Morte de Paulo José emociona astros brasileiros: “Mestre dos mestres”
A morte de Paulo José repercutiu com bastante força nas redes sociais. Muitos artistas lamentaram a perda do “maior mestre” e “o mestre dos mestres”, como descreveram Selton Mello, que o dirigiu em “O Palhaço” (2011), e Leandra Leal, que foi sua filha em “Explode Coração” (1995). “O ator que me mostrou a maneira de imprimir o máximo, com o mínimo de recursos”, escreveu Selton no Instagram, dedicando a estreia da novela “Nos Tempos do Imperador” a Paulo José. “Ele me abriu portais. Meu amor por ele é gigante. Paulo, eu faço meu trabalho pensando sempre como você faria. Te amo”. “Na família que criamos nessa profissão, muitos são os pais, muitas são as filhas”, filosofou Leandra. “Paulo foi o meu primeiro pai na ficção. Eu me lembro com riqueza dos seus ensinamentos. No meu primeiro dia de estúdio, ele me disse que era para imaginar uma lanterna dentro do meu peito e jogar com essa luz em cena. Na minha primeira noturna, ele me explicou pacientemente por que deveríamos repetir da mesma forma uma cena diversas vezes, desenhou dentro de um carro o que era eixo, e discorreu sobre continuidade de emoção. Eu sou muito grata e tenho muita felicidade de ter sido sua filha em alguma vida na arte”. Veja abaixo outras reações emocionadas das redes sociais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leandra Leal (@leandraleal) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Selton Mello (@seltonmello) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cláudia Abreu (@claudiaabreu_atriz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Sabatella (@leticia_sabatella) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ary Fontoura (@aryfontoura) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Drica Moraes (@oficialdricamoraes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Patricia Pillar (@patriciapillar) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por AndréiaHorta (@aandreiahorta) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Spiller (@arealspiller) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dira Paes (@dirapaes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alexandre Nero (@alexandrenero) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Murilo Rosa (@murilorosa_oficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ana Beatriz Nogueira (@anabeatriznogueira_oficial) Obrigado Paulo. E obrigado também Dina. Beijos pic.twitter.com/3NBuYpwFS3 — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) August 11, 2021 Paulo José, ator grandioso, potente, generoso, dos meus preferidos. homem extremamente delicado. só podemos agradecer por tudo 🙏🏼 pic.twitter.com/Zs3oQLoaU5 — Marcelo Medici (@marcelomedici) August 11, 2021 Obrigadadá, Paulo Jose. Meu grande amor PJ nos deixou. A morte é um instantâneo. Uma hora se está, outra não se está mais. Que sorte a minha fazer a escola da terra com voce, meu amigo. Obrigada por ter nascido, homem gentil. Deus te abençoe por tanta sabedoria e bondade 🙏💙 pic.twitter.com/kiqzydLg0U — Dadá Coelho (@dadacoelho) August 11, 2021
Paulo José (1937-2021)
O ator Paulo José, um dos maiores intérpretes do cinema brasileiro, morreu nesta quarta (11/8) no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ele sofria de Parkinson há mais de duas décadas e estava internado há 20 dias com problemas respiratórios, vindo a falecer em decorrência de uma pneumonia. O gaúcho Paulo José Gómez de Souza nasceu em Lavras do Sul, interior do Rio Grande do Sul, e teve o primeiro contato com o teatro ainda na escola. A carreira decolou quando se mudou para São Paulo e começou a trabalhar no Teatro de Arena. Após estrear nos palcos paulistanos com “Testamento de um Cangaceiro”, em 1961, ele conheceu seu primeiro amor, a atriz Dina Sfat, com quem dividiu várias montagens – e depois filmes e novelas. Os dois se casaram em 1963 e ficaram juntos até 1981. Dos palcos, pulou para as telas, onde rapidamente se estabeleceu como ator requisitado, aparecendo em uma dezena de filmes entre 1966 e 1969, incluindo vários clássicos, antes de ser “revelado” pelas novelas. Seu primeiro trabalho no cinema foi direto como protagonista, compartilhando com Helena Ignez os papéis do título de “O Padre e a Moça” (1966), do mestre Joaquim Pedro de Andrade. Ele voltou a trabalhar com o diretor no clássico absoluto “Macunaíma” (1969), além de ter desenvolvido outra parceria vitoriosa com Domingos de Oliveira, desempenhando o papel principal em “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), que recentemente foi adaptado como minissérie pela Globo. Além de voltar a filmar com Oliveira em “Edu, Coração de Ouro” (1967) e posteriormente “A Culpa” (1971), ele também foi “O Homem Nu” (1968), de Roberto Santos, e estrelou os célebres “Bebel, Garota Propaganda” (1968), de Maurice Capovilla, “A Vida Provisória” (1968), de Maurício Gomes Leite, e “As Amorosas” (1968) de Walter Hugo Khouri. Já era, portanto, um ator consagrado quando foi fazer sua primeira novela, “Véu de Noiva” (1969), e praticamente um veterano quando recebeu o Troféu Imprensa de “melhor estreante” por seu desempenho como Samuca na novela “Assim na Terra Como no Céu” (1971). Encarando maratonas de até 250 episódios nas produções da Globo, ele ainda estrelou um dos primeiros spin-offs da TV brasileira, “Shazan, Xerife & Cia.”, em que repetiu seu personagem de “O Primeiro Amor” (1972) ao lado do colega (também recentemente falecido) Flavio Migliaccio. Exibida de 1972 a 1974, a série marcou época nas tardes televisivas. Apesar do sucesso na telinha, Paulo José nunca deixou o cinema de lado. Mas a agenda cheia o tornou especialmente criterioso, o que resultou numa filmografia lotada de clássicos, como “Cassy Jones, o Magnífico Sedutor” (1972), de Luiz Sérgio Person, “O Rei da Noite” (1975), do grande Hector Babenco, “O Homem do Pau-Brasil” (1982), seu reencontro com Joaquim Pedro de Andrade, e a obra-prima “Eles Não Usam Black-Tie” (1982), de Leon Hirszman, sem esquecer de “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues, e “A Grande Arte” (1991), de Walter Salles, entre muitas outras produções. Tudo isso enquanto ainda fazia novelas – algumas reconhecidamente tão boas quanto filmes, como “O Casarão” (1975) – , telefilmes, minisséries – como “O Tempo e o Vento” (1985), “Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados” (1995), “Labirinto” (1998) – e participações especiais nos programas da Globo. Além do Jarbas de “O Casarão”, ele marcou a teledramaturgia como o cigano Jairom em “Explode Coração” (1995) e principalmente o alcóolatra Orestes de “Por Amor” (1997). Sua contribuição para a História da Globo não ficou só diante das câmeras. Ele também dirigiu produções do canal, começando com alguns “Casos Especiais” nos anos 1970, telefilmes de “Jorge, um Brasileiro” (1978) e “Vestido de Noiva” (1979), e episódios de “Ciranda Cirandinha” (1978), “O Tempo e o Vento” (1985), etc., até se tornar o diretor principal das minisséries “Agosto” (1993) e “Incidente em Antares” (1994) e ajudar a implantar o programa “Você Decide”. Diagnosticado com Mal de Parkinson ainda nos anos 1990, em vez de diminuir, ele intensificou o trabalho. Começou a filmar com uma nova geração de cineastas estabelecida após a Retomada, como Monique Gardenberg (“Benjamim”, em 2003), Jorge Furtado (desde o curta “Ilha das Flores” até “O Homem que Copiava” e “Saneamento Básico, O Filme”, em 2003 e 2007), o colega Matheus Nachtergaele (“A Festa da Menina Morta”, 2008), a dupla Felipe Hirsch e Daniela Thomas (“Insolação”, 2009), Sergio Machado (“Quincas Berro d’Água”, 2010), André Ristum (“Meu País”, 2011) e Selton Mello (“O Palhaço”, 2011), além de retomar a antiga parceria com Domingos de Oliveira (“Juventude”, em 2008). Sua emocionante despedida da atuação foi como o vovô Benjamin na novela “Em Família” (2014), de Manoel Carlos, onde, como na vida real, seu personagem sofria de Mal de Parkinson. Vencedor de três troféus Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília, homenageado com um Oscarito especial pela carreira no Festival de Gramado, o ator deixa quatro filhos e uma obra vasta, que faz parte do patrimônio nacional.
Premiação do Emmy 2021 vai acontecer ao ar livre
A Academia de Televisão dos Estados Unidos anunciou que a cerimônia de premiação do Emmy deste ano será realizada ao ar livre em Los Angeles, por conta do aumento de infecções da variante delta do coronavírus. O evento deveria inicialmente acontecer em um espaço fechado diante de uma plateia limitada, composta apenas por um grupo seleto de indicados ao prêmio. Apesar da mudança, a premiação principal continua marcada para o mesmo dia: 19 de setembro. Além do aumento de diversidade e inclusão entre os indicados, o Emmy 2021 também se caracteriza por uma grande quantidade de indicações obtidas por séries de super-heróis. As produções do gênero surpreenderam com um total de 39 nomeações, mas parte desses troféus serão entregues com uma semana de antecedência em um evento prévio, batizado de Emmy das Artes Criativas, que não costuma ser televisado por reconhecer o trabalho de técnicos e artistas que não são celebridades. No Brasil, a cerimônia principal será transmitida ao vivo pelo canal pago TNT.
Patricia Hitchcock (1928-2021)
A atriz Patricia “Pat” Hitchcock, filha única de Alfred Hitchcock e Alma Reville, morreu na segunda-feira (9/8) em sua casa em Thousand Oaks, Califórnia (EUA), aos 93 anos. Nascida em Londres em 1928, ela acabou se mudando com a família para Bel Air, em Los Angeles, aos 9 anos, quando Hitchcock foi contratado para dirigir “Rebecca, A Mulher Inesquecível” (1940), que iniciou sua carreira hollywoodiana. Ao virar adolescente, Patricia apareceu em três clássicos do mestre do suspense, “Pavor nos Bastidores” (1950), “Pacto Sinistro” (1951) e “Psicose” (1960), e também foi vista em 10 episódios da série que levava o nome de seu pai, “Alfred Hitchcock Apresenta” (entre 1955 e 1960), “sempre que precisavam de uma empregada com sotaque inglês”, segundo disse ao jornal The Washington Post em 1984. Seu papel mais proeminente foi como Barbara Morton, a irmã mais nova da protagonista vivida por Ruth Roman em “Pacto Sinistro”, que assistia ao personagem de Robert Walker quase estrangular uma mulher até a morte. Em “Psicose”, ela apareceu logo no início do filme como uma colega de escritório que oferece alguns tranquilizantes para Marion Crane, a famosa personagem de Janet Leigh. A maioria de suas aparições foram breves, incluindo em obras de outros diretores como “O Garoto e a Rainha” (1950), de Jean Negulesco, e “Os Dez Mandamentos” (1956), de Cecil B. DeMille, onde apareceu sem nem sequer ser creditada. Depois de “Pacto Sinistro”, só voltou a ganhar papel de coadjuvante nos anos 1970, já no fim da carreira, que foi encerrada em 1978 com o longa “Skateboard”, primeiro roteiro da carreira de Dick Wolf, criador das franquias televisivas “Law & Order”, “Chicago” e “F.B.I.”. Ele foi casada com Joseph Edward O’Connell Jr. de 1952 até a morte dele em 1994 e teve três filhas. A mais nova, Katie Fiala, é uma executiva do estúdio Amblin, de Steven Spielberg.
Don Jones (1937-2021)
O cineasta Don Jones, que assinou vários filmes de terror dos anos 1970 e 1980, morreu nesta terça-feira (10/8) aos 83 anos em sua casa em San Fernando Valley, na Califórnia (EUA). Sem treinamento formal, ele iniciou a carreira cinematográfica trabalhando como técnico de som, cameraman e dublê nos anos 1960. Alternando-se nestas funções, integrou equipes tão diferentes quanto as de “Astro-Zombies” (1968), considerado um dos piores filmes de todos os tempos, e duas obras cultuadas de Jack Nicholson, “A Vingança de um Pistoleiro” (1966) e “Busca Alucinada” (1968). Ele também chegou a assinar os efeitos visuais de “Viagem ao Planeta das Mulheres Selvagens” em 1968, antes de virar diretor dois anos depois, com o suspense “Who Killed Cock Robin?”. A filmografia iniciada em 1970 rendeu ao todo sete filmes, seis deles de terror, com destaque para o trash “Schoolgirls in Chains”, um horror porn sádico e apelativo, que acabou ganhando fama em certos circuitos. Seu filme final, “Molly and the Ghost”, foi lançado em 1991. Nenhum dos longas que dirigiu fez sucesso e nos últimos anos ele enfrentava consequências de um AVC.
Alex Cord (1933–2021)
O ator Alex Cord, que co-estrelou a série clássica dos anos 1980 “Águia de Fogo”, morreu na manhã de segunda-feira (9/8) em sua casa em Valley View, no Texas (EUA), aos 88 anos. Cord lutou contra a poliomielite quando criança e apesar da deficiência se tornou um cavaleiro prolífico, chegando a explorar sua habilidade na montaria em várias séries e filmes de faroeste, desde sua estreia nas telas em “Laramie”, em 1961. Seu primeiro destaque no cinema foi justamente como o cowboy Ringo Kid em “A Última Diligência”, lançado em 1966. Apesar de ter feito participações especiais em dezenas de sucessos televisivos, de “Gunsmoke” à “Ilha da Fantasia”, ele só foi se destacar em 1984, no lançamento de “Águia de Fogo” (Airwolf). A série foi uma das três centradas em helicópteros lançadas naquele ano – refletindo a bilheteria de “Trovão Azul” nos cinemas. Criada por Donald P. Bellisario (que também desenvolveu “Magnum” e “NCIS”), a produção original teve um total de 80 episódios, exibidos ao longo de três temporadas, trazendo Jan-Michael Vincent, Ernest Borgnine e Alex Cord nos papéis principais. O papel de Cord era Michael Coldsmith-Briggs III, codinome “Arcanjo”, comandante de uma divisão especial da CIA chamada de “A Firma”, que construiu o helicóptero Águia de Fogo. Sua principal característica era usar um tapa olho e sempre se vestir de branco. Ele convoca o piloto Stringfellow Hawke, um veterano da Guerra do Vietnã vivido pelo ator Jan-Michael Vincent, para recuperar a aeronave desaparecida na Líbia. O ator continuou a trabalhar em séries após o cancelamento da série na rede CBS – o canal pago USA ainda produziu uma 4ª temporada com outro elenco – , retomando a rotina de ator convidado em produções de sucesso como “Assassinato por Escrito” (Murder, She Wrote), “Carga Dupla” (Simon & Simon) e “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger). Seu último trabalho foi o telefilme “Fire from Below”, lançado em 2009. Lembre abaixo a abertura original da série “Águia de Fogo”.
Cineastas Femininas da Espanha repudiam homenagem a Johnny Depp
A Associação de Cineastas Femininas da Espanha repudiou a organização do Festival de Cinema de San Sebastian por conceder sua maior honraria, o prêmio Donostia, a Johnny Depp. Presidente da Associação, a diretora Cristina Andreu (“Brumal”) se disse “muito surpresa” pela escolha dos organizadores do festival. “Isso cria uma má impressão sobre o festival e sua liderança e transmite uma mensagem terrível ao público que não importa se você for um abusador, desde que seja um bom ator”, ela lamentou para a imprensa. Sumido e sem trabalho, depois de enterrar a carreira num escandaloso processo contra a ex-mulher Amber Heard no Reino Unido, que resultou numa sentença que o considerou agressor de mulheres, o ator foi selecionado na segunda-feira (9/8) pelos organizadores do festival espanhol para receber um prêmio por suas realizações. Depois disso, nesta terça (10/9), o Festival Karlovy Vary, realizado na República Tcheca, repetiu o gesto. O timing das duas homenagens é curioso, porque Depp não tem nenhum filme novo para estrear ou mesmo filmar, tendo se tornado proscrito em Hollywood após o veredito que ele próprio provocou ao processar o tabloide britânico The Sun por difamação na Alta Corte de Londres, acusando o jornal de retratá-lo em 2018 como um “espancador de esposa”. Derrotado na ação que deu razão ao jornal por denunciar suas agressões à Amber Heard, ainda foi condenado a pagar 630 mil libras para cobrir os custos da defesa da publicação. O impacto do julgamento, com a exposição da intimidade do casal, com destaque para o vício de Depp, implodiu a carreira do ex-astro, que foi forçado pela Warner Bros. a abdicar de sua participação na franquia “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, do universo cinematográfico de Harry Potter. Seu último longa foi “Minamata”, exibido no Festival de Berlim do ano passado e que permanece inédito no circuito comercial devido à má fama adquirida pelo ator.
Mais um importante festival de cinema decide homenagear Johnny Depp
Um dia após o Festival de San Sebastian anunciar uma homenagem ao ator Johnny Depp, o Festival Karlovy Vary fez coro e anunciou outro prêmio especial ao ator americano. O tradicional festival da República Tcheca, considerado o principal evento cinematográfico do Leste Europeu, escolheu Depp, o veterano astro britânico Michael Caine e o diretor tcheco Jan Sverak como homenageados de sua edição deste ano, que vai acontecer de 20 a 28 de agosto. Em sua justificativa para premiar Depp, os organizadores de Karlovy Vary afirmaram que o festival “reconhecerá e prestará homenagem à extensa carreira do aclamado ator e seu legado duradouro na indústria cinematográfica global”. “Estamos extremamente honrados em receber no Festival um ícone do cinema contemporâneo”, acrescentou o diretor executivo do evento, Krystof Mucha. No que foi ecoado pelo diretor artístico Karel Och: “Nós admiramos o Sr. Depp há muito tempo e estamos emocionados em conceder esta honra a ele.” O timing das duas homenagens é curioso, porque Depp não tem nenhum filme novo para estrear ou mesmo filmar, tendo se tornado proscrito em Hollywood. Nunca é demais lembrar que o último festival que decidiu homenagear o ator se arrependeu amargamente. Esperado em novembro passado pelo festival polonês Camerimage para receber outro prêmio especial por ser um “ator com sensibilidade visual única”, ele faltou ao evento, preferindo enviar uma foto em que aparecia rindo com o troféu nas mãos e supostamente atrás das grades. A ideia da piada fotográfica teve péssima repercussão nas redes sociais, onde muitos a consideram um deboche diante das acusações sérias que envolvem Depp. No ano passado, o ator foi considerado culpado de violência doméstica contra Amber Heard, veredito que ele próprio provocou ao processar o tabloide britânico The Sun por difamação na Alta Corte de Londres, acusando o jornal de retratá-lo em 2018 como um “espancador de esposa”. Derrotado na ação, ainda foi condenado a pagar ao jornal 630 mil libras de custas pela defesa. O impacto do julgamento, com a exposição da intimidade do casal, com destaque para o vício de Depp, implodiu a carreira do ex-astro, que foi forçado pela Warner Bros. a abdicar de sua participação na franquia “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, do universo cinematográfico de Harry Potter. Seu último longa foi “Minamata”, exibido no Festival de Berlim do ano passado e que permanece inédito no circuito comercial devido à má fama adquirida pelo “ícone do cinema contemporâneo”.
DC revela que Robin é bissexual
A DC Comics finalmente tirou Robin do armário. Não Dick Grayson, o Robin original, que depois de virar alvo de piadas homofóbicas pela forma como foi retratado na série do Batman dos anos 1960 passou a exibir sua virilidade com muitas heroínas da editora, mas o terceiro personagem a vestir o uniforme colorido. A sexta edição da revista “Batman: Urban Legends” mostrou Tim Drake assumindo-se bissexual. Na história “Sum of Our Parts”, escrita por Meghan Fitzmartin e com artes de Belén Ortega, Robin resgata seu belo amigo adolescente Bernard e, posteriormente, Tim Drake aceita sair em um encontro com o rapaz. O personagem seria bissexual porque já tinha namorado uma garota, Stephanie Brown, a heroína conhecida como Spoiler e que também já foi Robin (!) e Batgirl. Nisto, Tim Drake copiou Dick Grayson, que namorou Barbara Gordon, a Batgirl original. A novidade em relação ao Robin repercutiu nas redes sociais, e inspirou pedidos para outros heróis saírem do armário – inclusive a citada Stephanie Brown. Tim Drake vai estrear em live action na 3ª temporada de “Titãs”, que tem lançamento marcado para esta quinta-feira (12/8) nos EUA. A DC tirou o Tim Drake do armário 🏳️🌈 pic.twitter.com/wGfbh1F47B — Chris – Diversidade Nerd (@chrisgonzatti) August 10, 2021 Essa thread aqui mostra quando o Tim conheceu o Bernard (há muito tempo atrás), e como a química deles já era clara. https://t.co/A5wKsEPOtB — Nação DC (@Nacao_DC) August 10, 2021 Now can we confirm Steph’s bisexuality!! pic.twitter.com/cPAnCnkh42 — Kat Calamia (@ComicUno) August 10, 2021
Christina Applegate revela ter esclerose múltipla
A atriz Christina Applegate, estrela da série “Disque Amiga para Matar” (Dead to Me), revelou nesta terça (10/8) que foi diagnosticada com esclerose múltipla. Em seu Twitter, ela admitiu que tomou um susto no começo, mas com o apoio dos familiares, amigos e pessoas que tem a doença, tem encontrado forças nesse momento. “Oi amigos. Há alguns meses, fui diagnosticada com esclerose múltipla. Foi uma jornada estranha. Mas tenho sido tão apoiada por pessoas que conheço que também têm essa condição. Tem sido uma estrada difícil. Mas, como todos sabemos, a estrada continua. A menos que algum idiota bloqueie”, escreveu ela. Após a revelação, a atriz pediu privacidade para poder realizar o tratamento de uma forma mais tranquila. “Como uma de minhas amigas que tem esclerose múltipla disse, ‘acordamos e tomamos a ação indicada’. E é isso que eu faço. Então agora eu peço privacidade. Enquanto eu passo por isso. Obrigada”, finalizou. Uma das colegas de Applegate, a também atriz Selma Blair (“Hellboy”), tem enfrentado a doença desde 2018, compartilhando com os fãs o cotidiano de sua luta. Applegate, por sua vez, já superou um câncer de mama em 2008, quando precisou passar por uma mastectomia dupla para remover as duas mamas. Ela incorporou esse fato em sua personagem na série da Netflix “Disque Amiga para Matar”. Hi friends. A few months ago I was diagnosed with MS. It’s been a strange journey. But I have been so supported by people that I know who also have this condition. It’s been a tough road. But as we all know, the road keeps going. Unless some asshole blocks it. — christina applegate (@1capplegate) August 10, 2021 As one of my friends that has MS said “ we wake up and take the indicated action”. And that’s what I do. So now I ask for privacy. As I go through this thing. Thank you xo — christina applegate (@1capplegate) August 10, 2021
Antonio Tabet vence processo e pode receber até R$ 4 milhões da TNT
O humorista Antonio Tabet, também conhecido como Kibe Loco e um dos fundadores do grupo Porta dos Fundos, ganhou uma ação contra a Turner, dona do grupo TNT, e vai receber uma indenização que pode chegar a R$ 4 milhões. Tabet havia rescindido seu contrato com a Contente Produções LTDA em 2016 após ficar sem receber seu salário em relação ao programa “O Show do Kibe”, do qual era apresentador. A atração foi feita para ser exibida na TNT que tinha contrato próprio com a produtora. Mas apesar de notificada do término de vínculo entre Tabet e Contente, a TNT exibiu mais de cem programas da 2ª temporada de “O Show do Kibe”. “Por este motivo, fomos obrigados a entrar com uma nova ação, agora diretamente contra o canal de TV, para impedir a exibição do programa e, por consequência, indenizar pelo uso indevido por todo o período”, disse o advogado Marcio Andraus, do CCLA Advogados, que representa o humorista. O juiz Fábio de Souza Pimenta, da 32ª Vara Cível da Capital, havia decidido em 2019 que a exibição dos episódios eram indevidos e Tabet merecia ser indenizado. A Turner recorreu e agora a 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo deu seu parecer, mantendo o que havia sido estabelecido. Com a multiplicação de valores por cada episódio e danos morais estabelecidos pela Justiça, a Turner pode ter de pagar até R$ 4 milhões ao humorista.
Sony completa aquisição da plataforma Crunchyroll
A Sony Pictures Entertainment completou a aquisição da plataforma Crunchyroll da AT&T por US$ 1,175 bilhão, aumentando a lista de ativos de entretenimento queimados pela empresa de telefonia após comprar a Time-Warner por US$ 85 bilhões em 2016. A Crunchyroll agora será combinada com a Funimation da Sony na maior plataforma de anime do mundo. O acordo foi anunciado em dezembro de 2020, mas precisou vencer entraves burocráticos contra a percepção de que a junção das duas plataformas criaria um monopólio do mercado de animes. Com a superação das barreiras (graças à existência da Netflix), o futuro da Crunchyroll agora está nas mãos da Sony, que pode simplesmente absorver os títulos da antiga rival na Funimation. Sem detalhar seus planos, a Sony anunciou apenas que vai combinar as operações e “ampliar a distribuição para seus parceiros de conteúdo e expandir as ofertas para os consumidores”. “Estamos muito entusiasmados em dar as boas-vindas à Crunchyroll no Grupo Sony”, disse o CEO da Sony Corp. Kenichiro Yoshida. “Anime é um meio de crescimento rápido que cativa e inspira emoção entre o público em todo o mundo. O alinhamento entre Crunchyroll e Funimation nos permitirá estar ainda mais próximos dos criadores e fãs que são o coração da comunidade de anime. Estamos ansiosos para oferecer entretenimento ainda mais incrível que encha o mundo de emoção por meio do anime. ” Tony Vinciquerra, presidente e CEO da Sony Pictures Entertainment, disse que a Crunchyroll acrescenta “um valor tremendo” aos esforços de anime da empresa. Ele afirmou que a empresa planeja criar “uma experiência unificada de assinatura de anime o mais rápido possível”. Ao combinar as duas operações, disse ele, “estamos empenhados em criar a experiência definitiva em anime para os fãs e apresentar uma oportunidade única para os nossos principais parceiros, editores e criadores imensamente talentosos de continuarem a entregar o seu conteúdo magistral a públicos em todo o mundo”. A venda da Crunchyroll foi o último estrago causado pela curta passagem da AT&T sobre os ativos da Warner. Assim que recebeu aprovação para assumir o controle dos ativos da Time-Warner em 2018, a AT&T rebatizou a companhia de WarnerMedia e começou a se desfazer de várias marcas e iniciativas visionárias, como as plataformas DC Universe, que lançou séries exclusivas da DC Comics, Machinima, que produzia séries exclusivas derivadas de games, e DramaFever, dedicada a produções sul-coreanas. Mas o pior descaso foi mesmo com a Crunchyroll. Visto como investimento estratégico pela Netflix, o negócio de animes foi considerado supérfluo pela empresa que lançou a HBO Max para concorrer no mercado de streaming. A AT&T também vendeu a empresa de TV paga americana DirecTV, o serviço latino de TV paga Sky, seus 10% da Hulu e, finalmente, até a própria WarnerMedia, numa fusão de US$ 43 bilhões com a Discovery Communications, que ainda espera aprovação regulatória. Queima total.
Elliot Page será homenageado num dos principais festivais LGBTQIAP+ dos EUA
O ator Elliot Page será homenageado no Outfest, um dos principais festivais de cinema LGBTQIAP+ dos EUA, que acontece anualmente em Los Angeles. Ele receberá um prêmio por sua dedicação à causa da inclusão e representatividade da comunidade LGBTQIAP+ em Hollywood durante a festa de encerramento da edição deste ano do Outfest, que começa nesta sexta (13/8) e vai até 22 de agosto. “Ao determinar o destinatário de nossa maior homenagem, procuramos aqueles que têm sido poderosos representantes de nossa comunidade, que alcançaram os mais altos níveis de reconhecimento por seu talento e que se colocaram na pele de cineastas e criadores independentes”, disse o diretor executivo do Outfest, Damien S. Navarro, em um comunicado. “Não há ninguém mais preparado para receber o Outfest Annual Achievement Award deste ano do que Elliot. Sua coragem, dedicação e jornada pessoal o tornaram uma das figuras públicas mais admiradas e respeitadas de sua geração e seu talento e voz estão liderando uma nova geração dentro da comunidade LGBTQIAP+ e do entretenimento.” A jornada pessoal de Elliot foi realmente diferenciada. Estrela de “Juno” e “A Origem” com o nome de Ellen Page, o artista primeiro assumiu ser lésbica, até revelar no ano passado que era transgênero e se identificava como homem. Ao longo dessa revolução pessoal, Page também se tornou produtor, assinando filmes dramáticos e séries documentais sobre causas sociais, principalmente de temática LGBTQIAP+, e recentemente estreou como diretor à frente do documentário “There’s Something in the Water” sobre direitos indígenas. “É para mim uma grande honra ser o destinatário do Outfest Annual Achievement Award e representar a comunidade LGBTQIA+”, disse Page. “Agora, mais do que nunca, é muito importante que nossas vozes sejam amplificadas e representadas no cinema e na mídia, e que as pessoas ouçam nossas histórias.” Seu próximo trabalho como ator poderá ser visto na 3ª temporada de “The Umbrella Academy”, da Netflix, a primeira realizada após sua transição de gênero. Ele também está no elenco de três animações atualmente em desenvolvimento, como dublador de personagens femininas – “Naya – Legend of the Golden Dolphin”, “ARK” e “Robodog”.












