Filmes online: Top 10 de estreias inclui O Tigre Branco e O Grande Ivan
“O Tigre Branco” e “O Grande Ivan” são os filmes que devem dominar as conversas, mas a semana é generosa em opções de qualidade para o cinema em casa. O drama indiano da Netflix adapta o best-seller homônimo de Aravind Adiga (“Selection Day”) sobre um motorista humilde que, após anos de submissão e abuso nas mãos dos mais ricos, começa a usar sua inteligência e astúcia para mudar seu status. Intérprete do “tigre” do título, Adarsh Gourav foi revelado em “Meu Nome é Khan” (2010) e é astro da série “Leila”, também disponibilizada pela Netflix, mas a artista mais famosa do elenco é Priyanka Chopra Jonas (“Quantico”), que vive sua patroa. A adaptação foi feita pelo cineasta Ramin Bahrani, filho de imigrantes iranianos, que nasceu e cresceu nos EUA, e já fez filmes como “A Qualquer Preço” (2012), “99 Casas” (2014) e o remake de “Fahrenheit 451” (2018) para a HBO – além de ter produzido o filme brasileiro “Sócrates” (2018). Mas é a superprodução da Disney, lançada diretamente em streaming, que emociona mais. Baseado no livro infantil de Katherine Applegate, “O Grande Ivan” é um híbrido de animação realista de animais falantes e live-action com atores de verdade, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas da trama. A história acompanha um gorila chamado Ivan, que vive conformado em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente e animais domésticos, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a criança do cativeiro. Detalhe: a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. Encontrar um final feliz para essa história triste foi uma missão digna dos esforços da Disney. Entre a seleção do Top 10 semanal, vale prestar atenção ainda em “A História Pessoal de David Copperfield”, adaptação da obra-prima do escritor Charles Dickens, que segue o personagem-título desde infância miserável à vida de escritor britânico do século 19. Diferente de outras adaptações, o diretor Armando Iannucci (criador da série “Veep”) privilegia situações de comédia e fantasia sobre o melodrama tradicional, trazendo Dev Patel (“Lion”) no papel-título e diversos coadjuvantes famosos, como Hugh Laurie (“House”) e Tilda Swinton (“Suspiria”). O filme venceu cinco prêmios BIFA (troféu do cinema independente britânico). Já a maior surpresa fica por conta de “Um Caso de Detetive”, comédia estrelada por Adam Brody (“Shazam”), que se transforma num drama noir no decorrer de sua trama. Escrito e dirigido pelo estreante Evan Morgan, o filme conta a história de Abe Applebaum, um adulto desiludido que fez sucesso como detetive mirim quando era criança e se vê até hoje, aos 32 anos, sendo contratado para resolver mistérios bobinhos. Tudo muda quando uma jovem (Sophie Nélisse, de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”) o procura com o primeiro caso “adulto” de sua carreira: o assassinato de seu namorado, morto de forma violenta com 17 facadas. Mas ao partir para resolver o mistério, ele adentra um mundo muito mais perigoso que imagina. O Top 10 da semana ainda inclui o terror sul-coreano “Invasão Zumbi 2: Península”, que não repete o mesmo impacto do filme original, e outros títulos de fora de Hollywood, como o suspense alemão “O Caso Collini” e a comédia israelense “Tel Aviv em Chamas”, perfeitos para quem busca entretenimento de qualidade. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias dos 10 melhores filmes disponibilizados para streaming nesta semana. O Grande Ivan | EUA | 2020 (Disney+) O Tigre Branco | Índia, EUA | 2021 (Netflix) A História Pessoal de David Copperfield | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Caso de Detetive | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play) Guerra de Algodão | Brasil | 2018 (Netflix) How to Build a Girl | Reino Unido | 2019 (Apple TV, Vivo Play) Professor | EUA | 2019 (Apple TV, Looke) O Caso Collini | Alemanha | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Invasão Zumbi 2: Península | Coreia do Sul | 2020 (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Tel Aviv em Chamas | Luxemburgo, Israel, França | 2018 (Looke, NOW, Vivo Play)
Series online: Especial de Euphoria é destaque entre as estreias da semana
O segundo capítulo especial de “Euphoria” é o destaque entre o conteúdo online de séries desta semana. Embora a exibição esteja marcada para domingo (24/1) na TV, a atração já chega à HBO Go às 23h desta sexta (22/1). A estreia acontece um dia após a divulgação do clipe de sua trilha sonora, “Los Vas a Olvidar”, primeira música em espanhol de Billie Eilish, cantada em parceria com a espanhola Rosalía. Focado na personagem Jules, da atriz Hunter Schafer, o capítulo estendido se passa durante o feriado do fim de ano, enquanto ela reflete sobre tudo o que lhe aconteceu. Além de atuar, Schafer é creditada como co-produtora executiva e co-roteirista da trama, em parceria com Sam Levinson, criador da série. A produção complementa a história do primeiro especial, que seguiu Rue (Zendaya) durante o mesmo fim de semana, após as duas se separarem no final da 1ª temporada da série. Os dois capítulos foram gravados no auge da pandemia, observando as diretrizes de precaução contra a covid-19, e contam com poucos coadjuvantes. Os diversos serviços digitais disponíveis no Brasil também recebem muitas atrações novas. Vale destacar “Losing Alice”, thriller sexual israelense estrelada por Ayelet Zurer (a mãe biológica de Superman no filme “Homem de Aço” e a Vanessa da série “Demolidor”) na Apple TV+. Ela vive a Alice do título, uma cineasta de cerca de 50 anos que entrou em decadência após constituir família. Mas um encontro casual a aproxima de uma bela e jovem roteirista (Lihi Kornowski, de “The Burglar”), que é autora de uma história que pode recuperar sua carreira. O envolvimento vira obsessão sexual, ao mesmo tempo em que Alice começa a descobrir segredos sinistros da garota – como o fato de seu roteiro sombrio ser mais relato de fatos que ficção. A Apple ainda disponibiliza a série de comédia “Little America”, uma antologia focada em histórias de imigrantes, criada pelo casal Kumail Nanjiani (o Dinesh de “Silicon Valley”) e Emily V. Gordon, indicados ao Oscar 2018 pelo roteiro “Doentes de Amor”. E outra estreia adulta vem pela Globoplay: “Por que as Mulheres Matam”, nova dramédia criminal de Marc Cherry, o criador de “Desperate Housewives”. Por falar em séries criminais, a Globoplay também traz “Carcereiros: A Noite Sem Fim”, versão ampliada de “Carcereiros: O Filme”, que ganhou novas cenas para servir como 3ª e última temporada da série presidiária brasileira. Para quem só tem Netflix, a opção é “Fate: A Saga Winx”, adaptação live-action do desenho animado italiano “O Clube das Winx”, criado por Iginio Straffi em 2004. A série mediana acompanha a jornada de cinco fadas adolescentes em Alfea, um internato mágico que fica em Outro Mundo – literalmente, Outro Mundo é o nome do lugar – e segue basicamente a mesma premissa sobrenatural adolescente de outras séries do gênero que a Netflix adora cancelar sem concluir. “A Ordem”, vítima recente desta tendência, era bem melhor. O Top 10 semanal reserva ainda boas atrações para as crianças, como “Sessão Pipoca com a Pixar”, antologia de curtas com personagens dos filmes animados da Pixar (“Toy Story”, “Procurando Dory”, “Carros”, “Viva – A Vida É uma Festa” e até o recém-lançado “Soul”), além do novo programa dos Muppets, “Agora Muppets”, e a 2ª temporada de “Jurassic World: Acampamento Jurássico”. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias das 10 melhores séries disponibilizadas para streaming nesta semana. Euphoria | EUA | Especial (HBO Go) Losing Alice | Israel | 1ª Temporada (Apple TV+) Little America | EUA | 1ª Temporada (Apple TV+) Por que as Mulheres Matam | EUA | 1ª Temporada (Globoplay) Fate: A Saga Winx | Itália, Reino Unido | 1ª Temporada (Netflix) Sessão Pipoca com a Pixar | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Agora Muppets | EUA | 2ª Temporada (Disney+) Jurassic World: Acampamento Jurássico | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Dix pour Cent | França | 4ª Temporada (Netflix) Carcereiros: A Noite sem Fim | Brasil | 3ª Temporada (Globoplay)
Sony anuncia nova leva de adiamentos nos cinemas
Como esperado, os estúdios de Hollywood sem estratégia alternativa digital começaram a adiar seus próximos lançamentos de cinema, após a MGM mudar a estreia de “007 – Sem Tempo para Morrer” para o fim do ano. A Sony anunciou várias mudanças, mas manteve o otimismo – talvez exagerado – com algumas relocações. A nova versão musical de “Cinderela”, estrelada por Camila Cabello, é uma delas. O filme trocou fevereiro pelo meio de julho. Vai competir, no dia 15, com a continuação de “Space Jam”, da Warner. Como os títulos da Warner são lançados simultaneamente na HBO Max, a Sony pode estar apostando no sucesso do streaming do estúdio rival. “Pedro Coelho 2: O Fugitivo” também está trocando uma Páscoa em abril por uma estreia em 11 de junho, quando será o único lançamento previsto. Já “Ghostbusters: Mais Além”, continuação de “Os Caça-Fantasmas 2” (1986), trocou o mês de junho por novembro. No dia 11, também será a única grande estreia da semana. Todos esses filmes já tinham sido adiados antes, alguns mais de uma vez. A novidade fica por conta da adaptação do game “Uncharted”, que terminou de ser filmada em outubro passado. Previsto para metade deste ano, o longa estrelado por Tom Holland (o Homem-Aranha) sofreu seu primeiro adiamento e agora só vai estrear em 2022, no mês de fevereiro. As mudanças não devem parar nisso. A nova data de “007 – Sem Tempo para Morrer” é a mesma de “Morbius”, título do universo do Homem-Aranha, que é uma grande aposta do estúdio. Não será surpresa se a Sony apresentar novas alterações em breve. Por sinal, após a Sony, também são esperadas iniciativas similares de outros estúdios. Graças a sua estratégia de lançamentos simultâneos em streaming, a Warner pode se dar ao luxo de manter seu cronograma atual, assim como a Universal, que lança seus títulos em PVOD (aluguel digital premium) após três fins de semana de exibição nos cinemas. Mas há muita expectativa em relação aos planos dos demais, especialmente da Disney, que já postergou algumas estreias até três vezes e encaminhou títulos como “Mulan” e “Soul” diretamente para sua plataforma Disney+ (Disney Plus). Com as alterações já anunciadas, “King’s Man: A Origem” é um dos poucos lançamentos de grande estúdio previstos para o primeiro trimestre do ano – em 12 de março nos EUA. A produção é da Disney.
007 – Sem Tempo para Morrer sofre novo adiamento
A MGM e a Universal oficializaram um novo adiamento de “007 – Sem Tempo para Morrer”, 25º filme da franquia James Bond, em meio à pandemia em curso e ao fechamento generalizado de cinemas em muitos dos principais mercados do mundo. A nova data de estreia agora é 8 de outubro. Este é o terceiro adiamento do longa-metragem, que tinha previsão original de estreia entre março e abril, algumas semanas antes de os cinemas serem fechados por causa do coronavírus. Os estúdios acharam que a pandemia não seria tão duradoura e “007 – Sem Tempo para Morrer” foi inicialmente atrasado em apenas sete meses, tornando-se o primeiro grande lançamento de cinema afetado pela pandemia. Só que em outubro, véspera da estreia, a MGM caiu em si e optou por um segundo adiamento, desta vez para abril de 2021. A nova mudança deve servir de deixa para outros estúdios mexerem novamente em seus cronogramas. O primeiro semestre já é considerado perdido por Hollywood e há poucas esperanças de lançamentos durante o verão (entre junho e agosto). Como demonstra a nova data do filme de James Bond, as expectativas estão se concentrando no fim do ano, apostando numa cobertura eficaz das vacinas anti-covid até lá. As novas mutações do vírus, porém, podem atrapalhar até estes planos.
Michelle Pfeiffer viverá Betty Ford em série sobre Primeiras-Damas dos EUA
O canal pago americano Showtime adicionou mais uma estrela de primeiro classe à “The First Lady”, série dedicada às Primeiras-Damas dos EUA. A atriz Michelle Pfeiffer (“Vingadores: Ultimato”) interpretará Betty Ford na série, que também trará Viola Davis (“As Viúvas”) como Michelle Obama. A produção desenvolvida pelo roteirista Aaron Cooley (“Melhor. Pior. Finde. De. Todos.”) ainda definiu a cineasta dinamarquesa Susanne Bier, que já venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (por “Em um Mundo Melhor”) e o Emmy (pela minissérie “The Night Manager”), como responsável pela direção e produção dos episódios. “Michelle Pfeiffer e Susanne Bier se juntaram à brilhante e incomparável Viola Davis para trazer as histórias notáveis dessas mulheres com um foco urgente, envolvente e há muito esperado”, disse Amy Israel, vice-presidente de programação roteirizada da Showtime. “Michelle traz autenticidade, vulnerabilidade e complexidade a todos os seus papéis, e Susanne é uma diretora visionária que comanda a tela com uma honestidade feroz e um estilo visual singular. Com esses artistas formidáveis na frente e atrás das câmeras, não poderíamos estar mais emocionados – especialmente neste momento único para a nossa nação – com a poderosa promessa de ‘First Lady'”, completou. “First Lady” se concentrará em três das mais famosas Primeiras-Damas do país, Michelle Obama, Betty Ford e Eleanor Roosevelt, e nos papéis que desempenharam na formulação de decisões impactantes, sendo responsáveis por grandes transformações durante suas passagens pela Casa Branca. Betty Ford foi Primeira-Dama de 1974 a 1977 durante a presidência de Gerald Ford. Ela teve um papel ativo na política social e foi uma das primeiras-damas mais abertas e politicamente ativas da história. Ela também aumentou a conscientização sobre o vício e o abuso de substâncias ilícitas, ao tornar público seu próprio alcoolismo. Sua relação com esse tema se estendeu à fundação de um famoso centro de tratamento de vícios que leva seu nome. O papel será a primeira participação regular de Michelle Pfeiffer numa série desde o início de sua carreira – ela estreou na série “Delta House”, em 1979.
Billie Eilish e Rosalía lançam clipe da parceria na trilha da série Euphoria
Após conquistar o Grammy e gravar o tema do próximo filme de 007, Billie Eilish lançou sua primeira canção em espanhol. A balada eletrônica “Los Vas a Olvidar” é uma parceria com a espanhola Rosalía e ganhou um clipe atmosférico do diretor Nabil Elderkin (de “Don’t Start Now”, da Dua Lipa), em que as estrelas surgem em um cenário escuro, com enfeites de cristal nas unhas – uma característica de Rosalía compartilhada agora pela americana. A faixa com tom melancólico e letra em espanhol faz parte da trilha do segundo especial da série “Euphoria”, que tem estreia marcada para domingo (24/1) no canal pago HBO – mas que já chega nesta sexta (22/1) no streaming da HBO Go.
Weezer lança clipe analógico sobre vício em tecnologia digital
A banda Weezer divulgou o clipe de “All My Favorite Songs”, primeira música extraída de seu próximo álbum, “Ok Human”. Explorando o vício em tecnologia digital e a desconexão humana, o vídeo acompanha um casal que se conhece online, mas se arrisca a fazer contato real, viajando por computadores e celulares para o mundo exterior (que existe fora de seus quartos), até encontrar a banda. Mas logo a dupla volta a perder conexão com a realidade para se reconectar a seus celulares. O final mostra um possível final feliz, quando o rapaz (Sonny Golden, visto em “Modern Family”) acrescenta a jovem (Monroe Cline, vista em “A Festa de Formatura”) como amiga em suas redes sociais. O detalhe é que, apesar do tema digital, à exceção de cenas que focam redes sociais, o clipe foi dirigido de forma analógica, com truques práticos, pelo diretor Colin Read (que antes gravou “Man of War”, do Radiohead). A opção reflete a produção do novo disco da banda. “Um álbum feito por alguns humanos, só com tecnologias analógicas (incluindo uma orquestra de 38 pessoas) para todos os humanos consumirem”, descreveu a banda. “Ok Human” será lançado em 29 de janeiro.
Lula e Fernando Morais pegam covid-19 em viagem a Cuba para documentário de Oliver Stone
O ex-presidente Lula e o escritor Fernando Morais (“Wasp Network: Rede de Espiões”) foram diagnosticados com covid-19 no dia 26 de dezembro em Cuba. Lula foi ao país caribenho participar de um documentário de Oliver Stone (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”), e precisou passar 14 dias da viagem em quarentena. Já Morais chegou a ser internado num hospital. Os dois estão curados e desembarcaram no Brasil na quarta-feira (20/1), junto com os acompanhantes, que também passaram por confinamento. Três dias antes de embarcar, Lula, Morais e a comitiva, formada por mais sete pessoas, fizeram exames de RT-PCR, em que a coleta é feita com cotonete pelo nariz. Deu negativo. Um dia depois da chegada, todo o grupo repetiu o teste, que voltou a dar negativo. Mas Cuba exige que o exame seja refeito depois de cinco dias, pois existe a possibilidade de o RT-PCR não detectar o vírus logo depois da infecção, devido ao período de incubação. Foi então que se descobriu que, dos nove viajantes, oito estavam contaminados: Lula, a noiva dele, Rosangela da Silva, Fernando Morais, o fotógrafo Ricardo Stuckert e mais quatro assessores. A conclusão da investigação epidemiológica foi de que eles contraíram o vírus durante o deslocamento da viagem, em aeroportos ou no avião. O petista voou em um jato alugado pela produção do documentário. Depois do diagnóstico, Lula fez uma tomografia que acusou que ele tinha lesões pulmonares compatíveis com covid-19. Sem sintomas, ele foi encaminhado para uma casa com os outros que testaram positivo. Apenas Fernando Morais foi para o hospital. A evolução da doença foi acompanhada, no Brasil, pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da saúde, médico formado pela Universidade de Campinas (Unicamp) e especializado em infectologia pela USP. que conversava quase todos os dias com Lula e com os médicos que acompanhavam o grupo, tomando ciência dos medicamentos receitados – e que integram os protocolos desenvolvidos por Cuba (que são diferentes dos brasileiros). Nesta quinta (21/1), Lula divulgou um comunicado, que foi publicado em seu Instagram oficial, em que agradece a “dedicação dos profissionais de saúde e do sistema de saúde pública cubano”. “Jamais esqueceremos a solidariedade cubana e o compromisso com a ciência de seus profissionais. Sentimos na pele a importância de um sistema público de saúde que adota um protocolo unificado, inspirado na ciência e nas diretrizes da OMS. E quero estender as minhas saudações a todos os profissionais de saúde que se esforçam para fazer o mesmo aqui no Brasil, apesar da irresponsabilidade do presidente da República e do ministro da Saúde”, ele acrescentou. Lula também disse que volta de Cuba com uma única certeza: somente a vacinação da humanidade pode livrá-la do coronavírus. “Parabéns a todos que trabalham no sistema de saúde brasileiro, que estão cuidando com muito sacrifício do nosso povo. E a todos os pesquisadores dos institutos Butantan e Fiocruz, que trabalharam no desenvolvimento destas vacinas. Elas representam nossa única saída nessa pandemia que vitimou milhares de brasileiros”. “Estou preparado pra tomar a vacina, assim que tivermos vacina para todos. Sigo esperando minha vez na fila, com o braço à disposição para tomar assim que puder. E enquanto todos não se vacinam, vou continuar com máscara, evitando aglomerações e passando muito álcool gel”, acrescentou. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial)
HBO desenvolve segunda série derivada de Game of Thrones
A HBO está desenvolvendo “Tales of Dunk and Egg”, que pode se tornar sua segunda série derivada de “Game of Thrones”. O projeto é baseado numa coleção de três livros curtos de George R.R. Martin, passados no mesmo universo de “Game of Thrones”. Curiosamente, o próprio Martin sugeriu essa história quando a HBO começou a considerar derivados de sua atração principal. Isto foi antes da 6ª temporada de “Game of Thrones”, em 2016. “São tramas mais leves que ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, e mais no reino da ação/aventura”, chegou a dizer Martin há cinco anos, indicando, inclusive, que funcionariam melhor como três telefilmes independentes do que como uma série, pela curta duração de cada história. Os três volumes contam a saga de Sor Duncan, o Alto, e seu escudeiro, conhecido como Egg, um menino que na verdade é Aegon Targaryen, futuro rei de Westeros e bisavô de Daenerys. Trata-se de uma história mais próxima da época original de “Game of Thrones” que o primeiro spin-off, “House of the Dragon”, atualmente em produção – e que se situa três séculos antes do nascimento de Daenerys. Por enquanto, o projeto está em fase muito inicial e, segundo apuraram as principais publicações de entretenimento dos EUA, nenhum roteirista ainda foi confirmado para a adaptação. Vale lembrar que a HBO já chegou a encomendar um piloto de spin-off de “Game of Thrones” que não deu em nada, apesar de ter sido completamente gravado a custos elevados. Era uma história original, escrita por Jane Goldman (“Kingsman”) e estrelada por Naomi Watts (“Diana”). Depois disso, o canal encomendou “House of the Dragon” sem realizar um novo piloto. Esta série, que vai acompanhar a complicada família Targaryen e o período em que uma guerra civil dividiu os ancestrais de Daenerys, tem estreia prevista para 2022.
Nathalie Delon (1941 – 2021)
A atriz francesa Nathalie Delon, que foi casada com o astro Alain Delon, morreu de câncer nesta quinta-feira (21/1) em Paris, aos 79 anos. Segundo o filho, ela faleceu pela manhã, cercada por seus familiares. De origem espanhola, a estrela nasceu no Marrocos, quando o país africano era uma colônia francesa, e seu nome verdadeiro era Francine Canovas. Chegou a Paris em 1962 após separar-se de seu primeiro marido, Guy Barthélémy, com quem teve uma filha. Mas ela não ficou muito tempo sozinha. Aos 21 anos, seus olhos verdes chamaram atenção de Alain Delon em uma discoteca parisiense. Na época, ele era noivo de Romy Schneider, uma das atrizes europeias mais famosas e lindas dos anos 1960. Em 1964, dois anos depois do primeiro encontro, ela se casou em segredo com Delon. Mas o relacionamento só foi assumido no cinema após mais três anos, quando contracenaram juntos no clássico thriller criminal “O Samurai” (1967). Em sua estreia, Nathalie chamou tanta atenção que passou a receber muitos convites para continuar a carreira. Ela assumiu os papéis principais de “Lição Particular… de Amor” (1968), “As Duas Irmãs” (1969), “A Mão” (1969) e só voltou a trabalhar com o marido após o divórcio, na comédia “Eu Te Amo, Nathalie” (1971). Nathalie também estrelou as superproduções internacionais “Quando 8 Sinos Tocam” (1971), ao lado de Anthony Hopkins, e “Barba Azul” (1972), estrelada por Richard Burton e por algumas das maiores beldades da época, como Rachel Welch, Virna Lisi e ela própria. Mas aos poucos entrou numa rotina de coadjuvante, em filmes como “A Inglesa Romântica” (1975), de Joseph Losey, e “A Mulher Fiel” (1976), de Roger Vadim, que abriram caminho para produções B e uma mudança radical de rumos. Nos anos 1980, após 30 filmes, ela se cansou de pequenos papéis e se reinventou como cineasta, escrevendo e dirigindo dois filmes, “Ils Appellent ça un Accident” (1982) e “Doces Mentiras” (1986). Este último foi uma coprodução americana estrelada por Treat Williams e Joanna Pacula. O primeiro filme que ela dirigiu também marcou um dos seus últimos trabalhos como atriz. Após a obra de 1982, ela só voltou a atuar nos anos 2000, encerrando a carreira em “Mensch” (2009) ao lado do filho, Anthony Delon. O filho em comum manteve os Delons próximos. “Nos víamos com frequência. Fazia parte da sua vida e ela da minha. Estivemos juntos no Natal. Tiramos fotos, as últimas”, disse Alain Delon nesta quinta-feira à agência AFP.
Superman & Lois ganha primeiro trailer sombrio
A rede americana The CW divulgou o primeiro trailer de sua nova série de super-heróis “Superman & Lois”. A prévia é completamente diferente do esperado, com um tom sombrio, mais próximo do filme “O Homem de Aço” que das séries do Arrowverso, apesar do vídeo destacar que a atração é dos mesmos produtores de “The Flash”. Criada por Todd Helbing (produtor executivo de “The Flash”) e pelo arquiteto do Arrowverso, Greg Berlanti, a série encontra Clark Kent e Lois Lane numa fase que ainda não tinha sido retratada em live-action, muitos anos após seu casamento e com filhos já adolescentes. Após perderem os empregos no Planeta Diário, eles também não moram mais em Metrópolis, ocupando a antiga fazenda Kent em Smallville. Mas mantém a identidade heroica de Clark em segredo dos filhos. O vídeo mostra o momento em que Clark revela ser o Superman para os filhos incrédulos. Além de Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch nos papéis principais (que eles já viveram em “Supergirl”), o elenco destaca Jordan Elass como Jonathan e Alexander Garfin como Jordan Kent, os filhos adolescentes do casal. Elsass, que já atuou em diversos videoclipes e na série “Little Fires Everywhere”, na Hulu, tem 20 anos. Já Garfin, que é mais reconhecido por seu trabalho como dublador, tendo interpretado Linus em “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme” (2015), tem 15 anos. A série ainda traz Dylan Walsh (que estrelou “Nip/Tuck” e atualmente está em “Blue Bloods”) como o pai de Lois, o general Samuel Lane (interpretado por Glenn Morshower na 1ª temporada de “Supergirl”), Emmanuelle Chriqui (“The Passage”) como Lana Lang e Erik Valdez (de “Graceland” – ou “Segredos do Paraíso” na TV aberta) como seu marido, Kyle Cushing. “Superman & Lois” vai estrear com um episódio expandido, de 90 minutos de duração – a duração de episódio duplo – e ainda será acompanhada pela exibição de um especial adicional na noite de 23 de fevereiro nos EUA. No Brasil, a série pode seguir “Batwoman” e ser lançada na HBO. Mas dependendo da velocidade de implementação, também pode aparecer diretamente na HBO Max nacional. Na terça (19/1), a WarnerMedia contratou Luis Duran para comandar a chegada do serviço à América Latina, o que deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano.
Disney+ lança nova série com personagens famosos da Pixar
A plataforma Disney+ (Disney Plus) divulgou o pôster e o trailer de uma nova atração da Pixar, que já estreia nesta sexta (22/1). O vídeo, em versões dublada e legendada em português, revela aventuras inéditas de personagens adorados dos longas de animação do estúdio, como Buzz Lightyear, Zezé (Jack Jack, no original), Dory e até Joe, do recente “Soul”. Batizada em português de “Sessão Pipoca com a Pixar” (Pixar Popcorn, em inglês), a série é uma antologia de curtas derivados de alguns dos filmes mais famosos da Pixar. A atração vai reunir ao todo 10 curtas com personagens de “Toy Story”, “Os Incríveis”, “Procurando Dory”, “Viva – A Vida É uma Festa”, “Carros” e o citado “Soul”. As obras são descritas como “pequenas histórias criadas pelos talentosos animadores da Pixar Animation Studios”, de acordo com um comunicado à imprensa, e embora pareçam mais curtas que o formato tradicional dos trabalhos do estúdio no gênero, devem agradar em cheio aos fãs das produções originais.
Trailer da volta de The Walking Dead explora tensão entre Negan e Maggie
A produtora Skybound divulgou o primeiro trailer de “The Walking Dead”, que mostra cenas da terceira parte da 10ª temporada. A prévia acompanha os personagens principais, mas destaca o clima tenso criado pela volta Maggie (Lauren Cohan) e seu questionamento da nova situação de Negan (Jeffrey Dean Morgan), que passou a viver livremente em Alexandria após ter matado Alpha (Samantha Morton). Mas Maggie lembra que ele também matou seu marido, Glenn (Steven Yeun). Os novos episódios, inclusive, aprofundarão o passado de Negan, permitindo conhecer melhor as motivações do personagem polêmico. Uma das cenas mostra o visual de peruca esverdeada de Hilarie Burton (“Lances da Vida/One Tree Hill”), que vai estrear em flashbacks como Lucille, a esposa de Negan. Burton e o intérprete do vilão também são casados na vida real. Outras cenas que merecem atenção abordam o encontro do grupo de Ezekiel (Khary Payton) e Eugene (Josh McDermitt) com os soldados uniformizados de uma nova comunidade – que parecem stormtroopers de liquidação – , situação que encerrou a leva original de episódios produzidos para a temporada. Originalmente, o 10º ano de produção deveria se encerrar no capítulo “A Certain Doom” em abril, mas, devido à pandemia de coronavírus, o episódio só foi ao ar em 1º de outubro passado. Com o atraso e para não perder um ano de produção, o canal pago AMC decidiu ampliar a temporada com a encomenda de mais seis episódios adicionais. A série retomará sua história do ponto em que parou, num episódio batizado de “Home Sweet Home” e agendado para o dia 28 de fevereiro. A estreia vai acontecer no mesmo dia no Brasil e exibida pelo canal pago Star – o novo nome da Fox a partir de fevereiro.












