Paulo Gustavo vira nome de cinema em São Paulo
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, prestou homenagem ao ator Paulo Gustavo, falecido na terça (4/5) por complicações decorrentes de covid-19, batizando uma das principais salas de cinema do circuito SPCine com seu nome. Um decreto publicado na sexta-feira (7/5) no Diário Oficial do Município renomeou a Sala Cine Olido, atual versão de um dos cinemas mais tradicionais de São Paulo, localizado no centro da cidade, como “Sala Paulo Gustavo”. Atualmente em reforma, a sala será reinaugurada com nova infraestrutura, novo nome e uma mostra de filmes de Paulo Gustavo quando as obras na Galeria Olido, que virou espaço cultural, forem concluídas. A previsão é que isso ocorra em julho. “Além da sua marcante contribuição à cultura brasileira por meio do Teatro e do Cinema, Paulo Gustavo foi um homem ativo na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e tolerante, e teve sua vida interrompida, ainda muito jovem, aos 42 anos, pela Covid-19”, diz o texto do Decreto. A sala já tinha passada por ampla reforma em 2016, quando foi totalmente digitalizada. Veja abaixo uma foto do espaço, que possui 236 lugares.
Netflix e representantes de artistas anunciam boicote ao Globo de Ouro
As mudanças anunciadas na quinta (6/5) pelo comitê da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), grupo responsável pela distribuição anual dos prêmios do Globo de Ouro, foram consideradas insuficientes por vários integrantes da indústria do entretenimento. Uma coalisão de mais de 100 agências de talentos, o grupo de pressão Time’s Up e até a Netflix anunciaram na sexta que irão boicotar eventos da HFPA, incluindo o Globo de Ouro, até que mudanças mais substanciais sejam implantadas. Os agentes de talento, representando os principais artistas de cinema e TV dos EUA e Reino Unido, chegaram a dizer que não haverá Globo de Ouro em 2022 se a HFPA seguir adiante com o plano anunciado, que começaria a ser implantado apenas em setembro e ainda deixa várias iniciativas sem cronograma. Qualquer premiação votada pelos atuais membros da associação será boicotada pelos astros de Hollywood. A HFPA foi forçada a reavaliar seu funcionamento após realizar uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representa o fim do prêmio. Para impedir o boicote, a HFPA anunciou na quinta uma proposta que previa a contratação de um diretor de diversidade e a ampliação do alcance da Associação para incluir correspondentes internacionais de todos os EUA e não apenas de Los Angeles, com ênfase no recrutamento de jornalistas negros. Entretanto, isso só começaria em setembro e provavelmente não afetaria a próxima premiação. A transição começaria com a adição de 20 novos membros, que se somariam aos atuais 87 ainda neste ano, com o compromisso de acrescentar pelo menos outros 20 membros até o fim de 2022. Outra mudança estabelecida foi a proibição de convites para viagens gratuitas e outras formas de suborno (denominadas de “itens promocionais”) por parte dos estúdios de Hollywood, com a obrigação dos membros de seguir normas de condutas que seriam melhor elaboradas mais adiante. A proposta do conselho da HFPA contou com apoio da rede NBC, que exibe o Globo de Ouro nos EUA, e dos produtores do show, mas ficou muito aquém da mudança esperada pelo mercado. A Netflix foi bem clara nesse sentido, em comunicado assinado por seu chefe de conteúdo, Ted Sarandos, nesta sexta. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Sarandos. Mas o cronograma do plano da HFPA foi considerado inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” “Sabemos que você tem muitos membros bem-intencionados que desejam uma mudança real”, continuou Sarandos, “e que todos nós temos mais trabalho a fazer para criar uma indústria igualitária e inclusiva. Mas a Netflix e muitos dos talentos e criadores com que trabalhamos não podem ignorar o fracasso coletivo da HFPA em abordar essas questões cruciais com urgência e rigor”. A revista The Hollywood Reporter apurou que Sarandos ficou particularmente descontente com o fato de que cerca de 10% dos atuais membros do HFPA votaram contra as mudanças – ou se abstiveram de votar durante a discussão do tema. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto das empresas, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A sugestão de boicote, que não permitiria a realização do Globo de Ouro em 2022, é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”. Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, também reclamou das generalizações da proposta do comitê, exigindo ações mais claras. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. Pressionado, o comitê agora terá que mostrar serviço, acelerar seu cronograma e convencer os contrariados da HFPA que precisarão ceder os anéis para não ficar sem os dedos. Ou melhor, ficar sem o Globo de Ouro, que, no atual ritmo, certamente perderá apoio da indústria e de artistas, colocando em risco seu contrato milionário com a rede NBC – que é quem paga os polpudos salários dos membros da associação.
Escola de Samba vai homenagear Paulo Gustavo no Carnaval 2022
A escola de samba São Clemente decidiu homenagear o humorista Paulo Gustavo, que morreu de complicações de covid-19 na terça (4/5). A produção mais famosa do ator, “Minha Mãe é uma Peça”, foi escolhida como referência do desfile da escola no carnaval carioca de 2022, que também contará a história do humorista. O título do enredo será “Minha Vida É uma Peça”. De acordo com o presidente da escola, Renato Almeida Gomes, a iniciativa visa celebrar a “alma clementiana” do artista. “A São Clemente foi a única escola em que ele desfilou na vida”, lembrou Gomes. Paulo Gustavo desfilou pela São Clemente em 2013, quando o samba-enredo da escola abordava o universo das telenovelas. Na ocasião, ele se fantasiou de Dona Hermínia, sua personagem em “Minha Mãe é uma Peça”.
Beyoncé lamenta morte de Paulo Gustavo e mãe confirma que ela era fã
A cantora Beyoncé lamentou a morte de Paulo Gustavo, publicando uma foto do ator em seu site oficial com a mensagem: “Descanse em paz”. Embora não tenha feito maiores comentários, a mãe da estrela, Tina Knowles, explicou, em sua própria postagem em homenagem ao ator no Instagram, que Beyoncé era fã do brasileiro, assim como ele era membro da behive (comunidade de fãs da cantora). “Infelizmente, perdemos um ator e comediante muito amado, o Sr. Paulo Gustavo. Sr. Gustavo era um grande fã da Beyoncé e um membro da behive. Ela era fã dele, também.” “Estamos rezando por sua família e todos os seus fãs. Sentiremos muito a sua falta, Paulo”, acrescentou. Paulo Ricardo era fã declarado de Beyoncé e um vídeo em que ele aparece apertando a mão da cantora durante um show viralizou nas redes sociais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tina Knowles (@mstinalawson)
Organização do Globo de Ouro aprova mudanças éticas e de diversidade
Os membros da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), grupo responsável pela distribuição anual dos prêmios do Globo de Ouro, aprovaram nesta quinta (6/5), sob pressão da indústria e da rede de TV NBC, mudanças amplas em sua estrutura, com o objetivo de diversificar seus quadros e resolver questões éticas que colocaram em cheque a credibilidade da premiação. O plano aprovado prevê a contratação de um diretor de diversidade e a ampliação do alcance da Associação para incluir correspondentes internacionais de todos os EUA e não apenas de Los Angeles, com ênfase no recrutamento de jornalistas negros. A transição começaria com a adição de 20 novos membros a partir de setembro, que se somarão aos atuais 87 ainda neste ano, e o compromisso de acrescentar pelo menos outros 20 membros até o fim de 2022. Além disso, os membros não poderão mais aceitar viagens gratuitas e outras formas de suborno (denominadas de “itens promocionais”) por parte dos estúdios de Hollywood, devendo seguir normas de condutas que serão melhor elaboradas mais adiante. A proposta do conselho da HFPA contou com apoio da NBC, que exibe o Globo de Ouro nos EUA, e dos produtores do show, e foi aprovada pela maioria dos membros nesta quinta-feira. “A votação esmagadora de hoje para reformar a associação reafirma nosso compromisso com a mudança”, afirmou o presidente da HFPA, Ali Sar, em comunicado. Na verdade, as mudanças só foram encaminhadas após a HFPA ser acuada pela indústria. Tudo começou com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria, inclusive as principais agências de talento de Hollywood e do Reino Unido, pressionaram para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, significava acabar com o prêmio. “Entendemos que o trabalho duro começa agora”, disse Sar. “Continuamos dedicados a nos tornarmos uma organização melhor e um exemplo de diversidade, transparência e responsabilidade no setor”, acrescentou.
Ellen DeGeneres está morando com Courteney Cox
A atriz Courteney Cox voltou a seus dias de “Friends”, tendo que dividir sua residência com uma amiga. Ela e a apresentadora Ellen DeGeneres estão morando juntas. Cox ofereceu sua casa para DeGeneres após a apresentadora vender sua residência em Beverly Hills e enquanto não encontra um novo imóvel. A história veio à tona no programa “The Ellen DeGeneres Show”, quando a apresentadora desmentiu boatos sobre separação da esposa Portia de Rossi. “Não estou tendo problemas conjugais. Não estou morando com Courteney Cox porque fui expulsa da minha casa”, ela contou. A convivência, porém, já gerou atritos. Embora Courteney Cox tenha ficado feliz com a companhia, ela tem os mesmos problemas de convivência e mania de organização de Mônica Geller, sua personagem de “Friends”, e já se incomodou com alguns hábitos da apresentadora. “Eu estava nervosa sobre você ficar lá [em casa] porque eu não tinha reformado. Eu mandei limpar, tirei tudo do lado direito do banheiro, então você teria seu espaço nas gavetas”, ela explicou. “E de repente… ‘Espere um minuto. A escova de dentes de Ellen está do meu lado!’. Eu a fiz abrir a gaveta e disse ‘Bem, onde está minha maquiagem?'”. Rindo muito em sua participação como convidada do “The Ellen DeGeneres Show”, Courteney Cox afirmou que a apresentadora é uma “péssima colega de quarto” por ter ocupado os dois lados do banheiro. A apresentadora, entretanto, negou a acusação, dizendo que culpa era de sua esposa. “Foi Portia quem assumiu o seu lado. Eu só tenho um lado. Ela estava lá uma noite”, garantiu. Veja abaixo a conversa, em que Courtney também fala sobre o especial de reencontro de “Friends”, que será exibido na plataforma HBO Max – sem contar nada.
Paulo Gustavo morreu com contrato assinado para virar estrela da Amazon
Humorista de maior sucesso no Brasil, Paulo Gustavo morreu no momento em que pretendia fazer decolar sua carreira internacional. Falecido na terça (4/5), em decorrência de complicações da covid-19, ele tinha assinado um contrato de longo prazo com a Amazon para ser a principal estrela brasileira da plataforma. O contrato iria começar a valer a partir de 1º de janeiro de 2022, com duração de cinco anos. Até lá, Paulo Gustavo iria cumprir seus compromissos profissionais no Grupo Globo – entre eles o lançamento de uma série baseada na peça e nos filmes de “Minha Mãe é uma Peça”. Roteiro, cenário e figurinos estavam prontos, mas, na véspera do início das gravações, Paulo Gustavo foi internado com covid-19. Segundo apurou a revista Piauí, a negociação entre Paulo Gustavo e a Amazon levou mais de dois anos e só foi fechada pela promessa de internacionalização de sua carreira e a chance de assinar como produtor-executivo de seus projetos. A proposta era fazer séries, filmes e especiais de fim de ano. O contrato previa exclusividade e participação nos lucros, com uma cláusula segundo a qual receberia, além de um valor fixo anual, um complemento de acordo com a performance de cada obra. Ainda conforme a Piauí, só as luvas do contrato, para tê-lo no casting da Amazon, foram de R$ 1,8 milhão. E a estimativa do negócio era para que ele ganhasse R$ 5 milhões por ano – valor que poderia ser maior a depender do sucesso de cada produto. O acordo também previa que seus próximos filmes poderiam estrear no cinema, para só depois migrarem para o catálogo do streaming. Com o negócio, a Amazon passaria a contar com o artista mais popular do país, que só em seu último filme, “Minha Mãe é uma Peça 3”, levou 11,5 milhões de brasileiros ao cinema e rendeu R$ 143,9 milhões de bilheteria – o maior faturamento de um filme nacional em todos os tempos. Ele também tinha um dos maiores cachês do mercado publicitário brasileiro, mas devolvia parte do que arrecadava em obras sociais. O padre Julio Lancellotti contou que o artista doou 1,5 milhão de reais só para o projeto Obras Sociais Irmã Dulce. Paulo Gustavo também doou R$ 500 mil para a compra de oxigênio durante a crise deste ano em Manaus. E durante o auge da pandemia no ano passado, depositou R$ 1 mil ao longo de três meses para 120 pessoas que trabalharam em seus filmes – que empregavam direta e indiretamente 150 pessoas.
André Maranne (1926–2021)
O ator francês André Maranne, que ficou conhecido como parceiro do desastrado Inspetor Closeau (Peter Sellers) nos filmes de “A Pantera Cor-de-Rosa”, morreu em 12 de abril, aos 94 anos. Seu falecimento só ficou conhecido nesta quinta (6/5), mas a causa da morte não foi divulgada. A carreira começou na TV francesa em 1955, mas Maranne fez rapidamente a transição para o cinema falado em inglês três anos depois, com pequenos papéis em dois filmes estrelados por Stewart Granger, “O Rugido da Morte” e “A Verdade Dói”. Após mais três longas dirigidos pelo inglês Lewis Gilbert, “Amanhã Sorrirei Outra Vez” (1958), “Fruto de Verão” (1961) e “Revolta em Alto Mar” (1962), acabou se estabelecendo no mercado britânico e até apareceu em séries clássicas do Reino Unido, como “O Santo” e “Protectors”, antes de ser selecionado para seu papel mais conhecido. Ele encarnou pela primeira vez o sargento François Chevalier em “Um Tiro no Escuro” (1964), que foi rodado por Blake Edwards em Londres. Fez tanto sucesso como assistente do inepto chefe inspetor Charles Dreyfus (Herbert Lom) que reprisou o papel em mais cinco filmes, ao longo de duas décadas, despedindo-se em “A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa” – feito com sobras de filmagens e lançado em 1983, três anos após a morte do ator principal da franquia, Peter Sellers. Maranne ainda trabalhou com Blake Edwards na comédia “Lili, Minha Adorável Espiã” (1970), retomou a parceria com Lewis Gilbert em “Paul e Michelle” (1974), travou “A Batalha da Grã-Bretanha” (1969), enfrentou James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965), participou do cult psicodélico “A Garota da Motocicleta” (1968), viajou na Tardis de “Doctor Who” (em 1967) e matou o público britânico de rir num episódio antológico de “Fawlty Towers” de 1975. Seus últimos filmes foram “O Fio da Navalha” (1984), com Bill Murray, e “Plenty, o Mundo de uma Mulher” (1985), com Meryl Streep, seguidos por várias minisséries britânicas até o fim da carreira em 1991.
Frank McRae (1944–2021)
Frank McRae, o ex-jogador de futebol americano que virou ator de filmes como “007 – Permissão Para Matar” e “O Último Grande Herói”, morreu no último dia 29 de abril, aos 80 anos, em decorrência de um infarto. McRae teve passagem breve pela NFL, a principal liga de futebol americano dos EUA, jogando pelo Chicago Bears e pelo Los Angeles Rams, mas sempre quis atuar, tanto que se forçou em artes cênicas. Em mais de 30 anos de carreira como ator, ele apareceu em cerca de 40 filmes, geralmente em papéis que se aproveitavam de sua grande estatura física. Os primeiros trabalhos surgiram nos anos 1970, com participações em filmes de ação como “Shaft na África” (1973) e “Lutador de Rua” (1975). Amigo de Sylvester Stallone, ele também apareceu em três longas de ação do astro: “F.I.S.T.” (1978), “A Taberna do Inferno” (1978) e “Rocky 2: A Revanche” (1979). Mas McRae também fez comédias e dramas, contracenando com Sally Field em dois exemplos bastante distintos destes gêneros, “Se Não Me Mato, Morro!” (1978) e “Norma Rae” (1979). Ele também foi dirigido três vezes por John Millius, nos cultuados “Amargo Reencontro” (1978), “Amanhecer Violento” (1984) e “Uma Vida de Rei” (1989). E cansou de aparecer em várias comédias famosas, como “1941: Uma Guerra Muito Louca” (1979), de Steven Spielberg, “Carros Usados” (1980), de Robert Zemeckis, “48 Horas” (1982), que lançou a carreira cinematográfica de Eddie Murphy, e “Férias Frustradas” (1983), que deu início a uma franquia com Chevy Chase. Ainda participou da cultuada sci-fi da Terceira Idade “O Milagre Veio do Espaço” (1987), produzida por Spielberg, e encerrou sua melhor década como amigo de James Bond (na versão de Timothy Dalton) em “007 – Permissão Para Matar” (1989). Nos anos 1990, preferiu zoar seus papéis em filmes de ação com participações em paródias como “Máquina Quase Mortífera” (1993), “Rapidinho no Gatilho” (1994) e a popular comédia “O Último Grande Herói” (1993), ao lado de Arnold Schwarzenegger. A última aparição de McRae nas telas foi no drama “O Amor Permanece na Alegria”, lançado em 2006.
Niterói se despede de Paulo Gustavo com aplausos
A população de Niterói, no Rio de Janeiro, homenageou o ator Paulo Gustavo com aplausos, batidas de panelas e fogos de artifícios na noite desta quarta-feira (5/5). Nascido e criado na cidade, que também era cenário de sua trilogia cinematográfica “Minha Mãe é uma Peça”, o artista morreu na terça-feira, após uma longa batalha contra a Covid-19. A homenagem teria sido inspirada por uma postagem de Tatá Werneck, que pediu aplausos para o ator após a confirmação de sua morte. Em pouco tempo, uma convocação nas redes sociais marcou a realização de um minuto de palmas às 20h em Niterói. Mas a hasthag #AplausoPauloGustavo acabou viralizando e o movimento se estendeu para a capital carioca e outras cidades. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver e ouvir os aplausos e manifestações, principalmente no Rio de Janeiro e em Niterói, cidade com o qual Paulo Gustavo era fortemente identificado. O próprio prefeito niteroiense, Axel Grael, engajou-se na iniciativa e ainda decretou luto de três dias pela morte do ator. “Niteroiense, Paulo Gustavo sempre divulgou a imagem da nossa cidade de forma bonita e genuína, através das telas e dos palcos da vida. Vai fazer muita falta para todos nós e será sempre lembrado pelos sorrisos que arrancou de milhões de pessoas. Ele também tinha um grande coração e fazia questão de ajudar instituições como o Projeto Grael e outras ONGs de Niterói. Era uma iniciativa dele para ajudar as famílias mais necessitadas, justamente neste período desafiador da COVID-19”, postou o prefeito nas redes sociais. Viúvo do ator, o dermatologista Thales Bretas também se manifestou nas redes sociais sobre a manifestação de carinho. “Não estou conseguindo responder a todas as mensagens de carinho e amor. Mas essa espero ansiosamente. Eu tive a sorte de viver com o cara mais especial do mundo. Durou pouco, mas de tão intenso, fez-se eterno”, ele escreveu ao lado de uma convocação da homenagem. Em Icaraí, Niterói, minuto de aplausos em homenagem ao ator Paulo Gustavo. Ele nasceu e cresceu na cidade. pic.twitter.com/gE4d7vHCnU — Matheus Leal (@matheusleal1) May 5, 2021 Aqui também veio essa onda de amor ♥️ Vivaaa! pic.twitter.com/jthozHyVEB — Giselle Santos (@feedtheteacher) May 5, 2021 😭😭😭 pic.twitter.com/Uc3VgSURxr — justice for kerline (@kamvlla) May 5, 2021 Aplausos para o Paulo Gustavo no Jardim Botânico. pic.twitter.com/tGqmgysMFf — Leo Aversa (@LeoAversa) May 5, 2021 Aplausos em homenagem ao Paulo Gustavo e tds as vítimas do covid pic.twitter.com/ptcmSgJirk — Júlia Garcia (@garciajulia) May 5, 2021 A dor pela perda do ator Paulo Gustavo foi transformada em homenagem à memória do artista. No Rio e em Niterói, cidade natal do humorista, a noite foi de aplausos em homenagem ao ator e às vítimas de Covid-19. O time do #GloboNews #EmPauta também se uniu ao 'aplausaço'. pic.twitter.com/GGCWndGvlP — GloboNews (@GloboNews) May 6, 2021
Final do “BBB 21” rende maior audiência do programa em 11 anos
O final da 21ª edição do “Big Brother Brasil”, exibido na noite de terça (4/5), foi o mais visto do programa desde a conclusão do “BBB 10”, há 11 anos. Os dados foram divulgados pelo Painel Nacional de Televisão (PNT), que registrou impressionantes 34,1 pontos de audiência para o desfecho da atração, que coroou a advogada e maquiadora Juliette Freire como campeã. Em 100 dias de programa, a média de audiência da edição ficou em 27,3 pontos, o que equivale a cerca de 40 milhões de espectadores por dia. Os números são comemorados pela Globo como a melhor audiência geral da produção em 9 anos – desde o “BBB 12”. O dia que atraiu maior público foi o da eliminação da cantora Karol Conká, que chegou a 38,3 pontos. Ainda de acordo com o PNT, desde sua estreia em 25 de janeiro, o “BBB 21” foi sintonizado por mais da metade das televisões brasileiras ligadas em todo o país. Não foi à toa que o apresentador Tiago Leifert abandonou o protocolo e foi dançar com os finalistas durante a emocionante show de despedida, que contou com a presença musical dos eliminados Pocah, Karol Conká, Rodolffo e Projota, além do desistente Lucas Penteado. Junto da vitória de Juliette, o final do “BBB 21” foi marcado pelo abraço sentido de Projota em Lucas, numa reconciliação musical após brigas durante o programa, e o choro incontido de Leifert, ao deixar a emoção fluir. Após a exibição, o apresentador descreveu o “BBB 21” como “mágico” em seu Instagram e desafiou os integrantes da próxima edição a superá-lo. “Foi de verdade, foi mágico, foi difícil, foi lindo. Foi! Obrigado elenco corajoso, obrigado equipe brilhante, obrigado a você que assistiu e nos fez companhia nesses 100 dias. Ooops we did it again! (Nós fizemos de novo) Fim de jogo! Agora se vira ‘Big22’!”, ele postou. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tiago Leifert (@tiagoleifert)
Steven Seagal presenteia Nicolás Maduro com espada samurai “da Rússia”
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebeu uma espada de samurai de presente do ator Steven Seagal. E o detalhe mais inusitado é que a entrega da lâmina japonesa aconteceu durante uma visita do ator americano ao país sul-americano como representante da Rússia! Ao receber o presente, Maduro fez poses com a espada enquanto Seagal assentiu com a cabeça. As imagens do encontro foram transmitidas do palácio presidencial Miraflores, em Caracas, e descritas pelo narrador da TV estatal como um “símbolo de liderança”. Numa troca de gentilezas, o presidente da Venezuela deu ao ator um violão, que brincou tocar, entre gargalhadas. Ambos os vídeos foram postados por Maduro em sua conta oficial no Instagram. Veja abaixo. Seagal é um admirador público de longa data do presidente russo Vladimir Putin, que é fã de artes marciais. Em 2016, Putin concedeu cidadania russa a Seagal e o presenteou com um passaporte, e em 2018 a Rússia o encarregou de ajudar a melhorar os laços entre Moscou e Washington. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia comparou o novo papel de Seagal ao de um embaixador da boa vontade da ONU. Maduro é rotulado como ditador pelos Estados Unidos e muitas outras nações da ONU, que o acusam de violar direitos humanos e de ter fraudado sua reeleição de 2018. Ele se mantém no poder graças ao apoio contínuo da Rússia, além de alguns políticos sul-americanos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nicolás Maduro (@nicolasmaduro) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nicolás Maduro (@nicolasmaduro)
Astro de “As Branquelas” homenageia Paulo Gustavo
O ator Marlon Wayans, mais conhecido no Brasil pela comédia “As Branquelas” (2004), prestou uma homenagem a Paulo Gustavo em seu Instagram. Comentando a morte do ator brasileiro aos 42 anos, após complicações da covid-19, ele disse que ouviu muitos fãs elogiarem o trabalho de Paulo Gustavo e ofereceu condolências à família. “Nunca te conheci, mas ouvi coisas ótimas de todos os meus amigos e fãs brasileiros. Minhas condolências a sua família, entes queridos e fãs que todos amam você profundamente”, Wayans escreveu, acrescentando a palavra “amigo” em português e um comentário sobre Paulo ter morrido cedo demais, ao lado de uma foto do artista. Paulo Gustavo faleceu na noite de terça (4/5), após ser internado com sintomas de covid-19 em 13 de março. Ele foi entubado oito dias depois e continuou a apresentar piora do quadro respiratório, precisando sofrer intervenções cirúrgicas e broncoscópicas e ser submetido à terapia por ECMO, uma técnica também conhecida como pulmão artificial que auxilia na oxigenação do sangue. Seu estado de saúde se agravou definitivamente no domingo passado (2/5), em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa (uma abertura entre os pulmões e as veias), permitindo a passagem de bolhas de ar na corrente sanguínea. Isto causou uma embolia, que atingiu seu sistema nervoso central, tornando o quadro irreversível. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marlon Wayans (@marlonwayans)












