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    NBC não exibirá o Globo de Ouro em 2022

    10 de maio de 2021 /

    O Globo de Ouro recebeu seu golpe mais mortal. A rede NBC anunciou que não vai transmitir a premiação em 2022. O contrato milionário com o canal, pelos direitos de transmissão da cerimônia, é que sustenta a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). Sem esse negócio, não só o Globo de Ouro, mas a própria entidade corre o risco de se tornar inviável. A NBC divulgou a seguinte declaração nesta segunda-feira (10/5): “Continuamos a acreditar que o HFPA está comprometida com uma reforma significativa. No entanto, uma mudança dessa magnitude exige tempo e trabalho, e acreditamos fortemente que o HFPA precisa de tempo para fazê-lo da maneira certa. Como tal, a NBC não irá transmitir o Globo de Ouro de 2022. Supondo que a organização execute seu plano, temos esperança de estar em posição de transmitir o programa em janeiro de 2023”. A decisão ecoa a pressão das plataformas Amazon e Netflix, de uma coalizão de 100 agências de talentos, que representam as principais estrelas do cinema e da televisão dos EUA e do Reino Unido, e, nas últimas horas, também da WarnerMedia. Todos anunciaram rompimento com a HFPA. As agências ainda chegaram a sugerir especificamente o cancelamento do Globo de Ouro em 2022, diante da falta de pressa da associação para promover as mudanças esperadas pela indústria do entretenimento. A credibilidade da HFPA foi colocada em cheque após um escândalo de corrupção e racismo em seus quadros vir à tona no começo do ano. Tudo começou com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. Como se não precisasse de mais confusão, em abril um ex-presidente da entidade, Philip Berk, de 88 anos e ainda membro da HFPA, encaminhou um e-mail aos colegas chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e serviu, aos olhos do mundo, para explicar o motivo da falta de integrantes negros na HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Após mais um escândalo, a rede NBC se manifestou prontamente e começou a considerar encerrar seu contrato para exibir a premiação. Berk foi afastado, mas sua manifestação despropositada ainda lembrou que a HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a associação. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E em 2018 ele foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação até este ano. Sem tempo para refletir o estrago, o anúncio das mudanças esperadas para os próximos Globos de Ouro aconteceu na quinta-feira passada (6/5), incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, a partir de setembro, e mais 20 até o fim do ano que vem. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, várias empresas e artistas de Hollywood iniciaram protestos que, num efeito em cadeia, colocou em cheque a continuidade do Globo de Ouro. Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, resumiu os questionamentos, num comunicado divulgado na sexta. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A indicação favorável ao boicote é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”. A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” A Amazon fez coro. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios Jennifer Salke. Atores como Mark Ruffalo e Scarlett Johansson expressaram suas frustrações e sugeriram o boicote, enquanto Tom Cruise foi além e devolveu as três estatuetas que tinha conquistado no Globo de Ouro. Pressionado, o comitê responsável por mudar a postura da HFPA terá agora que se desdobrar, acelerar seu cronograma e convencer a indústria de que seu prêmio ainda é viável. Caso contrário, arrisca-se a perder seu contrato milionário com a rede NBC – que ao tirar o Globo de Ouro do calendário de 2022, deu um prazo amplo, mas específico para a organização resolver seus problemas e entrar em sintonia com aquilo que os representantes de Hollywood esperam. O fato é que se os artistas decidirem não participar mais do prêmio, o Globo de Ouro deixa de ter viabilidade como programa de televisão e simplesmente acabará.

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    Tom Cruise devolve troféus do Globo de Ouro em protesto

    10 de maio de 2021 /

    O astro Tom Cruise devolveu suas três estatuetas do Globo de Ouro para a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). Ele tinha troféus de Melhor Ator por “Nascido em 4 de Julho” (1989) e “Jerry Maguire” (1996), além de Melhor Ator Coadjuvante por “Magnólia” (1999). O gesto foi o protesto mais claro de um astro de Hollywood contra a associação responsável pela tradicional premiação de cinema e TV dos EUA, e acontece após Scarlett Johansson defender boicote contra a HFPA e a Amazon, Netflix e uma coalizão de 100 agências de talentos (responsáveis pelas carreiras das estrelas da indústria do entretenimento) ameaçarem não trabalhar mais com os jornalistas estrangeiros responsáveis pelo Globo de Ouro. A credibilidade da HFPA foi colocada em cheque após realizar uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. O anúncio das mudanças aconteceu na quinta-feira passada (6/5), incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, mas apenas a partir de setembro, quando a temporada de premiação estiver começando. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, várias empresas e artistas de Hollywood iniciaram protestos que, num efeito em cadeia, ameaça a continuidade do Globo de Ouro.

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    Com oito indicações ao Oscar, Glenn Close desabafa: “Não sou perdedora”

    10 de maio de 2021 /

    Glenn Close não quer mais ser chamada de perdedora. Após “perder” a estatueta de Melhor Atriz no Oscar 2021, a estrela de “Atração Fatal” e do recente “Era uma Vez um Sonho” empatou com o ator Peter O’Toole (o “Lawrence da Arábia”) em quantidade de indicações sem vitória. Foram oito vezes que Glenn Close concorreu ao Oscar apenas para ver outra atriz levar o prêmio. A oitava “derrota” rendeu um artigo recente no jornal Los Angeles Times. Questionada sobre o fato numa entrevista para a agência Associated Press, a atriz de 74 anos desabafou: “Em primeiro lugar, não acho que sou uma perdedora. Quem nessa categoria é um perdedor?” “Você está ali, é uma das cinco pessoas homenageadas pelo trabalho que você fez com seus colegas. O que é melhor do que isso?”, ela continuou. “Honestamente, sinto que a imprensa gosta de ter vencedores e perdedores. E então dizem: ‘Quem usou o pior vestido?’ E, você sabe, ‘quem fez o pior discurso?’ Esqueça. Glenn Close não tem relação com isso”. A atriz Sarah Paulson (“Ratched”) aproveitou o desabafo da colega para reclamar no Twitter. “Eu gostaria que essa discussão acabasse. Ela é brilhante e continua a ter uma carreira extraordinária e invejável. Boa noite para este click bait que leva a lugar nenhum”, escreveu. Embora não tenha um Oscar, Glenn Close já venceu várias premiações, incluindo o Emmy, Globo de Ouro, Tony e o SAG Awards (troféu do Sindicato dos Atores).

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    Olivia Wilde é criticada por comparar sua transformação em diretora a “sair do armário”

    10 de maio de 2021 /

    Olivia Wilde virou alvo de críticas após dizer que sua transição de atriz para diretora foi como “sair do armário”. Elogiadíssima por sua estreia atrás das câmeras com “Fora de Série” (2019), atualmente ela está dirigindo seu segundo longa-metragem, “Don’t Worry Darling”, e já teria negociado comandar uma produção ainda secreta da Marvel. “Eu me sinto mais ou menos como alguém saindo do armário. Há esse sentimento de honestidade em relação ao que realmente quero fazer e meu conforto vem de estar sendo sincera comigo, o que não acontecia há muito tempo”, disse a atriz ao podcast OffCamera sobre sua experiência ao dirigir o primeiro longa. Detalhe: a entrevista que viralizou nesta segunda (10/5) foi feita em 2019, época do lançamento de “Fora de Série”! E “coming out” não foi a única fala que gerou controvérsia na internet. Ao falar sobre seu divórcio com Tao Ruspoli em 2011, ela disse que cogitou “um tipo suave de relacionamento lésbico, apenas beijos suaves e tesouradas”. A patrulha vigilante das redes sociais não gostou das declarações antigas e não faltou quem acusasse as metáforas da atriz de conterem homofobia. Um usuário do Twitter disse que ela simplesmente não poderia fazer essas comparações: “Sim, Olivia Wilde, branca, rica, magra, famosa, você ter passado de atriz para diretora é realmente igual a uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ que saiu do armário recentemente em uma sociedade preconceituosa e possivelmente em uma família lgbtfóbica.” Enquanto os americanos ficam ofendidos com o jeito hipster sem noção de Wilde – que, por sinal, é bissexual assumida – , no Brasil uma jogadora profissional de futebol escreve no Twitter que Paulo Gustavo vai para o inferno por ser gay. Diferenças.

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    Paulo Gustavo recebe homenagem de Dia das Mães de seu marido

    9 de maio de 2021 /

    O médico Thales Bretas, viúvo de Paulo Gustavo, postou neste domingo (9/5), Dia das Mães, uma homenagem ao personagem mais famoso do ator, dona Hermínia, a quem ele chamou de mãe de todo Brasil. Ele publicou no Instagram uma foto em que o comediante aparece caracterizado, durante filmagem, dando mamadeira a um dos filhos do casal, Gael. Thales também publicou outra imagem, em que aparece ao lado de sua mãe e dos gêmeos, seus filhos com Paulo Gustavo. “As duas maiores mães da minha vida! A primeira é a maior do Brasil. Mas representou pra mim um pãe tão atencioso, carinhoso e dedicado. Na fofo, ele amamentava Gael enquanto no set de filmagem! Te amo PG!”, escreveu Bretas. Paulo Gustavo morreu na terça (4/5) de complicações decorrentes de covid-19. Sua personagem mais famosa, dona Hermínia, foi responsável por render a maior bilheteria da História do cinema brasileiro, com o filme “Minha Mãe é uma Peça 3”, entre dezembro de 2019 e o começo do ano passado. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thales Bretas (@thalesbretas)

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    Marcelo Adnet processa secretário da Cultura Mario Frias

    9 de maio de 2021 /

    O humorista Marcelo Adnet está processando o secretário da Cultura Mario Frias civil e criminalmente por danos morais. Na ação civil, ele pede R$ 80 mil de indenização e retratação após receber ofensas nas redes sociais. A ação criminal foi protocolada na 42ª Vara criminal do Tribunal da Justiça do Rio de Janeiro e a civil na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca. A ação foi motivada por ataques do integrante do governo Bolsonaro contra o humorista após a publicação de uma paródia do vídeo “Um Povo Heroico”. A campanha do Governo Federal, estrelada por Mario Frias, foi veiculada às vésperas de 7 de setembro do ano passado, data que marca a Independência do Brasil. Segundo o advogado do humorista, Ricardo Brajterman, “a reação do Mario Frias foi completamente desproporcional diante da piada que foi feita pelo Marcelo Adnet, onde não teve xingamento, ofensa à honra ou à intimidade”. O advogado ainda comparou a imitação com outras feitas por comediantes. “Só fez graça como fazem com Silvio Santos, Faustão, Galvão Bueno, são pessoas públicas que estão sujeitas a esse tipo de piada”. Mário Frias reagiu ao vídeo, em setembro do ano passado chamando Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco”, frouxo” e “bobão”, além de atacar sua vida privada, comentando sua infidelidade no casamento com a ex Dani Calabresa. “Um Judas que não respeitou nem a própria esposa, traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter”. Na época, Adnet respondeu com nova piada, dizendo que Frias “recomendou” o esquete. “Até o Secretário Frias recomendou no Instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes!”, postou o humorista. O tom agora é outro. Na petição, os advogados de Adnet alegam que Frias “explodiu em fúria, com ameaça, injúria e difamação depois de tomar ciência de uma singela e inofensiva paródia feita pelo autor, em que ele imita o discurso feito pelo demandado, num vídeo oficial da Secretaria Especial de Comunicação do Governo Federal”. Ainda segundo a defesa de Adnet, o autor da ação não fez nenhuma ofensa ou ataque em sua paródia. “Não existe discurso de ódio ou intolerância que justifique a reação do secretário especial de Cultura do Governo Federal”. No processo civil, os advogados ainda pedem, além da indenização de R$ 80 mil por danos morais, a retirada da publicação ofensiva do perfil de Mario Frias no Instagram, sob multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da determinação judicial. Caso o juiz acate o pedido da defesa de Adnet, Mario Frias terá ainda que se retratar publicamente com o autor, via postagem e divulgação em suas redes sociais, com igual destaque conferido à mensagem ofensiva que motivou o processo. Veja abaixo o vídeo que fez Frias ofender Adnet. Arquivo Confidencial com o presidente no #SintaSeEmCasa Pgm completo https://t.co/t26nDkk4gq pic.twitter.com/t3jPIJhhE5 — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020

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    Gal Gadot confirma que Joss Whedon ameaçou destruir sua carreira

    8 de maio de 2021 /

    A atriz Gal Gadot confirmou relatos sobre sua relação conturbada com o diretor Joss Whedon, durante as refilmagens de “Liga da Justiça”, afirmando que ele realmente ameaçou destruir sua carreira durante uma discussão. “O que eu tive com Joss, basicamente, foi que ele ameaçou minha carreira e disse que se, eu fizesse alguma coisa, ele tornaria minha carreira miserável, e eu simplesmente resolvi na hora”, afirmou a intérprete da Mulher-Maravilha numa entrevista que foi ao ar neste sábado (8/5) no Canal 12 de Israel, país natal da atriz. O relato confirma uma reportagem publicada pela revista The Hollywood Reporter no começo de abril passado. Na época, ela não quis entrar em detalhes, dizendo apenas, em um comunicado: “Eu tive meus problemas com [Whedon] e a Warner Bros. lidou com isso em tempo hábil.” Em sua apuração, o THR publicou que Gadot teve várias discussões com Whedon durante “Liga da Justiça”, incluindo “questões sobre sua personagem ser mais agressiva do que em ‘Mulher-Maravilha'”. “Ela queria fazer a personagem fluir de um filme para o outro”, disse uma fonte à publicação. O maior conflito teria acontecido quando Whedon pressionou Gadot a gravar falas de que ela não gostava. Foi quando ele teria ameaçado prejudicar sua carreira, pressionando-a a dizer o que ele tinha escrito. Durante as discussões, Whedon também teria diminuído o trabalho da diretora Patty Jenkins em “Mulher-Maravilha”. Uma testemunha da produção alegou que, após um confronto, “Joss ficou se gabando de ter colocado Gal no seu lugar. Ele disse que era o escritor e que ela calasse a boca e dissesse suas falas, pois podia fazê-la parecer incrivelmente estúpida neste filme.” Na verdade, porém, quem acabou colocado no seu lugar foi Whedon. Gadot não se sujeitou ao abuso e, como disse, resolveu na hora. Ela se juntou à Patty Jenkins e levou suas queixas diretamente ao então presidente da Warner, Kevin Tsujihara. E não filmou as cenas com as quais não concordava. Mesmo assim, uma das cenas estúpidas, que Joss ameaçou filmar, acabou entrando no longa. A atriz se recusou a gravar uma sequência em que o Flash cai sobre a Mulher-Maravilha, gerando uma situação de desconforto. Então, Whedon simplesmente colocou uma dublê em seu lugar e incluiu a piada sem graça na versão de cinema de “Liga da Justiça”. Ele já tinha feito a mesma cena com Bruce Banner/Hulk e Viúva Negra em “Vingadores: Era de Ultron”. Em julho do ano passado, o ator Ray Fisher, intérprete do Ciborgue, resolveu tornar pública sua insatisfação com o que aconteceu nos bastidores do filme. Ele usou as redes sociais para denunciar o comportamento do cineasta no set, definindo-o como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam Whedon, que entrou na produção na parte final, para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. A WarnerMedia tentou abafar a polêmica, mas Jason Momoa, o Aquaman, impediu ao apoiar Fisher publicamente e escrever em setembro em seu Instagram que “coisas sérias aconteceram” e que “pessoas precisam ser responsabilizadas” pelo que houve em “Liga da Justiça”. Em dezembro, Gadot se pronunciou pela primeira vez sobre o assunto, em entrevista ao jornal Los Angeles Times, mencionando seu conflito com o diretor. “Eu não estava presente quando Joss Whedon filmou com outros meninos [do elenco]. Mas tive minha própria experiência com ele, que não foi a melhor, e tomei providências quando isso aconteceu. Eu levei minha denúncia aos chefes [da Warner], e eles deram um jeito”, comentou na ocasião. Como estava promovendo “Mulher-Maravilha 1984”, a atriz não quis detalhar qual tinha sido seu problema com Whedon, mas mencionou que tinha ficado “feliz que Ray tenha se apresentado e esteja contando a sua verdade”. Devido às denúncias públicas, a WarnerMedia contratou uma investigação particular independente para descobrir o que realmente tinha havido. Gadot foi uma das testemunhas. “Eu sei que eles fizeram uma investigação muito completa, tendo como parâmetro o tempo que passei com eles”, contou a atriz, também em dezembro, à revista Variety. A WarnerMedia emitiu um comunicado oficial em 11 de dezembro, afirmando que havia concluído sua investigação sobre os bastidores do filme e, sem mencionar nomes, acrescentou que “medidas corretivas foram tomadas”. Poucos dias antes, Joss Whedon anunciou que estava se afastando de outro projeto do estúdio, a série “The Nevers”, que ele criou e foi recentemente lançada na HBO – citando exaustão e “acontecimentos sem precedentes” de 2020 que afetaram sua vida de “maneiras que jamais poderia ter imaginado”.

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    Giuliana Rancic deixa a cobertura dos tapetes vermelhos do canal E!

    8 de maio de 2021 /

    A jornalista americana Giuliana Rancic anunciou que deixará a cobertura dos tapetes vermelhos de Hollywood. Conhecida por conduzir os programas do gênero no canal pago E!, ela começou na função quando tinha apenas 26 anos. Após trabalhar como repórter, tentando entrevistar celebridades na entrada de várias premiações, como Oscar e Globo de Ouro, passou a conduzir debates sobre a moda dos tapetes vermelhos, integrando o programa “Fashion Police” do mesmo canal, além de apresentar o programa de notícias de celebridades “E! News”. Em 20 anos de trabalho, tornou-se uma figura conhecida das coberturas dos grandes eventos da indústria do entretenimento, recebendo solidariedade quando precisou passar por masectomia dupla para tratar um câncer de mama em 2011. Por outro lado, também enfrentou críticas duras pelas gafes cometidas. No início deste ano, Zendaya lembrou um dos piores momentos de Rancic, quando, ao comentar seu look no Oscar de 2015, afirmou que a atriz tinha cheiro de “óleo de patchuli” e “maconha”, porque usava dreadlocks nos cabelos. Em seu Instagram, Zendaya afirmou que esse comentário foi “escandalosamente ofensivo” e que “já existe uma crítica dura ao cabelo afro-americano na sociedade sem precisar da ajuda de pessoas ignorantes que optam por julgar os outros com base na ondulação de seus cabelos.” Giuliana Rancic contou em suas redes sociais que está saindo do E! para realizar “um projeto novo com a NBCUniversal”. Veja abaixo. Neste ano, o canal pago E! ainda perdeu Ryan Seacrest. Mundialmente conhecido como apresentador do reality show “American Idol”, Seacret também comandava o programa “E! Live From the Red Carpet” ao lado de Rancic, mas anunciou em fevereiro seu afastamento da cobertura dos tapetes vermelhos feita pelo canal. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Giuliana Rancic (@giulianarancic)

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    Scarlett Johansson defende boicote contra o Globo de Ouro

    8 de maio de 2021 /

    Scarlett Johansson se tornou uma das primeiras estrelas de Hollywood a se manifestar claramente a favor de um boicote contra o Globo de Ouro. Em um comunicado divulgado à imprensa neste sábado (8/5), a intérprete de Viúva Negra destacou que cansou de enfrentar “perguntas e comentários sexistas” de jornalistas da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), organização responsável pela premiação do Globo de Ouro, e sugeriu que a indústria do cinema e da televisão se juntasse, após as iniciativas da Netflix, da Amazon e de 100 agências de talentos, que decidiram boicotar o Globo de Ouro pela dificuldade da entidade de adotar medidas para sanar seus problemas crônicos de falta de ética e representatividade. “Espera-se que uma atriz que promova um filme participe da temporada de premiações, o que inclui entrevistas coletivas e de cerimônias de premiação”, disse Johansson em seu comunicado. “No passado, isso geralmente significava enfrentar perguntas e comentários sexistas de certos membros da HFPA que beiravam o assédio sexual. Foi também a razão exata pela qual eu, por muitos anos, me recusei a participar de suas coletivas. A HFPA é uma organização que foi legitimada por nomes como Harvey Weinstein para ganhar impulso como prévia do reconhecimento da Academia e a indústria os seguiu. A menos que haja uma reforma fundamental necessária dentro da organização, acredito que é hora de dar um passo atrás em relação à HFPA e nos concentrar na importância e na força da unidade dentro de nossos sindicatos e da indústria como um todo”, ela concluiu. A declaração foi a mais contundente, mas não a única entre os astros de cinema dos EUA. Seu colega da Marvel, Mark Ruffalo, que venceu um Globo de Ouro neste ano (por seu papel na minissérie “I Know This Much Is True”), manifestou-se na noite de sexta (7/5) dizendo que era hora de “corrigir os erros do passado” da premiação, dizendo-se desanimado com a falta de empenho da entidade para mudar. “É desanimador ver a HFPA, que ganhou destaque e lucrou muito com seu envolvimento com cineastas e atores, resistir à mudança que está sendo pedida por muitos dos grupos que foram os mais privados de direitos por sua cultura de sigilo e exclusão. Agora é a hora de intensificar e corrigir os erros do passado”, ele declarou. “Nossa indústria está abraçando a oportunidade de maior igualdade neste belo momento. Não é perfeito ou exagerado, mas é claro o que deve acontecer e como. O Movimento de Justiça está oferecendo a todos nós, à HFPA e a todas as outras entidades de entretenimento, um bom caminho a seguir. Todos nós devemos seguir o exemplo. É nosso público e nosso maior senso de decência que estamos servindo com essas mudanças. Ambos são merecedores.” Os comentários refletem a frustração da indústria do entretenimento com as mudanças anunciadas pela HFPA na quinta-feira (6/5), como parte de um esforço para salvar o Globo de Ouro. A HFPA foi forçada a reavaliar seu funcionamento após realizar uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. O anúncio das mudanças aconteceu nesta semana, incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, mas apenas a partir de setembro, quando a temporada de premiação estiver começando. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, plataformas como Amazon e Netflix, representantes de 100 agências de talentos (que cuidam da carreira das estrelas de Hollywood) e até os próprios artistas começaram a reagir com decepção, anunciando um boicote à premiação. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” A Amazon fez coro. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios Jennifer Salke. Pressionado, o comitê agora terá que mostrar serviço, acelerar seu cronograma e convencer a indústria de que seu prêmio ainda é viável. Caso contrário, arrisca-se a perder seu contrato milionário com a rede NBC, que viabiliza o Globo de Ouro em troca da transmissão televisiva, pagando os polpudos salários dos membros da associação. O fato é que se os artistas não aparecerem, a cerimônia do Globo de Ouro deixa de ter atrativo como programa de televisão.

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    Tawny Kitaen (1961–2021)

    8 de maio de 2021 /

    A atriz Tawny Kitaen, que foi musa do rock dos anos 1980 e noiva de Tom Hanks na comédia clássica “A Última Festa de Solteiro” (1984), morreu na sexta-feira (7/5) em sua casa em Newport Beach, Califórnia, aos 59 anos. Nascida Julie E. Kitaen, a californiana de San Diego foi enterrada pela família como Tawny Finley. A causa da morte não foi divulgada. Kitaen foi uma das maiores sex symbols dos anos 1980. Ela se projetou aos 23 anos como estrela de “As Aventuras de Gwendoline no Paraíso” (1984), produção francesa baseada nos quadrinhos adultos de “Sweet Gwendoline” e um dos grandes “guilty pleasures” da década. O próprio autor dos quadrinhos, John Willie, assinou o roteiro do filme como uma versão erótica de Indiana Jones, em que Kitaen encarnou a personagem-título, uma freira foragida que embarcava numa jornada pelas selvas da China com um aventureiro e sua assistente, envolvendo muita nudez, bondage e uma tribo perdida de guerreiras amazonas. No mesmo ano, ela também noivou com Tom Hanks, apenas para ser deixada de lado durante uma despedida de solteiro histórica, e estrelou seu primeiro clipe, “Back for More”, da banda Ratt. A experiência com o Ratt a transformou em estrela do heavy metal e rendeu mais que uma parceria com a banda Whitesnake. Após aparecer em três clipes do Whitesnake em 1987, ela se casou com o vocalista da banda, David Coverdale, mas o matrimônio só durou dois anos, entre 1989 e 1991 – período de mais dois vídeos com os roqueiros. Sua carreira, entretanto, foi vítima de escolhas equivocadas, como o fraquíssimo thriller “Execução Sumária” (1986), que ela coprotagonizou com Michael Paré, e o indigesto romance com um jovem doente “Crystal Heart” (1986), décadas antes desse tipo de história virar moda entre os adolescentes. Kitaen também estrelou o terror “Espírito Assassino” (1986), que fez sucesso em VHS e chegou a ganhar duas sequências, mas os fracassos de bilheteria encerraram rapidamente seus dias de protagonista. Ela se manteve no ar nos anos 1990 com diversas participações televisivas, aparecendo, entre outras atrações, nas comédias clássicas “Seinfeld”, “Um Amor de Família” (Married with Children) e em três episódios de “Hércules” como Dejanira (Deianeira), a esposa do herói interpretado por Kevin Sorbo. Nos últimos tempos, a atriz passou a ser mais vista como ela mesmo, ao participar de reality shows sobre desventuras reais, como “The Surreal Life”, “Botched” (por cirurgias plásticas que a deformaram) e “Celebrity Rehab”. Tawny Kitaen se tornou Tawny Finley ao se casar com Chuck Finley, ex-arremessador do time de beisebol California Angels em 1997. O casamento durou apenas até 2002, mas os dois tiveram duas filhas. Relembre abaixo um dos muitos clipes de rock estrelados pela atriz.

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    Regina Duarte pede desculpas à família de Lula por fake news sobre Marisa Letícia

    8 de maio de 2021 /

    Após ser condenada a se retratar, a atriz Regina Duarte usou as redes sociais para pedir desculpas por propagar uma notícia falsa sobre a ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva (1950-2017), falecida esposa do ex-presidente Lula. “Nunca foi minha intenção divulgar uma inverdade ou propagar fake news. Infelizmente, neste caso, fui induzida a erro e quero por isso estender, pelo sucedido, um sincero pedido de desculpas à memória de dona Marisa Letícia e a sua familia”, escreveu Regina Duarte em seu Instagram na noite de sexta-feira (7/5). “No dia 11 de April de 2020, reproduzi no meu Instagram uma informação sobre o inventário do património da falecida D. Marisa Letícia Lula da Silva que apesar de ter sido obtida de fontes oficiais públicas e amplamente divulgada por meios de comunicação, veio posteriormente a revelar-se errada e eventualmente corrigida pelos órgãos judiciais relevantes. Assim que tomei conhecimento de que a informação partilhada estava incorreta, apaguei voluntária e prontamente a postagem do meu Instagram”, ela escreveu. Entretanto, nunca pediu desculpas pela injúria até ser obrigada pela Justiça. Na data referida, Regina manifestou repúdio e divulgou que tinham sido encontrados R$ 256 milhões nas contas da falecida esposa de Lula. Só que o saldo, na verdade, era de R$ 26 mil. A diferença de valores foi resultado da confusão de um juiz sobre a quantia que Marisa tinha aplicados em CDBs com debêntures de outra natureza. Ele questionou a defesa e, antes que o erro pudesse ser esclarecido, as redes bolsonaristas, das quais Regina faz parte ativa, passaram a divulgar com alarde o valor errado para sugerir corrupção. Na sentença, o juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros afirma que Regina Duarte disseminou fake news a respeito do patrimônio de Marisa Letícia, mas também disse que ela foi “induzida a erro justificável”. Ao mesmo tempo, considerou que as postagens foram vistas por muitas pessoas, pois “a ré é artista pública, conhecida nacional e internacionalmente, e, à época dos fatos, ainda exercia relevante função na Secretaria de Cultura”. “A publicação de sentença reconhecendo que a informação anterior foi um erro é forma de minorar a repercussão negativa outrora impingida à família do ex-presidente Lula”, completou o juiz, que negou o pedido de indenização por danos morais. Curiosamente, Regina Duarte, adepta de republicar posts bolsonaristas, denunciou o “perigo das fake news” ao fazer sua retratação. “Enquanto cidadã brasileira e acérrima defensora de um Estado democrático e plural, considero a sentença do Juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros paradigmática e exemplar no que remete à defesa da liberdade de expressão e também reveladora sobre o perigo das fake news em nossa sociedade”, ela escreveu. A família de Lula também processa o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, pela mesma postagem.

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    Orlando Drummond está internado em estado grave aos 101 anos

    8 de maio de 2021 /

    O ator e dublador Orlando Drummond, de 101 anos, está internado no Hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com um quadro grave de infecção urinária. De acordo com a sua família, o intérprete do Seu Peru na “Escolinha do Professor Raimundo” foi hospitalizado há cerca de 20 dias e passou boa parte do tempo na UTI. No início da semana, chegou a ter uma melhora considerável e foi para o quarto. O quadro, no entanto, voltou a se agravar na sexta-feira (7/5). Orlando Drummond foi uma das celebridades que inaugurou a vacinação de idosos contra covid-19 no Rio de Janeiro, ocasião em que se definiu como “um abençoado” nas redes sociais, celebrando a injeção. Ele não aparecia na mídia desde que recebeu uma homenagem da nova versão da “Escolinha do Professor Raimundo”, em 2019.

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    Amazon se junta à Netflix em boicote ao Globo de Ouro

    8 de maio de 2021 /

    A Amazon se aliou à Netflix na ameaça de boicote ao Globo de Ouro 2022. Após o chefe de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, anunciar que está “interrompendo todas as atividades” da plataforma com a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), grupo responsável pela distribuição anual dos prêmios do Globo de Ouro, Jennifer Salke, sua equivalente da Amazon, também emitiu um comunicado reafirmando o mesmo. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios na sexta-feira (7/5) à noite. Além das duas maiores plataformas de streaming, representantes de 100 agências de talentos, responsáveis por cuidar dos interesses dos principais artistas de cinema e TV dos EUA e Reino Unido, avisaram que não haverá Globo de Ouro em 2022 se a HFPA não alterar as regras da entidade para acelerar a inclusão de minorias e eliminar problemas éticos do prêmio antes da próxima votação. A HFPA foi forçada a reavaliar seu funcionamento após realizar uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representa o fim do prêmio. Para impedir o boicote, a HFPA anunciou na quinta uma proposta que previa a contratação de um diretor de diversidade e a ampliação do alcance da Associação para incluir correspondentes internacionais de todos os EUA e não apenas de Los Angeles, com ênfase no recrutamento de jornalistas negros. Entretanto, isso só começaria em setembro e provavelmente não afetaria a próxima premiação. A transição começaria com a adição de 20 novos membros, que se somariam aos atuais 87 ainda neste ano, com o compromisso de acrescentar pelo menos outros 20 membros até o fim de 2022. Outra mudança estabelecida foi a proibição de convites para viagens gratuitas e outras formas de suborno (denominadas de “itens promocionais”) por parte dos estúdios de Hollywood, com a obrigação dos membros de seguir normas de condutas que seriam melhor elaboradas mais adiante. A proposta do conselho da HFPA contou com apoio da rede NBC, que exibe o Globo de Ouro nos EUA, e dos produtores do show, mas ficou muito aquém da mudança esperada pelo mercado. Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, resumiu o questionamento que juntou Netflix, Amazon e agências de talento na ameaça de boicote, que inviabilizaria a realização da premiação em 2022. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A indicação favorável ao boicote é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”. A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” Pressionado, o comitê agora terá que mostrar serviço, acelerar seu cronograma e convencer os contrariados da HFPA que precisarão ceder os anéis para não ficar sem os dedos. Ou melhor, ficar sem o Globo de Ouro, que, no atual ritmo, certamente perderá apoio da indústria e de artistas, colocando em risco seu contrato milionário com a rede NBC – que é quem paga os polpudos salários dos membros da associação.

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