Sam Mendes e Steven Spielberg desistem de filmar polêmico livro voyeur de Gay Talese
O diretor Sam Mendes (“007 Contra Spectre”) e o produtor Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) desistiram de adaptar o livro “The Voyeur’s Motel”, do célebre escritor Gay Talese (“A Mulher do Próximo”, “Honra Teu Pai”). Segundo o site Deadline, o motivo foi a produção de um documentário sobre os fatos supostamente reais relatados na obra. Mas a história do livro já tinha sido desautorizada pelo próprio autor. “The Voyeur’s Motel” tem sido uma causa interminável de polêmicas desde que o primeiro trecho foi publicado na revista New Yorker, causando ultraje. Nele, Talese conta a história de Gerald Foos, o homem que decidiu comprar e gerenciar um motel no Colorado em 1966 para satisfazer seu voyeurismo, assistindo a seus hóspedes fazerem sexo e descrevendo os atos num diário mantido até 1995. Só que ele acabou vendo bem mais que isso – como, por exemplo, um assassinato, que suas próprias ações precipitaram. O furor causado pela revelação da história fez a produtora DreamWorks, de Spielberg, adquirir os direitos da obra por cerca de US$ 1 milhão, antes mesmo do livro chegar às livrarias. Mas logo o jornal The Washington Post começou a encontrar furos na história, revelando que pelo menos parte do relato de Foos tinha sido inventado. Diante do questionamento de sua fonte, Talese resolveu renegar a obra, assumindo-se enganado pelo homem que ele transformou em protagonista, cujos relatos foram tidos como verdadeiros. Em comunicado, Talese afirmou, de forma dramática, que não ajudará a promover seu livro. “Eu não deveria ter acreditado no que ele me contou”, escreveu. “Como posso promovê-lo, quando sua credibilidade está no esgoto?” Como se não bastasse esse problema, dois documentaristas, Myles Kane e Josh Koury (de “Journey to Planet X”), já estavam de olho na polêmica, tendo entrevista Talese e Foos antes do livro virar projeto de filme. Sam Mendes viu o trabalho que eles realizaram e decidiu jogar a toalha, lamentado o tempo perdido. “O que sobrou disso, foi um relacionamento muito bom com uma jovem roteirista (Krysty Wilson-Cairns), que se mostrou extremamente talentosa e promissora. Ela fez um grande trabalho, o que torna tudo ainda mais frustrante, porque sentimos que desperdiçamos nosso tempo. Foi uma situação muito, muito incomum, que nenhum de nós poderia ter antecipado”, disse Mendes ao Deadline. “Ninguém nos informou sobre o documentário”, lamentou o diretor. “Ninguém disse à DreamWorks, ninguém me disse. E ele estava acontecendo todo esse tempo. Eles trabalharam no documentário durante pelo menos um ano antes da publicação do livro, e esta é uma das razões porque é um trabalho tão forte. Mas ninguém nunca nos informou, simples assim, o que é frustrante. É difícil falar sobre isso sem lamentar que o documentário seja tão maravilhoso, ao questionar quem realmente é o voyeur: Gerald Foos, que comprou o motel, ou Gay Talese, que escreveu sobre isso com muitos detalhes para milhões de leitores?” “O livro que compramos não é em absoluto a versão definitiva da história como garantia ser. Para contar a história completa, real, com autenticidade, seria preciso envolver o time do documentário, que é realmente parte da história”, ele continuou. “Talvez isso rendesse um filme até mais interessante, mas não era o roteiro que fizemos e nem seria algo fácil de fazer numa estrutura narrativa de ficção, algo meio ao estilo de Charlie Kaufman. Mais importante que isso, o próprio documentário já lidava com estas questões de forma muito bem definitiva. Achei brilhante o trabalho deles, tão bom que matou nosso filme”.
David Hamilton (1933 – 2016)
Morreu David Hamilton, fotógrafo e cineasta inglês que se especializou em softcore e fotos de ninfetas nuas e, por conta disso, envolveu-se em muitas polêmicas. Indícios apontam que ele teria cometido suicídio em sua casa, em Paris, aos 83 anos. A polícia foi chamada por vizinhos, encontrando-o caído, ao lado de frascos de comprimidos. Em outubro passado, a apresentadora de televisão francesa Flavie Flament identificou-o como o fotógrafo mencionado em seu livro de memórias como estuprador. “O homem que me violentou quando eu tinha 13 anos é David Hamilton”, ela declarou em uma entrevista. A revelação deu início a uma avalanche de acusações por outras mulheres que tinham servido de modelo para o fotógrafo. Radicado em Paris desde os anos 1950, Hamilton foi designer gráfico da revista de moda Elle antes de mostrar interesse pela fotografia. A princípio um hobby, suas imagens, marcadas por grande granulação, logo chamaram a atenção de diversas publicações especializadas em fotografia artística. Vieram convites de galerias, editoras de livros de arte, e em pouco tempo ele se tornou célebre, um dos fotógrafos mais influentes dos anos 1960 e 1970. O detalhe é que ele tinha apenas um tema: garotas adolescentes. Que fotografava cada vez mais despidas. Usando filtros para criar atmosfera enevoada e luz natural para evocar a natureza, Hamilton mesclou sensualidade e onirismo num estilo marcante, que era chamado de “soft focus”, ficou conhecido como “Hamilton blur” e virou sinônimo de “fotografia de ninfetas”. Apesar de renderem exposições em galerias de prestígio, as fotografias de Hamilton foram banidas em vários países, nos quais seus livros foram taxados como pornografia infantil, figurando proeminentemente no debate sobre se pornografia poderia ser considerada arte. Com vários trabalhos publicados até no Brasil, Hamilton nunca fez fotos explícitas. Sua preferência era o erotismo, com mais alusões e fantasias que situações claras de sexo. A idade das modelos é que tornava o material controverso. Hamilton assumiu que se inspirava em “Lolita”, de Vladimir Nabokov, dizendo que compartilhava a “obsessão pela pureza” do escritor, e que sua arte buscava evocar “a candura de um paraíso perdido”. Com a revisão de sua obra, sob o olhar contemporâneo, esta candura tem parecido mais claramente uma perversão. Em 1977, ele filmou “Bilitis”, que levou a fotografia soft focus e suas ninfetas para o cinema. A trama acompanhava a personagem-título, uma colegial adolescente (Patti D’Arbanville, vista mais recentemente na série “Rescue Me”) que passava o verão com um casal em crise e desenvolvia uma paixão lésbica pela esposa, ao mesmo tempo em que provocava um adolescente local. Filmado na era de ouro do cinema erótico, “Bilitis” foi alçado à condição de cult pela fotografia impressionista e escapou de maior polêmica graças à idade real de sua atriz principal, 23 anos na época. Ironicamente, apenas um ano mais jovem que a intérprete da esposa, a modelo Mona Kristensen, com quem Hamilton acabou casando. A situação se tornou diferente em seu filme seguinte, “Laura, les Ombres de l’Été” (1979), que lançou a jovem Dawn Dunlap (“Rainha Guerreira”) com apenas 16 anos. De temática fetichista, a trama acompanhava um escultor que reencontra um antigo grande amor, apenas para ficar impressionado com sua filha adolescente. A jovem Laura também sente uma atração, mas a mãe (Maud Adams, de “007 Contra o Homem da Pistola de Ouro”) proíbe que os dois tenham qualquer contato. Quando o artista insiste em fazer uma escultura, ela só aceita que use como modelo fotos da menina. E é a deixa para a fotografia de Hamilton entrar em cena, explorando a “inocência sensual” de adolescentes vestidas em roupas de balé. O problema é que a estrelinha, fotografada completamente nua para o filme, era de fato menor de idade. E isso gerou muita polêmica na época, a ponto de “Laura” ser proibido ao redor do mundo, inclusive nos EUA, onde só chegou direto em vídeo na década de 1980. Por outro lado, nos países em que foi exibido, como França e Austrália, nem sequer recebeu censura máxima, atestando o caráter “suave” de seu erotismo. Aumentando o risco a cada filme, Hamilton lançou seu longa mais polêmico em 1980. “Tendres Cousines” era uma história de sexo adolescente, em que um jovem de 15 anos se apaixona pela prima. A alemã Anja Schüte tinha 16 anos quando encenou, nua, as cenas de sexo que culminam a trama. Mas o filme também continha diversas cenas sensuais de Valérie Dumas, ainda mais jovem, que interpretava sua irmã mais nova. Acabou banido em ainda mais países. Com “Un Été à Saint-Tropez” (1983), ele finalmente dispensou os garotos e as desculpas para se concentrar apenas nas ninfetas, filmando sete adolescentes que dividiam a mesma casa no litoral de Saint-Tropez. Durante dois dias, elas tinham suas rotinas enquadradas pelas câmeras: acordar, vestir-se, ir à praia, andar de bicicleta, colher flores, brigar com travesseiros, praticar balé, lavar-se umas às outras e rir muito, como felizes objetos sexuais. Não há quase diálogos, de modo que é praticamente um livro de fotos com movimentos. No mesmo ano, ele lançou seu último filme, que se diferenciou por apresentar foco normal, pela primeira e única vez em sua filmografia. Em “Primeiros Desejos” (1983), três garotas naufragam em diferentes partes de uma ilha e acabam transando com um homem, um adolescente e outra garota. Uma delas era Anja Schüte, então com 19 anos. Embora mais velhas, as jovens eram retratadas como sendo adolescentes, e isso incluía depilação completa. O advento da pornografia em vídeo acabou com o erotismo suave da geração de Hamilton. Mas ele continuou com fama de maldito, graças à contínua publicação de seus livros de fotografia. Em 2010, um homem foi condenado como pedófilo na Inglaterra por ter quatro livros do fotógrafo em sua biblioteca. O caso chamou atenção da mídia e levou à sua absolvição um ano depois, mas ajudou a lembrar o quanto o trabalho de Hamilton era polêmico. Poucos imaginavam, na época, que ele poderia ter feito mais do que apenas fotografar menores em situações impróprias. Ele jurava nunca ter feito nada além de fotografar as meninas. Chegou a soltar uma nota, após as acusações de Flament, dizendo que clicou inúmeras modelos e nunca nenhuma chegou sequer a reclamar de falta de respeito. Lembrou, ainda, jamais ter sofrido nenhum processo por seu trabalho. E que acusações do tipo só visavam sensacionalismo barato. “Claramente, a linchadora busca seus 15 minutos de fama para promover seu livro”, escreveu, apontando o que estaria por trás disso vir à tona apenas agora, 20 anos após tê-la fotografado, e lamentando o que isso poderia lhe custar, pelo tipo de obra que transformou em sua vida. Poucas horas após sua morte ser noticiada, Flament também emitiu um comunicado. Seco e brutal. “Acabei de saber da morte de David Hamilton, o homem que me estuprou quando eu tinha 13 anos. O homem que estuprou numerosas jovens, algumas dos quais vieram denunciá-lo com coragem e emoção nestas últimas semanas. Estou pensando nelas, na injustiça que nós estávamos tentando enfrentar juntas. Por sua covardia, ele nos condenou mais uma vez ao silêncio e à incapacidade de vê-lo ser condenado. O horror deste ato nunca vai acabar com o horror das nossas noites sem dormir.” Intitulado “A Consolação”, o livro de Flavie Flament tem como ilustração de capa uma foto de David Hamilton.
Vikings: Novo trailer revela muitas batalhas na volta da série
O canal pago americano History divulgou uma cena e um novo trailer 4ª temporada de “Vikings”, que volta ao ar na quarta (30/11). Enquanto a cena surge um aparente suicídio de Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel), o trailer destaca diversas batalhas, especialmente entre os vikings e os saxões do Rei Ecbert (Linus Roache). Seis anos se passaram desde o confronto com Rollo (Clive Standen) em Paris, e com isso os filhos de Ragnar serão representados crescidos. Outra novidade da segunda metade da temporada será a revelação de um novo interesse romântico de Lagherta (Katheryn Winnick): Astrid, vivida pela sueca Josefin Asplund (“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”), que se tornará sua amante. A metade final do quarto ano terá mais dez episódios. Além disso, a série já foi renovada para seu quinto ciclo, que terá 20 episódios como a atual temporada. “Vikings” terá exibição simultânea no Brasil pelo canal pago Fox Action.
Lion: Novo trailer do drama premiado destaca música tema de Sia
A TWC (The Weistein Company) divulgou um novo trailer de “Lion”, drama premiado no Festiva de Toronto e cotado ao Oscar, destacando a música tema, “Never Give Up”, da cantora Sia. O drama adapta o best-seller “A Long Way Home”, de Saroo Brierley, por sua vez inspirado na vida real do autor. A trama acompanha um irreconhecível Dev Patel (“O Exótico Hotel Marigold”) como um jovem indiano adotado por uma família branca, que tem poucas lembranças de sua infância em Calcutá, onde se separou do irmão, viu-se perdido e precisou mendigar, até ser resgatado pelo casal vivido por Nicole Kidman (“As Aventuras de Paddington”) e David Wenham (“300: A Ascensão do Império”) e levado para viver com eles na Austrália, aos cinco anos de idade. Parte da história é contada por meio de flashbacks, como no filme que consagrou Patel, “Quem Quer Ser Um Milionário?” (2008), enquanto o protagonista resolve usar o Google Earth para reencontrar sua família biológica, partindo numa jornada em busca de suas raízes. O elenco ainda inclui Rooney Mara (“Peter Pan”) como a namorada do protagonista. O filme marca a estreia como diretor de cinema de Garth Davis, que comandou a premiada minissérie “Top of the Lake”. O roteiro foi escrito por Luke Davies (“Life: Um Retrato de James Dean”). O lançamento aconteceu nesta sexta (25/11) nos EUA, mas o filme só chegará em fevereiro aos cinemas do Brasil.
Mônica e Cebolinha cresceram tanto que podem ter um filho na edição 100 da Turma da Mônica Jovem
Prestes a virar filme, a revista em quadrinhos da “Turma da Mônica Jovem” está chegando a uma marca importante de sua publicação: a edição de número 100. E para marcar a data, a capa da revista sugere que Mônica e Cebolinha terão um filho. A arte mostra o casal de mãos dadas com um bebê, porém não afirma nem nega que a criança seja filho deles – ou um amiguinho imaginário que vai ajudá-los a reatar o namoro. Veja abaixo. O próprio material de divulgação do quadrinho sugere que algo “bombástico” vai ocorrer, sem revelar o quê. Em edições anteriores, o casal que se odiava na infância até se casou. Mas se tratava de uma história que imaginava o futuro deles. No “presente”, porém, eles estão separados. Mônica chegou a namorar o personagem Do Contra, mas o Cebolinha nunca desistiu de reconquistá-la. E é aí que entra a novidade da revista 100. Segundo o release, “um visitante extraordinário pretende dar uma ajudinha para o destino”. Em um texto que encerra a edição, Maurício de Sousa, criador dos personagens, sugere um destino inesperado para o casal. “Obrigado pela companhia, leitor. E bom divertimento neste momento mágico de reaproximação (de novo) dos nossos jovens enamorados Mônica e Cebola, agora se aproximando da idade adulta (…) O que virá? Afinal… Em um futuro próximo, depois do rito de passagem da juventude para a idade adulta, tudo pode acontecer com nossa turma jovem. E não tenham dúvida que tudo vai acontecer mesmo”. A publicação chega às bancas na quarta (30/11).
Shut Eye: Jeffrey Donovan é médium trambiqueiro em trailer de nova série
O serviço de streaming Hulu divulgou o pôster e o trailer completo de “Shut Eye”, que marca a volta de Jeffrey Donovan às séries, três anos após o final de “Burn Notice”. A prévia é repleta de misticismo, violência e humor. “Shut Eye” promete um olhar tragicômico sobre o submundo dos médiuns de Los Angeles e o crime organizado que os gerencia. A história gira em torno de um membro descontente da organização que tem a sua visão cínica desse mundo desafiada, quando começa a ter visões que podem ou não ser reais. Trata-se, claro, do personagem de Donovan, chamado Charlie Haverford, um mágico fracassado que supervisiona os cartomantes de Los Angeles. A vida de Charlie está estagnada e indo a lugar nenhum até que uma reviravolta o faz questionar tudo que ele acreditava. A premissa é intrigante e o elenco ainda inclui Isabella Rossellini (“Joy: O Nome do Sucesso”), KaDee Strickland (série “Private Practice”), Angus Sampson (série “Fargo”), David Zayas (série “Dexter”), Susan Misner (série “The Americans”) e Emmanuelle Chriqui (série “Murder in the First”). Criada por Leslie Bohem (minissérie “Taken”), a série estreia todos os 10 episódios da 1ª temporada em 7 de dezembro nos EUA.
Taboo: Série criada e estrelada por Tom Hardy ganha pôster e novos comerciais
O canal pago americano FX divulgou três novos comerciais, o pôster e definiu a data de estreia da série de época “Taboo”, estrelada pelo ator Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”). As prévias trazem cenas impactantes, mostrando como o protagonista retorna da África em 1813, após ser dado como morto, com diamantes e um plano para se vingar da morte de seu pai. Na trama, ele se recusa a vender o negócio da família para a Companhia das Índias Orientais e decide construir seu próprio império de comércio e transporte, o que o coloca no meio de um jogo perigoso entre duas nações em guerra: Reino Unido e Estados Unidos. Além de estrelar, Hardy também é creditado como criador da atração em parceria com seu pai, o escritor Chips Hardy, e o roteirista Steven Knight (“Senhores do Crime”) – que recentemente dirigiu o ator no thriller indie “Locke”. A produção ainda inclui o cineasta Ridley Scott (“Exodus: Deuses e Reis”). A 1ª temporada terá oito episódios, com estreia marcada para o dia 10 de janeiro nos Estados Unidos.
Animais Noturnos: Veja novas fotos e vídeos legendados com Amy Adams e Jake Gyllenhaal
A Universal Pictures divulgou 20 fotos, uma cena e um vídeo de bastidores legendado do drama “Animais Noturnos”, segundo filme do estilista Tom Ford, que estreou na direção de longas com o aclamado “Direito de Amar” (2009). As prévias não explicam exatamente a premissa nem revelam a intrincada estrutura da história, mas as declarações dos atores debatem a essência da trama e a cena traz um momento-chave da narrativa, quando a personagem de Amy Adams (“Batman vs. Superman”) revela que seu ex-marido, vivido por Jake Gyllenhaal (“O Abutre”), a chamava de “animal noturno”. Baseada no romance “Tony and Susan”, de Austin Wright, a trama segue o estilo de “uma história dentro de uma história”, desenvolvendo-se ao longo da leitura do manuscrito de um livro, enviado pelo autor (Gyllenhaal) à ex-mulher, Susan (Adams), de quem se separou há 20 anos. A narrativa se divide em três níveis: naquele instante do presente, na memória de Susan e também na própria leitura do romance. Há uma ficção dentro da ficção, trazida à tona pela trama do livro, sobre Tony Hastings (também interpretado por Gyllenhaal), um professor universitário, cuja mulher e filha adolescente foram assassinadas durante uma viagem de carro da família. Ele quer vingança, e a violência da história assusta a leitora Susan, para quem o livro foi dedicado, o que a leva a se recordar de seu casamento e enfrentar algumas verdades sombrias sobre si mesma. O elenco também inclui Isla Fisher (“Truque de Mestre”) como a mulher de Tony, Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como o detetive que vai investigar a violência ocorrida na sua família, Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) como o degenerado que os ameaça, e Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”) como o atual marido de Susan. Elogiadíssimo pela crítica, o filme venceu o Grande Prêmio do Juri do recente Festival de Veneza e fez parte da programação da Mostra de São Paulo. Entretanto, só vai estrear comercialmente no Brasil em 29 de dezembro, um mês após o lançamento nos EUA.
Trailer de drama indie traz atriz de Game of Thrones como menina de rua
A Electric Entertainment divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Book of Love”, drama indie estrelado por Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”) e Maisie Williams (série “Game of Thrones”). A prévia, como virou tendência, conta toda a história, mostrando Sudeikis como um arquiteto viúvo que, isolando-se em depressão, ainda conversa com a esposa morta (vivida por Jessica Biel, de “O Vingador do Futuro”). Uma dessas conversas o leva a ajudar uma menina de rua (Maisie), que vive recolhendo peças do seu lixo. Os dois se aproximam, a princípio relutantemente, no projeto de construção de um barco, que serve também para que ambos superem seus problemas pessoais. The end. O filme foi escrito e dirigido por Bill Purple, que estreia em longa-metragem após dirigir diversas sitcoms (“New Girl”, “Fresh off the Boat”, “Superstore”, etc.). A estreia está marcada para 13 de janeiro nos EUA.
Fences: Drama dirigido e estrelado por Denzel Washington ganha novo trailer
A Paramount Pictures divulgou o pôster e o segundo trailer de “Fences”, drama dirigido e estrelado por Denzel Washington (“Sete Homens e um Destino”). A prévia destaca a performance dramática do ator e de Viola Davis (“Esquadrão Suicida”), no papel de sua esposa, que podem emplacar indicações ao Oscar. Baseado na premiada peça de August Wilson, a trama já rendeu aos dois atores os prêmios Tony (o Oscar do teatro) em 2010. A trama traz Washington como um pai de família na década de 1950, um lixeiro urbano assombrado por seu sonho irrealizado de se tornar um astro do beisebol, e que busca desestimular a aspiração esportiva do filho numa época marcada pela segregação. Denzel já dirigiu dois filmes antes de encarar o texto de Wilson, que é considerado um clássico do teatro americano: as cinebiografias “Voltando a Viver” (2002) e “O Grande Desafio” (2007). O próprio Wilson assinou o roteiro da adaptação, que tem estreia marcada para 25 de dezembro nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
Mad Shelia: Veja o trailer do plágio chinês de Mad Max
O mercado chinês ganhou um “Mad Max” para chamar de seu. Trata-se de “Mad Shelia”, um filme recém-disponibilizado no servido de streaming chinês TenCent Video, cujo trailer chegou agora ao mundo ocidental. A prévia é ridícula, um plágio descarado e mal-feito, bem trash mesmo, de “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015). Produzido com baixíssimo orçamento, inclui um elenco de performance digna de paródia pornô, sem, infelizmente, as cenas de sexo explícito. O filme é, na verdade, o primeiro de uma franquia. “Mad Shelia: Virgin Road” será seguido por “Mad Shelia: Revenge of the Road” em 2017. A diversão começa pelo fato de que não há uma Mad Shelia no filme. Isto mesmo. A protagonista se chama Xi Liya, cujo nome tem sonoridade similar a Shelia. Vivida por Fuo Xiao, a personagem é uma caçadora de recompensas que atravessa o deserto disfarçada de homem e que enfrenta selvagens motorizados ao decidir libertar escravas virgens. Este tipo descarado de “remake” é bastante comum na China. Plágios recentes incluem “Crazy Toy City”, versão de “Zootopia” (2016), e “Fifty Shades of Black”, que teve o mesmo título em inglês da já paródia “Cinquenta Tons de Preto” (2016). A Disney, por sinal, está processando a empresa Blue MTV (sério, é o nome da empresa) por plagiar “Carros” (2006) em “The Autobots”. A propósito, compare também abaixo os cartazes de “Mad Sheilia: Virgin Road” e “Mad Max: Estrada da Fúria”.
Breaking Through: Anitta e Bruna Marquezine aparecem em trailer de filme americano
A cantora Anitta disponibilizou em seu YouTube o trailer legendado do filme americano “Breaking Through”, que ela e a atriz brasileira Bruna Marquezine filmaram há cerca de dois anos e que só agora parece que será lançado no Brasil. “Em Breve”, segundo o vídeo, que não informa se o lançamento acontecerá nos cinemas ou direto em DVD. O filme foi lançado há mais de um ano nos EUA, de forma bem limitada, e já está disponível em DVD em vários países. A trama gira em torno de Casey (Sophia Aguiar, dançarina de Beyoncé e Britney Spears), uma vendedora que sonha em se tornar famosa com seus vídeos de dança no Youtube. As duas brasileiras aparecem em papeis bem secundários na trama. Anitta surge como ela mesma em uma apresentação musical, enquanto Bruna interpreta uma colega de trabalho que tenta atrapalhar a vida da protagonista. A direção é de John Swetnam, que antes escreveu o roteiro de “Ela Dança, Eu Danço 5: Tudo ou Nada” (2014)
Hairspray Live: Especial televisivo revela número musical completo com Ariana Grande e Jennifer Hudson
A rede americana NBC divulgou um número musical completo de “Hairspray Live!”, com a participação das cantoras Ariana Grande e Jennifer Hudson. As duas fazem parte do elenco da produção, que será o quarto especial musical ao vivo da NBC, desde que a emissora inaugurou a mania desse tipo de atração de fim de ano com a montagem de “The Sound of Music Live” (A Noviça Rebelde Ao Vivo) em 2013. O “aperitivo” aconteceu nas ruas de Nova York, durante as festividades do Dia de Ação de Graças. O elenco inteiro participou do número, em que os artistas apresentaram “You Can’t Stop The Beat”, um dos grandes sucessos da versão da Broadway de “Hairspray”. A versão completa do especial só será vista daqui a duas semanas na TV americana. Vale lembrar que esta será a quarta encarnação diferente de “Hairspray”, que surgiu como uma comédia de cinema, baseada nas memórias de juventude do diretor underground John Waters. Até então considerado maldito, Waters conheceu o sucesso ao escrever e dirigir o filme em 1988. A história se tornou tão popular que ganhou adaptação musical na Broadway. A ironia é que a versão teatral fez ainda mais sucesso e rendeu uma nova adaptação cinematográfica em 2007, com muito mais música e dança. Agora, é a vez da versão televisiva, por sua vez baseada na montagem teatral. A trama permanece a mesma, evocando o começo dos anos 1960, época do programa “American Bandstand”, em que discos de sucesso eram dançados por adolescentes na TV. Fã do programa, a gordinha Tracy consegue ser aprovada para dançar ao lado dos jovens perfeitos que marcavam a TV da época e começa a se destacar, causando inveja na loirinha principal. Além de incluir uma subtrama romântica, o filme também abordava o racismo do programa e a diferença da música negra para a versão pop branquinha dos sucessos da época. Waters, que costumava trabalhar com a transexual Divine em filmes adultos, a escalou como a mãe de Tracy na produção voltada para adolescentes, e isso teve um impacto pouco mensurado na época. Desde então, o papel tem sido feito por homens, sem despertar polêmica. No cinema, até John Travolta viveu a personagem. A nova versão televisiva está a cargo da dupla Neil Meron e Craig Zadan, que assinou os três musicais anteriores – “The Sound of Music Live”, “Peter Pan Live” e “The Wiz Live”. A direção é de outra dupla: Kenny Leon (“The Wiz Live”) e Alex Rudzinski (que fez “Grease Live!” na Fox). E além de Jennifer Hudson (“Dreamgirls”) e Ariana Grande (série “Sam & Cat”), o elenco completo inclui Dove Cameron (“Descendentes”), Kristin Chenoweth (também de “Descendentes”), Garrett Clayton (série “The Fosters”), Martin Short (“O Pai da Noiva”), Harvey Fierstein reprisando o papel de Edna Turnblad, que lhe rendeu um Tony na montagem da Broadway, e a estreante Maddie Baillio como a protagonista Tracy Turnblad. “Hairspray Live!” será exibido em 7 de dezembro nos EUA.












