Festival de Berlim anuncia primeiros filmes de sua edição de 2017
A organização do Festival de Berlim anunciou a primeira leva de filmes de sua 67ª edição, destacando a mostra principal: a competição do Urso de Ouro. E o cinema brasileiro ficou de fora da seleção. Até agora, dez títulos foram selecionadas para a disputa. E pelo menos a língua portuguesa se fará ouvir por meio de “Colo”, novo filme da portuguesa Teresa Villaverde (de “Transe”). Ele vai concorrer com produções do Chile, da Hungria, da Romênia, da Polônia, da Finlândia, do Senegal, do Reino Unido e dos EUA. O representante latino é “Una Mujer Fantástica” (foto acima), do chileno Sebastián Lelio (do premiadíssimo “Gloria”), enquanto o exemplar de Hollywood é “The Dinner”, escrito e dirigido por Oren Moverman e estrelado por Richard Gere. Trata-se do segundo filme consecutivo da dupla, após o drama de sem-teto “O Encontro”, de 2014. Há ainda novos filmes de dois mestres do cinema europeu na relação: a polonesa Agnieszka Holland (“Filhos da Guerra”) e o finlandês Aki Kaurismäki (“O Porto”). Como parte da programação oficial, o festival também apresenta sessões especiais de filmes já lançados em seus países de origem, mas inéditos na Alemanha, documentários e formatos especiais. Até o momento, quatro produções foram incluídas nas sessões fora de competição. Entre eles, “La Reina de España”, de Fernando Trueba (“A Dançarina e o Ladrão”), que sofreu boicote em seu país após o diretor dizer em uma entrevista que não se sentia espanhol e, mesmo assim, rendeu indicação à Penélope Cruz ao prêmio Goya (o Oscar espanhol). Há também uma minissérie dos anos 1970 do mestre alemão Rainer Werner Fassbinder (1945–1982). A partir da semana que vem, serão divulgadas as atrações das mostras paralelas do festival (Panorama, Fórum e Fórum Doc). O Festival de Berlim ocorrerá entre 9 e 19 de fevereiro de 2017 na capital da Alemanha. Confira abaixo a lista completa. Selecionados para o Festival de Berlim 2017 Mostra Competitiva A Teströl és a Lélekröl (On Body and Soul, Hungria), de Ildiko Enyedi Ana, mon amour (Romênia), de Călin Peter Netzer Beuys (Alemanha), documentário de Andres Veiel Colo (Portugal), de Teresa Villaverde The Dinner (EUA), de Oren Moverman Félicité (Senegal), de Alain Gomis The Party (Reino Unido), de Sally Potter Pokot (Spoor, Polônia), de Agnieszka Holland Toivon Tuolla Puolen (The Other Side of Hope, Finlândia), de Aki Kaurismäki Una Mujer Fantástica (Chile), de Sebastián Lelio Seção Berlinale Special (fora de competição) La Reina de España (The Queen of Spain, Espanha), de Fernando Trueba Le Jeune Karl Marx (The Young Karl Marx, Alemanha), de Raoul Peck Últimos Días en La Habana (Last Days in Havana, Cuba), de Fernando Pérez Acht Stunden Sind Kein Tag (Eight Hours Don’t Make a Day, Alemanha Ocidental, minissérie de 1972), de Rainer Werner Fassbinder
Novo clipe de Lady Gaga é visto 5 milhões de vezes no YouTube em 48 horas
Lady Gaga divulgou seu novo clipe, “Million Reasons”, na quarta (14/12) e dois dias depois o vídeo já tinha ultrapassado 5 milhões de visualizações em seu canal oficial no YouTube. Novamente dirigida pelas fotógrafas de moda Ruth Hogbe e Andrea Gelardin, responsáveis pelo clipe de “Perfect Illusion”, o vídeo começa exatamente onde o outro terminou, como se fosse uma continuação, mostrando Gaga derrubada no deserto. Ela acaba reencontrando as forças, com ajuda das amigas, e logo dá a volta por cima, toda estilizada em pink, como uma cowgirl fashionista, tocando sua balada numa guitarra semi-acústica. Vai virar cosplay. A música, composta por Gaga, Hillary Lindsey e Mark Ronson tem uma pegada country pop característica dos anos 1970, e é infecciosa, com um refrão divino – literalmente, já que de inflexão gospel. Os detratores podem dizer que ela continua seguindo a evolução da carreira de Madonna com 25 anos de atraso – a fase do hit “Don’t Tell Me”, de 1990. De todo modo, o segundo single de “Joanne”, seu novo álbum, deve voltar a colocar Lady Gaga onde ela não é vista desde “Applause” (2013): no topo das paradas de sucesso.
Donald Trump convida Sylvester Stallone para cuidar da cultura dos Estados Unidos
Donald Trump convidou ao ator Sylvester Stallone a participar de seu governo. O presidente eleito dos EUA, que assume a Casa Branca em janeiro, quer o astro dos filmes de ação como presidente do National Endowment for the Arts (NEA), uma agência do governo federal que oferece apoio e financiamento para projetos que apresentam excelência artística e cultural. O presidente da NEA é apontado pelo presidente dos EUA para um mandato de quatro anos, mas seu nome precisa ser aprovado pelo Congresso americano. Como os EUA não possuem o equivalente a um Ministério da Cultura, o NEA acaba ocupando esta área como a agência com o maior orçamento para cultura do pais, além de pautar a política cultural do governo, realizando, entre outras funções, a cerimônia da Medalha Nacional das Artes, em que o presidente homenageia artistas que se destacaram ao longo de suas carreiras. São cerca de US$ 150 milhões anuais para investir em arte e cultura, entre bolsas e realização de projetos. Mas a pauta cultural nem sempre é bem aceita pelo Congresso, o que já rendeu diversas polêmicas. Em 1989, ao financiar artistas plásticos controversos como Andres Serrano e Robert Mapplethorpe, a NEA enfrentou um pesado lobby conservador, levando o Congresso a tentar censurar suas decisões (falhou) e diminuir seu orçamento (conseguiu, cortando pela metade). A informação de que Stallone foi convidado para assumir o cargo surgiu no tabloide inglês Daily Mail, mas foi confirmada por fontes independentes até para o site Deadline. Stallone estaria refletindo e ainda não deu sua resposta. O astro de 70 anos já demonstrou anteriormente interesse em ingressar na carreira política, como seu amigo Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia, mas resta saber se vai mesmo aceitar o convite de Trump e se o Congresso americano aprovará sua nomeação.
Ator de A Grande Família pede emprego no Facebook
Joanna Fomm fez escola. Após pedir emprego na internet, a veterana atriz brasileira foi contratada para fazer um filme (“Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”) e uma série (“Magnifica 70”). Agora, é a vez do comediante Marcos Oliveira, o Beiçola de “A Grande Família”. Sem trabalho desde agosto, quando terminou a novela “Liberdade, Liberdade”, o ator desabafou em seu perfil no Facebook, nesta sexta-feira (16/12), pedindo uma oportunidade. Veja abaixo: Oi gente eu sou o Marcos Oliveira e estou na batalha. Estou sem contrato e quero trabalhar. Beijos. Publicado por Marcos Oliveira em Sexta, 16 de dezembro de 2016 “Está difícil. Estou tentando sobreviver. Como não conheço a tecnologia, uma amiga me ajudou. As pessoas acham que sou contratado da Globo e eu não sou”, disse o ator ao UOL. “Não tenho dinheiro para pagar aluguel e as contas. Fiz dois empréstimos para sobreviver acreditando que acharia um trabalho logo. Estou juntando dinheiro para tentar pagar o aluguel desse mês. Se não pagar, daqui a pouco estou sendo despejado”, lamentou. O ator de 60 anos revelou que nunca teve contrato fixo da Globo, mesmo em “A Grande Família”, que durou 14 anos, e que gastou o dinheiro que recebeu da Globo tratando problemas graves de saúde. O ator está disposto a aceitar qualquer trabalho na área artística, de participação na TV a animação de festas. “Quero trabalhar, ter minha dignidade. Não quero ficar receber esmola de ninguém. Parece que meu trabalho não é suficiente ou que não tenha qualidades para ser bem-sucedido no meu trabalho, entendeu?”
Felicity Jones tem contrato para fazer mais um filme como Jyn Erso
A produtora Kathleen Kennedy já afirmou, categórica, que “Rogue One: Uma História Star Wars” não teria continuação. E quem for ao cinema saberá claramente porquê. Mesmo assim, o site The Hollywood Reporter revelou que a atriz Felicity Jones, protagonista do longa, assinou um contrato para fazer mais um filme da franquia. “Rogue One” tem tudo para bater recordes de bilheteria, o que provavelmente levaria a Disney a pressionar a LucasFilm, presidida por Kennedy, a retomar os personagens de algum modo. O desfecho da história, porém, não sugere mesmo um “Rogue Two”. O que deve acontecer é a personagem de Felicity, Jyn Erso, aparecer em flashbacks da saga principal, ou mesmo num spin-off que se passe na mesma época de seu filme – que cronologicamente antecede os eventos de “Guerra nas Estrelas” (1977). O fato é que, graças ao contrato assinado por Felicity Jones, os fãs ainda poderão ver Jyn Erso novamente. Nem que seja uma última vez.
História da continuação de Animais Fantásticos e Onde Habitam teria sido revelada
O site Internet Movie Data Base (IMDb) divulgou uma sinopse da sequência de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que após começar a ser discutida na internet foi apagada rapidamente. As três frases adiantam uma parte significativa do suposto enredo da continuação. O texto diz que a trama começa dois anos após o término da primeira história e Newt já se tornou o autor publicado que sonhava. Ele tenta a todo custo se soltar das amarras emocionais com Leta Lestrange, mas isso fica difícil já que ela aparece em vários momentos tentando falar com ele. Sem conseguir mais fugir, ele conversa com Leta e descobre que ela traz uma mensagem de Dumbledore, que pede a ajuda de Newt para derrotar Gerardo Grindelwald de uma vez por todas. Embora a sinopse não tenha sido oficializada pela Warner, partes desse enredo foram adiantados em entrevistas com a escritora J.K. Rowling, o diretor David Yates e o produtor David Heyman. Anteriormente, eles haviam comentado que haveria a ampliação da presença de Johnny Depp como o vilão Gellert Grindelwald (ou Gerardo Grindelwald, na tradução dos livros), maior destaque para Zoe Kravitz (“Divergente”), que vive Leta, a ex-namorada de Newt Scamander (Eddie Redmayne), e que um jovem Dubledore seria introduzido na trama. Portanto, é bem provável que a sinopse seja mesmo esta. Ainda não foi confirmado quem será o novo Dumbledore. “Animais Fantásticos e Onde Habitam 2” está atualmente em pré-produção e começará a ser filmado em julho. A continuação será ambientada em Paris, mas também deve ter cenas na Inglaterra, cenário habitual de “Harry Potter”.
Ex-Doctor Who vai dublar o Tio Patinhas no novo desenho de DuckTales
A nova versão de “DuckTales – Os Caçadores de Aventuras”, a clássica série animada da Disney dos anos 1980, ganhou um elenco de dubladores de peso. Ninguém menos que David Tennant, ex-protagonista da série “Doctor Who” e vilão superpoderoso de “Jessica Jones”, dará voz ao Tio Patinhas na versão original em inglês da atração. Já o trio de sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho terá as vozes de Danny Pudi (série “Community”), Ben Schwartz (série “House of Lies”) e Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”). O elenco traz ainda Beck Bennett (também de “Saturday Night Live”) como Capitão Boing, Toks Olagundoye (série “Castle”) como Madame Patilda e Kate Micucci (série “Raising Hope”) como Patrícia. Um vídeo foi divulgado pela Disney em que os atores cantaram o tema clássico da abertura do desenho animado, que foi originalmente ao ar entre 1987 e 1990. A atração ainda deve trazer outros personagens conhecidos do público, como o Pato Donald, a Margarida, o Professor Pardal, Mac Mônei, Maga Patalójika e os Irmãos Metralha, entre outros. Vale lembrar que “DuckTales” foi inspirado nos quadrinhos clássicos de Carl Barks, o criador de Patópolis. Nos gibis, os sobrinhos, incluindo Donald, acompanhavam aventuras do Tio Patinhas ao redor do mundo, entre os anos 1940 e 1960. As publicações marcaram época e influenciaram a cultura pop de forma irreversível. Para quem não sabe, a sequência da pedra rolante de “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981) foi inspirada numa história do Tio Patinhas criada por Barks. O reboot de “DuckTales” vai passar no canal pago americano Disney XD, mas ainda não tem previsão de estreia.
Definida última intérprete do remake da série Perdidos no Espaço
O elenco do reboot de “Perdidos no Espaço”, desenvolvido para a Netflix, definiu seu último intérprete humano. A atriz Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) será a nova Penny Robinson, a filha do meio da família Robinson, vivida originalmente pela atriz Angela Cartwright. Ela vai se juntar a Toby Stephens (série “Black Sails”), escalado como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell como Judy, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o navegador Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell) na tripulação. Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. Falta agora definir apenas a participação do robô – por exemplo, se será um intérprete atuando por meio de captura de movimentos ou apenas um dublador. O remake está sendo escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A série original foi concebida como uma versão espacial do clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na premissa criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. A previsão é que o remake estreie apenas em 2018 na Netflix.
Didi e Dedé voltam a se juntar no trailer de Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood
A Downtown Filmes divulgou o primeiro trailer de “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, 50º filme de Renato Aragão como Didi e que ainda marca a volta da grife “Os Trapalhões” aos cinemas, 18 anos após último filme em que Aragão filmou com o velho parceiro Dedé Santana, “Simão, o Fantasma Trapalhão” (1998). Trata-se de uma adaptação do recente musical de teatro “Os Saltimbancos Trapalhões” (2014), por sua vez inspirado no filme homônimo de 1981, estrelado pelos quatro trapalhões: Didi, Dedé, Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990). O detalhe é que o longa dos anos 1980 já era uma adaptação do musical infantil “Os Saltimbancos” (1977), com canções de Chico Buarque, que, por sua vez, também não era original, mas uma adaptação de um espetáculo italiano. É, portanto, a adaptação da adaptação da adaptação da adaptação. Entendeu, ô da poltrona? O saudosismo deve ser o maior apelo da produção, porque a prévia não parece especialmente engraçada, nem as coreografias vistas sugerem algo mais elaborado. O elenco ainda inclui Roberto Guilherme, outro membro do programa original “Os Trapalhões”, mais lembrado como o Sargento Pincel. A eles se unem Letícia Colin, Alinne Moraes, Emílio Dantas, Maria Clara Gueiros, Livian Aragão, Rafael Vitti, Nelson Freitas, Marcos Frota e Dan Stulbach. O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita – por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes – que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão (Roberto Guilherme), a vigarice do Satã (Marcos Frota) e o poder manipulador do prefeito da cidade (Nelson Freitas) podem colocar tudo a perder. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff (“Besouro”), “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood” tem estreia marcada para 19 de janeiro.
Vídeo com Lana Wachowski explica motivação do especial de fim de ano de Sense8
A Netflix divulgou um novo vídeo da série “Sense8”, em que a cineasta Lana Wachowski, uma das criadoras da atração, explica porque decidiu fazer um especial de fim de ano da série. Além dos comentários de bastidores, o vídeo oferece uma prévia com cenas inéditas do episódio. Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras de “O Destino de Júpiter” e da trilogia “Matrix”) em parceria com o roteirista J. Michael Straczynski (“Thor” e série “Babylon 5”), a série acompanha oito pessoas aparentemente aleatórias ao redor do mundo, que passam a dividir consciência, habilidades e memórias repentinamente. A 1ª temporada mostrou o grupo reconhecendo sua nova realidade e se aproximando, enquanto lidam com os próprios problemas e com uma organização que os persegue. O especial de Natal tem duas horas de duração e estará disponível na Netflix no próximo dia 23. Já a 2ª temporada, que teve cenas gravadas durante a Parada de Orgulho LGBT em São Paulo, estreia em 5 de maio. Veja também o trailer oficial divulgado pela Netflix.
Trailer do especial de fim de ano de Sense8 tem romance e ação
A Netflix divulgou o trailer do especial de fim de ano de “Sense8”. No vídeo, embalado pela música “Hallelujah” (clássico já gravado por Jeff Buckley e o recém-falecido Leonard Cohen), os protagonistas comemoram as festas de fim de ano, enquanto tentam resolver seus problemas individuais. Não falta romance, nem tampouco ação. O trailer mostra também, pela primeira vez, o ator Toby Onwumere, que substituiu Aml Ameen como intérprete do personagem Capheus. Ameen foi demitido da série supostamente após comentários preconceituosos contra uma das diretoras, Lana Wachowski, e a atriz Jamie Clayton, a Nomi. Ambas são mulheres trans. Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras de “O Destino de Júpiter” e da trilogia “Matrix”) em parceria com o roteirista J. Michael Straczynski (“Thor” e série “Babylon 5”), a série acompanha oito pessoas aparentemente aleatórias ao redor do mundo, que passam a dividir consciência, habilidades e memórias repentinamente. O especial ganhou uma sinopse oficial completamente vaga, que, para não dizer nada, diz o seguinte: “A viagem continua conforme estes oito corações e mentes singulares mergulham uns nos outros, encontrando ligações mais profundas, aprendendo os segredos mais sombrios e desesperados um sobre o outro e lutando para se identificar com algo mais do que apenas a si mesmo”. De acordo com o vídeo divulgado, os relacionamentos entre Will e Riley e Wolfgang e Kala devem ser mais bem explorados nos próximos episódios. O especial de Natal tem duas horas de duração e estará disponível na Netflix no próximo dia 23. Já a 2ª temporada da série, que teve cenas gravadas durante a Parada de Orgulho LGBT em São Paulo, estreia em 5 de maio. Veja também um vídeo de bastidores do especial divulgado pela Netflix.
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro define finalistas sem nenhum latino-americano
O Brasil ficou de fora da lista dos indicados ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA divulgou na noite desta quinta-feira (15/12) a lista com os nove finalistas da categoria, decepcionando muitos cinéfilos pelos títulos definidos. O brasileiro “Pequeno Segredo” acabou não emplacando, após ser escolhido sobre “Aquarius” pela comissão do Ministério da Cultura. Por outro lado, “Aquarius” tampouco conseguiu se qualificar para o Globo de Ouro. Na verdade, a Academia não deu brecha para nenhum filme latino-americano. Nem mesmo para o chileno “Neruda”, vencedor do prêmio Fênix e selecionado para o Globo de Ouro – que estreou justamente nesta quinta no Brasil. A lista é, na verdade, bem polêmica. Deixou de fora até o francês “Elle”, de Paul Verhoeven, que conquistou o Critics Choice Award da categoria e tem rendido vários prêmios à atriz Isabelle Huppert, além do espanhol “Julieta”, de Pedro Almodóvar. Já o melhor filme do ano, “A Criada”, nem foi submetido pela Coreia do Sul, que, assim como o Brasil, optou por um longa mais comercial. Em compensação, está lá o canadense “É Apenas o Fim do Mundo”, de Xavier Dolan, que apesar de premiado em Cannes foi massacrado pela crítica internacional – tem ridículos 44% de aprovação no Rotten Tomatoes, cotação que envergonha a lista do Oscar. Há até um desenho animado, o suíço “Ma Vie De Courgette”, de Claude Barras, que com isso ganha força para integrar a lista da categoria de animação. Mas o que mais chama atenção é o fato de a península da Escandinávia estar representada de forma integral. E talvez a maior surpresa seja mesmo a inclusão do norueguês “The King’s Choice”, de Erik Poppe, drama histórico que a crítica de seu país elogia muito, mas que é totalmente desconhecido para o público internacional, pois não passou em nenhum festival nem repercutiu fora de seu país. Com as ausências e equívocos, o caminho para a vitória do alemão “Toni Erdmann”, encontra-se praticamente assegurado. A comédia de Maren Ade também passou em branco em Cannes, mas venceu o chamado “Oscar europeu”, que é o prêmio de Melhor Filme do ano conferido pela Academia Europeia de Cinema, e vem conquistando todos os troféus em que não disputa com “Elle”. Premiado como Melhor Roteiro em Cannes, também chega forte o iraniano “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, cineasta que já venceu o Oscar por “A Separação” (2011). Para completar, outro veterano das premiações americanas, o russo Andrei Konchalovsky (não tem um Oscar, mas possui um Emmy) chega à competição com o peso do troféu de Melhor Diretor por seu novo filme, “Paraíso”, no recente Festival de Veneza. Vale apontar ainda que, dos nove candidatos, seis são europeus (metade vindo da Escandinávia) e que o candidato canadense também é estrelado por europeus. Assim sendo, apenas o filme australiano (centrado em aborígenes) e o representante asiático não retratam dramas de homens brancos. Confira abaixo a lista completa dos pré-selecionados. A relação definitiva dos cinco indicados será conhecida no dia 24 de janeiro de 2017, quando serão anunciados todos os concorrentes ao Oscar 2017. Finalistas do Oscar 2017 de Melhor Filme em Língua Estrangeira “O Apartamento”, de Asghar Farhadi (Irã) “É Apenas o Fim do Mundo”, de Xavier Dolan (Canadá) “Um Homem Chamado Ove”, de Hannes Holm (Suécia) “Ma Vie de Courgette”, de Claude Barras (Suíça) “Paraíso”, de Andrei Konchalovsky (Rússia) “Tanna”, de Bentley Dean e Martin Butler (Austrália) “Terra de Minas”, de Martin Zandvliet (Dinamarca) “The King’s Choice”, de Erik Poppe (Noruega) “Toni Erdmann”, de Maren Ade (Alemanha)
Variety elege The Walking Dead a pior série da TV americana
A série mais assistida da TV paga americana é também a pior de toda a programação televisiva dos EUA, na opinião da equipe da revista especializada Variety. No balanço dos destaques negativos de 2016, os jornalistas da publicação não perdoaram, cravando “The Walking Dead” como a pior série do ano. Líder de uma seleção que ainda inclui a série criada por Woody Allen para Amazon, “Crisis in Six Scenes” – “nunca deveria ter sido feita” – “Vinyl”, com produção de Mick Jagger e Martin Scorsese para a HBO – “uma decepção” – , e o revival de “Arquivo X” – “episódios sem o menor sentido” – , “The Walking Dead” foi massacrada e desdenhada como uma série de zumbis em que quase ninguém morre por causa dos zumbis. Ao destrincharem os problemas da série, os críticos da Variety lamentaram: “A série brinca com seus fãs, que merecem coisa melhor”. Eles chegaram a comparar a estrutura da série com um “loop narrativo” de “Westworld”, em que tudo se repete mais ou menos igual, episódio após episódio. Assim, em todas as temporadas, “o grupo de sobreviventes encontra uma nova comunidade, liderada por um vilão, e ele atormenta as pessoas uma a uma”, afirma a revista. Faltou só acrescentar que, a certa altura, os personagens se separam, cada um ganha um episódio individual para acompanhar seu sofrimento, e no final todos se encontram para enfrentar juntos o vilão do ano. Pior que “The Walking Dead” para a Variety só o horror real representado por Donald Trump, o presidente eleito dos Estados Unidos, que, segundo a revista, usou a televisão para amedrontar o público “com terror, bullying, racismo e mentiras”. “Trump descobriu todos os defeitos e a hipocrisia da televisão”, concluíram os jornalistas. Confira abaixo o ranking do pior da TV em 2016, de acordo com a Variety: 1) Donald Trump 2) The Walking Dead (Fox) 3) Programas sobre JonBenét Ramsey 4) Entrevista do nadador Ryan Lochte no programa The Today Show 5) Crisis in Six Scenes (Amazon) 6) The 100 (Warner) 7) Vinyl (HBO) 8) Top Gear (BBC) 9) Chelsea (Netflix) 10) Roadies (Showtime) 11) Notorious e Conviction (ambas ABC) 12) Arquivo X (Fox).












