Shadowhunters: Trailer da 3ª temporada capricha nos efeitos para introduzir nova vilã
O canal pago americano Freeform divulgou o trailer da 3ª temporada de “Shadowhunters” com imagens cinematográficas, que sugerem um aumento significativo no orçamento dos efeitos especiais. O visual apocalíptico coincide com a introdução de uma nova vilã na série: a mãe de todos os demônios, Lilith, vivida por Anna Hopkins (que foi a mãe do filho de Oliver Queen em “Arrow”). Adaptação dos livros da franquia juvenil “Os Instrumentos Mortais”, de Cassandra Clare, “Shadowhunters” retorna em 20 de março nos Estados Unidos. No Brasil, a série é disponibilizada pela Netflix.
Agents of SHIELD vira a série mais bem-avaliada da Marvel
É oficial: o quinto ano de “Agents of SHIELD”, passado no espaço e num futuro pós-apocalíptico, representa a melhor temporada de toda a série. Mas não só isso. Os atuais episódios da atração criada pela família Whedon (Joss Whedon, seu irmão Jed e sua cunhada Maurissa Tancharoen) são os melhores dentre todos as produções da Marvel, lançadas na televisão e em serviços de streaming. A conclusão é do site Rotten Tomatoes, que agrega críticas sobre filmes e séries e sistematiza uma avaliação baseada nos comentários da imprensa americana. Segundo esta avaliação, a 5ª temporada de “Agents of SHIELD” tem impressionantes 95% de aprovação, o que a coloca à frente das produções feitas para a Netflix, como as temporadas inaugurais de “Luke Cage” (93%) e “Jessica Jones” (92%). A lista também inclui as séries desenvolvidas pela Fox, no universo dos X-Men. Ao todo, a Marvel já lançou 12 séries. Confira abaixo como cada um se saiu no Rotten Tomatoes. 1. “Agents of SHIELD” (95%) 2. “Luke Cage” (93%) 3. “Jessica Jones” (92%) 4. “Legion” (90%) 5. “Agent Carter” (88%) 6. “Daredevil/Demolidor” (86%) 7. “Runaways/Fugitivos” (82%) 8. “The Defenders/Os Defensores” (74%) 9. “The Gifted” (70%) 10. “The Punisher/O Justiceiro” (62%) 11. “Iron Fist/Punho de Ferro” (19%) 12. “Inhumans/Inumanos” (10%)
Kid Flash vai trocar de série para integrar Legends of Tomorrow
O herói Kid Flash vai trocar de série. O ator Keiynan Lonsdale, que interpreta Wally West, tem aparecido cada vez menos em “The Flash” por um motivo simples. Ele está se mudando para “Legends of Tomorrow”. Kid Flash passará a ser integrante fixo de “Legends of Tomorrow” já em fevereiro, no segundo episódio do retorno da atração, após o hiato de final de ano. “Quando seu personagem afastou-se do Flash para continuar trilhando seu próprio caminho, sentindo-se um pouco distante de sua família e equipe, nós sabíamos que Wally West caberia perfeitamente em ‘Legends'”, disse o produtor executivo Phil Klemmer em um comunicado. “No final desta temporada, Wally vai aprender que as ‘lendas’ têm uma definição diferente do que significa ser um herói”, completou. A entrada de Kid Flash no elenco de “Legends” acontece poucos episódios após a saída de Nuclear. E é “curioso” reparar como os produtores procuraram manter uma espécie de cota racial na trama, trocando um ator negro (Franz Drameh) por outro. Isto já tinha sido verificado na temporada anterior quando a Mulher Gavião, vivida por Ciara Renée, foi trocada por Vixen, interpretada por Maisie Richardson-Sellers. De todo modo, Kid Flash não é um estranho entre as lendas, já que lutou ao lado dos demais heróis durante o crossover “Crisis on Earth-X”. Além disso, também fez uma rápida aparição no primeiro episódio da 3ª temporada de “Legends”. A série da equipe liderada por Canário Branco/Sara Lance (Caity Lotz) retorna com episódios inéditos em 12 de fevereiro nos Estados Unidos. No Brasil, tanto “Legends of Tomorrow” quanto “The Flash” são exibidos no canal pago Warner.
A Noite dos Mortos-Vivos: Fotos raras e coloridas revelam bastidores desconhecidos do clássico zumbi
Fotos raras dos bastidores do clássico zumbi “A Noite dos Mortos Vivos” (1968) surgiram na internet. Até então desconhecidas, elas mostram pela primeira vez imagens coloridas da produção, que foi filmada em preto e branco por George A. Romero. O filme já passou por processo de colorização na época do VHS, mas é a primeira vez que os atores são vistos usando as roupas da produção em suas cores originais. E o impacto é quase psicodélico, de tão vívidas que são as cores de seu figurino. Romero, que faleceu em julho do ano passado, filmou o primeiro filme de apocalipse zumbi juntando todas as suas economias, conseguidas com trabalho em comerciais, num montante total de US$ 114 mil. Para economizar, optou pelo preto-e-branco, uma estética de documentário e apenas catchup e carne de açougue como efeito especial. O porão da fazenda, em que parte da trama acontecia, era o porão de seu próprio escritório. Amigos eram convidados a viver mortos-vivos. Tudo o que podia ser barateado, foi. O impacto foi histórico. Até então, zumbis eram personagens de filmes sobre vudu, relacionados à sacerdotes sobrenaturais do Haiti – como Bela Lugosi em “Zumbi, A Legião dos Mortos” (1932). Romero tirou os elementos mágicos da história, trocando-os por ficção científica. Uma contaminação e não um ritual mágico transformava as pessoas em seu clássico. E a origem dessa contaminação era vaga – um satélite vindo do espaço? O diretor nem sequer usa a palavra zumbi em seu filme, para evitar a comparação com o vudu. Eram mortos-vivos. E os protagonistas aprendiam os fatos básicos sobre as criaturas junto do público, via noticiário televisivo: os mortos-vivos eram lentos e famintos por carne humana, uma mordida ou arranhão podia transformar qualquer pessoa num deles, assim como a morte, e eles só paravam com um tiro na cabeça. Além dos elementos de terror, a trama adentrava o inesperado terreno da crítica social, ao fazer de um negro e uma mulher branca seus principais protagonistas. A combinação era inusitada para a época, quando casais inter-raciais ainda eram vistos com reprovação no mundo real. A ideia tornava-se mais impactante pelo final, em que o personagem do ator Duane Jones era morto por um caipira. Ele é um dos destaques da foto, ao lado de Judith O’Dea (Barbra), de vestido… azul! Além de Karl Hardman e Marilyn Eastman, intérpretes do casal Cooper, que se esconde no porão da fazenda cercada por zumbis. Nas fotos que agora emergem, a filmagem parece um pic-nic. As imagens foram inicialmente divulgadas no Twitter pelo fã e curtametragista Don Swaynos, mas o site Bloody Disgusting pesquisou mais e encontrou mais material. Veja na galeria abaixo.
Lord of Chaos: Filme sobre a banda de black metal Mayhem ganha primeiro pôster
O filme “Lord of Chaos”, uma das avant-premières mais esperadas do Festival de Sundance 2018, divulgou seu primeiro pôster. E é puro heavy metal. Dirigido pelo sueco Jonas Akerlund, mais conhecido por clipes de Madonna e Beyoncé, “Lord of Chaos” é a cinebiografia da polêmica banda Mayhem. Escrito pelo próprio Akerlund em parceria com Dennis Magnusson (“Inferno na Ilha”), o longa pretende narrar a história real dos jovens de Oslo, na Noruega, que popularizaram um novo gênero musical nos anos 1980, o “black metal norueguês”, combinando a música da sua banda com atitudes chocantes. Mas a linha entre realidade e publicidade logo começou a se fundir, e a banda se viu envolvida em crimes incendiários, violência, suicídio e num até assassinato. A banda cinematográfica é formada por Rory Culkin (“Pânico 4”), irmão mais novo de Macaulay Culkin, Jack Kilmer (“Dois Caras Legais”), filho de Val Kilmer, Emory Cohen (“Brooklyn”) e Anthony De La Torre (o jovem Jack Sparrow de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Valter Skarsgård, irmão mais novo de Alexander e Bill Skarsgård, também está no elenco, assim como a cantora pop Sky Ferreira (“Em Ritmo de Fuga”). Para quem não lembra, o Mayhem se tornou notório pelo acúmulo de histórias bizarras. Alguns anos após sua formação, os músicos decidiram se mudar para uma casa no meio de uma floresta em Oslo, onde ensaiavam, compunham odes a Satã, enchiam a cara e planejavam atentados incendiários contra igrejas católicas. Com a convivência, o vocalista, apelidado de Dead, e o guitarrista Euronymous brigaram diversas vezes. Em 1991, Dead se suicidou dentro casa, deixando um bilhete em que pedia desculpas pelo sangue derramado. Em vez de chamar a polícia, Euronymous comprou uma câmera descartável e fotografou o corpo. Dois anos depois, o recém-admitido Varg Vikernes matou Euronymous com 23 facadas. Segundo Varg, ele atacou antes que o guitarrista levasse adiante um plano para torturá-lo até a morte enquanto filmava. No filme, Culkin será Euronymous, Cohen viverá Varg, Jack Kilmer interpretará Dead, Valter Skarsgård incorporará Faust e Sky Ferreira dará vida a uma personagem chamada Ann-Marit, que não faz parte de nenhuma banda da época. Uma possibilidade é Ann-Marit Sæbønes, prefeita de Oslo no período do assassinato de Euronymus. Já Faust deve ser Bård Faust, integrante da banda Emperor, que no início dos anos 1990 matou um gay à facadas e queimou igrejas com Euronymous e Varg. Um fato pouco difundido é que, antes de virar diretor, Akerlund também participou desta cena, como membro fundador do Bathory, um dos primeiros grupos de black metal nos anos 1980. Ele era o baterista original da banda sueca formada em 1983 – bem antes, portanto, do Mayhem colocar o gênero nas colunas policiais. Em nova formação, o Mayhem ainda existe. E passou recentemente pelo Brasil em turnê. Para completar, a trilha do filme, nas cenas não musicais, também foi composta por uma banda. Mas de estilo totalmente oposto. Akerlund quis uma trilha atmosférica e contratou a banda indie islandesa Sigur Ros. A pré-estreia mundial acontece na terça (23/1) em Sundance e ainda não há previsão de lançamento comercial.
Novo terror do diretor de Martyrs ganha trailer brutal
“Ghostland”, o novo terror do diretor francês Pascal Laugier (“Martyrs”), ganhou pôster e seu primeiro trailer. Falado em inglês (com legendas em francês), ele traz Crystal Reed (série “Gotham”) como uma escritora de livros de horror, que faz sucesso com uma história que a assombra na vida real. O livro descreve o que lhe aconteceu na adolescência, após se mudar com sua mãe e irmã para uma casa herdada de uma tia. Na primeira noite no novo lar, a casa foi invadida e as mulheres brutalizadas, com as crianças mantidas vivas para serem abusadas sem parar. Dezesseis anos depois, as duas irmãs se reencontram, mas realidade e fantasia também se entrelaçam, quando visitam a velha casa. O elenco inclui Taylor Hickson (série “Aftermath”), Emilia Jones (“Amaldiçoada”), Anastasia Phillips (série “Reign”) e cantora Mylène Farmer (“Giorgino”). A estreia está marcada para 14 de março na França e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Matt Smith negocia viver Charles Manson no cinema
O ator Matt Smith (ex-“Doctor Who” e “The Crown”) está negociando o papel do psicopata da vida real Charles Manson no novo filme de Mary Harron, diretora de “Psicopata Americano” (2000). Intitulado “The Family”, o filme examinará os assassinatos infames cometidos pela “família” de Manson, uma seita de hippies assassinos que barbarizou os EUA no final dos anos 1960. A trama será centrada numa estudante que se junta a outras jovens que sofreram lavagem cerebral como parte da seita de Manson. O roteiro, já finalizado, é de Guinevere Turner, com quem Harron trabalhou em “Psicopata Americano”, e se baseia em dois livros: “The Long Prison Journey of Leslie van Houten: Life Beyond The Cult”, escrito por Karlene Faith, e “The Family”, de Ed Sanders, sobre os assassinatos da família Manson. No momento, “The Family” está em processo de escalação de elenco para iniciar suas filmagens na metade do ano, em Los Angeles. Segundo o site Tracking Board, Hannah Murray (da série “Game of Thrones”) e Marianne Rendón (da série “Imposters”) também negociam viver Leslie Van Houten e Susan Atkins, respectivamente. As duas foram condenadas a prisão perpétua. A segunda morreu de câncer na prisão e a segunda teve, neste fim de semana, um novo apelo por liberdade rejeitado pelo Governador da Califórnia. Além do filme de Harron, o novo longa de Quentin Tarantino também lidará com os massacres cometidos pela família de Manson.
Gary Oldman vai produzir série de terror canibal
O serviço de streaming Sony Crackle (até 2017 conhecido apenas como Crackle) anunciou sua primeira série de terror. Trata-se de “The Butcher”, criada pelo cineasta Charles Burmeister (“Território sem Lei”) e produzida pelo ator Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”). “É uma história contemporânea da investigação épica de um detetive de homicídios para encontrar, caçar e matar um assassino serial que vive entre nós”, descreveu o diretor da plataforma Eric Berger, durante o evento semestral de imprensa da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). “O assassino é alguém que é muito humano, mas também mais que humano”. “Ao longo de sua jornada, o herói da história, um detetive de homicídio de Los Angeles chamado Mitch Dixon, deve descobrir o mistério de quem é o Açougueiro, como ele opera e aceitar uma verdade inacreditável – que ele descobriu a chave da imortalidade, cujo preço é o consumo de carne humana”. Berger acrescentou: “Estamos entusiasmados em nos associar com Doug e Gary neste drama sobrenatural e estamos ansiosos para compartilhar mais notícias sobre essa série nos próximos meses”.
Dorothy Malone (1925 – 2018)
A atriz americana Dorothy Malone, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “Palavras ao Vento” (1956), morreu na manhã de sexta-feira (19/1) aos 92 anos, por causas naturais. Malone iniciou a sua carreira artística nos anos 1940, estrelando dezenas de westerns e filmes noir, venceu o Oscar quase duas décadas depois e atingiu o pico de sua fama nos anos 1960, graças a seu trabalho na série “Caldeira do Diabo” (Peyton Place), exibida entre 1964 e 1969. Dorothy Eloise Maloney nasceu em Chicago em 30 de janeiro de 1925 e teve seu encontro com o destino enquanto estudava na faculdade para virar enfermeira. Sua beleza chamou atenção de um olheiro de Hollywood, que a levou a assinar um contrato com o estúdio RKO Radio Pictures aos 18 anos de idade. Ela figurou em inúmeras produções dos anos 1940, mas foi só quando se acertou com a Warner e encurtou o nome para Malone que sua carreira desabrochou. Howard Hawks ficou impressionado quando ela apareceu entre os figurantes do estúdio. Em 1946, a escalou em “A Beira do Abismo” (The Big Sleep), um dos maiores clássicos do cinema noir. Era um pequena participação, em que ela aparecia diante de Humphrey Bogart para fechar uma livraria e dizer uma única frase. Mais tarde, o diretor revelou que incluiu a sequência no filme “só porque a menina era muito bonita”. Em pouco tempo, seus diálogos aumentaram, num crescimento que envolveu filmes de verdadeiros gênios de Hollywood, como “Canção Inesquecível” (1946), de Michael Curtiz, “Ninho de Abutres” (1948), de Delmer Davis, e “Golpe de Misericórdia” (1949), de Raoul Walsh. Até que, a partir de 1949, seu nome passou a aparecer nos cartazes de cinema. Seu contrato de exclusividade acabou na virada da década, e ela seguiu carreira em westerns baratos, virando uma das “mocinhas” mais vistas nos filmes de cowboy da década de 1950 – ao lado de astros do gênero, como Joel McCrea, Randolph Scott, Jeff Chandler, Fred MacMurray, Richard Egan, Richard Widmark, Henry Fonda e… o futuro presidente Ronald Reagan. Ela chegou até a ilustrar um pôster dispensando “mocinhos”, de chapéu, calças e dois revólveres nas mãos – “Guerrilheiros do Sertão” (1951). Mas não abandonou o cinema noir, coadjuvando em “A Morte Espera no 322” (1954), de Richard Quine, “Dinheiro Maldito” (1954), de Don Siegel, e “Velozes e Furiosos” (1955), um dos primeiros filmes de carros de fuga, dirigido e estrelado por John Ireland. Todos cultuadíssimos. Também fez dois filmes com Jerry Lewis e Dean Martin, outro com Frank Sinatra e causou grande impacto no drama “Qual Será Nosso Amanhã” (1955), seu reencontro com o diretor Raoul Walsh, no papel da esposa solitária de um jovem fuzileiro (Tad Hunter) que embarca para a 2ª Guerra Mundial. Ela completou sua transformação no melodrama “Palavras ao Vento” (1956), do mestre Douglas Sirk. A morena deslumbrante virou uma loira fatal. E roubou a cena da protagonista – ninguém menos que Lauren Bacall. Como um Iago (com “I” maiúsculo”) de saias, ela semeava ciúmes e destruição em cena, colocando dois amigos (Rock Hudson e Robert Stark) em conflito por causa da personagem de Bacall, sem que nenhum tivesse feito nada de errado, além de amar a mesma mulher. Em meio a tantas estrelas, Malone venceu o único Oscar do filme, como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz voltou a se reunir com Hudson, Stack e o diretor Douglas Sirk em “Almas Maculadas” (1957), interpretou a mulher do lendário ator Lon Chaney na cinebiografia “O Homem das Mil Faces” (1957), até ver seu nome aparecer antes de todos os demais pela primeira vez, em “O Gosto Amargo da Glória” (1958). O filme era outra cinebiografia de atores célebres, em que Malone interpretou Diana Barrymore, tia de Drew Barrymore e filha do famoso John Barrymore (vivido no drama por Errol Flynn), numa espiral de autodestruição. No auge da carreira cinematográfica, ela fez seu derradeiro e melhor western, “O Último Por-do-Sol” (1961), uma superprodução estrelada por Rock Hudson e Kirk Douglas, escrita por Dalton Trumbo e dirigida por Robert Aldrich em glorioso “Eastman Color”, antes de inesperadamente virar a “coroa” de um filme de surfe, o cultuado “A Praia dos Amores” (1963), que lançou a “Turma da Praia” de Frankie Avalon e Annette Funicello. As novas gerações acabariam adorando Dorothy por outro papel, como a mãe solteira e superprotetora Constance MacKenzie na série “A Caldeira do Diabo”. A produção fez História como o primeiro novelão do horário nobre da TV americana. Além da narrativa melodramática, tinha a novidade de continuar no próximo capítulo, algo inédito na programação noturna da época, e de abordar sexo fora do casamento, outra ousadia. A personagem de Dorothy já tinha sido interpretado por Lana Turner no cinema, num filme de 1957 que rendeu o Oscar para a atriz. A versão televisiva trouxe uma indicação ao Globo de Ouro para Malone, que interpretava a mãe da futura esposa de Woody Allen, Mia Farrow. A atriz sofreu uma embolia pulmonar enquanto trabalhava na série em 1965 e precisou passar por sete horas de cirurgia durante a produção, sendo substituída temporariamente por outra atriz no programa. Mas também teve que lutar por sua vida na ficção, quando os roteiristas resolveram “matá-la” em 1968, após reclamações de descaso com sua personagem. Dorothy foi à justiça contra a 20th Century Fox e recebeu uma fortuna – mais de US$ 1 milhão na época – e sua Constance sobreviveu, mas saiu da série. Sem problemas, pois “A Caldeira do Diabo” acabou no ano seguinte sem ela. Apesar do clima inamistoso com que saiu da produção, a atriz voltou ao papel de Constance MacKenzie mais duas vezes, em telefilmes que reuniram o elenco original da série, exibidos em 1977 e 1985. Ela ainda contracenou com Alain Delon no giallo “Crepúsculo dos Insaciáveis” (1969), mas o resto de sua carreira foi preenchido por pequenas participações em filmes e séries. Seu último trabalho aconteceu em 1992, no papel de uma amiga de Sharon Stone no suspense “Instinto Selvagem”. O sucesso profissional não se refletiu em sua vida pessoal. Seus casamentos duraram pouco. O primeiro foi com o ator francês Jacques Bergerac, ex-marido de Ginger Rogers, em 1959, com quem teve duas filhas. O matrimônio terminou num divórcio amargo, em que Malone acusou Bergerac de se casar com atrizes famosas para promover sua própria carreira. Em 1969, ela se uniu ao empresário Robert Tomarkin, mas o casamento foi anulado em questão de semanas, com acusações ainda piores: ele seria um golpista tentando extorqui-la – anos depois, Tomarkin foi preso por roubo. O último casamento foi com um executivo do ramo de motéis, Charles Huston Bell, em 1971. Igualmente curto, terminou após três anos. Dorothy Malone costumava dizer que sua vida tinha mais drama que a ficção de “A Caldeira do Diabo”. Cinéfilos também poderiam afirmar que ela foi uma atriz com muito mais classe que a maioria dos filmes que estrelou. Mas quando se portava mal, fazia um bem danado para o cinema.
Os Super Tiras voltam a atacar em trailer de novo besteirol
A Fox Searchlight divulgou o pôster e o trailer de “Super Troopers 2”. Bem diferente dos filmes premiados do estúdio, a continuação da comédia “Super Tiras” (2001) é um besteirol escrachado, na linha de “Loucademia de Polícia” (1984). A prévia mostra a nova missão dos patrulheiros incompetentes de Vermont: trabalhar no Canadá. E é a deixa para várias piadas de estereótipos canadenses, que também demonstram a idiotice americana. A produção volta a juntar a trupe conhecida como Broken Lizards, responsáveis pelo primeiro filme: o diretor Jay Chandrasekhar e os roteiristas Kevin Heffernan, Steve Lemme, Paul Soter e Erik Stolhanske, que também estrelam o filme no papel dos Super Tiras. Além deles, o elenco ainda inclui Rob Lowe (série “Code Black”), Brian Cox (“Churchill”), Emmanuelle Chriqui (série “Shut Eye”), Jim Gaffigan (“Belas e Perseguidas”), Will Sasso (“Os Três Patetas”), Tyler Labine (“A Chefa”) e Lynda Carter (a “Mulher-Maravilha” dos anos 1970). A estreia está prevista para 20 de abril nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Diretor de Extermínio 2 fará versão com atores de A Espada Era a Lei
O diretor espanhol Juan Carlos Fresnadillo, que dirigiu o filme de zumbis “Extermínio 2” (2007), está em negociações com a Disney para dirigir a versão com atores do clássico animado “A Espada Era a Lei” (The Sword in the Stone). O desenho de 1963 foi uma das raras produções da Disney que não girava em torno de uma princesa e sim de um príncipe desencantado. O menino não sabia quem era, apesar de receber aulas do velho Merlin, que o preparava para grandes responsabilidades – quando não estava ocupado enfrentando a bruxa Madame Min. Mais interessado em brincar do que aprender, o jovem se torna escudeiro do irmão mais velho. Até que, no dia de uma competição, precisa encontrar uma espada e pega a primeira que vê, largada em plena praça pública, encravada numa pedra. A espada era Excalibur e o jovem da história se chamava Arthur. Esta trama já foi excessivamente filmada por Hollywood, inclusive em 2017, quando rendeu o fracasso “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. Mas a versão animada da Disney, baseada no livro infantil homônimo de T.H. White, mantém-se entre as melhores, embora seja a que mais se afasta do mito de Avalon. A produção foi o último desenho do estúdio produzido pelo próprio Walt Disney. A adaptação foi escrita por Bryan Cogman, roteirista da série “Game of Thrones”. A Disney também está desenvolvendo uma adaptação da série de livros da “Saga Merlin”, do escritor norte-americano T.A. Barron, que trata dos mesmos personagens. Longe dos cinemas desde o terror “Intrusos” (2011), Fresnadillo tem se dedicado atualmente às séries, assinando a produção de “Falling Water” e “Salvation”.
Siren: Série de sereias assassinas ganha foto do elenco e teaser em clima de terror
O canal pago Freeform divulgou um teaser e a primeira foto do elenco de “Siren”, uma série juvenil sobre sereias. O teaser aposta no clima de terror, para mostrar as criaturas marinhas da produção de forma muito diferente daquelas vistas em “H2O: Meninas Sereias”, na animação “Pequena Sereia” e em outras histórias românticas. A trama se passa em Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida pela lenda de um dia ter abrigado sereias. Quando a chegada de uma garota misteriosa prova que este folclore tem fundo verdadeiro, fica claro que as sereias são predadores que retornam para reclamar seu lugar de direito. A série é estrelada por Alex Roe (“A 5ª Onda”) como Ben, um jovem biólogo marinho que se vê atraído por Ryn, a nova garota misteriosa da cidade, interpretada por Eline Powell. Como curiosidade, a atriz também viveu uma sereia no filme “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. O elenco ainda inclui Sibongile Mlambo (série “Black Sails”), Ian Verdun (visto na série “Lucifer”), Rena Owen (“O Último Caçador de Bruxas”) e Fola Evans-Akingbola (série “Death in Paradise”), além de Patrick Gallagher (“Uma Noite no Museu 3”) e Tammy Gillis (série “Ghost Wars”) em papéis recorrentes. Criação de Emily Whitesell (roteirista da série “Finding Carter”), “Siren” só vai estrear em 29 de março nos Estados Unidos.
Al Pacino enfrenta denúncias de abusos sexuais no primeiro trailer de Paterno
A HBO divulgou o primeiro trailer do telefilme “Paterno”, que aborda o tema do momento: denúncias de abusos sexuais. O filme conta a história controvertida de Joe Paterno, ex-treinador de futebol da Universidade Penn State envolvido num escândalo sexual. Depois de se tornar o treinador mais vitorioso da história do futebol universitário, Paterno foi acusado de ter ignorado as acusações de abuso contra seu assistente Jerry Sandusky, que molestava os jovens. Um relatório concluiu que o treinador e outros funcionários do time estavam cientes das ações de Sandusky, mas optaram por ignorar o fato. As acusações acabaram se tornando públicas e acabaram com a carreira de todos os envolvidos. O filme é estrelado por Al Pacino (“O Poderoso Chefão”) e dirigido por Barry Levinson (“Rain Man”). Trata-se do quarto trabalho de Pacino para a HBO, após “Phil Spector” (2013), “Você Não Conhece o Jack” (You Do Not Know Jack, 2010) e a minissérie “Angels in America” (2003), todas baseadas em histórias reais. Levinson, por sua vez, foi o diretor de “Você Não Conhece o Jack” e assina o mais recente telefilme do canal, “O Mago das Mentiras” (The Wizard of Lies), estrelado por Robert De Niro. A estreia de “Paterno” acontecerá na primavera americana, entre março e junho, em data ainda não definida.












