (1972). O filme de John Boorman marcou época pelas cenas chocantes e clima de terror rural, a ponto de inaugurar um subgênero de horror, povoado por caipiras maníacos – a semente que germinaria “O Massacre da Serra Elétrica”, dois anos depois. Os diretores da “Nova Hollywood” se encantaram com o filme, recrutando Vilmos para voos mais ousados, entre eles o jovem Steven Spielberg, para quem o húngaro filmou “Louca Escapada” (1974) e “Contatos Imediados do Terceiro Grau” (1977), Jerry Schatzberg, com quem rodou “O Espantalho” (1973) e “Doce Vingança” (1976), Brian De Palma, seu parceiro em “Trágica Obsessão” (1976), no cultuado “Um Tiro na Noite” (1981), “A Fogueira das Vaidades” (1990) e em “Dália Negra” (2006), Michael Cimino, com quem realizou o clássico “O Franco Atirador” (1978) e “O Portal do Paraíso” (1980), e Mark Rydell, com “Licença Para Amar Até a Meia-Noite” (1973), “A Rosa” (1979), “O Rio do Desespero” (1984) e “Intersection” (1994). A vitória no Oscar por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” legitimou sua trajetória, após tantos filmes B de efeitos trágicos, com uma fotografia realista de alienígenas e naves espaciais, que não só deram credibilidade ao filme, mas também ao próprio Spielberg, que a partir daí se firmou como um dos principais cineastas do gênero sci-fi. Vilmos voltou a ser indicado ao Oscar pelas imagens impactantes de “O Franco Atirador”, que também fez muitos chamarem Michael Cimino de gênio, antes dele se tornar esquecido por filmes sem o mesmo cinematógrafo. A Academia também o indicou por “O Rio do Desespero”, mas só voltou a referenciar seu trabalho 20 anos depois, pela recriação noir de “Dália Negra”, no qual retomou a antiga parceria com Brian De Palma. Com “Fronteira da Violência (1982), de Tony Richardson, e “As Bruxas de Eastwick” (1987), de George Miller, ele firmou uma duradoura amizade com o ator Jack Nicholson, que o levou a fotografar “A Chave do Enigma” (1990), continuação de “Chinatown” (1974) que o próprio astro dirigiu. Os dois ainda voltaram a trabalhar juntos em “Acerto Final” (1995), sob direção de Sean Penn. Mas o principal parceiro do final de sua filmografia foi outro integrante da “New Hollywood” com quem demorou a se encontrar: Woody Allen. Para o cineasta nova-iorquino, o húngaro filmou “Melinda e Melinda” (2004), “O Sonho de Cassandra” (2007) e “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010). Ao longo da carreira, Vilmos só dirigiu um filme, “The Long Shadow” (1992), drama estrelado por Liv Ullmann e Michael York, mas apareceu diante das câmeras em dois longas que fotografou: como figurante no western “Maverick” (1994) e na cinebiografia “Louis” (2010) – neste, inclusive, em papel autorreferente, como “cineasta húngaro”. E embora tenha produzido pouco para a televisão, venceu um Emmy de Melhor Fotografia pelo telefilme “Stalin” (1992) e ainda foi indicado a outro pela minissérie “As Brumas de Avalon” (2001). Seus últimos trabalhos, por sinal, foram como diretor de fotografia da série “Projeto Mindy”, gravando 24 episódios, entre 2012 e 2014.
Chris Rock compara Oscar ao Ano Novo no primeiro comercial da premiação
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou o primeiro comercial da cerimônia do Oscar 2016. O vídeo traz o apresentador deste ano, Chris Rock, vestido à rigor para comparar a premiação com o Ano Novo. “Assim como a véspera do Ano Novo, será uma noite que termina com muitos bêbados e pessoas pessoas desapontadas, jurando que vão fazer melhor no próximo ano”, ele diz. Os indicados à 88ª edição do Oscar serão conhecidos em 14 de janeiro e a cerimônia que premiará os vencedores está marcada para 28 de fevereiro, em Los Angeles, com transmissão no Brasil pela rede Globo e o canal pago TNT.
George R.R. Martin confirma que não terminará novo livro antes da 6ª temporada de Game of Thrones
O escritor George R.R. Martin, autor dos livros de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspiraram a série de TV “Game of Thrones”, revelou em seu blog que o sexto volume da saga não será publicado antes da estreia da 6ª temporada da produção do HBO. No post, publicado neste sábado (2/1), ele contou que “The Winds of Winter” (os ventos de inverno) ainda não está pronto. “Você está decepcionado, e não está sozinho. Meus editores estão decepcionados, a HBO está decepcionada, meus agentes e editoras estrangeiras estão decepcionados… Mas ninguém possivelmente poderia estar mais decepcionado do que eu. Há meses que o que eu mais quero é poder dizer: ‘Eu terminei e entreguei The Winds of Winter antes do último dia de 2015′”, escreveu Martin, referindo-se a data que permitiria um lançamento antes da estreia da 6ª temporada de “Game of Thrones”. Segundo o autor, ele já escreveu centenas de páginas e dúzias de capítulos, mas ainda há muito para terminar, o que deve levar mais alguns meses. Incomodado com a pressão, Martin também afirmou que não se deu um novo prazo e que o livro “estará pronto quando ficar pronto”. Sobre os fãs preocupados que a série de TV revele “spoilers” de “The Winds of Winter”, o autor disse que isso vai acontecer em alguns momentos, e que fica a critério dos leitores e telespectadores escolher como lidar com essa situação, mas que as duas obras também vão divergir em alguns pontos, como já aconteceu no passado. Ironicamente, agora é a série que não terá “spoilers”, pela primeira vez desde que estreou.
Selos americanos comemoram o cinquentenário da franquia Star Trek
A franquia “Star Trek” completa 50 anos em 2016, e o aniversário contará com uma homenagem do serviço postal americano. Foram lançados quatro selos oficiais, que remetem à iconografia da série clássica “Jornada nas Estrelas”, cujo primeiro episódio foi ao ar na rede americana NBC em 8 de setembro de 1966. Confira acima. “Star Trek” também vai comemorar seu cinquentenário com o lançamento de um novo filme, “Star Trek Sem Fronteiras”. Além disso, uma nova série do universo trekker está sendo desenvolvida, visando lançamento em 2017.
Kit Harington aproveita primeira tarde do ano na praia de Copacabana
O ator Kit Harington, o Jon Snow de “Game of Thrones”, aproveitou o calor para passear pela praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que estava lotada na primeira tarde de 2016. Só de bermuda e óculos escuros, Kit caminhou pela beira do mar, bebeu caipirinha e passou quase desapercebido, apesar da multidão que foi à praia. Mostrando simpatia, não reclamou quando foi parado por fãs, posando sorridente para fotos. Ele até atendeu a um pedido inusitado da atendente que lhe vendeu caipirinha, deixando-a tocar em seu tanquinho. Confira nas fotos abaixo.
Wayne Rogers (1933 – 2015)
Morreu o ator Wayne Rogers, que ficou famoso como um dos protagonistas originais da série clássica “M*A*S*H”. Ele interpretou o médico Capitão John McIntyre, também conhecido como Trapper John – ou Caçador, na tradução brasileira – , ao longo de 73 episódios da série clássica de comédia. Rogers faleceu no dia 31 de dezembro, aos 82 anos de idade, vítima de complicações causadas pela pneumonia. William Wayne McMillan Rogers III nasceu em 7 de abril de 1933, em Birmingham, Alabama. Formou-se em História e serviu na Marinha antes de iniciar sua carreira de ator, em Nova York, onde chegou a dividir o apartamento com outro astro iniciante, Peter Falk (o eterno “Columbo”). Após atuar em diversas montagens teatrais, ele se lançou na televisão em dezenas de participações em séries dos anos 1960, como “Procurado Vivo ou Morto”, “Johnny Ringo”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Paladino da Justiça”, “Gunsmoke”, “Os Invasores”, “O Fugitivo”, “Combate!”, “Big Valley” e “Lancer”, entre outras. Também fez figurações em alguns filmes famosos, como o western “Assim Morrem os Bravos” (1965), escrito e dirigido por Sam Peckinpah, e o drama de prisioneiros “Rebeldia Indomável” (1967), dirigido por Stuart Rosenberg e estrelado por Paul Newman. Rosenberg, inclusive, voltou a escalá-lo mais duas vezes, nos dramas “A Sala de Espelhos” (1970) e “Meu Nome É Jim Kane” (1972), que igualmente repetiam o protagonismo de Newman. A grande reviravolta em sua carreira ocorreu em 1972, quando ele foi escolhido para interpretar o Dr. John McIntyre na versão televisiva do filme “M*A*S*H” (1970), de Robert Altman, assumindo o papel que foi de Elliott Gould no cinema. A série estendeu por anos a premissa crítica do longa, por sua vez baseado nas experiências reais de um médico na Guerra da Coreia. A trama acompanhava uma unidade médica do exército americano no front da guerra coreana. Os episódios lidavam com o estresse de ter que conviver cotidianamente com a morte de soldados, ao mesmo tempo em que extrapolavam a tensão com piadas, jogos de poder, bullying, camaradagem, corrupção, romance, bebedeiras, crises existenciais e surtos de loucura. Caso raro entre as produções televisivas, “M*A*S*H” conseguiu superar, com folga, o original cinematográfico, mantendo no ar por 11 anos uma crítica qualificada contra a guerra, e isto em pleno período da Guerra do Vietnã. Apesar de passada na Coreia, as referências ao outro conflito asiático eram mais que evidentes na adaptação do roteirista e produtor Larry Gelbart, que também marcou época pela capacidade de injetar humanismo em seus personagens. A atração só saiu do ar em 1983, e ainda assim muito antes de entrar em decadência, com um episódio final que quebrou recordes, ao ser visto por 125 milhões de telespectadores, a maior audiência de uma série em todos os tempos. Rogers interpretou o Caçador apenas nas três primeiras temporadas de “M*A*S*H”, entre 1972 e 1975. Ele antecipou sua saída da produção ao questionar seu contrato, que estabelecia que ele dividiria o protagonismo com Alan Alda. No entanto, Alda, que vivia o Dr. Benjamin Pierce, mais conhecido como Falcão, experimentou um surto inesperado de popularidade, que fez com que se tornasse a figura dominante da série. Considerando-se menosprezado, tendo cada vez menos espaço nos episódios, Rogers decidiu não renovar seu contrato. Reza a lenda que os produtores só ficaram sabendo de sua decisão quando ele não apareceu para filmar o início da 4ª temporada. Com isso, não foi possível registrar a despedida do Caçador que, na história, é simplesmente dispensado do serviço e retorna para casa, nos EUA. Após “M*A*S*H”, Rogers estrelou a série policial “City of Angels”, produzida em 1976, que tinha tom noir, acompanhando as investigações de um detetive particular na Los Angeles da década de 1930. Mas foi um fracasso de audiência, que durou apenas 13 episódios. Em 1979, a rede CBS encomendou o primeiro spin-off de “M*A*S*H”, que recebeu o título de “Trapper John M.D.” (no Brasil, a série se chamou “Hospital”), focada justamente na vida do Caçador, vários anos depois da Guerra da Coreia, como cirurgião-chefe de um hospital em São Francisco. Rogers foi convidado a voltar a interpretar o personagem, mas recusou a oferta. Assim, a série acabou estrelada por Pernell Roberts (série “Bonanza”), ao longo de sete temporadas e 150 episódios. Em vez de voltar à pele do Caçador, Rogers preferiu interpretar outro médico na TV, estrelando três temporadas da série “House Calls”, entre 1979 e 1982. Sem lamentar ter sido substituído como Trapper John, ele comemorou sua primeira e única indicação ao Globo de Ouro por “House Calls”. E, ironicamente, também teve a sua própria experiência como substituto num papel famoso da TV, ao viver o Major Nelson, celebrizado por Larry Hagman, no telefilme “Jeannie É um Gênio: Quinze Anos Depois” (1985), reunião do elenco da série clássica dos anos 1960. No mesmo ano, estrelou seu maior sucesso como protagonista de cinema, “A Banda do Paraíso” (1985), como um dos seis integrantes de uma banda amadora, contratada para duas semanas de show no interior, que sonha com a possibilidade de sucesso, apenas para retornar à sua vida real. Ele ainda apareceu no thriller “A Hora de Matar” (1987), com Kiefer Sutherland (série “24 Horas”) e no drama “Fantasmas do Passado” (1996), sobre a luta pelos direitos civis nos EUA, além de obter destaque em cinco episódios da série “Assassinato por Escrito”, entre 1993 e 1995, mas foi se afastando progressivamente da carreira de ator na década de 2000, quando passou a investir no ramo imobiliário e no mercado de ações. Em 2005, dois anos após seu último trabalho, a comédia “Nobody Knows Anything!” (2003), Wayne Rogers foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Selton Mello comemora aniversário com Kit Harington e Grazi Massafera
O ator Selton Mello (“O Palhaço”) completou 43 anos na quarta-feira (30/12) e comemorou o aniversário ao lado de Grazi Massafera (novela “Verdades Secretas”) e do galã da série “Game of Thornes”, Kit Harington, o intérprete de Jon Snow. Eles estiveram numa festa na Lagoa, na Zona Sul do Rio. O registro do encontro do trio foi publicado no perfil do Instagram do aniversariante. Grazi e Selton ficaram amigos em 2011, quando protagonizaram juntos o filme “Billi Pig”. Já Kit está no Rio desde segunda-feira (28/12), para passar o réveillon.












