Piloto de Y: O Último Homem será refeito por nova showrunner da série
O canal pago americano FX divulgou a primeira foto da série derivada dos quadrinhos de “Y: O Último Homem” (Y: The Last Man) em fevereiro passado. Mas, desde então, a produção voltou à estaca zero, com a saída dos responsáveis pela adaptação, Michael Green (“Logan”) e Aïda Mashaka Croal (“Luke Cage”), que se demitiram após uma crise criativa com a emissora. A produção só foi retomada nesta semana, com o anúncio da contratação de Eliza Clark (produtora-roteirista de “The Killing” e “Animal Kingdom”) como nova showrunner. Em comunicado, ela se declarou fã dos quadrinhos originais. “Há uma década, devorei a coleção completa dos quadrinhos de ‘Y: O Último Homem’, imaginando como ela poderia tomar forma na tela”, disse Clark. “Estou feliz em contar essa história e trabalhar com esse elenco imensamente talentoso”, acrescentou. Com a nova showrunner definida, o piloto dirigido por Melina Matsoukas (das séries “Insecure”, “Master of None” e de clipes premiados de Beyoncé e Rihanna) deve passar por regravações, visando tirar da série elementos que causaram a crise com os showrunners anteriores. O material original, concebido por Brian K. Vaughan e Pia Guerra, é repleto de situações de potencial polêmico, que podem ser consideradas até inapropriadas para a TV. Mas não há declarações oficiais sobre o que teria sido excessivo a ponto de levar roteiristas conceituados como Green e Kroal a abandonar a produção. Não é por acaso que a série levou uma década para sair do papel. A trama chegou a ser considerada como filme pela Warner e passou até pela HBO, que faz parte do mesmo conglomerado – assim como a DC Comics, editora dos quadrinhos originais, via seu selo adulto Vertigo – , mas nunca superou a fase inicial de desenvolvimento de roteiro, originando sua fama de ser arriscada demais. Foi o próprio criador de “Y”, Brian K. Vaughan, quem trouxe o projeto para o FX há quatro anos, em parceria com o roteirista Michael Green. Mas o piloto só foi produzido no ano passado e apenas recentemente aprovado, com reservas. As reservas foram a razão do atrito. Para quem não conhece, “Y: O Último Homem” é um dos quadrinhos mais cultuados da Vertigo, que venceu nada menos que cinco prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos) e se tornou a primeira graphic novel (num de seus relançamentos como volume encadernado) a vencer o prêmio Hugo (o Oscar/Nobel da literatura sci-fi). Ao longo de 60 edições, publicadas entre 2002 e 2008, Vaughan e Guerra contaram a história do jovem ilusionista Yorick Brown, sobrevivente de uma praga que extinguiu toda a população de machos da Terra. Ele e seu macaco Ampersand são as únicas exceções. Quando grupos de mulheres mal-intencionadas descobrem que ele é o último homem da terra, passam a caçá-lo de todas as formas possíveis. Mas ele também encontra aliadas em sua jornada, que veem em sua sobrevivência uma chance de encontrar uma cura que permita o nascimento de novos homens e, assim, impedir a extinção da humanidade. O projeto é a segunda criação de Vaughan a virar série. Ele também criou os quadrinhos dos “Fugitivos” (Runaways), transformados em atração da plataforma Hulu. A adaptação do FX será chamada apenas de “Y” e seu elenco traz Barry Keoghan (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”) como Yorik, Diane Lane (“Batman vs Superman”), Imogen Poots (“Sala Verde”), Lashana Lynch (“Capitã Marvel”), Juliana Canfield (“Succession”), Marin Ireland (“Sneaky Pete”) e Amber Tamblyn (“Two and a Half Men”).
Netflix diz que nova comédia de Adam Sandler virou seu maior hit
A Netflix, que só divulga números de audiência quando lhe convém, revelou que “Mistério no Mediterrâneo”, nova comédia com Adam Sandler e Jennifer Aniston, registrou o maior público de uma estreia de filme da plataforma. Em texto publicado nas redes sociais, a empresa alega que o longa foi assistido por mais de 30 milhões de assinantes durante os três primeiros dias – o fim de semana – da estreia. “É hit que fala?”, brincou o texto do Twitter da Netflix Brasil. Ainda que os números sejam reais – é a apenas a palavra da Netflix, sem auditagem independente – , a nota não revela se esses 30,8 milhões viram o filme inteiro, nem quantos desistiram antes da metade. Mas o Twitter da Netflix americana acrescenta uma informação, ao dividir o público entre mercados doméstico e internacional – 13,3 milhões viram o filme nos Estados Unidos e Canadá e 17,4 milhões nos demais países. Ou seja, não foram apenas os fãs brasileiros de Adam Sandler – provavelmente o maior fã-clube do ator no mundo – que fizeram fila no sofá para ver o lançamento. Lançado na sexta (14/6), “Mistério no Mediterrâneo” tem como atrativo o fato de voltar a juntar Adam Sandler e Jennifer Aniston após o sucesso da dupla em “Esposa de Mentirinha” (2011). Com roteiro de James Vanderbit (“O Espetacular Homem-Aranha”) e direção de Kyle Newacheck (“Perda Total”), o filme segue um policial de Nova York (Sandler) e sua mulher (Anniston), que, durante uma viagem de férias pela Europa, são convidados a embarcar no iate de um milionário e acabam virando suspeitos de um assassinato. A partir daí, eles tentam descobrir o verdadeiro assassino. No elenco estão também Luke Evans (“Velozes e Furiosos 6”), Gemma Arterton (“Aposta Máxima”) e o veterano Terence Stamp (“O Lar das Crianças Peculiares”). ? PLANTÃO ADAM SANDLER E JENNIFER ANISTON ? 30.869.863 contas no mundo todo assistiram a Mistério no Mediterrâneo nos três primeiros dias no ar – essa é a maior estreia entre os filmes da Netflix. É hit que fala? pic.twitter.com/WT71cwbl6H — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) June 18, 2019 ?ADAM SANDLER AND JENNIFER ANISTON BREAKING NEWS ALERT? 30,869,863 accounts watched Murder Mystery in its first 3 days – the biggest opening weekend ever for a Netflix Film. 13,374,914 accounts in the US and Canada, and 17,494,949 more worldwide. — Netflix Is A Joke (@NetflixIsAJoke) June 18, 2019
Clipe de Baco Exu do Blues faz História com prêmio no festival publicitário de Cannes
O clipe “Bluesman”, do rapper Baco Exu do Blues, foi premiado nesta terça (18/6) no Festival Cannes Lions, principal premiação da publicidade mundial, na categoria Entertainment for Music (entretenimento para música). O vídeo brasileiro, dirigido por Douglas Bernardt, dividiu o prêmio com “This Is America”, de Childish Gambino, considerado pela crítica internacional o melhor clipe de 2018. A conquista superou “Apeshit”, do casal Beyoncé e Jay-Z , e “Oh Baby”, do grupo LCD Soundsystem, que estavam indicados na categoria. “Bluesman” foi destaque na Pipoca Moderna em seu lançamento, em dezembro passado, e também integrou a lista do site com os Melhores Clipes Brasileiros de 2018, publicada logo em seguida. O mercado publicitário brasileiro está acostumado a vencer categorias do Cannes Lions, mas é a primeira vez que um clipe nacional é premiado no evento. “A primeira coisa que pensei quando soube da notícia foi sobre a importância disso para o rap nacional. Ver o rap brasileiro chegando, disputando com o rap estrangeiro e ganhando espaço entre eles é muito impactante”, disse Baco Exu do Blues sobre a façanha, em comunicado “Além disso, o fato de um filme com um discurso negro, com todo elenco negro e que retrata a fragilidade e a força negra conseguir conquistar um prêmio desse tamanho sendo rap brasileiro é muito doido.” Praticamente um curta-metragem, com mais de 8 minutos de duração, “Bluesman” combina trechos de três músicas de Baco Exu do Blues e subverte expectativas com sua narrativa visual, que parece sugerir mais uma história de “negro correndo da polícia”, ao estilo “Cidade de Deus”, para se revelar a história de um “jovem Basquiat”, de um artista correndo atrás de seu destino. Quem corre é o ator Kelson Succi (da série “1 Contra Todos”), deixando para trás um monte de preconceitos, ao manifestar em sua disparada a mensagem da letra. “Eles querem um preto com arma pra cima /Num clipe na favela gritando cocaína/ Querem que nossa pele seja a pele do crime/ Que Pantera Negra só seja um filme”. Entretanto, o protagonista do clipe é um jovem da classe média, atrasado para uma aula de música. Um jovem estudioso. “Eles têm medo pra c* de um próximo Obama”, segue a letra. O clipe já foi assistido quase 1,5 milhão de vezes no YouTube. Veja mais uma vez abaixo.
Zendaya aparece ruiva e evoca Mary Jane na première de Homem-Aranha: Longe de Casa
A atriz Zendaya apareceu com cabelos ruivos e alisados na première mundial de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que aconteceu na segunda (17/6) em Londres. O visual chamou atenção por não ter relação com seu papel no filme. Ou teria? Para atiçar os fãs, a própria atriz postou algumas fotos de seu novo penteado no Twitter, acompanhadas por uma legenda curta: “Encare, tigrão” – ou “Face it, tiger”, no original. Os fãs mais antigos do Homem-Aranha – e que leram os quadrinhos em inglês – fizeram rapidamente a conexão. “Tiger” era o apelido carinhoso de Mary Jane, também conhecida como MJ, para Peter Parker. Por sinal, “Face it, tiger” foi a primeira coisa que ela disse quando foi apresentada para o amigo da vizinhança em 1966. E qual o papel de Zendaya nos novos filmes do herói? Michelle Jones, também conhecida como MJ. Michelle Jones é uma criação dos roteiristas do filme, que não existe nos quadrinhos, e parece ter sido uma forma esperta de evitar reclamações dos fãs sobre uma mudança racial de Mary Jane. Entretanto, fora o crush em Peter Parker, as duas tem personalidades muito diferentes. O comportamento introvertido e anti-social da MJ do cinema é o oposto completa do estilo extrovertido e glamouroso que tornou MJ a colega mais popular de Parker. Sem esquecer que, enquanto a MJ clássica era top model, a nova é nerd. Simples coadjuvante no primeiro filme, Zendaya aparece com mais destaque no material de divulgação de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, em cenas que mostram sua descoberta da identidade do herói e o crush de Peter Parker (Tom Holland). Novamente escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, e com direção de Jon Watts, responsáveis pelo longa anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Face it, Tiger… pic.twitter.com/MarjvPnwNS — Zendaya (@Zendaya) June 18, 2019
Aruanas: Globosat divulga o trailer de sua série de ação amazônica de apelo internacional
A Globoplay divulgou o trailer de “Aruanas”, primeira série de ação e suspense passada na Amazônia. Com tema de denúncia social e preservação ecológica, a prévia acompanha um grupo de amigas ativistas, que se engaja contra uma mineradora na floresta para defender o meio-ambiente e passa a sofrer ameaças. As protagonistas são Débora Falabella (“O Beijo no Asfalto”), Leandra Leal (“Bingo: O Rei das Manhãs”), Tais Araújo (“O Roubo da Taça”) e Thainá Duarte (“Mundo Cão”, mas o elenco também destaca Camila Pitanga (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”), que retorna a uma produção da Globo três anos após testemunhar a morte do amigo e ator Domingos Montagner, durante intervalo de gravação da novela “Velho Chico”. Ela interpreta a vilã da história. Coprodução da Maria Farinha Filmes, a série criada por Estela Renner e Marcos Nisti (que trabalharam juntos no documentário “The Beginning of Life”) tem direção artística de Carlos Manga Jr. (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”) e direção geral da própria Estela Renner. O detalhe é que o lançamento será internacional. “Aruanas” exibe sua première mundial nesta terça (18/6) em Londres, seguida por uma apresentação em Nova York, no dia 24 de junho, e em São Paulo, dia 27 de junho. Toda a 1ª temporada será disponibilizada em 2 de julho na Globoplay, mas os capítulos também estarão disponíveis por meio de VOD (em www.aruanas.tv) para o público de mais de 150 países, com legendas em 11 idiomas. Como o tema da série debate a preservação da biodiversidade, a crise ambiental mundial e a valorização do trabalho de ativistas, 50% das vendas serão doadas para uma iniciativa (ainda não divulgada) de proteção da floresta amazônica. Para completar, o primeiro episódio irá ao ar na rede Globo no dia 3 de julho.
Pose é renovada para 3ª temporada após estreia elogiada do segundo ano
O canal pago americano FX renovou “Pose” para sua 3ª temporada. O anuncio foi feito após a exibição do primeiro capítulo do segundo ano da produção de Ryan Murphy e Brad Falchuck (a dupla de “American Horror Story”) em parceria com Steven Canals, que reúne o maior elenco de atores transgêneros da TV. A 2ª temporada estreou na terça passada (11/6) com críticas muito positivas – 96% de aprovação no Rotten Tomatoes – e foco maior nos personagens trans da trama – Blanca (Mj Rodriguez), Elektra (Dominique Jackson) e Angel (Indya Moore). A atração também registrou aumento de público, sendo vista ao vivo por 1,2 milhões em seu retorno. Trata-se da maior audiência da série, superando os 781 mil que assistiram ao primeiro season finale. E com reprises e exibições na plataforma digital do canal durante os primeiros três dias desde a estreia, o total de espectadores chegou a 1,8 milhão. “Pose” se passa na cena dançante de Nova York da virada dos anos 1980 para os 1990, durante o auge do garage (estilo house com vocais de divas), da dança Vogue (que inspirou o hit homônimo de Madonna) e da epidemia da Aids. A trama acompanha a trajetória de um grupo de jovens que tenta deixar sua marca na época, mostrando suas conquistas e decepções com o mundo ao seu redor. Os novos episódios se passam no verão de 1990 e devem mostrar o impacto do sucesso da música “Vogue”, de Madonna, sobre a cena LGBTQIA+ mostrada na série. No Brasil, “Pose” é exibida no canal pago Fox Premium.
Série do YouTube de Kirsten Dunst vai parar no Showtime e ganha primeiro trailer
O canal pago americano Showtime surpreendeu a mídia com a divulgação do primeiro trailer de “On Becoming a God in Central Florida”, comédia de humor negro estrelada por Kirsten Dunst (a Mary Jane da trilogia original do Homem-Aranha), que estava sendo desenvolvida para o YouTube Premium. A mudança inesperada de canal confirma o colapso dos planos do YouTube para oferecer um serviço premium pago, com séries exclusivas de ficção. O serviço de assinatura da plataforma de vídeos do Google vai ser trocado por um projeto financiado por anúncios, com mais documentários e YouTubers. Curiosamente, o Showtime é o terceiro lar de “On Becoming a God in Central Florida”, que começou a dar seus primeiros passos no canal pago AMC. Com produção de George Clooney (“Caçadores de Obras-Primas”), a série criada pelos estreantes Robert Funke e Matt Lutsky é descrita como uma comédia sombria sobre o culto da iniciativa privada e a busca incansável de uma jovem mulher pelo sonho americano. Passada na região de Orlando no início dos anos 1990, a trama é centrada em Krystal Gill (Dunst), uma funcionária de parque aquático com salário mínimo que busca se infiltrar dentro da Founders American Merchandise, um esquema de pirâmide patriótico e bilionário que levou sua família à ruína. Além de estrelar, Dunst também divide a produção com Clooney e Grant Heslov, donos da produtora Smokehouse Pictures – responsável, entre outros projetos, pela recente minissérie “Catch 22”. O Showtime marcou a estreia da série para 25 de agosto.
Boy George quer ser vivido por Sophie Turner no cinema. E ela topa!
O cantor Boy George revelou, em entrevista a uma rádio australiana, que adoraria ver Sophie Turner (a Sansa de “Game of Thrones”) estrelando sua cinebiografia, cujo projeto foi divulgado no final de maio. “Eu li algumas sugestões interessantes”, disse o ex-líder da banda dos anos 1980 Culture Club sobre os candidatos a vivê-lo no cinema. “A mais legal foi Sophie Turner. As pessoas dirão que ela não pode me interpretar porque é mulher. Mas, quando eu tinha 17 anos, queria muito ser como ela”. Ao saber da declaração por meio de um post da revista Vogue, a atriz imediatamente se manifestou no Twitter para dizer que topa. “Eu estou pronta, Boy George!”. Veja abaixo. O filme sobre Boy George é reflexo do sucesso de “Bohemian Rhapsody”, sobre Freddie Mercury e o Queen, e das críticas positivas em torno do lançamento de “Rocketman”, sobre Elton John. Ainda sem título, a cinebiografia está a cargo do roteirista e diretor Sacha Gervasi (“Hitchcock”, “Meu Jantar com Hervé”) e vai cobrir da juventude de George, que vem de uma família de trabalhadores irlandeses, até o seu sucesso com os hits “Karma Chameleon”, “Miss Me Blind” e “Do You Really Want to Hurt Me”, à frente do Culture Club. Conhecido pelo visual andrógino com o qual se apresentava, George se tornou um ícone do movimento LGBTQIA+ no Reino Unido e em todo o mundo. O cantor, que se identificava como bissexual no auge do sucesso do Culture Club, passou a se declarar abertamente gay nos anos 2000. Juntando o sucesso do Culture Club com seus álbuns solo, George vendeu mais de 100 milhões de singles e 50 milhões de álbuns ao redor do mundo. O músico também escreveu duas autobiografias que se tornaram best-sellers, “Take It Like a Man” (1995) e “Straight” (2004). E teve uma carreira como DJ. Dos anos 1980 até recentemente, ele também lutou contra o vício em drogas, especificamente a heroína. Na entrevista para a rádio australiana, George declarou que não teme as possíveis revelações que um filme sobre sua vida e carreira possa trazer. “No nosso negócio, sempre existem tantas especulações”, comentou George. “Aos poucos, os rumores se tornam tão ridículos que você pensa: ‘Eu não ligo. Pelo menos, assim, as pessoas me acham interessante'”. I’m SO down @BoyGeorge https://t.co/6Ci0VDfmtB — Sophie Turner (@SophieT) June 17, 2019
Filme do Chacrinha lidera indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
A Academia Brasileira de Cinema (ABC) divulgou a lista dos indicados ao 18º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, e o filme “Chacrinha: O Velho Guerreiro”, dirigido por Andrucha Waddington, se destacou com o maior número de nomeações, disputando 12 categorias. “Chacrinha” ficou à frente, inclusive, de “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, representante do Brasil no Oscar deste ano, que teve 10 indicações. Vale lembrar que a escolha do longa de Diegues para representar o Brasil no Oscar foi feita pela própria ABC. Já “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, o melhor filme brasileiro de 2018 na cotação do site americano Rotten Tomatoes (94% de aprovação), foi lembrado em nove categorias. “O Grande Prêmio apresenta um vasto panorama da indústria audiovisual brasileira e os profissionais e filmes finalistas refletem a pluralidade do nosso cinema. O objetivo da Academia é representar todas as gerações de cineastas”, diz o presidente da institução, Jorge Peregrino, em comunicado. Entre os cinco títulos selecionados na disputa de Melhor Longa-Metragem de Ficção, três foram lançamentos comerciais, incluindo “Chacrinha” e “O Grande Circo”. Apenas “Benzinho” e “A Voz do Silêncio” competiram e foram premiados em festivais. A edição 2019 da premiação ainda vai incluir mais quatro categorias inéditas: Melhor Filme Ibero-Americano lançado no Brasil, além de Melhor Série Brasileira de produção independente em ficção, documentário e animação. Os critérios são curiosos, já que não há uma categoria de Melhor Série que não seja “independente”, resultando na ausência completa de títulos da Netflix, Globo, HBO, Fox, etc. Curiosamente, a maioria das séries ausentes são coproduções independentes, exatamente como as selecionadas, coproduzidas por canais da Globosat, afiliadas do SBT, multinacionais e, claro, o Canal Brasil, que patrocina o evento. Confira a lista completa dos indicados: Melhor Longa-Metragem de Ficção A Voz do Silêncio Benzinho Chacrinha: O Velho Guerreiro O Grande Circo Místico O Paciente: O Caso Tancredo Neves Melhor Longa-Metragem Documentário A Luta do Século Ex Pajé My Name is Now, Elza Soares O Processo Todos os Paulos do Mundo Melhor Longa-Metragem Infantil Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano O Colar de Coralina Melhor Longa-Metragem Comédia Minha Vida em Marte Mulheres Alteradas Não se Aceitam Devoluções Os Farofeiros Todas as Razões Para Esquecer Uma Quase Dupla Melhor Direção Aly Muritiba, por Ferrugem Andrucha Waddington, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Carolina Jabor, por Aos Teus Olhos Gabriela Amaral Almeida, por O Animal Cordial Gustavo Pizzi, por Benzinho Melhor Atriz Adriana Esteves, por Canastra Suja Débora Falabella, por O Beijo no Asfalto Gace Passô, por Praça Paris Karine Teles, por Benzinho Marjorie Estiano, por As Boas Maneiras Melhor Ator Daniel de Oliveira, por 10 Segundos para Vencer Lázaro Ramos, por O Beijo no Asfalto Murilo Benício, por O Animal Cordial Otávio Müller, por Benzinho Othon Bastos, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Stepan Nercessian, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Atriz Coadjuvante Adriana Esteves, por Benzinho Fernanda Montenegro, por O Beijo no Asfalto Gilda Nomacce, por As Boas Maneiras Laura Cardono, por Encantados Marjorie Estiano, por Paraíso Perdido Sandra Corveloni, por 10 Segundos para Vencer Melhor Ator Coadjuvante Ailton Graça, por Mare Nostrum Enrique Diaz, por Ferrugem Matheus Nachtergaele, por O Nome da Morte Milhem Cortaz, por Canastra Suja Otávio Müller, por O Beijo no Asfalto Otávio Müller, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Melhor Direção de Fotografia Fernando Young, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Gustavo Hadba, por Motorrad Gustavo Hadba, por O Grande Circo Místico Lula Carvalho, por 10 Segundos para Vencer Mauro Pinheiro Jr, por Unicórnio Walter Carvalho, por O Beijo no Asfalto Melhor Roteiro Original Aly Muritiba e Jessica Candal, por Ferrugem André Ristum, por A Voz do Silêncio Claudio Paiva, Julia Spadaccini e Carla Faour, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Gabriela Amaral Almeida, por O Animal Cordial Juliana Rojas e Marco Dutra, por As Boas Maneiras Karine Teles e Gustavo Pizzi, por Benzinho Melhor Roteiro Adaptado Carlos Dieges e George Moura, por O Grande Circo Místico Felipe Hirsch, por Severina Gustavo Lipsztein, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo e Vicente Moreno, por Rasga Coração Murilo Benício, por O Beijo no Asfalto Melhor Direção de Arte André Weller, por Unicórnio Artur Pinheiro, por O Grande Circo Místico Dina Salem Levy, por Benzinho Marcos Flaksman, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Rafael Targat, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Figurino Diana Leste, por Benzinho Flávia Lhacer, por O Doutrinador – O Filme Kika Lopez, por O Grande Circo Místico Kika Lopes, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves Marcelo Pies, por 10 Segundos para Vencer Marcelo Pies, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Maquiagem Adriano Manques, por O Paciente: O Caso Tancredo Neves André Anastácio, por O Animal Cordial Catherine LeBlanc Caraes e Emmanuelle Fèvre, por O Grande Circo Místico Marlene Moura, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Martín Macías Trujillo, por 10 Segundos para Vencer Melhor Efeito Visual Chacrinha: O Velho Guerreiro As Boas Maneiras O Grande Circo Místico Motorrad O Doutrinador – O Filme Melhor Montagem em Ficção Gustavo Giani, por A Voz do Silêncio Idê Lacreta, por O Animal Cordial Livia Serpa, por Benzinho Lucas Gonzaga, por Motorrad Mair Tavares e Daniel Garcia, por O Grande Circo Místico Thiago Lima, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Melhor Montagem em Documentário Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, por Todos os Paulos do Mundo Karen Akerman, por O Processo Karen Harley, por Hilda Hilst pede Contato Lorena Ortiz e Pablo Paniagua, por My Name is Now, Elza Soares Natara Ney, por A Última Abolição Richardo Farias, por Ex Pajé Yan Motta, por Soldados do Araguaia Melhor Som O Grande Circo Místico As Boas Maneiras O Animal Cordial Legalize Já – A Amizade Nunca Morre O Doutrinador – O Filme Melhor Trilha Sonora Original Antonio Pinto, por Chacrinha: O Velho Guerreiro Antonio Pinto, por O Banquete Berna Ceppas, por 10 Segundos para Vencer Edu Lobo, por O Grande Circo Místico Elza Soaes e Alexandre Martins, por My Name is Now, Elza Soares Melhor Trilha Sonora Fabio Góes, por Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano Frjat, Leoni e Vinícios Cantuária, por Intimidade entre Estranhos Maria Gadú, por Todas as Canções de Amor Mauricio Nader, por Rasga Coração Sinai Sganzerla, por O Desmonte do Monte Yan Motta, por Soldados do Araguaia Zeca Baleiro, por Paraiso Perdido Melhor Longa-Metragem Estrangeiro A Forma da Água Bohemian Rhapsody Infiltrado na Klan Me Chame Pelo Seu Nome Nasce Uma Estrela The Square – A Arte da Disórdia Três Anúncios Para Um Crime Melhor Longa-Metragem Ibero-americano A Noiva do Deserto (Argentina) Alguém Como Eu (Brasil, Portugal) As Herdeiras (Paraguai, Alemanha, Brasil, Uruguai, Noruega, França) Cachorros (Chile) Uma Noite de 12 Anos (Argentina, Espanha, Uruguai) Melhor Curta-Metragem de Animação Aquário Guaxuma Lé Com Cré O Malabarista Sobre a Gente Melhor Curta-Metragem Documentário Azul Vazante Copacabana Auschwitz Cor de Pele Um Corpo Feminino Melhor Curta-Metragem de Ficção Adeus à carne Nova Iorque O Menino Pássaro O Órfão Peripatético Melhor Série Brasileira de Animação Boris e Rufus Cupcake e Dino: Serviços Gerais Irmão do Jorel Vivi Viravento O Show da Luna! Melhor Série Brasileira Documentário Aeroporto – Área Restrina Arquitetos De Carona com os Óvnis Mil Dias – A Saga da Construção de Brasília Melhor Série Brasileira de Ficção A Lei do Riso – Crimes Bizarros Escola de Gênios Mostra Tua Cara! Natália
GLOW vai à Las Vegas e encontra Geena Davis no trailer legendado da 3ª temporada
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 3ª temporada de “GLOW”, que mostra a equipe de luta livre feminina em Las Vegas. A prévia também introduz a personagem de Geena Davis, uma promoter que contrata as personagens para encenar lutas num cassino. “GLOW” acompanha as aventuras de um grupo de mulheres reunido pelo produtor Sam Sylvia (Marc Maron) para estrelar um pioneiro programa de TV de luta livre feminina nos anos 1980. No final do segundo ano da série, elas foram chamadas para se apresentar ao vivo em Las Vegas. Segundo a sinopse dos novos episódios, a paixão de Ruth (Alison Brie) pela produção do programa vai perder espaço para sua “vida pessoal cada vez mais complicada”. Enquanto isso, Debbie (Betty Gilpin) se tornará mais confiante em sua posição como produtora. “Enquanto os dias se passam em Las Vegas, as linhas entre performance e realidade começam a desaparecer, e o elenco se vê lutando com suas próprias identidades, dentro e fora do ringue”, completa o texto. Criada por Liz Flahive e Carly Mensch (produtoras-roteiristas de “Nurse Jackie”) e produzida por Jenji Kohan (a criadora de “Orange Is the New Black”), a série também inclui no elenco Sunita Mani (“Mr. Robot”), Ellen Wong (“The Carrie Diaries”), Sydelle Noel (“De Repente um Bebê”), Britt Baron (“Criminal Minds: Beyond Borders”), Jackie Tohn (“CHiPS”), Chris Lowell (“Veronica Mars”) e a cantora irlandesa Kate Nash, entre outros. Os novos episódios estreiam em 9 de agosto.
Novo clipe de Taylor Swift encerra briga com Katy Perry e junta ícones LGBTQIA+ por mais tolerância
A cantora Taylor Swift lançou o clipe de “You Need To Calm Down” (você precisa se acalmar), em que critica o assédio online, motivado por machismo, homofobia, raiva ou simples obsessão, pregando mais tolerância entre as pessoas. O vídeo, codirigido pela própria cantora, é colorido e repleto de participações especiais. Diversos ícones LGBTQIA+ dos Estados Unidos fazem participações e poses para a câmera, entre eles os apresentadores Ellen DeGeneres e RuPaul, a atriz Laverne Cox (de “Orange Is The New Black”), o ator Billy Porter (da série “Pose”) e o cantor Adam Lambert. Para completar, Katy Perry aparece para abraçar Taylor e encerrar a briga pública entre as duas, que entram em cena vestidas de batata frita e hambúrguer – supostamente, uma combinação perfeita (para o colesterol alto). A letra que pede menos ódio e mais amor deve virar meme de rede social. Já a propaganda/metáfora de fast food não inspira os mesmos sentimentos positivos. Não há como reclamar de quem virar hater disso. “You Need To Calm Down” é o segundo single do novo álbum de Taylor, “Lover”, que terá 18 faixas e ainda não tem data de lançamento. O primeiro foi “Me!”, lançado em abril com participação de Brendon Urie, da banda Panic! At The Disco.
Sintonia: Série de Kondzilla para a Netflix ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o teaser de “Sintonia”, série original brasileira com produção de Kondzilla. A prévia explora o tripé funk, favela e crime. “Sintonia” foi criada e também é dirigida por KondZilla, apelido de Konrad Cunha Dantas, paulista conhecido por fazer clipes de sucesso do funk ostentação e dono do canal mais visto do YouTube, com mais de 30 milhões de inscritos. A série é estrelada pelo funkeiro MC Jottapê, dono do hit “Ladrão da Noite”, e o ator Christian Malheiros, cuja atuação no longa “Sócrates” lhe rendeu indicação na categoria de melhor ator do Independent Spirit Awards, uma das principais premiações do cinema independente americano. MC Jottapê interpreta Doni, um músico ansioso para voar além dos modestos sonhos que sua família planejou para ele. Seu melhor amigo, o ambicioso e ousado Nando (Malheiros), escolhe o caminho arriscado do crime organizado, mesmo indo contra seu senso de ética. O elenco ainda destaca Bruna Mascarenhas em sua estreia como atriz, no papel da rebelde e engenhosa Rita, além de Julia Yamaguchi, Fernanda Viacava, Danielle Olímpia, Leilah Moreno e Vanderlei Bernadino. Kondzilla vai trabalhar no projeto com a atriz Alice Braga (série “Queen of the South”) e o roteirista Felipe Braga (série “Mandrake”), por meio da produtora da dupla, Losbragas. Felipe Braga e Guilherme Quintella (roteirista de “Meu Amigo Hindu”) também são creditados como cocriadores de “Sintonia”, ao lado do diretor de clipes. A data de estreia ainda não foi definida, mas deve acontecer ao longo de 2019.
Novo “documentário” de Bob Dylan na Netflix é trollagem de Martin Scorsese
Martin Scorsese trollou o público e a crítica com seu novo filme. Boa parte das entrevistas incluídas no documentário “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese” não são verídicas. São gravações de personagens fictícios ou histórias inventadas para a produção. O filme traz Sharon Stone e outros famosos fazendo relatos fantasiosos sobre seus supostos envolvimentos com a turnê de Bob Dylan retratada no longa. Mas Sharon Stone não viu os shows, muito menos se juntou à excursão na adolescência para cair na pegadinha de que “Just Like a Woman” (de 1966) tinha sido feito para ela. Entre outras histórias, o atual CEO da Paramount Pictures também não foi promotor da aventura musical de 1975. Os relatos são o que se costuma chamar de mentiras. Ou atuações, quando as mentiras seguem um roteiro. Há, inclusive, depoimentos de pessoas que simplesmente não existem. Um dos entrevistados, Jack Turner (na verdade, o ator Michael Murphy), é o protagonista da minissérie “Tanner ’88″, uma das primeiras produções da HBO, dirigida pelo cineasta Robert Altman em 1988. Outro, Stefan van Dorp, supostamente um diretor de cinema europeu que foi contratado para documentar a turnê de Bob Dylan nos anos 1970, é de fato Martin von Haselberg, marido da atriz Bette Midler. “Não estamos chamando-o de documentário”, explicou Margaret Bodde, uma das produtoras, ao ser questionada pela imprensa americana sobre o lançamento. A palavra “Story” realmente faz parte do título do filme. Mas o release oficial da Netflix chama o longa de “parte documentário, parte filme de show e parte sonho febril”. Enquanto a palavra documentário está logo no começo da definição, a palavra ficção não pode ser vista em “parte” alguma. “Sonho febril” é uma figura poética e não uma classificação de gênero. Por conta disso, muitas críticas já publicadas consideraram a obra como um relato autêntico, um documentário real da turnê Rolling Thunder Revue, que Dylan realizou entre 1975 e 1976. A turnê foi folclórica por incluir cidades que normalmente não faziam parte da rota dos grandes shows, no interiorzão americano, e por também ter virado uma “caravana musical”, que levava, entre os músicos da banda, artistas tão diferentes quanto as cantoras folk Joan Baez e Joni Mitchel e a punk Patti Smith, sem esquecer do ex-Byrds Roger McGuinn, o ex-Beatle Ringo Starr e o ex-Spiders from Mars Mick Ronson, além do poeta Allen Ginsberg e os atores Sam Shepard, Dennis Hopper e Bette Midler. Alguns aparecem em registros da época e em depoimentos para o filme. O próprio Dylan concedeu entrevista para a produção, rompendo um longo isolamento auto-imposto. Notavelmente recluso, o músico raramente fala com a imprensa. Mas Scorsese não é imprensa. E o filme não é realmente um documentário, no sentido jornalístico que se atribui ao gênero. Scorsese já tinha feito um trabalho documental bastante elogiado sobre Dylan há 14 anos, no épico “No Direction Home”, dedicado à carreira do cantor. Não há informações sobre o que teria motivado o cineasta a fazer um mockumentário desta vez. Nem explicações sobre a falta de avisos sobre o conteúdo parcialmente falso do projeto. Em vez disso, há teorias. E o filme do diretor Todd Haynes, “Não Estou Lá” – uma ficção que conta a história de Bob Dylan sem a presença de Dylan, mas repleta de suas múltiplas personalidades, inventadas pelo cantor ao longo de sua trajetória. Interessante reparar que, nos shows registrados pela “parte documentário” do filme, Dylan aparece com o rosto pintado com maquiagem branca de mímico, como a dizer que aquilo tudo era encenação. E, não, a banda Kiss não inspirou esse visual, porque essa é outra mentira do filme, diretamente da boca que canta “Too Much of Nothing”. Ou seja, mesmo depoimentos que poderiam ser reais também incluem ficção. Levou quase cinco décadas, mas Scorsese pegou a deixa da mímica do cantor em 1975. Graças a isso, “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese” é mais uma invenção da carreira de Bob Dylan.











