James Wan vai dirigir o primeiro episódio da série do Monstro do Pântano
O cinesta James Wan, responsável pela franquia de terror “Invocação do Mal”, vai dirigir o episódio inaugural da série “Swamp Thing”, sobre o personagem dos quadrinhos Monstro do Pântano. Ele já é um dos produtores da atração e seu envolvimento tem o objetivo de marcar o tom da série. Entretanto, como está cheio de projetos, Wan vai dividir a direção do piloto com Deran Serafian, um veterano especialista em séries do gênero (que fez de “Buffy” a “The Exorcist”). Apesar da expectativa aumentar com a participação de Wan atrás das câmeras, não será a primeira vez que um mestre do terror vai dirigir o monstro mais famoso da DC Comics. Wes Craven, responsável pelas franquias “A Hora do Pesadelo” e “Pânico”, lançou um filme do personagem em 1982. Mas, na época, o baixo orçamento – o monstro era um ator com roupa de borracha – deixou o filme com aparência trash. A produção de Wan também não será a primeira série do personagem, que já teve uma atração com três temporadas no canal pago americano USA Network, entre 1990 e 1993. Desta vez, haverá mais liberdade para a produção abraçar as tramas de terror e maior investimento da Warner. A confiança é tanta que a série foi aprovada sem encomenda de piloto, baseada apenas na apresentação e na reputação de Wan. “Swamp Thing” será o segundo trabalho do cineasta para a DC Comics. Vale lembrar que ele é o diretor de “Aquaman”, que chega aos cinemas no final do ano. A série vai integrar o DC Universe, novo serviço de streaming da DC Comics, que ainda não tem previsão de estreia.
Filme de terror Raça das Trevas, do criador de Hellraiser, vai virar série
O filme de terror “Nightbreed”, escrito e dirigido por Clive Barker (o criador de “Hellraiser”), vai virar série do canal pago SyFy. Conhecido no Brasil como “Raça das Trevas”, o longa de 1990 é originalmente baseado no conto “Cabal”, de 1988, e também já inspirou uma publicação de quadrinhos. A adaptação está a cargo do roteirista Josh Stolberg (do remake de “Piranha” e do recente “Jogos Mortais: Jigsaw”) e vai seguir um grupo de mestiços, metade humanos e metade monstros, que buscam um novo refúgio após seu abrigo subterrâneo ser destruído. Entre eles, está um herói que enfrenta a dor e o mistério que envolvem a morte de sua noiva. O grupo ainda precisa lidar com os humanos que os consideram monstros. O próprio Clive Barker é um dos produtores da atração, junto com os estúdios Universal e Morgan Creek. “Essa história está no meu coração há muitos anos”, disse Barker, em comunicado. “Estou muito animado com o fato de SyFy e Universal estarem embarcando conosco e eu mal posso esperar para ver isso ganhar vida na tela.” Ainda não há data para a estreia da série.
Dwayne Johnson se emociona em vídeo ao apresentar documentário sobre a Chapecoense
O ator Dwayne “The Rock” Johnson divulgou um vídeo em seu Instagram sobre um trabalho diferente em sua carreira. Ele fez a introdução para o documentário “Nossa Chape”, que mostra a jornada emocionante do time da Chapecoense, que chegou até a final da Copa Sul-Americana de 2016, apenas para ter sua trajetória tragicamente interrompida com a queda do avião que matou 71 pessoas, incluindo a maioria dos atletas e a comissão técnica da equipe. “Levei alguns takes e tive de lutar contra as lágrimas para chegar até o fim”, disse o astro, na legenda do vídeo. “Uma história poderosa e emocionante que foi um completo privilégio introduzir e poder fazer uma pequena contribuição”. O filme foi dirigido por Jeff Zimbalist e Michael Zimbalist, que antes assinaram o documentário “The Two Escobars”, que mostra a relação entre Pablo Escobar e o futebol, enquanto traça a jornada de Andrés Escobar – zagueiro que defendeu a Colômbia na Copa do Mundo de 1994 e foi assassinado depois de fazer um gol contra. Os irmãos Zimbalist também dirigiram o filme “Pelé”, sobre a juventude do maior jogador de futebol de todos os tempos. O documentário será exibido no canal pago Fox Sports dos EUA. Took me a few takes and fought back tears to get thru this one. Join us now on @foxsports or set your DVR’s for NOSSA CHAPE. Very powerful and emotional story that was my absolute privilege to introduce and be a small part of. #NossaChape #Chapecoense ?? Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 23 de Jun, 2018 às 1:15 PDT
4ª temporada de Supergirl vai abordar trama cultuada do criador de Kick-Ass e Kingsman
O final da 3ª temporada de “Supergirl” deixou muitos telespectadores intrigados, pois nos últimos segundos introduziu uma nova versão da heroína do título, vista chegando sem roupas à Sibéria, no leste da Rússia. A cena ambígua foi explicada pelos produtores em entrevistas após a exibição do capítulo. Ela apresenta a vilã da próxima temporada, que será a própria Supergirl (Melissa Benoist). Durante sua luta final com Régia (Odette Annable), Kara volta no tempo para impedir a morte de seus amigos e utiliza a Pedra de Yuda Kal para se transportar para uma espécie de mundo subconsciente. Mas isso fez com que uma cópia de Supergirl surgisse na Rússia. “Para os fãs dos quadrinhos, acho que eles podem reconhecer que a história que queremos contar é inspirada na icônica ‘Red Son’ da DC Comics, que narrou uma história de origem alternativa para o Superman”, disse o produtor Robert Rovner ao site TVLine. A minissérie de três capítulos “Red Son” foi escrita em 2003 por Mark Millar, o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”, e conta o que aconteceria se a nave do bebê Kal-El tivesse descido na Rússia e Superman crescesse como um comunista. A publicação foi lançada no Brasil com o título “Superman – Entre a Foice e o Martelo”. Além da história de “Red Son”, a trama deve abordar eventos da própria revista da “Supergirl”, que em 2005 foi separada em duas pessoas diferentes ao entrar em contato com Kryptonita Negra, uma delas com personalidade maligna. Vale lembrar que a Pedra de Yuda Kal é um pedaço de rocha preta do planeta Krypton – a definição da Kryptonita Negra. A 4ª temporada de “Supergirl” estreia em outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Sony desenvolve filme derivado do Homem-Aranha com a heroína Seda
A Sony está desenvolvendo um novo filme derivado do universo do Homem-Aranha. E desta vez trata-se de uma super-heroína: Seda (Silk, no original), a identidade secreta da jovem sul-coreana Cindy Moon. O detalhe é que a personagem já apareceu no universo Marvel. Vivida por Tiffany Espensen, Cindy Moon foi vista como parte da equipe acadêmica do colégio de Peter Parker (Tom Holland) em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” e na cena do ônibus escolar de “Vingadores: Guerra Infinita”. Nos quadrinhos, Cindy é uma colega de classe de Peter Parker que também é picada por uma aranha radioativa na mesma época que ele. Ela ganha habilidades semelhantes às dele. Ou melhor, habilidades superiores. Ela é capaz de disparar teias pelas pontas dos dedos, é mais rápida e tem um Sentido Aranha avançado (conhecido como Sentido Seda). Seda só perde para o Homem-Aranha no quesito da força física. Curiosamente, a intérprete da personagem coreana é, na verdade, uma atriz chinesa. Tiffany Espensen nasceu em 1999 em Lianjiang, China, mas veio muito jovem para os Estados Unidos. Sua carreira já conta com vários trabalhos, inclusive aparições em séries como “Hannah Montana”, “Criminal Minds”, “Tru Jackson”, “House” e “Boa Sorte, Charlie!”. Ela também foi protagonista da série “Kirby Buckets” no canal pago Disney XD e está no elenco de “Best Worst Weekend Ever”, que chega em breve na Netflix. A produção do filme de “Seda” está a cargo de Amy Pascal, a ex-presidente da Sony responsável por desenvolver o universo cinematográfico do Homem-Aranha, que este ano ganhará dois filmes: “Venom”, em outubro, e a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, com estreia marcada para dezembro.
Criador de Chucky anuncia produção da série do Brinquedo Assassino
O criador de Chucky, o roteirista e diretor Don Mancini, anunciou no Twitter a produção da série baseada no boneco psicopata. Sem dar maiores detalhes, ele postou um gif que confirma o título da produção: “Child’s Play”, mesmo nome do filme original que lançou a franquia em 1988, batizado no Brasil de “Brinquedo Assassino”. Mancini escreveu o roteiro de “Brinquedo Assassino” há 30 anos e desde então explora sem parar o boneco, tendo escrito todas as seis continuações e ainda dirigiu os três últimos longas do monstro de plástico. O projeto será uma continuação da trama do último filme, “O Culto de Chucky”, que foi lançado direto em DVD no ano passado. Em entrevista para o site Bloody Disgusting, o roteirista-diretor afirmou que a série foi “deliberadamente configurada no final do último filme”, acrescentando que o “tom é sombrio e perturbador”. Ele ainda adiantou que Brad Dourif continuará a dublar Chucky, como em todos os filmes. “Child’s Play” também terá produção de David Kirschner, que produz os filmes de Chucky, mas ainda não possui canal definido nem previsão para de lançamento. pic.twitter.com/5Xqve1w88H — Don Mancini (@RealDonMancini) June 22, 2018
Cineasta Xavier Dolan entra na continuação de It: A Coisa
O ator e diretor canadense Xavier Dolan, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes por “É Apenas o Fim do Mundo” (2016), entrou no elenco de “It: Capítulo Dois”. De acordo com o site Deadline, ele viverá Adrian Mellon. No livro de King, Mellon é um jovem gay que é agredido e jogado de uma ponte em Derry. O incidente marca a volta de Pennywise à cidade, quase 30 anos após enfrentar as crianças nos eventos apresentados no primeiro filme. O papel será o segundo da carreira de Dolan numa produção hollywoodiana, após aceitar o convite para participar de “Boy Erased”, do ator e diretor Joel Edgerton (“O Presente”). A decisão de fazer “It” pode ter a ver com o fato dele próprio ser gay assumido e já ter explorado o terror da homofobia num de seus filmes de maior repercussão, “Tom na Fazenda” (2013). Além dele, a produção também confirmou a participação de Will Beinbrink (da série “A Rainha do Sul/Queen of the South”) como Tom Rogan, o marido abusivo de Beverly (interpretada por Jessica Chastain na sequência). “It: Capítulo Dois” tem novamente direção de Andy Muschietti e estreia prevista para setembro de 2019.
Netflix renova Cara Gente Branca para a 3ª temporada
A Netflix publicou no Twitter o anúncio da renovação de “Cara Gente Branca” (Dear White People) para a 3ª temporada. Veja abaixo. Baseada no aclamado filme independente de mesmo nome, a série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca. A atração faz um questionamento extensivo do racismo no mundo moderno, sem poupar sequer o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A série foi criada pelo diretor e roteirista Justin Simien, responsável pelo longa original, premiado no Festival de Sundance de 2014, e além de explorar questões de raça, também discute classes sociais e sexualidade. Com mais 10 episódios, a atração retorna em 2019. Venho em nome da Ordem do X, passar a mensagem: Cara Gente Branca retornará à Netflix para uma terceira temporada. Boa noite. — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) 22 de junho de 2018
The Connors: Série Roseanne ganhará spin-off com todo o elenco, menos Roseanne
A rede americana ABC deu sinal verde para a produção de um spin-off de “Roseanne”, após a série original ser cancelada devido a um tuíte racista de sua protagonista Roseanne Barr. Intitulado “The Connors”, o projeto reunirá todos os integrantes do elenco, menos Roseanne. E irá estrear já no final deste ano. “As histórias de ‘The Connors’ demonstram que famílias sempre podem encontrar assuntos comuns entre conversas, risadas e amor. O spin-off vai continuar a explorar problemas contemporâneos que são tão relevantes quanto eram há 30 anos”, definiu a ABC em comunicado, aludindo à época da exibição original de “Roseanne”. A série foi um sucesso imenso de público e crítica nos anos 1990, e grande influência nas sitcoms que a sucederam. Vencedora de três Globos de Ouro e quatro Emmys, acompanhava os problemas cotidianos de uma família típica da classe trabalhadora. E esta era a grande diferença. Enquanto as famílias televisivas anteriores eram todas bem resolvidas, os episódios de “Roseanne” refletiam a realidade vivida pela audiência, como dificuldades para pagar contas, criar os filhos e aturar a convivência familiar. Em meio à onda nostálgica que marca o retorno de atrações clássicas para a televisão, o revival da série liderou a audiência dos Estados Unidos assistido por 18 milhões de espectadores ao vivo e marcando 5,1 pontos na demo (entre espectadores na faixa demográfica de 18 a 49 anos), um feito incrível que só costuma ser registrado em transmissões de grandes eventos esportivos ao vivo. Isto inspirou uma renovação antecipada da produção. Mas, logo ao final da temporada, a protagonista e produtora Roseanne Barr resolveu disparar um tuíte racista e gratuito sobre Valerie Jarrett, mulher negra, nascida no Irã, que foi assessora do ex-presidente americano Barack Obama. Roseanne escreveu: “Irmandade Muçulmana e ‘Planeta dos Macacos’ tiveram um filho = vj”. A repercussão foi tão negativa que a emissora ABC optou por cancelar a série, mesmo ela tendo estourado os índices de audiência. Até Sara Gilbert, que interpreta uma filha de Roseanne na série, condenou a atriz. “Os comentários recentes de Roseanne sobre Valerie Jarrett, e muito mais, são abomináveis e não refletem as crenças de nosso elenco e equipe ou de qualquer um associado ao nosso programa. Estou decepcionada com suas ações, para dizer o mínimo”, escreveu ela. O showrunner de “Roseanne”, Bruce Helford, também resolveu se pronunciar “em nome de todos os roteiristas e produtores que trabalharam duro para criar uma série incrível”. “Eu fiquei pessoalmente horrorizado e entristecido pelos comentários que não refletem, de forma alguma, os valores das pessoas que trabalharam para fazer dessa série icônica o que ela é”. A decisão do canal não tardou. Mas, mesmo diante do clamor público, a ação surpreendeu o mercado. Afinal, na onda de revivais da TV americana, a comédia de Roseanne Barr era disparada a mais bem-sucedida. O detalhe é que o cancelamento foi defendido até pelo CEO da Disney, Bob Iger, que é o poderoso chefão do conglomerado, no qual se inclui a ABC. “Só havia uma coisa a se fazer aqui, e era fazer a coisa certa”, ele tuitou. A atriz pediu desculpas, e mais tarde voltou a rede social para culpar um calmante pela declaração polêmica. O cancelamento súbito, porém, deixou diversas pessoas desempregadas e anunciantes em polvorosa, e a ABC prometeu trabalhar para remediar isso. A solução veio com o projeto do spin-off, que acompanhará a família de Roseanne, mas sem a presença de Roseanne.
Série animada Daria vai ganhar reboot da MTV
A versão “live action” de “Aeon Flux” não será o único resgate feito pela MTV de suas ótimas séries animadas dos anos 1990. O MTV Studios anunciou que também fará um reboot de “Daria”, a adolescente cínica criada por Glenn Eichler e Susie Lewis, que rendeu cinco temporadas entre 1997 e 2001 no canal pago americano. A nova série vai se chamar “Daria & Jodie”, e acompanhará a protagonista original ao lado de sua amiga Jodie Landon. Esta versão está sendo desenvolvida por Grace Edwards, roteirista de “Unbreakable Kimmy Schmidt” que já trabalhou na MTV na série “Loosely Exactly Nicole”. Além disso, o MTV Studios pretende reviver outras atrações famosas de sua trajetória, como os reality shows “The Real World” e “Made”. Mas a ideia não é retomar o rumo do canal e sim vender o que a MTV já fez de melhor para seus concorrentes na TV paga e em streaming. Os projetos fazem parte de uma iniciativa da Viacom para transformar seus canais em produtores de conteúdo. Além de explorar o catálogo da MTV, a Viacom também quer transformar a biblioteca do canal infantil Nickelodeon em fábrica de franquias.
Disney aumenta oferta e retoma compra da Fox
A Disney está disposta a pagar para ver até onde a Comcast está disposta a chegar na disputa pelo controle da Fox. A empresa do CEO Bob Iger fez uma nova oferta bilionário pelos ativos da 21st Century Fox, de cerca de US$ 71,3 bilhões, entre dinheiro vivo e ações. O montante é US$ 6 bilhões maior que a quantia oferecida pela Comcast para superar a primeira oferta da Disney – uma transação que seria originalmente fechada por US$ 52,4 bilhões. Mas não é só. A Disney também assumirá a dívida líquida da 21st Century Fox, de cerca de US$ 13,7 bilhões, o que eleva o negócio ao valor de US$ 85 bilhões. Por conta disso, os acionistas da Fox deram sinal verde para prosseguir com os planos originais de fusão com a Disney, que devem ser aprovados internamente nos próximos dias, caso a Comcast não apresente uma contraproposta. Em dezembro do ano passado, a Disney ofereceu um prêmio de US$ 28 por ação da Fox, o que resultava A nova proposta aumenta a oferta para US$ 38. A transação inclui os estúdios de cinema e TV, canais pagos, participação no serviço Hulu e empresas internacionais de TV do conglomerado do magnata Rupert Murdoch. “Nós estamos extremamente orgulhosos do negócios que construímos na 21st Century Fox, e acreditamos firmemente que essa combinação com a Disney irá liberar ainda mais valor aos acionistas à medida que a Disney mantenha o ritmo nesse tempo dinâmico para nossa indústria”, afirmou Murdoch, em comunicado, diante da nova oferta. O negócio leva para o portfólio da Disney franquias como X-Men, Avatar, Simpsons, além de canais como FX Networks e National Geographic. A compra também inclui a Endemol, que é dona dos formatos de populares reality shows, como “Big Brother”, “Masterchef”, além da série “Black Mirror”, atualmente exibida na Netflix. Ao assumir os 30% da participação da Fox no serviço de streaming Hulu, a Disney também obterá o controle majoritário de um dos principais concorrentes da Netflix. Além disso, a Fox também é a principal acionista da rede europeia de TV paga Sky, além da indiana Star India.
Trailer revela nova comédia romântica adolescente da Netflix
Quando os algoritmos da Netflix identificam um filão bem sucedido, a plataforma se joga com tudo. A tendência do momento são comédias românticas adolescentes. E trailer e fotos de “Para Todos os Garotos que Já Amei” revelam que a empresa não perde tempo para repetir experiências bem-sucedidas. Como o fenômeno “A Barraca do Beijo”, trata-se de uma nova historinha de garota tímida que reluta para se declarar ao crush – no caso, crushes – , até ser empurrada pelo destino, tropeçando pelo constrangimento até chegar ao final feliz indefectível do gênero. A jovem Lara Jean Covey tem a mania de escrever cartas para todos os garotos que ama. Ela nunca pensou em enviá-las, usando a escrita como forma de se consolar por sua falta de iniciativa. Até que, um dia, descobre que todas as cartas foram enviadas – e descobre isso da pior maneira possível, ao levar um fora de um dos endereçados. Semelhanças com “Awkward” à parte – na série da MTV, um blogue privado entrava online e revelava a paixonite da protagonista – , o filme é baseado num best-seller juvenil e aposta na diversificação ao escalar uma atriz asiática no papel principal: Lana Condor (a Jubileu de “X-Men: Apocalipse”). No livro, a personagem também tem descendência asiática. O elenco ainda destaca Noah Centineo (da série “The Fosters”), Israel Broussard (“A Morte Te Dá Parabéns”), Janel Parrish (série “Pretty Little Liars”), Anna Cathcart (série “Esquadrão Bizarro/Odd Squad”), Emilija Baranac (série “Riverdale”), Andrew Bachelor (“A Babá”), John Corbett (“Casamento Grego”), Madeleine Arthur (série “The Magicians”) e Trezzo Mahoro (série “Van Helsing”). O roteiro é de Sofia Alvarez (da série “Man Seeking Woman”), a direção de Susan Johnson (da comédia indie “Carrie Pilby”) e a estreia está marcada para 17 de agosto.
Com destaque para Hereditário, filmes da semana dão o que falar
Com “Jurassic World: Reino Ameaçado” repetindo sua “estreia” nesta quinta (21/6) nas mesmas 1,5 mil salas da semana passada, os lançamentos inéditos ficaram com um circuito bem mais restrito. São seis filmes e praticamente todos dão o que falar. O mais divisivo é o terror “Hereditário”, que rachou público e crítica da mesma forma que “Mãe!” no ano passado. O longa tem 90% de aprovação dos críticos relacionados pelo Rotten Tomatoes, mas apenas 56% na votação do público. A pesquisa do CinemaScore, que avalia opiniões de espectadores após as sessões, resultou numa nota D+, muito baixa, especialmente quando se leva em conta que o público costuma gostar de quase tudo. Para contrastar ainda mais, foi o filme mais elogiado do Festival de Sundance 2018, e na época atingiu impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, num impacto comparado ao de outro longa que eletrificou o festival no passado: “A Bruxa” (2013). A reação extrema se deve à presença de cenas muito perturbadoras e gritos extremamente incômodos de Toni Collette (“xXx: Reativado”), além de um final daqueles que rendem múltiplas interpretações e discussões, a ponto de gerar uma profusão de artigos que tentam explicá-lo. Escrito e dirigido pelo estreante em longa-metragens Ari Aster, o filme aborda a história de uma família que, após perder sua matriarca, começa a descobrir segredos inquietantes sobre sua origem. E quanto mais eles descobrem, mais tentam fugir do destino sinistro que podem ter herdado. “O Amante Duplo”, novo trabalho do diretor francês François Ozon (“Uma Nova Amiga”), evoca os suspenses eróticos do final do século passado, com muita nudez e cenas de tensão. A trama reflete a manipulação sofrida pela jovem e bela Marine Vacth (de “Jovem e Bela”) como uma mulher frágil que se apaixona por seu psicanalista, vivido por Jérémie Renier (“Potiche”). Mas ela não demora a perceber que o seu amante está escondendo parte de sua identidade. Comparado às melhores obras de Brian de Palma e David Cronenberg, o filme teve sua avant-premiére mundial no Festival de Cannes do ano passado e ficou com 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda melhor, o drama britânico “Disobedience” narra uma história de amor proibido entre Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) e Rachel McAdams (“Doutor Estranho”), com direção do premiado chileno Sebastián Lélio (do filme vencedor do Oscar “Uma Mulher Fantástica”). Na história, adaptada do romance homônimo da escritora Naomi Alderman, Weisz vive a ovelha negra da família, que volta a encontrar seus parentes judeus ortodoxos depois de muitos anos, no enterro do pai, o rabino da comunidade, chocando sensibilidades ao decidir reviver o que a levou a sair de casa: seu amor reprimido pela melhor amiga (McAdams), que agora é casada com seu primo profundamente religioso (Alessandro Nivola, de “Ginger & Rosa”). Além de dirigir, Lélio trabalhou no roteiro com a inglesa Rebecca Lenkiewicz (do premiado drama polonês “Ida”), e o resultado tem 84% no Rotten Tomatoes. Outro longa que a crítica amou, mas não agrada tanto ao público, “Rei” tem 100% no Rotten Tomatoes. Dirigido pelo também chileno Niles Atallah (“Lucia”), parte de uma trama típica de épico histórico, sobre um aventureiro francês que se declarou rei da Patagônia. Mas sua abordagem é extremamente experimental, valorizando o baixo orçamento com imagens delirantes, de dar orgulho em outro mestre chileno, o surrealista psicodélico Alejandro Jodorowsky. O resultado é a opção mais cinéfila da semana. Dois dramas brasileiros também se destacam na programação. O cineasta Heitor Dhalia (“Serra Pelada”) dirige “Tungstênio”, adaptação da graphic novel de Marcello Quintanilha, premiada no festival francês de quadrinhos de Angoulême (o Cannes dos quadrinhos), que tem roteiro de uma dupla de peso, Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”) e Fernando Bonassi (“Carandiru”). A trama é centrada nos conflitos de quatro personagens tipicamente brasileiros que se cruzam. São eles um policial movido por instintos, sua mulher, que está decidida a se separar, um traficante, cujo principal interesse é apenas sobreviver, e um ex-sargento do exército saudoso da vida no quartel. Para completar, o que acaba movendo os protagonistas é um crime ambiental. E Caio Sóh (“Por Trás do Céu”) assina “Canastra Suja”, um retrato de família mergulhada na violência e sordidez, estrelado por Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) e Adriana Esteves (“Real Beleza”). Confira abaixo mais detalhes de todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers. Hereditário | EUA | Terror Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram. O Amante Duplo | França | Suspense Chloé (Marina Vacht) é uma mulher reprimida sexualmente que, constantemente, sente dores na altura do estômago. Acreditando que seu problema seja psicológico, ela busca a ajuda de Paul (Jérémie Renier), um psicólogo. Só que, com o andar as sessões de terapia, eles acabam se apaixonando. Diante da situação, Paul encerra a terapia e indica uma colega para tratá-la. Chloé, no entanto, decide ir a outro profissional, o irmão gêmeo de Paul, que ela nunca tinha ouvido falar até então. Desobediência | Reino Unido, EUA | Drama A fotógrafa Ronit (Rachel Weisz) retorna para a cidade natal pela primeira vez em muitos anos em virtude da morte do pai, um respeitado rabino. Seu afastamento foi bastante abrupto e o reaparecimento é visto com desconfiança na comunidade, mas ela acaba acolhida por um amigo de infância (Alessandro Nivola), para sua surpresa atualmente casado sua paixão de juventude, Esti (Rachel McAdams). Tungstênio | Brasil | Drama Quando pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, na Bahia, um sargento do exército aposentado, um policial e sua esposa e um traficante vão se unir e farão de tudo para acabar com esse crime ambiental. Canastra Suja | Brasil | Drama Batista (Marco Ricca) e Maria (Adriana Esteves) formam um casal que, aparentemente, é muito feliz em seu casamento. No entanto, a verdade é que as aparências enganam e muito. Batista, um alcoólatra inveterado, e Maria, que tem um caso com o namorado de sua filha mais velha, Emília (Bianca Bin), representam uma família que está à beira das ruínas. Rei | Chile | Drama Antoine de Tounens (Rodrigo Lisboa) foi um aventureiro francês corajoso, que decidiu viajar pelo continente sul-americano em 1860 e fundar sua própria monarquia. Com o aval dos índios do sul do Chile, criou o Reino da Araucania e da Patagônia, declarando-se rei do local. Mas o governo chileno decide tomar as devidas providências para impedir o reinado deste estrangeiro em suas terras. Baseado numa história real.












