Atriz de The Walking Dead vai estrelar a nova série de Star Trek
A atriz Sonequa Martin-Green, intérprete de Sasha Williams em “The Walking Dead”, irá audaciosamente onde nenhuma mulher negra jamais esteve: protagonizar uma série da franquia “Star Trek” como comandante de uma nave espacial. Segundo a revista Entertainment Weekly, ela vai estrelar a nova série “Star Trek: Discovery”, assumindo a ponte de comando da nave que dá título à produção. A escalação representa um marco para “Star Trek”. Anteriormente, o ator Avery Brooks abriu o leque da diversidade ao protagonizar a série “Star Trek: Deep Space Nine” (1993–1999) como o primeiro capitão negro do universo trekker, mas nenhuma atriz negra ainda tinha sido escalada para liderar uma tripulação da franquia. Entretanto, sua personagem não será uma capitã. A descrição do papel é de uma jovem tenente, como os produtores já vinham mencionando, o que também quebra a tradição de “Star Trek” girar sempre em torno de um capitão da Federação. Além de Sonequa, também foram anunciados Chris Obi (minissérie “Raízes”), Shazad Latif (o Jekyll de “Penny Dreadful”) e Mary Chieffo (“Miss Dial”) como três Klingons. Eles se juntam aos anteriormente confirmados Michelle Yeoh (estrela de “O Tigre e o Dragão”), Anthony Rapp (“Uma Mente Brilhante”) e Doug Jones (conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “Mama”), que viverá o membro de uma espécie alienígena inédita no universo trekker. “Star Trek: Discovery” será a primeira série da franquia em mais de dez anos e foi concebida por trekkers de três gerações diferentes: Nicholas Meyer (diretor de “Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan” e roteirista de “Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa”, nos anos 1980), Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”, que começou a carreira escrevendo episódios das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, nos anos 1990), e Alex Kurtzman (roteirista dos dois primeiros filmes do reboot da franquia, “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”). A estreia está prevista para maio, com o objetivo de lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, CBS All Access. No resto do mundo, a atração será distribuída pela Netflix. O que fica no ar com a participação de Sonequa é o que isso representa para o futuro de Sasha em “The Walking Dead”. Logo após Chad L. Coleman ser anunciado no elenco da série “The Expanse”, seu personagem, Tyrese, morreu em “The Walking Dead”. Já Heath, o personagem de Corey Hawkins, que vai estrelar “24: Legacy”, teve outro destino: simplesmente sumiu. Todas as gravações da 7ª temporada de “The Walking Dead” já se encerraram, embora os oito episódios remanescentes só comecem a ser exibidos a partir de fevereiro.
Stan Against Evil é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano IFC renovou a comédia de terror “Stan Against Evil” para sua 2ª temporada. A decisão era esperada, desde que a estreia da série, em 2 de novembro, registrou recorde de audiência. A atração gira em torno de Stan Miller, ex-xerife de uma cidadezinha forçado a se aposentar. Mesmo tendo dificuldades em aceitar Evie Barret, a bela e durona nova xerife da cidade, eles acabam formando uma aliança improvável quando percebem que a tranquilidade do local está sendo interrompida por uma praga de demônios. É que o município foi erguido sobre as cinzas do local de execução de dezenas de bruxas no século 17. Como se pode notar pela premissa, não é só no título que “Stan Against Evil” lembra “Ash vs. Evil Dead”. Criada por Dana Gould, roteirista da série animada “Os Simpsons”, a atração é protagonizada por John C. McGinley (o eterno Dr. Perry Cox de “Scrubs”) e Janet Varney (que além de atuar em “You’re the Worst” é a dubladora original de Korra, de “Avatar: A Lenda de Korra”). O elenco ainda inclui Deborah Baker Jr. (também no ar na série “The Great Indoors”) e Nate Mooney (série “American Odyssey”).
Bruxinha Ramona estrela segundo vídeo místico da Turma da Mônica Jovem
A produção do filme da “Turma da Mônica Jovem” divulgou um segundo vídeo da personagem Ramona. Pelo jeito, ela vai mesmo seguir carreira de youtuber mística – e já tem até vinheta e bordão para abrir e concluir seus vídeos. Depois de descrever as características arianas da Mônica no primeiro vídeo, ela agora discorre sobre os demais membros da turma do Limoeiro, deixando estrategicamente alguns bem famosos para uma terceira aparição. Assim como no primeiro vídeo, a espontaneidade da atriz Amanda Torre, de apenas 13 anos, é que faz parecer que a ruivinha é uma pessoa real e não uma invenção dos quadrinhos. A personagem pode até parecer novidade para quem não acompanha tão de perto as criações de Mauricio de Sousa, mas a jovem bruxa Ramona tem, inclusive, destaque na edição 100 da “Turma da Mônica Jovem” lançada neste mês. Apesar da definição de Amanda como Ramona, o filme da “Turma da Mônica Jovem” ainda não revelou os demais atores, nem sequer se há testes em andamento. Também não se sabe quem vai dirigir o longa, que por sinal já tem previsão de lançamento: para o segundo semestre de 2018.
Elogiadíssimo e premiado, terror sul-coreano O Lamento ganha trailer legendado
A California Filmes divulgou o trailer legendado do terror sul-coreano “O Lamento”, novo filme de Na Hong-jin, responsável pelo excelente suspense de serial killer “O Caçador” (2008). A prévia explora o clima tenso do longa, com direito a chacinas, convulsões e muita superstição, além de demonstrar, com atmosfera sinistra, porque tem sido comparado à “Twin Peaks”. Na trama, a chegada de um estranho misterioso em uma cidadezinha tranquila coincide com uma onda de assassinatos cruéis, causando pânico e desconfiança entre os moradores. Quando a filha do policial responsável pela investigação (Kwak Do-won, de “O Homem de Lugar Nenhum”) cai vítima de uma possível maldição, ele chama um xamã para ajudar a encontrar o culpado. Escrito e dirigido por Na Hong-jin, “O Lamento” foi premiado em diversos festivais internacionais de cinema fantástico e recebeu nota de obra-prima no site Rotten Tomatoes, com 98% de aprovação da crítica americana. A estreia acontece em 22 de dezembro no Brasil.
Trailer de Kiki – Os Segredos do Desejo explora os mais diversos fetiches sexuais
A Imovision divulgou o trailer legendado de “Kiki – Os Segredos do Desejo”, comédia sexual indicada ao prêmio Goya 2017, o Oscar espanhol. A prévia resume a premissa, ao mostrar um psicanalista aconselhando um casal a explorar suas fantasias. O resultado é um catálogo de fetiches e práticas pouco convencionais, desde a dacrifilia (a curiosa prática de pessoas que sentem prazer ao ver o parceiro chorar) até a somnofilia (quem gosta de ter relações sexuais com alguém que esteja dormindo). Há também fetiches mais “convencionais”, como pedolatria (desejo por pés), nas histórias de cinco casais que buscam quebrar seus tabus. O filme é, na verdade, remake do australiano “A Pequena Morte” (2015), escrito e dirigido por Josh Lawson (ator da série “Superstore”). A versão espanhola também ficou a cargo de um ator, escrita e dirigida por Paco León (“Dieta Mediterrânea”), que também atua no filme. A estreia está marcada para 19 de janeiro no Brasil.
Sete Minutos Depois da Meia-Noite lidera indicações ao Goya, o Oscar espanhol
A organização dos prêmios Goya, considerado o Oscar do cinema espanhol, divulgou seus indicados a melhores do ano. E uma coprodução hollywoodiana disparou na frente. A fantasia “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, dirigida por Juan Antonio Bayona, mas falada em inglês, escrita por um americano e estrelada por atores britânicos, lidera em indicações, concorrendo em 12 categorias. Bayona já venceu dois prêmios Goya, como Melhor Diretor Estreante por seu primeiro filme, o terror “O Orfanato” (2007), e o de Melhor Diretor pelo drama de desastre “O Impossível (2012). Em “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, ele conta a história de um menino (Lewis MacDougall) que enfrenta a doença da mãe (Felicity Jones) com sua imaginação e a ajuda de um monstro (Liam Neeson). Sigourney Weaver é a única americana do elenco e concorre, pelo papel da vovó, ao Goya de Melhor Atriz Coadjuvante. O principal concorrente da superprodução de Bayona é um drama indie, “Tarde Para la Ira”, de Raúl Arévalo. Mesmo sendo o único longa na disputa de Melhor Filme que não tem financiamento das grandes redes de TV do país, conseguiu 11 indicações, uma façanha para Arévalo, que estreia como diretor após 15 anos trabalhando como ator de cinema. Ele já venceu o Goya como Melhor Ator Coadjuvante por “Gordos” (2009) e foi indicado outras quatro vezes – a mais recente pelo ótimo suspense “Pecados Antigos, Longas Sombras” (2014). A lista também inclui “Julieta”, de Pedro Almodóvar, que obteve sete indicações. Apesar de ter passado em branco no Festival de Cannes, o longa de Almodóvar é o candidato espanhol a uma vaga no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Entre as curiosidades, o boicote ao filme “La Reina de España”, de Fernando Trueba – porque o diretor disse, em entrevista, que não se sentia espanhol – não impediu que Penélope Cruz fosse indicada como Melhor Atriz, nem a temática fetichista da comédia sexual “Kiki – Os Segredos do Desejo” – ou o fato de ser remake de um filme australiano – intimidou a Academia Espanhola a lhe conceder quatro indicações. Para completar, mais uma vez o Brasil ficou de fora da premiação, que selecionou filmes da Venezuela, Colômbia, Argentina e México na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano. A cerimônia do Goya será realizada no dia 4 de fevereiro. Confira abaixo a lista com alguns dos principais indicados. Indicados ao prêmio Goya 2016 Melhor Filme “El Hombre de Las Mil Caras”, de Alberto Rodríguez “Julieta”, de Pedro Almodóvar “Que Dios nos Perdone”, de Rodrigo Sorogoyen “Tarde Para la Ira”, de Raúl Arévalo “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, de Juan Antonio Bayona Melhor Direção Alberto Rodríguez, por “El Hombre de Las Mil Caras” Pedro Almodóvar, por “Julieta” Rodrigo Sorogoyen, por “Que Dios nos Perdone” J.A. Bayona, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Diretor Estreante Salvador Calvo, por “1898. Los Últimos de Filipinas” Maro Crehuet, por “El Rey Tuerto” Nely Reguera, por “María (Y los Demás)” Raúl Arévalo, por “Tarde para la Ira” Melhor Ator Eduard Fernández, por “El Hombre de Las Mil Caras” Roberto Álamo por “Que Dios nos Perdone” Antonio de la Torre, por “Tarde para La Ira” Luis Callejo, por “Tarde para La Ira” Melhor Atriz Emma Suárez, por “Julieta” Carmen Machi, por “La Puerta Abierta” Penélope Cruz, por “La Reina de España” Bárbara Lennie, por “María (Y los Demás)” Melhor Ator Coadjuvante Karra Elejalde, por “100 metros” Javier Gutiérrez, por “El Olivo” Javier Pereira, por “Que Dios nos Perdone” Manolo Solo, por “Tarde para la Ira” Melhor Atriz Coadjuvante Candela Peña, por “Kiki – Os Segredos do Desejo” Emma Suárez, por “La Próxima Piel” Terele Pávez, por “La Puerta Abierta” Sigourney Weaver, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Ator Revelação Ricardo Gómez, por “1898. Los Últimos de Filipinas” Rodrigo de la Serna, por “Cien Años de Perdón” Carlos Santos, por “El Hombre de Las Mil Caras” Raúl Jiménez, por “Tarde para la Ira” Melhor Atriz Revelação Silvia Pérez Cruz, por “Cerca de tu Casa” Ánna Castillo, por “El Olivo” Belén Cuesta, por “Kiki – Os Segredos do Desejo” Ruth Díaz, por “Tarde para la Ira” Melhor Roteiro Original Jorge Guerricaechevarría, por “Cien Años de Perdón” Paul Laverty, por “El Olivo” Isabel Peña e Rodrigo Sorogoyen, por “Que Dios nos Perdone” David Pulido e Raúl Arévalo, por “Tarde para la Ira” Melhor Roteiro Adaptado Alberto Rodríguez e Rafael Cobos, por “El Hombre de Las Mil Caras” Pedro Almodóvar, por “Julieta” Fernando Pérez e Paco León, por “Kiki – Os Segredos do Desejo” Patrick Ness, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Direção de fotografia Alex Catalán, por “1898. Los Últimos de Filipinas” José Luis Alcaine, por “La reina de España” Arnau Valls Colomer, por “Tarde para la Ira” Óscar Faura, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Trilha Sonora Original Julio de la Rosa, por “El Hombre de Las Mil Caras” Pascal Gaigne, por “El Olivo” Alberto Iglesias, por “Julieta” Fernando Velázquez, por “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” Melhor Canção Original “Descubriendo India”, de Luis Ivars, em “Bollywood Made in Spain” “Ai, ai, ai”, de Silvia Pérez Cruz, em “Cerca de Tu Casa” “Muerte”, de Zeltia Montes, em “Frágil Equilibrio” “Kiki”, Mr.Kí feat Nita de Alejandro Acosta, Cristina Manjón, David Borras Paronella, Marc Peña Rius e Paco León, em “Kiki – Os Segredos do Desejo” Melhor Animação “Ozzy” “Psiconautas, los Niños Olvidados” “Teresa eta Galtzagorri” Melhor Filme Iberoamericano “Anna”, de Jacques Toulemonde Vidal “De Longe te Observo”, de Lorenzo Vigas “El Ciudadano Ilustre”, de Gastón Duprat e Mariano Cohn “Las Elegidas”, de David Pablos Melhor Filme Europeu “O Mestre dos Gênios”, de Michael Grandage “O Filho de Saúl”, de László Nemes “Elle”, de Paul Verhoeven “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach
Compositor brasileiro está na disputa do Oscar de Melhor Trilha Sonora
O compositor brasileiro Heitor Pereira está na disputa do Oscar de Melhor Trilha Sonora. O ex-guitarrista da banda Simply Red, mais conhecido como Heitor TP, é o autor da trilha da animação “Angry Birds”. A trilha do filme está incluía entre as 145 que passaram pelo veto da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, e foram consideradas aptas a concorreram ao Oscar. Deste total, apenas cinco serão indicadas para a disputa da categoria, em lista a ser divulgada em janeiro. A lista divulgada parece enorme, mas chamou atenção por deixar de fora trilhas elogias, como a de “A Chegada”, que inclusive concorre ao Globo de Ouro, além de “Manchester À Beira-Mar” e “Silêncio”, de Martin Scorsese. Heitor vive há 20 anos em Los Angeles e começou a trabalhar em trilhas por indicação do premiado compositor alemão Hans Zimmer, nove vezes indicado ao Oscar (e vitorioso em 1995 por “O Rei Leão”). Ele começou tocando guitarra nos arranjos de filmes como “Gladiador” (2000), “Missão: Impossível 2” (2002), “Pearl Harbor” (2001) e “Falcão Negro em Perigo” (2001), mas logo progrediu para a composição. Entre seus diversos trabalhos como compositor, ganham destaques as animações, especialmente as produções da Illumination. Heitor assinou a trilha sonora de toda a franquia “Meu Malvado Favorito”, inclusive do spin-off “Minions” e do vindouro “Meu Malvado Favorito 3”. Sua música também será ouvida em breve em “Larrikins”, animação da DreamWorks sobre a fauna australiana, dublada por Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”).
Bernard Fox (1927 – 2016)
Morreu o ator galês Bernard Fox, até hoje lembrado como o doutor Bombay na série clássica “A Feiticeira”. Ele faleceu em Los Angeles na quarta-feira (14/12), aos 89 anos, após sofrer insuficiência cardíaca. Fox, na verdade, nasceu Bernard Lawson, em 11 de maio de 1927, no País de Gales. Filho de atores de teatro, estreou nos palcos ainda bebê, quando os pais precisaram de uma criança para uma peça. Na pré-adolescência, já trabalhava como assistente de diretor de um teatro. Entre 1958 e 1959, ele estrelou a série britânica “Three Live Wires”, comédia sobre três jovens que trabalhavam no mesmo departamento de uma loja de eletrodomésticos. Mas o amor mudou o rumo de sua carreira. Após se casar com a atriz americana Jacqueline Holt, com quem contracenou numa peça, ele acabou se mudando para os EUA em 1962, onde acabou acumulando participações em séries clássicas. Ele apareceu em séries tão diferentes quanto “Combate”, “Perry Mason”, “Jeannie É um Gênio”, “O Agente da UNCLE”, “James West”, “E As Noivas Chegaram”, “Daniel Boone”, “O Rei dos Ladrões”, “Têmpera de Aço”, “A Família Dó-Ré-Mi”, “Galeria do Terror”, “Columbo”, “Barnaby Jones”, “M*A*S*H”, “Os Gatões”, “Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “O Barco do Amor”, “A Supermáquina”, “Duro na Queda” e “Assassinato por Escrito”, entre outras. Mas é mais lembrado por dois papéis marcantes. O ator teve participações recorrentes nas séries de comédias “Guerra, Sombra e Água Fresca” (1965–1971), na qual interpretou o Coronel Rodney Crittendon, um oficial britânico prisioneiro de guerra, e principalmente em “A Feiticeira” (1964–1972), onde roubou as cenas como o Dr. Bombay, um médico de bruxas que tratava doenças sobrenaturais com sintomas bizarros. Bombay costumava atender chamados de emergência de Samantha (Elizabeth Montgomery) nas horas mais impróprias, sendo geralmente convocado em seus momentos de laser – ele sempre aparecia em meio a uma nuvem de fumaça, por vezes trajado à rigor para uma noite na ópera, outras vez com traje de mergulho, equipamento de alpinismo e até enrolado em uma toalha, prestes a tomar banho. Bombay fez tanto sucesso que Bernard voltou a interpretá-lo em mais duas atrações: no spin-off “Tabitha”, dos anos 1970, centrado na filha de “A Feiticeira”, e mais recentemente na novela “Passions”, dos anos 2000, passada numa cidade onde ocorriam alguns eventos sobrenaturais. Bombay apareceu duas vezes na cidade para atender a bruxa Tabitha, inspirada na personagem de “A Feiticeira”. No cinema, ele ainda coadjuvou em “Aguenta Mão” (1966), musical de rock com a banda inglesa Herman’s Hermits, no filme derivado da série “Os Monstros”, “Monstros, Não Amolem” (1966), e nas comédias “Herbie – O Fusca Enamorado” (1977) e “De Volta aos 18” (1988). Mas sua filmografia chama mais atenção por um detalhe curioso. Ele foi o único ator de “Titanic” (1999) que já tinha afundado com o navio antes. No início da carreira, Bernard figurou como um marinheiro em “Somente Deus por Testemunha” (1958), o melhor filme sobre o naufrágio do Titanic até James Cameron dirigir a sua famosa versão. Curiosamente, seus dois personagens sobreviveram em ambas as filmagens. Seu último filme foi “A Múmia” (1999) e sua última aparição na TV aconteceu na série “Dharma & Greg” em 2001.
Rogue One, prólogo da saga Star Wars, chega a mais de 1,2 mil cinemas no Brasil
“Rogue One: Uma História Star Wars” é disparada a maior estreia da semana. Mais que isso, com lançamento em mais de 1,2 mil telas, é também uma das dez maiores estreias de todos os tempos no país – o recorde pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, distribuído em 1.504 salas há exatamente um ano – metade de todos os cinemas do Brasil. Bastante aguardado, o filme é um prólogo do clássico “Guerra nas Estrelas”, apresentando um grupo de rebeldes nunca visto antes na franquia, mas também o saudoso vilão Darth Vader. A trama gira em torno de uma missão para roubar os planos de construção da Estrela da Morte, a arma de destruição do Império que é derrotada no filme de 1977. Apesar de muitos relatos de problemas nos bastidores, o ritmo é empolgante e faz o longa escalar a lista dos melhores títulos da saga. Com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, também estreia neste fim de semana nos EUA – lá, em mais de 4 mil telas, isto é, em mais cinemas que todo o parque exibidor nacional. Adiado para não chegar aos cinemas tão próximo da tragédia da Chapecoense, “Sully – O Herói do Rio Hudson” também supera expectativas. Em cartaz em 261 salas, a produção conta a história real do piloto de avião que impediu um acidente de graves proporções ao realizar um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova York, salvando a vida de todos os passageiros. Mas mesmo considerado um herói pela mídia, ele precisou lidar com o escrutínio e acusações, durante a investigação de seus atos. Lembra “O Voo” (2012), mas consegue superar comparações, muito por conta da dobradinha formada pelo ator Tom Hanks e o diretor Clint Eastwood, dois veteranos que não enferrujam, apenas se aprimoram. Sucesso de bilheteria e crítica nos EUA (86% de aprovação), tem aparecido até em algumas listas importantes de Melhores Filmes do ano. Com ainda mais destaque na temporada de premiações, “Neruda” é a obra sul-americana mais celebrada do ano. Candidato do Chile ao Oscar, o novo filme de Pablo Larraín é uma delícia, que usa tom farsesco para contar fatos reais: a caçada policial ao poeta Pablo Neruda, “o comunista mais importante do mundo”, no final dos anos 1940. Sofisticado por um lado, no uso da metalinguagem, o longa também usa elementos de comédia maluca, evocando até a franquia “Pantera Cor-de-Rosa” na forma atrapalhada com que o inspetor vivido por Gael Garcia Bernal tenta prender aquele que é muito mais esperto que ele. Estreia em 34 telas. Sem muito espaço no circuito devido à guerra de blockbusters, a comédia brasileira “Magal e os Formigas” também tem seu jeito surreal de lidar com a realidade. O filme é praticamente uma homenagem ao cantor Sidney Magal, girando em torno de um fã mau-humorado que, em meio à crise financeira, resolve entrar num concurso para imitá-lo. No processo, acaba redescobrindo o bom humor. E tudo isso com uma ajuda do próprio Magal, que aparece apenas para ele, dando-lhe conselhos de vida. Há quem lembre de “Quero Ser John Malkovich” (1999), mas o tom abordado está mais para “A Procura de Eric” (2009), com direito à parábola moral de fábula encantada. Não que esteja neste nível ou seja tão engraçado quanto parece. As piadas fraquinhas renderam apenas 16 salas. O circuito limitado ainda recebe duas produções de perfil de festival. O romeno “Sieranevada” chegou a ser exibido em Cannes, e gira em torno do encontro de uma grande família num jantar para celebrar seu patriarca recém falecido. O diretor Cristi Puiu (“Aurora”) dá ao evento um tom de tragicomédia – em 13 salas. Bem mais ambicioso, o nepalês “Nas Estradas do Nepal” foi exibido em Veneza e usa a jornada de dois meninos, de castas e crenças diferentes, para retratar uma região belíssima, que ganha contornos horríficos por viver tantos anos mergulhada em guerra. Apesar do tema universal, o diretor estreante Min Bahadur Bham optou por uma filmagem de câmera parada, que não deixa o filme ser confundido com uma versão infantil de Hollywood sobre a barbárie. Por isso, a distribuição é confinada a apenas quatro salas do Rio e uma de Porto Alegre. Clique nos títulos de cada lançamento para ver seus trailers.
Sindicato dos Atores anuncia indicados a Melhores do Ano com algumas surpresas
O Sindicado dos Atores dos EUA (Screen Actors Guild) divulgou a lista de indicados a seu prêmio anual, o SAG Awards. Trata-se do troféu com a maior coincidência de premiação com o Oscar. Neste século, cerca 90% dos vencedores individuais do SAG também receberam o Oscar de Melhor Ator, Atriz e Coadjuvantes. E o motivo é simples: a maior parte dos votantes da Academia são atores, que também votam no prêmio do Sindicato. Por isso, o anúncio dos indicados ao prêmio já serve de aperitivo para o Oscar 2017. E Isabelle Huppert, que vinha vencendo tudo por sua performance com “Elle”, ficou de fora. Em seu lugar, apareceu Emily Blunt, de “A Garota no Trem”, de quem ninguém vinha falando. Isto porque a atriz francesa não é filiada ao sindicato americano. Entretanto, ela não foi a única ausência sentida. O badalado “La La Land – Cantando Estações” emplacou seus atores nas categorias individuais, mas não conseguiu indicação como Melhor Elenco. Para alguns “especialistas”, o prêmio de Melhor Elenco equivaleria ao voto dos atores no Melhor Filme do ano. E ao ficar sem indicação nesta categoria, “La La Land” teria grandes dificuldades de fazer valer seu favoritismo no Oscar. A verdade, porém, é que a coincidência com o Oscar cai para quase 50% na categoria de Melhor Elenco. Se aconteceu mais recentemente com “Spotlight” (2015) e “Birdman” (2014), não houve reciprocidade com “Trapaça” (2013), que perdeu para “12 Anos de Escravidão”, nem “Histórias Cruzadas” (2011), batido por “O Artista” (2011) na premiação da Academia. Outros vencedores do SAG de Melhor Elenco que não venceram o Oscar foram “Bastardos Inglórios” (2009), “A Pequena Miss Sunshine” (2006), “Sideways” (2004), “Gosford Park” (2002) e “Traffic” (2000), para ficar neste século. Já em relação às categorias individuais, a sincronia chega a ser entediante. Para dar noção da forte confluência entre as duas premiações, nesta década absolutamente todos os atores que venceram o SAG conquistaram também o Oscar e apenas uma atriz ficou sem a estatueta da Academia: Viola Davis, premiada pelo Sindicato por “Histórias Cruzadas”, perdeu o Oscar para Meryl Streep por “A Dama de Ferro” (2011). A diferença é maior entre os coadjuvantes, mesmo assim o dobro de um é dois. A cerimônia de entrega do SAG Awards acontece no dia 29 de janeiro em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pelo canal pago TBS. Melhor Elenco Capitão Fantástico Fences Estrelas Além do Tempo Manchester à Beira-Mar Moonlight Melhor Ator Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar Andrew Garfield – Até o Último Homem Ryan Gosling – La La Land – Cantando Estações Viggo Mortensen – Capitão Fantástico Denzel Washington – Fences Melhor Atriz Amy Adams – A Chegada Emily Blunt – A Garota no Trem Natalie Portman – Jackie Emma Stone – La La Land – Cantando Estações Meryl Streep – Florence Quem é Essa Mulher? Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali – Moonlight Jeff Bridges – A Qualquer Custo Hugh Grant – Florence Quem é Essa Mulher? Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar Dev Patel – Lion – Uma Jornada Pra Casa Melhor Atriz Coadjuvante Viola Davis – Fences Nicole Kidman – Lion – Uma Jornada Pra Casa Naomie Harris – Moonlight Octavia Spencer – Estrelas Além do Tempo Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar Melhor Elenco em Série de Drama The Crown Downton Abbey Game of Thrones Stranger Things Westword Melhor Elenco em Série de Comédia The Big Bang Theory Black-ish Modern Family Orange Is The New Black Veep Melhor Ator em Série de Drama Sterling K. Brown – This Is Us Peter Dinklage – Game of Thrones John Lithgow – The Crown Rami Malek – Mr. Robot Kevin Spacey – House of Cards Melhor Atriz em Série de Drama Millie Bobby Brown – Stranger Things Claire Foy – The Crown Thandie Newton – Westword Winona Wyder – Stranger Things Robin Wright – House of Cards Melhor Ator em Série de Comédia Anthony Anderson – Black-ish Tituss Burgess – Unbreakable Kimmy Schmidt Ty Burrell – Modern Family William H. Macy – Shameless Jeffrey Tambor – Transparent Melhor Atriz em Série de Comédia Uzo Aduba – Orange Is The New Black Jane Fonda – Grace & Frankie Ellie Kemper -Unbreakable Kimmy Schmidt Julia Louis-Dreyfus – Veep Lily Tomlin – Grace & Frankie Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie Riz Ahmed – The Night Of Sterling K. Brown – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story Bryan Cranston – All The Way John Turturro – The Night Of Courtney B. Vance – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie Bryce Dallas – Black Mirror Felicitty Huffman – American Crime Audra McDonald – Lady Day at Emerson’s Bar & Grill Sarah Paulson – The People v. O.J. Simpson: American Crime Story Kerry Washington – Confirmation Melhor Elenco de Dublês em Cinema Capitão América Guerra Civil Doutor Estranho Animais Noturnos Até o Último Homem Jason Bourne Melhor Elenco de Dublês em Televisão Game of Thrones Marvel’s Daredevil Marvel’s Luke Cage The Walking Dead Westworld
Crossover dos super-heróis da DC Comics será exibido nesta quinta no Brasil
O megacrossover das séries de super-heróis da DC Comics será exibido no Brasil nesta quinta (15/12), no canal pago Warner, como um especial de três horas de duração. Só ficou de fora o episódio de “Supergirl”, que foi ao ar na quarta como um prólogo. E, de fato, a trama da invasão alienígena começa mesmo em “The Flash”, avança no episódio 100 de “Arrow” e conclui em “Legends of Tomorrow” Enquanto a Warner programou uma maratona com a exibição das três séries consecutivas, nos EUA cada capítulo foi exibido num dia diferente, ao longo da mesma semana. E a iniciativa fez tanto sucesso que representou o recorde de audiência das respectivas séries em 2016. “Legends of Tomorrow” foi ainda além, estabelecendo sua maior audiência de todos os tempos. Ironicamente, “Legends of Tomorrow” teve menos público ao vivo que as demais, assistida por 3,3 milhões de telespectadores. “Supergirl” e “Arrow” tiveram 3,5 milhões e “The Flash” conquistou o melhor desempenho de todas, com 4,2 milhões de telespectadores. O resultado também foi a melhor semana da rede CW… em todos os tempos. A emissora americana até já teve público mais elevado em situações isoladas, mas nunca de forma tão consistente ao longo de uma semana inteira. Diante disto, a equipe de produtores liderada por Greg Berlanti pretende transformar o crossover quádruplo num evento anual. Detalhe: a crítica americana também aprovou a brincadeira, publicando resenhas bastante positivas. Intitulado “Invasion!”, mesmo nome de uma famosa minissérie de quadrinhos dos anos 1980, o crossover mostra como o Flash junta os diferentes super-heróis da TV para impedir uma invasão alienígena na Terra.
Desespero marca o trailer de Dunkirk, filme do diretor da trilogia Batman com Harry Styles
A Warner Bros divulgou o pôster brasileiro e o primeiro trailer completo legendado de “Dunkirk”, o novo filme de Christopher Nolan (trilogia “Batman”, “Interestelar”). A prévia se concentra no desespero dos soldados aliados, completamente cercados e impotentes diante do ataque constante de aviões nazistas na 2ª Guerra Mundial. Curiosamente, o título do filme não foi traduzido, apesar de ser o nome de uma cidade que consta nas enciclopédias de língua portuguesa. A batalha de Dunquerque entrou para a história como uma das maiores derrotas das forças aliadas na 2ª Guerra. Mas poderia ter sido um massacre. Acuados numa ponta de praia, os soldados aliados contaram com um esforço logístico sobre-humano para não serem exterminados durante uma ofensiva por terra e ar, embarcando em fuga, sob bombardeio, para dezenas de navios mobilizados para resgatá-los rumo ao Reino Unido. As filmagens foram realizadas nas locações em que os fatos aconteceram e renderam muita atenção dos paparazzi, devido ao interesse pela participação do cantor inglês Harry Styles, ex-One Direction, no elenco. Por sinal, ele aparece diversas vezes no trailer. Além dele, o filme destaca dois jovens ainda pouco conhecidos, Jack Lowden (“71: Esquecido em Belfast”) e o estreante Fionn Whitehead, ao lado dos experientes Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”) e Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”). A estreia está marcada para 27 de julho no Brasil.
Gru enfrenta vilão retrô no primeiro trailer dublado de Meu Malvado Favorito 3
A Universal divulgou dois pôsteres (com Minions e sem Minions) e o primeiro trailer dublado de “Meu Malvado Favorito 3”, que traz Gru enfrentando um novo supervilão. A introdução do divertido inimigo revela sua característica mais marcante: ele é totalmente obcecado pelos anos 1980. Balthazar Bratt era um ex-astro infantil que, ao crescer, não conseguiu superar o personagem que interpretava na infância. Por isso, ainda corta o cabelo no estilo mullet, usa um uniforme com ombreiras, joga bombas no formato de cubos mágicos e, para andar furtivamente, usa passos de moonwalk, a dancinha em ré de Michael Jackson. Por sinal, toda a sua aparição é marcada pela trilha de “Bad”, de Michael Jackson. E claro que o confronto com Gru é um duelo de dança. Nos EUA, o personagem é dublado por Trey Parker, um dos criadores da série animada “South Park”. Gru, por sua vez, continua a ser dublado por Steve Carell. Quem também está de volta é Kristen Wiig, como a agente Lucy Wilde, assim como Miranda Cosgrove como a pequena Margo. O filme foi novamente escrito por Cinco Paul e Ken Daurio e dirigido por Pierre Coffin e Kyle Balda, responsáveis por toda a trilogia. “Meu Malvado Favorito 3” estreia nos cinemas em 29 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.












