Atores de “A Semana da Minha Vida” pagam mico de ler tuítes em português
A Netflix colocou o elenco do filme teen americano “A Semana da Minha Vida” (A Week Away) para ler tuítes em português, uma vergonha alheia a que plataforma costuma submeter astros internacionais de forma repetitiva. Até George Clooney teve que pagar este mico, que parece ter virado “quadro fixo” do marketing da empresa. No vídeo, os atores jovens de “A Semana da Minha Vida” tentam acertar a pronúncia e adivinhar qual é o significado de diversos tuítes. Lançado em 26 de março, o filme traz Kevin Quinn (“O Halloween do Hubie”) como um adolescente rebelde que desafia a lei e precisa fazer uma escolha: ir para a detenção juvenil ou para um acampamento cristão. Um peixe fora d’água no início, ele acaba se soltando e encontrando o amor em uma jovem que frequenta o acampamento, interpretada por Bailee Madison (“A Bruxa do Bem”). Seguem-se música e romance numa espécie de versão conservadora, evangélica e armamentista de “High School Musical 2”. A crítica internacional achou medíocre, com 52% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Diretora anuncia prólogo de After e sequência com filhos dos protagonistas
O vexame subiu à cabeça dos produtores da franquia romântica “After”. Após a continuação “After: Depois da Verdade” largar na dianteira como favorito ao Framboesa de Ouro como pior filme do ano, com ridículos 17% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produtora CalMaple anunciou mais dois longas da franquia, além dos dois recentemente filmados e ainda inéditos. Com isso, “After” chegará a seis longa-metragens. O anúncio foi feito pela diretora Castille Landon, que assumiu a franquia no terceiro longa, o ainda inédito “After: Depois do Desencontro” (After We Fell), com filmagens já encerradas. Ela também assina “After: Depois da Promessa” (After Ever Happy), atualmente em fase final de produção, e voltará para comandar os próximos dois títulos. “O universo ‘After’ continua se expandindo”, disse a diretora ao site da revista Teen Vogue. “O fandom realmente inspira a todos nós como criadores todos os dias”, completou. O detalhe é que o próximo par de lançamentos não contará com os atores originais, Josephine Langford, intérprete de Tessa Young, e Hero Fiennes Tiffin, que vive Hardin Scott. Um dos próximos filmes será vagamente baseado no livro “Before”, que a autora Anna Todd escreveu sob a perspectiva de seu protagonista masculino, mas, como se passa antes dos eventos do primeiro filme, trará um ator mais jovem no papel de Hardin. Já a sequência vai contar a história dos filhos dos protagonistas, Emery e Auden, e sua prima Addy. Os três personagens são discutidos nas últimas páginas e no epílogo de “After: Depois da Promessa”, último livro de Todd sobre o casal. “Emery, Auden e Addy são bastante queridos pelos fãs. Todos nós recebemos muitas perguntas sobre o que acontece com as crianças. É realmente incrível ver o quão interessada a base de fãs está nesses personagens, mesmo que eles sejam apresentados apenas superficialmente nos livros. As pessoas se apegaram a eles por causa de seu amor por Hardin e Tessa”, disse Landon.
Astro de “Pessoa de Interesse” promove teoria de conspiração sobre tráfico de crianças
O ator Jim Caviezel, que ficou conhecido por interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo” (2004) e por estrelar a série “Pessoa de Interesse” (Person of Interest), participou neste fim de semana de um evento da extrema direita para promover uma teoria de conspiração sobre tráfico de crianças. Trata-se de uma história de terror alimentada por fóruns dos seguidores delirantes do QAnon, que ganhou o nome de “adenocromização”. A teoria, que parece roteiro de filme, alega que pessoas ricas e celebridades pagam para que crianças sequestradas sejam torturadas e, assim, produzam adrenalina. O hormônio seria então injetado no “comprador”, concedendo a ele propriedades rejuvenescedoras. Caviezel apareceu no evento Clay Clark’s Health and Freedom Conference (Conferência pela Saúde e Liberdade, em tradução livre) por videoconferência, e prometeu que “não haverá piedade” para os praticantes desse tipo de tortura – que, por coincidência, seriam liberais da esquerda. “Há muitos termos que eles usam [para o processo de extração da adrenalina], mas é o pior horror que eu já testemunhei. Só de ouvir os gritos… se eu visse algo assim, seria além do que eu poderia suportar”, comentou. Vale observar que ele nunca testemunhou “o pior horror que eu já testemunhei”, nem nunca ouviu os gritos que disse que ouviu. Na verdade, a aparição de Caviezel no evento serviu para promover o seu novo filme, “Sound of Freedom”, onde interpreta um agente federal que abandona o emprego para, também por coincidência, dedicar-se inteiramente à luta contra o tráfico de crianças pelo mundo. “Sound of Freedom” é baseada na história real de Tim Ballard, que fundou uma organização de resgate de crianças e luta contra pornografia infantil, mas que enfrenta muitas críticas por seus métodos controversos, incluindo “exageros” narrativos e falta de zelo com a privacidade das vítimas. Jim Caviezel further pushes the "adrenochrome" conspiracy theory (https://t.co/E3q2Fe2H25): (clip 2/2) pic.twitter.com/xAqNcyJOcz — Eric Hananoki (@ehananoki) April 17, 2021
Eva Wilma é internada em UTI em São Paulo
A atriz Eva Wilma está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (19/4), a atriz de 87 anos deu entrada na unidade médica para fazer o tratamento de problemas no coração e nos rins na última quinta-feira (15) e apresenta evolução estável desde então. Ela está consciente e respirando de forma espontânea. Esta é segunda vez que Eva Wilma dá entrada no hospital neste ano. Em janeiro, ela passou 21 dias internada por conta de uma pneumonia. Na ocasião, chegou a passar nove dias na UTI com dificuldade respiratória. O trabalho mais recente de Eva Wilma foi em 2019 na novela “O Tempo Não Para”, em que interpretou a personagem Petra.
Processo milionário de Rachel Sheherazade contra SBT cita assédio moral de Sílvio Santos
Demitida em agosto de 2020 do SBT, a jornalista e apresentadora de telejornal Rachel Sheherazade entrou com um ação milionária de indenização na Justiça, pedindo R$ 20 milhões de direitos trabalhistas nunca cumpridos. Mas o processo também abre espaço para denúncia de assédio moral contra Sílvio Santos. Protocolada em 11 de março, na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), onde o SBT é sediado, a ação cita a cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal, que ela havia conquistado em 2016. A jornalista diz ter sido humilhada por Silvio Santos em rede nacional na ocasião. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. A defesa da apresentadora diz que Silvio Santos teve um comportamento depreciativo, preconceituoso, vexatório, humilhante e constrangedor, além de ter uma “atitude nitidamente machista, [que] colocou a figura feminina numa posição em que a beleza física é supervalorizada em detrimento dos atributos intelectuais”. Rachel Sheherazade também alega ter sofrido suspensão do telejornal “SBT Brasil” em agosto de 2019, após um pedido de Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, um dos principais patrocinadores dos programas da emissora de Silvio Santos. Por represália a suas publicações em redes sociais, ela foi proibida de comandar o telejornal nas edições de sexta-feira. “Silvio Santos a afastou da apresentação do telejornal ‘SBT Brasil’, como nítida forma de punição em razão de seus comentários e opiniões, bem como reduziu seu espaço no ar”, diz a defesa da apresentadora. Nos anexos do processo de 522 páginas, Sheherazade incluiu prints de um e-mail que José Roberto Maciel, CEO do SBT, lhe enviou em 17 de outubro de 2014. Na data, Rachel pediu afastamento do trabalho para se submeter a uma cirurgia e o executivo decidiu lembrar a funcionária sobre a linha editorial do SBT, pedindo para que ela revisse seu posicionamento político nas redes sociais, além de reduzir o tom, visto por ele como agressivo. Na época, a jornalista fazia duras críticas a Dilma Rousseff, que concorria à reeleição presidencial. Maciel disse que a postura dela envergonhavam a ele e a muitos dos colegas de trabalho. A jornalista foi contratada pelo SBT em março de 2011 na condição de prestadora de serviços, como pessoa jurídica, sem ter sua carteira de trabalho assinada. Seu salário inicial foi estipulado em R$ 30 mil e ela recebia mais um bônus de R$ 7 mil para custos com moradia – uma maneira de a emissora ajudá-la a se estabelecer na região metropolitana de São Paulo, já que morava em João Pessoa (PB) antes de ser contratada. Por conta das renovações de seu contrato, Rachel teve um crescimento salarial exponencial. Seu último vencimento na emissora, pago em outubro de 2020, foi de R$ 214.108,47, quase 614% maior do que o inicial, conforme mostram as notas fiscais anexadas ao processo. Mas a jornalista caiu na malha fina da Receita Federal, que está cobrando uma fortuna em impostos atrasados por considerar sua relação profissional fraudulenta, afirmando que ela deve impostos de Pessoa Física, embora tenha recebido como Pessoa Jurídica. Se a Receita acha isso, ela considera que também deve receber o que tem direito. Sua defesa alega que a “pejotização” contratual imposta pelo SBT deixou-a sem receber vários pagamentos que teria caso sua carteira de trabalho tivesse sido assinada, como férias integrais, que não lhe foram remuneradas, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), pagamento da diferença salarial decorrente dos reajustes que ela não usufruiu por não ser contratada pelo regime CLT, trabalhos em feriados e horas-extras, participação nos lucros da receita da empresa (PLR), pagas a funcionários CLT do SBT, aviso prévio, 13º salário nunca pago, etc. O processo lista diversos motivos para sustentar a tese de que ela não era uma prestadora de serviços, mas uma funcionária do SBT: cumprimento de carga horária, exclusividade de trabalho com o SBT, subordinação a diretores da emissora, uso de e-mail corporativo, crachá de funcionária, direito a vale-refeição e plano de saúde. A Justiça Trabalhista marcou para 3 de agosto, às 10h10, a primeira audiência do caso, em que as testemunhas de Rachel Sheherazade e do SBT serão ouvidas pelo juiz. O jornalista Hermano Henning, que também processou a emissora de Silvio Santos, é uma das testemunhas listadas para falar a favor da ex-colega de trabalho.
Danilo Gentili terá que pagar indenização por piada com enfermeiras
A Justiça de São Paulo condenou o humorista Danilo Gentili a pagar uma indenização de R$ 41,8 mil ao Sindicato dos Enfermeiros, bem como a publicar um pedido de desculpas em suas redes sociais. Gentili foi processado pelo sindicato por tuitar: “Vocês sabem se existe um asilo especializado onde as enfermeiras batem umas pros véios? Essa tem sido uma preocupação minha quando penso no futuro. Existe esse tipo de serviço?”. Em sua sentença, o juiz André Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível de São Paulo, considerou que o humorista “fez uso de sua condição de pessoa pública para ofender toda uma categoria profissional”, legitimando “seculares formas de opressão contra as mulheres – inseriu a profissão de enfermeira como uma função a ser ocupada por mulheres para servir sexualmente a ele, o homem branco”. O humorista terá de pedir desculpas sob pena de lhe ser aplicada uma multa diária de R$ 1.000 reais durante 200 dias, mas cabe recurso contra a decisão. Em sua defesa, Gentili alegou que não cometeu ato ilícito e nem violou nenhum direito, citando tanto seu direito constitucional à liberdade artística quanto o fato de que a piada fazia referência a uma cena da comédia italiana “Feios, Sujos e Malvados” (1976), de Ettore Scola. “Fazer piada de forma alguma permite concluir que Gentili estivesse incentivando o assédio moral e sexual contra a categoria dos enfermeiros ou que seja o responsável pela violência doméstica que existe contra as mulheres desse país”, afirmou a defesa, realizada pelo escritório Simão e Bunazar Advogados. Para a defesa, o processo foi uma tentativa de censura aberta por adversários políticos, citando o fato de que o sindicato é ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao PT. “Trata-se de uma absurda e inócua restrição à atividade humorística.” O sindicato negou à Justiça que o processo tenha relação com a política. Disse ainda que Gentili não fez uma piada, mas cometeu uma agressão à categoria.
Pastor que ora pela morte de Paulo Gustavo será processado
Dezenas de entidades LGBTQIA+ e de grupos defensores de direitos humanos anunciaram neste fim de semana que vão processar na Justiça o pastor José Olímpio, da Assembleia de Deus de Alagoas, após uma postagem nas redes sociais em que ele disse estar orando pela morte do ator Paulo Gustavo, internado há um mês com covid-19, em estado grave. “Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si”, publicou o pastor em suas redes sociais durante a semana passada. Após a repercussão negativa do comentário, José Olímpio apagou a publicação. Internado na UTI desde o começo de março, Paulo Gustavo enfrenta complicações da covid-19, está intubado, utilizando pulmão artificial e seu estado de saúde é considerado crítico. A situação comoveu famosos e fãs, que têm organizado correntes de oração pelo restabelecimento da saúde do ator, conhecido pelos papéis humorísticos no teatro, na TV e no cinema. Foi neste contexto que o pastor José Olímpio se manifestou de forma anticristã. Para as entidades, o ataque de ódio gratuito se deve ao fato de o ator de 42 anos ser homossexual assumido e casado com o médico Thales Bretas, com quem tem dois filhos bebês. “É urgente que crimes como estes, motivados por homofobia, sejam enquadrados da tipificação da LGBTfobia, na lei de combate ao racismo de n. 7.716/2018, e que punições mais rigorosas e severas sejam tomadas contra condutas homofóbicas e atos discriminatórios como o em questão”, diz a nota assinada pelas principais entidades de defesa dos direitos de LGBTs do país, no anúncio de que medidas judiciais serão tomadas contra o pastor. A Aliança LGBT+, signatária do documento, afirma que a declaração do pastor não é um caso isolado, mas parte de uma campanha que atinge cotidianamente gays, lésbicas e trans. “Vivemos tempos sombrios. Esta afirmativa foi dita por nós inúmeras vezes nos últimos meses. “A pandemia que ainda segue em curso transformou o caráter de alguns e revelou o verdadeiro caráter de outros, fazendo com que pudéssemos separar o joio do trigo e sem nenhuma sombra de dúvidas fossemos capazes de compreender melhor o outro”, diz o texto assinado pelo ativista Toni Reis, líder da Aliança LGBT+. Além de entidades LGBTQIA+, o texto de repúdio ao pastor também conta com apoio de lideranças evangélicas.
Suely Franco sai de apartamento por não conseguir pagar condomínio
Sem contrato com a Globo, a atriz Suely Franco, de 81 anos, que atuou em mais de 30 novelas da emissora, não conseguiu pagar o condomínio do apartamento onde morava e teve que se mudar. A intérprete de Marlene de “A Dona do Pedaço” (2019) revelou, em nota enviada à coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, que estava morando num apartamento localizado no bairro do Catete, zona sul do Rio de Janeiro, porque tinha problemas no joelho, o que a fez sair de sua casa com escadas. Sem trabalhos, porém, ela não teve como sustentar o imóvel e voltou ao antigo endereço, Onde sofre com escadas. No relato, ela explicou: “Tenho problemas no joelho e precisei sair da minha casa por conta das escadas. Aluguei um apartamento no Catete, porém tive de retornar ao antigo endereço por não conseguir pagar o condomínio. Apesar de ter participado de duas leituras online de um espetáculo contemplado pela Lei Aldir Blanc, estou me mantendo graças a algumas economias de uma vida dedicada à arte. Hoje estou isolada, já tomei a primeira dose da vacina e aguardo a segunda dose em maio, esperando dias melhores com a retomada das nossas atividades”. Ela contou que o fechamento dos teatros, por conta da pandemia, dificultou a possibilidade de encontrar trabalho para bancar suas despesas. “O teatro representa a minha vida, meu coração, meus pulmões. Sem ele, não há vida, fica tudo muito difícil. Eu sinto falta do público, dos aplausos e dos companheiros das coxias. Ficar sem subir num palco é a morte em vida. Eu não sou contratada de nenhuma emissora e dependo do teatro para meu sustento”, escreveu.
Damian Lewis escreve tributo emocionante para esposa Helen McCrory
O ator Damian Lewis, conhecido pelas séries “Homeland” e “Billions”, publicou um tributo emocionante a sua esposa Helen McCrory, da série “Peaky Blinders”, que faleceu na sexta (16/4) de câncer, aos 52 anos. Em um artigo publicado neste domingo (18/4) no jornal britânico The Sunday Times, Lewis refletiu sobre a vida de sua “Dama Helen”, definindo-a como “uma pessoa ainda mais brilhante do que ela foi como atriz” e dizendo que não sentia “nenhum medo, nenhuma amargura, nenhuma autopiedade” sobre sua morte prematura. “Nunca conheci ninguém que espalhasse tão conscientemente a felicidade”, descreveu Lewis na parte mais comovente do texto, explicando que as enfermeiras que estavam tratando seu câncer esperavam ansiosamente para vê-la “porque ela tornava seus dias melhores”. “Nunca conheci ninguém que gostasse tanto da vida. Sua capacidade de estar no presente e aproveitar o momento foi inspiradora. Ela não estava interessada em olhar para o umbigo. Nenhum verdadeiro interesse pessoal na autorreflexão. Ela acreditava em olhar para fora, não para dentro. É por isso que conseguia direcionar sua luz para os outros com tanta intensidade”, disse ele. Lewis explicou que ela era uma mulher capaz de ser “engraçada como o diabo”, mas também “magnificamente zangada e gloriosamente desdenhosa”. “No final das contas, ela estava feliz”, ele acrescentou. “Sempre. Algumas pessoas acreditam que a felicidade é um direito, algumas pessoas acham a felicidade difícil. É uma emoção indescritível. E Helen acreditava que você escolhe a felicidade. ” Diante da morte, Lewis disse que sua esposa McCrory demonstrou generosidade feroz, dizendo-lhe para “ter namoradas, muitas delas” depois de sua morte – mas, com um toque de humor, acrescentava: “Tente pelo menos passar pelo funeral sem beijar ninguém”. Em comentários aos dois filhos, ela disse: “Não fiquem triste, porque, embora eu esteja prestes a expirar, vivi a vida que queria”. Ele ainda admitiu: “Já estou com saudades dela. Ela brilhou mais intensamente nos últimos meses do que a estrela mais brilhante poderia brilhar”. Para Lewis, “seu maior e mais requintado ato de bravura e generosidade foi ‘normalizar’ sua morte”. “Ela não demonstrou medo, nem amargura, nem autocomiseração, apenas nos deu coragem para continuar e insistiu para que ninguém ficasse triste, porque ela é feliz. Fiquei pasmo com ela. Ela foi um meteoro em nossa vida”, concluiu.
Annie Awards: Soul é o grande vencedor do “Oscar da animação”
O filme “Soul”, da Pixar, foi o grande vencedor do Annie Awards 2021. Considerado o “Oscar da animação”, o evento realizado virtualmente na noite de sexta (16/4) rendeu sete troféus à produção disponibilizada com exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus), incluindo o prêmio principal de Melhor Longa-Metragem de Animação do ano. A produção irlandesa “Wolfwalkers” foi a segunda com mais vitórias, conquistando cinco estatuetas no total – inclusive como Melhor Longa-Metragem Independente. “Wolfwalkers” também teve distribuição por uma plataforma de streaming: a Apple TV+. Curiosamente, “Soul” e “Wolfwalkers” estavam empatados com o maior número de indicações – 10 cada. Desde a introdução da categoria de Melhor Animação no Oscar, há 19 anos, os filmes que venceram o Annie Awards levaram a estatueta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas 13 vezes. Confira abaixo os vencedores dos Annie Awards 2021, incluindo os destaques televisivos. Melhor Longa-Metragem Animado “Soul” (Pixar) Melhor Animação Independente “Wolfwalkers” (Cartoon Saloon/Melusine) Melhor Produção Animada de TV – Pré-escolar “As Aventuras de Paddington” (Blue-Zoo Animation/Nickelodeon) Melhor Produção Animada de TV – Infantil “Hilda” (Silvergate/Netflix) Melhor Produção Animada de TV – Geral “Primal” (Cartoon Network Studios) Melhor Direção em Série Animada Genndy Tartakovsky por “Primal” Melhor Direção em Filme Animado Tomm Moore e Ross Stewart por “Wolfwalkers” Melhor Trilha Sonora em Série Animada Kevin Kiner, por “Star Wars: The Clone Wars” (Lucasfilm) Melhor Trilha Sonora em Filme Animado Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste, por “Soul” Melhor Roteiro de Série Animada Andrew Goldberg e Patti Harrison por “Big Mouth” (Netflix) Melhor Roteiro de Filme Animado Pete Docter, Mike Jones e Kemp Powers por “Soul” Melhor Edição de Série Animada “Hilda” (Silvergate/Netflix) Melhor Edição de Filme Animado “Soul” (Pixar) Melhor Dublagem de Série Animada David Bradley (Merlin) em “Tales of Arcadia: Wizards” Melhor Dublagem de Filme Animado Eva Whittaker (Mebh Óg MacTíre) em “Wolfwalkers” Melhor Storyboard de Série Animada “Looney Tunes Cartoons” (Warner Bros. Animation) Melhor Storyboard de Filme Animado “Soul” (Pixar) Melhor Design de Produção de Série Animada “Shoom’s Odyssey” (Picolo Pictures) Melhor Design de Produção de Filme Animado “Wolfwalkers” (Cartoon Saloon/Melusine) Melhores Efeitos Visuais de Série Animada “Jurassic World: Camp Cretaceous” (Universal Pictures, DreamWorks Animation, Amblin Entertainment, Netflix) Melhores Efeitos Visuais de Filme Animado “Soul” (Pixar) Melhor Animação de Personagem de Série Animada “Hilda” (Silvergate/Netflix) Melhor Animação de Personagem de Série Live-Action “The Mandalorian” (Lucasfilm) Melhor Animação de Personagem de Videogame “Marvel’s Spider-Man: Miles Morales” (Insomniac Games) Melhor Design de Personagens de Série Animada “Amphibia” (Disney TV) Melhor Design de Personagens de Filme Animado “Wolfwalkers” (Cartoon Saloon/Melusine) Melhor Produção Especial de Animação “The Snail and the Whale” (Magic Light Pictures) Melhor Curta de Animação “Souvenir Souvenir” (Blast Production) Melhor Comercial de Animação “There’s a Monster in my Kitchen” (Cartoon Saloon) Melhor Animação Estudantil “La Bestia, School: Gobelins” (l’école de l‘image)
Felix Silla (1937–2021)
O ator Felix Silla, que interpretou o Primo Coisa na série “A Família Addams” e o robô Twiki de “Buck Rogers”, morreu na sexta (16/4) aos 84 anos, após lutar contra um câncer no pâncreas. O falecimento foi anunciado por seu amigo de longa data Gil Gerard, o Buck Rogers da série exibida entre 1979 e 1981. “Vou sentir muita falta dele, especialmente do quanto nos divertíamos em convenções, quando ele me mandava me f…”, escreveu Gerard. Com menos de 1,2 m de altura e pesando 30 quilos, Silla estreou na TV num episódio de 1963 de “Bonanza”. Mas seu primeiro papel de destaque só veio dois anos depois, ainda que ninguém pudesse vê-lo. Ele fez grande sucesso ao aparecer como o Primo Coisa (Cousin Itt), no 20º capítulo de “A Família Addams” em 1965, escondido atrás de uma cabeleira imensa, que levava um tratador a confundi-lo com um animal exótico e tentar colocá-lo numa jaula. Silla repetiu o papel em 17 episódios da série. Em uma entrevista ao jornal Los Angeles Times em 2014, ele contou que a peruca usada para interpretar o personagem era feita inteiramente de cabelo humano: “Era quente e pesada. Como vestir um tijolo”. Na 2ª temporada, a produção trocou a peruca original por outra feita de cabelos sintéticos, porque muita gente fumava durante as gravações. “Todo mundo no set fumava. Eles só jogavam as bitucas no chão e pisavam nelas. Os produtores tinham medo de que eu pisasse em uma ainda acesa e pegasse fogo. Eles me deram cabelo sintético, que retarda as chamas”, explicou. O personagem foi ideia de um produtor e nunca fez parte dos desenhos de Charles Addams em que a série era baseada. Entretanto, desde a aparição de Silla passou a integrar a franquia sempre que ela ganhou uma nova adaptação. Ele também apareceu nas séries “Os Monkees”, “A Garota da U.N.C.L.E.”, “A Feiticeira”, “A Flauta Encantada” e até no piloto original de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), antes de entrar nas produções de Glen A. Larson, que em 1978 o escalou como o cylon Lucifer em 10 episódios de “Battlestar Galactica”, e no ano seguinte o colocou sob a “armadura” do robô Twiki, o parceiro do protagonista de “Buck Rogers”. Silla trabalhou ao lado de Gil Gerard, intérprete do herói espacial, em todos os episódios das duas temporadas de “Buck Rogers”, exibida até 1981. Depois disso, ainda foi um ewok em “Star Wars: O Retorno do Jedi” (1983), uma criatura sobrenatural do terrir “A Casa do Espanto” (1985) e Dink, uma paródia dos jawas de “Star Wars”, na comédia “S.O.S.: Tem um Louco Solto no Espaço” (1987), além de vestir a fantasia de um pinguim em “Batman: O Retorno” (1992). Aposentado nos anos 1990, ele voltou a atuar em “CHARACTERz” (2016), uma comédia que, de certa forma, homenageava sua carreira, ao acompanhar profissionais que ganhavam dinheiro para se fantasiar e divertir crianças num parque de diversões.
Mari Törőcsik (1935–2021)
Mari Törőcsik, uma das atrizes mais célebres da Hungria, vencedora do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes e estrela de dois filmes indicados ao Oscar, morreu na sexta-feira (16/4) em Budapeste após uma longa enfermidade. Ela tinha 85 anos. Törőcsik se destacou logo na estreia, “Carrossel do Amor” (1956), aos 20 anos de idade, como uma camponesa que se apaixona por um menino camponês contra a vontade de seu pai. O filme de Zoltán Fábri teve première no Festival de Cannes e chamou atenção da crítica francesa para o talento da jovem. Então jornalista, o futuro diretor François Truffaut chegou a escrever em sua crítica do filme: “sem que a artista de 20 anos soubesse, ela era a maior estrela do festival”. Três anos depois, ela foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Karlovy Vary, o mais importante do Leste Europeu, por “Kölyök” (1959), de Mihály Szemes e Miklós Markos, tornando-se rapidamente uma das atrizes mais requisitadas de sua geração. Ela trabalhou com os principais mestres do cinema húngaro, como Miklós Jancsó, Márta Mészáros, István Gaál, István Szabó, Gyula Maár, Károly Makk e o próprio Zoltán Fábri, em várias ocasiões. Uma de suas muitas parcerias com Fábri, “Esta Rua é Nossa” (1968), disputou o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, assim como uma de suas colaborações com Makk, “Cat’s Play” (1974),igualmente indicado ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA Em 1971, ela recebeu uma Menção Especial do Júri do Festival de Cannes por seu desempenho em “O Amor” (1971), outro drama de Makk, e no ano seguinte voltou a conquistar o prêmio de interpretação em Karlovy Vary, por “Holt Vidék” (1972), de Gaál. Mas foi somente em 1976, 20 anos após debutar na Croisette, que ela conquistou o prestigioso troféu de Melhor Atriz de Cannes pelo desempenho como uma atriz de teatro envelhecida em “A Locsei Fehèr Asszony”, de Gyula Maár. A parceria com Maár ainda lhe rendeu o troféu de Melhor Atriz no Festival de Taormina no ano seguinte, por “Teketória” (1977). Ao longo do último meio século, foram mais de 100 papéis cinematográficos, a grande maioria no cinema húngaro, mas ela também contracenou com astros de Hollywood, em filmes como “Muito Mais que um Crime” (1989), de Costa-Gavras, filmado nos EUA com Jessica Lange, “Corações Covardes” (1990), coprodução italiana estrelada por Keith Carradine, Miranda Richardson e Kristin Scott Thomas, e o premiado sucesso internacional de István Szabó, “Sunshine – O Despertar de um Século” (1999), protagonizado por Ralph Fiennes. Seu último trabalho foi lançado no ano passado, “Psycho 60”, um curta experimental dedicado a recriar a cena do chuveiro de “Psicose” com 60 atrizes diferentes, uma para cada take, nos 60 anos de lançamento do clássico de Alfred Hitchcock.
Diretora de festival da Bielorrússia é libertada após pressão internacional
Tatsiana Hatsura-Yavorska, diretora do festival de documentários Watch Docs, da Bielorrússia, foi libertada da prisão após a repercussão de um protesto internacional, que nesta semana reuniu organizações de direitos humanos, a Academia Europeia de Cinema e festivais de cinema de todo o mundo, como Sundance, Cannes e Berlim. Ela foi presa em 5 de abril por seu papel na organização de uma exposição fotográfica subterrânea em homenagem aos trabalhadores da saúde da Bielorússia. Isto foi suficiente para que fosse presa por “protestar contra a polícia” e “arrecadar dinheiro para protestos” contra o governo do presidente Alexander Lukashenko, e colocada em um centro de detenção em Minsk, junto com centenas de outras presos políticos, na atual onda de endurecimento da repressão no país. Hatsura-Yavorska deveria comparecer a uma audiência na quinta-feira passada (15/4) após atingir o limite máximo legal de 10 dias de detenção, e pessoas próximas temiam que ela pudesse enfrentar vários anos de prisão. No entanto, após o repúdio generalizado de entidades importantes, as acusações foram retiradas e, além de ser solta, ela não enfrenta processo criminal. Agora, ela deve se juntar ao marido no exterior. Volodymyr Yavorski fugiu do país com os filhos do casal para evitar que o regime colocasse as crianças em orfanatos. As autoridades da Biolorrússia disseram que se não deixasse o país, ele próprio enfrentaria a prisão e nunca mais veria os filhos. Yavorski também é alvo de perseguição política, como ativista dos direitos humanos e fundador do festival ucraniano de filmes sobre direitos humanos Docudays UA. A Bielorrússia vem sendo tomada por manifestações generalizadas contra o regime que governa o país há décadas. Os protestos se intensificaram depois que o presidente reivindicou uma vitória esmagadora nas eleições presidenciais de agosto passado, um resultado que muitos acreditam ter sido falsificado. A União Europeia rejeitou a legitimidade da eleição e fez um apelo público por uma nova votação, além de condenar a perseguição violenta de manifestantes pacíficos por parte das autoridades do país. De acordo com ativistas, desde o verão europeu passado mais de 600 pessoas foram presas, acusadas de participar das manifestações antigovernamentais, e cerca de 400 já foram condenadas.












