Chloe Moretz vai estrelar o remake de Suspiria
O tempo que Chloe Moretz ia dar antes de escolher novos papéis foi bem pequeno. E os critérios que ele disse que ia adotar daqui para frente, também. A atriz vai estrelar outro remake de clássico de terror, depois de ter feito o desnecessário “Carrie, a Estranha” (2013). Desta vez, ela estrelará a versão americana de “Suspiria” (1977), informou o site da revista Variety. Além de Moretz, também foram confirmadas as participações de Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”) e Mia Goth (“Ninfomaníaca”), anteriormente litadas na produção. A refilmagem do clássico de Dario Argento será conduzida por outro diretor italiano, Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), que deve manter a época do original. Em entrevista ao Playlist, o cineasta informou que sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007).
Westworld: Novo trailer adianta os próximos acontecimentos da 1ª temporada
O canal pago HBO divulgou um novo trailer de “Westworld”, que adianta os próximos acontecimentos da 1ª temporada, após a estreia no domingo (2/10). Intitulado “Chestnut”, o segundo episódio da série irá ao ar em 9 de outubro. “Westworld” é inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O filme original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito transformar um dos pistoleiros numa ameaça real. Na nova versão, o tema do Velho Oeste serve de desculpa para os turistas realizarem todos os seus desejos numa terra sem leis. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Evan Rachel Wood (série “True Blood”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”), Jimmi Simpson (série “House of Cards”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”).
Doutor Estranho: Novo comercial engraçadinho dispara alerta ao mostrar super-herói trapalhão
Depois de uma porção de trailers sérios, de trama aparentemente mais sombria que as demais produções da Marvel, os novos comerciais de “Doutor Estranho” tomaram um rumo bem diferente, para não dizer muito bizarro. O mais recente é tão metido a engraçadinho que parece uma paródia do próprio filme, mostrando trapalhadas e falhas de superpoderes dignas do Chapolim Colorado. Veja abaixo se é tão engraçado quanto quem escreveu achou que era. A tática lembra a divulgação de “Homem de Ferro 3”. Com uma campanha inicial centrada na destruição e na dor sentida pelo herói, o filme se revelou o mais infantil de todas as produções da Marvel, encontrando até um assistente mirim para Tony Stark. “Doutor Estranho” introduz o primeiro super-herói místico da Marvel com roteiro de C. Robert Cargill (“A Entidade”), Thomas Dean Donnelly (do remake de “Conan, o Bárbaro”) e Dan Hamon (criador da série “Cummunity”) e direção de Scott Derrickson (“A Entidade”, “Livrai-Nos do Mal”). A estreia está marcada para o dia 3 de novembro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Kubo e as Cordas Mágicas: Vídeo de bastidores revela a complexidade criativa da animação em stop-motion
A Universal divulgou um vídeo legendado dos bastidores de “Kubo e as Cordas Mágicas”, que traz depoimentos do elenco de dubladores e da equipe técnica da produção, além de revelar a complexidade criativa por trás da animação em stop-motion, com personagens esculpidos, em vez de desenhados, e completados por figurino e cenários de verdade. A nova animação do estúdio Laika preserva a técnica stop-motion que marcou seus ótimos filmes anteriores, “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), “ParaNorman” (2012) e “Os Boxtrolls” (2014), além de compartilhar com eles uma temática mais sombria que a média da animação americana. Desta vez, ainda há influência dos animes, como a própria ambientação japonesa indica. Ambientada no Japão feudal, a animação acompanha o personagem-título Kubo, um menino que vive em um pacato vilarejo com sua mãe, até que um espírito vingativo o encontra, trazendo à tona sua herança sobrenatural. Sua única chance de sobrevivência é encontrar uma armadura que pertenceu a seu pai, um samurai, com a ajuda de um macaco falante e um besouro guerreiro. A direção é de Travis Knight, que estreia na função após trabalhar como animador principal dos três longas anteriores do estúdio. Já a dublagem original, que não deve ser ouvida nos cinemas brasileiras, reúne um superelenco: Charlize Theron (“Mad Max: A Estrada da Fúria”) dubla o macaco, Matthew McConaughey (“Interestellar”) faz a voz do besouro, Rooney Mara (“Peter Pan”) é o espírito vingativo, o jovem Art Parkinson (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) dá vida ao personagem-título, e ainda há papeis para Ralph Fiennes (franquia “Harry Potter”), George Takei (da série original “Jornada nas Estrelas”) e Brenda Vaccaro (“O Espelho Tem Duas Faces”). “Kubo e as Cordas Mágicas” chega aos cinemas brasileiros em 13 de outubro, dois meses depois de estrear nos EUA.
Chance: Hugh Laurie volta a viver médico em trailer de nova série de suspense
O serviço de streaming Hulu divulgou o segundo trailer de “Chance”, que traz Hugh Laurie, o eterno Dr. House, de volta ao papel de um médico após o final de “House” há quatro anos. Como “House”, a série é batizada com o nome do protagonista, o Dr. Eldon Chance. Mas as semelhanças acabam aí. Enquanto “House” era uma drama hospitalar, a prévia de “Chance” deixa claro se tratar de um thriller policial, que enfatiza o suspense e o clima noir, sem perder tempo com os diagnósticos médicos. Na atração, Chance é um neuropsiquiatra forense de São Francisco que enfrenta um complicado divórcio e as dificuldades de ter uma filha adolescente, quando acaba se envolvendo numa espiral de violência, após tomar uma decisão sobre uma paciente charmosa, que pode ter transtorno de múltiplas personalidades, e entrar na mira do marido abusivo da mulher, que também é um cruel detetive da polícia. O elenco inclui Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), Paul Adelstein (série “Prison Break”), Ethan Suplee (série “My Name Is Earl”), Diane Farr (série “Numb3rs”) e Stefania LaVie Owen (“The Carrie Diaries”). A série é baseada no livro homônimo de Kem Nunn (criador da série “John from Cincinnati”), e foi desenvolvida pelo próprio Nunn em parceria com Alexandra Cunningham (produtora-roteirista de “Desperate Housewives” e “Aquarius”). Além deles, o cineasta Lenny Abrahamson (do elogiado “O Quarto de Jack”) também compartilha créditos de produção e assina a direção de alguns episódios. Segundo o site Deadline, o Hulu encomendou, de cara, duas temporadas da tração, num total de 20 episódios. A estreia da 1ª temporada, de 10 capítulos, vai acontecer em 19 de outubro.
Piratas do Caribe: Veja o primeiro teaser do quinto filme da franquia
A Disney divulgou o pôster e o primeiro teaser do quinto “Piratas do Caribe”, que não traz o Capitão Jack Sparrow, mas destaca Salazar. Quem? O filme vai se chamar “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, ainda que Salazar não tenha aparecido em nenhum dos filmes anteriores da franquia. De todo modo, ele quer vingança. E é bastante claro ao ameaçar outro personagem nunca antes visto, com um recado para Sparrow. E mesmo que ninguém saiba quem, maldição, é Salazar, os efeitos visuais tenebrosos que compõem o seu rosto deixam claro que ele não vem só de além-mar, mas também de além do túmulo. O quinto filme da franquia trará o personagem de Johnny Depp novamente às voltas com maldições e piratas fantasmas, desta vez liderados por um velho inimigo, que escapa do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. Salazar é interpretado por Javier Bardem, que parece se deliciar em viver vilões, como demonstrou em “007 – Operação Skyfall”. Já o moleque que se borra em sua presença é Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”), que, dizem os rumores, vive o filho de Will Turner (o personagem de Orlando Blum na trilogia original). O elenco ainda conta com os veteranos da franquia Geoffrey Rush, Kevin McNally, Stephen Graham e, claro, Bloom, além das adições de Kaya Scodelario (“Maze Runner: Correr ou Morrer”), David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”), Golshifteh Farahani (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Paul McCartney (ele mesmo). O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) e a direção é dos cineastas noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”). Um detalhe curioso é que o título em inglês é “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales”. A tradução literal, Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias daria um monte de letras no cartaz. “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” é bem menor, ainda que não saiba quem, maldição, é Salazar. A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
MacGyver: Ator da série original pode participar do remake
O ator Richard Dean Anderson, intérprete original de MacGyver, pode aparecer na nova versão da série. O showrunner Peter M. Lenkov contou à revista Entertainment Weekly que já tem um papel reservado para ele. “Ele está sendo muito legal, nos deixando começar com as nossas próprias pernas. Quando estivermos mais seguros, espero trazê-lo para um papel que já idealizamos. É um papel ótimo e recorrente, e só depende da aprovação dele”, Lenkov comentou. O novo “MacGyver” estreou com uma das melhores audiências da nova temporada na TV aberta americana, assistido por 10,9 milhões de telespectadores ao vivo – a melhor estreia da CBS em mais de uma década. A sintonia elevada também destruiu o recorde de audiência das sexta-feiras no canal, que pertencia à “Blue Blood”. “MacGyver” surpreendeu até quando comparado com os outros dias da semana e os programas tradicionais da emissora, respondendo pela melhor audiência geral do canal em quatro anos. Com produção do cineasta James Wan (“Invocação do Mal”), que também dirigiu o primeiro episódio, o remake traz Lucas Till (“X-Men: Apocalipse”) como a versão mais jovem de MacGyver. Na nova versão, ele faz parte de uma equipe que ainda inclui George Eads (série “CSI”) como o fortão e sniper, Tristin Mays (série “The Vampire Diaries”) como a hacker, Justin Hires (série “Rush Hour”) como o melhor amigo e Sandrine Holt (série “Fear the Walking Dead”) como a chefe, que define as missões da equipe. Ainda não há previsão para a estreia de “MacGyver” no Brasil.
Herschell Gordon Lewis (1926 – 2016)
Pioneiro do terror visceral, o cineasta Herschell Gordon Lewis faleceu na semana passada, noite de 26 de setembro, aos 90 anos em sua casa na Flórida, aparentemente de causas naturais. Formado em Jornalismo, o cineasta pautou sua carreira inteira por projetos sensacionalistas, desde a estreia em 1961 com “Living Venus”, sobre o relacionamento do dono de uma revista masculina e uma de suas modelos, que ele escreveu e dirigiu. Suas primeiras obras exploravam descaradamente a nudez, entre elas “Daughter of the Sun” (1962), em que uma professora se revelava adapta do nudismo (termo da época), “Boin-n-g” (1963), sobre os testes de escalação de um filme adulto, “Scum of the Earth” (1963), a respeito de uma rede de pedofilia, e até uma versão erótica da fábula de Cachinhos Dourados, “Goldilocks and the Three Bares” (1963). Mas ao trocar o softcore erótico pelo terror, com seu primeiro filme sanguinário, acabou influenciando todo o gênero. Colorido, com ênfase no vermelho, “Banquete de Sangue” (Blood Feast, 1963) marcou época nos circuitos de cinema drive-in nos Estados Unidos. A história seguia um serial killer que queria juntar diversas partes de corpos femininos para conjurar uma antiga deusa egípcia. Mas o que chamava atenção era a forma como a violência era retratada por Lewis, de forma bastante explícita para a época, o que rendeu críticas repletas de adjetivos impressionistas. Alguns desses adjetivos acabaram virando rótulos para descrever os subgêneros que se originaram a partir do longa: splatter (“respingado” de sangue) e gore (“sanguinolento”). Ele completou uma trilogia sangrenta com o lançamento de “Maníacos” (Two Thousand Maniacs!, 1964), predecessor dos terrores rurais, e “Color Me Blood Red” (1965), em que um maníaco usa o sangue de suas vítimas para criar pinturas de sucesso. Depois do jorro inicial de criatividade e vísceras, Herschell explorou outros tipos de terror. Fez “Something Weird” (1967), em que a vítima de um acidente adquire poderes extra-sensoriais e passa a ajudar a polícia a resolver crimes – como no livro posterior de Stephen King, “A Hora da Zona Morta” – , “A Taste of Blood” (1967), sobre um vampiro determinado a matar os descendentes dos assassinos de Drácula, e “The Gruesome Twosome” (1967), em que mãe e filho escalpelam universitárias. Acabou embarcando no sexo, drogas e rock’n’roll do período, com lançamentos que refletiam o final dos anos 1960, como “The Girl, the Body, and the Pill” (1967), centrado numa professora de educação sexual, “Blast-Off Girls” (1967), sobre uma garage band vítima de um empresário ganancioso, “She-Devils on Wheels” (1968), acompanhando uma gangue de motoqueiras selvagens, “Suburban Roulette” (1968), sobre a prática do swing (que no Brasil era sexistamente chamado de “troca de esposas”), etc. Feitos com pouco dinheiro, equipe técnica reduzida e atores amadores, os filmes do cineasta destinavam-se exclusivamente ao circuito dos drive-ins, e só foram se tornar cultuados muitos anos depois. Por isso, quando o cinema erótico começou a ganhar prestígio, ele adotou pseudônimos para filmar pornografia a partir de 1969, inclusive o infame “Black Love” (1971), que prometia um olhar “educacional” explícito sobre “os hábitos sexuais dos casais negros americanos”. Com o dinheiro arrecadado com os filmes hardcore, bancou quatro projetos, dois deles de temática caipira – e “This Stuff’ll Kill Ya!” (1971) pode ser considerado precursor direto da série “Os Gatões” – e dois com a palavra “gore” no título, fazendo com que ganhasse a alcunha de “Padrinho do Gore”. Mais sanguinário que seus predecessores, “The Wizard of Gore” (1970) era uma coleção de desmembramentos, providenciada por uma mágico, que hipnotizava vítimas para matá-las diante de uma audiência encantada pelo realismo dos “truques”. E “The Gore Gore Girls” (1972) girava em torno do assassinato de strippers. A brutalidade do cinema de Herschell logo encontrou seguidores numa geração formada por Wes Craven, John Carpenter e Tobe Hopper, que elevaram ainda mais a violência do terror – o “splatter” (respingado) virou “slasher” (retalhado). Mas seu estilo amador não sobreviveu para ver o terror visceral lotar cinemas. Por toda a carreira, ele financiou e produziu seus próprios filmes, mas o fim dos drive-ins e o declínio das sessões duplas, que coincidiu com o início da era do multiplex, acabou com o espaço para a projeção de seus filmes. Sem circuito exibidor, Herschell decidiu se aposentar do cinema, passando a escrever livros de – acredite – publicidade. Os anos se passaram, até que fãs de terror se deram conta de seu legado, traçando as origens do cinema visceral a seus primeiros longas. Assim, sua filmografia acabou redescoberta, com lançamentos em home video e sessões em festivais do gênero. Convocado a sair das trevas em que tinha sumido, ele acabou retornando em 2002 com seu primeiro longa em três décadas, “Blood Feast 2: All U Can Eat”, continuação do seu primeiro sucesso de terror. O longa contou com a participação de outro nome do cinema underground americano, o cineasta John Waters, fã assumido do cinema do “Padrinho do Gore”. Herschell Gordon Lewis ainda lançou mais um filme em 2009, intitulado “The Uh-Oh! Show”, sobre um programa televisivo de prêmios, valendo dinheiro ou, no caso de respostas erradas às perguntas do apresentador sorridente, membros decepados. Era o que ele chamava de comédia.
Bilheteria: O Lar das Crianças Peculiares fatura pouco, mas estreia em 1º lugar nos EUA
Na disputa entre os dois lançamentos mais comentados do fim de semana nos cinemas norte-americanos, a fantasia sobrepujou a história real. “O Lar das Crianças Peculiares”, dirigido por Tim Burton, estreou em 1º lugar nas bilheterias, mas não pode se considerar um blockbuster, com faturamento de US$ 28,5 milhões. Mesmo assim, o valor foi suficiente para superar a outra grande estreia, “Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”, de Peter Berg, que ficou em 2º com US$ 20,6 milhões. Os dois filmes custaram uma fábula, US$ 110 milhões cada, somente com gastos de produção, e essa disputa pelo topo é ilusória em relação aos valores que precisariam atingir. Por este começo morno, fica claro que apenas o mercado doméstico será insuficiente para cobrir suas despesas. A fantasia das crianças mutantes superpoderosas – ou melhor, peculiares – teve um começo melhor no exterior, faturando mais US$ 36,5 milhões para atingir um total de US$ 65 milhões em sua largada. Já o desastre estrelado por Mark Wahlberg fez US$ 12,4 milhões para arredondar seu total em US$ 33 milhões. É pouco, mas o lançamento internacional se deu em mercados menores, à exceção do Reino Unido. A estreia no Brasil acontece na quinta (6/10). Entre a crítica americana, os desempenhos foram inversos. Houve um pouco de enfado em relação ao novo filme colorido de Tim Burton, com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas muito entusiasmo para o incêndio na plataforma de petróleo, com 82% de salivação. Logo abaixo das duas novidades, o ranking destaca o remake de “Sete Homens e um Destino”, que liderou a arrecadação em sua estreia na semana passada. O filme de Antoine Fuqua faturou mais de US$ 15 milhões, um desempenho ainda impressionante para o gênero western, que chega a US$ 61,6 milhões em dez dias no mercado doméstico. Em todo o mundo, o filme superou a marca de US$ 100 milhões. A animação “Cegonhas” é que não voou como o estúdio gostaria, caindo para o 4º lugar, com US$ 13,8 milhões e um total de US$ 77,6 milhões em todo o mundo – fraquinho numa temporada em que as animações quebraram recordes de faturamento. Por outro lado, o drama “Sully – O Herói do Rio Hudson” somou mais US$ 8,4 milhões, ao fechar o top 5, para atingir US$ 105 milhões nos EUA em quatro semanas. É um valor expressivo para um drama, ainda mais para um drama estrelado por um ator veterano e dirigido por diretor que poderia ser pai do ator veterano. De fato, trata-se de um dos maiores sucessos recentes da carreira de ambos, Tom Hanks e Clint Eastwood. No passado não muito distante, Hollywood virava as costas para seus grandes cineastas após uma certa idade. Eastwood está com 76 anos e vem do maior sucesso de sua carreira, “Sniper Americano”, com outro filme que impressiona, tanto pela popularidade quanto pelas críticas positivas (82%). O público brasileiro, porém, ainda vai precisar esperar muito para saber porque “Sully” fez tanto sucesso, já que a estreia nacional está marcada apenas para 1 de dezembro. Para completar, resta ressaltar o fracasso de “Gênios do Crime”, também lançada no Brasil neste fim de semana – em circuito superestimado. Em sua estreia nos EUA, a comédia besteirol fez US$ 6,6 milhões em mais de 3 mil salas. O fiasco também foi significativo entre a crítica, com meros 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 28,5 milhões Total EUA: US$ 28,5 milhões Total Mundo: US$ 65 milhões 2. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 20,6 milhões Total EUA: US$ 20,6 milhões Total Mundo: US$ 33 milhões 3. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 15,7 milhões Total EUA: US$ 61,6 milhões Total Mundo: US$ 108,1 milhões 4. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 38,8 milhões Total Mundo: US$ 77,6 milhões 5. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 105,3 milhões Total Mundo: US$ 151,6 milhões 6. Gênios do Crime Fim de semana: US$ 6,6 milhões Total EUA: US$ 6,6 milhões Total Mundo: US$ 6,6 milhões 7. Rainha de Katwe Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 3 milhões Total Mundo: US$ 3 milhões 8. O Homem nas Trevas Fim de semana: US$ 2,37 milhões Total EUA: US$ 84,7 milhões Total Mundo: US$ 129,2 milhões 9. O Bebê de Bridget Jones Fim de semana: US$ 2,33 milhões Total EUA: US$ 20,9 milhões Total Mundo: US$ 120,8 milhões 10. Snowden Fim de semana: US$ 2 milhões Total EUA: US$ 18,7 milhões Total Mundo: US$ 18,7 milhões
Shots Fired: Série limitada sobre tensão racial ganha novo trailer
A rede americana Fox divulgou um novo trailer de “Shots Fired”, série limitada que será exibida de grande potencial polêmico. A prévia enfatiza os elementos dramáticos da trama, que envolve conflitos raciais e contestação de ação policial com resultado fatal. Mas, ao contrário dos casos que agitaram os EUA recentemente, a produção inverte a situação, mostrando um policial negro (Tristan Wilds, da série “90210”) assassinando um jovem branco. A trama vai explorar as consequências desta morte numa pequena cidade do Tennessee. Uma experiente investigadora (Sanaa Lathan, de “Alien Vs. Predator”) investiga este caso, ao lado de um procurador (Stephan James, de “Selma”) enviado para o local pelo departamento de Justiça. Esta dupla vê-se obrigada a navegar entre a atenção mediática, o debate público e o esgotamento social, enquanto a cidade se divide entre dois grupos de opiniões distintas. O bom elenco também conta com Helen Hunt (“Melhor Impossível”), Richard Dreyfuss (“Piranha”), Stephen Moyer (série “True Blood”), Will Patton (série “Falling Skies”), Conor Leslie (minissérie “Klondike”) e Aisha Hinds (série “Under the Dome”). Vale observar que Helen Hunt não integrava o elenco de uma série desde o final da sitcom clássica “Mad About You”, em 1999. Na trama, ela interpreta a governadora da Carolina do Norte. “Shots Fired” foi criada pelo casal de roteiristas Gina Prince-Bythewood (“Nos Bastidores da Fama”) e Reggie Rock Bythewood (“Notorious”), e teve seus 10 episódios encomendados sem passar pelo estágio de produção de piloto. A estreia vai acontecer em 2017 nos EUA, em data ainda não determinada.
Grimm: Frankenstein vai aparecer na 6ª e última temporada da série
A série “Grimm” vai receber um famoso convidado gótico em sua 6ª e última temporada. Segundo o site TV Line, ninguém menos que Frankenstein aparecerá em meio à batalha épica entre Nick (David Giuntoli) e o capitão Renard (Sasha Roiz), agora prefeito de Portland. Não há maiores informações sobre a aparição, nem se o nome Frankenstein se refere ao cientista ou, equivocadamente como muitos fazem, à criatura. E as respostas devem demorar a surgir, pois “Grimm” só retornará à TV americana no dia 6 de janeiro, com os 13 episódios finais que encerram a atração.
Manchester à Beira-Mar: Trailer legendado multiplica críticas elogiosas a Casey Affleck
A Sony divulgou o pôster e o trailer legendado de “Manchester à Beira-Mar”, drama do diretor e roteirista Kenneth Lonergan (autor do roteiro de “Gangues de Nova York”). A trama mostra Casey Affleck (“Interestelar”) sendo obrigado a cuidar do sobrinho após a morte do pai do garoto, além de muitos trechos de críticas elogiosas, a ponto de “Obra-prima” parecer o slogan da produção. O elenco de “Manchester By the Sea” ainda inclui Michelle Williams (“Oz, Mágico e Poderoso”), Lucas Hedges (“O Teorema Zero”), Kyle Chandler (série “Bloodline”), Matthew Broderick (“Roubo nas Alturas”), Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), e C.J. Wilson (“Um Senhor Estagiário”). O filme fez muito barulho no Festival de Sundance, mas não chegou a vencer nada. Mesmo assim, o marketing do estúdio já ensaia a possibilidade de Casey Affleck ser indicado pela primeira vez à estatueta de Melhor Ator, posicionando sua estreia na época das premiações de fim de ano. A estreia está marcada para 18 de novembro nos EUA e apenas em 12 de janeiro no Brasil.
Veja as fotos de Robert Pattinson para a nova campanha da grife Dior Homme
A Dior Homme divulgou as fotos de Robert Pattinson (“Mapas para as Estrelas”) para sua nova campanha publicitária. As imagens fazem parte da coleção Primavera 2017 da grife e foram fotografadas pelo estilista Karl Lagerfeld. As cenas externas foram realizadas em Paris durante a noite – e Pattinson está mesmo usando óculos escuros, apesar da escuridão. Lagerfeld deu a seguinte declaração sobre o ator: “Ele é muito descontraído e fácil de fotografar. Mas, ao mesmo tempo, há algo de misterioso sobre ele, que eu amo. Seu perfil é a versão moderna de uma moeda antiga. Pattinson também recebeu elogios de Dior Homme diretor criativo Kris Van Assche, que considera a estrela “um ícone contemporâneo rebelde”. Pattinson é um dos rostos da empresa há vários anos. Em junho, ele chegou a participar do lançamento da coleção de outono da Dior Homme na Semana da Moda de Paris. As três imagens com o logo da Dior, que encerram a galeria acima, começam a ser divulgadas a partir deste sábado (1/10) em várias revistas masculinas de todo o mundo.












