Spotify prefere ter negacionista que rock de Neil Young
O Spotify preferiu manter um negacionista em seu catálogo que todos os rocks de Neil Young. Na contramão de outras plataformas digitais, como Facebook, Instagram, YouTube e Twitter, que implementaram ações para coibir a divulgação de fake news, o serviço especializado em música se aliou a Joe Rogan, o apresentador de um podcast acusado de espalhar desinformação sobre covid-19 e vacinação, ao ser pressionado por Young. O veterano roqueiro canadense deu um ultimato ao Spotify na terça (24/1), pedindo à plataforma para escolher entre ele e Rogan. Numa carta aberta, Young exigiu que suas músicas fossem retiradas do Spotify por não compactuar com a divulgação de informações falsas perigosas pela plataforma, via o podcast “Joe Rogan Experience”. “Eles podem ter Young ou Rogan. Não os dois”, escreveu o músico. O documento dizia: “Estou fazendo isso porque o Spotify está espalhando informações falsas sobre vacinas – potencialmente causando a morte daqueles que acreditam na desinformação espalhada por eles.” Frank Gironda, empresário de Young, confirmou a decisão do músico ao site The Daily Beast: “É algo que é realmente importante para Neil. Ele está muito chateado… ” O que mais chateia Young é que “The Joe Rogan Experience” é o podcast mais popular do Spotify e um dos maiores do mundo, tendo seu formato de entrevista copiado em diversos países. Em 2020, Rogan assinou um contrato de exclusividade de US$ 100 milhões com a empresa. Em comunicado, o Spotify afirmou: “Queremos que todo o conteúdo de música e áudio do mundo esteja disponível para os usuários do Spotify. Com isso vem uma grande responsabilidade em equilibrar a segurança para os ouvintes e a liberdade para os criadores. Implementamos políticas de conteúdo detalhadas e removemos mais de 20.000 episódios de podcast relacionados a covid desde o início da pandemia. Lamentamos a decisão de Neil de remover sua música do Spotify, mas esperamos recebê-lo de volta em breve”. O texto não menciona Rogan ou o ultimato do cantor. Ao decidir simplesmente remover as músicas de Young, o Spotify tomou um lado claro, demonstrando não possuir escrúpulos em relação à origem de seus lucros. Mas o passo dado pelo cantor pode ser o primeiro de muitos. Diante de uma debandada geral, a plataforma pode assumir subitamente uma consciência social. Recentemente, 270 médicos, cientistas e profissionais de saúde também assinaram uma carta aberta solicitando que o Spotify agisse contra o “histórico de desinformação de Rogan, particularmente em relação à pandemia de Covid-19”. Muitos dos comentários de Rogan sobre a pandemia são similares aos de Bolsonaro no Brasil, como o famoso “histórico de atleta” que não seria afetado por uma “gripezinha”, a defesa do “tratamento precoce” com ivermectina e a comparação da obrigatoriedade da vacinação com o Holocausto nazista. Neste mês de janeiro, o YouTube começou a banir os vídeos mais polêmicos de Rogan. Enquanto isso, Neil Young lembra aos fãs que realmente vive aquilo que canta: “It’s better to burn out than to fade away, my my hey hey”.
Peter Robbins (1956–2022)
Peter Robbins, um ex-ator mirim que dublou Charlie Brown nos desenhos clássicos dos anos 1960, suicidou-se na semana passada, revelou sua família à imprensa. Ele tinha 65 anos. Robbins nasceu Louis G. Nanasi em 10 de agosto de 1956, em Los Angeles, e começou a atuar com sete anos de idade. Seu primeiro papel foi na comédia “Operação Matrimônio” (1963), e ele chegou a aparecer em episódios de várias séries clássicas, como “Couro Cru” (Rawhide), “Os Monstros” e “Agente 86”, até se destacar como a voz de Charlie Brown no clássico natalino “O Natal do Charlie Brown”, em 1965. O ator continuou a interpretar o personagem criado por Charles M. Schulz por quatro anos, em clássicos como “Você É um Tapado, Charlie Brown”, “Charlie Brown e a Grande Abóbora” (ambos de 1966), “Querida Ruivinha” (1967), “Ele É Seu Cachorro, Charlie Brown” (1968), “Foi um Curto Verão, Charlie Brown” (1969) e “Um Garoto Chamado Charlie Brown” (1969), seu último trabalho na franquia. Ele também estrelou outra adaptação de quadrinhos, integrando o elenco da série live-action baseada em “Blondie” (1968-69), a tirinha criada pelo cartunista Chic Young, como Alexander Bumstead, o filho de Dagwood (Will Hutchins) e Blondie (Patricia Harty). Robbins parou de atuar em 1972 e por um tempo trabalhou como DJ em Palm Springs. Diagnosticado com transtorno bipolar, ele voltou a virar notícia em 2015 quando foi condenado a cinco anos de prisão por fazer ameaças a várias pessoas, incluindo figuras públicas. Ele foi solto em 2019.
Atriz de Bollywood é inocentada de “obscenidade” 15 anos após beijo de Richard Gere
A Justiça da Índia inocentou a atriz Shilpa Shetty, estrela de Bollywood, das acusações de “obscenidade” que enfrentou depois que o ator Richard Gere a beijou em um palco de Delhi em 2007. Imagens de 15 anos atrás mostraram o ator americano beijando a bochecha de Shetty em um evento de conscientização sobre a Aids em Delhi. Na época, o beijo, bastante pudico e comum no Ocidente, virou um escândalo na conservadora sociedade indiana e desencadeou protestos de grupos radicais hindus que o consideraram um insulto aos valores indianos. Isto porque beijar em público é considerado tabu na Índia. Richard Gere se justificou dizendo que tentava mostrar que beijar era um ato seguro, que não poderia levar à transmissão do HIV. Um mandado de prisão contra o ator chegou a ser emitido, mas rejeitado pela Suprema Corte da Índia logo depois. Mas Shetty ficou marcada e sua carreira implodiu. Considerada uma das maiores estrelas da indústria cinematográfica indiana, ela simplesmente deixou de ser escalada para filmes. Com o prejuízo em sua vida pessoal e profissional, só agora, 15 anos depois, as acusações foram consideradas “infundadas”, com um tribunal indiano em Mumbai dando razão à equipe de advogados da atriz, dizendo que ela foi vítima de um “gesto indesejado”. A equipe jurídica da estrela argumentou que era injusto que Shetty fosse considerada “culpada” por não protestar o suficiente contra o beijo não combinado na época. Apesar do escândalo ter custado sua carreira de atriz, Shilpa Shetty não ficou parada. No mesmo ano, ela se mudou para o Reino Unido e aproveitou o sensacionalismo gerado pelo caso para entrar no reality show Celebrity Big Brother, onde enfrentou bullying e insultos racistas, como a primeira atriz indiana do programa. Ao final, consagrou-se vencedora do reality show, conquistando o apoio do público britânico. Depois disso, voltou à Índia consagrada e iniciou uma nova carreira como apresentadora de reality shows.
Gabriela Duarte revela fim de seu casamento
A atriz Gabriela Duarte anunciou o fim de seu casamento no Instagram. Nesta quarta-feira, 26, a artista compartilhou várias fotos com o marido, Jairo Goldfuss, e com os filhos, Manuela e Frederico, para contar que não está mais casada. “Essa é a minha família. Vocês já sabem. Família pra mim é sinônimo de parceria, amor, cuidado… isso nós temos bastante aqui. E vamos ter pra sempre”, ela escreveu. E então contou um pouco da sua história com o marido. “Eu e Jairo vivemos 19 anos juntos. 19 anos de muita troca, amor, tretas, dois filhos, viagens, planos, mudanças de planos e muita, muita, muita parceria”, disse. Por fim, a atriz de 47 anos anunciou o fim desse relacionamento. “Essa parceria é tanta que entendemos juntos que encerrar o nosso casamento seria a melhor decisão pro momento. E assim nos separamos. Mas a família que construímos não. Ela seguirá firme até o fim de nossas vidas”. “Jairo será sempre meu amor, meu amigo e pai dos nossos filhos”, continuou. “Estou dividindo isso com vocês, pois a gente vem construindo uma comunidade sincera aqui nessa rede e quero evitar qualquer tipo de mal entendido ou especulação”. “Estamos bem, felizes e certos de que foi uma decisão acertada”, finalizou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por gabriela duarte (@gabidu)
Marilyn Manson nega estupro de Evan Rachel Wood em clipe de 2007
O advogado de Marilyn Manson respondeu à acusação da atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”) de que teria sido estuprada diante das câmeras pelo cantor durante a gravação de um videoclipe em 2007. Em um comunicado enviado à imprensa, ele acusou a atriz de inventar “uma mentira descarada e fácil de refutar”. A revelação de que o artista teria a estuprado durante as gravações de “Heart-Shaped Glasses” (2007) foi apresentada num desabafo registrado no documentário “Phoenix Rising”, que teve uma de suas duas partes exibidas no Festival de Sundance durante o domingo (23/1). Em seu depoimento no filme, Evan Rachel Wood revelou que ela e Mason discutiram uma cena de sexo simulada para o videoclipe. No entanto, assim que as câmeras começaram a rodar, Wood afirma que o ex a penetrou de verdade. “Eu nunca concordei com isso! Era um caos completo e eu não me sentia segura, ninguém estava cuidando de mim. Eu me sentia nojenta”, disse. A atriz diz ainda que todos assistiram em silêncio. “Percebi que a equipe estava muito desconfortável e ninguém sabia o que fazer. Fui coagida a um ato sexual. Foi quando o primeiro crime foi cometido contra mim. Eu fui estuprada diante das câmeras”. Howard King, advogado de Marilyn Manson, negou as alegações de Evan, chamando a acusação de “releitura imaginativa da produção do clipe”. “De todas as falsas alegações que Evan Rachel Wood fez sobre Brian Warner [verdadeiro nome de Marilyn Mason], sua releitura imaginativa da produção do clipe de ‘Heart-Shaped Glasses’, há 15 anos, é a mais descarada e fácil de refutar, porque havia várias testemunhas”, diz o comunicado do advogado. “Evan não estava apenas engajada durante os três dias de filmagem, mas também fortemente envolvida em semanas de planejamento de pré-produção e dias de edição de pós-produção do corte final. A cena de sexo simulada levou várias horas para ser filmada com várias tomadas, usando ângulos diferentes e várias pausas longas entre as configurações da câmera”, acrescenta o texto.
Evan Rachel Wood revela ter sido estuprada em clipe de Marilyn Manson
O relacionamento abusivo entre Evan Rachel Wood e Marilyn Manson originou a série documental “Phoenix Rising”, que teve sua primeira parte exibida no Festival de Sundance durante o domingo (23/1). Wood tem falado sobre ser uma sobrevivente de abuso e relações tóxicas desde 2016, quando publicou uma carta aberta no Twitter. Em fevereiro de 2021, a atriz nomeou seu agressor publicamente. “O nome de meu abusador é Brian Warner, também conhecido mundialmente como Marilyn Manson”, disse a atriz em post no Instagram. Desde então, várias outras mulheres vieram a público compartilhar os abusos sofridos em suas relações com Manson. O cantor também está sendo processado por três delas. Em seu depoimento no filme, Evan Rachel Wood revela que foi estuprada diante das câmeras no clipe de “Heart-Shaped Glasses”, lançado em 2007, quando ela tinha 19 anos e ele 38. “Discutimos uma cena de sexo simulada”, ela explicou. No entanto, assim que as câmeras ligaram, ele a penetrou de verdade. “Eu nunca concordei com isso… Era um caos completo e eu não me sentia segura, ninguém estava cuidando de mim… Eu me sentia nojenta.” A atriz diz ainda que todos assistiram em silêncio. “Percebi que a equipe estava muito desconfortável e ninguém sabia o que fazer. Fui coagida a um ato sexual. Foi quando o primeiro crime foi cometido contra mim. Eu fui estuprada diante das câmeras”. Dirigida por Amy Berg (“Livrai-nos do Mal”), a produção será lançada pela HBO em duas partes, ainda sem previsão de estreia.
Theresa Amayo (1933-2022)
A atriz Theresa Amayo morreu na madrugada desta segunda-feira (24/1), aos 88 anos, em decorrência de um câncer de rim. Ela estava em casa e lutava contra a doença desde o ano passado. Nascida em Belém, Theresa iniciou a carreira como atriz na década de 1950, época em que se lançou no teatro e começou a se projetar no cinema em diversos filmes, primeiro em melodramas como “Meu Dia Chegará” (1951), “Santa de Um Louco” (1953), “Perdidos de Amor” (1953) e “O Diamante” (1955), e depois em chanchadas como “Fuzileiro do Amor” (1957), “Na Corda Bamba” (1958), “O Camelô da Rua Larga” (1958), “O Barbeiro Que Se Vira” (1958) e “Eu Sou o Tal” (1959). O sucesso no cinema a levou para a televisão, onde se tornou uma das primeiras contratadas da TV Globo, atuando nas novelas inaugurais da emissora, como “O Rei dos Ciganos” (1966), “A Rainha Louca” (1967), “Sangue e Areia” (1968) e “A Última Valsa” (1969), época em que costumava fazer par romântico com Claudio Marzo. Ela também participou de “Pecado Capital” (1975) e produções modernas como “Senhora do Destino” (2004) e “Flor do Caribe” (2013). Em dezembro de 2004, sua família foi abalada por uma tragédia, quando a filha, o genro e o neto se tornaram vítimas do tsunami na Tailândia que deixou mais de 220 mil mortos. Nos últimos anos, tinha voltado ao cinema, participando de várias comédias, entre elas “S.O.S.: Mulheres ao Mar” (2014), “Sorria, Você Está Sendo Filmado” (2014), “Doidas e Santas” (2016) e “Sai de Baixo: O Filme” (2019).
Fãs de Ana de Armas processam Universal por cortar atriz de “Yesterday”
Dois fãs de Ana de Armas estão processando o estúdio Universal Pictures por cortar a participação dela do filme “Yesterday” (2019). Eles alegam que alugaram o filme na Amazon esperando assistir a atriz, que chegou a aparecer no trailer do filme. Segundo a revista Variety, os fãs inconformados são Conor Woulfe e Peter Michael Rosza, que moram em estados diferentes dos EUA, e resolveram processar o estúdio por propaganda enganosa. Eles buscam recuperar ao menos US$ 5 milhões em nome de todos os consumidores que foram assistir ao filme por causa da atriz. Vale dizer que quem foi “enganado” acabou assistindo a um dos filmes mais singelos dos últimos tempos – mais um futuro clássico escrito por Richard Curtis, o autor de “Quatro Casamentos e um Funeral”, “Um Lugar Chamado Notting Hill” e “Simplesmente Amor”. Em “Yesterday”, Himesh Patel interpreta Jack, um músico fracassado que, após sofrer um acidente, percebe que todo mundo – menos ele – se esqueceu da existência dos Beatles. E assim, da noite para o dia, ele se torna o maior fenômeno pop do mundo, cantando os hits que o mundo esqueceu. Ana de Armas realmente gravou várias cenas para o longa dirigido por Danny Boyle (“Trainspotting”), interpretando Roxane, uma mulher por quem Jack se apaixona ao ficar famoso. Mas nenhuma cena sobreviveu à edição final. Comentando os cortes para o site CinemaBlend, na época do lançamento, o roteirista Richard Curtis explicou que o público das sessões testes do filme não gostou da trama de Roxane, preferindo que Jack continuasse ligado somente a seu primeiro interesse romântico da história, Ellie (Lily James). Curtis chegou a lamentar a eliminação das cenas da atriz cubana, que realizou a contragosto. “Foi meio traumático para mim, porque ela entregou uma atuação maravilhosa, estava realmente radiante. Roxane era uma das minhas coisas preferidas do filme, mas tivemos que cortá-la pelo bem da história”, comentou o roteirista. A atriz Ana de Armas acabou brilhando no ano passado em “007 – Sem Tempo para Morrer” e está no elenco da superprodução “The Gray Man”, dirigida pelos irmãos Russo (“Vingadores: Ultimato”) para a Netflix, com estreia prevista para breve. Veja o trailer de “Yesterday” abaixo e repare que Ana de Armas aparece rapidamente durante uma aparição de Jack no programa de James Corden.
Arnold Schwarzenegger se envolve em acidente grave de carro
O ator Arnold Schwarzenegger sofreu um grave acidente de carro, envolvendo pelo menos outros dois automóveis na noite de sexta (22/1) em Los Angeles, nos EUA. Segundo informações do site TMZ, o SUV do ator capotou em cima de outro carro, que foi arrastado e colidiu com um terceiro veículo. A motorista do primeiro automóvel atingido ficou gravemente ferida, mas fotos tiradas no local do acidente mostram que Schwarzenegger não se machucou. Relatos de testemunhas afirmam que o acidente foi como uma “cena de filme” e o veículo dirigido pelo ator, um GMC Yukon, subiu no carro da mulher. Os airbags do automóvel de Schwarzenegger foram acionados. A motorista teve ferimentos na cabeça e foi levada de ambulância ao hospital. Informações da polícia indicam que Schwarzenegger teria feito uma curva à esquerda em um farol de conversão fechado na esquina da Sunset Boulevard com a Allenford Avenue, porém ele não foi multado. O acidente aconteceu a cerca de 2 km da casa do ator. Ele passa bem, mas está “profundamente preocupado” com a motorista ferida e quer vê-la pessoalmente, de acordo com fontes do site norte-americano.
Juiz critica misoginia de Sílvio Santos em vitória de Rachel Sheherazade contra o SBT
O SBT foi condenado em primeira instância em ação movida pela jornalista Rachel Sheherazade. O juiz do trabalho Ronaldo Luis de Oliveira determinou a indenização de R$ 500 mil por danos morais para a jornalista por conta de um comentário de Silvio Santos e ainda criticou o “comportamento claramente misógino” do apresentador: “Aparentemente, a pretexto de homenagear a apresentadora, aqui reclamante, diante de vasto público que a assistia (e ainda a assiste por plataformas digitais), o referido apresentador, de forma muito deselegante e abusiva, em comportamento claramente misógino, utilizou o seu poder patronal e de figura notória no meio artístico e empresarial para repreendê-la, em público, não somente como profissional, mas, sobretudo – como se pode concluir -, por questão de gênero, rebaixando-a pelo fato de ser mulher, a qual, segundo expressou, deveria servir como simples objeto falante de decoração.” Protocolada em 11 de março, na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), onde o SBT é sediado, a ação citava a cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal, que ela havia conquistado em 2016, quando foi humilhada por Silvio Santos. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. O juiz criticou o tratamento de Silvio, “deixando claro que a sua contratação se deu pelo simples fato de ser mulher bonita”. Observou, ainda, que “não é a primeira vez que este Juízo se depara com situações semelhantes, envolvendo a mesma figura pública”. E criticou: “Essas condutas, já se disse alhures, não espelham aquilo que se espera em uma sociedade civilizada e que tem, como parâmetro constitucional fundamental, o respeito à igualdade de tratamento de gênero”. E acrescentou: “Em atuais dias sombrios de violência contra as mulheres, as palavras acima reproduzidas em nada contribuem para a pacificação dos ânimos de uma sociedade adoecida pelo preconceito e que vem, periodicamente, sendo incentivada, por outras pessoas de caráter duvidoso, à prática desse tipo de comportamento reprovável” O caso ainda cabe recurso. Veja abaixo a declaração de Sílvio Santos que motivou o processo após a demissão da jornalista.
Nick Jonas e Priyanka Chopra anunciam nascimento do primeiro filho
Nick Jonas, o mais novo dos Jonas Brothers, anunciou o nascimento de seu primeiro filho com a atriz Priyanka Chopra (“Matrix Resurrections”). Sem revelar o sexo ou o nome do bebê, o casal informou nesta sexta (21/1) que o bebê nasceu via barriga de aluguel. “Estamos muito felizes em confirmar que tivemos um bebê por barriga de aluguel”, diz uma nota postada nas redes sociais do casal. “Respeitosamente pedimos privacidade neste momento especial, enquanto focamos em nossa família. Muito obrigado”, completa o texto compartilhado pelos dois. O cantor e a atriz se conheceram em 2017, durante o tradicional baile de gala do Museu Metropolitano de Arte de Nova York, o Met Gala. Eles oficializaram o casamento em dezembro de 2018 em duas cerimônias, uma cristã nos Estados Unidos e outra hindu na Índia, onde Priyanka nasceu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nick Jonas (@nickjonas)
Demi Lovato faz funeral para seu passado pop
Demi Lovato resolveu estender à musica as mudanças radicais que tem manifestado em sua vida nos últimos meses. Depois de se assumir não binária e aparecer com os cabelos raspados e uma tatuagem na cabeça, Demi diz que agora faz rock. Para anunciar a notícia, compartilhou uma foto no Instagram em que aparece ao lado de seu empresário, Scooter Braun, produtores e equipe, fazendo um “funeral” para sua fase pop, gênero responsável pelo sucesso de sua carreira. “Um funeral para a minha música pop”, escreveu para acompanhar a imagem em que todos estavam vestindo roupas pretas. Para completar, apagou ou arquivou todas as fotos antigas de seu Instagram, deixando apenas as imagens que marcam sua nova fase. A partir de agora, veremos Demi Lovato cantando rock. Culpa do sucesso de Olivia Rodrigo? O fato é que cada vez mais artistas pop tem virado roqueiros nos últimos tempos. Até Avril Lavigne se lembrou que costumava fazer rock. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Demi Lovato (@ddlovato)
Louie Anderson (1953-2022)
O comediante Louie Anderson, que fez carreira no stand-up e estrelou a série “Baskets”, morreu nesta sexta-feira (21/1) em um hospital de Las Vegas de complicações de câncer. Ele tinha 68 anos. Louie Perry Anderson nasceu em uma família pobre de Minnesota com mais 10 irmãos e culpava o pai, um músico abusivo e fracassado que lutou contra o alcoolismo, pelos problemas da família, inclusive sua tendência de comer para enfrentar a depressão, que lhe rendeu problemas de peso por toda a vida. Ao mesmo tempo, idolatrava a mãe, que serviu de inspiração para seu papel em “Baskets”. Sua família e seu corpo enorme inspiraram suas primeiras piadas. E graças a sua capacidade de autodepreciação, começou a se destacar em competições de stand-up, até ser convidado a aparecer na TV no “The Tonight Show” em 1984. Poucos meses depois, foi escalado no especial “Young Comedians” da HBO – ao lado de Bob Saget e outros novatos da época. E no mesmo ano ainda figurou em seu primeiro filme, “Os Heróis Não Têm Idade”. Não demorou para Anderson deslanchar no cinema, aparecendo em produções famosas como “Curtindo a Vida Adoidado” (1986) e “Um Príncipe em Nova York” (1988), onde teve uma participação memorável, a convite de Eddie Murphy. Papel que, inclusive, ele reprisou na continuação lançada em 2021. O próprio Murphy contou em março de 2021, no programa “Jimmy Kimmel Live!”, como Anderson entrou em “Um Príncipe em Nova York”. Ele lembrou que a Paramount queria pelo menos um ator branco no elenco. “Todo o elenco era negro – e isso foi nos anos 1980 – então era tipo, ‘Nós temos que ter uma pessoa branca! Tem que haver uma pessoa branca no filme'”, Murphy explicou. “Então pensamos: ‘Quem é o cara branco mais engraçado por aí?’ Era Louie e com ele nós sabíamos que ficaríamos bem. Então, foi assim que Louie entrou no filme.” Ele ganhou sua primeira série em 1994. E foi curiosamente uma animação: “Life with Louie”, onde Anderson dublava sua versão criança e seu pai. A produção durou três temporadas, até 1998, e rendeu os primeiros dois Emmys para o ator. Com o sucesso do desenho, Anderson ganhou seu programa live-action, “The Louie Show”, em que interpretava um psicoterapeuta de Minnesota ao lado de Bryan Cranston (“Breaking Bad”) e Paul Feig (o diretor de “Missão Madrinha de Casamento”). Apesar desse elenco, a atração fracassou, durando apenas seis episódios. O tropeço prejudicou seus projetos televisivos. Ainda assim, ele encabeçou vários especiais de comédia ao longo dos anos e fez muitas participações especiais em séries de sucesso, como “O Toque de um Anjo”, “Ally McBeal”, “Chicago Hope” e “Scrubs”. A consagração televisiva veio tarde em sua trajetória, ao virar a mãe de um palhaço fracassado em 2016. Quando Zack Galifianakis começou a descrever a voz de Christine para os co-criadores de “Baskets”, Louis C.K. e Jonathan Krisel imediatamente pensaram em Anderson para assumir o papel. O ator se emocionou ao perceber que a personagem era igualzinha a sua mãe, que tinha morrido em 1990. Na série, Galifianakis vivia Chip Baskets, um palhaço clássico que se frustra ao tentar carreira em Paris e precisa voltar a viver com a mãe, contentando-se com um emprego de palhaço de rodeio. Anderson venceu o Emmy pela 1ª temporada da série e foi indicado mais duas vezes ao prêmio, ao longo das quatro temporadas da atração, exibida até 2019. Após o fim de “Baskets”, ele ainda apareceu em episódios de “Young Sheldon”, “No Activity”, teve um arco em “Search Party” e se despediu em dois capítulos de “Twenties”, em novembro passado. O ator também publicou livros confessionais, como “Dear Dad: Letters From an Adult Child” (1989), composto por uma coleção de cartas emocionalmente carregadas que escreveu para seu falecido pai, e “Hey Mom: Stories for My Mother, but You Can Read Them Too” (2018), em homenagem a sua mãe, ensinando ainda a sobreviver à família em “The F Word: How to Survive Your Family” (2002).












