“Free Guy” mantém controle das bilheterias dos EUA
“Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame, manteve a liderança das bilheterias pelo segundo fim de semana consecutivo nos EUA e Canadá, com uma arrecadação de US$ 18,8 milhões. O filme sofreu uma queda de apenas 38% de arrecadação desde a estreia na semana passada no mercado norte-americano. Foi o menor declínio da era da pandemia, causado em parte por ser um lançamento exclusivo dos cinemas, mas também pelas críticas positivas (82% de aprovação no Rotten Tomatoes) e recomendações boca a boca do público (nota A no CinemaScore). O fenômeno, por sinal, é global. A bilheteria de “Free Guy” caiu ainda menos no resto do planeta, apenas 26%, para permanecer como o filme mais visto em vários países. Ao todo, a produção que a Disney herdou da antiga 20th Century Fox faturou US$ 58,8 milhões em 10 dias na América do Norte e quase o mesmo valor no exterior, chegando a US$ 112 milhões ao redor do mundo. A Disney se entusiasmou com o resultado e já encomendou uma sequência da produção. O 2º lugar das bilheterias dos EUA ficou com uma estreia, a animação “Patrulha Canina: O Filme”, baseada na série da Nickelodeon, que teve um desempenho melhor que o esperado com US$ 13 milhões, apesar do lançamento simultâneo na plataforma Paramount+. Boa parte da arrecadação vem do Canadá, país original da produção. O Top 5 teve ainda “Jungle Cruise” (US$ 6,2M), “O Homem nas Trevas 2” (US$ 5M) e “Respect: A História de Aretha Franklin (US$ 3,8M). Graças ao fraquíssimo desempenho em sua segunda semana nos EUA, a cinebiografia de Aretha Franklin, que deveria estrear em 9 de setembro por aqui, desapareceu do calendário de lançamentos nacionais e deve chegar diretamente em streaming no Brasil. O detalhe é que houve mais cinco estreias neste fim de semana nos cinemas norte-americanos. E todas tiveram desempenho pior que “Respect”. Na verdade, abaixo de “O Esquadrão Suicida”, que ficou em 6º lugar com US$ 3,4 milhões. Com lançamento amplo, o thriller de ação “The Protégé”, estrelado por Michael Keaton, Samuel L. Jackson e Maggie Q, fez US$ 2,93 milhões em 7º lugar, o terror “A Casa Sombria”, protagonizado por Rebecca Hall, ficou perto disso com US$ 2,8 milhões em 8º lugar, e a sci-fi “Caminhos da Memória”, com Hugh Jackman, naufragou com US$ 2 milhões em 9º lugar. Dos três, apenas “Caminhos da Memória” teve lançamento simultâneo em streaming – na HBO Max. O filme também chegou ao Brasil neste fim de semana. Destruída pela crítica (37% no Rotten Tomatoes), a estreia da roteirista Lisa Joy (cocriadora de “Westworld”) na direção teve pouquíssima divulgação da Warner, que preferiu economizar no marketing após gastar US$ 100 milhões em produção, já prevendo o prejuízo. “The Protégé” foi considerável passável pela crítica (62%), mas só tem previsão de estreia no Brasil em novembro. Já “A Casa Sombria” agradou a crítica (85%) e chega em 30 de setembro nos cinemas brasileiros. A produção que fecha o Top 10 é “Viúva Negra”, que ao somar mais US$ 1,1 milhão nos últimos três dias atingiu o total de US$ 180 milhões nas bilheterias dos EUA e Canadá, superando “Velozes e Furiosos 9” (US$ 172M) como o maior sucesso cinematográfico da pandemia na América do Norte. Em todo o mundo, porém, o filme de Vin Diesel ainda está muito na frente, devendo chegar a US$ 700 milhões nos próximos dias, contra US$ 369 milhões da produção da Disney/Marvel. Para completar, também chegaram às telas norte-americanas o drama “Flag Day”, dirigido e estrelado por Sean Penn, e o terror “Demonic”, Neill Blomkamp. Ambos tiveram lançamentos limitados e fizeram apenas US$ 40 mil e US$ 38 mil, em 22º e 24º lugares, respectivamente.
“Carro Rei” vence o Festival de Gramado
O Festival de Gramado anunciou durante a noite de sábado (21/8) os vencedores de sua 49ª edição, que foi realizada de forma híbrida, com a exibição de filmes pelo Canal Brasil e pela internet. O prêmio principal, o Kikito de Melhor Filme, foi para “Carro Rei”, de Renata Pinheiro. A fantasia em que carros manifestam consciência também foi contemplada com as estatuetas de Melhor Trilha Musical (DJ Dolores), Melhor Direção de Arte (Karen Araujo) e Melhor Desenho de Som (Guile Martins), além de um Prêmio Especial do Júri para Matheus Nachtergaele. Já os troféus de Melhor Direção e Roteiro ficaram com Aly Muritiba por “Jesus Kid”. O longa sobre um roteirista de westerns (Paulo Miklos) que surta num hotel rendeu ao cineasta os mesmos Kikitos que ele tinha conquistado com seu filme anterior, “Ferrugem”, no festival de 2018. Um terceiro prêmio do filme foi para Leandro Daniel Colombo, Melhor Ator Coadjuvante. Glória Pires foi premiada como Melhor Atriz por “A Suspeita”, Nando Cunha recebeu o Kikito de Melhor Ator por “O Novelo” e Bianca Byington ficou com o troféu de Atriz Coadjuvante por “Homem Onça”. Entre as produções sul-americanas, o vencedor foi “La Teoría De Los Vidrios Rotos”, uma coprodução entre Brasil, Uruguai e Argentina dirigida por Diego Fernández Pujol. Confira os teasers dos dois filmes mais premiados e logo abaixo a lista completa da premiação de longas-metragens. LONGAS BRASILEIROS Melhor Filme “Carro Rei”, de Renata Pinheiro Melhor Direção Aly Muritiba, por “Jesus Kid” Melhor Ator Nando Cunha, em “O Novelo” Melhor Atriz Glória Pires, em “A Suspeita” Melhor Atriz Coadjuvante Bianca Byington, por “Homem Onça” Melhor Ator Coadjuvante Leandro Daniel Colombo, por “Jesus Kid” Melhor Roteiro Aly Muritiba, por “Jesus Kid” Melhor Fotografia Bruno Polidoro, por “A Primeira Morte de Joana” Melhor Edição Tula Anagnostopoulos, por “A Primeira Morte de Joana” Melhor Trilha Dj Dolores, por “Carro Rei” Melhor Direção de Arte Karen Araújo, por “Carro Rei” Melhor Desenho de Som Guile Martins, por “Carro Rei” Melhor Filme – Votação Popular “O Novelo”, de Claudia Pinheiro Melhor Filme – Votação da Crítica “A Primeira Morte de Joana”, de Cristiane Oliveira Melhor Filme Gaúcho “Cavalo de Santo”, de Carlos Eduardo Caramez e Mirian Fichtner Prêmio Especial do Júri Matheus Nachtergaele LONGAS ESTRANGEIROS Melhor Filme “La Teoría De Los Vidrios Rotos”, de Diego Fernández Pujol Melhor Filme – Votação Popular “La Teoría De Los Vidrios Rotos”, de Diego Fernández Pujol Melhor Filme – Votação da Crítica “Planta Permanente”, Ezequiel Radusky Prêmio Especial do Júri “Planta Permanente”, Ezequiel Radusky
Trailer legendado anuncia série com Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short na Star+
A plataforma de streaming Star+ (Star Plus) divulgou o primeiro trailer legendado de “Only Murders in the Building”, série que junta os comediantes Steve Martin e Martin Short com a cantora Selena Gomez. A prévia explica a premissa e revela o tom divertido da atração. Criada por Steve Martin e John Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a produção acompanha três vizinhos obcecados por documentários criminais que se veem em meio a um mistério exatamente como aqueles que amam assistir, quando um morador de seu prédio é assassinado. Animados para criar um podcast sobre o crime, eles começam uma investigação que pode revelar o verdadeiro assassino, colocando-os em risco, mas também em contato com vizinhos famosos como Sting, que segundo Selena é o cantor do U2. Os três astros dividem a produção da série com Hoffman e com o produtor Dan Fogelman (criador de “This Is Us”). Martin e Short já fizeram vários projetos juntos. Amigos de longa data, estrelaram as comédias “Três Amigos!” (1986) e “O Pai da Noiva” (1991), além de um recente especial da Netflix em 2018. A atração será a primeira série da carreira de Steve Martin e também marcará a volta de Selena Gomez ao formato, quase uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place”, encerrada em 2012 no Disney Channel. Desde então, ela lançou discos de grande sucesso e apareceu em alguns filmes, como “Spring Breakers” (2012), “Vizinhos 2” (2016), “Um Dia de Chuva em Nova York” (2019) e “Os Mortos Não Morrem” (2019), além de participar da franquia animada “Hotel Transilvânia” e ter produzido a série “13 Reasons Why”. A estreia de “Only Murders in the Building” está marcada para 31 de agosto, dia em que a Star+ estreia no Brasil. No Brasil, a expectativa era de um lançamento na plataforma Star+, que deveria estrear aqui na mesma data, mas o serviço rival Starzplay conseguiu impedir o uso do nome Starplus e o futuro deste projeto da Disney está agora nos tribunais brasileiros.
“Impeachment: American Crime Story” ganha novo trailer
O canal pago FX divulgou um novo trailer de “Impeachment: American Crime Story”, 3ª temporada da série de antologia de Ryan Murphy. Depois de explorar o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace, a atração vai cobrir em seus novos episódios o processo de Impeachment do ex-presidente Bill Clinton. A prévia destaca a importância de Linda Tripp no escândalo, que foi quem descobriu e vazou o envolvimento de Clinton com a estagiária Monica Lewinsky, informação que foi usada para tentar derrubar o presidente. A trama é baseada em “A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down a President”, best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor do livro “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson”, que inspirou a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e destaca um irreconhecível Clive Owen (“Projeto Gemini”) como Clinton, Beanie Feldstein (“Fora de Série”) idêntica à Monica Lewinsky, e Sarah Paulson (“American Horror Story”) como Linda Tripp, a mulher que gravou telefonemas em que Lewinsky admitia o caso com Clinton, além de Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”) como Paula Jones, que processou o ex-presidente por assédio sexual, e Edie Falco (“Nurse Jackie”) como Hillary Clinton. A equipe da 3ª temporada inclui a própria Monica Lewinsky, creditada como coprodutora. A estreia está marcada para 7 de setembro nos EUA.
Shining Vale: Volta de Courteney Cox à TV ganha primeiras fotos
O canal pago americano Starz divulgou as cinco primeiras fotos de “Shining Vale”, que marca a volta de Courteney Cox à TV, seis anos após o final de “Cougar Town” em 2015. A estrela de “Friends” e da franquia “Pânico” aparece na maioria das imagens no papel Patricia “Pat” Phelps, uma ex-escritora de sucesso que optou por sair da cidade grande para reencontrar a inspiração e reaproximar a família. A série acompanha a mudança de sua família disfuncional para o novo lar, uma casa onde ocorreram atrocidades terríveis numa cidade do interior dos EUA. Enquanto ninguém parece notar que a casa é mal-assombrada, Pat fica em dúvida se o terror que está sentindo é resultado de depressão ou possessão – os sintomas são exatamente os mesmos. Desenvolvida por Jeff Astrof (“Trial & Error”) e Sharon Horgan (“Catastrophe”), a série também destaca em seu elenco Greg Kinnear (“The Stand”) como o marido de Pat, Gus Birney (“Dickinson”) e Dylan Gage (“PEN15”) como os filhos, e Mira Sorvino (“Hollywood”) como a alter ego da protagonista, que pode ser seu id, sua musa, um sintoma de esquizofrenia ou um demônio tentando possuí-la. Ainda sem previsão de estreia, a atração será exibida no Brasil pela plataforma Starzplay.
Glória Menezes homenageia Tarcísio Meira no Instagram: “Saudade”
Glória Menezes voltou a usar as redes sociais neste fim de semana para fazer uma homenagem ao marido Tarcísio Meira, que faleceu na semana passada, vítima de complicações da doença. A atriz publicou uma foto na qual os dois estão abraçados e lamentou a ausência do ator. “A saudade”, ela escreveu na legenda. O post gerou vários comentários de apoio à atriz. “Glória, vocês são PURO AMOR! Ele está em tudo!!!! Muito amor pra você! Que nos ilumina!, respondeu Drica Moraes. “Querida, sinta-se abraçada por nós”, acrescentou Maria Fernanda Cândido. “Amo vocês”, disse Letícia Sabatella. Ao lado de Tarcísio, Glória formou o casal mais famoso da História da TV brasileira, estrelando com ele dezenas de novelas por mais de meio século. Eles contraíram covid-19 ao mesmo tempo e foram internado em um hospital em São Paulo no dia 6 de agosto. A atriz só precisou de ajuda respiração mecânica e ficou em leito comum. Já o ator deu entrada na UTI, foi intubado e passou por hemodiálise antes de morrer por complicações da doença em 12 de agosto. A atriz deixou o hospital na segunda (16/8), recuperada da covid-19, quatro dias após a morte do marido. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Glória Menezes (@gloriamenezesoficial)
Primeira parte de “Duna” será maior que o filme inteiro dos anos 1980
A nova adaptação de “Duna” deve contar apenas metade do livro original de Frank Herbert. Mesmo assim, terá mais longa que a primeira versão cinematográfica, realizada por David Lynch em 1984. O filme de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) terá 155 minutos de duração, ou 2h35 – 18 minutos a mais que a produção dos anos 1980. No passado, muitos desistiram de filmar “Duna” porque consideraram impossível condensar sua história num único filme. Responsável pela primeira tentativa em 1975, Alejandro Jodorowsky concluiu que a adaptação teria que ter 15 horas. O estúdio, claro, queria um filme de no máximo 1h50. Nove anos depois, David Lynch tentou fazer o que podia com esta limitação de tempo, mas acabou estourando a duração exigida. Por isso, sua obra sofreu vários cortes durante a edição, a mando do produtor Dino De Laurentiis, o que dificultou o entendimento da trama complexa e causou seu fracasso nas bilheterias. Villeneuve encontrou a solução ao dividir a história em duas partes e assim apresentar a trama completa com cinco horas de duração. Só que a Warner, embora tenha encomendado o roteiro da continuação em 2019, ainda não autorizou a produção da segunda parte de “Duna”. Este detalhe tem sido minimizado na divulgação do longa para não prejudicar sua bilheteria. Muita gente pensaria duas vezes antes de decidir enfrentar a variante delta da covid-19 para ver um filme sem final. O cineasta, porém, acredita que só um desastre financeiro muito grande impedirá a produção do segundo filme. Villeneuve deixou claro o apoio do estúdio à sua opção de contar a história em duas partes durante uma entrevista à revista Total Film. “O que ouvimos nas últimas décadas é que não é possível adaptar o livro. Acho que, no fundo, o estúdio ainda acha isso! Mas o que eu precisava era provar a eles que era possível fazer um filme lindo e popular de ‘Duna’, e acho que consegui fazer isso – todo mundo na Warner e na Legendary apoia o filme totalmente. Seria preciso um resultado muito ruim nas bilheterias para que ‘Duna: Parte 2’ fosse cancelado. Eles amam o filme, estão orgulhosos do filme, e querem que o próximo vá adiante”, contou. A história se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) vive Paul Atreides e o elenco estelar inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), entre outros. O filme terá première internacional no Festival de Veneza, em 3 de setembro, e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de outubro. Villeneuve também está trabalhando numa série derivada de “Duna” para o serviço de streaming HBO Max, tamanha é a expectativa da Warner para a franquia.
Elizabeth Olsen apoia Scarlett Johansson contra a Disney
A Disney aparentemente mexeu num vespeiro ao brigar com Scarlett Johansson. Depois de rumores de que o próprio chefão da Marvel, Kevin Feige, estaria decepcionado com o estúdio, agora a primeira estrela da Marvel na Disney+ se pronunciou abertamente a favor da colega. Em entrevista à revista Vanity Fair, Elizabeth Olsen, protagonista de “WandaVision” e parceira de Johansson nos filmes dos Vingadores, foi clara em seu apoio. Comentando o processo aberto por quebra contratual, devido ao lançamento simultâneo de “Viúva Negra” no streaming, a intérprete de Wanda, a Feiticeira Escarlate, afirmou: “Eu acho que ela é muito valente e, literalmente, quando eu li [sobre o processo] fiquei tipo: ‘Bom para você, Scarlett.'” Olsen comentou que a briga da colega com a Disney não a preocupa, mas a situação do cinema em geral após a covid-19 tem tirado seu sono. “Estou preocupada com um monte de coisas. Não estou preocupada com Scarlett”, disse ela. “Mas estou preocupada com os filmes independentes, que tenham a oportunidade de serem vistos nos cinemas. Isso já era um problema antes da covid. Gosto de ir ao cinema e não quero necessariamente ver apenas candidatos do Oscar ou blockbusters. Eu gosto de ver filmes artísticos no circuito de arte. E eu me preocupo com isso e com as pessoas que tentam manter esses cinemas vivos”. “Mas quando se trata de atores e seus ganhos financeiros, quero dizer, isso é apenas questão contratual. Ou está no contrato ou não está”, concluiu. Scarlett Johansson decidiu processar a Disney porque o lançamento simultâneo de “Viúva Negra” em streaming não estava no contrato. Em vez de entrar num acordo antes da situação ir tão longe, a Disney resolveu dobrar a aposta judicial e, desde a primeira reação do estúdio, o caso se tornou um pesadelo de relações públicas, que pode custar muito mais para a empresa, em termos de reputação, que a compensação pedida por Johansson pelo lançamento híbrido.
Angelina Jolie estreia no Instagram para falar do Afeganistão
Angelina Jolie criou seu primeiro perfil no Instagram na sexta-feira (21/8), buscando um canal para se pronunciar sobre a crise humanitária do Afeganistão. E sua primeira postagem se tornou viral, curtida por mais de 2 milhões de pessoas em 24 horas. A estrela de Hollywood inaugurou sua presença nas redes sociais com a imagem de uma carta escrita à mão e em inglês de uma jovem do Afeganistão, que expressa seu medo de ir à escola sob o regime do Talibã. “Esta é uma carta que recebi de uma adolescente do Afeganistão”, escreveu Jolie na legenda do post. “No momento, o povo do Afeganistão está perdendo sua capacidade de se comunicar nas redes sociais e de se expressar livremente. Então, vim ao Instagram para compartilhar suas histórias e as vozes de pessoas em todo o mundo que lutam por direitos humanos básicos”. “Eu estava na fronteira com o Afeganistão duas semanas antes do 11 de setembro de 2001, onde encontrei refugiados afegãos que estavam fugindo do Talibã. Isso foi há 20 anos”, ela continuou. “É revoltante ver os afegãos sendo deslocados mais uma vez por causa do medo e da incerteza que tomou conta de seu país. Gastar tanto tempo e dinheiro, ter sangue derramado e vidas perdidas apenas para chegar a isso, é uma falha quase impossível de entender. Assistir por décadas como refugiados afegãos – algumas das pessoas mais capazes do mundo – serem tratados como um fardo também é repugnante. Sabendo que, se tivessem as ferramentas e o respeito, o quanto fariam por si mesmos. E conhecer tantas mulheres e meninas que não só queriam uma educação, mas lutavam por ela. Como outros que estão comprometidos, não vou me afastar. Continuarei procurando maneiras de ajudar. E espero que vocês se junte a mim”, completou. Jolie conquistou mais de 6,3 milhões de seguidores ao longo do dia. Neste sábado (21/8), ela fez um novo post devotado à causa dos refugiados – ou deslocados, como prefere chamar. “Comecei a trabalhar com pessoas deslocadas porque acredito apaixonadamente nos direitos humanos. Não por caridade, mas por um profundo respeito por eles e por suas famílias, e por tudo que eles continuam superando, apesar de tantas perseguições, desigualdades e injustiças”, ela explicou. “Hoje, 1% da população mundial – 82,4 milhões de pessoas – está deslocada. Isso é quase o dobro de uma década antes. Algumas crises, como a guerra no Afeganistão, duram décadas. Outras, como o conflito na Etiópia, são mais recentes. Todos eles têm em comum a violência e a negação de direitos que deixam famílias inocentes sem escolha a não ser fugir. Em que ponto estaremos preocupados o suficiente para enfrentar a devastação ambiental, os conflitos e as violações dos direitos humanos que alimentam essas crises? Estou sempre aprendendo – se você quiser se juntar a mim, visite a ONU”, acrescentou. A atriz não tem presença online em nenhuma outra rede social. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Angelina Jolie (@angelinajolie) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Angelina Jolie (@angelinajolie)
Disney quer brigar com Scarlett Johansson fora dos tribunais
A Disney voltou à carga contra a ação de Scarlett Johansson na Justiça, peticionando uma moção para decidir seu conflito com a atriz numa arbitragem privada. O estúdio quer que uma terceira pessoa ou entidade privada decida sobre o processo aberto pela atriz por quebra contratual devido ao lançamento híbrido de “Viúva Negra”, sem passar pelo poder judiciário convencional. Na moção, o advogado da Disney também argumenta que a empresa cumpriu sua obrigação de dar ao filme um lançamento “amplo”, alegando que não há cláusula contratual obrigando o lançamento a ser exclusivo dos cinemas. Johansson entrou com uma ação em 29 de julho apontando ter sofrido prejuízo pela decisão unilateral da Disney de lançar “Viúva Negra” simultaneamente nos cinemas e na Disney+. Esta iniciativa teria prejudicado a receita de bilheteria do filme e lhe custado dezenas de milhões de dólares, já que seu pagamento estava atrelado à venda de ingressos. A Disney respondeu que “Viúva Negra” teve um bom desempenho mesmo com a pandemia em curso. O filme estreou em 9 de julho e arrecadou US$ 80 milhões em seu fim de semana de estreia. Apesar do valor ser inferior aos padrões pré-pandêmicos da Marvel, ficou US$ 10 milhões acima de “Velozes e Furiosos 9” da Universal – que foi um lançamento exclusivo dos cinemas. Além disso, o estúdio afirmou que adicionou os números de streaming à bilheteria total para fins de cálculo da participação da atriz. O detalhe é que o contrato de Johansson é de 2017, quando a Disney nem sonhava em lançar sua plataforma de streaming, portanto também não contempla um lançamento em streaming. Em sua ação, os advogados da estrela ainda reforçam que a Marvel afirmou em 2019 que o estúdio lançaria o filme “como todos os demais”. A causa de Johansson recebeu apoio de várias associações, entre elas o Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra) e, indiretamente, até da Associação Nacional de Donos de Cinemas dos EUA (NATO), que divulgou uma nota condenando o lançamento de “Viúva Negra” em streaming. Segundo o circuito exibidor, a produção teve uma performance abaixo do esperado nos cinemas justamente por causa da estreia simultânea na Disney+. Segundo projeções feitas pelo Wall Street Jornal, o lançamento híbrido pode ter custado US$ 50 milhões à atriz.
Atração inédita transforma Chris Pratt no ator mais bem pago das séries
Depois de entregar os rendimentos dos astros de filmes, a Variety revelou que Chris Pratt recebeu o cachê mais alto dentre os atores contratados para estrelar séries nos Estados Unidos. Segundo a revista, ele recebeu cerca de US$ 1,4 milhão por episódio de “The Terminal List”, que está atualmente em produção pela Amazon Prime Video. Só que ele não deve manter o posto por muito tempo. De acordo com a Variety, há rumores de que Robert Downey Jr negocia receber mais de US$ 2 milhões por capítulo para fazer “The Sympathizer” na HBO e HBO Max. “The Terminal List” começou a ser gravada em março e a previsão é que sua estreia aconteça em 2022. Na série, Pratt vive um militar que sobrevive a uma emboscada de seu pelotão de SEALs durante uma missão secreta e, ao voltar para casa, tem memórias conflitantes do evento e perguntas sobre sua culpabilidade. À medida que novas evidências vêm à tona, ele descobre forças obscuras trabalhando contra ele, colocando em risco não apenas sua vida, mas a vida daqueles que ele ama. Já “The Symphatizer” adapta o livro satírico homônimo de 2015 do professor vietnamita-americano Viet Thanh Nguyen, consagrado com o Prêmio Pulitzer. A trama gira em torno de um espião norte-vietnamita (comunista), infiltrado junto aos americanos durante a guerra no Vietnã, que acaba virando consultor cultural de uma grande produção de Hollywood sobre o conflito, no estilo de “Platoon” e “Apocalypse Now”. Downey Jr. deve desempenhar vários papéis na produção, representando elementos diferentes do establishment americano, incluindo um congressista emergente, um agente da CIA e um diretor de cinema de Hollywood, entre outros. O veterano Jeff Bridges, por sua vez, aceitou estrelar “The Old Man” ao receber a oferta de US$ 1 milhão por episódio da FX e da Hulu, Bryan Cranston voltou às séries para embolsar US$ 750 milhões por “Your Honor” e Kate Winslet faturou US$ 650 mil por cada um dos sete episódios de “Mare of Easttow”. O montante é o mesmo negociado por Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon e Kristin Davis para retomar seus papéis de “Sex and the City” em “…And Just Like That” na HBO Max. A lista dos mais bem pagos ainda inclui Pedro Pascal, estrela de “The Last of Us”, Michelle Pfeiffer, Viola Davis e Gillian Anderson, que estão na série “The First Lady”, Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez, de “Only Murders in the Building”, que vão receber US$ 600 mil por episódio de seus novos trabalhos nos canais pagos HBO e Showtime e na plataforma Hulu. A relação também mostra um grande abismo salarial em relação aos atores de atrações da TV aberta. Estrelas de séries tradicionais, como Ted Danson e Angela Bassett, recebem entre US$ 400 e 450 mil pelas séries “Mr. Mayor” e “9-1-1”, respectivamente. A exceção fica por conta de Ellen Pompeo, que recebe mais de US$ 1 milhão por episódio de “Grey’s Anatomy”, graças à longevidade da série – e curiosamente foi esquecida na relação publicada pela Variety.
Shawn Mendes aproveita o verão em novo clipe
Shawn Mendes lançou o clipe de “Summer of Love”, em que passeia de barco por locais paradisíacos. Na música, o cantor de 23 anos explora o tom choroso que atualmente domina hits sertanejos, de pop ou da música eletrônica sem distinção. O chororô contrasta com toda as cenas de alegria ensolarada, mas na verdade reflete a preguiça descrita pela letra, que vê o verão passar entre quatro paredes, emaranhado nos lençóis da cama até o fim do dia, em beijos de câmera-lenta. A música é uma parceria com o produtor porto-riquenho Tainy, que já trabalhou com J Balvin e Bad Bunny, entre outros, e reforça a investida do astro canadense no mercado latino, após participar de um remix de “Kesi” com o colombiano Camilo.
Armor Wars: Série da Marvel vai juntar Don Cheadle com parceiro de “Black Monday”
O roteirista e comediante Yassir Lester foi contratado para comandar a nova série da Marvel “Armor Wars”. Ele já é parceiro do protagonista da atração, Don Cheadle, em outra série, “Black Monday”, na qual atua, escreve e produz. Lester também foi produtor-roteirista de “Kenan” e “#BlackAF”. Todas as atrações citadas são comédias protagonizadas por atores negros. Mas seu currículo ainda inclui roteiros para a série “Girls”, uma das atrações mais brancas da HBO. Anunciada em dezembro passado, “Armor Wars” vai trazer Don Cheadle de volta ao papel do herói Máquina de Combate numa trama clássica da Marvel, publicada nos anos 1980, que examina o que acontece quando a tecnologia criada por Tony Stark vai parar nas mãos erradas. A produção será uma de duas séries do MCU dedicadas ao legado de Stark após sua morte em “Vingadores: Ultimato”. A outra é “Ironheart”, que trará Dominique Thorne (“Se a Rua Beale Falasse”) como a brilhante inventora Riri Williams e heroína conhecida como Coração de Ferro – a personagem será introduzida na continuação de “Pantera Negra”.












