Aliados: Novo filme de Brad Pitt pode ser impactado pelo divórcio do ator
O lançamento do novo filme de Brad Pitt, “Aliados”, pode ser impactado pelo divórcio do ator com Angelina Jolie, especialmente após fofocas espalharem que ele teria se envolvido com a atriz Marion Cotillard durante as filmagens. Mas, segundo o site da revista Entertainment Weekly, é difícil garantir que o impacto será negativo. O site ouviu um veterano de publicidade em Hollywood, que afirmou que “o rumor de que duas estrelas do cinema estão tendo um caso nem sempre é uma coisa ruim”. Basta lembrar o que houve com o próprio Brad Pitt e Angelina Jolie. Lançado sob a fofoca, que se provou verdadeira, de que os atores teriam se envolvido durante a filmagem, “Sr. e Sra. Smith” (2005) se tornou um grande sucesso de bilheterias, graças, em grande parte, à curiosidade do público em procurar pistas do affair nas telas. Entretanto, desta vez Cotillard já rechaçou os boatos, que não foram adiante após a reação firma da atriz francesa e de seu parceiro, o também ator Guillaume Canet. Dirigido por Robert Zemeckis, “Aliados” tem lançamento previsto para o fim de novembro nos Estados Unidos, em plena temporada de premiações, visando chamar atenção entre os eleitores do Oscar 2017. No Brasil, o filme estreia no dia 1 de dezembro.
Elenco de Star Trek diz que Donald Trump é ameaça ao futuro vislumbrado pela franquia
Os diretores J.J. Abrams e Justin Lin, atores, roteiristas e indivíduos envolvidos com a franquia “Star Trek” publicaram uma carta aberta no Facebook contra o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual pedem que os eleitores votem na representante democrata Hillary Clinton. Junto ao Abrams estão os nomes de George Takei, Walter Koenig, Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg, Zoe Saldaña, Karl Urban, John Cho, Brent Spiner, LeVar Burton, Will Wheaton, René Auberjonois, Scott Bakula, Denise Crosby, Marina Sirtis, Connor Trinneer, Robert Picardo, Linda Park e Tim Russ, entre outros, assim como parentes de Leonard Nimoy (Spock) e do criador de “Star Trek”, Gene Roddenberry. “‘Star Trek’ sempre ofereceu uma visão positiva do futuro, uma visão de esperança e otimismo e, de maneira grande, uma visão de inclusão, onde as pessoas de todas as raças recebem igual respeito e dignidade, onde as crenças individuais e os estilos de vida são respeitados a ponto de não significarem uma ameaça para outros”, diz o texto. A carta ainda destaca que nunca houve um candidato presidencial tão completamente oposto aos ideais da saga espacial quanto Donald Trump e que, por isso, a franquia não poderia “dar as costas” às eleições presidenciais dos EUA. “Sua eleição levaria este país para trás, talvez de maneira desastrosa. Precisamos escolher um presidente que leve este país para frente, ao tipo de futuro que todos sonhamos, onde as diferenças pessoais são compreendidas e aceitas, onde a ciência prevalece sobre a superstição e onde o povo trabalha em conjunto, e não uns contra os outros”, diz a mensagem. O texto também rejeita os argumentos de que Hillary Clinton e Donald Trump são dois candidatos com falhas iguais, afirmando que se trata, como diria Spock, de um raciocínio “ilógico e impreciso”. “Um (Trump) é um amador com uma ignorância desdenhosa pelas leis nacionais e pela realidade internacional, enquanto o outro (Hillary) entregou sua vida ao serviço público. Vote por um futuro de inclusão, um futuro que algum dia nos leve às estrelas”, conclui a carta. A franquia “Star Trek”, que completou 50 anos em 2016, está atualmente em cartaz os cinemas com o filme “Star Trek: Sem Fronteiras” e se prepara para voltar à TV com “Star Trek: Discovery”, nova série que será lançada em maio de 2017.
Attraction: Superprodução russa sobre invasão alienígena ganha trailer
Depois de se lançar no gênero dos super-heróis, o cinema russo prepara uma superprodução sobre invasão alienígena. A destruição revelada pelo trailer de “Attraction” (Prityazhenie) chega a lembrar “Transformers: O Lado Oculto da Lua” (2011), mas o uso de noticiários e câmera subjetiva também evoca a estética “found footage” de “Cloverfield” (2008). Dirigido por Fedor Bondarchuk (“Stalingrado: A Batalha Final”), a trama acompanha a repercussão da chegada arrasadora de um objeto voador não identificado na Rússia, cuja destruição é documentada pelos moradores de um bairro residencial de Moscou, que precisam sobreviver enquanto os alienígenas desembarcam na Terra. Com distribuição da divisão russa da Sony, a estreia em seu país está marcada para 17 de janeiro e ainda não há previsão de lançamento no Brasil – nem sequer nos EUA.
The Ranch: Série “sertaneja” de Ashton Kutcher ganha o trailer de sua “segunda parte”
A plataforma de streaming Netflix divulgou o trailer da “segunda parte” de “The Ranch”, que terá mais 10 episódios para completar a duração tradicional de uma temporada de sitcom nas redes de TV aberta. A série “sertaneja” do Netflix estreou no serviço de streaming em 1 de abril e segue o formato de sitcom com risos gravados, mas como a prévia demonstra também possui vários momentos dramáticos. A produção é estrelada por Ashton Kutcher e Danny Masterson, que retomam a parceria de “That ’70s Show”, uma década após o final da série clássica, agora no papel de irmãos. Kutcher é um jogador de futebol semi-profissional, que, após uma rápida carreira, retorna ao rancho da família, no Colorado, visando gerir os negócios do pai (Sam Elliott, da série “Justified”). O elenco também inclui a atriz veterana Debra Winger (“O Casamento de Rachel”) como a mãe do protagonista e Elisha Cuthbert (a eterna Kim, filha de Jack Bauer) como o interesse romântico. “The Ranch” é uma criação de Jim Patterson e Don Reo, roteiristas e produtores da série “Dois Homens e Meio” (Two and a Half Men), que também foi estrelada por Kutcher. Os novos episódios serão disponibilizados no dia 7 de outubro.
Benedict Cumberbatch viverá Thomas Edison em filme sobre a guerra das correntes
O ator Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) vai viver outro gênio histórico, após ser indicado ao Oscar por “O Jogo da Imitação” (2014). Segundo o site da revista Variety, ele irá interpretar Thomas Edison no drama de época “The Current War”. O filme vai girar em torno da rivalidade entre o inventor da eletricidade e George Westinghouse, que, por sua vez, será vivido por Michael Shannon (“O Homem de Aço”). Os dois travaram uma feroz disputa comercial que ficou conhecida como “A Guerra das Correntes”, em relação às patentes de cada um, a corrente continua de Edison e a corrente alternada de Westinghouse (criada por Nikola Tesla), que concorriam por contratos de eletricidade em cidades e estados no final dos século 19. Para determinar qual das correntes era melhor, até a pena de morte entrou no debate, culminando na invenção da cadeira elétrica. O projeto já tem quatro anos. O cineasta cazaque Timur Bekmambetov (“Ben-Hur”) adquiriu os direitos sobre a trama em 2012. Mas, após seus recentes fracassos comerciais, não vai dirigir o longa, ficando apenas como produtor. A direção está nas mãos de Alfonso Gomez-Rejon (“Eu, Você e A Garota que vai Morrer”) e o roteiro a cargo de Michael Mitnick (“O Doador de Memórias”). As filmagens devem começar no início de dezembro, mas ainda não há previsão para a estreia.
Veja Margot Robbie e Domhnall Gleeson nas primeiras fotos da cinebiografia do criador do Ursinho Pooh
A Fox Searchlight divulgou as primeiras fotos de Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) e Domhnall Gleeson (“Star Wars: O Despertar da Força”) na cinebiografia do criador do Ursinho Pooh. Anteriormente chamado de “Goodbye Christopher Robin”, o filme terá outro título, ainda não definido. Dirigido por Simon Curtis (“A Dama Dourada”), o filme vai contar a relação do escritor Alan Alexander Milne (Gleeson) com seu filho, chamado Robin (o estreante Will Tilston). A dificuldade de relacionamento entre os dois motivou o artista a criar o célebre personagem como forma de tentar uma aproximação com o garoto. Pooh era o nome do ursinho de pelúcia do menino. Robbie vive a esposa de Milne. Um detalhe curioso é que os atores e o diretor já trabalharam juntos antes, na ótima comédia “Questão de Tempo” (2013). Além disso, também chama atenção que, apesar do tema, a produção não sendo desenvolvida pela Disney, que lançou todos os desenhos animados do Ursinho Pooh. A data de estreia ainda não foi definida.
Paterson: Elogiado drama de Jim Jarmusch com Adam Driver ganha 20 fotos e primeiro trailer
A Amazon divulgou 20 fotos, o pôster e o primeiro trailer de “Paterson”, novo longa do cultuado diretor indie Jim Jarmusch (“Amantes Eternos”). O filme acompanha um motorista de ônibus chamado Paterson na cidade que se chama Paterson. Mas também inclui outra peculiaridade: o motorista é interpretado por Adam Driver (driver, claro, é motorista em inglês). A redundância faz parte da estratégia do diretor, que busca apresentar a banalidade do cotidiano, de onde seu protagonista extrai poesia. Literalmente. Enquanto não dirige seu ônibus pela cidadezinha de Nova Jersey, o motorista Driver escreve poemas. E a trama é contada em estrofes, uma para cada dia da semana, ao longo de uma semana em sua vida. A escolha da locação não foi casual. Paterson foi lar dos poetas Allen Ginsberg e William Carlos Williams. Ambos tinham em comum o uso da linguagem coloquial e versos que refletiam o cotidiano. Paterson, o personagem, também escreve sobre o que vive. Mas sua vida é monótona, com uma mulher dona de casa (a iraniana Golshifteh Farahani, de “Êxodo: Deuses e Reis”), um cachorro e um emprego tedioso. Exibido no Festival de Cannes, “Paterson” arrancou muitos elogios da crítica – alguns destacados no cartaz e na prévia, que pincela o cotidiano do protagonista. A estreia está marcada para 28 de dezembro nos EUA, data final para filmes que aspiram ao Oscar, mas não há previsão de lançamento no Brasil.
Rules Don’t Apply: Warren Beatty é Howard Hughes em trailer de drama romântico
A 20th Century Fox divulgou o segundo trailer de “Rules Don’t Apply”, filme dirigido por Warren Beatty (“Dick Tracy”), que também interpreta o bilionário excêntrico Howard Hughes na trama. A prévia tem um tom mais próximo do humor de “Ave, César!” (2016), dos irmãos Coen, que a seriedade de “O Aviador” (2004), a cinebiografia de Hughes dirigida por Martin Scorsese, centrando sua ação nos bastidores da era de ouro de Hollywood. A maior referência, porém, é lembrar que o roteirista Bo Goldman, que coescreveu a trama com Beatty, já tinha inventado uma aventura fictícia de Hughes na comédia clássica “Melvin e Howard” (1980). Ao contrário do filme de Scorsese, a trama acompanha o bilionário já envelhecido e em papel secundário, destacando o relacionamento entre seu jovem motorista e assessor (Alden Ehrenreich, por sinal de “Ave, César!”) e uma atriz aspirante de seu estúdio (Lily Collins, de “Os Instrumentos Mortais”). O elenco grandioso ainda conta com Matthew Broderick (“Roubo nas Alturas”), Haley Bennett (“O Protetor”), Alec Baldwin (“Missão Impossível: Nação Secreta”), Ed Harris (“Noite sem Fim”), Martin Sheen (“Trash”), Steve Coogan (“Philomena”), Candice Bergen (“O Casamento do Ex”), Taissa Farmiga (série “American Horror Story”), Oliver Platt (série “Chicago Med”), Dabney Coleman (série “Boardwalk Empire”), Paul Sorvino (“Os Bons Companheiros”), Megan Hilty (série “BrainDead”), Amy Madigan (“Medo da Verdade”), Louise Linton (“Cabana do Inferno”) e Annette Bening (“Minhas Mães e Meu Pai”), esposa de Beatty. Em desenvolvimento há muitos anos, “Rules Don’t Apply” é o quinto longa dirigido por Beatty, que já conquistou o Oscar de Melhor Direção com o drama “Reds” (1981). Ele não dirigia desde a comédia “Politicamente Incorreto” (1998) e nem sequer atuava desde “Bonitos, Ricos e Infiéis” (2001). A estreia está marcada para 11 de novembro nos EUA e não há previsão para o lançamento do longa no Brasil.
Ma Ma: Penélope Cruz vive grávida com câncer em trailer legendado
A Califórnia Filmes divulgou o primeiro trailer legendado de “Ma Ma”, filme em que Penélope Cruz interpreta uma grávida com câncer. O melodrama representa uma mudança radical na carreira do diretor espanhol Julio Medem, até então conhecido por obras transgressoras de forte carga sexual, como “Lúcia e o Sexo” (2001), “Caótica Ana” (2007) e “Um Quarto em Roma” (2010). Mas a prévia demonstra que toda a situação é tratada sem pieguice, de forma otimista, ainda que realista. O elenco também destaca Luis Tosar (“Enquanto Você Dorme”) como o marido de Penélope, além de Alex Brendemühl e Silvia Abascal (ambos de “Truman”). A estreia está marcada para 3 de novembro no Brasil, mais de um ano após o lançamento na Espanha.
Jessica Alba tenta volta à TV na pele de uma “humana sintética” com inteligência artificial
A atriz Jessica Alba, que foi revelada aos 14 anos na série “Flipper” (1995), ensaia voltar para a televisão. E no gênero de sua produção televisiva mais famosa, a sci-fi “Dark Angel”, que a projetou no começo dos anos 2000. A rede Fox encomendou o roteiro de “Girl 10”, que, se virar piloto e for aprovada, será estrelada e produzida pela atriz. O projeto é criação do roteirista Ken Woodruff (das séries “Gotham” e “The Mentalist”) e se passa no futuro em torno de Elle, uma das primeiras 10 unidades sintéticas de aparência humana, que é investigada por assassinato, após tentar impedir uma conspiração de utilizar sua tecnologia de inteligência artificial como arma. O tema de IA está em alta atualmente na TV, com a estreia de “Westworld” neste fim de semana no canal pago HBO. Além disso, o canal SyFy também encomendou um piloto baseado no filme “The Machine” e o AMC já coproduz “Humans”, que retorna com sua 2ª temporada em outubro no Reino Unido.
Série baseada em Deixe Ela Entrar escala top model norueguesa como vampira
Quem encarou com ceticismo o projeto do canal pago TNT de transformar o terror “Deixe Ela Entrar” em série de TV vai ficar com os dois pés mais atrás com a escalação da protagonista. A produção contratou uma top model de 19 anos para interpretar a vampira pré-adolescente da história. A modelo norueguesa Kristine Froseth, que já fotografou para campanhas das grifes Prada e Chloé, foi capa da Elle e da Harper’s Bazaar (e vai estrear no cinema no vindouro “Rebel in the Rye”), ficou com o papel que a sueca Lina Leandersson e a americana Chloe Grace Moretz interpretaram aos 13 anos, na versão original e no remake. A seu favor, ela é magrela e parece mais jovem – e é lindíssima. A trama está sendo adaptada por Jeff Davis, responsável pela série dos lobisomens adolescentes “Teen Wolf”, que, como sinal de alerta, não tem nada a ver com o filme que a nomeia. Segundo Sarah Aubrey, responsável pela programação original da TNT, a série “Let the Right One In” “vai combinar elementos de terror, thriller de vingança e romance adolescente em um conto inesquecível e um tanto quanto perturbador”. Já os filmes e o livro de terror em que se baseiam, do sueco John Ajvide Lindqvist, acompanham um pré-adolescente que, atormentado por seus colegas de classe, encontra conforto na amizade com a garotinha estranha que acaba de se mudar para seu prédio. O detalhe é que a menina é uma vampira muito velha, embora aparente ter a mesma idade que ele, e sua chegada coincide com uma série de assassinatos sangrentos, que começaram a abalar a população local.
Comédia vampírica What We Do in the Shadows vai virar série
A comédia neozelandesa “What We Do in the Shadows”, cultuada, premiada e inexplicavelmente inédita no Brasil, vai render uma série de TV. O diretor Taika Waititi confirmou a novidade em seu Twitter, após a imprensa do país dar a notícia. O filme original tinha estrutura de falso documentário, acompanhando uma equipe de documentaristas que ganhou acesso ao exclusivo mundo dos vampiros. Mas em vez de captar momentos tensos e aterrorizantes, acaba testemunhando vampiros que fazem tricô e tarefas domésticas, como passar aspirador de pó – mas nunca lavar as louças, que se acumulam a séculos. Mesmo quando saem para a noite, eles não provocam medo nem fazem sucesso com as mulheres, encontrando grande dificuldade para entrar em bares sem serem convidados. Waititi e Jermaine Celement (da série “Flight of the Conchords”), que criaram, dirigiram e estrelaram juntos o longa-metragem, nunca esconderam que desejavam levar a produção para a televisão. Mas a série não será centrada em seus personagens e sim em dois coadjuvantes, os policiais Karen (vivida por Karen O’Leary) e Mike (Mike Minogue), inocentes e facilmente manipuláveis, que tentam manter os humanos a salvo de todos as atividades sobrenaturais que ocorrem na cidade. A série vai se chamar “Paranormal Unit” e terá seis episódios de 30 minutos em sua 1ª temporada, no canal neozelandês TVNZ 2. “Pense em Mulder e Scully, mas num país em que nada acontece”, descreveu Waititi no Twitter. Enquanto a série não estreia, Waititi continua filmando seu novo projeto, um filminho chamado “Thor: Ragnarok”…
Lenda do rock Roy Orbison vai ganhar cinebiografia
O lendário roqueiro Roy Orbison vai ganhar uma cinebiografia. O site Deadline informou que os herdeiros do cantor de “Oh, Pretty Woman”, “In Dreams”, “Only the Lonely” e outros hits eternos se juntaram para produzir o filme, que está sendo escrito pela dupla Ray Gideon e Bruce Evans, responsável pelos clássicos “Starman – O Homem das Estrelas” (1984) e “Conta Comigo” (1985), além do bom suspense “Instinto Secreto” (2007). Intitulado “The Big O: Roy Orbison”, o filme vai lidar com uma história cheia de tragédias e triunfos, sobre um cantor que tinha uma voz tão perfeita que causava inveja em Elvis Presley e até em roqueiros atuais como Bruce Springsteen, e foi tão popular que teve sua turnê inglesa dos anos 1960 aberta pelos Beatles! Roy Orbison era um dos poucos pioneiros do rock’n’roll que ainda não tinha recebido atenção de Hollywood. Seus companheiros de gravadora Johnny Cash (“Johnny and June”) e Jerry Lee Lewis (“A Fera do Rock”) já ganharam filmes e Elvis Presley teve duas produções televisivas sobre sua vida. Os quatro, mais o rockabilly Carl Perkins, popularizaram o rock nos anos 1950, a partir de lançamentos da pequena gravadora Sun Records, em Memphis, no Tennessee. Cada um dos dos pioneiros teve um destino diferente. No caso de Orbison, não foi o vício (Cash), o escândalo sexual (Lewis), um acidente de moto (Eddie Cochran), de avião (Buddy Holly) ou o excesso de remédios (Elvis) que custou sua carreira, mas a depressão. Ele sofreu um grande baque nos anos 1960 devido a uma série de tragédias pessoais, com a morte de sua esposa Claudette em um acidente de moto, que ele presenciou, e de seus filhos mais velhos em um incêndio em casa, enquanto estava em turnê. O cantor levou quase duas décadas para se recuperar, mas deu a volta por cima, com um novo casamento e sendo redescoberto por uma nova geração, graças ao modo espetacular com que David Lynch usou “In Dreams” no filme “Veludo Azul” (1986) e à formação de uma superbanda com Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne e George Harrison, chamada Traveling Wilburys, em 1988. Orbison voltou a fazer sucesso já cinquentão. Mas, infelizmente, sofreu um ataque cardíaco fulminante quando estava se preparando para lançar seu disco de retorno, aos 53 anos de idade. O álbum rendeu “You Got It”, um dos maiores sucessos de sua carreira, que o colocou de volta no Top 10 da Billboard após 25 anos. Para completar, dois anos depois de sua morte, o filme “Uma Linda Mulher” (1990) relançou o hit “Oh, Pretty Woman” em todas as rádios do mundo. “A história de meu pai é uma viagem fantástica”, disse Alex Orbison. “Ele era tão inspirador como pessoa, porque, depois de tudo o que passou, o bom e o mau, ele ainda tinha uma visão positiva da vida, e era gentil e maravilhoso. O filme irá espelhar a história como uma música Roy Orbison: entre triunfo e tragédia, às vezes perdendo a menina e, por vezes, ficando com a menina, e terminando numa nota alta. A história de vida de nosso pai tem uma qualidade cinematográfica inegável e sentimos que a narração está em mãos extremamente capazes com Bruce e Ray”.












