Paulo Thiago (1945-2021)
O cineasta Paulo Thiago, um dos maiores talentos do cinema brasileiro, morreu durante a madrugada deste sábado (5/6), aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no hospital Samaritano desde o dia 7 de maio e sua morte foi causada por uma parada cardíaca após uma doença hematológica. Nascido em Aimorés, em Minas Gerais, o diretor foi morar no Rio de Janeiro ainda criança. Ele chegou a cursar economia e sociologia política na PUC, mas seus dias de universitário acabaram lhe desenvolvendo a paixão pelo cinema e o lançando numa trajetória completamente diferente de seus planos originais. Seu primeiro filme foi o documentário “A Criação Literária de João Guimarães Rosa”, lançado em 1969, que chegou a ser premiado no Festival de Santarém, em Portugal. No ano seguinte, lançou seu primeiro longa-metragem de ficção, “Os Senhores da Terra”, também reconhecido internacionalmente ao ser incluído no Festival de Karlovy Vary. Seus próximos trabalhos o consagraram de vez. “Sagarana, o Duelo” (1974) foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Berlim e “Soledade, a Bagaceira” (1976) foi premiado no Festival de Brasília. Ele também fez “Batalha dos Guararapes” (1978), que se tornou um dos primeiros épicos do cinema brasileiro, e “Águia na Cabeça” (1984), pioneiro ao abordar o jogo do bicho e a contravenção do Rio. Ao longo da carreira, Paulo Thiago se especializou em retratar o homem comum em luta contra adversidades maiores que suas capacidades, e essa temática teve seu auge em “Jorge, um Brasileiro” (1989), centrado num caminhoneiro com uma missão de entrega impossível, que refletia as condições da categoria. Com seus trabalhos, também participou da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, alcançando sucesso com “Vagas Para Moças de Fino Trato” (1993), premiado no Festival de Brasília, e “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil” (1998), sobre um populista fanático de direita que busca o poder e hoje parece terrivelmente premonitório. O diretor dedicou duas obras consecutivas ao poeta Carlos Drummond de Andrade, o documentário “Poeta de Sete Faces” (2002) e a ficção “O Vestido” (2003), adaptação de um poema do escritor. Por sinal, essa era outra característica de sua filmografia. Depois de estrear com “A Criação Literária de João Guimarães Rosa”, ele filmou “Saragana”, de Guimarães Rosa. A alternância ainda se refletiu de forma temática em dois filmes seguidos com fundo musical, “Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova” (2005), documentário sobre a Bossa Nova, e “Orquestra dos Meninos” (2008), a história de Mozart Vieira, que ensinou música a crianças pobres de Pernambuco e, recusando-se a participar do jogo político local, sofre vingança e tem seu trabalho questionado por uma falsa acusação de abuso de alunos. “Orquestra dos Meninos” serviu como resumo da temática mais emblemática do diretor, exemplificando a luta de brasileiros para melhorar de vida e de país, sempre em luta com interesses de poderosos, fossem os coronéis de “Os Senhores da Terra” ou a manipulação política da “Batalha dos Guararapes”. O diretor ainda fez “Doidas e Santas” (2016), a rara comédia de sua carreira, e “A Última Chance” (2017), exibido no Festival do Rio e protagonizado por Marcos Pigossi, sobre a história de um ex-presidiário que se redime graças às artes marciais (ele fez um documentário sobre esse personagem real em 2013), além de “Memórias do Grupo Opinião” (2019), que esteve na 24ª edição do festival É Tudo Verdade, apresentando a trajetória do grupo teatral carioca Opinião, marco da resistência contra a ditadura. Entre os projetos que desenvolvia, ficaram incompletos “Rabo de Foguete”, filme baseado na obra de Ferreira Gullar, e um documentário sobre o grupo musical MPB4. Mas Paulo Thiago não foi só diretor. Ele produziu filmes como “Engraçadinha” (1981), de Haroldo Marinho Barbosa, “O Bom Burguês” (1983), de Oswaldo Caldeira, “Fulaninha” (1986), de David Neves, “Beijo na Boca” (1986), de Euclydes Marinho e “Aparecida, O Milagre” (2010), de Tizuka Yamasaki. Também presidiu o Sindicato da Indústria Cinematográfica e Audiovisual do Rio de Janeiro e a Associação Brasileira de Produtores Cinematográficos, além de ter sido um dos fundadores da Associação Brasileira dos Cineastas.
Ex-astro mirim de “Drake & Josh” é preso após chat com menor
O ator Drake Bell, que estrelou a série infantil “Drake & Josh” da Nickelodeon, foi preso no estado de Ohio, nos EUA, acusado de ameaçar a integridade de uma criança e disseminar tema prejudicial a adolescentes. Hoje com 34 anos, Bell foi detido na quarta (3/5) pela polícia da cidade de Cleveland, após a acusação ser registrada em 21 de maio. Ele teve uma foto tirada para sua ficha policial na quinta-feira na prisão do condado de Cuyahoga. Embora os detalhes das acusações não tenham sido divulgados, a afiliada da Fox TV de Cleveland, WJW, que divulgou a história, relatou que as alegações decorrem de um chat na internet de 1º de dezembro de 2017 com um menor. O ator se declarou inocente e encontra-se em liberdade após pagar uma fiança pessoal de US$ 2,5 mil. Ele concordou em não manter contato com a suposta vítima do caso. Uma audiência pré-julgamento está marcada para 23 de junho. A série “Drake & Josh” foi exibida na Nickelodeon de 2004 a 2007, e apresentava Bell e seu colega Josh Peck como meios-irmãos. Depois do fim da série, ele se tornou dublador e gravou vários desenhos animados como a voz do Homem-Aranha, inclusive os mais de 100 episódios de “Ultimate Homem-Aranha”, além de se lançar como cantor.
Um mês da morte de Paulo Gustavo inspira homenagens nas redes sociais
Vários amigos de Paulo Gustavo marcaram esta sexta (4/6), em que se completa um mês da morte do comediante, com homenagens nas redes sociais. Do viúvo do ator, o dermatologista Thales Bretas, que publicou o vídeo de um beijo, à colega Samantha Schmütz, que transformou a morte do parceiro de “Vai que Cola” por covid-19 em militância contra o governo Bolsonaro, não faltaram fotos, lembranças, protestos e tristeza generalizada nas manifestações. A maioria assume a dificuldade em lidar com a morte do amigo. Em um dos relatos mais fortes, Tata Werneck manifestou a dor “insuportável” de “imaginar que o cara mais genial que eu já conheci não tá aqui. Eu vejo seus vídeos e rio tanto. Você estará sempre aqui!”. A atriz Regina Casé chegou a considerar que o ditado “o tempo passa” perdeu sentido diante da perda de Paulo Gustavo. Mônica Martelli relembrou sua participação nas manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, criticando a demora para viabilizar as vacinas contra a covid-19. “É pelo Paulo Gustavo, meu irmão, que nesse momento não pode mais estar aqui, é por quase meio milhão de pessoas que não podem mais estar aqui…”, ela publicou ao lado de uma foto no recente protesto contra Bolsonaro. “Ainda me dói, Paulo Gustavo. Suas lembranças são um misto de alegria e dor. Está sendo assim há 1 mês. Eu não quero me sentir dessa forma porque você nunca foi dor. Esse é o maior ensinamento que você nos deixou. Cada dia é único, cada oportunidade é única e cada pessoa é única. Por isso você amava sua família, amigos e público com tanta fervorosidade, porque entendia muito do que era estar vivo”, ela acrescentou em nova postagem. E Ingrid Guimarães juntou tudo, tragédia, repercussão e saudades. “Um mês e você ainda é uma comoção nacional. Paulo Gustavo virou nome de rua, projeto de lei e onde eu vou ainda só perguntam de você. Mas o que eu tenho saudade mesmo é do Gusti. Desse dia a dia de você passar lá em casa e me convencer a beber numa terça-feira, ou cancelar tudo pra tomar café. Sua morte e a de centenas de milhares de brasileiros, criaram um paradigma de urgência de vida pra muita gente. Na real, a gente nem acredita ainda. Porque seus vídeos e piadas ecoam diariamente por aí. Eu fico pensando o que você diria ou falaria em várias situações. Eu tô indignada e me alivio falando e rindo de você com nossos amigos”, ponderou. Veja abaixo a íntegra destas e outras manifestações. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thales Bretas (@thalesbretas) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mônica Martelli (@monicamartelli) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mônica Martelli (@monicamartelli) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Regina Casé (@reginacase) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ingrid Guimarães (@ingridguimaraes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Heloisa Périssé (@heloisaperisse) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Schmütz 🍀🎤 (@samanthaschmutz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Schmütz 🍀🎤 (@samanthaschmutz)
Myrian Rios revela que está completamente surda
A atriz Myrian Rios (“O Clone”) revelou que perdeu completamente a audição. Segunda ela, a surdez dos dois ouvidos é um problema genético. “Eu fiquei surda. Completamente surda dos dois ouvidos. Eu não ouço passarinho cantando, não ouço o barulho da chuva. Isso me incomoda. Eu não ouço nada. Eu ouço a minha voz. Eu estou ouvindo a minha voz, por exemplo. Eu não ouço meus filhos me chamando, cachorro latindo. Só se falar muito pertinho do meu ouvido. Dentro do meu ouvido eu ouço”, ela contou num vídeo publicado no Instagram. “Isso aconteceu assim”, ela explicou. “Há muitos anos eu fui perdendo a minha audição. É uma genética da minha família, da parte da materna. As pessoas vão perdendo a audição. A minha mãe, o meu tio, a minha tia… Várias pessoas da minha família foram perdendo a audição até ter perda de audição severa. E eu segui a genética da minha mãe e dos meus tios”. A situação afetou sua carreira, que foi interrompida no começo dos anos 2000, embora ela tenha voltado recentemente a aparecer em alguns episódios da novela “As Aventuras de Poliana”, no SBT. “É difícil, né, porque eu sou atriz, tenho que escutar: ‘Oi, atenção, gravando’. Tentei usar aparelho na época, mas não dava, não adaptou”, disse, provavelmente referindo-se à participação em “Poliana”. Ela acrescentou que fez um procedimento chamado implante coclear há 11 anos e teve uma grande melhora. “Na época o médico me avisou que tudo isso era muito novo e que talvez em dez anos eu precisaria abrir a cabeça para trocar a bateria… Os dez anos chegaram”, relatou. Myriam diz esperar que as novas tecnologias lhe permitam retomar a carreira. Logo após o relato, suas redes sociais se encheram de mensagens de apoio de fãs.
Juliana Paes e Samantha Schmütz “discordam” sobre política nas redes sociais
Juliana Paes usou seu perfil no Instagram, na noite de quarta-feira (2/5), para rebater as críticas que recebeu de outra atriz, que não identificou, após ter defendido a médica Nise Yamaguchi na CPI da Covid. Juliana afirmou que foi “agredida” pelas palavras da colega de profissão, com quem já contracenou, e tentou justificar porque não sai de cima do muro. “Não sou bolsominion”, afirmou, defendendo uma posição que a esquerda chama de “isentona”. O detalhe é que seu discurso, que aparenta ser sensato (de fada sensata), embute em seu cerne argumentos que o senso comum já identificou entre os bolsominions. “Cara colega, apesar de eu ter sido agredida por suas palavras caluniosas, de ter sido invadida pela sua mensagem de noite, de ter sido acusada de ser covarde, desonesta, criminosa, eu me dispus a te responder por todas as cenas que eu me emocionei do seu lado”, iniciou a atriz. Em seguida, ela afirma ter defendido a compra de vacinas, mas sem veemência, e imediatamente passa a ecoar a posição de Bolsonaro contra o isolamento social. “Já falei publicamente sobre querer vacinas, mas eu não vou fazer isso todos os dias. Fui a primeira a pedir que as pessoas ficassem em casa, quando você ainda nem estava tão preocupada, mas agora não me sinto no direito de pedir para as pessoas ficarem sem trabalhar”, disse Juliana. Por fim, a atriz chamou de “doentia” a divisão existente na política brasileira. “Qualquer assunto é politizado. É um maniqueísmo”, afirmou, antes de usar justamente de maniqueísmo para se justificar, dizendo que não apoia as “ideias arrogantes da extrema direita”, mas que também tem medo dos “delírios comunistas da extrema esquerda”, como se o Brasil estivesse dividido entre esses dois polos. Apenas bolsominions chamam de “comunistas” aqueles que criticam o governo Bolsonaro. Na pesquisa de opinião mais recente, divulgada na semana passada pela PoderData, 59% dos brasileiros reprovam Bolsonaro. A maioria dos brasileiros não cabe no clichê de que quem protesta é comunista. Em seu desabafo, a atriz afirmou ter críticas severas contra o governo. Mas simplesmente não as faz. Muitos internautas deduziram que o vídeo teve como alvo Samantha Schmütz, que anda revoltadíssima contra quem não se posiciona, após a morte de seu amigo Paulo Gustavo por covid-19. As duas atrizes contracenaram na novela “Totalmente Demais” (2016), como as irmãs Dorinha e Carolina. Para comprovar que o alvo era ela mesmo, Samantha Schmütz reagiu à mensagem de Juliana Paes. Também sem dizer o nome da atriz, ela escreveu em suas redes sociais: “Gente que não está falando, não é porque está em cima do muro. É porque está do outro lado do muro mesmo. O lado que dá vergonha de estar. Por isso silencia”. Samantha Schmütz ainda repostou uma mensagem do roqueiro Tico Santa Cruz abordando o argumento dos “comunistas” levantado pela atriz. Veja os posts das duas estrelas abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliana Paes Actress Brazil (@julianapaes)
Anitta compartilha fotos com Vin Diesel
Anitta compartilhou nas stories de seu Instagram uma foto em que aparece ao lado do ator Vin Diesel, da franquia “Velozes e Furiosos”. O encontro também incluiu o cantor Nicky Jam, que fez outros cliques e postou nas suas redes sociais. A cantora brasileira gravou a música “Furiosa” para a trilha sonora de “Velozes e Furiosos 9”. A faixa já até apareceu num vídeo da produção. As fotos do encontro entre Anitta e Vin Diesel mostram a dupla num estúdio de gravação, o que sugere a possibilidade de um clipe surgir em breve. Já é tradição dos filmes da franquia serem acompanhados por vários vídeos musicais. Nesta semana, a estreia do filme no Brasil foi antecipada em um mês. O lançamento, que chegaria por aqui apenas em 22 de julho, agora está programado para 24 de junho. Com isso, vai entrar nos cinemas nacionais um dia antes dos EUA. Dirigido por Justin Lin, que retorna à “família” após um hiato de dois filmes, “Velozes e Furiosos 9” volta a juntar os personagens originais, Dom (Vin Diesel), Letty (Michelle Rodriguez), Mia (Jordana Brewster, ausente do filme anterior), Tej (Ludacris), Roman (Tyrese Gibson) e a “novata” Ramsey (Nathalie Emmanuel), além de ressuscitar um integrante tido como morto: Han (Sun Kang). A produção também conta com participações de Charlize Theron, novamente como a vilã Cypher, da rapper Cardi B, de Helen Mirren como a figurante de luxo Magdalene Shaw e ainda destaca John Cena (de “Bumblebee”) como o irmão (desconhecido) e inimigo mortal de Dom.
Matthew Perry rompe noivado seis meses após pedido de casamento
O ator Matthew Perry, que interpretou Chandler Bing em “Friends”, anunciou o cancelamento de seu noivado com a gerente literária Molly Hurwitz. Perry havia pedido a mão de Molly em novembro de 2020. Na época, ele disse: “Decidi ficar noivo. Felizmente, estou namorando a melhor mulher do planeta agora”. Agora, o tom é completamente diferente. “Às vezes as coisas não dão certo e esta é uma dessas coisas. Desejo o melhor para Molly”, afirmou o artista, em comunicado para a imprensa. Perry, de 51 anos, e Molly, de 29, começaram a namorar em 2018, mas tornaram o relacionamento público apenas no início do ano passado. A ex-noiva chegou a posar para fotos no Instagram do ator para divulgar peças de uma coleção de roupas que Perry lançou para arrecadar fundos no combate à covid-19.
Tiago Abravanel e Maisa se manifestam após fala de Patrícia Abravanel: Homofobia não é opinião
O nome de Patrícia Abravanel foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter após a apresentadora pedir que as pessoas respeitassem os conservadores que não concordam com quem é LGBTQIAP+. A fala incomodou o sobrinho de Patrícia, Tiago Abravanel, que é abertamente gay e criticou a tia. Além dele, Maísa Silva, que foi apresentadora da emissora da família Abravanel, fez uma série de posts pedindo respeito à comunidade. Patrícia resolveu se manifestar após a ex-BBB Rafa Kalimann e o ator Caio Castro repostarem um vídeo em que um religioso diz respeitar mas não concordar com membros da comunidade LBGTQIA+. Patrícia, durante seu programa, defendeu o vídeo compartilhado dizendo que são “opiniões diferentes”. “Acho que assim como LGDBTYH, não sei, querem o respeito, acredito que eles têm que ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito”, ela afirmou, desrespeitando a comunidade por errar, propositalmente ou por falta de interesse, a sigla que a identifica. Tiago postou um vídeo nas redes sociais para criticar a tia. “Hoje minha tia, a Patrícia Abravanel, fez um comentário no programa que me pegou de um jeito que não ficou legal. O comentário que ela fez foi em cima de um ocorrido com a Rafa Kalimann e o Caio Castro antes de ontem. Eles postaram um vídeo de um pastor falando que não concordava com o casamento gay, mas que respeitava. Isso gerou algumas retratações deles e aí, a Patrícia e o Gabriel Cartolano comentaram”, ele disse na gravação. “Eu resolvi fazer esse vídeo, porque eu acho que assim como ela falou ao vivo o que ela pensa, eu acho que eu também preciso falar o que eu penso aqui nas minhas redes. Tentar falar para você, tia, o como eu me senti assistindo, tá? Eu acho que em primeiro lugar, orientação sexual não é uma questão de opinião. É uma questão de respeito. Você não precisa ser como eu, mas precisa respeitar quem eu sou e ponto final”, continuou. “Opinar, você opina se uma roupa é bonita ou feia para você. Se você quer café ou chá ou se você gosta de doce ou salgado. A orientação sexual não é da opinião de ninguém. A não ser da pessoa que escolheu ser aquilo que ela é. Escolheu não. Ela nasceu assim, então, não é uma questão de opinião. Ponto. Quando se opina em relação a isso… Esse é um ato homofóbico”, completou. Maísa, que é considerada a prima favorita dos brasileiros e trabalhou com o pai de Patrícia, Sílvio Santos, desde a infância, evitou citar o nome da apresentadora, mas fez publicações em apoio à comunidade, aproveitando que junho é conhecido como o mês de orgulho LGBTQIAP+. Em seus posts, ela fez referência direta à polêmica, ao dizer que deseja para a comunidade “cada vez mais que seus diretos sejam respeitados, que a diversidade e a representatividade cresçam, que as ações preconceituosas como homofobia e transfobia diminuam e que as pessoas parem de achar que ser homofóbico é opinião”. Vejam os posts originais abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tiago Abravanel (@tiagoabravanel) Tenho muito orgulho de ser cercada por pessoas tão incríveis que me ensinam tanto e estão comigo desde que eu era pequena. E claro, orgulho dos meus primos que eu vejo cada vez mais lutando por um mundo mais justo e diverso. Love u 🏳️🌈🏳️⚧️ — +a (@maisa) June 1, 2021
Robert Hogan (1933–2021)
O ator Robert Hogan, que apareceu em mais de 100 séries diferentes da TV americana, morreu devido a complicações de pneumonia em sua casa no Maine na quinta-feira passada (27/5). Ele sofria de Alzheimer desde 2013 e tinha 87 anos. Hogan decidiu virar ator após fazer um teste de aptidão para ter certeza se deveria cursar engenharia. Com o resultado, foi estudar na prestigiosa Academia Americana de Artes Dramáticas, de Nova York, e quase imediatamente começou a trabalhar na televisão. Seu vasto currículo televisivo remonta aos anos 1960, com destaque para “Guerra, Sombra e Água Fresca”, “Além da Imaginação”, “Dr. Kildare”, “O Fugitivo”, “General Hospital”, “Jeannie É um Gênio”, “Gunsmoke”, “Terra de Gigantes” e até “Batman”, onde viveu um joalheiro raptado pelo Sr. Frio (George Sanders). Apesar disso, teve poucos papéis fixos. Os mais famosos foram o reverendo Tom Winter em duas temporadas (1968-69) do melodrama “Caldeira do Diabo”, o xerife Paul Tate na única temporada (1974–75) do thriller “O Caçador” e o tenente comandante Hallar na 2ª temporada (1978-79) da comédia naval “O Caso das Anáguas”. Na falta de personagens duradouros, ele apareceu em episódios de atrações que marcaram época por décadas a fio, incluindo “Galeria do Terror”, “Mary Tyler Moore”, “Missão: Impossível”, “San Francisco Urgente”, “Havaí 5-0”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “O Incrível Hulk”, “Barnaby Jones”, “The FBI”, “One Day at a Time”, “Carro Comando”, “Duro na Queda”, “Supermáquina”, “Assassinato por Escrito”, “A Escuta” (The Wire) e “Lei & Ordem” (Law & Order), até encerrar a carreira na pouco vista “Maturity”, em 2018. Foi visto tantas vezes na telinha que, mesmo sem ter se consagrado com nenhum personagem em particular, tornou-se bastante conhecido. Chegou até mesmo a ser homenageado por Quentin Tarantino no cinema. Em uma cena de “Era uma vez… em Hollywood” (2019), o personagem de Leonardo DiCaprio cita e elogia Hogan, enquanto assiste ao ator num episódio de “The FBI”.
Bolsonarista tenta censurar festival de São Paulo contra censura
A vereadora bolsonarista Sonaira Fernandes, ex-funcionária de gabinete de Eduardo Bolsonaro, tentou impedir a realização do festival São Paulo Sem Censura, que será promovido pela Prefeitura da capital paulista nesta semana, entre 3 e 6 de junho. Ela protocolou uma ação popular na 14ª Vara da Fazenda Pública argumentando que se trata de um evento político, que visa “disseminar ódio e repúdio” ao governo federal, e não cultural. Mas na decisão proferida nesta terça-feira (1/6), o juiz José Eduardo Cordeiro Rocha apontou que, na verdade, a vereadora estava incorrendo em tentativa de censura ao buscar impedir uma manifestação contra censura. Ele indeferiu o pedido de liminar. “O acolhimento liminar da pretensão da autora é que seria temerário e poderia representar indevida ingerência do Judiciário em critérios discricionários de escolha da programação do evento cultural pelo Executivo ou ainda, o que seria pior, levar indiretamente à censura prévia do conteúdo da produção artística e à livre manifestação do pensamento, o que é vedado pela Constituição Federal”, escreveu o magistrado. Em sua primeira edição, no ano passado, o festival foi chamado de Verão Sem Censura e abrigou peças teatrais, exposições e outros eventos que sofreram represálias ou censura do governo federal. Um dos maiores entusiastas era o então prefeito Bruno Covas (PSDB), que morreu em decorrência de um câncer em maio. A nova edição, rebatizada de São Paulo Sem Censura, será um dos primeiros eventos de grande porte na cidade com Ricardo Nunes (MDB) como prefeito. Neste ano, o festival concebido pelo secretário da Cultura Alê Youssef será dividido em quatro eixos: Excluídos da Fundação Palmares, Censura Prévia na Lei Rouanet e Ancine, Liberdade de Imprensa e de Expressão e Políticas de Silenciamento. A programação terá atividades sediadas por equipamentos culturais da cidade, como o Theatro Municipal – que terá uma leitura dramatúrgica de “Santo Inquérito”, uma das mais importantes peças modernas do teatro brasileiro, com direção de Bete Coelho – , o Centro Cultural São Paulo (CCSP), o Centro Cultural da Juventude (CCJ), além de ações em ruas e avenidas, da Paulista até Itaquera. Adaptada aos protocolos de distanciamento social, o evento também prevê mostras de filmes na plataforma digital da SPCine, empresa municipal de fomento a cinema. A seleção destaca o trabalho de quatro coletivos independentes de cinema, Babado Periférico, Astúcia, Mbyá-Guarani de Cinema e Surto & Deslumbramento, com exibição de curtas, médias-metragens e webséries, além de debates transmitidos via redes sociais.
Fusão entre Warner e Discovery ganha nome oficial
A empresa resultante da fusão da WarnerMedia com a Discovery definiu seu nome. O anúncio foi feito nesta terça (1/6) pelo novo chefe do conglomerado, o atual CEO da Discovery, David Zaslav, numa reunião com funcionários no estúdio da Warner Bros. em Burbank. O meganegócio, que sacudiu o mercado ao ser anunciado em 17 de maio, gerou uma nova pessoa jurídica que já nasce como um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, chamado… Warner Bros. Discovery. Avaliada em US$ 200 bilhões, a nova companhia também ganhou um logotipo. A imagem não causou o mesmo entusiasmo do anúncio da fusão, mas pode ser vista acima. Além disso, foi revelado que o slogan da empresa incluirá a frase “a matéria de que os sonhos são feitos”, referência a uma frase icônica do filme “Relíquia Macabra” (The Maltese Falcon), um dos primeiros filmes do gênero noir, lançado pela Warner nos cinemas há 80 anos. “A Warner Bros. Discovery aspirará ser o lugar mais inovador, empolgante e divertido do mundo para contar histórias – é disso que a empresa representará”, disse Zaslav na apresentação. “Adoramos o nome da nova empresa porque representa a combinação do legado fabuloso de 100 anos de narrativa criativa e autêntica da Warner Bros., assumindo riscos ousados para dar vida às histórias mais incríveis, com a marca global da Discovery que sempre se destacou pela integridade, inovação e inspiração. Existem tantas culturas criativas, maravilhosas e jornalísticas que farão parte da família Warner Bros. Discovery. Acreditamos que será o melhor e mais emocionante lugar do mundo para contar histórias grandes, importantes e impactantes em qualquer gênero – e em qualquer plataforma: filme, televisão e streaming”, completou. Uma das principais questões que Wall Street tem se perguntado é como serão as ofertas de streaming da nova empresa. No anúncio da fusão, Zaslav defendeu “flexibilidade na forma como combinaremos nossos serviços de streaming”, acrescentando que pretende “olhar para a gama de opções para alavancar valor aqui nos EUA e em todo o mundo”. Isto pode variar de uma superplataforma ao estilo da Netflix, com todos os ativos em um único serviço, ou uma oferta de diferentes serviços, semelhante ao que a Disney está fazendo com Disney+, Hulu e ESPN+ nos EUA. Tanto a Warner, com a HBO Max, quanto a Discovery, com a Discovery Plus, têm atualmente plataformas de streaming próprias.
Descaso na Cinemateca: Centenas de filmes já estariam perdidos
Responsável pelo fechamento da Cinemateca Brasileira, o governo Bolsonaro pode ser culpado pela destruição de um patrimônio inestimável da cultura brasileira. Fechada há cerca de 15 meses, desde que um representante da secretaria da Cultura chegou com escolta ostensiva da Polícia Federal para pegar as chaves dos responsáveis pela preservação de seus filmes, a Cinemateca pode já ter perdido parte de seu acervo, que estaria em estado de deterioração avançado, devido à negligência, segundo denúncia publicada pelo colunista Ricardo Feltrin nesta segunda-feira (31/5). Entre 600 e 1.000 filmes, em incontáveis números de rolos, teriam sido perdidos completamente. Os números são estimados por funcionários públicos que preferiram não se identificar, por temerem represálias – relatos de que o secretário da Cultura Mário Frias anda armado durante o trabalho em Brasília nunca foram contestados. O mau estado do acervo teria sido constatado por uma perícia no local a mando do Ministério Público Federal (MPF), que apura denúncias e investiga o que levou o governo a romper com a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) de forma unilateral em dezembro de 2019. A inspeção teria apontado vários problemas na manutenção do prédio e do acervo. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros de valores incalculáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, clássicos do Cinema Novo, documentários do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas. A Secretaria de Cultura não se manifestou sobre a denúncia. Mas ela é responsável pela situação, na medida em que forçou o despejo dos que preservavam as obras e assumiu publicamente o “compromisso de resguardar a continuidade dos serviços e a segurança do patrimônio cultural preservado pela Cinemateca”. O governo jogou a Cinemateca no limbo quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, aquele que Bolsonaro chamava de “um dos meus melhores ministros”, encerrou o contrato da Acerp para a realização da TV Escola, visando colocar olavistas para tocar o canal. Só que os direitos do canal eram exclusivos da Acerp, melando seus planos. Mas não ficou nisso. Além de tirar a TV Escola do ar, ao rasgar o contrato Weintraub criou um imbrólgio jurídico, porque a administração da Cinemateca estava definida num aditivo daquele documento. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original para que cuidasse da Cinemateca iria até março de 2021, e continuou a administrar a entidade com recursos do próprio caixa por vários meses. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados inclusive quando o contrato estava vigente. Segundo a Acerp, dos R$ 13 milhões do orçamento previsto em 2019, o governo só entregou R$ 7 milhões – e nada em 2020. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca, de modo a assumir o controle administrativo da entidade de forma emergencial. Bolsonaro chegou a posar ao lado da atriz Regina Duarte, dizendo que lhe daria a presidência da Cinemateca como compensação por demiti-la da Secretaria da Cultura. Mas o cargo que ele prometeu nunca existiu, uma vez que a administração da Cinemateca não poderia ser exercita pelo poder federal. Mas apesar do contrato de seção pública da Cinemateca, datado de 1984, proibir o governo de assumir seu controle, em agosto de 2020, com reforço da Polícia Federal, as chaves da Cinemateca Brasileira foram entregues à União e todo corpo técnico da instituição foi demitido. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo da política cultural do governo Bolsonaro – que, conforme apontam as evidências, é simplesmente destruir tudo. Até o diretor do Festival de Cannes, o francês Thierry Frémaux, chegou a protestar contra o descaso do governo em relação à Cinemateca, considerando o desgoverno de Bolsonaro como uma ameaça à Cultura. “Quero expressar meu apoio à Cinemateca Brasileira, ameaçada pelo atual governo”, disse ele, em entrevista coletiva com a participação dos diretores dos sete maiores festivais de cinema da Europa, durante o Festival de Veneza no ano passado.
Filha de Paul Walker posta foto com Vin Diesel: “Família”
A modelo Meadow Walker, filha do ator Paul Walker, morto num acidente de carro em 2013, postou uma foto em que aparece abraçada com seu padrinho e grande amigo de seu pai, Vin Diesel. Na imagem, a jovem de 22 anos chama o padrinho e a filha dele, Similce, de 13 anos, de “família”. Vin Diesel e Paul Walker se tornaram grandes amigos após protagonizarem o primeiro “Velozes e Furiosos”, em 2001. Os dois se reencontraram no quarto filme da franquia e fizeram mais três longas, até Walker morrer durante uma pausa das filmagens de “Velozes e Furiosos 7”. Meadow é única filha de Walker. No ano passado, ela estreou como modelo internacional, abrindo um desfile da grife Givenchy na Paris Fashion Week. Fãs de Paul Walker se emocionaram com o post, escrevendo mensagens carinhosas nos comentários da foto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Meadow Walker (@meadowwalker)












