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    Funcionários da Hachette não querem mais trabalhar com J.K. Rowling

    17 de junho de 2020 /

    A polêmica causada pelos comentários transfóbicos de J.K. Rowling começa a afetar sua carreira. Funcionários da editora Hachette manifestaram sua insatisfação em uma reunião e se recusaram a seguir trabalhando no novo livro da autora de “Harry Potter”. Segundo o Daily Mail, a divisão de livros infantis da empresa disse “não estar preparada para trabalhar” em ‘O Ickabog’, novo livro de Rowling, criticando as manifestações recentes da escritora. Uma fonte que trabalha na editora teria dito ao jornal britânico que a insatisfação veio de apenas “um punhado de funcionários”, que “conversarão com seus respectivos gestores” sobre o assunto. Mas a Hachete acabou se manifestando oficialmente sobre o assunto. “Nós acreditamos que todos têm o direito de expressar livremente suas crenças e pensamentos”, informou a Hachette em um comunicado. “Por isso não comentamos nas visões pessoais de nossos autores e respeitamos o direito de nossos funcionários expressarem seu ponto de vista”. A editora seguiu o comunicado dizendo que jamais obrigaria seus funcionários a trabalharem em um livro que possa lhes causar incômodo por motivos pessoais, mas que há “uma distinção entre isso e se recusar a trabalhar por discordar da opinião de um escritor” expressada em sua vida pessoal. Em março passado, funcionários da Hachete se manifestaram publicamente contra decisão da editora de lançar o novo livro de Woody Allen, “A Propósito de Nada”. Graças a essa pressão, a editora cancelou o lançamento. O livro, porém, acabou publicado por outra empresa. Rowling começou a se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, coloca mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety.

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    Fantaspoa: Festival de Cinema Fantástico vai acontecer de graça em streaming

    17 de junho de 2020 /

    A 16° edição do Fantaspoa, Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, será virtual. A edição presencial do festival, que estava programada para ocorrer em maio, foi cancelada devido à pandemia do novo coronavírus. Mas a programação será disponibilizada de forma gratuita na Darkflix, plataforma de streaming brasileira especializada em filmes de terror. O evento online vai ocorrer entre os dias 24 de julho e 2 de agosto e deve contar com mais de 110 filmes de 35 países. “Trata-se da maior e mais democrática iniciativa online de um evento de cinema na América Latina, consolidando o Fantaspoa ainda mais como o maior festival de cinema fantástico da região”, disse a organização do evento em um comunicado divulgado nas redes sociais. Os títulos dos filmes que farão parte da programação online ainda não foram divulgados. Ver essa foto no Instagram O XVI Fantaspoa será realizado de forma totalmente online e gratuita, em parceria inédita com a Darkflix (@darkflixoficial), serviço brasileiro de streaming de vídeos voltado a produções de gênero fantástico. Entre 24 de julho e 2 de agosto, a Darkflix será palco de diversas premières latino-americanas, numa programação com mais de 110 filmes (entre curtas e longas-metragens) de mais de 35 países. Trata-se da maior e mais democrática iniciativa online de um evento de cinema na América Latina, consolidando o Fantaspoa ainda mais como o maior festival de cinema fantástico da região. Diariamente, publicaremos títulos que farão parte da seleção, atentem-se! Uma publicação compartilhada por Fantaspoa-Fantastic Film Fest (@fantaspoa) em 16 de Jun, 2020 às 1:57 PDT

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    Spirit Awards: “Oscar indie” também é adiado para abril

    16 de junho de 2020 /

    A premiação do Film Independent Spirit Awards, considerada o Oscar do cinema independente americano, também mudou de data. A cerimônia que tradicionalmente é realizada na praia de Santa Mônica, um dia antes do Oscar, vai continuar a acontecer desta forma. Só que, em vez de fevereiro, será realizada em 24 de abril, um dia antes da data escolhida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao adiar sua premiação. “O Film Independent Spirit Awards será realizado no sábado, 24 de abril de 2021”, disse Josh Welsh, presidente da Film Independent, em comunicado divulgado nesta terça (16/6). “Além disso, reconheceremos os filmes lançados entre 1 de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021, refletindo os desafios únicos que o mundo do cinema e o mundo estão enfrentando atualmente”. No ano passado, os Spirit Awards consagraram “A Despedida”, de Lulu Wang, como Melhor Filme, e “Fora de Série”, de Olivia Wilde, como Melhor Filme de Estreia. Conheça outros vencedores da edição deste ano do Spirit Awards neste link.

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    Showrunner de Grey’s Anatomy revela crimes da adolescência e diz que nunca foi presa porque é branca

    16 de junho de 2020 /

    A roteirista e produtora Krista Vernoff, showrunner de “Grey’s Anatomy”, usou sua juventude rebelde e problemática como exemplo de “privilégio branco”, ao revelar os crimes que cometeu na adolescência, dos quais se livrou impunemente, enquanto pessoas negras, se estivessem na mesma situação, poderiam ter sido mortas pela polícia. Publicado numa série de postagens no Twitter, o depoimento foi motivado por novo assassinato de homem negro por policiais brancos nos EUA. Rayshard Brooks tomou dois tiros nas costas no fim de semana por estar bêbado, após quase um mês de protestos contra o racismo estrutural no país, deflagrados pela morte de George Floyd pela polícia americana em 25 de maio. Vernoff começou contando que, aos 15 anos, “foi perseguida em um shopping pela polícia, que gritava ‘pare, ladra!’. Eu tinha milhares de dólares em mercadorias roubadas. Fui pega, registrada e condenado a 6 meses em liberdade condicional, obrigada a ver um oficial de liberdade condicional semanalmente”. Mas não foi presa. “Eu nunca fui nem sequer algemada”. Dois anos depois, ela relata que foi “abordada por dirigir bêbada. Quando o policial me pediu para soprar no bafômetro, eu fingi ter asma e insisti que não podia soprar o suficiente para permitir o teste. O policial riu e então pediu aos meus amigos para que soprassem. Quando um deles ficou sóbrio o suficiente para dirigir, ele me deixou ir para o banco do passageiro do meu carro e ir para casa com apenas uma advertência verbal”. Além de atacar uma garota quando bêbada, usando um galão d’água para atingir sua cabeça, Vernoff socou um homem na frente de um policial. O sujeito foi ao chão, sangrando e gritando que queria que ela fosse presa. O policial riu. Ela ainda contou que, entre 11 e 22 anos, foi perseguida e advertida por polícias por beber ou usar drogas em propriedades particulares e públicas, tudo isso sem obter qualquer antecedente criminal. Por fim, Vernoff questionou as pessoas sobre o que houve com Rayshard Brooks, assassinado por estar bêbado e tentar fugir da polícia, duas coisas que ela fez diante de policiais. “Se eu tivesse levado um tiro nas costas da polícia após o incidente de furto em lojas – no qual eu conscientemente, voluntariamente e sobriamente e em plena luz do dia CORRI DE POLICIAIS – você diria que eu mereceria? Estou pedindo às pessoas brancas que estão lendo isso para pensarem nos crimes que cometeram. (Nota: você não os chama de crimes. Você e seus pais os chamam de erros.) Pense em todos os erros que você cometeu e que no fato de ter recebido permissão para sobreviver.” “O sistema que me permite viver e assassina Rayshard Brooks é um sistema quebrado que deve mudar. Pare de defendê-lo. Exija a mudança.” Com mais de 85 mil retuítes, o testemunho de Vernoff foi elogiado inclusive por Ava Duvernay, diretora de filmes como “Selma” (2014) e da série da Netflix “Olhos Que Condenam”. Segundo ela, essa foi uma das melhores threads sobre a criminalização da população negra que leu nos últimos tempos. When I was 18, I was pulled over for drunk driving. When the Police Officer asked me to blow into the breathalyzer, I pretended to have asthma and insisted I couldn’t blow hard enough to get a reading. — Krista Vernoff (@KristaVernoff) June 15, 2020 When I was 19, I got angry at a girl for flirting with my sister’s boyfriend and drunkenly attacked her in the middle of a party. I swung a gallon jug of water, full force, at her head. The police were never called. — Krista Vernoff (@KristaVernoff) June 15, 2020 The cop pulled me aside and said, “You don’t punch people in front of cops,” then laughed and said that if I ever joined the police force he’d like to have me as a partner. I was sent into my apartment and told to stay there. — Krista Vernoff (@KristaVernoff) June 15, 2020 If I had been shot in the back by police after the shoplifting incident – in which I knowingly and willfully and soberly and in broad daylight RAN FROM THE COPS – would you say I deserved it? — Krista Vernoff (@KristaVernoff) June 15, 2020 If I had been shot in the back by police after the shoplifting incident – in which I knowingly and willfully and soberly and in broad daylight RAN FROM THE COPS – would you say I deserved it? — Krista Vernoff (@KristaVernoff) June 15, 2020 The system that lets me live and murders Rayshard Brooks is a broken system that must change. Stop defending it. Demand the change. #BlackLivesMatter #WhitePrivilege #DefundPolice — Krista Vernoff (@KristaVernoff) June 15, 2020

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    Thainá Duarte lança projeto de apoio às vítimas de violência doméstica

    16 de junho de 2020 /

    A atriz Thainá Duarte, da série “Aruanas”, criou o projeto Estou Aqui para Contar, para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa ocorreu após uma amiga ser agredida e levar sete facadas de um ex-namorado, o que coincidiu com relatos de mulheres que se identificam com sua personagem na trama da Rede Globo. Na série, Thainá interpreta a estagiária de uma ONG voltada para a proteção do meio ambiente. Enquanto ela trabalha, seu ex-namorado a persegue, mesmo após o término do relacionamento abusivo. “Muitas pessoas estão assistindo à série durante a quarentena, e comecei a receber mensagens nas minhas redes sociais relatando casos de abuso. Além disso, uma amiga próxima foi agredida pelo ex-companheiro recentemente e levou sete facadas, há cerca de um mês. Esse tipo de relato mexeu muito comigo e, a partir disso, decidi organizar essa ação”, explicou a atriz em entrevista ao jornal O Globo. Entre as primeiras ações do projeto está um vídeo, que teve uma prévia divulgada nesta terça (16/6) no Instagram, em que Thainá e outras 17 mulheres compartilham um texto sobre violência doméstica – 10 delas já sofreram na pele o tema do vídeo. O texto é o mesmo que a personagem da atriz encontra no episódio de “Aruanas”, programado para a noite desta terça-feira na rede Globo. Uma das mulheres que participa da leitura no Instagram é a famosa Maria da Penha, nome da lei de 2006 que trata de violência doméstica no Brasil. Ele sofreu uma dupla tentativa de homicídio, foi agredida e levou tiros do seu ex-marido, ficando paraplégica. Ao jornal, Thainá disse que o projeto não foi criado somente para debater violência doméstica, mas também para arrecadar recursos e apoiar financeiramente locais que ajudem no enfrentamento deste tipo de agressão. “Uma coisa muito importante quando se fala nesse tema é abrir espaço para o diálogo, para que elas se abram. Então um dos objetivos maiores é criar um espaço nas mídias sociais para que as mulheres contem seus relatos. Às vezes, contar já é de alguma forma ajudar. Além disso, no perfil do projeto no Instagram vamos vincular projetos sociais de enfrentamento à violência doméstica para reunir doações. Vamos não só falar, prevenir e fortalecer, mas também apoiar financeiramente essas instituições”, explicou. Todas as terças-feiras serão divulgadas novas entrevistas com mulheres vítimas de agressão no Instagram do projeto, que ainda contará com lives com especialistas sobre os temas de relacionamento abusivo, como identificar e romper este ciclo, os tipos de violência e como elas geralmente ocorrem. Ver essa foto no Instagram Amanhã a ação #Estouaquiparacontar começa! Esse é mais um esforço contra a violência doméstica, que cresce cada dia mais no nosso país. Eu reuniu mulheres que já romperam com o ciclo da violência e não tiveram a oportunidade de ter sua voz ouvida, mas entendem a importância de contarem suas histórias. Agora elas serão ouvidas! ✊🏾 Resolvi usar a potência que é #Aruanas pra trazer um impacto ainda maior na vida de milhares de mulheres. Acompanhe Aruanas hoje à noite na @redeglobo para entender mais sobre o projeto. E amanhã às 12h, no insta @Estouaquiparacontar e nas minhas redes, será liberado o primeiro vídeo completo dessa ação. Fiquem atentos e não percam! Use a #EstouAquiParaContar e compartilhe com a gente sua história, você não está sozinha! 🧡 Uma publicação compartilhada por Thainá Duarte (@thainaduarteoficial) em 16 de Jun, 2020 às 9:21 PDT

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    Emmy 2020 vai acontecer em setembro com apresentação de Jimmy Kimmel

    16 de junho de 2020 /

    Um dia após o anúncio do adiamento do Oscar, foi a vez do Emmy revelar novidades da sua premiação. A Academia de Televisão dos EUA divulgou nesta terça-feira (16/5) que Jimmy Kimmel vai apresentar a cerimônia, que acontecerá no dia 20 de setembro, mas não se sabe como. O formato do evento ainda está sendo debatido. “Não sei onde faremos isso, como faremos ou mesmo por que estamos fazendo, mas faremos. E eu estarei apresentando”, “explicou” Kimmel em seu perfil no Twitter. O comediante já apresentou o Emmy duas vezes, em 2012 e 2016, além de também ter comandado o Oscar em 2017 e 2018. Apesar de fixar a data do evento, a Academia da Televisão suspendeu as festas de gala e também anunciou que a entrega dos prêmios técnicos, conhecidos como o Emmy das Creative Arts (Artes Criativas), será 100% virtual, com eventos espalhados ao longo de vários dias. Tradicionalmente, os vencedores do Creative Arts são anunciados em dois dias, no fim de semana que antecede a entrega dos troféus principais da Academia. “Sabemos que Jimmy Kimmel fará uma cerimônia do Emmy divertida e emocionante”, disse Karey Burke, presidente da ABC Entertainment. “Ele é um verdadeiro mestre de cerimônias que reverencia essa indústria e seu povo; e, como Jimmy fez com seu próprio programa nos últimos meses, ele enfrentará esse momento importante com coração e humor e trará alguma alegria e otimismo muito necessários para nossos colegas da televisão e para os telespectadores em casa”, completou. Mais detalhes sobre o evento deverão ser anunciados nos próximos dias.

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    Sindicato dos Atores dos EUA proíbe filmagens de comédia por violação de protocolos da covid-19

    15 de junho de 2020 /

    O Sindicato dos Atores dos EUA, SAG-AFTRA, interrompeu as filmagens de uma comédia chamada “Courting Mom & Dad”, acusando os produtores de terem “falhado em cumprir as orientações de saúde das autoridades de Los Angeles e os protocolos da SAG-AFTRA em relação a covid-19, bem como com os regulamentos da Califórnia relacionados ao trabalho de menores de idade” O filme da produtora Revenge Movies é estrelado por Scott Baio (“See Dad Run”) e Kristy Swanson (“SEAL Team”) como um casal à beira do divórcio, cujos três filhos procuram a ajuda de um advogado para impedir a separação iminente. Em comunicado, o sindicato informou que os membros da SAG-AFTRA “estão instruídos a não realizar quaisquer serviços de atuação para esta produção até novo aviso”, observando que a aceitação de um emprego ou a prestação de serviços em “Courting Mom & Dad” pode ser considerada uma violação das regras sindicais, que podem resultar em ação disciplinar. O SAG-AFTRA não deu detalhes específicos sobre o que motivou a proibição de trabalho neste filme. A empresa de produção ainda não comentou o caso.

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    Paul Schrader lamenta que Spike Lee tenha recuado após defender Woody Allen

    15 de junho de 2020 /

    O sempre polêmico Paul Schrader não gostou do recuo de Spike Lee, que defendeu Woody Allen num programa de rádio e depois se desculpou ao ser atacado nas redes sociais. “É desapontador. Se alguém poderia enfrentar a multidão do linchamento neste momento seria o Spike [Lee]. Mas aparentemente não. Eu segui a história de Woody, li a sua autobiografia e, francamente, acho mais credível que o discurso de Farrow“, escreveu no Facebook o roteirista de clássicos como “Táxi Driver” (1976), “Touro Indomável” (1980) e diretor de “Gigolô Americano” (1980), “A Marca da Pantera” (1982), “Temporada de Caça” (1997) e “Fé Corrompida” (2017), entre outros. Spike Lee chegou a reclamar, durante uma entrevista no sábado (13/6) no programa “In the Morning”, da rádio WOR de Nova York, da campanha de cancelamento contra Woody Allen fomentada nas redes sociais. “Gostaria de dizer que Woody Allen é um grande, grande cineasta e esse tipo de cancelamento não é apenas com Woody. Eu acho que, quando olharmos para trás, veremos que, a menos que se mate alguém, não há como você apagar pessoas como se nunca tivessem existido”, ele disse. E ainda acrescentou: “Woody é um amigo meu, um colega fã dos Knicks, então eu sei o que ele está passando agora.” Não demorou muito para Lee começar a “passar” por isso também, com ataques nas redes sociais por ter “ousado” defender Woody Allen. Sua reação foi mudar de tom e se desculpar. “Peço desculpas profundamente. Minhas palavras estavam erradas. Eu não tolerarei e não tolerarei assédio, agressão ou violência sexual. Esse tratamento causa danos reais que não podem ser minimizados. Verdadeiramente, Spike Lee”, tuitou o cineasta na tarde do próprio sábado. Woody Allen sofre tentativa de “cancelamento” devido a alegações que o perseguem desde os anos 1990 e que foram revigoradas na era do movimento #MeToo, por conta das acusações da ex-mulher, Mia Farrow, de que teria abusado sexualmente da sua filha, Dylan, quanto ela tinha sete anos de idade. Como consequência dessa campanha, ele precisou processar a Amazon, que rompeu unilateralmente o contrato de produção e distribuição de seus filmes – deixando “Um Dia de Chuva em Nova York” inédito nos EUA. E enfrentou sabotagem do próprio filho, Ronan Farrow, contra a publicação da sua autobiografia. Ronan conseguiu, com cúmplices das redes sociais, que a editora original cancelasse o lançamento. Felizmente, outra editora assumiu o projeto e o livro se tornou um dos mais elogiados do ano. Intitulado “A Propósito de Nada”, a obra chega ao Brasil no segundo semestre. Nos últimos dois anos, Woody Allen também viu uma série de atores se declararem arrependidos dos filmes que fizeram com ele. Mas a verdade é que o caso responsável por essa revolta tardia chegou a ser investigado duas vezes em 1992, uma pela Agência Estadual de Bem-Estar Infantil e outra pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven, e ambas concluíram que Dylan não havia sido abusado. Uma das investigações concluiu, inclusive, que a menina tinha sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow, motivada por ódio de Woody Allen, porque o cineasta acabou se envolvendo e, posteriormente, casando-se com a filha adotiva dela, Soon-Yi Previn. Isso foi um escândalo e colocou a opinião pública contra ele. É o que, aparentemente, até hoje faz as pessoas duvidarem das investigações exaustivas da época e acreditarem em Dylan, que tinha sete anos quando o abuso supostamente aconteceu. Allen e Sun-Yi seguem casados até hoje. Os dois são pais de duas filhas já adultas, que, assim como todas as atrizes que trabalharam com o diretor durante mais de meio século, jamais reclamaram ou denunciaram o comportamento de Allen por “assédio, agressão ou violência sexual”. This is dispiriting. If anyone could stand up to the PC lynch mob at this moment it would be Spike. But apparently not…. Publicado por Paul Schrader em Domingo, 14 de junho de 2020

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    Trailer revela novo game de Star Wars focado em batalhas de caças espaciais

    15 de junho de 2020 /

    A Electronic Arts divulgou o primeiro trailer de “Star Wars: Squadrons”, novo game da franquia “Star Wars”. A prévia é um comercial cinematográfico, que não revela muito sobre a jogabilidade, mas apresenta a história e seus personagens, que consistem de dois esquadrões rivais de caças do Império e da Rebelião. A trama do jogo se passa em locais que ainda não tinham sido apresentados na galáxia distante de “Star Wars” e promete muitos tiros em primeira pessoa, disparados da cabine dos caças. Há várias batalhas no espaço e, em determinados momentos, chega a lembrar outra franquia: “Battlestar Galactica”, série que explorou lutas de caças espaciais como nenhuma outra. Entre as promessas feitas sobre a jogabilidade, os jogadores terão opções de modificar suas naves e pilotar da forma que acharem melhor enquanto atiram contra os inimigos. “Star Wars: Squadrons” será o segundo game da franquia baseado em lutas de caças. O primeiro foi o clássico “Star Wars: Rogue Squadron”, que abriu uma trilogia em 1998. O lançamento vai acontecer em 2 de outubro para PC, Xbox One e PS4.

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    Academia Britânica também adia sua premiação de cinema para abril de 2021

    15 de junho de 2020 /

    Depois do Oscar, o BAFTA Awards também mudou as datas de sua premiação de cinema de 2021. A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas anunciou que seu próximo evento vai acontecer em 11 de abril – exatamente duas semanas antes do Oscar, que acontecerá em 25 de abril de 2021. Em comunicado divulgado nesta segunda (15/6), A Academia Britânica disse que a mudança “reconhece o impacto da pandemia global e acomoda um período mais prolongado de elegibilidade”. E resume-se a informar que “mais detalhes sobre a cerimônia serão anunciados no final do ano”. A premiação do BAFTA costuma preceder o Oscar em alguns dias. Neste ano, o evento britânico aconteceu em 2 de fevereiro, enquanto o Oscar foi realizado em 9 de fevereiro. Além de premiar os melhores do cinema, o BAFTA também reconhece os melhores da TV em uma cerimônia diferente. A celebração televisiva de 2020 estava prevista para o mês passado, mas foi adiada para 31 de julho e deverá acontecer com apresentadores e indicados isolados socialmente, participando do evento por meio de videoconferência. As indicações ao prêmio televisivo, que destacaram “Chernobyl”, foram reveladas no início de junho. Confira aqui.

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    Oscar é adiado para abril de 2021

    15 de junho de 2020 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou o adiamento da 93ª cerimônia do Oscar. Originalmente prevista para acontecer em 28 de fevereiro, ela agora será realizada em 25 de abril de 2021. Além disso, o período de elegibilidade ao Oscar para longas-metragens – que começou em 1º de janeiro e expiraria em 31 de dezembro de 2020 – foi estendido para 28 de fevereiro de 2021. As mudanças refletem tempos incomuns, devido à pandemia de coronavírus, mas não são inéditas. O Oscar já tinha sido adiado três vezes anteriormente – devido às inundações de Los Angeles em 1938, após o assassinato do Dr. Martin Luther King, Jr. em 1968 e após a tentativa de assassinato do Presidente Ronald Reagan em 1981. Já janela de elegibilidade tinha sido estendida para além do período tradicional de 12 meses apenas uma vez, no 6º Oscar. Na ocasião, a cerimônia de março de 1934 foi precedida por uma janela de elegibilidade de 17 meses, de 1º de agosto de 1932 a 31 de dezembro de 1933, para o ajuste do calendário – de modo que o período de elegibilidade pudesse ser o ano anterior a cada cerimônia, de 1 de janeiro a 31 de dezembro, dali em diante. Em um comunicado, a Academia indicou que o evento ainda será realizado no Dolby Theatre em Hollywood e terá transmissão ao vivo pela rede ABC nos EUA, numa aparente rejeição da possibilidade de uma premiação pré-gravada ou com participação virtual dos indicados. Outras mudanças de datas também foram anunciadas. O prazo de inscrição para o Oscar para as categorias gerais – entre elas, Melhor Filme, Trilha Sonora e Canção Original – irá até 15 de janeiro de 2021. O prazo de inscrição para as categorias especiais – Melhor Animação, Documentário, Filme Internacional e curtas – é 1º de dezembro de 2020. Entre 1 e 5 de fevereiro, comitês especializados da Academia farão votações preliminares para reduzir o número de indicados nas categorias especiais, como Documentário e Filme Internacional, entre outras. O resultado dessa peneira será conhecido no dia 9 de fevereiro. De 5 a 10 de março, os vários candidatos de todas as categorias passarão por uma votação preliminar que determinará a lista oficial de indicações ao Oscar. Os nomes dos indicados serão divulgados em 15 de março. A votação final será realizada de 15 a 20 de abril, para a entrega do Oscar aos vencedores em 25 de abril. Os organizadores da premiação também anunciaram que o Governors Awards da Academia, um jantar de gala, geralmente realizado na segunda semana de novembro, no qual a organização, há 11 anos, apresenta Oscars honorários, não ocorrerá neste outono. “Informações adicionais sobre a cerimônia e seleção de homenageados serão fornecidas posteriormente”, disse a Academia em comunicado, sugerindo que os homenageados ainda podem ser escolhidos e celebrados antes ou mesmo durante a cerimônia do Oscar. Da mesma forma, a apresentação dos Prêmios Científicos e Técnicos da Academia, programada para o próximo sábado (20/6) em Beverly Hills, foi adiada para uma data posterior ainda a ser determinada. Para completar, a Academia ainda anunciou que o Museu de Cinema da Academia, esperado há muito tempo, será apresentado a um público selecionado com uma festa de gala na véspera do Oscar, em 17 de abril, e será aberto ao público alguns dias após a premiação, em 30 de abril. “Por mais de um século, os filmes desempenharam um papel importante nos confortando, inspirando e entretendo nos tempos mais sombrios”, disseram o presidente da Academia, David Rubin, e a CEO da entidade, Dawn Hudson, no comunicado. “Eles certamente tem feito isso este ano. Nossa esperança, ao estender o período de elegibilidade e a data de entrega de nossos prêmios, é proporcionar a flexibilidade que os cineastas precisam para terminar e lançar seus filmes sem serem penalizados por algo além do controle de qualquer um. Este próximo Oscar e a abertura de nossa o novo museu marcarão um momento histórico, reunindo fãs de cinema ao redor do mundo para se unirem através do cinema”. Karey Burke, presidente da ABC Entertainment, acrescentou: “Nos encontramos em território desconhecido neste ano e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros na Academia para garantir que o evento do próximo ano seja seguro e comemorativo, e que também capte a emoção da abertura do Museu de Cinema da Academia.”

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    Quibi teria menos de 2 milhões de assinantes na véspera de começar a cobrar pelo serviço

    15 de junho de 2020 /

    A plataforma Quibi não deu mesmo certo. Uma reportagem do Wall Street Journal apurou que a startup de vídeos curtos para celulares, fundada por Jeffrey Katzenberg (que criou a DreamWorks Animation), não vai atingir nem remotamente sua meta de assinantes para seu primeiro ano de operação. O texto pouco lisonjeiro, publicado no domingo em Nova York, detalhou brigas internas entre Katzenberg e o CEO Meg Whitman e informou que o Quibi conseguiu menos de 2 milhões de assinantes desde seu lançamento em 6 de abril. A empresa projetava 7,4 milhões de assinantes até o final do ano. Para piorar, o download do aplicativo da Quibi diminuiu consideravelmente após a semana inaugural. O baixo interesse é ainda mais preocupante porque os usuários ainda nem estão pagando pelo uso do serviço. A plataforma foi lançada com uma oferta promocional, que garantia acesso gratuito de 90 dias. Isso significa que apenas a partir de julho, quando os usuários precisarem gastar dinheiro para acessar seu conteúdo (US$ 4,99 mensais com anúncios ou US$ 7,99 sem anúncios), é que os números reais de assinaturas vão aparecer. E qualquer projeção aponta que serão muito menores que os atuais números decepcionantes. De 6 de abril a 28 de maio, o aplicativo Quibi foi baixado cerca de 4 milhões de vezes, apurou a empresa de análise Apptopia. Desses, apenas 30% do total são usuários ativos diariamente. O conteúdo mais popular do Quibi, segundo a análise da Apptopia, é “Reno 911!”, revival de uma série de comédia do canal pago Comedy Central, exibida entre 2003 e 2009 na TV americana. Katzenberg culpou o surto de covid-19 pelos resultados decepcionantes da Quibi. “Atribuo tudo que deu errado ao coronavírus. Tudo”, disse Katzenberg em entrevista ao jornal The New York Times, publicada há um mês. Mais recentemente, a empresa acrescentou que o número mais lento de downloads do aplicativo também é resultado de “sua decisão de reduzir seu marketing à luz de protestos nos Estados Unidos após a morte de George Floyd”, segundo relato do Wall Street Journal. Um dos principais problemas da Quibi foi o lançamento exclusivo para celular numa época em que as famílias estavam juntas em casa, em isolamento social. O aplicativo não fornecia alternativa para assistir seu conteúdo nas TVs. A empresa correu para adicionar suporte ao AirPlay da Apple (que foi feito na semana de 25 de maio) e ao Chromecast do Google (em 9 de junho). Mas esse esforço podem ter vindo muito tarde. O baixo número de downloads reduziu o interesse de anunciantes em incluir comerciais no produto, o que levou a chefe de marketing da Quibi a deixar a empresa apenas duas semanas após o lançamento. Para completar, a Quibi ainda está sendo processada pela startup de vídeo interativo Eko, que alega que o recurso Turnstyle do aplicativo – a capacidade de ver vídeos na horizontal ou vertical – viola uma patente sua importante e que a empresa de Katzenberg roubou segredos comerciais. Katzenberg originalmente fundou a empresa como “NewTV”. Ao anunciar o financiamento inicial de US$ 1 bilhão do empreendimento em agosto de 2018, ele divulgou o enorme potencial da empresa como um serviço de vídeo por assinatura apenas para celular, dizendo à Variety: “Não consideramos que competimos com o Hulu, HBO, Netflix ou as redes. É um caso de uso completamente diferente.” Entretanto, buscou conteúdos similares ao das outras plataformas, como séries e reality shows, apresentando-os apenas em capítulos menores, de menos de 10 minutos, e restringiu a exibição do material aos celulares. A Quibi acabou levantando US$ 1,75 bilhão junto a investidores como Disney, WarnerMedia, Sony, NBCUniversal e ViacomCBS. Mas consumiu o caixa rapidamente, com várias encomendas de conteúdo, num surto de produção digno da Netlix. Para criar interesse no produto, fechou contratos com uma longa lista de talentos de Hollywood, como Jennifer Lopez, Chance the Rapper, Chrissy Teigen, Liam Hemsworth, Sophie Turner, Lena Waithe, Reese Witherspoon e diretores como Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Antoine Fuqua, Sam Raimi, Catherine Hardwicke e Peter Farrelly. Por conta disso, a plataforma pode precisar de US$ 200 milhões adicionais até o segundo semestre de 2021, de acordo com o relatório do Journal.

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    Barbra Streisand dá ações da Disney para filha de George Floyd

    15 de junho de 2020 /

    A cantora, atriz e cineasta Barbra Streisand usou de criatividade para ajudar a pequena filha – agora órfã – de George Floyd, cuja morte por policiais brancos deu início à onda de protestos antirracistas pelo mundo. Ela doou ações da Disney para Gianna Floyd, de 6 anos. O fato foi revelado pela própria Gigi “Pink” Floyd no Instagram, que postou uma foto com seu presente valiosíssimo para agradecer à cantora. “Graças à você, agora sou uma investidora da Disney”, escreveu a menina. Na bolsa de valores, as ações da Disney estão valendo cerca de US$ 115 cada (o que em reais daria mais de R$ 580 na cotação de hoje), mas não se sabe com quantas ações Gianna Floyd ganhou. De qualquer forma, as ações da Disney costumam ser as mais seguras e valiosas do mercado. Além do presente de Barbra Streisand, a menina também teve um fundo de doações aberto em seu nome, que já arrecadou mais US$ 2 milhões em depósitos feitos pelas mais diversas pessoas desde a morte do seu pai. O assassinato de George Floyd, sufocado pela polícia até morrer, mesmo já imobilizado e clamando pela vida, causou grande comoção mundial e iniciou o questionamento das instituições que perpetuam o racismo no século 21, não apenas por meio da força bruta, mas também via cultura – por meio de estátuas em praça pública de antigos escravocratas, por exemplo. Ver essa foto no Instagram Thank You @barbrastreisand for my package, I am now a Disney Stockholder thanks to you 🥰🥰🥰 Uma publicação compartilhada por GIGI FLOYD (@giannapinkfloyd_) em 13 de Jun, 2020 às 7:59 PDT

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