Depoimento secreto pode encerrar caso de abuso de Roman Polanski dos anos 1970
Depois de anos recusando apelos de Roman Polanski, o Tribunal de Apelações da Califórnia, em Los Angeles, ordenou na quarta-feira (13/7) que o Tribunal Superior do Condado de Los Angeles revele testemunhos até então ocultos no famoso caso de abuso sexual cometido pelo cineasta francês nos anos 1970. O mais curioso é que a iniciativa não aconteceu por causa de Polanski, mas por pedido de jornalistas, que argumentaram que a lei estadual e o interesse público exigiam que o tribunal revelasse o testemunho do promotor original do caso, Roger Gunson. Polanski argumenta há décadas que só fugiu do país após o juiz original do caso ameaçar desconsiderar um acordo que ele fechou com Gunson. O combinado era ficar 48 dias preso em 1977, o que ele cumpriu. Mas após este período o juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Como parte do acordo, Polanski se declarou culpado de drogar e abusar de Samantha Geimer quando ela tinha 13 anos, durante uma sessão de fotos na casa de Jack Nicholson em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria. Por conta da falta de uma sentença final, o caso é considerado aberto até hoje, e a Justiça de Los Angeles fez nos últimos anos algumas tentativas de prender o diretor, em momentos em que ele se ausentou da França. Mas Polanski, que hoje tem 88 anos, tem tentado comprovar que a sentença foi cumprida e o caso não pode ser considerado aberto. O depoimento do promotor original, que foi tornado secreto, é considerada peça-chave para encerrar o processo judicial. Na época de seu testemunho, Gunson estava doente e temia-se que ele não sobrevivesse para testemunhar em qualquer julgamento final do caso. A defesa de Polanski acredita que suas declarações apoiam a afirmação de que o juiz original violou a lei e os padrões do tribunal ao abandonar o acordo judicial com o cineasta. Essa suspeita é reforçada pela recusa da procuradoria de tornar o depoimento público. A ordem do Tribunal de Apelações cita a necessidade de exame público das alegações de que os direitos de Polanski foram violados pelo tribunal antes e depois de ele fugir do país, já que o caso é mantido aberto há mais de quatro décadas. O Tribunal também argumentou que não há motivos para manter o depoimento secreto, já que não há preocupações de segurança nesse julgamento que possam exigir sigilo. Por coincidência ou não, um dia antes a Promotoria do Condado de Los Angeles anunciou que não se oporia mais à revelação do testemunho de Gunson. Em entrevista ao The Hollywod Reporter, o atual promotor George Gascón confessou ter visto “algumas irregularidades” no caso, começando com uma potencial “má conduta judicial” do juiz que inicialmente supervisionou o processo. Caso isso seja comprovado, o caso deverá ser dado como encerrado e Polanski poderá ser autorizado a retornar aos Estados Unidos sem temer ser preso no desembarque. Por sinal, é tudo o que deseja a verdadeira vítima dessa história. Em 2017, Samantha Gaimer publicou uma carta aberta pedindo que o depoimento do promotor fosse tornado público. Ela já se acertou com Polanski. Após o escândalo arrefecer, foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro – estimado em US$ 500 mil de indenização. Em 2013, Gaimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. Ela acusa os promotores de nunca terem pensado nela e estenderem o caso que afeta sua vida pessoal por anos para promoverem suas carreiras. Além disso, considera que o cineasta já foi punido o suficiente por ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria poder voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer numa prisão.
Cineasta de “Bela Vingança” vai escrever spin-off de “John Wick”
A cineasta Emerald Fennell, vencedora do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Bela Vingança”, vai escrever “Ballerina”, o spin-off de “John Wick”. Quem deu a notícia foi a atriz Ana de Armas, que estrelará e também produzirá o filme. Falando à revista, a atriz de “007 – Sem Tempo Para Morrer” contou que esteve “intimamente envolvida na busca da roteirista”. “Foi muito importante para mim contratar uma roteirista mulher, porque até aquele momento, quando me envolvi no projeto, era apenas o diretor, Len Wiseman, e outro cara”, comentou Armas sobre a ausência de mulheres no projeto. “E eu fiquei tipo, ‘Isso não vai funcionar.’ Então eu entrevistei, tipo, cinco ou seis escritoras. Contratamos a Emerald Fennell, do que eu estou muito orgulhosa.” Co-roteirista de “Parabellum”, Shay Hatten era o “outro cara”, que assinava a trama original do spin-off, antes da chegada de Fennell. A direção continua a cargo de Len Wiseman, que lançou a franquia “Anjos da Noite” em 2003, além de ter comandado “Duro de Matar 4.0” (2007) e o remake de “O Vingador do Futuro” (2010). A premissa do longa parte de um elemento visto apenas de relance em “John Wick 3: Parabellum”, lançado este ano. Quando o personagem de Keanu Reeves visita A Diretora (Anjelica Huston), a cena revela garotas sendo treinadas em artes marciais e balé. Uma dessas assassinas letais vai ancorar a trama de “Ballerina” – sim, é também a premissa das Viúvas Negras da Marvel e de vários animes. A produção também está a cargo do diretor Chad Stahelski e do astro Keanu Reeves, responsáveis pelo sucesso da saga principal. Paralelamente, o estúdio Lionsgate prepara um quarto filme de “John Wick” para 2023 e uma série focada no Hotel Continental, outro elemento importante do universo do personagem.
Stênio Garcia é arrancado à força de entrevista por sua mulher e grita “socorro”
O ator Stênio Garcia, de 90 anos, foi retirado à força de uma entrevista por sua esposa, Marilene Saade, de 54, e o vídeo viralizou com preocupações sobre a situação do artista. O momento aconteceu enquanto Garcia falava com a reportagem do programa “A Tarde É Sua”, da RedeTV! Interrompendo a entrevista para tapar a boca do ator com as mãos, Saade começou a falar alto e o arrancou à força do local. Segundo alegou, o marido poderia pegar covid, já que até o momento ainda não tinha contraído a doença. No vídeo, é possível ouvir Garcia gritar por “socorro”. Atônito, o repórter disse se tratar de “uma situação constrangedora”. Ao vivo nos estúdios da RedeTV!, Sonia Abrão e os demais integrantes do “A Tarde É Sua” não conseguiram esconder que ficaram chocados com a atitude da mulher. Apesar da desculpa usada para tirar o ator da entrevista, a própria Marilena Saade revelou que ele foi infectado pela covid-19, em declaração à revista Quem de abril do ano passado. Mesmo assim, os comentários se dividiram entre os que alertam contra a contaminação e os que se preocupam com abuso de idoso. Gente, a mulher do Stênio Garcia interrompendo a entrevista do nada e levando o homem arrastado. Tô passado! pic.twitter.com/oM08AanMJd — Thiago Pasqualotto (@thiago_p) July 13, 2022
Moção de Amber Heard para anular julgamento favorável a Johnny Depp é recusada
A juíza Penney Azcarate negou nesta quarta-feira (13/7) a moção de Amber Heard para anular o julgamento do processo de difamação de seu ex-marido, não encontrando motivos para anular o veredicto do júri em favor de Johnny Depp. Heard pediu ao tribunal para anular o veredicto e ordenar um novo julgamento após descobrir que um dos sete jurados não recebeu uma intimação. A equipe de Heard afirmou que a intimação do júri foi enviada a uma pessoa da mesma família que é 25 anos mais velha que o jurado que compareceu ao tribunal. Mas em sua decisão na quarta-feira, Azcarate rejeitou esse argumento, alegando que a equipe de Heard deveria ter levantado a objeção mais cedo e que não há evidências de fraude e nenhuma evidência de que o erro tenha influenciado o julgamento. “O réu não alega que a inclusão do jurado Quinze no júri a prejudicou de forma alguma”, escreveu o juiz. “O jurado foi examinado, participou de todo o processo, deliberou e chegou a um veredicto. A única evidência perante este Tribunal é que este jurado e todos os jurados seguiram seus juramentos, as instruções e ordens do Tribunal. Este tribunal está vinculado à decisão competente do júri.” O júri considerou que Heard difamou Depp ao aludir a alegações de violência doméstica contra ele em um editorial de dezembro de 2018. Eles condenaram a atriz a pagar US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 5 milhões em danos punitivos em favor Depp, mas o segundo montante foi reduzido para US$ 350 mil sob o limite legal permitido no estado da Virgínia. O júri também considerou Depp responsável por uma declaração difamatória sobre Heard, por meio de seu advogado, e concedeu a ela US$ 2 milhões. Assim, a atriz deve US$ 8,35 milhões para o ex-marido. Após ter a moção recusada, Heard deve apresentar um recurso formal, assim que o julgamento se tornar definitivo. O detalhe é que a juíza condicionou o recurso ao pagamento total dos US$ 8,35 milhões devidos como fiança, e a atriz afirma não ter esse dinheiro.
Stênio Garcia acredita que poderia evitar morte de Daniella Perez
A proximidade do lançamento da série documental sobre o assassinato de Daniella Perez fez o ator Stênio Garcia refletir sobre o crime num desabafo no Instagram. No comentário, ele confessou que se sente atormentado pela morte da atriz há 30 anos, acreditando que poderia evitado a tragédia. Na época, os dois trabalhavam juntos na novela “De Corpo e Alma”. “Até hoje isso me atordoa muito porque fiz o pai dela na ficção duas vezes”, ele escreveu. “No dia do crime, gravamos o dia todo e saímos juntos. Eu, que estava correndo para ir viajar, pedi que a Dani desse autógrafos para as crianças. Se eu pudesse imaginar, eu teria evitado”, escreveu o artista. Prestes a completar três décadas, o assassinato brutal será lembrado numa série documental de cinco episódios, com depoimentos doloridos da mãe da atriz, a autora Gloria Perez, do marido dela, Raul Gazolla, além de amigos – até Roberto Carlos! – e especialistas que estiveram envolvidos nas investigações. A morte brutal da estrela da Globo chocou o Brasil na época. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de punhal. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez” foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com Gazolla. A estreia está marcada para 21 de julho.
Criador de “Yu-Gi-Oh!” morreu por afogamento
Encontrado morto há uma semana no mar próximo da cidade de Nago, no Japão, Kazuki Takahashi teve a causa de sua morte revelada. Segundo a autópsia, o criador de “Yu-Gi-Oh!” morreu por afogamento. De acordo com a Guarda Costeira japonesa, ele vestia um equipamento de mergulho. A perícia também encontrou marcas de mordidas no corpo do autor, provenientes de tubarões e outros animais marinhos. A conclusão é que isso aconteceu depois de sua morte. O corpo de Takahashi, que tinha 60 anos, foi identificado após uma empresa de aluguel de carros ter acionado a polícia de Okinawa. Ela havia perdido contato com o artista, que tinha contratado os seus serviços e viajava sozinho pela região. Takahashi começou a desenhar mangás em 1982. Seu primeiro trabalho de destaque foi “Fighting Hawk”, publicado em 1990, e no ano seguinte criou “Tennenshokudanji Buray”, que durou dois volumes e foi publicado entre 1991 e 1992. Mas nenhum dos dois mangás o preparou para o fenômeno de “Yu-Gi-Oh!”, criado em 1996. Publicado de setembro de 1996 a março de 2004, o mangá contava a história de um menino chamado Yugi Mutou, que resolve um antigo enigma milenar e desperta um alter-ego dentro de seu corpo que passa a resolver conflitos usando vários jogos. O mangá foi adaptado em várias séries de anime. A primeira foi produzida pela Toei Animation em 1998, enquanto as demais foram desenvolvidas pela NAS, Gallop e Bridge. A mais lembrada é “Yu-Gi-Oh! Duel Monsters”, que teve cinco temporadas exibidas entre 2000 e 2004. A mais recente é “Yu-Gi-Oh! Go Rush!!”, lançada em abril passado. Além das séries, “Yu-Gi-Oh!” teve quatro longas animados e seu jogo de cartas entrou no Livro Guinness dos Recordes como o maior sucesso de sua categoria (trading card), com mais de 25 bilhões de cartas vendidas. Em 2015, Kazuki Takahashi recebeu o prêmio Inkpot da Comic-Con International pelas contribuições de sua carreira para os quadrinhos.
Ator de “Os Feiticeiros de Waverly Place” entra no OnlyFans
O ator Daniel Benson, que viveu Zeke Beakerman e contracenou com Selena Gomez na série “Os Feiticeiros de Waverly Place”, da Disney, anunciou ter aberto uma conta na plataforma de conteúdo adulto pago OnlyFans. “Agora sou ator, diretor, cinegrafista e distribuidor. A primeira coisa que fiz foi eliminar o departamento de guarda-roupa”, brincou ele, ao confirmar a notícia junto com uma foto em que aparece nu no Twitter. O perfil de Benson custa US$ 20 por mês e conta com a seguinte descrição para atrair os fãs: “Se você queria me ver pelado, [seu desejo] foi concedido”. O ex-Disney afirmou que usará dos holofotes a partir da divulgação dos conteúdos eróticos para apoiar organizações ligadas à comunidade LGBTQIAP+. “Usarei esse retorno para lutar e apoiar as comunidades LGBTQ que merecem muito mais neste país. Deixe um link para suas organizações favoritas abaixo”, postou ele em seu Twitter. Benson participou das quatro temporadas de “Os Feiticeiros de Waverly Place”, exibidas de 2007 a 2012 no Disney Channel. O ator também dubla o personagem recorrente Ethan em “Rick & Morty”, mas depois da série infantil não viu a carreira decolar. Seu último trabalho como ator foi na comédia indie “Killing Diaz”, lançada há quatro anos. Now I’m an actor, director, videographer, and distributor. First thing I did was eliminate the wardrobe department. 😄 pic.twitter.com/yHnjrmKHPL — Dan Benson (@_danbenson) July 12, 2022 I’ll be using this new found resurgence to fight for and support the LGBTQ communities that deserve so much better from this country. Drop a link to your favorite organizations below. pic.twitter.com/k6aj9tAMKf — Dan Benson (@_danbenson) July 2, 2022
Nádia Carvalho: Atriz da “Escolinha do Professor Raimundo” morre aos 67 anos
A comediante e dubladora Nádia Carvalho morreu na segunda-feira (11/7), aos 67 anos, dias depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ela interpretava a personagem Santinha Pureza na versão clássica do humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”, na Globo, além de ter dublado várias animações famosas. Filha do ator Rafael de Carvalho, ela veio do teatro de revista, tendo integrado vários espetáculos nos anos 1970, e começou a se destacar na TV na década seguinte, em participações no “Chico Anysio Show”. Nádia acabou acompanhando Chico Anysio na transformação do quadro “Escolinha do Professor Raimundo” em programa nos anos 1990. Sua personagem, Santinha Pureza, era abusada pelo marido, mas respondia a todos os questionamentos com o bordão “Mas eu gostcho!”. Na vida real, ela teve um relacionamento de seis anos com Nizo Neto, filho de Chico Anysio, que também trabalhou na “Escolinha” no papel de Ptolomeu. A artista fez participações em vários outros programas da Globo, incluindo duas versões do infantil “Sítio do Picapau Amarelo”, episódios do “Caso Verdade” e o humorístico “Zorra Total”. Além dos trabalhos como atriz, Nádia teve uma carreira bem-sucedida como dubladora. Entre suas dublagens mais marcantes, estão a Edna Moda de “Os Incríveis”, a avó do Sid de “A Era do Gelo” e a mãe do Dexter da série “O Laboratório de Dexter”. Além disso, deu voz à avó bruxa da série animada brasileira “Historietas Assombradas”, que virou filme em 2017.
“Succession” e HBO lideram indicações ao Emmy 2022. Confira a lista
A Academia de Artes e Ciências Televisivas dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (12/7) os indicados à seu prêmio anual, o Emmy Awards. A maior premiação da indústria americana de televisão e streaming consagrou vários favoritos do público, como “Stranger Things”, “Round 6” e “Euphoria”. Mas o campeão de indicações foi uma produção queridinha da crítica, o drama “Succession”, que atingiu 25 nomeações por sua 3ª temporada na HBO. Entre as comédias, a liderança ficou “Ted Lasso”, da Apple TV+, com 20 indicações, mesmo número que atingiu a minissérie mais lembrada, “The White Lotus”, da HBO Max. Outros destaques da seleção ficaram por conta das comédias “Hacks” e “Only Murders in the Building”, com 17 indicações, e o drama “Euphoria”, com 16. Além disso, quatro títulos empataram com 14 nomeações cada: “Barry”, “Dopesick”, “Ruptura” e “Round 6”. De forma notável, das produções citadas apenas “Round 6” foi lançada pela Netflix, maior plataforma de streaming do mundo. “Round 6”, por sinal, se tornou a primeira produção em língua não inglesa indicada na categoria de Melhor Série de Drama. Mas não foi a única indicação histórica do dia. Zendaya também entrou para a História como a mais jovem atriz a ser indicada duas vezes consecutivas em sua categoria, bem como a produtora mais jovem a concorrer por um prêmio de Melhor Série com “Euphoria”. A 74ª edição do Emmy também restabeleceu o reinado da HBO, com 140 indicações (incluindo produções da HBO Max), após ser superada pela Netflix no ano passado. Neste ano, a Netflix ficou longe, com 105. Menos até que a HBO tradicional (excluindo produções da HBO Max), que teve 108 nomeações. Quem também obteve bons resultados foram Hulu (Star+ no Brasil), com 58, e Apple TV+, com 51, crescendo significativamente em relação a anos anteriores. Apesar da quantidade de prêmios em disputa, séries de grande repercussão ficaram fora da lista, assim como estrelas de primeira grandeza, como Nicole Kidman e até Selena Gomez, uma das favoritas a Melhor Atriz de Comédia, que acabou esnobada apesar da inclusão de seus parceiros de “Only Murders in the Building”, Steven Martin e Martin Short, na categoria masculina. Também não houve espaço para o elenco de “Stranger Things”, apesar do desempenho elogiadíssimo de Sadie Sink. A série conseguiu 13 indicações, mas em categorias técnicas. Vale lembrar que a Parte 2 da 4ª temporada ficou para o Emmy 2023, já que a premiação só considera episódios que estrearam entre 1 de junho de 2021 e 31 de maio deste ano nos Estados Unidos. Por isso “The Boys” também não apareceu na lista. Confira abaixo a lista das principais indicações da premiação. Além destas, há muitas outras – como edição, fotografia, maquiagem, etc – , num total de 119 categorias, que levam o prêmio a ser dividido em três noites. As duas primeiras noites são dedicadas aos troféus técnicos e estão marcadas para 3 e 4 de setembro. Já os Emmys principais serão entregues no dia 12 de setembro, numa cerimônia de gala em Los Angeles, mas o endereço e o apresentador ainda não foram anunciados. Melhor Série de Drama “Better Call Saul” (AMC) “Euphoria” (HBO) “Ozark” (Netflix) “Severance” (Apple TV+) “Succession” (HBO) “Round 6” (Netflix) “Stranger Things” (Netflix) “Yellowjackets” (Showtime) Melhor Atriz em Série de Drama Jodie Comer, “Killing Eve” Laura Linney, “Ozark” Melanie Lynskey, “Yellowjackets” Sandra Oh, “Killing Eve” Reese Witherspoon, “The Morning Show” Zendaya, “Euphoria” Melhor Ator em Série de Drama Jason Bateman, “Ozark” Adam Scott, “Severance” Brian Cox, “Succession” Lee Jung-jae, “Round 6” Bob Odenkirk, “Better Call Saul” Jeremy Strong, “Succession” Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Patricia Arquette, “Severance” Julia Garner, “Ozark” Jung Ho-yeon, “Round 6” Christina Ricci, “Yellowjackets” Rhea Seehorn, “Better Call Saul” J. Smith-Cameron, “Succession” Sarah Snook, “Succession” Sydney Sweeney, “Euphoria” Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama Nicholas Braun, “Succession” Billy Crudup, “The Morning Show” Kieran Culkin, “Succession” Park Hae-soo, “Round 6” Matthew Macfadyen, “Succession” John Turturro, “Severance” Christopher Walken, “Severance” Oh Yeong-su, “Round 6” Melhor Direção em Série de Drama Jason Bateman, “Ozark” (Episódio A Hard Way To Go) Ben Stiller, “Ruptura” (Episódio The We We Are) Hwang Dong-hyuk, “Round 6” (Episódio Red Light, Green Light) Mark Mylod, “Succession” (Episódio All The Bells Say) Cathy Yan, “Succession” (Episódio The Disruption) Lorene Scafaria, “Succession” (Episódio Too Much Birthday) Karyn Kusama, “Yellowjackets” (Episódio Piloto) Melhor Roteiro em Série de Drama Thomas Schnauz, “Better Call Saul” (Episódio Plan And Execution) Chris Mundy, “Ozark” (Episódio A Hard Way To Go) Dan Erickson, “Ruptura” (Episódio The We We Are) Hwang Dong-hyuk, “Round 6” (Episódio One Lucky Day) Jesse Armstrong, “Succession” (Episódio All The Bells Say) Jonathan Lisco, Ashley Lyle e Bart Nickerson, “Yellowjackets” (Episódio F Sharp) Ashley Lyle e Bart Nickerson, “Yellowjackets” (Episódio Piloto) Melhor Série de Comédia “Abbott Elementary” (ABC) “Barry” (HBO) “Curb Your Enthusiasm” (HBO) “Hacks” (HBO) “Maravilhosa Sra. Maisel” (Amazon Prime Video) “Only Murders in the Building” (Hulu) “Ted Lasso” (Apple TV+) “What We Do in the Shadows” (FX) Melhor Atriz em Série de Comédia Rachel Brosnahan, “Maravilhosa Sra. Maisel” Quinta Brunson, “Abbott Elementary” Kaley Cuoco, “The Flight Attendant” Elle Fanning, “The Great” Issa Rae, “Insecure” Jean Smart, “Hacks” Melhor Ator em Série de Comédia Donald Glover, “Atlanta” Bill Hader, “Barry” Nicholas Hoult, “The Great” Steve Martin, “Only Murders in the Building” Martin Short, “Only Murders in the Building” Jason Sudeikis, “Ted Lasso” Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Alex Borstein, “The Marvelous Mrs. Maisel” Hannah Einbinder, “Hacks” Janelle James, “Abbott Elementary” Kate McKinnon, “Saturday Night Live” Sarah Niles, “Ted Lasso” Sheryl Lee Ralph, “Abbott Elementary” Juno Temple, “Ted Lasso” Hannah Waddingham, “Ted Lasso” Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Donald Glover, “Atlanta” Bill Hader, “Barry” Nicholas Hoult, “The Great” Steve Martin, “Only Murders in the Building” Martin Short, “Only Murders in the Building” Jason Sudeikis, “Ted Lasso” Melhor Direção em Série de Comédia Hiro Murai, “Atlanta” (Episódio New Jazz) Bill Hader, “Barry” (Episódio 710N) Lucia Aniello, “Hacks” (Episódio There Will Be Blood) Mary Lou Belli, “The Ms. Pat Show” (Episódio Baby Daddy Groundhog Day) Cherien Dabis, “Only Murders In The Building” (Episódio The Boy From 6B) Jamie Babbit, “Only Murders In The Building” (Episódio True Crime) MJ Delaney, “Ted Lasso” (Episódio No Weddings And A Funeral) Melhor Roteiro em Série de Comédia Quinta Brunson, “Abbott Elementary” (Episódio Piloto) Duffy Boudreau, “Barry” (Episódio 710N) Alec Berg e Bill Hader, “Barry” (Episódio starting now) Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky, “Hacks” (Episódio The One, The Only) Steve Martin e John Hoffman, “Only Murders In The Building” (Episódio True Crime) Jane Becker, “Ted Lasso” (Episódio No Weddings And A Funeral) Sarah Naftalis, “What We Do In The Shadows” (Episódio The Casino) Stefani Robinson, “What We Do In The Shadows” (Episódio The Wellness Center) Melhor Minissérie ou Série de Antologia “Dope Sick” “The Dropout” “Inventing Anna” “Pam and Tommy” “The White Lotus” Melhor Telefilme “Tico e Teco: Defensores da Lei” “Ray Donovan: The Movie” “Reno 911!: The Hunt For QAnon” “The Survivor” “Zoey’s Extraordinary Christmas” Melhor Atriz em Minissérie ou Antologia Toni Collette, “A Escada” Julia Garner, “Inventando Anna” Lily James, “Pam and Tommy” Sarah Paulson, “Impeachment: American Crime Story” Margaret Qualley, “Maid” Amanda Seyfried, “The Dropout” Melhor Ator em Minissérie ou Antologia Colin Firth, “The Staircase” Andrew Garfield, “Under the Banner of Heaven” Oscar Issac, “Scenes from a Marriage” Michael Keaton, “Dopesick” Himesh Patel, “Station Eleven” Sebastian Stan, “Pam and Tommy” Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Connie Britton, “The White Lotus” Jennifer Coolidge, “The White Lotus” Alexandra Daddario, “The White Lotus” Kaitlyn Dever, “Dopesick” Natasha Rothwell, “The White Lotus” Sydney Sweeney, “The White Lotus” Mare Winningham, “Dopesick” Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Murray Bartlett, “The White Lotus” Jake Lacy, “The White Lotus” Will Poulter, “Dopesick” Seth Rogen, “Pam & Tommy” Peter Sarsgaard, “Dopesick” Michael Stuhlbarg, “Dopesick” Steve Zahn, “The White Lotus” Melhor Direção em Minissérie ou Telefilme Danny Strong, “Dopesick” (Episódio The People vs. Purdue Pharma) Michael Showalter, “The Dropout” (Episódio Green Juice) Francesca Gregorini, “The Dropout” (Episódio Iron Sisters) John Wells, “Maid” (Episódio Sky Blue) Hiro Murai, “Estação Onze” (Episódio Wheel Of Fire) Mike White, “The White Lotus” Melhor Roteiro em Minissérie ou Telefilme Danny Strong, “Dopesick “(Episódio The People vs. Purdue Pharma) Elizabeth Meriwether, “The Dropout” (Episódio I’m In A Hurry) Sarah Burgess, “Impeachment: American Crime Story” (Episódio Man Handled) Molly Smith Metzler, “Maid” (Episódio Snaps) Patrick Somerville, “Estação Onze” (Unbroken Circle) Mike White, “The White Lotus” Melhor Animação “Arcane” (Episódio When These Walls Come Tumbling Down) “Bob’s Burgers” (Episódio Some Like It Bot Part 1: Eighth Grade Runner) “Rick And Morty” (Episódio Mort Dinner Rick Andre) “The Simpsons” (Episódio Pixelated And Afraid) “What If…?” (Episódio What If… Doctor Strange Lost His Heart Instead Of His Hands?) Melhor Programa de Variedade Pré-Gravado “Adele: One Night Only” “Dave Chappelle: The Closer” “Harry Potter 20th Anniversary: Return to Hogwarts” “Norm Macdonald: Nothing Special” “One Last Time: An Evening with Tony Bennett & Lady Gaga” Programa de Variedade Ao Vivo “The 64th Annual Grammy Awards” “Live In Front Of A Studio Audience: The Facts Of Life And Diff’rent Strokes” “Oscar” “The Pepsi Super Bowl LVI Halftime Show Starring Dr. Dre, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Eminem, Kendrick Lamar and 50 Cent” “The Tony Awards Present: Broadway’s Back!” Melhor Série de Esquetes “A Black Lady Sketch Show” “Saturday Night Live” Melhor Talk Show “The Daily Show with Trevor Noah” “Jimmy Kimmel Live!” “Last Week Tonight with John Oliver” “Late Night with Seth Meyers” “The Late Show with Stephen Colbert” Melhor Reality de Competição “The Amazing Race” “Lizzo’s Watch out for the Big Girls” “Nailed It” “Rupaul’s Drag Race” “Top Chef”
Escritora de “Um Lugar Bem Longe Daqui” é procurada pela polícia de Zâmbia
A escritora Delia Owens, autora do romance “Um Lugar Bem Longe Daqui” (Where the Crawdads Sing), base de um filme que estreia nesta semana nos EUA, está sendo procurada para interrogatório pelas autoridades de Zâmbia pelo assassinato de um homem em 1996. A revelação foi feita na segunda-feira (11/2) numa reportagem do editor-chefe da revista The Atlantic, Jeffrey Goldberg. Segundo a apuração, Delia e seu marido Mark Owens dedicaram-se à missão de salvar elefantes africanos de caçadores e funcionários corruptos nos anos 1990. Mas para isso, supostamente criaram, treinaram, equiparam e comandaram uma milícia local brutal, que fazia operações de estilo militar contra qualquer pessoa considerada ameaça à reserva que patrulhavam – cometendo tortura, sequestro e assassinato. Em 1996, uma equipe da ABC News filmava o casal para o programa de notícias “Turning Point” quando registrou um homem – que pode ter sido um caçador, embora sua identidade nunca tenha sido confirmada – sendo executado a tiros enquanto estava caído no chão. O atirador não foi registrado pela câmera. Em 2010, Goldberg já tinha escrito um artigo para a revista The New Yorker em que citava um dos cinegrafistas da ABC, que filmou o assassinato, dizendo que foi Mark Owens quem disparou os tiros fatais. Agora, ele acrescenta que um detetive encarregado da investigação concluiu que Owens, “com a ajuda de seus batedores, colocou o corpo da vítima em uma rede de carga, prendeu-o ao seu helicóptero e depois o jogou em uma lagoa próxima”. O corpo nunca foi encontrado e o ex-comissário da polícia nacional da Zâmbia, Graphael Musamba, disse que a investigação não foi adiante pela falta do cadáver: “A floresta é o lugar perfeito para se cometer assassinato… Os animais comem as evidências”. Embora nenhum dos Owens tenha sido formalmente acusado de crime, as autoridades da Zâmbia dizem que ambos são procurados para interrogatório não apenas pela morte registrada pelas câmeras, mas pela extensão de suas atividades durante seu tempo na África. De acordo com a reportagem, a polícia zambiana estaria mais interessada em falar com Mark Owens e o filho do casal, Chris – supostamente encarregado de treinar e disciplinar recrutas – , mas “também acredita que Delia Owens deveria ser interrogada como uma possível testemunha, co-conspiradora e cúmplice de crimes dolosos”. Até o momento, não houve manifestação dos representantes literários de Delia Owens, da produtora Hello Sunshine, de Reese Witherspoon (“Big Little Lies”), responsável pela adaptação de “Um Lugar Bem Longe Daqui”, e do estúdio Sony Pictures, que fará o lançamento do filme. O drama estrelado por Daisy Edgar-Jones (“Normal People”), que conta com música inédita de Taylor Swift, gira em torno de Kya, uma jovem que cresceu sozinha no brejo de uma cidadezinha e passou a ser tratada como se fosse um bicho. Só que é uma menina doce, que acaba atraindo o interesse de dois rapazes. Quando um deles aparece morto, ela passa a ser caçada pela polícia e precisa provar sua inocência diante de uma população que a odeia. O filme foi escrito por Lucy Alibar (indicada ao Oscar por “Indomável Sonhadora”), dirigido por Olivia Newman (“Minha Primeira Luta”) e só será lançado em 1 de setembro no Brasil, um mês e meio após a estreia nos EUA. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Delia Owens (@authordeliaowens)
Busi Lurayi: Atriz de “Como Acabar com o Natal” morre aos 36 anos
A sul-africana Busi Lurayi, que estrelou a série de comédia “Como Acabar com o Natal”, da Netflix, morreu aos 36 anos de idade. Sua agência emitiu um comunicado revelando que ela “faleceu repentinamente e foi declarada morta em sua residência no domingo (10/7) pela equipe médica. A razão de sua morte ainda é desconhecida, e aguardamos os resultados do relatório da autópsia”. A atriz viveu a personagem Tumi nas duas temporadas de “Como Acabar com o Natal”, lançadas em 2020 e 2021 pela plataforma de streaming. A 1ª temporada da produção sul-africana acompanhava um casamento grandioso, marcado para o Natal. Era a cerimônia dos sonhos de Beauty Sello (interpretada por Thando Thabe), que acaba virando uma catástrofe graças à chegada de sua irmã pródiga, Tumi, responsável por arruinar todo o planejamento. Já a 2ª temporada girou em torno de um funeral. Lurayi estreou nas telas em 2005, aos 19 anos de idade, no elenco da série de comédia “City Ses’la”, que ficou seis anos no ar e lhe rendeu dois prêmios da SAFTA (principal premiação de cinema e TV da África do Sul), como Melhor Coadjuvante em 2006 e Melhor Atriz em 2011. Aos 20 anos, emplacou uma participação num episódio da série americana “Plantão Médico” (E.R.) e no ano seguinte ela ainda se destacou na atração britânica “Wild at Heart” (2007), sobre uma família inglesa que se muda para a África do Sul para estabelecer um hospital para animais. Apesar dessas participações internacionais, Lurayi só foi se tornar mais conhecida do público mundial com “Como Acabar com o Natal”. Em um comunicado, a Netflix África do Sul lamentou sua morte: “Uma luz incrível se apagou na indústria de entretenimento sul-africana. Estamos profundamente tristes com o falecimento da premiada atriz dos palcos e da tela Busi Lurayi. Vamos nos agarrar às risadas, à beleza e aos momentos de alegria que ela nos trouxe.” Lembre abaixo o trailer de “Como Acabar com o Natal: O Casamento”.
Johnny Depp faz acordo para evitar julgamento por agressão
Johnny Depp chegou a um acordo provisório para resolver seu novo processo judicial, protocolado por um membro da equipe do filme “Cidade de Mentiras” (City of Lies, 2018) que o acusava de agressão no set. De acordo com documentos apresentados ao tribunal nesta segunda-feira (11/7), Depp negociou com o gerente de locação Greg “Rocky” Brooks a realização de condições não especificadas até o final de agosto. Embora não fale em dinheiro, isso está subentendido no texto. “O acordo de liquidação condiciona a extinção deste processo ao cumprimento satisfatório de termos especificados que devem ser cumpridos dentro do prazo de 45 dias a partir da data da assinatura”, diz o documento. “Um pedido de arquivamento do processo será apresentado até 05/01/2023”. O caso será reaberto se Depp não cumprir os termos não revelados. O julgamento do processo estava marcada para começar no dia 25 de julho, em Los Angeles. A revelação de detalhes da acusação poderia jogar nova luz sobre o comportamento do ator e interessava também à Amber Heard, que busca apelar de sua sentença, após perder um processo de difamação por sugerir ser vítima de violência doméstica durante seu casamento com o ator. Brooks abriu seu processo em junho de 2018, denunciando ter sido agredido fisicamente por Depp no set de filmagens de “Cidade de Mentiras” no dia 13 de abril de 2017, quando o astro estava filmando fora do Barclay Hotel, em Los Angeles (EUA). Segundo o denunciante, a produção tinha permissão para trabalhar até às 19h fora do hotel, e 22h dentro do estabelecimento. Trabalhando como gerente de locação, Brooks conseguiu permissão duas vezes para que as filmagens seguissem por mais tempo, já que Depp teve a ideia de dirigir uma versão maior da cena com dois amigos. Quando o relógio bateu 23h, o responsável pelo hotel pediu para que a produção fosse embora. Segundo relatou no processo, ele chegou ao diretor, Brad Furman, e deu a má notícia, recebendo como resposta: “Por que você não fala isso para o Johnny Depp?”. Brooks afirma que tentou convencer um policial que tomava conta da produção para ajudá-lo a dar a notícia ao ator, mas, antes de conseguir, o próprio Depp se aproximou dele gritando: “Quem é você? Você não tem o direito de me falar o que fazer”. Após explicar a situação, ele teria ouvido do ator: “Eu não importo quem você seja e você não pode me falar o que fazer”. Enquanto gritava, Depp teria desferido dois socos em Brooks. Ele também ofereceu US$ 100 mil para que ele o socasse de volta. Nos documentos do processo, Brooks também diz que Johnny Depp costumava usar drogas no set e estava bêbado durante a gravação – situação corroborada por uma testemunha ao site Page Six na ocasião. O integrante da equipe afirma que foi demitido três dias depois, por se negar a assinar um contrato que pedia para ele não entrar com um processo contra Depp. Além de Johnny Depp, ele também processou o diretor Brad Furman, a produtora Miriam Furman e a empresa Good Film Productions por demissão injusta. Furman chegou a afirmar na época que o incidente estava sendo exagerado. “Johnny Depp é um profissional consumado, grande colaborador e um defensor de outros artistas”, disse ele em um comunicado. “Ele sempre trata a equipe e as pessoas ao seu redor com o maior respeito. Filmes podem ser estressantes, e eventos não frequentes costumam ser exagerados. Nós todos amamos histórias — mas não há uma aqui.” Entretanto, essa história foi considerada suficiente para um processo. A publicidade negativa do episódio também levou ao cancelamento da estreia do filme dos cinemas. “Cidade das Mentiras” chegou no Brasil direto em VOD. No filme, Depp vivia Russell Poole, um detetive da polícia de Los Angeles que investigou o assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur nos anos 1990, e que acabou descobrindo o envolvimento de policiais corruptos nos crimes. O ator chegou a prestar um depoimento sobre o caso em 2019 e alegou que interveio após ver que Brooks estava ofendendo uma mulher idosa em situação de rua no set de filmagens. Esta versão da história foi confirmada pela supervisora de roteiro do filme, Emma Danoff, que disse ter testemunhado a briga, mas que Depp só confrontou Brooks depois que o gerente repreendeu uma mulher negra sem-teto com insultos raciais. “Ele imediatamente se levantou e foi até Brooks para defender a mulher”, disse Danoff. “O Sr. Depp disse ao Sr. Brooks: ‘Você não pode falar com ela assim. Você acha que ela é algo menos do que você? Quem você pensa que é? Como ousa?’.” Danoff também contestou a afirmação de Brooks de que Depp o socou, dizendo que tinha como provar que isso nunca aconteceu. Neste processo, Depp era representado pela advogada Camille Vasquez, que se tornou a integrante mais popular de sua equipe jurídica durante o processo de difamação contra Amber Heard.
Florence Pugh publica “manifesto” após comentários machistas sobre seus seios
A atriz Florence Pugh, intérprete de Yelena Belova, a nova Viúva Negra da Marvel, desafiou a política do Instagram referente à exposição de seios nus com a publicação de uma série de fotos num vestido rosa transparente da grife Valentino. “Tecnicamente, eles estão cobertos”, ela provocou, comentando as primeiras fotos, em que aparece posando para paparazzi em um desfile de moda em Roma, Itália, na semana passada. O que ela não esperava era receber uma avalanche de críticas machistas em relação ao tamanho e formato de seus seios. Os comentários foram rebatidos num segundo post, com mais fotos e closes no vestido transparente. E um textão e tanto. O que era para ser um momento de “sonho de princesa cor-de-rosa” acabou virando um verdadeiro manifesto. Leia a íntegra do texto da atriz abaixo. “Escutem, eu sabia que, ao usar aquele incrível vestido de Valentino, não teria como escapar de comentários. Fossem negativos ou positivos, sabíamos o que estávamos fazendo. Eu estava animada para usá-lo, nem um pouco nervosa. Nem antes, durante ou mesmo agora depois. O que acabou sendo interessante foi testemunhar como é fácil para os homens destruir totalmente o corpo de uma mulher, publicamente, com orgulho, para todos verem. Vocês fazem isso até com perfis de Instagram que descrevem seus cargos e publicam seus e-mails de trabalho… Não é a primeira vez e certamente não será a última que uma mulher vai ouvir comentários sobre que há de errado com seu corpo, dito por uma multidão de estranhos. O que é preocupante é como alguns homens podem ser vulgares. Felizmente, cheguei a um bom termo sobre as particularidades do meu corpo, que me fazem, eu, feliz com todas as ‘falhas’ que não suportava quando tinha 14 anos. Muitos de vocês quiseram me dizer agressivamente como estavam desapontados com meus ‘peitos pequenos’, ou como eu deveria ficar envergonhada por ser tão ‘peito chato’. Eu vivo no meu corpo há muito tempo. Tenho plena consciência do tamanho dos meus seios e não tenho problema com isso. O que é mais preocupante é…. Por que vocês têm tanto medo de seios? Pequenos? Grandes? Esquerdo? Direito? Apenas um? Talvez nenhum? Isto. É. Tão. Aterrador. Isso me faz pensar o que será que aconteceu com vocês para ficarem tão chateados com o tamanho dos meus seios e o meu corpo? Sou muito grata por ter crescido em uma casa com mulheres muito fortes, poderosas e cheias de curvas. Fomos criados para encontrar poder nas dobras do nosso corpo. Para falar alto sobre estar confortável. Sempre foi minha missão nesta indústria dizer ‘foda-se isso e fodam-se vocês’ sempre que alguém espera que meu corpo se transforme em um tópico para definir o que é quente ou sexualmente atraente. Eu usei aquele vestido porque eu sei disso. Se ser abusivo publicamente em relação às mulheres em 2022 é tão fácil para vocês, então a resposta é que vocês não sabem das coisas. Cresçam. Respeitem as pessoas. Respeitem seus corpos. Respeitem todas as mulheres. Respeitem todos os seres humanos. A vida vai ficar muito mais fácil, eu prometo. E tudo por causa de dois mamilos bonitinhos…” View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Florence Pugh (@florencepugh) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Florence Pugh (@florencepugh)












