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    Craig Zadan (1949 – 2018)

    22 de agosto de 2018 /

    Morreu Craig Zadan, produtor de “Chicago” (2002), filme vencedor do Oscar, que marcou sua carreira com a produção de musicais para o cinema e a televisão. Ele faleceu na noite de segunda-feira (21/8) em sua casa em Hollywood Hills, aos 69 anos, vítima de complicações decorrentes de uma recente cirurgia de substituição do ombro. “Estamos surpresos que o homem por trás de tantas produções incríveis de cinema, teatro e televisão – muitas delas musicais alegres – tenha sido levado tão de repente”, disse o presidente da NBC Entertainment, Bob Greenblatt. “A distinta carreira de Craig como produtor apaixonado e consumado é eclipsada apenas por seu amor genuíno pelos milhares de atores, diretores, escritores, músicos, designers e técnicos com os quais trabalhou ao longo dos anos. Sua ausência será sentida em nossos corações e em todo o nosso negócio.” Zadan iniciou sua carreira de produtor com o musical “Footloose: Ritmo Louco”, estrelado por Kevin Bacon em 1984, e logo no musical seguinte, “A um Passo da Fama’ (1989), estabeleceu sua longa e frutífera parceria com o futuro sócio Neil Meron. Os dois conquistaram um nicho de mercado no começo dos anos 1990 ao produzir telefilmes e minisséries de prestígio para a TV, desde dramas LGBTQIA+ como “Servindo em Silêncio” (1995), estrelado por Glenn Close, até a adaptação do musical “Gypsy” (1993), com Bette Midler, uma versão de “Cinderela” com Whitney Houston e telebiografias sobre a vida dos Beach Boys, Judy Garland, Lucille Ball e a parceria de Dean Martin e Jerry Lewis, entre outras. Depois do Oscar de “Chicago”, a dupla se estabeleceu como referência dos musicais modernos, produzindo “Hairspray: Em Busca da Fama” (2007), o remake de “Footloose” (2013) e até a primeira série sobre os bastidores da produção de um musical, “Smash” (2012–2013), que durou duas temporadas. Logo, foram convidados a produzir a cerimônia de entrega da Oscar, ficando à frente do evento da Academia por três anos, de 2013 a 2015. A dupla também produziu a bem-sucedida série de comédia “Drop Dead Diva” (2009–2014). Mas seu principal legado foi o revival das exibições de musicais ao vivo na rede NBC, tradição dos primórdios da TV, resgatada com pompa pela exibição de “A Noviça Rebelde Ao Vivo!”, em 2013. Vieram diversos outros especiais, inspirando até competição de canais rivais. O trabalho mais recente de Zadan, ao lado de seu velho parceiro, foi “Jesus Cristo Superstar ao Vivo”, que foi ao ar no Domingo de Páscoa nos EUA – e disputa 13 prêmios Emmy no mês que vem. Ele planejava levar a seguir uma montagem de “Hair” para a TV. Ao todo, as produções de Zadan e Meron venceram 6 Oscars, 5 Globos de Ouro, 17 Emmys, 2 Tonys, 2 Peabodys e 1 Grammy.

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  • Série

    Série teen britânica The End of the F***ing World é renovada para a 2ª temporada

    22 de agosto de 2018 /

    A Netflix e o Channel 4 anunciaram a renovação da série adolescente britânica “The End of the F***ing World” para a 2ª temporada. A atração adapta os quadrinhos premiados de Charles S. Forsman e acompanha a road trip de James (Alex Lawther, de “O Jogo da Imitação”), um autoproclamado psicopata, e Alyssa (Jessica Barden, da série “Penny Dreadful”), uma rebelde de saco cheio com tudo. Na 1ª temporada, os dois decidem roubar um carro para encontrar uma vida melhor. Mas à medida que sua viagem caótica se desenrola, torna-se evidente que eles cruzaram um limite e não têm escolha senão ir até onde conseguirem. A adaptação foi desenvolvida pela atriz Charlie Covell (da premiada série policial “Marcella”), que voltará a escrever a 2º temporada, e a trilha foi composta por Graham Coxon, guitarrista da banda Blur – que fez 40 músicas inéditas para a produção. Os oito episódios inaugurais “The End of the F**king World” começaram a ser exibidos em outubro do ano passado no Reino Unido e chegaram apenas em janeiro deste ano na plataforma de streaming. O cronograma de estreia da 2ª temporada não foi divulgado.

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  • Série

    Kristen Bell negocia voltar a viver Veronica Mars em revival da série cult

    21 de agosto de 2018 /

    A cultuada série “Veronica Mars” deve ganhar revival. Segundo a revista Variety, o produtor Rob Thomas está negociando com o serviço de streaming Hulu uma nova leva de episódios da atração, que voltará a ser estrelada por Kristen Bell. O contrato ainda não foi fechado, portanto os detalhes são vagos. Mas a trama provavelmente vai reencontrar a personagem-título após os eventos do telefilme de 2014, que marcou o primeiro revival da atração, uma das melhores séries adolescentes já feitas. O que estaria dificultando o projeto é a agenda lotada de Kristen Bell, que atualmente estrela a série de comédia “The Good Place” e se prepara para gravar sua voz em “Frozen 2”. Caso ganhe sinal verdade, a série deve voltar com duração reduzida, entre oito e dez episódios. A notícia coincide com afirmações anteriores da atriz e de Rob Thomas, que em duas ocasiões diferentes de 2017 mencionaram planos de retomar “Veronica Mars” como minissérie. “Veronica Mars” foi originalmente exibida entre 2004 e 2007 e se tornou cultuadíssima, como uma versão irônica de “Nancy Drew”. O humor ácido e auto-referencial revolucionou as séries de adolescentes, influenciando produções tão diferentes quanto “Gossip Girl” e “Riverdale”, sem esquecer, claro, de “iZombie”, do mesmo escritor. No Brasil, a série ganhou o subtítulo equivocado de “A Jovem Espiã”. Mas a personagem sempre foi uma aspirante a detetive, trabalhando com o pai detetive particular (vivido por Enrico Colantoni), para ajudá-lo a limpar seu nome, após ele ser considerado incapaz de continuar como chefe de polícia diante da repercussão de um grande caso de assassinato em sua cidadezinha. Por curiosidade, a intérprete da vítima, que também era a melhor amiga de Veronica, foi ninguém menos que Amanda Seyfried, estrela do musical “Mamma Mia!”. A maioria do elenco original da série voltou a se juntar no telefilme de 2014, filmado graças ao apoio dos fãs, via campanha do Kickstarter, que na época bateu recorde de arrecadação. Ironicamente, a Warner TV achava que não haveria interesse dos fãs num resgate da série, e só percebeu o entusiasmo quando os números surpreenderam o mercado. Agora, o estúdio se prepara para continuar a trama, junto com Bell e Thomas, mostrando as aventuras da Veronica adulta.

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  • Filme

    Destroyer: Nicole Kidman aparece irreconhecível na foto de seu novo filme

    21 de agosto de 2018 /

    A Annapurna Pictures divulgou a primeira foto oficial de “Destroyer”, que traz a atriz Nicole Kidman (“Big Little Lies”) irreconhecível. No filme, ela interpreta uma detetive policial de Los Angeles, que na juventude se infiltrou em uma gangue no deserto da Califórnia com resultados trágicos. Vários anos depois, o líder do bando volta à tona, fazendo com que ela relembre o passado traumático para solucionar um novo crime. Além de Kidman, o elenco da produção inclui Sebastian Stan (“Vingadores: Guerra Infinita”), Bradley Whitford (“Corra!”), Tatiana Maslany (“Orphan Black”), Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”) e Scoot McNairy (“Halt and Catch Fire”). A produção volta a juntar a cineasta Karyn Kusama (“Garota Infernal”) com os roteiristas Phil Hay e Matt Manfredi, que trabalharam juntos em “O Convite” (2015). A première mundial esta marcada para o Festival de Toronto 2018 e o lançamento comercial vai acontecer em 25 de dezembro nos Estados Unidos, data que sugere pretensões ao Oscar. Ainda não há previsão para o Brasil.

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  • Filme

    Comédia de terror com Zazie Beetz e Chance the Rapper ganha primeiro trailer

    21 de agosto de 2018 /

    A A24 divulgou o trailer e pôsteres de “Slice”, comédia de terror que marca a estreia de Chance the Rapper como ator. As artes parodiam símbolos de redes de pizzarias, aproveitando que a trama gira em torno de uma série de assassinatos de entregadores de pizza, na pequena cidade de Kingfisher, nos Estados Unidos. Chance e Zazie Beetz (a Dominó de “Deadpool 2”) interpretam dois entregadores sobreviventes, que estão determinados a encontrar o assassino antes que se tornem suas novas vítimas. O problema é que a pizzaria em que eles trabalham foi construída na boca do inferno. A premissa com tom de “Buffy: A Caça-Vampiros” foi concebida, escrita e dirigida por Austin Vesely, que também estreia no cinema, após dirigir alguns clipes de, claro, Chance the Rapper. A prévia é puro trash, mas o elenco é repleto de atores conhecidos, como Joe Keery (o Steve de “Stranger Things”), Hannibal Buress (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Chris Parnell (o diretor Parker de “Grown-Ish”), Katherine Cunningham (“Condor”), Paul Scheer (“The League”) e Y’lan Noel (“Insecure”). “Slice” ainda não tem previsão de estreia.

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  • Série

    American Vandal: Trailer da 2ª temporada introduz mistério do “bandido do cocô”

    21 de agosto de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer (sem legendas) da 2ª temporada de “American Vandal”, que revela o tema do próximo mistério da atração. Desta vez, os destemidos documentaristas fictícios da produção precisarão desvendar quem é o “Ladrão de Bosta”. Na 1ª temporada, os estudantes e aspirantes a documentaristas Peter Maldonado (Tyler Alvarez, da série “Every Witch Way”) e Sam (Griffin Gluck, de “Red Band Society”) investigaram o caso de um jovem estudante chamado Dylan Maxwel (Jimmy Tatro, de “Anjos da Lei 2”), expulso de sua escola por supostamente pichar 27 carros do estacionamento com desenhos de pênis. Acreditando que o colega era inocente, eles resolvem fazer justiça com as próprias câmeras. Pois bem. Após ganharem notoriedade pelo caso do “Vândalo do Pênis”, agora precisarão lidar com outro problema ligado ao corpo humano. Mas em vez de defender um inocente, terão que enfrentar um vilão, ao descobrir a identidade do aluno do Ensino Médio que está contaminando a alimentação dos colegas para provocar um festival de diarreia na escola. Com esse tema, a 2ª temporada promete abusar da escatologia, levando adiante sua paródia do formato de séries de documentários sobre crimes reais (como “Making a Murderer”). Criada por Tony Yacenda e Dan Perrault (que fizeram juntos a série “Neon Arcade”), a atração indicada ao Emmy e vencedora do Peabody, uma das mais prestigiadas premiações artísticas dos Estados Unidos, retorna com novos episódios em 14 de setembro no serviço de streaming.

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  • Filme

    Noite de Lobos: Novo suspense do diretor de Sala Verde ganha trailer legendado

    21 de agosto de 2018 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Noite de Lobos” (Hold the Dark), o novo suspense de Jeremy Saulnier, diretor dos ótimos “Ruína Azul” (2013) e “Sala Verde” (2015). A prévia se aproxima do terror, com assassinatos sanguinários, lendas locais e personagens mascarados. Baseado no romance de William Giraldi, a trama se passa numa região afastada do Alasca. Após a morte de três crianças, supostamente em ataque de lobos, um escritor especialista em livros sobre esses animais é contratado para rastrear e localizar o filho desaparecido de uma mãe desesperada, cujo marido está distante, lutando na guerra. O ótimo elenco traz Jeffrey Wright (série “Westworld) como o protagonista, Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”) como os pais do menino, além de James Badge Dale (“Homem de Ferro 3”), Julian Black Antelope (“Blackstone”), Jonathan Whitesell (“Beyond”) e Savonna Spracklin (“Yellowstone”). A estreia está marcada para 28 de setembro.

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  • Etc

    Diretor de Missão Impossível seria favorito para dirigir o novo filme de 007

    21 de agosto de 2018 /

    Os produtores dos filmes de James Bond já estão considerando uma lista de substitutos para Danny Boyle, após o anúncio de que ele não será mais diretor do 25º longa oficial da franquia. E segundo o jornalista Justin Kroll, da revista Variety, o cineasta Christopher McQuarrie, responsável por “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, é um dos nomes cotados para a função. Entretanto, Kroll desconfia das próprias fontes e aponta que isso ainda é um rumor. Ele nem sequer levou à notícia para a Variety, deixando-a registrada apenas com um post no Twitter. Um dos motivos é que ele duvida que McQuarrie possa ter interesse na proposta. “Ele é escolha óbvia, após [o sucesso de] ‘Fallout'”, escreveu o jornalista. “Mas não tenho certeza se ele toparia, uma vez que já disse que pretendia fazer [apenas] material original”. Em outras palavras, uma proposta para McQuarrie esbarraria no mesmo problema encontrado para acomodar Danny Boyle, que só contemplou o projeto com a condição de filmar seu próprio roteiro, escrito em parceria com John Hodge – colaborador do diretor em títulos como “Trainspotting: Sem Limites” e “A Praia”. Apesar de aceitar a condição, os produtores já tinham um roteiro pronto para o filme – da dupla Neal Purvis e Robert Wade, que escreve para a saga 007 desde “O Mundo Não É o Bastante”, lançado em 1999. Ainda sem título oficial, o chamado “Bond 25” será o último filme de Daniel Craig como o espião secreto mais famoso do mundo. As filmagens continuam marcadas para dezembro e a previsão de lançamento é para outubro de 2019. Take this with a grain of salt but a name already being floated as a replacement is McQuarrie. This is just a rumor and has no clout behind it but is an obvious choice following FALLOUT. Not sure if he would be up for it since he has said he wants to do original material — Justin Kroll (@krolljvar) 21 de agosto de 2018

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  • Etc,  Filme

    Barbara Harris (1935 – 2018)

    21 de agosto de 2018 /

    A atriz Barbara Harris, pioneira do teatro do improviso e indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela comédia “O Inimigo Oculto” (1971), morreu nesta terça-feira (21/8), aos 83 anos, após uma batalha contra o câncer de pulmão. Harris morava na cidade de Scotsdale, Arizona, e não aparecia nas telas desde 1997, quando atuou em “Matador em Conflito”, com John Cusack e Minnie Driver. Estrela da Broadway, ela venceu o Tony, o prêmio máximo do teatro americano, em 1967, pela peça “The Apple Tree”, após se destacar em esquetes de improviso, como integrante dos grupos pioneiros do gênero The Compass Players, co-fundado e dirigido por seu marido Paul Sills, e seu sucessor, The Second City, de onde saiu da geração original do programa “Saturday Night Live”. Não por acaso, ela começou sua carreira cinematográfica como protagonista de adaptações de comédias teatrais, casos dos três primeiros trabalhos de sua filmografia, “Mil Palhaços” (1965), “Coitadinho do Papai, Mamãe Pendurou Você no Armário e Eu Estou Muito Triste” (1967) e “Hotel das Ilusões” (1971). E logo em seguida desempenhou o papel que lhe rendeu reconhecimento em Hollywood, como uma mulher que pode ser responsável pelo surto de um cantor pop suicida, interpretado por Dustin Hoffmann na comédia dramática “O Inimigo Oculto”. Apesar de ser reconhecida por seu talento de comediante, Harris era uma artista completa e não cansava de surpreender com sua versalidade. Um desses momentos de aparente escalação inusitada acabou resultando numa obra-prima: o clássico “Nashville” (1975), de Robert Altman. No papel da cantora aspirante Albuquerque, a atriz tinha uma cena memorável na produção, na qual acalmava a plateia de um show após um tiroteio, tocando uma música – “It Don’t Worry Me”. Harris também estrelou o último filme da carreira do cineasta Alfred Hitchcock, “Trama Macabra” (1976), na pele de Blanche Tyler, uma vidente psíquica e namorada de Bruce Dern. Mas seu filme mais famoso foi uma produção da Disney, em que encarnou uma trama que é reciclada até hoje, em remakes oficiais e “inspirações” nacionais. Em “Um Dia Muito Louco” (1976), ela contracenou com a então adolescente Jodie Foster, encarnando a mãe que trocar de lugar – e corpo – com a filha, por um dia inteiro de magia cinematográfica. Ela continuou a fazer filmes memoráveis nos anos 1980, como “Peggy Sue, Seu Passado a Espera” (1986), de Francis Ford Coppola, e “Os Safados” (1988), ao lado de Steve Martin e Michael Caine. Mas logo após este filme, saiu de cena, voltando apenas para se despedir, nove anos depois, com uma pequena participação em “Matador em Conflito”. Há poucos anos, Harris esclareceu os motivos de seu sumiço. “Eu costumava tentar fazer pelo menos um filme por ano, mas sempre escolhia aqueles que achava que iam fracassar, porque não queria lidar com a fama”, comentou, em entrevista ao jornal Phoenix New Times. Mesmo avessa à fama, ela acabou encontrando muito sucesso. A atriz passou os seus últimos anos ensinando atuação em Scotsdale. “Eu não sinto falta de atuar”, disse. “Eu acho que a única coisa que me fazia querer atuar era o grupo de pessoas com quem trabalhei no começo da minha carreira”, contou, referindo-se ao teatro de improviso. “Eu gostava mais do ensaio do que das filmagens. Eu amava o processo, e ressentia ter que apresentar uma performance para o público. Não era interessante”.

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  • Etc

    Kelly Marie Tran responde aos racistas que a atacaram no Instagram com promessa de fazer mais sucesso

    21 de agosto de 2018 /

    A atriz Kelly Marie Tran, estrela de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, assinou um artigo na edição desta terça-feira (21/8) do jornal The New York Times sobre os efeitos do bullying que sofreu nas redes sociais,. Tran foi a primeira mulher asiática em um papel de destaque na saga espacial, mas o que seria um marco da inclusão em Hollywood acabou se tornando inspiração para manifestações racistas e misóginas, com autodenominados fãs de “Star Wars” afirmando que sua personagem precisava morrer, já que era uma “vagabunda burra”. A situação escalou a ponto de hackers reescreverem sua biografia num site dedicado à franquia com ofensas à ascendência vietnamita da atriz. Desconhecida até o lançamento de “Os Últimos Jedi”, a atriz foi convencida pelo elenco a criar uma conta no Instagram. “Pessoal, posso contar um segredo? Eu evitei entrar nas redes sociais por um longo tempo por puro medo. (…) Foi preciso um ano de muito trabalho e de amigos que me apoiaram para eu perceber que não me interessa se as pessoas gostam de mim ou não. Isso não muda minhas metas, meus sonhos e o que eu quero fazer com as oportunidades que me apareceram”, escreveu Kelly em uma publicação de outubro do ano passado. Oito meses depois, ela apagou todas suas postagens, registrando em sua página apenas uma descrição: “Com medo, mas fazendo mesmo assim”. Tran decidiu abandonar as redes sociais sob pressão da campanha de ódio. No texto, ela reflete que “o problema não foram as palavras deles, mas o fato de que eu passei a acreditar nelas e entrei em uma espiral de ódio por mim mesma”. Tran descreve, ao longo do artigo, como o bullying destrói a auto-estima e traumatiza quem o recebe, ao descrever como os insultos impactaram sua personalidade. “As palavras pareciam confirmar o que minha vivência como mulher e pessoa não branca me ensinou: que eu deveria permanecer nas margens, nos espaços, e que eu era válida apenas como uma personagem coadjuvante nas suas vidas e histórias”, escreveu. “Essa experiência reforçou uma narrativa que ouvi minha vida toda: de que eu era ‘a outra’, que eu não pertencia aqui, que não era boa o bastante, simplesmente porque não era como todo mundo”. “Todos esses sentimentos, eu percebo agora, podem ser resumidos em um só: vergonha. Vergonha daquilo que me faz diferente, vergonha da cultura da qual eu venho”, acrescentou a atriz, que nasceu nos Estados Unidos, mas é filha de refugiados vietnamitas. “Por mais que eu odeie admitir isso, quando comecei a receber essas mensagens odiosas, me culpei. Pensei: ‘Bom, talvez se eu fosse mais magra, ou deixasse crescer o meu cabelo’. Pior de tudo, cheguei a pensar: ‘Bom, talvez se eu não fosse asiática'”, continua. “Eu passei por uma espécie de lavagem cerebral em que achava que minha existência era limitada pelas fronteiras da aprovação de outra pessoa”. Ela conclui prometendo lutar contra esse padrão em todos os seus futuros papéis. “Quero viver em um mundo onde crianças de outras etnias não precisem crescer desejando ser brancas. Quero viver em um mundo onde mulheres não são objetos de escrutínio por sua aparência, suas ações, sua existência no geral”, discursa. “Eu quero viver em um mundo onde pessoas de todas as raças, religiões, classes socioeconômicas, orientações sexuais, gênero e habilidades sejam vistas como o que sempre foram: seres humanos”. Contrariando os fãs de extrema direita da saga espacial, a atriz deve retornar para o papel da mecânica Rose Tico em “Star Wars: Episódio 9”, que ainda não tem título oficial, mas já começou a ser filmado pelo diretor J.J. Abrams para lançamento em dezembro de 2019. “Você pode me conhecer como Kelly. Eu sou a primeira mulher de cor a ter um papel principal em um filme de ‘Star Wars’. Eu sou a primeira mulher asiática a aparecer na capa da revista Vanity Fair. Meu nome verdadeiro é Loan. E estou apenas começando”, ela encerra, quase como na abertura de uma série de super-heroína. O texto causou comoção nas redes sociais, onde foi aplaudido por vários atores de descendência asiática, que trabalham em Hollywood. Por sinal, o timing não poderia ser melhor, logo após o fim de semana em que o filme “Podres de Rico”, primeira produção hollywoodiana com elenco totalmente composto por atores de descendência asiática em 25 anos (desde “O Clube da Felicidade e da Sorte”), estreou em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte.

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  • Filme

    Novo filme de 007 perde o diretor por “diferenças criativas”

    21 de agosto de 2018 /

    Por essa bomba nem James Bond esperava. O cineasta britânico Danny Boyle não vai mais dirigir a próxima aventura de 007. O Twitter oficial da franquia confirmou a saída do diretor, vencedor do Oscar por “Quem Quer Ser Um Milionário?”, a poucos meses do começo das filmagens. A mensagem veio “assinada” pelos produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, veteranos da franquia, além do astro Daniel Craig. “Michael G. Wilson, Barbara Broccoli e Daniel Craig anunciaram hoje que, devido a diferenças criativas, Danny Boyle decidiu não dirigir mais o 25º filme de James Bond”. O tuíte não esclarece se a produção vai usar o roteiro que Boyle desenvolveu para o filme, em conjunto com John Hodge, seu parceiro em títulos como “Trainspotting: Sem Limites” e “A Praia”. Vale lembrar que uma das condições impostas por Boyle para dirigir o filme, conforme apurado pela imprensa, incluía liberdade para criar um roteiro próprio. Segundo o site Deadline, o diretor já planejava fazer um thriller de espionagem quando foi sondado para assumir a franquia de 007. Sua proposta para os produtores consistia em transformar sua ideia original num filme de James Bond. O problema é que o estúdio já tinha um roteiro pronto para o filme – da dupla Neal Purvis e Robert Wade, que escreve para a saga 007 desde “O Mundo Não É o Bastante”, lançado em 1999. Isto originou um impasse, porque Boyle informou que não pretendia filmar se não fosse o seu roteiro. Após ouvir a premissa do cineasta, os produtores teriam lhe dado um tempo específico para finalizar o roteiro, antes de decidir o que fazer. Caso preferissem o roteiro de Purvis e Wade, buscariam outro diretor. A produção marcaria um reencontro de Boyle com o ator Daniel Craig. Responsável pela abertura das Olimpíadas de Londres, o diretor comandou Craig numa cena de paraquedismo em que ele viveu justamente 007 nos jogos olímpicos. A busca por um novo diretor para o filme deve começar em breve. Por enquanto, as filmagens seguem marcadas para começar em dezembro, visando uma estreia em 14 de novembro de 2019. Mas o recente anúncio de lançamento de um “modelo 007” do carro Aston Martin, marcado para 2020, sugere que um adiamento já pode ter sido decidido – afinal, é um caso de produto baseado em filme. Michael G. Wilson, Barbara Broccoli and Daniel Craig today announced that due to creative differences Danny Boyle has decided to no longer direct Bond 25. pic.twitter.com/0Thl116eAd — James Bond (@007) 21 de agosto de 2018

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  • Filme

    Festival de Toronto inclui animação brasileira Tito e os Pássaros

    21 de agosto de 2018 /

    O Festival de Toronto anunciou novos filmes em sua programação. E uma das novidades, dentro da seção Discovery (destinada a cineastas relativamente desconhecidos, apostas da curadoria), é a animação brasileira “Tito e os Pássaros”, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto. O longa foi premiado no recente Festival Anima Mundi e destaque no Festival de Annecy, em junho, na França. Na animação, o menino Tito se junta ao pai para buscar a cura de uma doença misteriosa, que é contraída após uma pessoa tomar um susto. O evento contará ainda com duas coproduções brasileiras: “Diamantino”, dos portugueses Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, que venceu a mostra Semana da Crítica no Festival de Cannes, e “Sueño Florianópolis”, da argentina Ana Katz, com Andréa Beltrão e Marco Ricca no elenco, que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival Karlovy Vary. Além disso, os organizadores deram um tapa de luva de pelica no Festival de Veneza, que insiste em incluir poucos filmes de cineastas femininas em sua seleção, ao celebrar uma divisão igualitária de gênero na seções Discovery. “Este ano, 48% dos títulos em nossa seção de Descobertas será de diretoras. Espero que estejamos dando um sinal de que mudanças são inevitáveis no horizonte da indústria de cinema mundo afora”, afirmou Kerri Craddock, diretora de programação do TIFF, abreviatura em inglês do Festival Internacional de Cinema de Toronto.

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  • Música

    VMA 2018: Camila Cabello é a grande vencedora da premiação de clipes da MTV

    21 de agosto de 2018 /

    Evento mais badalado da MTV, o Video Music Awards, que premia os melhores clipes do ano, aconteceu na noite de segunda-feira (20/8) na tradicional casa de espetáculos nova-iorquina Radio City Music Hall. Entre muitos shows e participações de artistas famosos, a edição 2018 do troféu Astronauta de Prata deixou claro que o pop atual pertence às mulheres, ao consagrar a cantora Camila Cabello – ao mesmo tempo em que ignorou as contribuições dos principais artistas masculinos do ano. A jovem cubana venceu os dois principais troféus da noite, como Artista do Ano e Melhor Clipe do ano, por “Havana”. O último foi entregue simplesmente por Madonna, que a ex-Fifth Harmony fez questão de reverenciar de joelhos. A vitória de “Havana” (reveja o clipe aqui) também foi a segunda consecutiva do diretor Dave Meyers, que tinha conquistado o VMA do ano passado com o clipe de “Humble”, de Kendrick Lamar. A artista mais premiada, por sua vez, foi rapper Cardi B. Líder em indicações, concorria a dez prêmios e levou três, incluindo Revelação do Ano. Mas, na categoria de hip-hop, perdeu para sua concorrente Nicki Minaj. Incrível é que o espetacular clipe de “This Is America”, do rapper Childish Gambino (mas pode chamar de Donald Glover), nem tenha concorrido nesta categoria, ainda que tenha sido lembrado como “Clipe com Mensagem”. O fenômeno Drake? A MTV até sabe quem é, mas não reconheceu em nenhuma categoria sequer. Entre os poucos homens premiados, o DJ Avicii levou um troféu póstumo de Melhor Clipe de Música Eletrônica por “Lonely Together”, pareceria com Rita Ora, e o rapper Post Malone, conquistou o Astronauta de Prata de Música do Ano, por “Rockstar”, mas chamou mais atenção ao se apresentar com a banda Aerosmith… tocando guitarra! Faz sentido, já que Imagine Dragons é o que passa por rock na MTV hoje em dia. Ariana Grande, que venceu a disputa de Melhor Clipe Pop com “No Tears Left To Cry”, foi responsável pela performance mais impactante da noite, ao fazer uma recriação da Santa Ceia, em versão feminina, durante a apresentação da música “God Is A Woman”. Madonna também representou um ponto bastante comentado da premiação com uma homenagem a Aretha Franklin, que morreu no último dia 16 aos 76 anos. Em um longo discurso, a rainha do pop destacou como a rainha do soul foi indiretamente responsável pelo começo de sua carreira. Em vez de destacar a importância de Aretha, falou de si mesma, lembrou de sua própria trajetória e usurpou a homenagem. As redes sociais bufaram de raiva. Faltou R-E-S-P-E-C-T. Ao menos, a garota material evitou cantar um cover da mulher natural, o que seria um sacrilégio completo. A festa ainda teve show de Shawn Mendes, que abriu a cerimônia – e introduziu a homenageada da noite, Jennifer Lopez – , fazendo chover literalmente no palco, durante sua performance de “In My Blood”. Veja abaixo a lista dos principais vencedores do VMA 2018. Artista do Ano: Camila Cabello Clipe do Ano: “Havana”, de Camila Cabello Música do Ano: “Rockstar”, de Post Malone & 21 Savage Melhor Clipe Pop – “No Tears Left To Cry”, de Ariana Grande Melhor Clipe de Hip-Hop: “Chun-Li”, de Nicki Minaj Melhor Clipe Latino: “Mi Gente”, de J Balvin & Willy William Melhor Clipe Eletrônico: “Lonely Together” , de Avicii & Rita Ora Melhor Clipe de Rock: “Whatever It Takes”, de Imagine Dragons Melhor Clipe do Verão: “I Like it”, de Cardi B Melhor Clipe com Mensagem: “This Is America”, de Childish Gambino Revelação do Ano: Cardi B Artista Emergente do Ano: Hayley Kiyoko Melhor Colaboração: Jennifer Lopez, DJ Khaled & Cardi B – “Diñero” Melhor Direção: Hiro Murai – “This Is America”, de Childish Gambino Melhor Direção de Fotografia: Benoit Debie – “Apeshit”, de The Carters Melhor Direção de Arte: Jan Houlevigue – “Apeshit”, de The Carters Melhores Efeitos Visuais: Loris Paillier – “All The Stars”, de Kendrick Lamar & SZA Melhor Coreografia: Sherrie Silver – “This Is America”, de Childish Gambino Melhor Edição: Taylor Ward – “Lemon”, de N.E.R.D & Rihanna Michael Jackson Video Vanguard (Prêmio pela carreira): Jennifer Lopez

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