Fãs de Lady Gaga lançam campanha negativa contra Venom nos cinemas. Entenda
“Venom” já teve suas primeiras sessões para a imprensa, mas as críticas continuam embargadas pela Sony, numa estratégia para manter o público distante de possíveis avaliações negativas. Claro que isso não impede o surgimento de comentários nas redes sociais. Alguns jornalistas americanos já escreveram que o filme deve decepcionar os fãs dos quadrinhos, mas divertir quem já achava que ia ser um desastre. Entretanto, tem chamado atenção a quantidade de anônimos que também passaram a se manifestar com opiniões demolidoras contra o filme. Quase todos usando as mesmas palavras. “Eu sou um grande fã da Marvel, mas acabo de assistir ‘Venom’ e não sei o que dizer. Facilmente, o pior filme do ano. Eu esperava muito mais e agora estou desapontado”. O detalhe é que só a imprensa teve acesso ao filme. E tamanha negatividade passou a ser comentada nas próprias redes sociais. O mistério intrigou o site Buzzfeed, que buscou entrar em contato com os usuários em campanha contra “Venom”. E um deles respondeu. “Somos nós, fãs de Lady Gaga, usando identidades falsas para criticar e estreia de ‘Venom’. Ambos os filmes serão lançados no mesmo dia, e queremos mais audiência para ‘Nasce Uma Estrela'”. disse um monstrinho da internet. Os Little Monsters, como se autodenominam os fãs de Gaga, resolveram atacar “Venom” para que “Nasce uma Estrela” vença a batalha das estreias e abra em 1º lugar nas bilheterias dos EUA. Sem empurrão artificial, o filme da cantora chega muito bem cotado, com críticas liberadas há mais de um mês, desde a première elogiadíssima no Festival de Veneza. No Rotten Tomatoes, a avaliação é 95% positiva. O burburinho é tanto que se espera indicações ao Oscar, senão para Gaga (melhor atriz) pelo menos para o surpreendente Bradley Cooper (como melhor ator e melhor diretor). No Brasil, os dois filmes vão estrear em datas diferentes. “Venom” será lançado nesta quinta-feira (5), enquanto “Nasce Uma Estrela” chega só na semana seguinte, dia 11 de outubro.
Trailer de Chacrinha: O Velho Guerreiro mostra polêmicas do famoso apresentador da TV brasileira
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer de “Chacrinha: O Velho Guerreiro”, cinebiografia do famoso apresentador da TV brasileira. A prévia se divide entre o início da carreira de Abelardo Barbosa, quando é interpretado pelo comediante Eduardo Sterblitch, e o final, na pele de Stepan Nercessian. A parte agitada é encarnada por Nercessian, e traz o Velho Guerreiro mergulhado em polêmicas, enquanto é criticado por ser mulherengo, intransigente e surtado. Há cenas de piti, a briga com Boni (diretor da Globo) que levou à sua demissão e a crise no casamento por conta de seu caso com a cantora Clara Nunes – o que por muitos anos foi tratado como fofoca. Logicamente, este não é o fim, pois cinebiografias só terminam quando o personagem do título dá a volta por cima. No caso de Chacrinha, foi uma volta à TV. Além do filme, Nercessian também desempenhou o papel nos palcos, em “Chacrinha, o Musical”, e num especial televisivo exibido pela rede Globo em setembro passado, em comemoração ao centenário do Chacrinha. E, por coincidência ou não, os dois intérpretes do personagem ainda trabalharam juntos nos filmes de “Os Penetras”, que foram dirigidos por Andrucha Waddington, responsável pela cinebiografia atual. O elenco também destaca Thelmo Fernandes (“Sob Pressão”) como Boni, Gianne Albertoni (“Muita Calma Nessa Hora”) como Elke Maravilha, Laila Garin (“3%”) como Clara Nunes, Marcelo Serrado (“Crô em Família”) como o apresentador Flávio Cavalcanti e a dupla Amanda Grimaldi (“Oxigênio”) e Carla Ribas (“O Mecanismo”) alternando-se como Florinda Barbosa, a mulher do Chacrinha. “Chacrinha: O Velho Guerreiro” estreia em 25 de outubro nos cinemas.
Homem-Aranha no Aranhaverso: Novo trailer legendado explica multiplicação de heróis aracnídeos
A Sony divulgou o pôster e um novo trailer legendado da animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” que explica a profusão e mistura de personagens com poderes de aranha no filme. Na prévia, personagens que são de outros universos dos quadrinhos – como o Ultimate, que originou Miles Morales, o “Homem-Aranha negro” – encontram-se graças a uma experiência dimensional do vilão da trama, o Rei do Crime. Os heróis incluem o Homem-Aranha vivido por Miles Morales (voz de Shameik Moore, da série “The Get Down”), que será o protagonista, o Aranha original Peter Parker (Jake Johnson, da série “New Girl”), Gwen Stacy, a Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld, de “Quase 18”), o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage, de “Kick-Ass”), a japonesa Peni Parker, também conhecida como Ar//nH (Kimiko Glenn, de “Orange Is the New Black”), e Peter Porker, o Porco-Aranha (Spider-Ham, no original), uma aranha transformada em porco falante (dublado por John Mulaney, de “Saturday Night Live”). A presença de Peter Porker rende as melhores piadas da prévia. O personagem fazia parte de um universo antropomórfico, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. Já o Homem-Aranha Noir faz parte do universo Noir da Marvel, com histórias passadas durante a Grande Depressão dos anos 1930. Mas trata-se de um criação recente – lançado numa minissérie de 2009. Ar//nH é a versão mangá/anime do herói, que usa um traje Mecha (mecânico/robótico) e surgiu junto com a Gwen-Aranha (também chamada de Mulher-Aranha, embora esta seja outra personagem) em 2014, num evento chamado “Aranhaverso” nos quadrinhos da Marvel – que também originou várias outras versões do Aranha, inclusive Silk. Destas, a versão em que Gwen Stacy é mordida por uma Aranha radioativa e ganha super-poderes se tornou disparada a mais popular, tanto que ganhou revista própria. E apesar de ter sido criado em 2011 na linha Ultimate (por Brian Michael Bendis), Miles Morales é o único que atualmente habita o mesmo universo do Aranha original, após a implosão de sua linha editorial, graças a uma solução narrativa das “Guerras Secretas”, crossover de 2015. Peter Parker, o Homem-Aranha clássico, é claro, nasceu em 1962 das mentes criativas de Stan Lee e Steve Ditko. O elenco vocal ainda inclui Lily Tomlin (série “Grace and Frankie”) como a Tia May, Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) como Jefferson Davis, o pai de Miles, Mahershala Ali (“Moonlight”) como Aaron Davis/Gatuno/Aranha de Ferro, tio de Miles, e Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Wilson Fisk, o Rei do Crime. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem roteiro e produção da dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Uma Aventura Lego”). A direção está a cargo de Peter Ramsey (“A Origem dos Guardiões”) e Bob Persichetti, que estreia na função – após ser o principal animador de “O Pequeno Príncipe” (2015), “Gato de Botas” (2011), “Monstros vs. Alienígenas” (2009) e “Shrek 2” (2004). A estreia está marcada para 10 de janeiro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Novo filme de Hellboy ganha primeiro pôster
O novo filme de Hellboy ganhou seu primeiro pôster. O cartaz é uma ilustração do protagonista e confirma que o lançamento não terá subtítulo. Em vez disso, a arte usou uma abreviatura de rede social para dizer que o herói do inferno é “lendário pra c***”. A produção trará o ator David Harbour (o xerife Hopper na série “Stranger Things”) no papel do personagem criado por Mike Mignola. E vai adaptar a trama de quadrinhos conhecida como “The Wild Hunt” sobre Nimue, a maior de todas as bruxas britânicas – que, segundo a lenda arthuriana, era amante de Merlin. Ela usou essa afeição para aprender os truques do mago e depois aprisioná-lo. Mas, sem Merlin, Nimue enlouqueceu, assustando as outras bruxas, que passam a encará-la como ameaça e decidem matá-la, esquartejá-la e espalhar seus restos pela Terra. Este status muda quando, séculos depois, Hellboy ameaça a existência das bruxas e elas decidem trazer Nimue de volta à vida. Dirigido por Neil Marshall (“Legionário”, série “Game of Thrones”), o reboot de “Hellboy” inclui em seu elenco Ian McShane (série “American Gods”), Sasha Lane (“American Honey”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”), Penelope Mitchell (“The Vampire Diaries”), Sophie Okonedo (“Depois da Terra”), Kristina Klebe (“Halloween – O Início”) e Milla Jovovich (franquia “Resident Evil”), intérprete da vilã Nimue. “Hellboy” volta aos cinemas em abril de 2019.
Ansel Elgort vai estrelar remake de Amor, Sublime Amor dirigido por Steven Spielberg
O ator Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”) vai protagonizar a segunda versão do musical “Amor, Sublime Amor” (West Side Story) no cinema, que terá direção de Steven Spielberg. “Amor, Sublime Amor” é uma versão contemporânea de “Romeu e Julieta”, passada em Nova York no final dos anos 1950, que acrescenta à história clássica de amor proibido elementos de delinquência juvenil e preconceito racial. A obra estreou na Broadway em 1957 com canções de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim, e já foi levada ao cinema em 1961, com direção de Robert Wise (“A Noviça Rebelde”) e do coreógrafo Jerome Robbins (“O Rei e Eu”). O personagem de Elgort será o jovem Tony, o Romeu interpretado por Richard Beymer no longa de 1961. Considerado um dos melhores musicais de todos os tempos, o longa original venceu 10 Oscars, incluindo Melhor Filme. E nem mesmo Spielberg será capaz de superar essa façanha, ainda mais que nunca dirigiu um musical antes. Talvez este fato seja o único motivo que justifique seu interesse em refilmar o que já foi antes e muito bem feito. A adaptação está a cargo de Tony Kushner, colaborador frequente de Spielberg, tendo trabalhado com o diretor em “Munique” (2005) e “Lincoln” (2012). Os dois também estavam desenvolvendo “The Kidnapping of Edgardo Mortara”, que acabou preterido por “The Post – A Guerra Secreta” (2017) e pode ter sido abandonado. Ainda não há previsão para a estreia do remake.
Runaways: Super-heróis adolescentes retornam no trailer da 2ª temporada
A plataforma de streaming Hulu divulgou o trailer da 2ª temporada da série de super-heróis “Runaways”. A prévia é mais juvenil que o tom da temporada inaugural, destacando cenas em que os heróis adolescentes demonstram seus superpoderes. A adaptação dos quadrinhos criados por Brian K. Vaughan (que também criou a série “Under the Dome”) é uma das produções mais bem-avaliadas da Marvel, com 84% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A versão de streaming é assinada por Josh Schwartz e Stephanie Savage, dupla responsável pelos sucessos adolescentes “Gossip Girl” e “The O.C.”, e toma muitas liberdades com o material original. Entretanto, as mudanças foram positivas e apoiadas por Vaughan, que é consultor da série. A premissa básica é a mesma dos quadrinhos, publicados no Brasil como “Fugitivos”. A trama gira em torno de seis adolescentes que descobrem por acaso que seus pais são, na verdade, membros de uma sociedade secreta de supervilões. Perturbados com a descoberta, eles fogem de casa e decidem usar seus poderes para impedir os planos malignos de suas famílias. Mas enquanto isso acontece rapidamente nos quadrinhos, o período entre a descoberta, a ruptura e o confronto tomou a 1ª temporada inteira, dando mais espaço para o desenvolvimento dos personagens adultos que na trama original. Os heróis juvenis são vividos por Gregg Sulkin (série “Faking It”), Rhenzy Feliz (série “Casual”), Virginia Gardner (“Projeto Almanaque”), Ariela Barer (série “One Day at a Time”), Lyrica Okano (série “The Affair”) e Allegra Acosta (série “100 Things to Do Before High School”). Já o elenco “adulto” traz Ryan Sands (série “The Wire”), Angel Parker (“The People v. OJ Simpson: American Crime Story”), Brittany Ishibashi (“As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”), James Yaegashi (série “Demolidor”), Kevin Weisman (série “Alias”), Brigid Brannagh (série “Army Wives”), Annie Wersching (série “The Vampire Diaries”), Kip Pardue (série “Ray Donovan”), James Marsters (série “Buffy – A Caça-Vampiros”), Ever Carradine (série “Eureka”) e Julian McMahon (série “Nip/Tuck”). Ao contrário da 1ª temporada, que seguiu a formato de episódios semanais, os novos capítulos serão disponibilizados todos no mesmo dia, em 21 de dezembro. No Brasil, a série faz parte da programação do canal pago Sony.
Netflix estaria planejando lançar episódio interativo da série Black Mirror
A Netflix vem trabalhando para oferecer maior interatividade no material que disponibiliza para seus usuários pelo menos desde 2016. E agora, segundo a agência de notícias Bloomberg, a plataforma de streaming pretende conduzir uma experiência com a série “Black Mirror”. Ambientada em futuros distópicos pautados pela tecnologia, a série contaria com um capítulo interativo em sua 5ª temporada, em que o público poderia escolher o final da história. Para quem não está acompanhando, a Netflix começou a introduzir elementos interativos na série animada “Kong: O Rei dos Macacos”, disponibilizada em abril de 2016. E aprimorou o formato com o lançamento de três outras produções infantis, “Gato de Botas: Preso num Conto Épico”, “Buddy Thunderstruck: A Pilha do Talvez” e “Stretch Armstrong: The Breakout”. “Black Mirror” seria sua primeira experiência interativa com atores reais. Mas vale lembrar que o cineasta Steven Soderbergh já fez uma série inteira neste formato, “Mosaic”, lançada em janeiro na HBO. E como demonstrou “Mosaic”, a “novidade” é apenas uma variação dos antigos jogos de computador batizados de “adventure”, introduzidos nos anos 1970, em que jogadores escolhiam, entre opções oferecidas, o que personagens deveriam fazer – seguir o caminho da esquerda ou da direita, por exemplo. A própria Globo já usou este formato no Brasil, na época da antiga tecnologia conhecida como telefone residencial, quando telespectadores ligavam para um número para votar como as histórias da série “Você Decide” deviam acabar. “Você Decide” dá mesmo uma perspectiva diferente para uma inovação anunciada junto do nome da série “Black Mirror”. O serviço de streaming não se pronunciou quanto à novidade.
Brasil sofre destruição apocalíptica no novo clipe de Criolo, candidato a melhor do ano
O rapper Criolo divulgou o clipe de “Boca do Lobo”. E sem exagero dá para dizer que é candidato a melhor clipe do ano. É uma loucura, que combina cenas reais da destruição do Brasil com efeitos surreais de sci-fi apocalíptica, em que mutações gigantes se encarregam de exterminar os últimos sobreviventes. São muitas citações à realidade nacional, do incêndio do Museu Nacional, no Rio, à tragédia da barragem de Mariana, em Minas Gerais, com imagens chocantes de corrupção explícita e da violência policial cotiana contra a população negra pobre do país. Além do corpo estendido no chão e do menor cheio de hematomas, também estão lá a falência do sistema de saúde, o avanço dos incêndios no centro de São Paulo, as correrias dos protestos reprimidos à bombas de gás, o blackout da crise energética, a multiplicação das pestes urbanas, com ratos gigantes surgindo de obras abandonadas do metrô paulistano e mosquitos transmitindo novas epidemias em série, em meio ao lixão que se tornaram as grandes cidades brasileiras. “É que a industria da desgraça pro governo é um bom negócio/ Vende mais remédio, vende mais consórcio/ Vende até a mãe, dependendo do negócio”, comenta a letra certeira, à queima-roupa. Óbvio que a imagem final, do morcego voando em Brasília, é uma metáfora para o presidente vampiro. Mas todos os atores políticos, da extrema direita à extrema esquerda, compactuam para criar este retrato apocalíptico, fruto da corrupção extrema sem ideologia, que se materializa na obra sombria-expressionista dirigida por Denis Kamioka, profissionalmente conhecido como Denis Cisma. Diretor de comerciais internacionais, ele já tinha feito dois clipes futuristas para Criolo há quatro anos, “Duas de Cinco” + “Cóccix-ência”. E este novo trabalho é mais apocalíptico que o próximo projeto “Cloverfield”, do produtor hollywoodiano J.J. Abrams.
Charles Aznavour (1924–2018)
Morreu Charles Aznavour, o último dos grandes nomes da canção francesa do século 20. O cantor e compositor faleceu na madrugada desta segunda-feira (1/10), aos 94 anos em sua casa em Apilles, no sul da França. Filho de imigrantes armênios, seu verdadeiro nome era Shahnour Varinag Aznavourian. Mas também era chamado de o Frank Sinatra da França. A carreira deslanchou após a 2ª Guerra Mundial, quando Edith Piaf foi conferir seus shows de cabaré. Encantada, ela o consagrou ao convidá-lo para abrir o seu show no famoso Moulin Rouge e o levou em uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá. Assim, Aznavour passou a compor alguns dos sucessos mais populares da cantora, tornando-se também conhecido por conta de seu talento. A carreira durou oito décadas, vendeu mais de 100 milhões de discos e rendeu canções mundialmente conhecidas como “La Bohème”, “La Mamma” e “Emmenez-moi”. Além de sucessos próprios, ele também compôs para artistas como Maurice Chevalier e Charles Trenet. Aznavour também teve uma carreira paralela muito bem-sucedida como ator, que a maioria dos talentos de Hollywood não consegue igualar. Foram cerca de 80 filmes, a princípio em pequenas participações vivendo a si mesmo, como em “Até Logo, Querida!” (1946). Mas a atuação se tornou uma atividade séria a partir de “Os Libertinos” (1959), de Jean-Pierre Mocky. O cantor logo virou protagonista de clássicos franceses, como “A Passagem do Reno (1960), do mestre André Cayatte, e o famoso nouvelle-noir “Atirem no Pianista” (1960), dirigido simplesmente por François Truffaut. Estes filmes o lançaram de vez como astro de cinema, levando-o a multiplicar sua presença nas telas, a ponto de fazer três filmes por ano na década de 1960. A safra incluiu “As Virgens” (1963), de Mocky, “Breve Encontro em Paris” (1966), de Pierre Granier-Deferre, e seu primeiro filme falado em inglês, o psicodélico “Candy” (1968), de Christian Marquand. A estreia em Hollywood propriamente dita veio logo em seguida, como par romântico de Candice Bergen em “O Mundo dos Aventureiros” (1970), de Lewis Gilbert. Ele também se aventurou pelo cinema inglês, com “Os Jogos” (1970), de Michael Winner, pelo cinema policial italiano, estrelando “Tempo de Lobos” (1970) e “O Belo Monstro” (1971), ambos dirigidos por Sergio Gobbi, e até pelo suspense alemão em “O Último dos Dez” (1974), uma adaptação de “E Não Sobrou Nenhum” (mais conhecido como “O Caso dos Dez Negrinhos”), de Agatha Chistie. Tornou-se um astro de cinema internacional. E embora fizesse filmes dispensáveis em Hollywood, como o thriller “Fortaleza Proibida” (1976), acabou aparecendo em clássicos que marcaram época, como “O Tambor” (1979), do alemão Volker Schlöndorff, “Os Fantasmas do Chapeleiro” (1982), do conterrâneo Claude Chabrol, e “Viva la Vie (1984), do também francês Claude Lelouch. A partir dos anos 1990, passou a fazer mais séries e telefilmes, diminuindo sua presença no cinema. Mesmo assim, estrelou algumas produções recentes, como “Ararat” (2002), do egípcio Atom Egoyan, sobre um tema que lhe interessava em particular, o genocídio armênio. Também contracenou com Henry Cavill (o Superman) em “Laguna” (2001). E estava finalizando um último longa, “Une Revanche à Prendre”, do francês Kader Ayd, com quem tinha trabalhado em 2005 em “Ennemis Publics”. Mesmo quando não era visto, Aznavour também era lembrado pelo cinema em suas trilhas sonoras. Ele é o compositor, por exemplo, de “She”, a canção tema do filme “Um Lugar Chamado Notting Hill”, estrelado por Julia Roberts. Lançada em 1974, a música liderou as paradas britânicas por 14 semanas e ficou entre as mais tocadas em diversos países. E voltou a demonstrar sua atualidade como parte da trilha do filme de 1999, na voz de Elvis Costello. Nos últimos 40 anos, ele ainda teve suas composições gravadas por cantores tão diferentes quanto Elton John, Sting, Bob Dylan, Placido Domingo, Céline Dion, Julio Iglesias, Liza Minnelli e Ray Charles.
Com estreia de PéPequeno, Warner chega à 8ª semana no topo das bilheterias do Brasil
A Warner Bros. Pictures vive uma fase fenomenal no Brasil, ao se manter na liderança das bilheterias do país por 8ª semanas consecutivas. Com público superior a 309 mil pessoas e arrecadação de mais de R$ 5 milhões, seu mais recente lançamento, a animação “PéPequeno”, estreou em 1º lugar no fim de semana. “PéPequeno” é o quarto campeão seguido do estúdio, após os recentes sucessos de “A Freira”, “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas” e “Megatubarão”, que não deixaram espaço para nenhum filme de concorrente ocupar o topo das bilheterias nacionais desde 9 de agosto. São quase dois meses completos de domínio total. Que, entretanto, devem acabar no próximo fim de semana, com a chegada de “Venom”, da Sony. Na América do Norte, no entanto, “PéPequeno” não foi tão grande assim, abrindo em 2º lugar, atrás de uma comédia que, por sinal, nem sequer será lançada nos cinemas brasileiros – “Operação Supletivo – Agora Vai!” deve sair direto em vídeo. Por aqui, porém, a Warner fez dobradinha, com o longa de terror “A Freira” na 2ª colocação, assistido por 240 mil pessoas e bilheteria de mais R$ 3,8 milhões. A arrecadação acumulada das quatro semanas em exibição já atingiu os R$ 69,8 milhões. O valor é recorde para o gênero terror no Brasil. A surpresa ficou com o sucesso do drama “O que de Verdade Importa”. Em 3º lugar, foi assistido por 109 mil pessoas, arrecadando R$ 1,7 milhões para uma boa causa. Os produtores prometeram reverter os lucros desse filme para instituições que cuidam de crianças com câncer no país. Principal lançamento nacional da semana, “Dez Segundos para Vencer”, sobre a história do boxeador Éder Jofre, abriu apenas em 10º lugar, com público de 19,6 mil pessoas. Os dados são da consultoria ComScore.
Netflix confirma exibição de Titãs no Brasil com o primeiro trailer legendado da série
A Netflix confirmou que exibirá “Titans” no Brasil com a divulgação do primeiro trailer legendado da série. A atração também ganhou título nacional. Em tradução literal, vai se chamar “Titãs”. A Warner fechou um acordo de distribuição internacional com a Netflix para as séries exclusivas de sua plataforma DC Universe, inaugurada há duas semanas, que por enquanto só opera nos Estados Unidos. Além de “Titãs”, o serviço americano terá em breve séries baseadas nos quadrinhos da Patrulha do Destino (Doom Patrol), Monstro do Pântano (Swamp Thing) e Sideral (Stargirl), além de animações da Arlequina (Harley Quinn) e da Justiça Jovem (Young Justice). A prévia explica melhor a trama de “Titãs” que todos os vídeos divulgados anteriormente nos Estados Unidos. Se, por um lado, chama atenção por evitar o palavrão que Robin diz diante da menção de Batman, na cena em que luta contra criminosos, por outro explora uma interessante conexão entre o órfão Robin (Dick Grayson) e a menor supostamente abandonada Ravena. Segundo a sinopse oficial, a história gira em torno de Dick Grayson, que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”), Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”) e Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon). Além dos citados, outros heróis dos quadrinhos também vão aparecer na série, como a dupla Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”), Jason Todd, que é o segundo Robin (vivido por Curran Walters, de “Mulheres do Século 20”), e o grupo Patrulho do Destino, que ganhará um spin-off após a estreia em “Titãs”. Para quem não conhece o histórico dos personagens, a “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um grande sucesso editorial e a DC voltou a reunir os heróis mirins mais duas vezes antes de decidir lançar uma revista com o grupo, batizada de “Teen Titans”, em inglês. Os Titãs clássicos também incluíram Ricardito (Speedy) e Dianinha, a Moça-Maravilha, que com o tempo viraram Arsenal e Troia, além de Lilith, Rapina, Columba e outros menos famosos. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980 (e logo Kid Flash virou Flash e Aqualad, Tempestade) e até a Turma Titã teve sua denominação alterada para Novos Titãs, numa fase em que a equipe deixou de ser totalmente teen, trazendo Asa Noturna, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, praticamente a equipe da série – e da animação “Jovens Titãs”. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir, já adulta, sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção live action. “Titãs” está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, roteirista do pior de todos os “Transformers” e do fiasco “A Torre Negra”, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, ex-diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. A atração vai estrear em 12 de outubro no DC Universe, mas ainda não há previsão para sua estreia na Netflix. É possível que a Warner só libere os episódios após o último capítulo ir ao ar nos Estados Unidos. Como são 13 episódios semanais, isso deixaria o lançamento nacional para janeiro de 2019.
A Rainha do Sul: Série estrelada por Alice Braga é renovada para a 4ª temporada
O canal pago americano USA Network anunciou a renovação da série “A Rainha do Sul” (Queen of the South), estrelada pela brasileira Alice Braga. A atração vai para sua 4ª temporada, com previsão de exibição para 2019. “A Rainha do Sul” tem uma das audiências mais estáveis da TV paga americana. Desde a estreia e ao longo de três anos de exibição, mantém o mesmo público cativo: cerca de 1,2 milhão de telespectadores ao vivo. Mas a série voltará com mudanças em seus bastidores. Houve uma troca de showrunners: Natalie Chaidez (criadora de “Hunters”), que conduzia a série desde o segundo ano, foi substituída pelos promovidos Dailyn Rodriguez e Benjamin Daniel Lobato, que já faziam parte da equipe de roteiristas. A atração é baseada no livro homônimo de Arturo Pérez-Reverte (roteirista do terror “O Último Portal”) e já tinha sido levada às telas na novela colombiana “La Reina Del Sur” (2011). A adaptação foi desenvolvida pelos roteiristas M.A. Fortin e Joshua John Miller, mais conhecidos pelo divertido e premiado “Terror nos Bastidores” – Melhor Roteiro do Festival de Stiges de 2015 – , lançado direto em DVD no Brasil. A trama segue Teresa Mendoza (Braga), que começa a história como uma fugitiva do cartel de drogas mexicano, mas logo se estabelece como líder de sua própria organização criminosa, disposta a enfrentar aqueles que a fizeram temer por sua vida. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Space e pela Netflix.
Zack Snyder planejava matar Batman em Liga da Justiça 2
Aparentemente, Zack Snyder pretendia matar Batman no segundo filme da “Liga da Justiça” que estava planejando. Em uma conversa com fãs na Vero, a rede social em que é a única celebridade, Zack Snyder confirmou sua intenção. Ao interagir com um usuário, que divulgou a imagem de Batman morto nos braços do Superman, com a legenda: “O que poderíamos ter visto naquele arco de cinco partes” – de “O Homem de Aço” a “Liga da Justiça 2” – , o diretor respondeu: “É claro”. O que seria ridículo, após o diretor matar Superman em “Batman vs. Superman” e trazê-lo de volta em “Liga da Justiça”. Para piorar, a morte de Batman aconteceria depois da Marvel eliminar metade de seus heróis com um estalar de dedos para também trazê-los de volta no filme seguinte. A Warner não só discordou como dispensou Snyder e desistiu de fazer “Liga da Justiça 2”, após o primeiro “Liga da Justiça” tornar-se um fracasso de bilheterias. Este filme já tinha sido realizado sob intervenção, com boa parte das cenas refeitas por Joss Whedon (“Os Vingadores”) – o que ocorreu de forma pouco elegante, durante uma crise pessoal de Snyder. Mas os fãs do cineasta – que pareciam não existir até ele ser afastado de “Liga da Justiça” – ainda imaginam que sua visão do encontro de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue pudesse ser a salvação da DC Comics – do buraco que ele próprio criou em “Batman vs. Superman”. Agora se vê que o plano de Snyder era tornar o universo cinematográfico da DC Comics ainda mais sombrio. Em outras palavras, criar novas piadas para o Deadpool zoar.












