Toni Collette e Bella Heathcote vão estrelar minissérie baseada no best-seller Ninguém Pode Saber
As atrizes australianas Toni Collette (“Hereditário”) e Bella Heathcote (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) vão estrelar, como mãe e filha, uma nova minissérie de suspense da Netflix. Trata-se de “Pieces of Her”, adaptação em oito episódios do best-seller homônimo de Karin Slaughter, que foi lançado no Brasil com o título de “Ninguém Pode Saber”. Veja a capa abaixo. A história se passa no interior da Geórgia, EUA, onde um ato de violência durante um passeio inocente desencadeia eventos inesperados para Andy Oliver (Heathcote) e sua mãe, Laura (Collette). Em busca de respostas, Andy embarca numa jornada perigosa que muda para sempre a imagem que ela tem da própria mãe, conhecida como uma mulher perfeita. A adaptação foi escrita por Charlotte Stoudt, roteirista de “Homeland” e da minissérie “Fosse/Verdon”. Ainda não há previsão para a estreia.
Mark Ruffalo revela negociações para participar das séries de Mulher-Hulk e Parasita
Mark Ruffalo, intérprete do Hulk no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), revelou que já teve “conversas” com a Marvel Studios para se juntar ao elenco de “She-Hulk”, a série da Mulher-Hulk, atualmente em desenvolvimento para a plataforma Disney+ (Disney Plus). Mas a discussão ainda está “num estágio preliminar”. O ator confirmou que suas negociações são um pouco mais avançadas para viver “o papel do pai” no remake televisivo de “Parasita”, filme sul-coreano que venceu o Oscar 2020. “Eu adoraria fazer”, acrescentou, sugerindo que o acerto para estrelar a minissérie da HBO está próximo de ser definido. “É verdade, está sendo negociado”. As declarações foram dadas durante sua participação na convenção geek C2E2 em Chicago, neste domingo (1/3), onde ele respondeu perguntas dos fãs. Ruffalo também sugeriu que Bong Joon-ho, o cineasta de “Parasita”, seria um “excelente diretor para um filme da Marvel”. E ainda se disse disposto a estrelar uma série solo do Hulk. “A Universal detém os direitos de um filme solo do Hulk, por isso não podemos fazer um filme, mas podemos fazer uma série”, ele contou, como se o assunto já tivesse sido tratado na Marvel. E até abordou a premissa: “Gostaria de começar novamente com o Hulk em fuga, acho que isso funciona. E acredito que essa era digital atual, em que estamos todos sob vigilância, acrescentaria uma dimensão interessante para retratar a dificuldade dele permanecer em fuga”. Assim que a série da Mulher-Hulk foi confirmada, Ruffalo foi ao Twitter dar as boas-vindas à prima do Hulk nos quadrinhos. Caso a Marvel decida criar uma série fiel aos quadrinhos, Ruffalo deverá mesmo fazer pelo menos uma participação especial no piloto de “She-Hulk”. Afinal, a advogada Jennifer Walters é prima de Bruce Banner (o Hulk) e só se transforma numa versão feminina do Hulk ao receber uma transfusão de sangue de Banner. Mulher-Hulk foi a última personagem importante da Marvel criada por Stan Lee, em 1980, e se tornou membro dos Vingadores. Diferente do primo (nos quadrinhos clássicos, ao menos), Jennifer preferia ser a Mulher-Hulk em tempo integral, já que mantém sua inteligência durante a transformação. A série foi anunciada em agosto passado junto com as produções de outras duas atrações, “Cavaleiro da Lua” e “Ms. Marvel”, para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), que tem perspectiva de chegar ao Brasil no final de 2020. Veja abaixo dois vídeos que registram a participação integral de Mark Ruffalo na C2E2.
O Homem Invisível estreia em 1º lugar nos EUA
“O Homem Invisível” se tornou o primeiro filme de terror a liderar as bilheterias da América do Norte em 2020. A reimaginação do clássico da Universal faturou US$ 29 milhões em sua estréia, atraindo público com críticas elogiosas e 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se do melhor desempenho do gênero desde “It: Capítulo Dois” em setembro passado, e uma das melhores aberturas de uma coprodução da Blumhouse, a produtora especializada em terrores baratos de Jason Blum. Mantendo a característica econômica dos orçamentos da produtora, o filme foi rodado com apenas US$ 7 milhões (sem P&A, as despesas de marketing e divulgação) e já registra lucro em seu lançamento. Além dos US$ 29 milhões nos EUA e Canadá, “O Homem Invisível” faturou mais US$ 20,2 milhões no exterior e soma US$ 49,2 milhões mundiais. São números excelentes para um mercado enfraquecido, que não conta com os cinemas da China, devido ao coronavírus, e sofre diminuição de público em vários países pelo mesmo motivo. Também representa uma reação importante diante do quadro de filmes de terror que o antecederam, grandes fracassos de crítica e bilheteria, que criavam risco de generalização em relação a novos lançamentos. Campeão por duas semanas consecutivas, “Sonic: O Filme” caiu para o 2º lugar com US$ 16 milhões, mas ainda manteve sua liderança no exterior, onde somou outros US$ 26,8 milhões. Ao todo, a adaptação do videogame já faturou US$ 265,4 milhões em todo o mundo. O Top 3 se completa com “O Chamado da Floresta”, que fez mais US$ 13,2 milhões e totaliza US$ 79,3 milhões mundiais. Entretanto, por causa de seu pesado orçamento de US$ 150 milhões, deve terminar como mais um prejuízo na fatura da compra da Fox pela Disney. As bilheterias ainda registraram, em 4º lugar, a estreia do anime “My Hero Academy: Heroes Rising”, baseado na popular franquia animada japonesa, que fez US$ 6,3 milhões em 1,2 mil cinemas. Trata-se de um desempenho acima da média para um anime que, mesmo dublado em inglês, ocupa apenas um terço do circuito habitual dos blockbusters americanos. Outra curiosidade, “Impractical Jokers: The Movie”, versão de cinema de um reality show televisivo, atingiu o 7º lugar com U$ 3,5 milhões. Lançado na semana passada em circuito limitado, o longa já soma US$ 6,6 milhões no circuito doméstico. O fim de semana ainda registrou algumas marcas importantes para outros filmes em cartaz. “Bad Boys para Sempre” superou os US$ 400 milhões globais, confirmando seu potencial lucrativo. A produção da Sony foi orçada em US$ 90 milhões e, mesmo com despesas altas de marketing, já rendeu o suficiente para justificar os planos de uma nova sequência. A marca mais impressionante, porém, ficou com “Parasita”. O suspense sul-coreano vencedor do Oscar 2020 tornou-se o quarto filme não falado inglês a superar os US$ 50 milhões em ingressos vendidos no mercado norte-americano. Ao todo, faturou US$ 51,6 milhões nos EUA e Canadá e continua movimentando as bilheterias – foram US$ 1,5 milhão de arrecadação nos últimos três dias, em 12º lugar. Confira a seguir os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. O Homem-Invisível Fim de semana: US$ 29M Total EUA e Canadá: US$ 29M Total Mundo: US$ 49,2M 2. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 16M Total EUA e Canadá: US$ 128,2M Total Mundo: US$ 265,4M 3. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 13,2M Total EUA e Canadá: US$ 45,8M Total Mundo: US$ 79,3M 4. My Hero Academy: Heroes Rising Fim de semana: US$ 6,3M Total EUA e Canadá: US$ 8,4M Total Mundo: US$ 23,5M 5. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 197,3M Total Mundo: US$ 405,3M 6. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 78,7M Total Mundo: US$ 188,3M 7. Impractical Jokers: The Movie Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 6,6M 8. 1917 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 155,8M Total Mundo: US$ 362,3M 9. Brahms: O Boneco do Mal 2 Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA e Canadá: US$ 9,7M Total Mundo: US$ 16,1M 10. Ilha da Fantasia Fim de semana: US$ 2,3M Total EUA e Canadá: US$ 24M Total Mundo: US$ 40,4M
Tales from the Loop: Série sci-fi com Rebecca Hall e Jonathan Pryce ganha primeiro trailer
A Amazon divulgou uma coleção de pôsteres e o primeiro trailer de “Tales from the Loop”, uma série sci-fi estrelada pela atriz Rebecca Hall, conhecida por filmes como “Vicky Christina Barcelona” e “Homem de Ferro 3”, e Jonathan Pryce, indicado ao Oscar 2020 por “Dois Papas”. A série é inspirada pelas ilustrações do artista sueco Simon Stålenhag, que foram transformadas num RPG (role-playing game) de mesmo nome em 2017. Na trama, The Loop é o nome de um acelerador de partículas, criado para descobrir todos os mistérios do universo, e a série vai mostrar o que acontece na cidade onde ele foi construído, onde os habitantes passam a viver experiências inusitadas. O roteiro é de Nathaniel Halpern (de “Legion”), a direção do piloto é assinada pelo cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”) e o elenco ainda inclui Paul Schneider (“Regras Não se Aplicam”), Nicole Law (“Todo Dia”), Daniel Zolghadri (“Fahrenheit 451”) e Duncan Joiner (“Camping”). “Tales from the Loop” será apresentada ao mundo em 16 de março no Festival SXSW, em Austin, Texas (EUA), e sua estreia em streaming está marcada para o dia 3 de abril.
Robert the Bruce: “Continuação” de Coração Valente ganha primeiro trailer
A Screen Media divulgou pôsteres e o primeiro trailer de “Robert the Bruce”, uma sequência não oficial – e de baixo orçamento – dos eventos retratados no blockbuster “Coração Valente” (Braveheart), que rendeu o Oscar de Melhor Direção para Mel Gibson em 1996. O filme começa logo após os eventos de “Coração Valente”, acompanhando a luta da Escócia pela independência da Inglaterra nos anos 1300. A produção é escrita e estrelada por Angus Macfadyen, que retorna o personagem que ele viveu em “Coração Valente”, Robert the Bruce. Na trama, após a derrota de rebelião de William Wallace, Robert se coroa rei e assume a causa da liberdade da Escócia. Mas ele não consegue superar a força da Inglaterra e, eventualmente, seu exército se dispersa, a nobreza o abandona e o rei da Inglaterra coloca sua cabeça a prêmio. Sozinho, ferido e caçado pelos soldados que liderou, ele é salvo pela esposa de um ex-soldado (Anna Hutchison, de “Spartacus”), seu filho e dois jovens órfãos que cuidam dele até recuperar a saúde. Ele se torna parte da família deles, e eles se tornam os primeiros soldados em seu novo exército. O filme tem direção de Richard Gray (“Aventura Perigosa”) e o elenco ainda inclui Jared Harris (“Chernobyl”), Patrick Fugit (“Outcast”), Zach McGowan (“Black Sails”), Emma Kenney (“Shameless”) e os irmãos Talitha Bateman (“Com Amor, Simon”) e Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”). A première está marcada para 24 de abril no Reino Unido, dia em que se comemora o 700º aniversário da Declaração de Arbroath, quando Robert declarou a Escócia uma terra livre, bem como 25º aniversário do lançamento de “Coração Valente”. Mas a estreia comercial só vai acontecer em junho.
Hillary Duff pede para mudar revival de Lizzy McGuire da Disney+ (Disney Plus) para a Hulu
A atriz Hillary Duff lançou uma campanha em seu Instagram para que o anunciado revival de “Lizzie McGuire” não seja produzido com censura livre, como parece querer a Disney. Ela pede que a atração seja remanejada, saindo da plataforma Disney+ (Disney Plus) para integrar a Hulu, como já aconteceu recentemente com duas séries durante suas produções. O apelo, inclusive, veio após a atriz comentar rapidamente a mudança da série “Love, Victor”, que deveria estrear na Disney+ (Disney Plus) e foi para a Hulu. A troca teria ocorrido devido à abordagem de temas mais maduros na série, que a empresa pretende evitar na plataforma com seu nome. Para a atriz, o revival da atração dos anos 2000, que ela chama apenas de “Lizzie”, não vai agradar aos fãs se não mostrar de forma mais realista o cotidiano de uma mulher de 30 anos, idade que ela e a personagem terão na trama. Ela acredita que isso não será possível com uma censura livre. “Estava muito animada para lançar “Lizzie” no D+ e minha paixão permanece! No entanto, eu sinto uma grande responsabilidade em honrar a relação dos fãs com ‘Lizzie’, que, assim como eu, cresceram se vendo na personagem. Eu estaria fazendo um grande desserviço a todos limitando a realidade de sua jornada aos 30 anos com uma classificação livre. É importante para mim que, da mesma forma como suas experiências como pré-adolescente e adolescente navegando a vida foram autênticas, que seus próximos capítulos sejam igualmente reais e autênticos. Seria um sonho se a Disney nos deixasse levar a série ao Hulu, se eles estivessem interessados, e eu pudesse trazer esta personagem à vida novamente”. Para quem não lembra, “Lizzy McGuire” fez muito sucesso ao mostrar as aventuras de uma garota adolescente em seu dia-a-dia, com um detalhe: seus pensamentos e emoções eram expressados por um alter-ego animado e cheio de sarcasmo. A continuação pretendia manter essa característica. Só que o alter-ego animado não cresceu. Ainda é uma jovem Lizzie, que faz comentários “sincerões” sobre as situações da protagonista adulta. A ideia original era mostrá-la morando em Nova York e lidando com questões da vida adulta. Mas agora a produção do revival foi parar no limbo, após a Disney afastar a criadora da atração, Terri Minsky, do comando da produção e paralisar as gravações. Na época, um porta-voz da Disney disse ao site TVLine: “Os fãs têm um apego sentimental a ‘Lizzie McGuire’ e grandes expectativas para uma nova série. Depois de gravar dois episódios, concluímos que precisamos avançar em uma direção criativa diferente e estamos colocando uma nova abordagem na série”. A paralisação do projeto ameaça a permanência de todo o elenco central, que estava confirmado – além de Hilary Duff no papel-título, Hallie Todd (Jo), Robert Carradine (Sam) e Jake Thomas (Matt) voltariam a viver os parentes da protagonista. Ver essa foto no Instagram Lizzie McGuire Uma publicação compartilhada por Hilary Duff (@hilaryduff) em 28 de Fev, 2020 às 4:52 PST
Os Novos Mutantes será o filme mais curto de todo o universo X-Men
“Os Novos Mutantes”, último filme do universo dos X-Men produzido pelo estúdio antigamente conhecido como Fox, não será um terrorzão proibido para menores nem terá duração épica. Na verdade, será o mais curto de todos os lançamentos mutantes da ex-Fox. A informação foi revelada pela rede de cinemas AMC em seu site oficial. Na página dedicada ao filme, consta a duração de 1h39 minutos e a classificação PG-13, não aconselhável para menores de 13 anos nos EUA. Filmes com essa classificação costuma ser liberados no Brasil para público de 12 anos. Um dos motivos do enorme atraso nesse lançamento, que deveria ter chegado aos cinemas há dois anos, foi o resultado das sessões de teste, que revelaram que o público esperava um filme mais assustador, devido ao marketing inicial. A Fox decidiu, então, refilmar diversas cenas – segundo rumores, seria uma refilmagem bastante extensa. Mas a agenda do elenco, repleta de astros de séries, provou-se desafiadora. A dificuldade para reunir todos acabou atropelada pela compra da Fox pela Disney. E, aparentemente, a Disney decidiu lançar o filme como estava. Sem as refilmagens. Até agora, ninguém confirmou se a produção passou ou não por refilmagens. Mas a classificação PG-13 sugere que não. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem, o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar e o elenco ainda inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. A direção é de Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) e a estreia está marcada para 2 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Drama iraniano filmado em segredo por preso político vence Festival de Berlim
O filme “There Is No Evil”, do iraniano Mohammad Rasoulof, venceu o Urso de Ouro do 70º Festival de Berlim, em uma edição de forte caráter político. O júri presidido pelo ator britânico Jeremy Irons concedeu o prêmio máximo à obra de Rasoulof, que alinha histórias protagonizadas por militares encarregados de executar condenados pelo estado. O longa foi filmado em segredo, porque o diretor é considerado preso político e está supostamente proibido de filmar. Rasoulof, inclusive, cumpre prisão domiciliar devido a seu longa anterior, “Lerd”, que denunciou a corrupção no Irã e foi premiado em Cannes em 2017. O governo iraniano considerou o filme um “perigo para a segurança nacional” e peça de “propaganda contra o regime islâmico”. Para piorar seu caso, ele é reincidente, pois também foi condenado por “Manuscritos não Queimam”, igualmente premiado em Cannes em 2013. Foi nesta ocasião que foi proibido de filmar por 20 anos. “There Is No Evil” já é seu segundo filme desde esta proibição. “Gostaria que ele estivesse aqui. Muito obrigado a toda esta equipe incrível que arriscou sua vida para estar no filme”, disse o produtor Farzad Pak ao receber o troféu, junto da filha do diretor, Baran Rasoulof, que também atuou no longa. Favorito da crítica presente no festival, “Never Rarely Sometimes Always”, da americana Eliza Hittman, que causou comoção ao defender o direito ao aborto, levou o Grande Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar da premiação. O drama de duas adolescentes do interior da Pensilvânia que viajam a Nova York para terminar uma gravidez indesejada já havia sido premiado em Sundance, em janeiro, e ainda deve dar muito o que falar ao longo do ano. A onda sul-coreana que impulsionou “O Parasita” durante sua trajetória vitoriosa de Cannes ao Oscar continuou em Berlim na premiação de Hong Sang-soo como Melhor Diretor por “The Woman Who Ran”, sobre encontros de uma jovem casada com amigas do passado. O Urso de Prata de Melhor Atriz foi conquistado pela alemã Paula Beer, por “Undine”, de Christian Petzold, que vive uma guia de turismo de Berlim numa história de amor relacionada ao mito das sereias, enquanto a estatueta prateada de Melhor Ator ficou com o italiano Elio Germano por “Hidden Away” (Volevo Nascordermi), de Giorgio Diritti, no qual interpreta um pintor com problemas físicos e psicológicos. A Itália também levou o troféu de Melhor Roteiro, vencido pelos irmãos Damiano e Fabio D’Innocenzo por “Favolacce”, que eles também dirigiram. “Irradieted”, do cambojano Rithy Panhm, foi eleito o Melhor Documentário da seleção oficial. O único candidato brasileiro na mostra competitiva, “Todos os Mortos”, não recebeu nenhuma menção. O trabalho dos diretores Marco Dutra e Caetano Gotardo foi recebido com frieza pela crítica internacional. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Urso de Ouro – Melhor Filme “There Is No Evil”, de Mohammad Rasoulof – Irã Grande Prêmio do Júri “Never Rarely Sometimes Always”, de Eliza Hittman – EUA Melhor Direção Hong Sang-soo, por “The Woman Who Ran” – Coreia do Sul Melhor Atriz Paula Beer, por “Undine” – Alemanha Melhor Ator Elio Germano, por “Hidden Away” (Volevo Nascordermi) – Itália Melhor Roteiro “Favolacce”, de Damiano D’Innocenzo e Fabio D’Innocenzo – Itália Melhor Contribuição Artística Fotografia de “DAU. Natasha”, de Ilya Khrzhanovskiy e Jekaterina Oertel – Rússia Prêmio Especial da 70º Berlinale “Effacer l’Historique”, de Benoìt Delépine e Gustave Kervern – França Melhor Documentário “Irradiated”, de Rithy Panh – Camboja
Festival de Berlim premia Meu Nome É Bagdá
“Meu Nome É Bagdá”, dirigido por Caru Alves de Souza, foi premiado no Festival de Berlim. O filme brasileiro venceu o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation 14plus, dedicado a filmes que retratam a realidade da juventude pelo mundo. A decisão do júri internacional, formado pelos cineastas Abbas Amini (“Valerama”), Rima Das (“Village Rockstars”) e Jenna Cato Bass (“Love the One You Love”), destacou que foi “unânime na escolha do nosso filme vencedor”, elogiando sua “liberdade generosa e abrangente, repleta de belas amizades, música, movimento e solidariedade em ação”. “É impossível não ser conquistado pela protagonista titular e sua comunidade, e impossível esquecer o clímax glorioso e cheio de poder do filme”. Foi o primeiro filme brasileiro premiado no festival, que neste ano teve representação recorde do cinema nacional – foram selecionados para o evento nada menos que 19 obras brasileiras, incluindo coproduções internacionais. A trama de “Meu Nome É Bagdá” gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Ela é a única menina a frequentar a pista de skate do bairro. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), e juntas conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. O elenco inclui também a cantora Karina Buhr e a atriz Suzy Rêgo, que interpreta a diretora da escola onde as meninas estudam. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão imaginada por Caru Alves de Souza mudou de ponto de vista para absorver os crescentes questionamentos de gênero. O filme ainda não tem previsão de estreia.
Toda redação da Cahiers du Cinéma pede demissão
A mais tradicional revista de cinema do mundo tem vagas para jornalistas. Menos de um mês depois de ter sido comprada por um grupo de investidores (no dia 30 de janeiro), a lendária Cahiers du Cinéma perdeu toda a sua equipe. Todos os 15 jornalistas que trabalhavam na publicação francesa deixaram a empresa nesta semana, incluindo o diretor de Redação, Stéphane Delorme, que estava há mais de 20 anos na redação. A demissão coletiva escancara a maior crise da Cahiers desde que foi fundada há quase 70 anos. A publicação entrou para a História do Cinema por ter fomentado o surgimento da Nouvelle Vague no fim dos anos 1950. Vários cineastas do movimento, como Jean-Luc Godard, Claude Chabrol e François Truffaut, começaram a carreira escrevendo em suas páginas antes de se tornarem diretores. Na época do anúncio da compra, a imprensa francesa noticiou o negócio afirmando que um grupo de investidores havia decidido pagar “para que a revista pudesse continuar seu caminho diversificado”. Mas não é isso que afirmam os jornalistas demissionários. Em comunicado, eles dizem que os novos donos — um grupo de 20 pessoas de áreas variadas, como Alain Weill, proprietário do jornal L’Express, Marc du Pontavice, fundador do estúdio de animação Xilam, Pascal Breton, chefe da distribuidora de audiovisual Federation Entertainment — exigiram que a revista se tornasse “amistosa” e “chique”. “No entanto, a Cahiers du Cinèma nunca foi nem uma coisa nem a outra, diferentemente do que afirmam os acionistas. A revista foi sempre comprometida com uma crítica engajada e de posições claras”, dizem os jornalistas, que ainda alertam: “O novo grupo de acionista é composto por oito produtores (cinematográficos), o que causa um problema de conflito de interesses imediato em uma revista crítica. Quaisquer que fossem os artigos publicados sobre os filmes desses produtores seriam suspeitos de complacência.” A crise atual vem, na verdade, de longe e reflete impasses da imprensa mundial. Em 2003, a revista sofreu a primeira reformulação para enfrentar uma dívida de 700 mil euros. A situação jamais foi contornada, resultando em sua venda para o grupo de investidores.
Hawaii Five-0 é cancelada e último episódio vai ao ar em abril
A rede americana CBS anunciou que “Hawaii Five-0” vai acabar na 10ª e atual temporada. Remake da série clássica “Havaí 5-0” dos anos 1960, a atração policial encerrará sua trajetória de 10 anos e 240 episódios com um final de duas horas em 3 de abril. “Nunca é fácil dizer adeus a uma franquia de sucesso, que carregou o legado da original com tanta distinção, enquanto estabeleceu seu estilo próprio”, disse Kelly Kahl, presidente da CBS Entertainment. “Desde o primeiro episódio, ‘Hawaii Five-0’ tem sido um enorme sucesso para nós. Graças aos talentos incríveis dos produtores, escritores, elenco e equipe, ele desempenhou um papel fundamental por uma década em nossa programação. Não podemos estar mais orgulhosos de sua qualidade, longevidade e da devoção apaixonada dos fãs.” Desenvolvida por Peter M. Lenkov, Alex Kurtzman e Roberto Orci, a série foi uma grande geradora de lucros para a CBS. Além de seu sólido desempenho de audiência nos EUA, “Hawaii Five-0” é um sucesso internacional da produtora CBS TV Studios, vista em mais de 200 países. O sucesso foi tanto que Lenkov desenvolveu mais dois remakes de séries clássicas para o canal e o estúdio, “McGyver” (em 2016) e “Magnum” (em 2018), que continuam a ser exibidas. Como a maioria das séries de longa duração, “Hawaii Five-0” passou por várias transições de elenco e já não era a série que começou a ser exibida em 2010, especialmente devido à saída polêmica das co-estrelas originais Daniel Dae Kim e Grace Park na 7ª temporada, após seu pedido de reajuste de salários para o mesmo nível dos protagonistas brancos da atração ser recusado. Agora, a série vai terminar junto do final de contrato de seus dois astros originais, Alex O’Loughlin, que interpreta Steve McGarrett, e Scott Caan como Danny “Danno” Williams. O’Loughlin sofreu uma grave lesão nas costas durante as primeiras temporadas do programa e vem lidando com os efeitos colaterais desde então. Havia especulações de que ele poderia deixar a série há dois anos, mas ele continuou após receber tratamento com células-tronco. Fontes do site Deadline afirmam que desta vez ele sentiu que não poderia continuar, o que fez os produtores perceberem que era o momento certo para terminar a série. “Esse programa tem sido praticamente toda a minha vida nos últimos 10 anos”, disse O’Loughlin, em comunicado. “Onde quer que eu vá neste planeta, em todas as línguas, eu sou McGarrett para as mais diferentes pessoas. O que fizemos, o que realizamos, é extraordinário. Eu realmente não posso traduzir em palavras meu nível de gratidão. Estou feliz por ter feito parte disso, parte desta história e vou sentir falta disso. Obrigado por nos seguir. Vou ter saudades. Aloha”. “‘Hawaii Five-0’ tem sido uma bênção para mim e para todas as pessoas que trabalharam nesse show incrível”, acrescentou Lenkov, showrunner da série. “Eu realmente aprendi o significado de ‘ohana’ quando os espectadores nos abraçaram e o povo do Havaí nos recebeu com o privilégio de filmar em suas praias. Sou eternamente grato ao gênio criativo que foi Leonard Freeman, que nos deu uma história tão bonita para começar. E minha eterna gratidão ao nosso elenco, liderada por nosso herói Alex O’Loughlin, os roteiristas, a equipe de produção, nossa CBS ohana e, o mais importante: os fãs, que nos permitiram trabalhar com orgulho e fizeram nossa série tal sucesso. Mahalo”. “Por 10 temporadas, Alex, Scott e o restante do talentoso elenco Five-0 trouxeram aos fãs aventuras emocionantes em um paraíso tropical espetacular”, concluiu David Stapf, presidente da CBS Television Studios. “Queremos agradecer especificamente a Peter e à equipe de produção incrivelmente talentosa por 10 anos de televisão consistentemente destacada. O drama tem sido um grande sucesso para o estúdio e a rede, e uma franquia global para nossa empresa. Teremos o prazer de fazer uma grande despedida para os telespectadores terem a oportunidade de dizer adeus a seus personagens favoritos quando a temporada final terminar”. A série é exibida no Brasil no canal pago AXN.
America Ferrera deixa Superstore após 5 temporadas
A atriz America Ferrera vai deixar a série “Superstore”, que ela protagoniza, ao final da 5ª e atual temporada, que termina em 16 de abril na rede americana NBC. O anúncio da saída pendente da estrela ocorre duas semanas após a série ter sido renovada para sua 6ª temporada. “Os últimos cinco anos em ‘Superstore’ foram alguns dos mais gratificantes, enriquecedores e agradáveis da minha carreira”, disse Ferrera em comunicado. “Produzir, dirigir e atuar com esse elenco e equipe maravilhosos me deu oportunidades de crescer como pessoa e contadora de histórias. Sou muito grata aos meus parceiros da NBC e da Universal Television pelo apoio e crença que sempre tiveram no programa, e sou muito grato ao brilhante Justin Spitzer por criar o mundo engraçado, inteligente e relevante de ‘Superstore’ e por me convidar para fazer parte disso. Ao iniciar o próximo capítulo para minha família e carreira, desejo apenas o melhor e muito sucesso contínuo à minha amada família ‘Superstore’. ” Os representantes de Ferrera não comentaram as razões da atriz para deixar a série de sucesso antes do final de seu contrato. Ferrera, que mencionou a família em seu comunicado, teve seu primeiro filho em 2018, enquanto gravava ‘Superstore’, e atualmente está esperando seu segundo filho. Ela também lançou na semana passada sua primeira série apenas como produtora, “Gentefied”, na Netflix. Ferrera interpreta a Amelia “Amy” Sosa, ex-supervisora de andar e atualmente gerente da loja de departamentos Cloud 9, que serve de cenário para os episódios semanais de “Superstore”, e também produz a série. Além disso, ela também dirigiu quatro episódios da atração. Esta era sua segunda série de sucesso, após estrelar “Ugly Betty”, na rede ABC. “Superstore” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
César 2020: Polanski é premiado e atrizes abandonam evento em protesto
O diretor Roman Polanski saiu premiado do César, evento considerado o Oscar da França, alimentando ainda mais a controvérsia em torno da premiação, precipitada pelo anúncio de que “O Oficial e o Espião” (J’Accuse), novo filme do diretor, era a obra com maior quantidade de indicações. Mesmo diante de protestos de feministas e após a renúncia coletiva da diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, Polanski venceu o César de Melhor Direção. O diretor não foi ao evento, tendo anunciado na véspera que sabia que se tratava de um linchamento público. E quando seu nome foi anunciado, várias atrizes saíram da cerimônia em protesto. Entre as que deixaram o evento prematuramente estava Adèle Haenel (de “Retrato de uma Jovem em Chamas”), que no ano passado disse ter sido abusada quando menor por outro diretor. Antes da premiação, a polícia francesa entrou em confronto com manifestantes com placas contra Polanski do lado de fora da casa de shows Pleyel, e o gás lacrimogêneo ainda pairava no ar quando as atrizes abandonaram o recinto. A consagração no César foi o segundo troféu de Melhor Direção importante conquistado por Polanski com “O Oficial e o Espião”. O cineasta também venceu a mesma categoria no Festival de Veneza no ano passado, durante a première mundial do filme. “O Oficial e o Espião” ainda venceu outras duas categorias no César: Melhor Roteiro Adaptado e Figurino. Graças à polêmica, todo o evento foi focado em Polanski, das placas do lado de fora às piadas da apresentadora Florence Foresti, o que fez o diretor eclipsar até a vitória de “Os Miseráveis”, o candidato francês ao Oscar, com o César de Melhor Filme do ano. A principal razão dos protestos se deve ao fato de Polanski ser considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos desde 1977, quando foi condenado por estuprar uma menina de 13 anos. Apesar disso, apenas em 2018 foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, depois que o movimento #MeToo relembrou seu histórico e incentivou o surgimento de novas acusações de abusos da mesma época. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, lembrando que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970 e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar em 2003, por “O Pianista”. O lançamento de “O Oficial e o Espião” ainda coincidiu com o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, a 12ª, que como as demais teria acontecido há várias décadas, mas nem isso impediu a consagração crítica do filme, muito menos seu sucesso comercial. “O Oficial e o Espião” virou a estreia mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, mesmo com piquetes de feministas nas portas de alguns cinemas. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março. Veja abaixo cenas do protesto feminista diante do evento e a debandada das atrizes após o anúncio da vitória de Polanki. Des militantes féministes foncent sur sur des CRS qui sécurisent la salle où se déroule la cérémonie des #Césars. Elles réclament la libération de deux de leurs camarades interpellées un peu plus tôt. pic.twitter.com/6SjmfQktOO — Taha Bouhafs (@T_Bouhafs) February 28, 2020 A l'annonce du César de la Meilleure Réalisation pour Roman Polanski ("J'accuse"), Adèle Haenel quitte la salle. Le meilleur des #César2020 > https://t.co/ipnVwouBeV pic.twitter.com/7xa0CTbU3H — CANAL+ (@canalplus) February 28, 2020











