Cinemas voltam a sofrer restrições de funcionamento em São Paulo
Os cinemas, assim como o comércio em geral, voltaram a sofrer restrições de funcionamento no estado de São Paulo, em decorrência do aumento da contaminação de coronavírus. Como resposta ao aumento de 42% nos casos de covid-19 registrados desde o começo deste ano, todas as cidades paulistas retornam para a fase vermelha do plano de quarentena do governo estadual. A medida vale de segunda (25/1) até o dia 7 de fevereiro, mas não será uma reprise da quarentena original do começo do ano. Os fechamentos vão acontecer aos fins de semana, entre sábado e domingo, e nos feriados. Já durante os dias de semana haverá limitação horária, até as 20h, para a operação de cinemas, museus, teatros, casas de show, bares, restaurantes, shopping centers, lojas, etc. Além disso, os locais fechados funcionarão nos moldes da fase laranja, com os espaços autorizados a manter a ocupação de até 40% da casa, público obrigatoriamente sentado em cadeiras com distanciamento mínimo e assentos marcados, além dos outros protocolos sanitários que já estavam em vigor. Redes de cinema como Cinemark, Playarte, Centerplex e Cinépolis afirmaram que funcionarão de acordo com o novo decreto, com as grades adaptadas para encerrar a programação às 20h. Mas a unidade do Centerplex da Lapa e não deve continuar as operações enquanto a fase vigorar. Já a Cinesystem soltou um comunicado sobre as restrições, que combina apoio e protesto. “Fomos pegos de surpresa”, diz Sherlon Adley, diretor Comercial e de Marketing da Cinesystem. “Claro que acompanhamos os indicadores de todos os estados e estamos cientes dos rumos da pandemia, mas também sabemos que as normas de saúde e higienização aplicadas em cada um dos nosso multiplex são efetivas. Vamos acatar, sem dúvidas, as recomendações estaduais, mas com a certeza de que durante todo esse período de retomada os cinemas puderam se mostrar lugares seguros e que o fechamento ou não das salas não interfere nos índices de contaminação”, acrescentou. Importante apontar que a defesa da segurança dos cinemas tende a relevar a venda de pipoca (e outros produtos para comer e beber no local), embora isso implique em retirada de máscaras protetoras de vários consumidores aglomerados em ambiente fechado. “Continuaremos oferecendo entretenimento, nos horários permitidos, para todos aqueles que se divertem em frente às telonas e sabem que a experiência do cinema envolve muito mais do que o filme, com aquela pipoca sem igual e a emoção que só a sala de exibição é capaz de oferecer”…
Atriz de Rotas do Ódio foi vítima de crime denunciado na série
A atriz Renata Peron viveu na pele o tema abordado pela série “Rotas do Ódio”, que teve suas três temporadas lançadas na Globoplay na semana passada. Em 2004, ela andava pela Praça da Sé, em São Paulo, quando foi brutalmente espancada por um grupo de skinheads simplesmente por ser transexual. Além do trauma emocional, ela perdeu um dos rins e carrega até hoje uma cicatriz na barriga por conta da violência sofrida aos 27 anos. “É um trauma muito grande você ser agredida por ser quem você é. Eu demorei anos para conseguir superar esse trauma, mas hoje, aos 43 anos, posso dizer que consegui. Acabei entendendo que o problema não sou eu, mas a sociedade ruim e emburrecida em que vivemos”, ela disse à coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo. “Fisicamente, ainda carrego algumas marcas. Preciso beber três litros de água por dia, para que o meu único rim continue funcionando bem. Também não uso mais biquíni e nada que mostre a minha barriga, pois tenho vergonha da grande cicatriz que ficou”, acrescentou. Foi por conta da agressão que Renata conheceu a diretora Susanna Lira, criadora da série. Susana entrevistou Renata para o documentário “Intolerância.doc”, lançado em 2017 com o tema dos crimes de ódio. E, ao saber que ela era atriz, decidiu convidá-la para o elenco de seu próximo projeto, “Rotas do Ódio”. “A série é um trabalho maravilhoso. Não tive qualquer problema em abordar um assunto que marcou tanto a minha vida. Já passei por tanta coisa nessa vida que acabei criando uma couraça, sabe?”, contou a atriz. A 1ª temporada estreou em 2018 no canal pago Universal, mas a produção passou a repercutir com mais força com o lançamento na Globoplay. “A minha caixa de mensagem nas redes sociais e o meu e-mail estão uma loucura. Parece até que a série foi o primeiro trabalho da minha vida como atriz. Por incrível que pareça, muitas pessoas sabem que eu vivo das artes, mas acham que eu sou apenas do gueto e, por isso, não tenho valor. Foi preciso aparecer numa série de TV com destaque para que reconhecessem esse valor”, disse Renata. Atualmente, Renata vive a expectativa por uma possível nova temporada de “Rotas do Ódio”. Mas ela também é cantora, formada em assistência social e militante dos direitos humanos.
Regina Duarte ataca vacinação, que Gabriela Duarte comemora
Regina Duarte usou suas redes sociais para atacar a vacinação. Com tempo livre, após ser afastada do cargo de Secretária de Cultura do governo Bolsonaro, numa passagem sem marcas além das causadas em sua própria biografia, a veterana de 73 anos resolveu questionar a utilidade da vacina. “A injeção não traz imunidade. Não elimina o vírus. Não impede a morte. Isso não garante que você será contaminado. Isso não impede você de ter covid-19. Não elimina a necessidade de proibição de viagens. Não elimina a necessidade de fechar negócios. Não elimina a necessidade de fechamentos em geral. Não elimina a necessidade de uso de máscaras. Então, que diabos esta vacina está realmente fazendo?”, ela postou, em letras garrafais, no Instagram, creditando o texto à Mônica Fraga. O post (curtido por Carlos Bolsonaro) foi amplamente execrado por dezenas de milhares de usuários da rede. Alguns tiveram maior paciência. “Regina, não se faça de idiota e não espalhe o negacionismo! A resposta para todas essas perguntas se deve ao fato de que não iremos vacinar todos ao mesmo tempo. Leva tempo”, tentou explicar um internauta. “Fico na dúvida se é ignorância ou mau-caratismo”, escreveu outro com menor paciência. Já a filha de Regina, a também atriz Gabriela Duarte, tomou atitude oposta, comemorando o início da vacinação contra a covid-19 nas redes sociais. “Alegria é pouco! Como esperamos esse momento! #tapassando #vacinacovid2021”, escreveu Gabriela em post com uma foto da enfermeira Monica Calazans, a primeira pessoa vacinada no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por gabriela duarte (@gabidu)
Gregory Sierra (1937 – 2021)
O ator Gregory Sierra, que estrelou sucessos televisivos dos anos 1970, morreu em 4 de janeiro em Laguna Woods, Califórnia, de câncer aos 83 anos. Sua morte se tornou pública na noite de sexta (22/1). Nascida no Harlem espanhol de Nova York, Sierra apareceu em peças off-Broadway antes de se mudar para Los Angeles em 1969, passando a aparecer em várias séries de sucesso, até conseguir um papel recorrente em “Noviça Voadora”, estrelada por Sally Field. A aparição em quatro episódios lhe abriu caminho para a estreia no cinema, em “De Volta ao Planeta dos Macacos” (1970). Sierra apareceu em pequenos papéis em muitos filmes do período, como “À Procura da Verdade” (1970), “Céu Vermelho ao Amanhecer” (1971), “Assim Nasce um Homem” (1972), “A Divina Ira” (1972) e até blockbusters como “Papillon” (1973) e “Inferno na Torre” (1974), além de ter participado do projeto de Orson Welles “O Outro Lado do Vento”, que só veio à público em lançamento pela Netflix em 2018. Em 1972, ele foi escalado como Julio, o ajudante porto-riquenho do empresário mal-humorado de ferro-velho Fred Sanford, na série “Sanford & Son”, criada por Bud Yorkin e Norman Lear (de “Tudo em Família”), tornando-se vítima frequente de piadas preconceituosas, que divertiam o público da época. O papel lhe deu popularidade e, depois de deixar a série, ele conseguiu ainda mais destaque como um dos detetives originais da série policial “Barney Miller”, em 1975. Mas Sierra saiu da série na 2ª temporada, apostando no projeto de “A.E.S. Hudson Street”, uma comédia médica muito à frente de seu tempo, que lhe deu seu primeiro papel de protagonista. A atração foi cancelada após apenas cinco capítulos. Depois de mais um par de filmes – o thriller “Corrida pela Liberdade” (1978) e a comédia “O Prisioneiro de Zenda” (1979), com Peter Sellers – , ele ainda emplacou outro papel muito lembrado, como Carlos “El Puerco” Valdez, um contra-revolucionário do Malaguai que sequestrava Jessica (Katherine Helmond) na 4ª temporada de “Soap”, em 1980. A carreira de Sierra continuou como personagem recorrente em séries como “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “Zorro and Son”, “Miami Vice” e “Assassinato por Escrito” (Murder, She Wrote), entre muitos outros. Seus últimos trabalhos foram no final dos anos 1990 e incluem o terror “Vampiros de John Carpenter” (1998) e a comédia “Máfia!” (1998).
Asia Argento acusa diretor de Triplo X e Velozes e Furiosos de estupro
A atriz italiana Asia Argento, filha do cineasta Dario Argento e figura controversa do movimento #MeToo, acusou o diretor americano Rob Cohen, que a dirigiu no primeiro “Triplo X”, de abuso sexual em entrevista publicada na sexta (22/1) pelo jornal Corriere della Sera. Asia foi uma das primeiras mulheres a denunciar abusos sexuais no mundo do cinema, o que contribuiu para o surgimento da campanha #MeToo. Na primeira reportagem da revista New Yorker sobre os assédios de Harvey Weinstein, em novembro de 2017, ela declarou que o produtor americano a tinha estuprado em 1997, quando ela tinha 21 anos. Na nova entrevista ao jornal italiano, a atriz e diretora de 45 anos disse que Cohen a drogou e estuprou em 2002. “É a primeira vez que falo sobre Cohen. Ele abusou de mim me fazendo beber GHB, tinha uma garrafa”, afirmou, referindo-se a uma droga usada por estupradores. “Naquela época, não sabia muito bem o que era. Acordei de manhã nua em sua cama”, contou. Segundo a atriz, a agressão ocorreu na época em que ela filmava o longa “Triplo X”, que ela estrelou ao lado de Vin Diesel. Cohen também assinou o primeiro “Velozes e Furiosos”, em 2001. Por sua vez, o cineasta negou a acusação. “O senhor Cohen nega categoricamente a acusação completamente falsa de agressão sexual feita contra ele por Asia Argento”, diz um comunicado enviado à imprensa. “Tinham uma excelente relação de trabalho e Cohen a considerava uma amiga, motivo pelo qual essa acusação, que data de 2002, é desconcertante, principalmente se considerado o que foi dito dela nos últimos anos.” Asia Argento foi acusada em 2018 de agressão sexual pelo ator americano Jimmy Bennett, por fatos ocorridos em um hotel da Califórnia quando ele tinha 17 anos. Inicialmente, a atriz negou a relação sexual, mas depois se retratou, embora tenha desmentido a versão de Bennett. Ela dirigiu o jovem quando ele tinha oito anos, no filme “Maldito Coração” (2004). A nova acusação feita pela atriz consta de um livro que ela vai lançar no próximo dia 26 na Itália, “Anatomia di Un Cuore Selvaggio”.
Um Lugar Silencioso – Parte II é adiado para o fim do ano
A Paramount voltou a alterar seu calendário de estreias, reprogramando “Um Lugar Silencioso – Parte II”, continuação do sucesso do diretor John Krasinski, para o outono norte-americano (primavera no Brasil). Com a nova mudança, o terror, que deveria ter sido lançado originalmente em março do ano passado, tem seu quarto adiamento desde o começo da pandemia. Após o fechamento dos cinemas na véspera de sua estreia, o longa foi transferido para setembro de 2020, mas, diante da persistência do coronavírus, já tinha sido levado para abril deste ano. A data começou a ficar inviável com o aumento da contaminação, originando especulações de que o filme seria lançado no serviço de streaming da ViacomCBS. A remarcação da estreia manteve o longa nos cinemas, com chegada prevista para 4 de setembro na América do Norte. Nessa nova data, “Um Lugar Silencioso – Parte II” enfrentará “Morte no Nilo”, da Disney/20th Century Studios, “O Poderoso Chefinho 2: De Volta aos Negócios”, da Universal, e “The Man From Toronto”, da Sony Pictures. Os sucessivos adiamentos tendem mesmo a criar acúmulo de títulos na mesma data, mas as mudanças também estimulam um efeito dominó, levando a mais adiamentos para evitar as sobreposições. Nesta sexta (22/1), a Sony decidiu alterar a estreia de “Morbius” para evitar “007 – Sem Tempo para Morrer”, que a MGM tinha mudado, no dia anterior, para sua data. Vale lembrar que a campanha de divulgação de “Um Lugar Silencioso – Parte II”, com a revelação do primeiro teaser, pôster e fotos, começou em dezembro de 2019.
Brie Larson será química feminista em série da Apple TV+
A atriz Brie Larson vai estrelar e produzir sua segunda série para a plataforma Apple TV+. Intérprete da Capitã Marvel no cinema e vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “O Quarto de Jack” (2015), ela não tinha papel fixo numa produção do gênero há uma década. Ainda era adolescente quando viveu a filha de Toni Collette em “O Mundo de Tara” (United States of Tara), exibida entre 2009 e 2011 na TV americana. Mas agora tem dois projetos simultâneos na Apple. A novidade é uma adaptação do romance ainda inédito de Bonnie Garmus, “Lessons in Chemistry” (Lições em Química, na tradução literal), ainda sem capa divulgada ou previsão de lançamento. Passada no início dos anos 1960, a trama segue Elizabeth Zott (Larson), uma jovem química que tem o grande sonho de se tornar uma cientista importante. No entanto, devido a época, ela precisa colocar seu sonho de lado por viver uma sociedade que ainda espera que as mulheres desempenhem apenas funções domésticas. Quando Elizabeth fica grávida, sozinha e é demitida do laboratório em que trabalhava, ela aceita um emprego como apresentadora de um programa de culinária na televisão. Mas ao começar sua nova carreira, ela percebe que pode aliar seu amor à ciência com as atuais circunstâncias que lhe são impostas, ensinando ao seu público cativo muito mais do que simples receitas. A adaptação está a cargo da roteirista Susannah Grant, indicada ao Oscar por “Erin Brockovich” (2000). Ela e Larson dividirão a produção com o também ator Jason Bateman (“Ozark”) e Michael Costigan (produtor de “The Outsider”). Além desse projeto, Larson está envolvida desde 2019 com o desenvolvimento de outra série da Apple TV+, baseada na autobiografia “Life Undercover: Coming of Age in the CIA”, de Amaryllis Fox, uma autêntica espiã da CIA, que era especialista em disfarces. Nenhuma das duas atrações têm previsão de estreia.
Walker: Estreia da nova série de Jared Padalecki bate recorde de audiência
A estreia da série “Walker”, estrelada por Jared Padalecki (o Sam de “Supernatural”), rendeu audiência recorde para a rede The CW nos EUA. Exibida na noite de quinta (21/1) nos EUA, a atração foi assistida ao vivo por 2,43 milhões de telespectadores. Trata-se do maior pico de uma quinta-feira no canal desde 2018. No horário das 20h, essa audiência só é superada pela estreia de “Legends of Tomorrow”, em 2016. Mais que isso, os números representam o maior público sintonizado na rede de TV desde janeiro de 2018, quando um episódio da 4ª temporada de “The Flash” atingiu 2,59 milhões. Já a crítica odiou. A série recebeu apenas 27% de aprovação no Rotten Tomatoes, com críticas lamentando o tom genérico e a falta de ação, especialmente quando comparada à produção original que a inspirou. “Walker” é um remake da série clássica “Walker, Texas Ranger”. Para quem não lembra, a série original era estrelada por Chuck Norris e foi exibida no Brasil nos anos 1990 como “Chuck Norris: Homem da Lei”. Mas a nova versão é bem diferente, com temas tirados do noticiário atual sobre imigrantes ilegais nos EUA. Na trama, o personagem-título volta para sua cidade natal depois de trabalhar dois anos infiltrado em um caso de alta prioridade da força policial de elite do Texas. Seu retorno é anticlimático. Pai de dois filhos, ele precisa compensar a ausência, negociar confrontos familiares e encontrar um consenso com sua nova parceira (uma das primeiras mulheres na história do Texas Rangers), enquanto investiga as circunstâncias que cercaram a morte de sua esposa, falecida quando ele estava longe. Como curiosidade, a atriz Genevieve Padalecki, casada com Jared Padalecki na vida real, aparece como a esposa do ator em flashbacks da série. Os dois se conheceram no set de “Supernatural”, quando a atriz interpretou a demônio Ruby. Ela também morreu nessa série após se envolver com o personagem de Jared, Sam Winchester, um matador de demônios – na 4ª temporada. Além do casal, “Walker, Texas Ranger” tem outro egresso de “Supernatural”. O ator Mitch Pileggi, que interpretou o avô materno de Sam na 6ª temporada de “Supernatural”, vive o pai de Cordell Walker. O elenco tem mais atores conhecidos da TV americana, como Lindsey Morgan (a Raven de “The 100”), Keegan Allen (o Toby de “Pretty Little Liars”), Coby Bell (o Jesse de “Burn Notice”), Violet Brinson (a Kelsey de “Sharp Objects”), Odette Annable (a Sam de “Supergirl”) e Kale Culley (“IO que Ficou Perdido”), entre outros. A série tem roteiro de Anna Fricke (criadora de outro remake questionado, “Being Human”) e produção executiva de Dan Lin (“Lethal Weapon”) e do próprio Padalecki. Ainda não há previsão para o lançamento de “Walker” no Brasil.
Edgar Wright anuncia adiamento de seu novo filme
Apesar de manter uma estratégia bem-azeitada de estreias cinematográficas, que são seguidas, três fins de semana depois, por lançamentos em PVOD (aluguel digital premium), a Universal tem sofrido pressão de alguns cineastas para adiar seus filmes, em vez de colocá-los em cinemas vazios. Edgar Wright é um deles. O diretor de “Em Ritmo de Fuga” informou nas redes sociais que conseguiu adiar seu próximo filme, “Last Night in Soho”, em seis meses. O longa, estrelado por Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”) e Matt Smith (“The Crown”), foi remarcado para 22 de outubro. “Last Night in Soho” foi desenvolvida pela Focus Features, um dos selos da Universal, e tem distribuição internacional do estúdio principal, mas também conta com parceria de produtoras britânicas, como a Film4 e Working Title. O fato de ser uma coprodução pode explicar porque o longa se tornou a primeira dissonância no planejamento da Universal, que festejou ao estabelecer, após anos de rejeição, janelas muito curtas de exclusividade nos cinemas – de apenas 17 dias – , antes da liberar seus títulos para outras mídias (no caso, PVOD). Wright defendeu o adiamento de seu filme para atingir um público maior nos cinemas. “Algumas notícias – meu filme mais recente, ‘Last Night in Soho’, agora será lançado mais tarde neste ano. Sei que alguns de vocês estão desapontados, mas minha esperança é que mais de vocês tenham a experiência que planejamos: no escuro, em uma tela grande, com um público… Vejo vocês no cinema em 22 de outubro de 2021”, o diretor tuitou. “Last Night in Soho” ainda não começou a ser divulgado. O filme gira em torno de uma jovem fashionista que consegue misteriosamente viajar à década de 1960, onde encontra seu ídolo, um deslumbrante aspirante a cantor. Mas a Londres dos anos 1960 não é o que parece e, segundo a sinopse, o tempo começa a desmoronar com consequências sombrias. O elenco coadjuvante destaca alguns astros icônicos dos anos 1960, como Terence Stamp (“O Lar das Crianças Peculiares”) e a falecida Diana Rigg (“Game of Thrones”) em sua última performance. Some news – my new film @lastnightinsoho will now be coming out later in the year. I know some of you may be disappointed, but my hope is more of you will be able to experience it as we intended; in the dark, on a big screen, with an audience. See you at the movies…10/22/21 pic.twitter.com/9DH4alnEyv — edgarwright (@edgarwright) January 22, 2021
Disney adia King’s Man: A Origem e outros títulos da antiga Fox
A expectativa se confirmou e a Disney seguiu a Sony e a MGM com seu anúncio de adiamentos nos cinemas. A princípio, o estúdio revelou mudanças apenas relacionadas às produções da 20th Century e Searchlight Studios (antigas propriedades da Fox). A novidade principal é o atraso de “King’s Man: A Origem”, prólogo da franquia “Kingsman”, que era um dos poucos lançamentos de grande orçamento previsto para o primeiro trimestre do ano. A data de 12 de março virou 20 de agosto. Outros filmes da 20th Century afetados foram o longa animado da série “Bob’s Burgers”, que saiu do calendário, abrindo caminho para uma distribuição em streaming, e a sci-fi infantil “Ron’s Gone Wrong”, que trocou abril por 22 de outubro nos EUA. A Disney também empurrou o terror “Espíritos Obscuros” (Antlers) para outubro e anunciou algumas estreias da Searchlight que até então estavam indefinidas, entre elas o lançamento de “Nightmare Alley”, novo filme de Guillermo del Toro (“A Forma da Água”), que chegará aos cinemas norte-americanos em 3 de dezembro. O estúdio ainda precisa tomar decisões sobre seus títulos da Marvel, como a já muito adiada “Viúva Negra”, superprodução prevista para maio, e desenhos animados, como “Raya e o Último Dragão”, com estreia ainda marcada para março. Estas datas dificilmente serão mantidas e há dúvidas até se os lançamentos chegarão aos cinemas. Também é forte a expectativa de que outros estúdios reforçarão ainda mais a debandada. Lionsgate e a Paramount ainda não se manifestaram após o êxodo dos rivais. Mas as alterações já feitas mostram um quadro desolador para o mercado exibidor e confirmam que Hollywood considera o primeiro semestre praticamente perdido. Com isso, os cinemas contarão nos próximos meses apenas com lançamentos de filmes indies e dos dois únicos estúdios com estratégias digitais consolidadas: Warner e Universal – ambos muito criticados por se antecipar a esse cenário negativo com planos de contingência em streaming. Graças a sua estratégia de lançamentos simultâneos na HBO Max, a Warner poderá se dar ao luxo de manter seu cronograma atual, assim como a Universal, que lança seus títulos em PVOD (aluguel digital premium) após três fins de semana de exibição nos cinemas. Apesar disso, há pressão de produtores e cineastas para que também adiem alguns títulos.
Sony acrescenta Morbius a sua lista de adiamentos
Conforme esperado, a Sony anunciou o adiamento de “Morbius”, filme do universo do Homem-Aranha estrelado por Jared Leto. Anteriormente marcada para 8 de outubro, a produção agora estreia em 21 de janeiro de 2022. O filme não estava na lista de mudanças informada na noite de quinta (21/1) pelo estúdio. Mas já na ocasião havia certeza que a Sony revisaria isso, após a MGM e a Universal moverem “007 – Sem Tempo para Morrer” para a data de “Morbius”. Esta não é a primeira vez que a Sony Pictures empurra a produção para frente. Inicialmente, “Morbius” chegaria aos cinemas em julho de 2020, mas aí veio a pandemia e o estúdio atrasou o lançamento para março deste ano. Só que as perspectivas continuaram sombrias e a data precisou sofrer mais uma modificação, indo para outubro. A mudança de dominó, causada pela alteração de “007 – Sem Tempo para Morrer” foi o quarto adiamento do longa, que teve seu primeiro trailer revelado há exatamente um ano.
Ator de Sintonia é demitido por não cumprir protocolos contra covid-19
Paulo Bronks, que interpreta o personagem Torto na série “Sintonia”, teve seu contrato encerrado após não cumprir “protocolos de segurança para prevenção da covid-19”. O desligamento aconteceu durante as gravações da 2ª temporada da série, que é realizada pela produtora KondZilla para exibição na Netflix. No entanto, o comunicado não informou se a saída do ator terá impacto na trama. Em nota, a Netflix informou que ele também não cumpriu outras cláusulas previstas em contrato, sem especificações. O comentário de alguns colegas, postados nas redes sociais, indicam que Bronx faltou em gravações e se recusava a realizar testes periódicos de covid-19. De acordo com a plataforma, tais atitudes colocaram “em risco a segurança de todos os envolvidos na produção”. O ator, também conhecido como É o Bronks, se pronunciou via stories do Instagram e afirmou ter recebido um “ok” para realizar trabalhos externos enquanto as gravações estavam paralisadas por conta da pandemia. Ele informou que estava na Praia Grande, litoral de São Paulo, trabalhando com divulgação de marcas, quando foi comunicado que realizaria uma cena dentro de um carro e, segundo ele, por ter se exposto ao coronavírus, foi comunicado da rescisão contratual. “Eu estava trabalhando, não estava na praia. Preciso de dinheiro. Eles poderiam remarcar a cena, acho que foi uma injustiça. Eu nunca me neguei a fazer teste”, disse Bronks, via Instagram Intérprete do protagonista Doni, MC Jottapê também se manifestou em seu stories, reforçando que Bronks não vinha cumprindo suas obrigações contratuais. “Sou muito grato ao projeto, por isso que eu defendo mesmo. Soube aproveitar”, ele explicou.
Mira Furlan (1955 – 2021)
A atriz croata Mira Furlan, que teve papéis marcantes nas cultuadas séries “Babylon 5” e “Lost”, morreu na quarta-feira (20/1) aos 65 anos, em sua casa em Los Angeles, de complicações do vírus do Nilo Ocidental. Ela se tornou mundialmente conhecida ao estrelar “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios”, filme de Emir Kusturica que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1985. Embora tivesse apenas 20 anos, a estrela nascida em Zagreb, na ex-Iugoslávia, já tinha uma ampla carreira estabelecida no teatro e no cinema iugoslavos, mas a repercussão do longa de Kusturica, que também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, a colocou em evidência internacional. Furlan filmou a sci-fi francesa “Bunker Palace Hotel” (1989), de Enki Bilal, antes de migrar para os EUA em 1991. Dois anos depois, estrelou seu papel mais lembrado, como a embaixadora Deleen, da raça alienígena Minbari, em “Babylon 5”. Ela apareceu em 111 episódios de todas as cinco temporadas (1993-98) da série, que se passava numa estação orbital diplomática, espécie de ONU espacial, num período em que a paz interplanetária era ameaçada pela guerra. Após o fim de “Babylon 5”, ela repetiu seu papel em dois telefilmes derivados e dublou a heroína Sabre de Prata nos desenhos do Homem-Aranha, antes de voltar a se destacar em “Lost”. A atriz apareceu em todas as seis temporadas da atração, entre 2004 e 2010, no papel da misteriosa francesa Danielle Rousseau, uma das primeiras náufragas na ilha, que vive isolada com medo dos “outros”. Sua carreira também inclui o filme “Prova de Redenção” (2012), com Penélope Cruz, e participação recorrente na série infantil “Uma Pitada de Magia” (Just Add Magic), da Amazon. Criador de “Babylon 5”, J. Michael Straczynski prestou homenagem à atriz nas redes sociais, destacando seu “lado impetuoso e destemido que lutou incessantemente por sua arte”.












