Oscar “temático” consagra o Conduzindo Miss Daisy de 2019
A noite do Oscar 2019 foi “temática”, reflexo de uma Academia empenhada em ser cada vez mais politicamente correta, após o #OscarSoWhite, ainda que o resultado final represente uma visão liberal dessa abordagem. Do principal vencedor da cerimônia, realizada no domingo (24/2) em Los Angeles, aos prêmios menos badalados, a mensagem que a distribuição de troféus buscou transmitir foi de incentivo à diversidade. Homens brancos venceram menos prêmios que o costume, resultando em maior reconhecimento para mulheres (15 estatuetas) e pessoas negras (7). São números que representam recordes de diversidade para a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Isto permitiu que o mais famoso dos cineastas negros, que já deveria ter sido premiado há 30 anos, finalmente vencesse seu primeiro Oscar – Spike Lee, pelo roteiro de “Infiltrado na Klan”. Dois atores negros foram premiados como coadjuvantes, Regina King (por “Se a Rua Beale Falasse”) e Mahershala Ali (“Green Book”). E Ali se tornou o segundo ator negro a vencer dois Oscars, após Denzel Washington. Marcas de segregação técnica ruíram em várias categorias. Peter Ramsey foi o primeiro diretor negro a vencer o Oscar de Melhor Animação – por “Homem-Aranha no Aranhaverso”. A veterana Ruth E. Carter virou a primeira figurinista negra a conquistar sua categoria – por “Pantera Negra”. Sua colega, Hannah Beachler, consagrou-se como a primeira mulher negra indicada e vencedora do Oscar de Design de Produção (cenografia) – também por “Pantera Negra”. E não ficou nisso. Asiáticos tiveram destaque por meio do casal Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, vencedores do Oscar de Melhor Documentário por “Free Solo”, e com Domee Shi, diretora do Melhor Curta Animado, “Bao”. O Oscar de Melhor Ator foi para Rami Malek, filho de egípcios, que comentou sua origem ao agradecer o prêmio, lembrando que Freddie Mercury, seu papel em “Bohemian Rhapsody”, também era filho de imigrantes africanos. O mexicano Alfonso Cuarón representou os latinos conquistando três estatuetas – Melhor Direção, Fotografia e Filme Estrangeiro por “Roma”. Por isso, o fecho da noite, com “Green Book” eleito o Melhor Filme, poderia (pseudo) representar uma conclusão do tema. Afinal, trata-se de drama que critica o racismo, ao celebrar a amizade entre um motorista branco sem educação e seu passageiro refinado, um músico negro em turnê pelo sul segregado dos Estados Unidos dos anos 1960. Entretanto, trata-se de um filme sobre racismo escrito, dirigido e produzido por brancos – o cineasta Peter Farrelly e os roteiristas Nick Vallelonga e Brian Hayes Currie – , que privilegia o arco de redenção de seu protagonista branco, um racista bruto, que se transforma ao longo de sua jornada. Vale lembrar que o intérprete do personagem negro venceu o Oscar de Ator Coadjuvante, o que deixa claro sua menor importância em comparação ao branco da trama. O vencedor do Oscar é, portanto, o “Conduzindo Miss Daisy” de 2019. Um filme sobre racismo para branco ver e aplaudir, numa abordagem bastante convencional sobre tensões raciais, que considera o ponto de vista negro mero coadjuvante. “Green Book” é similar ao filme de 30 anos atrás até do ponto de vista narrativo, na história do motorista e seu passageiro, apenas mudando quem conduz o veículo, para chegar no mesmo destino: a transformação positiva do personagem branco. Além disso, assim como “Conduzindo Miss Daisy”, o diretor de “Green Book” sequer foi considerado merecedor de indicação na categoria de Melhor Direção. Para completar as comparações, vale ainda lembrar que apesar da vitória do drama de Bruce Beresford, o favorito da crítica e filme mais lembrado daquele Oscar era “Faça a Coisa Certa”, de Spike Lee, muito negro para a época. O tema da diversidade pode ter embalado o Oscar 2019, mas, na hora de definir o prêmio principal, a Academia decidiu ignorar novamente Spike Lee, que tratou de racismo de forma mais contundente em “Infiltrado na Klan”. Pior ainda: barrou “Se a Rua Beale Falasse”, de Barry Jenkins, melhor abordagem do “tema”, que sequer foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, embora tenha vencido, 24 horas mais cedo, o Spirit Awards de filme indie do ano. A vitória de “Green Book” também é o “Crash” de 2019. Em 2006, os eleitores da Academia elegeram outro filme mediano, “Crash: No Limite”, como opção para derrotar “O Segredo de Brokeback Mountain”, de temática homossexual, que irritava a maioria conservadora da época. Até a vitória de “Green Book”, a conquista de “Crash” era considerada a pior decisão da Academia em todos os tempos. O filme que a Academia não queria que vencesse em 2019 era “Roma”. Não porque seria a primeira vez que uma obra falada em outra língua levaria o Oscar – o francês “O Artista” era mudo. Mas porque “Roma” é produção de uma plataforma de streaming. A discussão sobre se as produções da Netflix são cinema tem dividido a comunidade cinematográfica. Uma vitória no Oscar representaria o aval da principal instituição da indústria. Para que isso não acontecesse, “Green Book” ganhou o voto dos contrários. E se juntou a “Crash” na história dos Oscars da mediocridade humana. Um esforço inútil, pois as conquistas de “Roma”, especialmente na categoria de Melhor Direção, já mudaram a Netflix de patamar. Ao final das contas, o que fica para a História é que o cineasta de “Debi e Lóide” venceu o Oscar. Porque tudo é discutível em “Green Book”, menos que seu diretor é o mesmo de “O Amor É Cego”, que achava gordofobia engraçada, e “Ligado em Você”, concebido como piada de deficientes. O fato de a Academia premiar “Green Book” também demonstra que, embora o Oscar 2019 tenha se esforçado para ser “temático”, as opções disponíveis para Melhor Filme foram muito limitadas. Podendo listar dez títulos, os organizadores da premiação preferiram limitar suas indicações a oito, deixando de fora o superior “Se a Rua Beale Falasse”, além de diversas outras possibilidades premiadíssimas. Sobre esse contexto, leia mais aqui. Em resumo, a Academia barrou o cinema independente para privilegiar produções de grandes estúdios, como Fox, Disney, Sony, Universal e, sim, Netflix. “Green Book” é um filme com distribuição da Universal na América do Norte. E o estúdio realmente investiu em estratégia para fazê-lo conquistar o Oscar, trazendo para sua equipe especialistas em crises. Os spin doctors conseguiram apagar incêndios que deveriam ter sido devastadores, causados por revelações do passado do diretor Peter Farrelly – achava engraçado mostrar seu pênis para as atrizes de seus filmes – e do roteirista Nick Vallelonga – apoiou declaração de Trump de que muçulmanos americanos simpatizam com os terroristas que derrubaram as Torres Gêmeas de Nova York. Esta é a equipe que venceu o Oscar 2019. E Jimmy Kimmel não apareceu com o envelope correto do verdadeiro vencedor. Claro, Oliva Colman (por “A Favorita”) e não Glenn Close (por “A Esposa”) como Melhor Atriz também rende discussão. Mas não pode ser comparada à consagração do filme que o New York Times chamou de “indesculpável”. Decisões politicamente corretas não impediram o ato falho da Academia, ao oferecer a versão branca de como é o racismo como conclusão do Oscar 2019. Confira aqui a lista completa dos premiados.
Green Book vence o Oscar 2019. Confira a lista completa dos premiados
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premiou, na noite de domingo (24/2) em Los Angeles, “Green Book – O Guia” com o Oscar de Melhor Filme. Mas será que é realmente o melhor filme do ano? Lógico que não. Leia a análise do resultado aqui. A premiação também supervalorizou outros títulos medianos e alternou a consagração de favoritos com surpresas – entre elas, a própria vitória de “Green Book”. Confira abaixo a lista completa dos vencedores do Oscar 2019. Melhor Filme “Green Book – O Guia” Melhor Direção Alfonso Cuarón – “Roma” Melhor Ator Rami Malek – “Bohemian Rhapsody” Melhor Atriz Olivia Colman – “A Favorita” Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali – “Green Book – O Guia” Melhor Atriz Coadjuvante Regina King – “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” Melhor Filme de Língua Estrangeira “Roma” – México Melhor Roteiro Original Nick Vallelonga & Brian Hayes Currie & Peter Farrelly (“Green Book – O Guia”) Melhor Roteiro Adaptado Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee (“Infiltrado na Klan”) Melhor Trilha Sonora Ludwig Goransson (“Pantera Negra”) Melhor Canção Original “Shallow” – “Nasce Uma Estrela” Melhor Documentário “Free Solo” Melhor Mixagem de Som John Warhurst e Nina Hartstone (“Bohemian Rhapsody”) Melhor Edição de Som Paul Massey, Tim Cavagin e John Casali (“Pantera Negra”) Melhor Edição John Ottman (“Bohemian Rhapsody”) Melhor Direção de Arte Hannah Beachler e Jay Hart (“Pantera Negra”) Melhor Fotografia Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhores Efeitos Visuais Paul Lambert, Ian Hunter, Tristan Myles e J.D. Schwalm (“O Primeiro Homem”) Melhor Figurino Ruth E. Carter (“Pantera Negra”) Melhor Maquiagem e Penteados Greg Cannom, Kate Biscoe e Patricia DeHaney (“Vice”) Melhor Curta-Metragem “Skin” Melhor Curta de Documentário “Period. End of Sentence.” Melhor Curta de Animação “Bao”
His Dark Materials: Série que adapta a saga Fronteiras do Universo ganha primeiro trailer
A rede BBC divulgou o primeiro trailer de “His Dark Materials”, nova série de fantasia que adapta a saga literária conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. Algumas cenas da prévia também foram compartilhadas em um vídeo da HBO, que exibirá a atração no mercado internacional. As cenas destacam o elenco grandioso e a encenação digna de cinema. Curiosamente, o universo do escritor Philip Pullman chegou a ser levado ao cinema em 2006, no filme “A Bússola de Ouro”, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig, que não teve continuação e deixou a história incompleta. “A Bússola de Ouro” é apenas o primeiro volume da trilogia literária iniciada em 1995 – os demais são “A Faca Sutil” (1997) e “A Luneta Âmbar” (2000). Como a série foi renovada antes mesmo da estreia, são fortes os indícios de que, desta vez, os fãs terão uma adaptação completa. Para quem não conhece, “Fronteiras do Universo” acompanha duas crianças, Lyra Belacqua e Will Parry, cujas histórias se entrelaçam durante aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares falantes. A série é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no da jovem protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”). Para completar, os dois primeiros episódios tem direção do cineasta Tom Hooper (“Os Miseráveis”). Os demais estão a cargo de Jamie Childs (“Doctor Who”), Otto Bathurst (“Robin Hood”) e Dawn Shadforth (“Trust”). Com oito episódios ao todo, a 1ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
HBO revela nova cena e 14 pôsteres de Game of Thrones
A HBO divulgou novas cenas da aguardada 8ª temporada de “Game of Thrones”, em meio a um novo vídeo legendado de sua programação de 2019. São flashes rápidos entre cenas de “Watchmen”, “Euphoria”, “His Dark Materials”, “Gentleman Jack”, o telefilme de “Deadwood”, a volta de “Veep” e outras novidades do canal pago. Além disso, lançou uma nova coleção com 14 pôsteres da série, que reproduzem cenas famosas da trama apresentada até agora, da decapitação de Ned Stark (Sean Bean) na 1ª temporada ao sobrevoo do dragão de gelo da 7ª. A seleção chama atenção por incluir vários personagens mortos – no momento de suas mortes. E por ignorar completamente Sansa Stark (Sophie Turner) e os personagens de seu núcleo nas últimas temporadas. O último ano da série terá apenas seis episódios de longa duração, que o presidente da HBO descreveu como seis filmes. A estreia está marcada para 14 de abril em todo o mundo.
Premiação do Oscar 2019 vira festa de rock, Netflix e super-heróis
A cerimônia do Oscar 2019
Como Treinar Seu Dragão 3 bate recorde da franquia em estreia na América do Norte
Um mês depois de virar sucesso no Brasil, “Como Treinar Seu Dragão 3” finalmente estreou na América do Norte. A tática do lançamento atrasado se provou um sucesso, pois a ansiedade do público fez com que a animação batesse o recorde de abertura da franquia no mercado doméstico. Com US$ 55,5M (milhões) arrecadados entre sexta e domingo (24/2), superou os US$ 43,7M do lançamento do primeiro longa, em 2010, e os US$ 49,9M do segundo, em 2014. E ainda agradou à crítica que escreve em inglês, com 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes. No mercado internacional, onde circula há mais de 30 dias, o filme já ultrapassou os US$ 200 milhões de arrecadação. Na verdade, a produção da DreamWorks Animation soma ao todo US$ 274,9M, um desempenho para dar saudades da trilogia no estúdio, uma vez que encerra a história do menino – agora adulto – e seu dragão. “Como Treinar Seu Dragão 3” derrubou “Alita: Anjo de Combate” para o 2º lugar, aumentando a tensão nos bastidores da Fox, que faz contas para determinar o tamanho do prejuízo causado pela produção. Em dez dias, a adaptação de mangá orçada em cerca de US$ 200M rendeu US$ 60,6M nos Estados Unidos e Canadá, sem se configurar no blockbuster esperado. Mas o público do exterior tem sido receptivo. O longa produzido por James Cameron (“Avatar”) e dirigido por Robert Rodriguez (“Sin City”) teve a abertura que precisava na China, faturando por lá, em três dias, US$ 62M – mais do em toda a arrecadação norte-americana. A má notícia é que apenas 25% das bilheterias chinesas retornam para a Hollywood. As contas continuam. Entre as novidades da semana, vale destacar ainda “Lutando pela Família”, uma comédia “quase indie” de Dwayne “The Rock” Johnson que conta a história real de uma lutadora de luta-livre. O filme traz “The Rock” como ele mesmo, na frente das câmeras e por trás da produção. Após ser lançado em circuito limitado, “Lutando pela Família” ampliou o número de salas e atingiu o 4º lugar. E ganhou o aval da crítica, com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Infelizmente, vai demorar a chegar aos cinemas brasileiros. A previsão de estreia nacional é apenas para 11 de abril. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 55,5M Total EUA e Canadá: US$ 58M Total Mundo: US$ 274,9M 2. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 60,6M Total Mundo: US$ 263,3M 3. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 10M Total EUA e Canadá: US$ 83,6M Total Mundo: US$ 136,6M 4. Lutando pela Família Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 8,2M Total Mundo: US$ 8,2M 5. Superromântico Fim de semana: US$ 7,5M Total EUA e Canadá: US$ 33,7M Total Mundo: US$ 25,3M 6. Do Que os Homens Gostam Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 45M Total Mundo: US$ 49,6M 7. A Morte Te Dá Parabéns 2 Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 21,6M Total Mundo: US$ 42,5M 8. Vingança a Sangue Frio Fim de semana: US$ 3,3M Total EUA e Canadá: US$ 27M Total Mundo: US$ 35,4M 9. Amigos para Sempre Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 99,7M Total Mundo: US$ 110,5M 10. Run the Race Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 2,2M Total Mundo: US$ 2,2M
Arrow vai juntar as três versões de Canário Negro em episódio da atual temporada
A versão das Aves de Rapina da série “Arrow” será uma reunião de Canários Negros. A atriz Caity Lotz (Sara Lance), que foi a primeira Canário Negro do programa, antes de levar sua personagem (rebatizada como Canário Branco) para “Legends of Tomorrow”, teve sua presença confirmada pela showrunner Beth Schwartz, que postou uma foto da capa do roteiro em sua conta no Twitter, acompanhada por três bonecos da personagem. Com o título de “The Lost Canary”, o episódio ainda vai destacar Juliana Harkavy (Dinah Drake) e Katie Cassidy (Laurel Lance). As duas vivem se bicando semanalmente em “Arrow”, mas como Caity integra o elenco de “Legends of Tomorrow”, o trio nunca se encontrou antes. Katie confirmou o primeiro encontro com uma foto dos bastidores das gravações da 7ª – e atual – temporada em seu Instagram. Curiosamente, das três, apenas Juliana continua a ser conhecida como Canário Negro. Katie também mudou de personagem, passando a viver a Sereia Negra, versão de Laurel Lance da Terra 2, após a personagem original ser assassinada. “The Lost Canary” vai ao ar em 1 de abril nos Estados Unidos. “Arrow” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner. Episode 718 ? pic.twitter.com/I5wT0uoJ79 — Beth Schwartz (@SchwartzApprovd) February 20, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. Girls rule! #round2 @julianaharkavy @caitylotz Uma publicação compartilhada por Katie Cassidy Rodgers (@katiecassidy) em 21 de Fev, 2019 às 2:03 PST
Veja o vídeo da abertura e 30 fotos dos personagens da série derivada de Pretty Little Liars
O canal pago Freeform divulgou a abertura e 30 fotos de personagens de “Pretty Little Liars: The Perfectionists”, série derivada de “Pretty Little Liars”. A música de abertura da série original (“Secret”, da banda The Pierces) ganhou uma versão mais sombria para introduzir a nova atração, que volta a trazer Sasha Pieterse no papel de Alison DiLaurentis e Janel Parrish como Mona Vanderwaal, além de introduzir novas suspeitas adolescentes para o mistério central, que novamente girará em torno de um “quem matou?”. O projeto foi desenvolvido por I. Marlene King, criadora de “Pretty Little Liars”, e tem inspiração em outro livro de Sara Shepard, autora de “Maldosas – Pretty Little Liars”, que foi adaptada na série original. Trata-se de “As Perfeccionistas”, que ganhará mudanças para integrar Alison e Mona na trama, já que o livro não tem relação com as personagens de “Pretty Little Liars”. A história se passa em outra cidadezinha fictícia, Beacon Heights, em Washington, onde um grupo de amigas frequentam o último ano do ensino médio. Enquanto planejam seu futuro e lidam com suas próprias questões pessoais e familiares, elas descobrem que não precisam ser boas para serem perfeitas, além de perceber que odeiam o mesmo garoto, o rico e convencido Nolan. Mas quando Nolan aparece morto, exatamente do jeito que brincaram que aconteceria, elas precisarão provar que não são culpadas, enquanto suas vidas – e segredos – desmoronam ao seu redor. O elenco inclui Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”), Sydney Park (Cyndie em “The Walking Dead”), Graeme Thomas King (“Greta”), Kelly Rutherford (Lily em “Gossip Girl”), Hayley Erin (da novela “General Hospital”) e o estreante Eli Brown. Alison e Mona entram nesta história como professoras. Este é o segundo spin-off da série original que King consegue emplacar. Em 2013, ela lançou “Ravenswood”, que era focada em Caleb (Tyler Blackburn), o “namorado” favorito das fãs de “Pretty Little Liars”. Foi cancelada após apenas 10 episódios. Já “Pretty Little Liars” foi encerrada em junho de 2017 após sete temporadas, consolidada como o maior sucesso do antigo canal ABC Family – que virou o Freeform em 2016. “Pretty Little Liars: The Perfectionists” estreia em 20 de março nos Estados Unidos.
A Cinco Passos de Você: Romance juvenil com ator de Riverdale ganha novo trailer legendado
A Paris Filmes divulgou o segundo trailer legendado de “A Cinco Passos de Você” (Five Feet Apart), romance entre adolescentes doentes, gênero mórbido que virou moda em Hollywood após o sucesso de “A Culpa É das Estrelas”. Também foi liberado o novo pôster internacional. Veja abaixo. Cole Sprouse (de “Riverdale”) e Haley Lu Richardson (de “Quase 18”) interpretam o casal doente que se conhece durante o tratamento de fibrose cística num hospital. Ele é um rebelde com impulso suicida, ela uma sonhadora com vontade de viver. Para impedi-lo de abandonar seu tratamento, ela passa a acompanhá-lo. Biologia, química e a versão popular de uma lei da física funcionam como esperado: os opostos se atraem. O detalhe é que a doença, que afeta o sistema imunológico, impede que eles se toquem. O casal precisa se manter a cinco passos de distância um do outro, daí o título. O roteiro foi escrito por Mikki Daughtry e Tobias Iaconis (do terror “A Maldição da Chorona”) e a direção é do ator Justin Baldoni (o Rafael de “Jane the Virgin”). A estreia está marcada para 21 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Spirit Awards 2019: Confira os vídeos dos melhores momentos da premiação do cinema indie dos EUA
A consagração de “Se a Rua Beale Falasse” no Spirit Awards 2019 não foi transmitida para o Brasil. Mas o Film Independent, organização responsável pela premiação que é considerada o “Oscar do cinema independente”, disponibilizou os principais momentos do evento no YouTube. Sem preocupação com limite de tempo para os agradecimentos, já que foi exibido por um canal pago indie (IFC) nos Estados Unidos, a cerimônia teve de tudo, de vencedor agradecendo por carta (Ethan Hawke, Melhor Ator, ausente) até cachorro no palco, levado pela atriz Glenn Close. Mas os destaques foram mesmo os discursos. E o melhor deles pertenceu ao cineasta Barry Jenkins, vencedor do troféu de Melhor Direção pelo grande campeão da tarde. Ao subir no palco para agradecer o reconhecimento por seu trabalho em “Se a Rua Beale Falasse”, ele soltou um inacreditável “Eu não vou mentir, não queria ter vencido este prêmio”. Após revelar que torcia pela vitória de uma das três cineastas femininas com quem disputava, disse que gostaria que mais mulheres fosse contratadas para equipes técnicas de filmes, e passou a agradecer e elogiar todos os membros femininos de sua equipe. Lembrou, ainda, que uma de suas concorrentes, Tamara Jenkins (“Mais uma Chance”), lhe deu muito atenção e orientação quando ele era apenas um cineasta aspirante sem nada para mostrar, e isso o ajudou muito a começar. O agradecimento final foi para a produtora Megan Ellison, do estúdio Annapurna, lembrando que são poucos os produtores que investem em filmes de cineastas negros, e que eles eram capazes de fazer grandes obras se encontrassem maior apoio financeiro. Confira abaixo os principais momentos da premiação, que aconteceu na tarde deste sábado (23/2), com apresentação da atriz Aubrey Plaza (“Legion”), numa tenda montada na praia de Santa Monica, na Califórnia. Abertura: Film Independent Spirit Awards 2019 Monólogo de Abertura: Aubrey Plaza Melhor Filme: “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Direção: Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Atriz: Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator: Ethan Hawke (“No Coração da Escuridão”) Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Ator Coadjuvante: Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Roteiro: Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia me Perdoar?”) Melhor Fotografia: Sayombhu Mukdeeprom (“Suspiria”) Melhor Edição: Joe Bini (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Documentário: “Won’t You Be My Neighbor?” Prêmio Robert Altman (melhor conjunto de elenco e diretor): “Suspiria” Melhor Filme Internacional: “Roma” (México) Melhor Filme de Estreia: “Sorry to Bother You” Roteirista Revelação: Bo Burnham (“Oitava Série”) Prêmio John Cassavetes (melhor filme feito por menos de US$ 500 mil): “En el Séptimo Día” Prêmio Bonnie de Cineasta Feminina: Debra Granik (“Não Deixe Rastros”) Número Musical: Shangela
Spirit Awards 2019: Se a Rua Beale Falasse é o grande vencedor do “Oscar indie”
O Spirit Awards 2019 consagrou o filme “Se a Rua Beale Falasse”, do cineasta Barry Jenkins. Considerado o “Oscar do cinema independente”, o evento da premiação aconteceu durante a tarde de sábado (23/2), com apresentação da atriz Aubrey Plaza (“Legion”), em tendas montadas na praia de Santa Monica, na Califórnia. Descontraída, graças ao clima de praia, a festa premiou até diretor brasileiro. O grande vencedor da cerimônia, “Se a Rua Beale Falasse”, amealhou três Spirit Awards, mais que qualquer outro longa. Além de ser considerado o Melhor Filme independente do ano, rendeu troféus de Melhor Direção para Jenkins e de Melhor Atriz Coadjuvante para Regina King. A conquista aconteceu dois anos após Jenkins levar uma coleção de Spirit Awards por “Moonlight” – melhor filme, direção, roteiro, etc. Na ocasião, o Spirit serviu de esquenta para o Oscar, vencido por “Moonlight”. Mas isto não se repetirá em 2019. A comparação demonstra como tudo mudou rápido em dois anos. Desde a vitória de “Moonlight”, a rede ABC reclamou que sua transmissão do Oscar estava com cada vez menos audiência e pressionou a Academia por mudanças na premiação. Em 2019, os filmes independentes das cerimônias anteriores foram substituídos por indicações a blockbusters. Por conta disso, “Se a Rua Beale Falasse” nem sequer foi indicado ao Oscar de Melhor Filme – disputa apenas as estatuetas de Roteiro Adaptado (de Jenkins), Trilha Sonora (Nicholas Britell) e Atriz Coadjuvante (King). Jenkins tampouco foi indicado por sua direção. O vencedor do Spirit de Melhor Ator foi outro esnobado pela Academia. Ethan Hawke recebeu o troféu por “No Coração da Escuridão”, em que vive um padre atormentado, mas não está entre os indicados ao Oscar. Por outro lado, a Melhor Atriz, Glenn Close, é favorita ao prêmio da Academia por “A Esposa”. A premiação de intérpretes do Spirit Awards ainda destacou Richard E. Grant como Melhor Ator Coadjuvante por “Poderia Me Perdoar?”. Favorito ao Oscar 2019, “Roma”, de Alfonso Cuarón, só disputava um prêmio. E venceu na categoria de Melhor Filme Internacional. Já a vitória brasileira aconteceu na categoria de “Someone to Watch” (alguém para prestar atenção), prêmio equivalente a Diretor Revelação do ano, que reconheceu Alex Moratto por seu longa de estreia, “Sócrates”. Moratto superou a romena Ioana Uricaru (por “Lemonade”) e o americano Jeremiah Zagar (“We the Animals”) com sua obra sobre um jovem negro homossexual de 15 anos, morador da periferia de Santos, que precisa sobreviver sozinho após a morte da mãe. Rodado por apenas US$ 20 mil, “Sócrates” impressionou a crítica norte-americana ao passar por festivais como Los Angeles e Montreal, e acabou premiado no Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Woodstock (EUA) e Thessaloniki (Grécia). O filme ainda disputava os troféus John Cassavetes, dedicado a produções com orçamento inferior a US$ 500 mil – vencido por “En el Séptimo Día”, de Jim McKay – e de Melhor Ator, graças à interpretação do adolescente Christian Malheiro. Outros longas indies com destaque ao longo do ano passado, como “Oitava Série”, “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”, “Não Deixe Rastros”, “Sorry to Bother You” e “Suspiria”, também compensaram o esquecimento da Academia com o reconhecimento do Spirit Awards. Confira abaixo a lista completa dos vencedores da principal premiação do cinema indie dos Estados Unidos. Melhor Filme “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Direção Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Roteiro Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia me Perdoar?”) Melhor Atriz Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator Ethan Hawke (“No Coração da Escuridão”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Ator Coadjuvante Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Filme de Estreia “Sorry to Bother You” Diretor Revelação Alex Moratto (“Sócrates”) Roteirista Revelação Bo Burnham (“Oitava Série”) Melhor Fotografia Sayombhu Mukdeeprom (“Suspiria”) Melhor Edição Joe Bini (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Filme Internacional “Roma” (México) Melhor Documentário “Won’t You Be My Neighbor?” Prêmio John Cassavetes (melhor filme com orçamento inferior a US$ 500 mil) “En el Séptimo Día” Prêmio Robert Altman (melhor conjunto de elenco e diretor) “Suspiria” Prêmio Mais Verdade que a Ficção Bing Liu (“Minding the Gap”) Prêmio de Produtor Emergente Shrihari Sathe (“Ratos de Praia”) Prêmio Bonnie de Cineasta Feminina Debra Granik (“Não Deixe Rastros”)
Spirit Awards 2019: Diretor brasileiro é premiado no “Oscar do cinema independente”
O Spirit Awards, principal prêmio do cinema independente americano, considerado o “Oscar indie”, premiou o diretor brasileiro Alex Moratto neste sábado (23/2), em cerimônia realizada na praia de Santa Monica, na Califórnia. Ele venceu na categoria de “Someone to Watch” (alguém para prestar atenção), prêmio equivalente a Diretor Revelação do ano, por seu longa de estreia “Sócrates”. Moratto superou a romena Ioana Uricaru (por “Lemonade”) e o americano Jeremiah Zagar (“We the Animals”). “Sócrates” chamou muita atenção dos organizadores do prêmio indie americano, obtendo indicações em mais duas categorias, incluindo o prêmio de Melhor Ator para o jovem Christian Malheiro. Apesar de também ser estreante, o adolescente brasileiro concorreu com os famosos Ethan Hawke (“First Reformed”), Joaquin Phoenix (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”), John Cho (“Buscando”) e Daveed Diggs (“Ponto Cego”). Hawke venceu. O terceiro prêmio a que “Sócrates” concorria era o troféu John Cassavetes, dedicado a produções com orçamento inferior a US$ 500 mil. Nesta categoria, o premiado foi “En el Séptimo Día”, de Jim McKay, sobre imigrantes mexicanos ilegais em Nova York. Focado num jovem negro homossexual de 15 anos, morador da periferia de Santos, que precisa sobreviver sozinho após a morte da mãe, “Sócrates” foi rodado por apenas US$ 20 mil, mas impressionou a crítica norte-americana ao passar por festivais como Los Angeles e Montreal, e acabou premiado no Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Woodstock (EUA) e Thessaloniki (Grécia). “É um filme muito pessoal para mim. Escrevi o roteiro após a morte da minha mãe. Foi algo muito importante para mim, algo que precisei expressar muito”, afirmou Moratto em entrevista durante a Mostra de São Paulo. O longa ainda não tem previsão de estreia comercial no Brasil.
Spirit Awards 2019: Aubrey Plaza é possuída pelo “espírito independente” em vídeo da abertura da premiação indie
Os Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente americano, vai entregar na noite deste sábado (23/2) seus troféus anuais aos melhores filmes e talentos que se destacaram em 2018 às margens de Hollywood. Responsável pelo evento, a organização Film Independent já liberou em seu canal no YouTube a abertura da cerimônia. Trata-se de um vídeo pré-gravado em que a atriz Aubrey Plaza (“Legion”), apresentadora da noite, reúne suas colegas para realizar um ritual visando conjurar o tal espírito independente que batiza o troféu, além de banir as energias negativas, continuações, remakes e reboots do Spirit Awards. Neste ponto, Brian Tyree Henry (“Atlanta”) entra em cena para lembrar à atriz que os dois acabam de trabalhar juntos no remake de “Brinquedo Assassino”. O visual de seita satânica era uma dica, mas logo fica claro que o ritual não é new age. É magia negra braba, com sacrifício humano. A vítima é Finn Wolfhard (“Stranger Things”), parido por algarismos da Netflix, segundo Plaza, que embora garanta não ser virgem, vira alvo de um faca dourada, criada a partir do Oscar derretido de Marcia Gay Harden (por “Pollock”). Não falta sangue, enquanto Christina Ricci (“Amaldiçoados”) disputa o título de mais endemoniada, superando as demais colegas – que incluem Rosanna Arquette (“A Grande Escolha”) e Marisa Tomei (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). O vídeo de humor negro termina com Henry saindo de mansinho, já que é o único negro e aposta que levará a culpa. E com Aubrey finalmente possuída, mas não exatamente pelo espírito independente, anunciando o começo da premiação com voz de demônio. Toda esta descrição foi necessária porque – infelizmente – o vídeo não tem legendas. Veja abaixo.







