Stanley Donen (1924 – 2019)
Morreu Stanley Donen, o último diretor da era de ouro de Hollywood, que assinou clássicos como “Cantando na Chuva” (1952), “Cinderela em Paris” (1957) e “Charada” (1963). Ele tinha 94 anos e nenhum detalhe adicional sobre sua morte, revelada na manhã deste sábado (23/2), foi fornecido pela família. Considerado um dos diretores mais influentes dos musicais americanos, ele foi responsável – junto com Vincent Minnelli e Busby Berkeley – por estabelecer a estética dos filmes da MGM, celebrados até hoje – e homenageados recentemente por “La La Land”. Mas, inacreditavelmente, nunca recebeu uma indicação ao Oscar e nunca venceu um troféu do Sindicato dos Diretores. Não por acaso, seu filho, que tuitou a notícia de sua morte, o descreveu como “um enorme talento muitas vezes menosprezado”. Stanley Donen nasceu em 13 de abril de 1924, na cidade de Columbia, Carolina do Sul. Apaixonado pela dança, ele começou a dançar aos 10 anos em peças de teatro locais. “Vi Fred Astaire em ‘Voando para o Rio’ quando eu tinha 9 anos e isso mudou minha vida”, ele contou para a revista Vanity Fair em 2013. “Pareceu maravilhoso e minha vida não era maravilhosa. A alegria de dançar um musical! E Fred era tão incrível, e Ginger [Rogers] – meu Deus, e Ginger!” Ele foi aprovado para a Universidade da Carolina do Sul, mas em vez de seguir os estudos resolveu mudar-se para Nova York em busca de vagas no teatro musical. Sua estreia como dançarino da Broadway aconteceu em 1940, quando entrou no elenco de apoio da montagem de “Pal Joey”, estrelada por Gene Kelly. Sua dedicação chamou atenção de Kelly, que acabou se tornando seu padrinho profissional. Ao ser contratado para coreografar a comédia musical “Best Foot Forward”, Kelly escolheu Donen para ajudá-lo como coreógrafo assistente. Na época, o futuro cineasta tinha apenas 17 anos. E conseguiu impressionar até o diretor do espetáculo, George Abbott. Em 1943, a MGM adquiriu os direitos da peça para transformá-la em filme – lançado como “A Rainha dos Corações” no Brasil. Os produtores resolveram trazer um integrante da montagem da Broadway para ajudar na transposição para o cinema, e assim começou a carreira hollywoodiana do jovem Donen, praticamente junto com sua maioridade. Nos cinco anos seguintes, o jovem trabalhou na coreografia de nada menos que 14 filmes, quatro na Columbia e o restante na MGM. Dois desses filmes foram estrelados por seu velho amigo Gene Kelly, “Modelos” (1944) e “Vida à Larga” (1947). A amizade da dupla se fortaleceu ainda mais no cinema e os dois se tornaram parceiros criativos. Juntos, coreografaram e escreveram a história do clássico musical “A Bela Ditadora” (1949), estrelado por Kelly, Frank Sinatra e Esther Williams. E a experiência foi tão positiva, que a dupla resolveu dar um novo passo, assumindo pela primeira vez a direção de um filme. Os dois estrearam juntos como diretores – co-diretores, portanto – no clássico instantâneo “Um Dia em Nova York” (1949), em que Kelly e Sinatra viveram marinheiros com um dia de folga para se divertir e se apaixonar na metrópole. Donen comandou sozinho seu trabalho seguinte, quando teve a oportunidade de dirigir o dançarino que o inspirara a seguir carreira. Ele filmou Fred Astaire num dos maiores sucessos do astro, “Núpcias Reais” (1951), criando uma das sequências mais famosas da história dos musicais – quando Astaire dança nas paredes e no teto, décadas antes de existirem efeitos especiais de computador. O diretor tinha só 27 anos e já fazia mágica cinematográfica. Mas foi seu reencontro com Gene Kelly que representou sua canonização no panteão dos deuses do cinema. Os dois retomaram a parceria em 1952, naquele que viria a ser considerado o maior musical de todos os tempos: “Cantando na Chuva”. O filme marcou época porque, ao contrário de muitos outros musicais, foi concebido especificamente para o cinema e não era uma adaptação da Broadway. Tinha danças elaboradíssimas, criadas pela dupla de diretores, e com longa duração, que incluíam movimentos acrobáticos. Também representou uma síntese da história de Hollywood, referenciando vários filmes para narrar a transição da era do cinema mudo para o “cantado”. Ao mesmo tempo, explorou de forma vanguardista uma ousadia de Donen, que foi pioneiro em tirar os musicais das encenações em palcos para levá-los às ruas. No caso de “Cantando na Chuva”, ruas cenográficas, mas esburacadas e cheias de poças d’água, que faziam parte da coreografia. No ano em que a Academia premiou o ultrapassado “O Maior Espetáculo da Terra” (1952), “Cantando na Chuva” foi esnobado pelo Oscar. Sua vingança foi se tornar inesquecível, presente em todas as listas importantes de Melhores Filmes da História, influenciando novas e novíssimas gerações, dos responsáveis por “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) a “O Artista” (2011) e “La La Land” (2016). A dupla ainda voltou a se reunir em “Dançando nas Nuvens” (1955), mas o fato da ex-mulher de Donen (a atriz Jeanne Coyne) se envolver com Kelly acabou afastando os dois amigos. De todo modo, o diretor acabou se destacando mais na carreira solo a partir de “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme. Em 1957, ele fez o fantástico “Cinderela em Paris”, reunindo-se novamente com Fred Astaire e iniciando sua parceria com a deslumbrante Audrey Hepburn. O filme teve grande impacto na moda, consagrando sua estrela como musa fashion – ela vive uma modelo existencialista, que prefere usar o pretinho básico. Mas também na dança e no cinema, graças ao passo seguinte da ousadia de Donen. Desta vez, ele organizou uma grande coreografia do casal ao ar livre – e à luz do dia – , à beira de um lago real. Os musicais nunca mais foram os mesmos. Donen ainda dividiu créditos de direção com seu antigo diretor da Broadway, George Abbott, em “Um Pijama para Dois” (1957), filme que avançou ainda mais as coreografias ao ar livre, ao transformar um piquenique numa grande dança. A dupla também assinou o bem-sucedido “O Parceiro de Satanás” (1958). Foram muitos outros musicais, até que o gênero começou a sair de moda, levando o diretor a levar sua ousadia para novas vertentes. Ao filmar “Indiscreta” (1958), chegou a desafiar os censores com uma cena em que mostrou Cary Grant na cama com Ingrid Bergman. Para burlar a proibição da época, ele editou a sequência de forma a mostrar os dois simultaneamente numa tela dividida – sua justificativa para demonstrar que eles não estavam juntos no cenário íntimo, embora aparecessem juntos na mesma cena. O cineasta ainda reinventou-se à frente de thrillers filmados em technicolor vibrante, que combinavam suspense e aventura delirante. Com filmes como “Charada” (1963), estrelado por Audrey Hepburn e Cary Grant, e “Arabesque” (1966), com Sophia Loren e Gregory Peck, Donen se tornou o mais hitchcockiano dos diretores americanos de sua época, aperfeiçoando a fórmula de “Ladrão de Casaca” (1955) e “Intriga Internacional” (1959) – clássicos de Alfred Hitchcock que, por sinal, foram estrelados por Cary Grant. Ele ainda dirigiu comédias de sucesso, como “Um Caminho para Dois” (1967), novamente com Audrey Hepburn, e “O Diabo É Meu Sócio” (1967), com Dudley Moore. Também foi responsável pela adorada adaptação do livro infantil “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas fracassou com “Os Aventureiros do Lucky Lady” (1975) e ao se aventurar pela ficção científica em “Saturno 3” (1980), despedindo-se de Hollywood com a comédia “Feitiço do Rio” (1984), estrelada por Michael Caine. Dois anos depois, surpreendeu o mundo ao dirigir um clipe musical, no começo da era da MTV. Ele assinou o célebre vídeo de “Dancing in the Ceiling” (1986), em que o cantor Lionel Ritchie aparecia dançando no teto, de cabeça para a baixo – uma citação direta de seu clássico “Núpcias Reais”. Seus últimos trabalhos foram um episódio da série “A Gata e o Rato” (Moonlighting) em 1986 e o telefilme “Cartas de Amor” (1999). Em 1998, Donen finalmente foi homenageado pela Academia, que lhe concedeu um Oscar honorário pela carreira, “em apreciação a uma obra marcada pela graça, elegância, inteligência e inovação visual”. Ele recebeu sua estatueta das mãos de Martin Scorsese e, então, docemente cantarolou a letra da música “Cheek to Cheek”: “O céu, eu estou no céu, meu coração bate de modo que mal posso falar…” Ao longo da vida, o diretor teve seis relacionamentos amorosos importantes, casando-se cincoo vezes: com a dançarina, coreógrafa e atriz Jeanne Coyne (que o trocou por Kelly), a atriz Marion Marshall, a condessa inglesa Adelle Beatty, a atriz Yvette Mimieux e a vendedora Pamela Braden. Ele vivia, desde 1999, com a cineasta Elaine May.
Framboesa de Ouro 2019: Holmes & Watson é o pior filme e Donald Trump o pior ator do ano
A organização do Framboesa de Ouro, que anualmente premia os piores do cinema, anunciou seus “grandes” vencedores de 2019 em cerimônia realizada neste sábado (23/2) em Los Angeles. E o troféu menos cobiçado do evento, Pior Filme do ano, foi para a comédia “Holmes & Watson”. Além de Pior Filme, “Holmes & Watson” foi o pior em mais três categorias: Direção (Etan Cohen), Ator Coadjuvante (John C. Reilly) e Continuação, “Remake” ou Cópia. Claramente, o grande vencedor dos Razzies, como o troféu também é conhecido. O filme é tão ruim que nem teve lançamento no Brasil. E só perdeu na disputa de Pior Ator porque Will Ferrell enfrentou um concorrente de peso. Ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos foi eleito o Pior Ator do ano, por sua “interpretação” de si mesmo nos documentários “Death of a Nation” e “Fahrenheit 11/9”. Trump ainda venceu outro prêmio, numa indicação da politização do Framboesa de Outro, como Pior Dupla do cinema, formada por ele e seu ego “perpetuando a mesquinharia”. Mas as críticas ao governo atual dos Estados Unidos não ficaram nisso. Kellyanne Conway, assessora de Trump, foi considerada a Pior Atriz Coadjuvante por sua “interpretação” de si mesma em “Fahrenheit 11/9”. Além de Trump, outra artista também faturou duas estatuetas de framboesas douradas: Melissa McCarthy, como Pior Atriz pelos filmes “Alma da Festa” e “Crimes em Happytime”, simultaneamente ao prêmio de “Redenção” – único troféu positivo da premiação, que significa que ela já deu a volta por cima – por “Poderia Me Perdoar?”, pelo qual concorre ao Oscar de Melhor Atriz no domingo (24/2). A framboesa de Pior Roteiro, por sua vez, ficou com “Cinquenta Tons de Liberdade”, o último filme da trilogia erótica “Cinquenta Tons”. Neste ano, ainda foi instituído um prêmio especial, Barry L. Bumstead, destinado ao pior fracasso de bilheteria da temporada. A desonra foi concedida para “O Clube dos Meninos Bilionários”, um fiasco estrelado por Kevin Spacey, banido de Hollywood após ser denunciado por assédio sexual. Confira abaixo todos os vencedores do Framboesa de Ouro 2019. Pior Filme “Holmes & Watson” Pior Atriz Melissa McCarthy, por “Crimes em Happytime” e “Alma da Festa” Pior Ator Donald Trump, por “Death of a Nation” e “Fahrenheit 11/9” Pior Ator Coadjuvante John C. Reilly, por “Holmes & Watson” Pior Atriz Coadjuvante Kellyanne Conway, por “Fahrenheit 11/9” Pior Dupla Donald Trump e seu ego, por “Death of a Nation” e “Fahrenheit 11/9” Pior Remake, Cópia ou Sequência “Holmes & Watson” Pior Direção Etan Cohen, por “Holmes & Watson” Pior Roteiro Niall Leonard, por “Cinquenta Tons de Liberdade” Pior Fracasso “O Clube dos Meninos Bilionários” Redenção Melissa McCarthy, por “Poderia Me Perdoar?”
César 2019: Enfrentando a violência de gênero, Custódia vence “Oscar do cinema francês”
A Academia Francesa de Cinema consagrou o filme “Custódia”, que aborda a questão da violência de gênero, na premiação do César 2019, o equivalente ao “Oscar do cinema francês”. O longa de Xavier Legrand venceu quatro estatuetas, incluindo Melhor Filme, na cerimônia celebrada na noite de sexta-feira (22/2) em Paris. “Quando rodamos o filme, em 2016, 123 mulheres foram assassinadas pelo companheiro ou ex-companheiro. No decorrer do ano, 25 mulheres foram assassinadas, o que quer dizer que passamos a uma mulher a cada dois dias, enquanto em 2016 era uma a cada três dias”, declarou o diretor do filme, Xavier Legrand. “Custódia” teve sua première mundial no Festival de Veneza de 2017, onde venceu dois prêmios, inclusive Melhor Direção, e foi premiado pela crítica na Mostra de São Paulo daquele ano, antes de ser exibido comercialmente no Brasil – o que ocorreu em julho do ano passado. O longa também entrou na lista dos melhores lançamentos de 2018 da Pipoca Moderna (veja aqui). A estrela do filme, Léa Drucker, venceu o César de Melhor Atriz por seu papel de uma mãe que tenta recompor a vida após a separação do marido violento. Em seu discurso, ela homenageou as mulheres corajosas que a inspiraram, “todas as mulheres, todas as feministas que escrevem, atuam, elevam a voz e defendem diariamente a causa das mulheres, desafiando com frequência insultos e todo tipo de agressividade”. “A violência começa pelas palavras que usamos no dia-a-dia. Pensamos que são banais, mas não nos damos conta de que são o começo de uma ameaça, são o reflexo de uma forma de pensar, de uma ideologia que todos devemos combater”, acrescentou. O cineasta Xavier Legrand ainda venceu o troféu de Roteiro Original – e o quarto troféu de seu filme foi para a Edição. Entretanto, ele perdeu o César de Melhor Direção para Jacques Audiard, premiado pelo western franco-americano “Os Irmãos Sisters”. Já o Melhor Ator foi Alex Lutz, por “Guy”, filme que ele também escreveu e dirigiu. Um dos pontos altos da cerimônia foi uma homenagem ao ator, diretor e produtor Robert Redford, de 82 anos, que recebeu um César honorário por sua carreira. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Melhor Filme: “Custódia”, de Xavier Legrand Melhor Direção: Jacques Audiard (“Os Irmãos Sisters”) Melhor Ator: Alex Lutz (“Guy”) Melhor Atriz: Léa Drucker (“Custódia”) Melhor Ator Coadjuvante: Philippe Katerine (“Le Grand Bain”) Melhor Atriz Coadjuvante: Karin Viard (“Les Chatouilles”) Melhor Revelação Masculina: Dylan Robert (“Shéhérazade”) Melhor Revelação Feminina: Kenza Fortas (“Shéhérazade”) Melhor Roteiro Original: Xavier Legrand (“Custódia”) Melhor Roteiro Adaptado: Andréa Bescond e Eric Métayer (“Les Chatouilles”) Melhor Edição: Yorgos Lamprinos (“Custódia”) Melhor Fotografia: Benoït Debie (“Os Irmãos Sisters”) Melhor Música Original: Vincent Blanchard e Romain Greffe (“Guy”) Melhor Som: Brigitte Taillandier, Valérie de Loof e Cyril Holtz (“Os Irmãos Sisters”) Melhor Direção de Arte: Michel Barthélémy (“Os Irmãos Sisters”) Melhor Figurino: Pierre-Jean Larroque (” Mademoiselle de Joncquières”) Melhor Filme de Estreia: “Shéhérazade”, de Jean-Bernard Marlin Melhor Documentário: “Ni Juge, Ni Soumise”, de Jean Libon e Yves Hinant Melhor Filme de Animação: “Dilili à Paris”, de Michel Ocelt Melhor Filme Estrangeiro: “Assunto de Família”, de Hirokazu Koreeda (Japão) Melhor Curta-Metragem de Ficção: “Les Petites Mains”, de Rémi Allier Melhor Curta-Metragem de Animação: “Villaine Fille”, de Ayce Kartal César do Público: “Les Tuche 3”, de Olivier Baroux César Honorário: Robert Redford
Nova versão da série Além da Imaginação ganha primeiro trailer
O serviço de streaming CBS All Access divulgou o primeiro trailer da nova versão da série clássica “Além da Imaginação” (Twilight Zone). E com direito à versão atualizada de sua famosa trilha, que embala trechos nervosos dos vindouros episódios da antologia sci-fi. Entre os detalhe que chamam atenção, destacam-se elementos de um episódio de 1960, que deve ganhar remake – “Nick of Time”, estrelado por William Shatner antes do ator virar o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”. A prévia também dá uma mostra do elenco envolvido no revival, com aparições de John Cho (“Star Trek”), Taissa Farmiga (“American Horror Story”), Greg Kinnear (“Pequena Miss Sunshine”), Luke Kirby (“A Maravilhosa Sra. Maisel”), Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”), Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”), Adam Scott (“Big Little Lies”), Rhea Seehorn (“Better Call Saul”), Alison Tolman (“Fargo”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Jessica Williams (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Steven Yeun (“The Walking Dead”) e DeWanda Wise (“Ela Quer Tudo”), entre outros. Além, claro, de Jordan Peele (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Corra!”). A nova versão foi criada e será apresentada por Peele. O ator, roteirista, diretor e produtor aparecerá na introdução de cada capítulo para apresentar a história fantástica da semana, que os espectadores irão presenciar. Ele vai assumir a função exercida pelo criador da atração original, Rod Serling, que apareceu no começo de todos os episódios da série clássica, entre 1959 e 1964. Reverenciada como pioneira do formato das antologias sci-fi, sua estrutura de um história completa por episódio inspirou inúmeras outras séries, de “Quinta Dimensão” (The Outer Limits) nos anos 1960 a “Black Mirror” no século 21. A marca é tão forte que, além dos 156 episódios originais, a CBS já tinha feito dois revivals, ambos com sucesso – o primeiro durou entre 1985 a 1989 (65 episódios) e o segundo entre 2002 a 2003 (44 episódios). O programa também virou filme: a antologia “No Limiar da Realidade” (Twilight Zone: The Movie, 1983), que apresentava quatro histórias dirigidas simplesmente por Steven Spielberg (“Guerra dos Mundos”), Joe Dante (“Gremlins”), John Landis (“Um Lobisomem Americano em Londres”) e George Miller (“Mad Max”). Serling, que faleceu em 1975, apresentou apenas a versão original – e outra série clássica, “Galeria do Terror” (1969–1973), que também deve voltar em breve. E, por curiosidade, a versão de 2002 já era apresentada por um ator negro: Forest Whitaker (“Pantera Negra”). A quarta versão de “Além da Imaginação” vai estrear em 1 de abril no serviço de streaming da CBS All Access, que não é comercializado no Brasil – mas suas séries tem aparecido por aqui em outras plataformas, como a Amazon (“Good Fight”) e Netflix (“Star Trek: Discovery”).
Anitta rebola na boquinha da garrafa em clipe dos Tropkillaz
Um dos novos hits pré-carnaval do Brasil ganhou clipe, voltando a reunir quase toda a turma de “Vai, Malandra”, a melhor música de Anitta do ano passado. Desta vez, ela é coadjuvante de luxo dos Tropkillaz, ainda que a câmera tenha ficado apaixonada por seu rebolado. E como não? Ela dispara gifs instantâneos ao fazer o ar tremer com o impacto de seu suingue. A música se chama “Bola, Rebola” e é o que Anitta faz, no ritmo das batidas dos DJs brasileiros, com direito a flauta japonesa e versos trilíngues, em português, espanhol e inglês, cortesia da participação do astro do regatton J. Balvin e do MC Zaac, que também cantou em “Vai, Malandra” – detalhe: a parceria com J. Balvin já é a quarta da carreira de Anitta. Com muitas cores, entre o mar e a favela, o clipe tem até momento de metalinguagem, ao mostrar a cantora rebolando na “boquinha da garrafa” sob alegre aprovação de Compadre Washington, do É o Tchan. As imagens hipnotizantes da “downtown” de Anitta e o clima do verão de biquíni no lajão são assinados pelo grande mestre Lula Carvalho, um dos mais célebres diretores de fotografia do Brasil – de “Tropa de Elite”, “O Lobo Atrás da Porta”, “Narcos”, etc – , que filmou e dirigiu a produção do vídeo. “Bola, Rebola” ainda mostra que a dupla eletrônica Tropkillaz (dos DJs Zé Gonzales e André Laudz) encontrou seu som, uma batida de funk brasileiro com apelo pop tropical capaz de aumentar o aquecimento global, deixar Major Lazer suando de inveja e o mundo em estado de alerta. Em três línguas diferentes, que é para enaltecer bem o suingue e enlouquecer a imaginação – especialmente sobre onde essas línguas entram no bem-bolado rebolado de Anitta.
Ryan Murphy anuncia nova série passada na era de ouro de Hollywood
O produtor Ryan Murphy, que criou alguns dos maiores sucessos recentes da TV, como “Glee”, “American Horror Story”, “American Crime Story” e “9-1-1”, anunciou o terceiro projeto de sua parceria com o serviço de streaming Netflix. Por meio de um post no Instagram, ele revelou que sua próxima série vai se chamar “Hollywood”. Desenvolvida em parceria com Ian Brennan, que trabalhou com o produtor como co-criador de “Glee” e “Scream Queens”, a série é descrita como “uma carta de amor à era de ouro da terra do cinema”. “Esta será a minha 3ª série para a Netflix, e não poderia estar mais animado e orgulhoso do trabalho que estamos desenvolvendo juntos. Vem mais por aí!”, prometeu o produtor. Murphy assinou um contrato com a Netflix no ano passado, avaliado em mais de US$ 300 milhões, para desenvolver novos conteúdos com exclusividade para a plataforma de streaming. O primeiro projeto anunciado foi a comédia “The Politician”, que deve ser lançada ainda este ano, sobre um jovem de família rica que, a cada temporada, vai tentar se eleger a um cargo público. O elenco inclui Ben Platt, Jessica Lange e Gwyneth Paltrow. Murphy também desenvolve “Ratched”, série focada na famosa enfermeira vilã do filme (e livro) “Um Estranho no Ninho”, que terá Sarah Paulson como a versão mais jovem do papel celebrizado por Louise Fletcher no cinema. Com “Hollywood”, Murphy vai retomar o tema e o drama de época de outra de suas produções famosas, “Feud”, que, em sua única temporada, mostrou a rivalidade entre as atrizes Bette Davis (vivida por Susan Sarandon) e Joan Crawford (Jessica Lange). As gravações vão começar no verão norte-americano (entre junho e agosto), possivelmente para um lançamento em 2020. Visualizar esta foto no Instagram. “Hollywood” — my new Netflix show co-created with Ian Brennan — begins principal photography this summer. A love letter to the Golden Age of Tinseltown, this straight-to-series production will be my third show for Netflix and I couldn’t be more excited or proud about the work we are doing together. More to come… Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em 22 de Fev, 2019 às 9:02 PST
Atriz de Game of Thrones será criatura sobrenatural no spin-off da série Penny Dreadful
A atriz Natalie Dormer vai voltar para a TV, após interpretar Margaery Tyrell em “Game of Thrones”. Ela será uma das protagonistas de “Penny Dreadful: City of Angels”, derivado da série de terror “Penny Dreadful”. Dormer vai interpretar Magda, uma entidade sobrenatural que é capaz de assumir a aparência que quiser. A atriz vai se juntar a Daniel Zovato (“O Homem nas Trevas”) e Jessica Garza (“The Purge”), que também foram anunciados no elenco. “Penny Dreadful: City of Angels” será uma expansão da mitologia original da série exibida entre 2014 e 2016, e não uma sequência direta. Os novos episódios se passarão na cidade de Los Angeles em 1938 e mostrarão o embate entre personagens conectados à divindade Santa Muerte e outros que servem ao diabo. Na trama, um detetive (Zovato) que investiga um assassinato macabro acaba descobrindo um submundo de criaturas sobrenaturais na cidade. O spin-off foi criado por John Logan, roteirista da franquia “007” que também criou “Penny Dreadful”. A série original, passada na Inglaterra vitoriana, durou três temporadas combinando personagens próprios com criações famosas da literatura gótica, extraídos das páginas de “Frankenstein”, “Dorian Gray” e “Drácula”. Bem-sucedida, a atração acabou bruscamente por decisão do próprio John Logan, que não quis esticar a história. Assim como a atração original, a nova produção será exibida no canal pago americano Showtime, mas ainda não tem previsão de estreia.
Jussie Smollett sofre pressão para ser demitido de Empire, mas acusação policial tem furos
Jussie Smollett pagou fiança e já voltou ao site de gravação da série “Empire”, após ser preso por suspeita de forjar o ataque homofóbico e racista que sofreu em 29 de janeiro. Ele entregou seu passaporte para a polícia e aguarda julgamento, podendo pegar de dois a três anos de prisão por falsa informação de crime e ainda pagar os custos da investigação. Mas a história mirabolante segue sem pé nem cabeça. Para começar, em entrevista coletiva, a polícia de Chicago diz que chegou aos dois irmãos nigerianos, que teriam sido pagos para fingir a agressão, por meio do complexo sistema de vigilância por vídeo que existe em Chicago. Os vídeos foram elogiadíssimos no detalhamento de como os investigadores conseguiram identificar os suspeitos. Entretanto, nenhum vídeo da agressão foi visto, embora ela tenha ocorrido diante de câmeras. Ao prender o ator, a polícia de Chicago afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tem um dos maiores salários do elenco de “Empire”, tinha conseguido aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Vale lembrar que, antes da polícia de Chicago apresentar a hipótese do aumento salarial, a investigação teria vazado que o objetivo do falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. O ator segue dizendo-se inocente. E a Fox ainda não o dispensou. Mas, por via das dúvidas, ele vai ficar fora dos episódios finais da 5ª temporada. “Os eventos das últimas semanas foram incrivelmente emocionais para todos nós. Jussie tem sido um membro importante da nossa família ‘Empire’ nos últimos cinco anos e nos preocupamos profundamente com ele”, diz um comunicado oficial da série, assinado pelos produtores executivos Lee Daniels, Danny Strong, Brett Mahoney, Brian Grazer, Sanaa Hamri, Francie Calfo e Dennis Hammer. “Embora essas alegações sejam muito perturbadoras, estamos colocando nossa confiança no sistema legal enquanto o processo se desenrola. Também estamos cientes dos efeitos desse processo no elenco e nos membros da equipe que trabalham em nossa série e, para evitar mais transtorno, decidimos remover o papel de Jamal (papel de Smollett) dos dois últimos episódios da temporada”. O site TMZ apurou que o clima no set é péssimo e que colegas de trabalho teriam pedido que ele fosse demitido. Sentindo o ressentimento, ele juntou o grupo com quem costuma trabalhar para dar uma declaração a todos. “Me desculpem por colocar vocês nessa situação e por não responder às suas ligações. Eu queria dizer que lamento e, vocês me conhecem, eu nunca faria isso com vocês, vocês são minha família. Eu juro por Deus, eu não fiz isso”, teria dito Smollett aos colegas, segundo a publicação. Ao voltar ao trabalho, Smollett também chorou muito, precisando interromper as gravações por conta da forte emoção. Apesar disso, ainda de acordo com o TMZ, parte do elenco e da produção de “Empire” considera que ele manchou a imagem do seriado de forma irreversível, e temem que a série seja cancelada por causa dele. Por isso, pressionam por sua demissão imediata.
Primeiro trailer de Angry Birds 2 introduz nova personagem
A Sony divulgou o trailer e o pôster de “Angry Birds 2”, acompanhados por muitos cubos de gelo. O vídeo revela um novo motivo para os passarinhos da franquia ficarem irritados. Podia ser a trilha (“Ice Ice Baby”, de Vanilla Ice), mas é Zeta, personagem dublada por Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), que vive numa ilha congelada e resolve declarar guerra aos habitantes da ilha ensolarada do filme anterior. O conflito contará com o retorno dos dubladores originais, que incluem Jason Sudeikis (Red), Josh Gad (Chuck), Danny McBride (Bomba), Bill Hader (Leonardo) e Peter Dinklage (Mega Águia). Já as novas vozes, além de Leslie Jones, destacam as participações de Dove Cameron (“Descendentes”), Sterling K. Brown (“This Is Us”), Awkwafina (“Podres de Ricos”), Rachel Bloom (“Crazy Ex-Girlfriend”), Zack Woods (“Silicon Valley”), Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), Lil Rel Howery (“Corra!”), a menina Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”) e a cantora Nicki Minaj. Curiosamente, o primeiro filme não foi exatamente um blockbuster. Com um orçamento de US$ 73 milhões, a animação de 2016 só faturou US$ 346 milhões em todo o mundo e foi massacrada pela crítica (44% de aprovação no Rotten Tomatoes). Mas teve boa recepção em home video, figurado em 1º lugar em locações no iTunes e com boas vendas em DVD e Blu-ray. De todo modo, a Sony resolveu mudar completamente a equipe criativa. O novo roteiro foi escrito por Peter Ackerman (de “A Era do Gelo”) e a direção compartilhada por Thurop Van Orman (da série “As Trapalhadas de Flapjack”) e John Rice (de “Rick & Morty”). A estreia está marcada para 16 de agosto nos Estados Unidos e apenas 3 de outubro no Brasil.
Novos vídeos de Pets 2 revelam o personagem de Harrison Ford
A Illumination divulgou mais dois pôsteres e trailers de “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” centrados em personagens específicos. Um dos vídeos traz a cachorrinha Gidget, com voz de Jenny Slate (“Venom”), ensaiando como se comportar como um gato e também foi disponibilizado em versão dublada em português, enquanto o outro apresenta o cachorro Rooster, personagem novo que ganhou a voz de Harrison Ford (“Star Wars: O Despertar da Força”). Fenômeno de bilheterias, o primeiro filme registrou o recorde de maior estreia de animação original na América do Norte em 2016, chegando a faturar US$ 875,4 milhões em todo o mundo. No Brasil, o longa foi exibido com dublagens de Danton Mello (“Vai que Dá Certo 2”), Tatá Werneck (“Vai que Cola”), Luis Miranda (“Que Horas Ela Volta?”) e Tiago Abravanel (“Amor em Sampa”). Mas não foi divulgado se eles vão bisar seus papéis na continuação. As vozes originais, entretanto, tiveram uma mudança importante, Louis CK (série “Louie”) foi substituído pelo humorista Patton Oswalt (“A.P. Bio”) no papel do cãozinho Max. O dublador original foi demitido da continuação após ser denunciado por abusos sexuais. Os demais dubladores são os mesmos em inglês: Lake Bell (“De Volta para Casa”) com Chole, Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) como Bola de Neve, além de Eric Stonestreet (série “Modern Family”), Ellie Kemper (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”), Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e Albert Brooks (“O Ano Mais Violento”). Já as novidades, além de Harrison Ford, incluem Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”), Pete Holmes (“Crashing”) e Nick Kroll (criador de “Big Mouth”). “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” também repete diretor e roteirista do primeiro filme, respectivamente Chris Renaud e Brian Lynch, e tem estreia prevista para 27 de junho no Brasil, 20 dias após o lançamento nos Estados Unidos.
Weezer recria programa infantil dos anos 1960 em novo clipe
A banda Weezer lançou o clipe de “High as a Kite”, música de seu próximo álbum, que recria o famoso programa infantil americano dos anos 1960 “Mister Rogers’ Neighborhood”. O apresentador original será vivido por Tom Hanks num filme que estreia em novembro. Mas, no vídeo, a atração vira “Mr. Rivers’ Neighborhood”, com o cantor do Weezer assumindo o papel principal, numa encenação muito mais sombria que o esperado. Rivers Cuomo aparece com a roupa característica de Fred Rogers para cantar entre marionetes e diante de uma plateia formada por crianças e seus pais alegres. E são todos surpreendidos com um refrão sobre ficar drogado para esquecer uma vida infeliz, numa performance cada vez mais sombria e desesperada. O desfecho culmina na destruição do cenário pelo cantor e sua banda, numa atitude rock’n’roll, que esvazia o estúdio e faz sumir toda a audiência. “High as a Kite” é o segundo clipe do “Black Album”, que começa a ser vendido em 1 de março. O primeiro foi “Can’t Knock the Hustle”, lançado em outubro do ano passado.
Astro de Teen Wolf vai estrelar o piloto da série dos Garotos Perdidos
Tyler Posey vai trocar lobisomens por vampiros em sua próxima série televisiva. O astro de “Teen Wolf” entrou no piloto de “The Lost Boys”, projeto de série desenvolvido para a rede CW, que adapta o filme “Os Garotos Perdidos”. Ele terá o papel principal, que foi desempenhado por Jason Patrick no longa de 1987, acompanhando sua mãe e seu irmão mais novo numa mudança para uma cidadezinha do litoral americano. Ao chegar lá, ele e o irmão acabam descobrindo que o local é infestado por vampiros. E, ao se apaixonar por uma vampira, é tentado a se tornar um deles e permanecer jovem para sempre. A intérprete da mãe também foi escolhida. Ela será vivida por Kiele Sanchez (o par de Rodrigo Santoro na série “Lost”), assumindo o papel de Dianne Wiest no filme. A escalação é tipicamente hollywoodiana, já que Tyler Posey tem 27 anos e Kiele Sanchez 41 – ela tinha 14 anos quando ele nasceu. Ou seja, mantém-se o paradoxo de quase trintões viverem filhos adolescentes de quarentonas nas séries de TV. O resto do elenco confirmado inclui Medalion Rahimi (“The Outpost”) como o interesse romântico do personagem de Posey e Dakota Shapiro (“Valley of the Boom”) como o bad-boy que lidera a gangue de vampiros. Os personagens foram vividos no cinema, respectivamente, por Jami Getz e Kiefer Sutherland. Ainda falta escalar o irmão mais novo de Posey, o vampiro adulto que é o verdadeiro chefão da região e os dois caçadores de vampiros adolescentes, que têm seu QG numa loja de quadrinhos. O projeto tem roteiro de Heather Mitchell (criadora de “Still Star-Crossed”), produção executiva de Rob Thomas (criador de “iZombie” e “Veronica Mars”) e terá seu piloto dirigido pela cineasta Catherine Hardwicke (de “Crepúsculo”). Nenhum episódio foi encomendado além do piloto, que precisará agradar aos executivos da rede CW para que “The Lost Boys” vire série.
A Ordem: Nova série de escola de magia ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “A Ordem” (The Order), mais uma série sobre escola de magia. A prévia é acompanhada por uma musiquinha indie genérica de produção sobrenatural teen da rede CW, mas sua sinopse parece atração de outro canal, já que é praticamente a mesma premissa de “The Magicians” (ou “Escola de Magia”) do Syfy. Na verdade, parece uma versão teen de “The Magicians” – ou seja, sem a sexualidade exacerbada e os palavrões – , com os lobisomens de “Legacies”. A trama gira em torno de um calouro, escolhido para entrar numa ordem secreta de sua universidade e se tornar um mágico. Mas algo sombrio ronda a escola, determinado a matar seus alunos. Empurrado para um mundo de magia, monstros e intrigas, ele descobre segredos de família e uma batalha clandestina entre lobisomens e praticantes de magia negra. A série é uma produção canadense da Nomadic Pictures (produtora de “Van Helsing”), criada pelo roteirista Dennis Heaton (“Ghost Wars”), e seu elenco inclui Jake Manley (o Fisher de “iZombie”), Sarah Grey (a Stargirl de “Legends of Tomorrow”), Matt Frewer (o Dr. Leekie em “Orphan Black”), Sam Trammell (o Sam de “True Blood”) e Max Martini (do filme “Círculo de Fogo”). A 1ª temporada com 10 episódios estreia em 7 de março em streaming.










